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Lista de Exercícios - IEMonit – Monitoria de Introdução à ... de Exercícios 1 – Introdução à Economia 3 ganhos ao se especializarem e tal bem. 4. Um dos trade-offs mais

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  • Lista de Exerccios 1 Introduo Economia 1

    Conceitos importantes

    1)8 princpios da Economia

    2) Homem Econmico e os incentivos

    3) Economia positiva x Economia normativa

    4) Eficincia x equidade

    5) Tipos de bens e fatores de produo

    6) Escassez, escolha, tradeoff e custo de oportunidade

    7) A curva de possibilidades de produo (CPP) e a linha de

    possibilidades de consumo (LPC)

    8) Vantagem absoluta e vantagem comparativa

    9) Trocas, tendncia especializao e ganhos de comrcio

    10) Princpio das Vantagens Comparativas.

    11) Teorias do comrcio internacional

    LISTA 1

    ANOTAES

    GABARITO

  • Lista de Exerccios 1 Introduo Economia 2

    EXERCCIOS DE FIXAO

    1. Defina custo de oportunidade. A partir disso, qual outro conceito, muito importante par elucidar o

    comportamento do homem econmico, depreendido?

    Antes de definir custo de oportunidade, essencial a compreenso do conceito de trade-off. Trade-offs so

    as escolhas conflitantes as quais os agentes econmicos se deparam ao tomar suas aes. Dessa forma, ao

    escolher empregar seus recursos de modo X, deixa-se de lado a possibilidade de utiliz-los de forma Y. A

    partir de um trade-off, identificamos o custo de oportunidade aquilo que o homem econmico deixa de

    fazer ao tomar uma deciso frente ao trade-off existente. Em termos quantitativos, podemos calcular o

    custo de oportunidade a partir da razo entre aquilo que o agente deixa de fazer e o que ele decide fazer:

    C.O. = quantidade do bem 1 que deixa de ser produzida ou consumida / quantidade do bem 2 a ser

    produzida ou consumida

    2. A partir dos conceitos trabalhados na questo anterior, defina tambm o que uma Linha de Possibilidade de

    Consumo (LPC). Quais so suas caractersticas principais?

    A LPC a representao grfica da capacidade de um consumidor, dados os seus recursos limitados, de

    consumir dois bens distintos. Dessa forma, encontramos nela pontos em que todos os recursos so gastos em

    um nico produto, no eixo x, e no outro produto apenas, no eixo y. Entre esses dois pontos, traada uma

    reta que expressa as possibilidades de consumo em que ambos os bens podem ser demandados.

    Representamo-la retilnea, pois geralmente, o consumidor tomador de preos, ou seja, ele no tem

    influncia sobre os preos de mercado (e a inclinao da LPC dada pela razo entre os preos dos bens,

    ou, se voc preferir, o custo de oportunidade de consumo entre eles). Pode-se afirmar que esses preos de

    mercado representam o custo de oportunidade da escolha entre os dois bens.

    3. A partir da Curva de Possibilidade de Produo (CPP) pode-se, na comparao entre dois produtores distintos,

    observar as vantagens que um possui em relao ao outro no processo produtivo de um bem. Discorra sobre a

    natureza dessa curva e quais os tipos de vantagem que podem ser verificados na sua comparao.

    A Curva de Possibilidade de Produo uma representao grfica do custo de oportunidade de um agente

    obtida a partir da quantidade produzida de dois bens a partir do pleno emprego da sua capacidade

    produtiva. Caso essa curva seja retilnea, o custo de oportunidade para esse produtor mantm-se constante,

    ou seja, ele sempre deixar de produzir x quantidade de um bem A para cada unidade y de um bem B que

    ele produza, j que o custo de oportunidade de produo entre os dois bens representa a inclinao da CPP.

    Caso contrrio, o custo de oportunidade variar de acordo com a quantidade produzida e a inclinao da

    CPP tambm. Ao comparar as CPPs entre dois produtores, podemos identificar em qual produto cada um

    deles possui vantagem comparativa menor custo de oportunidade e, dessa forma, maximizaro seus

  • Lista de Exerccios 1 Introduo Economia 3

    ganhos ao se especializarem e tal bem.

    4. Um dos trade-offs mais discutidos na literatura econmica o que pode existir entre a eficincia econmica e a

    equidade distributiva. No Brasil, uma das verses desse trade-off ficou conhecida como teoria do bolo, termo

    cunhado pelo ex-Ministro da Fazenda Delfim Netto que dizia que era necessrio primeiro fazer o bolo crescer para

    depois dividi-lo, em que o ministro claramente sinaliza uma preferncia pela eficincia em detrimento da equidade.

    Comente esse trade-off (definindo o que um trade-off) considerando a diferena entre Economia Positiva e

    Economia Normativa.

    Um trade-off uma situao a escolha de uma alternativa impe um custo em termos da outra outra

    alternativa. Nesse caso, escolher eficincia implicaria abrir mo da equidade e vice-versa. A economia

    positiva o campo do conhecimento preocupado com fatos e objetividade cientfica, logo a escolha entre um

    e o outro feita com base nesses quesitos. J a economia normativa se baseia em juzos de valor, de modo

    que a escolha estaria norteada muito mais por noes pr-concebidas do observador do que os fatos

    necessariamente. O prprio comentrio de Delfim Netto de que o bolo deve crescer primeiro no era

    baseado em nenhum modelo cientfico comprovado muitos economistas inclusive questionaram suas

    polticas que tiveram como consequncia o aumento da desigualdade de renda, argumentando que essa

    desigualdade de renda, no longo prazo, prejudicou a eficincia da economia.

    5. Considere os seguintes bens, entre livres e econmicos, finais ou intermedirio, de capital ou de consumo:

    I . A motocicleta de delivery de uma pizzaria;

    Por ser um bem que no est disponvel livremente, trata-se de um bem econmico; alm disso, por no

    estar sujeito a nenhum processo de transformao ou de agregao de valor, um bem final; por fim, como

    um bem utilizado na prestao de um servio, o delivery, trata-se um fator de produo portanto, um

    bem de capital.

    II. A carteira de uma sala da aula da UnB para um aluno;

    A carteira de uma sala de aula, para um aluno da UnB, um bem econmico pois escasso; alm disso,

    um bem final, j que no est mais sujeito a nenhum processo de transformao. Por fim, um bem de

    capital, uma vez que contribuir para a formao de capital humano.

    III. Tecido para aviamento.

    Um tecido para aviamento um bem escasso obtido atravs de um custo ao demandante portanto, um

    bem econmico; alm disso, como est destinado ao aviamento, trata-se de um bem intermedirio, ou seja,

    ainda ser sujeitado a processos de transformao que lhe agregaro um valor por isso, no podemos

    classific-lo como bem de consumo ou de capital.

  • Lista de Exerccios 1 Introduo Economia 4

    EXERCCIOS DE APLICAO 1

    Julgue as assertivas a seguir como verdadeiras ou falsas:

    1. CESPE Banco da Amaznia (adaptada): Na rea correspondente Zona Franca de Manaus (ZFM), criada no

    governo do presidente Castelo Branco, aproximadamente 600 empresas gozam de incentivos fiscais especiais, que

    so parte de um plano geoeconmico para impulsionar o desenvolvimento da regio Norte do Brasil. Atualmente, a

    ZFM responde por aproximadamente 50% do PIB amazonense. Tendo como referncia o texto acima, julgue os

    itens seguintes, acerca dos conceitos fundamentais de microeconomia.

    As indstrias da ZFM que estiverem em pleno emprego dos seus fatores de produo se encontraro sobre suas

    fronteiras de possibilidades de produo.

    V - A fronteira de possibilidades de produo (FPP) delimita a capacidade mxima de produo de um

    agente, dada a sua quantidade de recursos. Logo, se ele fizer pleno emprego de seus fatores de produo, ele

    estar sobre sua FPP.

    O mecanismo de formao de preos na ZFM afetado pela interveno estatal, concretizada por meio das

    isenes fiscais.

    V Nesse caso, as foras de mercado no so livres para determinar a alocao de recursos da economia. O

    estabelecimento da ZFM pode ser justificada inclusive com base em um argumento de equidade, ou seja, de

    levar desenvolvimento regio norte, em detrimento a um argumento de eficincia, que justificaria a

    produo de eletrnicos no centro-sul onde a infraestrutura pr-existente possivelmente tornaria os custos

    de produo e, consequentemente, os preos mais baixos.

    2. CESPE Banco da Amaznia: O argumento de que mercados imperfeitos acarretam falhas de mercado

    frequentemente utilizado para justificar a adoo de protecionismo setorial de indstrias nascentes.

    V Geralmente os mercados so uma maneira eficiente de organizar a economia, mas nem sempre isso

    verdade. Quando isso no acontece, costuma-se dizer que ocorre uma falha de mercado, que justificariam a

    interveno estatal. Alguns mercados apresentam retornos crescentes de escala que favorecem estruturas de

    mercado como monoplios e oligoplios considerados falhas de mercados. No comrcio internacional,

    pases que entraram em setores como esses antes de outros gozam desse tipo de vantagens e acabam

    apresentando custos menores de produo, por terem tecnologia avanadas, uma vez que a produo exige

    um custo de aprendizagem elevado. Por isso, muitos pases adotam o protecionismo visando proteger sua

    indstria nascente de modo a evitar a concorrncia externa de um uma empresa estrangeira mais eficiente

    que est no mercado h mais tempo ou que goza de retornos de escala crescentes para fomentar o

    desenvolvimento da indstria nacional.

  • Lista de Exerccios 1 Introduo Economia 5

    3. CESPE Instituto Rio Branco (2011- adaptada) A especializao constitui uma das bases do comrcio

    internacional, o que contradiz a lei das vantagens comparativas.