Literatura e Devir em Murilo Rubião: uma leitura na diferença

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Text of Literatura e Devir em Murilo Rubião: uma leitura na diferença

  • FUNDAO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDNIA UNIR

    DEIVIS NASCIMENTO DOS SANTOS

    LITERATURA E DEVIR EM MURILO RUBIO

    UMA LEITURA NA DIFERENA

    PORTO VELHO

    2013

  • DEIVIS NASCIMENTO DOS SANTOS

    LITERATURA E DEVIR EM MURILO RUBIO

    UMA LEITURA NA DIFERENA

    Dissertao apresentada ao Programa de Mestrado em Estudos Literrios do Departamento de Lnguas Vernculas da UNIR como requisito parcial para

    obteno do ttulo de Mestre.

    Orientadora: Prof. Dra. Heloisa Helena Siqueira Correia

    PORTO VELHO

    2013

  • FICHA CATALOGRFICA

    BIBLIOTECA PROF. ROBERTO DUARTE PIRES

    S2373l Santos, Deivis Nascimento dos

    Literatura e devir em Murilo Rubio: uma leitura na diferena / Deivis Nascimento dos Santos. Porto Velho, Rondnia, 2013.

    80f.

    Dissertao (Mestrado em Estudos Literrios) Fundao Universidade Federal

    de Rondnia / UNIR.

    Orientadora: Prof. Dr. Heloisa Helena Siqueira Correia

    1. Literatura 2. Contos de Murilo Rubio 3. Devir - diferena I. Correia, Heloisa

    Helena Siqueira II. Ttulo.

    CDU: 82-34

    Bibliotecria Responsvel: Ozelina Saldanha CRB11/947

  • DEDICATRIA

    Dedico este trabalho a todos da minha famlia, especificamente: Rosalina e Layne (me e irm); Alzira e lef Duran (esposa e filho). A

    minha orientadora Dra. Heloisa Helena Siqueira Correia e a todos os professores e amigos do

    curso de Mestrado em Estudos Literrios - UNIR. Aos NEFELIBATAS (nosso grupo de amigos da graduao em letras). Aos falecidos

    Gentil Carvalho dos Santos (pai), Zenir de Morais (padrasto amigo) e Maria do

    Nascimento Maia de Oliveira (av) in memoriam.

  • AGRADECIMENTOS

    Agradeo toda a ajuda e compreenso de meus familiares durante o

    mestrado. A pacincia e ateno dos professores do curso (Wani Sampaio, Ana

    Felipini, Cynthia Barra, Heloisa Helena, Rubens Vaz e Milena Magalhes) bem como por sua competncia profissional e amigavelmente compartilhada. turma do

    mestrado pelo companheirismo e mtuas ajudas. professora Marisa Martins Gama Khalil, por participar mais uma vez de uma importante fase da minha vida.

  • Experimentem, nunca interpretem [...] de fragmento em fragmento se constri uma experimentao viva onde a interpretao comea a fundir, onde j no h percepo

    nem saber, segredo nem adivinhaes [...] apenas uma luz crua.

    Gilles Deleuze

    Nessa hora os homens compreendero que mesmo

    margem da vida, ainda vivo, porque minha existncia se transmudou em cores e o branco j se aproxima da terra

    para exclusiva ternura dos meus olhos.

    O Pirotcnico Zacarias (Murilo Rubio)

  • RESUMO

    Investiga-se uma suposta articulao e produo da Diferena realizada pelo

    procedimento literrio que tem como produto um Devir, sob a sugesto terico-

    filosfica de Gilles Deleuze, e em grande parte, com este e Felix Guattari; toma-se

    por objeto determinados procedimentos literrios presentes nos textos de Murilo

    Rubio, especificamente nos contos Teleco, o Coelhinho, Os Drages e O Homem

    do Bon Cinzento. Evidenciar o Devir literrio exige uma operao de leitura que se

    torna incompatvel com os procedimentos da representao entendida, sob tutela

    dos tericos escolhidos, como processo de mediao que submete os eventos

    literrios identidade, oposio, analogia, semelhana. O signo literrio no

    pode ser abordado a partir de reverberaes de um ncleo transcendente formal,

    que preveem as possveis cadeias de expresses que sero suas representantes

    dos nveis de designao mais simples aos aparatos analgicos, metafricos,

    simblicos e de projees. Deve-se evidenciar quando a literatura articula um plano

    de composio, de imanncia, que se torna senhor de seu sentido. E neste intuito,

    exige-se uma predisposio de leitura que no faa snteses remissivas a partir de

    tropos, simbolismos ou projees, pois o Devir tem uma realidade e durao

    prprias, esttitico-intensiva direta que escapam, mesmo em sua proximidade,

    dimenso retrica (conotaes). Prope-se uma leitura que acompanha os

    procedimentos literrios, observando as dimenses que criam, os efeitos que geram

    os elementos narrativos em sua disposio interna; que acompanhe ainda o que

    acontece com discursos (ideias e prticas) do nosso mundo externo em pleno

    funcionamento no plano de composio dos textos, no como designados pelo texto

    o que se entende aqui como representao. preciso tomar o texto literrio como

    uma realidade completa em si, que deve ser visitada, explorada; em que todos os

    efeitos so vivncias afetivas e perceptivas. Ainda como tarefa desta dissertao,

    deve se expr tal leitura lado a lado com outras (principalmente a de Roberto

    Schwartz, em A Potica do Oroboro) e com isso demonstra-se o que se produz em

    concordncias e em divergncias. A noo de Devir acionada, enquanto produo

    de descontinuidades, Diferena, que resiste aos centros formadores de significados,

    sugere, do lugar em que se move, uma predisposio terica que o enxergue, com

    ferramentas prprias, aptas a contribuir com um novo olhar para com a literatura, e

    para a abordagem dos textos de Murilo Rubio.

  • PALAVRAS-CHAVE: Literatura e Devir, Contos de Murilo Rubio, Diferena em

    Gilles Deleuze e Guattari.

  • RESUMEN

    Con el fin de investigar una supuesta articulacin y produccin de la Diferencia

    hecha por el procedimiento literario que tiene el producto de un Devenir, bajo la

    sugerencia terico-filosfico de Gilles Deleuze, y en gran medida con este y Flix

    Guattari, tomando como objeto procedimientos literarios de Murilo Rubio

    especficamente cuentos Teleco El conejito , Los Dragones y El hombre del bonete

    gris. La evidencia literaria para convertirse en convocatorias de una operacin de

    lectura que se hace incompatible con los procedimientos de representacin -

    entendida , bajo la tutela del terico elegido , ya que el proceso de mediacin que

    presenta eventos literarios a la identidad , la oposicin , la analoga , la similitud .

    Signo literario no puede ser abordado desde un ncleo trascendente

    reverberaciones formales , que predicen las posibles cadenas de expresiones que

    sern sus niveles representantes denominacin ms simple para dispositivos

    analgicos , proyecciones metafricas y simblicas. Debera ser evidente en la

    literatura cuando se articula un plan de la composicin, de la inmanencia , que se

    convierte en dueo de su sentido . Y en este orden , se requiere una predisposicin

    a la lectura que no cruza las referencias de los tropos , simbolismo o proyecciones

    sntesis , porque la Devenir tiene una duracin propia realidad y escapar , incluso en

    su proximidad, la dimensin retrica. Proponemos una lectura que acompaa a los

    procedimientos literarios , tomando nota de las dimensiones que crean los efectos,

    que generan los elementos narrativos en su disposicin interna . Observe lo que

    sucede con el habla (ideas y prcticas) de nuestro mundo externo en pleno

    funcionamiento en la composicin del plan de los textos, y no como significante

    abstracto que designa algo externo - lo que se entiende aqu como una

    representacin . Tienes que tomarlo como una realidad en s misma completa, que

    debe ser visitado, explorado, donde todos los efectos son experiencias afectivas y

    perceptivas . Expone tales lectura a codo con los dems (especialmente Roberto

    Schwartz , en La potica del Oroboro ) y se demuestra que se produce

    concordancias y divergencias. La idea de Devenir a ser lanzado, mientras se

    produce discontinuidades , Diferencia , que se resiste a los centros de formacin de

    significados estables, sugiere, en el lugar donde se mueve, un sesgo terico verlo,

    con herramientas propias , capaces de aportar una nueva mirada a la literatura, y de

    acercarse a los textos de Murilo Rubio .

  • PALABRAS CLAVE : Literatura y Devenir, Cuentos de Murilo Rubio , Diferencia de

    Gilles Deleuze y Guattari .

  • SUMRIO

    INTRODUO...........................................................................................................01

    1. DEVIR: DIFERENA.......................................................................................06

    1.1 Pensando em diferena.............................................................................07

    1.2 Literatura faz a diferena...........................................................................10

    1.3 O impessoal: fora personfuga.................................................................12

    1.4 Ethos: Crtica e Clnica: o projtil literrio..................................................15

    2. CRTICA EM DEVIR: ler a diferena...............................................................18

    2.1 Teorias: enlaces e distncias....................................................................19

    2.2 Um modus operandi em Devir...................................................................25

    2.2.1 As minorias. Lngua menor. Alguns regimes de Signos..................26

    2.2.2 Dos planos transcendente e imanente. Plano

    escritural..........................................................................................28

    2.2.3 Realidade prpria ao Devir: durao, intensidades, hecceidades,

    mapas..............................................................................................31

    2.2.4 O molar e o