Lista de Sobrenomes Judaico Sefarditas de Luso-brasileiros  · Baruch Ben Avraham Lista

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  • Baruch Ben Avraham

    Lista de Sobrenomes Judaico Sefarditas de Luso-brasileiros

    Uma lista contendo 1853

    sobrenomes usados por judeus

    sefarditas durante sculos em

    Portugal, Espanha e Itlia e

    encontrados no Brasil.

  • Edies Comunidade de Israel www.comunidadedeisrael.com.br

    2 LLiissttaa ddee SSoobbrreennoommeess JJuuddaaiiccoo SSeeffaarrddiittaass ddee LLuussoo--bbrraassiilleeiirrooss

    EEddiieess CCoommuunniiddaaddee ddee IIssrraaeell

    RRuuaa MMiissssiioonnrriioo GGuunnaarr VViinnggrreenn,, 11992222

    CCEEPP 7788996644--225500 BBaaiirrrroo NNoovvaa BBrraasslliiaa..

    JJii--PPaarraann.. RRoonnddnniiaa,, BBrraassiill

    TTeell ((6699)) 33442211--66005511 CCeell 6699 88111111--33008822

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    http://www.comunidadedeisrael.com.br/

  • Edies Comunidade de Israel www.comunidadedeisrael.com.br

    3 LLiissttaa ddee SSoobbrreennoommeess JJuuddaaiiccoo SSeeffaarrddiittaass ddee LLuussoo--bbrraassiilleeiirrooss

    Brasil Descoberta e Colonizao de um Pas

    de Contrastes tnicos

    Quando os

    portugueses chegaram ao

    Brasil a 22 de abril de 1500

    encontraram uma terra

    habitada por povos

    nmades que viviam da

    floresta de onde extraiam

    sua subsistncia, eram os

    ndios cuja populao

    poca estimada e mais de

    3 milhes que falavam

    1.300 lnguas diferentes.

    Depressa atrados pelas

    riquezas e exuberncia

    dessa terra comearam a

    chegar os portugueses.

    Foram 100 mil nos

    primeiros duzentos anos, a

    maioria deles homens

    solitrios que acabavam

    sua solido nos braos das

    nativas cuja beleza nua

    muito os atraia. Dessas

    unies apaixonadas

    imortalizadas no romance

    Iracema, de Machado de

    viriam os caboclos, filhos

    do homem branco com a

    ndia morena das selvas.

    EEmmbboorraa aa mmaaiioorriiaa ddee nnoossssoo

    ppoovvoo nnoo oo ssaaiibbaa,, ooss

    ppoorrttuugguueesseess lleeggaarraamm

    bbrraassiilliiddaaddee nnoo ss oo nnoommee

    lluussiittaannoo,, mmaass ttaammbbmm oo DDNNAA

    jjuuddaaiiccoo ttrraannssmmiittiiddoo aa mmiillhhaarreess

    ddee nnaattiivvooss ddeessssaa tteerrrraa,, ttaannttoo

    ccaabbooccllooss ccoommoo mmuullaattooss,, bbeemm

    ccoommoo ppooppuullaaoo nnoo

    mmeessttiiaa..

    MMoonnuummeennttoo aaooss BBaannddeeiirraanntteess,, iinnssttaallaaddoo nnoo aacceessssoo aaoo CCeennttrroo

    HHiissttrriiccoo ddee SSaannttaannaa ddee PPaarrnnaabbaa SSPP -- NNaasscciimmeennttoo CCaabboocclloo

    aarrttiissttaa MMrriilloo SS TToolleeddoo,, eessccuullttuurraa eemm bbrroonnzzee eemm pprraaaa

    ppbblliiccaa.. DDoommiinniioo PPuubblliiccoo,, AAuuttoorr HTPF Fonte Wikipedia. http://en.wikipedia.org/wiki/File:Nascimento_Caboclo.JPG

    http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Herm%C3%B3genes_Teixeira_Pinto_Filhohttp://en.wikipedia.org/wiki/File:Nascimento_Caboclo.JPG

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    4 LLiissttaa ddee SSoobbrreennoommeess JJuuddaaiiccoo SSeeffaarrddiittaass ddee LLuussoo--bbrraassiilleeiirrooss

    O caldeiro tnico que fez do Brasil o que ele hoje estava

    apenas comeando a se completar e receberia um aditivo enorme a

    partir de 1.532 quando os portugueses abastados ansiosos por

    explorar a terra comearam a importar escravos vindos da frica, um

    tero dos quais era composto por mulheres. Tambm aqui as mais

    belas negras eram escolhidas pelos senhores, ou seus capatazes, na

    maior parte das vezes como concubinas e raramente como esposas.

    Estas unies, estveis ou no, consensuais ou foradas trouxeram

    um novo elemento demografia da nascente civilizao, os mulatos

    que ajudariam a formar e embelezar esse povo. Ocasionalmente

    havia unies entre os negros e os ndios resultando em filhos que

    foram denominados cafuzos. No entanto, por agora, j que estamos

    tratando da herana gentica portuguesa, o que conta para ns so

    os descendentes de europeus lusitanos.

    Estes mestios filhos de pais portugueses e mes ndias e

    negras, tanto os caboclos como os mulatos receberam em sua

    gentica o DNA dos portugueses, foram apadrinhados em batismos

    cristos e receberam nomes lusitanos. A assimilao por parte foi tal

    que os nomes da frica praticamente foram esquecidos e hoje j

    ningum se lembra deles. No estamos falando de democracia

    racial, que s comearia a chegar com a Lei do Ventre Livre, quando

    todos os filhos de escravas recebiam automtica alforria, matando

    um comrcio infame que j no podia se abastecer com escravos

    provindos da frica j que os navios negreiros eram caados pela

    frota de Sua Majestade da Inglaterra. Estamos falando da mistura

    indiscriminada ditada pelo amor, pelo desejo ou pelo simples e

    degradante sentimento de posse dos senhores sobre suas escravas,

    casadas ou solteiras. Pelo sim pelo no, o sangue, o nome, o DNA

    dos portugueses passava a ndios e negros atravs das unies

    consensuais ou no entre os senhores e suas servas.

    At ai todo o Brasil conhece a histria de como negros, ndios

    e portugueses se fundiram numa amlgama que no diferia o

    selvagem do escravo ou o escravo de seu senhor, ou os filhos

    destes entre si. Pelos nomes eram todos iguais, ja no eram

    Kufukila, Cabinda, Mina ou Guin, mas Silva, Cardozo ou Ferreira.

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    5 LLiissttaa ddee SSoobbrreennoommeess JJuuddaaiiccoo SSeeffaarrddiittaass ddee LLuussoo--bbrraassiilleeiirrooss

    O que muita gente no sabe que grande parte destes nomes

    so de herana judaica, e que na formao do Brasil entre 25 e 33%

    da populao branca era composta de cristos novos, eufemismo

    para esconder o passado judaico de populaes convertidas fora

    f da santa cruz. Estas pessoas viram no Atlntico o Mar

    Vermelho se abrindo e no Brasil uma Nova Cana, onde algures

    poderiam praticar uma forma sincrtica de cristianismo e judasmo

    que ficou conhecida como cripto-judaismo, o judasmo oculto. At

    os incios dos anos 70 a existncia desse contingente era

    praticamente ignorado, e infelizmente jamais mencionado em livros

    escolares.

    Aqueles que foram responsveis de formar o Brasil so dados

    apenas como portugueses e nunca como judeus portugueses um

    dado que certamente teria feito nosso povo e nosso pas a ver com

    simpatia o enorme sofrimento dos judeus durante a II Guerra

    quando Getlio se juntou conspirao nazi-facista no prendendo

    e nem matando judeus claro, mas ordenando aos embaixadores

    na Europa que no lhes concedessem vistos de sada. Nosso povo,

    se devidamente informado teria visto os judeus no como os

    assassinos de deus, mas como seus irmos. E estes so mais do

    que muitos. Ningum tem como saber ao certo quantos so mas

    por certo so dezenas de milhes aqui e em Portugal.

    S para ter uma ideia de quantos luso-brasileiros so

    descendentes de Israel bom que se saiba que em 1492, entre 120 e

    150 mil judeus espanhis expulsos pelos reis catlicos foram para

    Portugal e se juntaram aos mais de 100 mil judeus portugueses

    numa poca em que Portugal tinha 1 milho de habitantes. Sob

    presso da Espanha o Rei de Portugal ordenou a converso em

    massa dos judeus que no tendo para onde ir se resignaram ao

    catolicismo. Eles passaram a ser os cristos novos. Convertidos

    fora de um decreto eles passaram a viver o judasmo escondido,

    que no Brasil nem foi to escondido assim, pelo menos at

    chegada das visitaes do Tribunal do Santo Ofcio que servia mais

    abominvel das prticas, o de caar bruxas, feiticeiros e hereges,

    mas sobretudo e principalmente judeus, os assassinos de deus.

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    6 LLiissttaa ddee SSoobbrreennoommeess JJuuddaaiiccoo SSeeffaarrddiittaass ddee LLuussoo--bbrraassiilleeiirrooss

    Por essas prticas o Tribunal do Santo Ofcio enviado ao Brasil

    processou, julgou e condenou centenas deles ao confisco dos bens,

    hbito perptuo, crcere privado, priso e por vezes morte,

    ainda que diversos deles tiveram a sorte de ser queimados em

    esttua, mediante uma representao, castigo bem menos cruel do

    que os que foram sentenciados a queimar em carne.

    Estes cristos novos foram mais abundantes na Bahia, no Rio

    de Janeiro, em Pernambuco e Minas Gerais onde se dedicaram

    minerao. Seria exaustivo documentar todos os casos a fim de que

    se pudesse justificar a enorme lista de nomes usados por sefarditas

    que publicamos nessa edio, e isso fugiria ao escopo desse

    trabalho. No entanto, para aqueles que no tiveram oportunidade

    de conhecer a histria dos formadores dessa nao inclumos aqui

    um trecho de uma dissertao de Anita Novinsky, no momento a

    mais renomada pesquisadora sobre o passado judaico do Brasil que

    menciona a condenao de 57 cristos novos.

    Apesar do estgio inicial em que se encontram as

    investigaes sobre a populao crist-nova em Minas Gerais,

    podemos dizer que seu nmero foi relativamente alto, uma vez que

    inclua tambm os "assistentes" que residiam no Rio de Janeiro e na

    Bahia, mas que passavam longos perodos em Minas Gerais. N