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LIVRO DIRETÓRIO PASTORAL Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza INTRODUÇÃO Na vida da Igreja existem acontecimentos que têm, apesar de simples

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Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza

DIRETRIO PASTORALLITRGICO-SACRAMENTAL

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA

FORTALEZA - CEAR

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Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza

EQUIPE DE PREPARAO E REDAO

Dom Srgio da Rocha Bispo AuxiliarMons. Antnio Souto Ribeiro da Silva Vigrio Geral

Mons. Oscar Peixoto Filho - LiturgistaPe. Clairton Alexandrino de Oliveira - Canonista

Pe. Jlio Masson, MSV Pastoralista

1. edio 20032. edio 20083. edio - 2012 (revisto e atualizado)

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Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza

INTRODUO Na vida da Igreja existem acontecimentos que tm, apesar

de simples em si, grande significado para o presente e o futuro da sua vida e ao pastoral. Este o caso do Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental que ora entregamos a toda a Arquidioce-se de Fortaleza.

Aps longo e dedicado trabalho, que empenhou a muitos em nossa Arquidiocese - Sacerdotes, Religiosos e Leigos, aos quais somos muito devedores e profundamente gratos - promulgamos oficialmente e a fim de que tenha imediata vigncia a partir do dia 15 de agosto de 2003 Solenidade Litrgica da Assuno de Nossa Senhora, Padroeira da Cidade de Fortaleza este Diret-rio Pastoral Litrgico-Sacramental, para que seja um instru-mento de unidade e comunho na ao pastoral e, portanto, na vida espiritual de nossa Igreja.

Qual a importncia deste documento arquidiocesano?

Seria um erro grave em si mesmo e nas suas consequn-cias, conceber a Igreja de Jesus Cristo apenas em termos de ritos e cerimnias, por mais sagrados que sejam. Jesus mesmo contestou e condenou as prticas rituais dos Antigos quando desprovidas de verdadeiro servio e adorao ao Deus nico, Vivo e Verdadeiro. Foi o prprio Jesus quem afirmou que os verdadeiros adoradores adoraro o Pai em esprito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem (Jo 4, 21).

No menos errada a atitude de menosprezo e, pior ainda, de eliminao das celebraes externas no culto cristo. A verdade est em ver a religio de Cristo nos seus elementos essenciais a f e a vida. Quanto aos ritos e celebraes, eles tm seu pleno vi-gor e todo o seu sentido cristo e evanglico quando so a ponte e o vnculo constante da f vida e da vida f. A religio crist realiza e celebra esse vnculo. Nisso reside a riqueza, a beleza, a essncia e a transcendncia dos sacramentos.

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Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza

A liturgia, com efeito, mediante a qual, especialmente no divino sacrifcio da eucaristia, se atua a obra da nossa reden-o contribui sumamente para que os fiis exprimam em suas vidas e manifestem aos outros o mistrio de Cristo e a genuna natureza da verdadeira Igreja, que tem a caracterstica de ser ao mesmo tempo humana e divina, visvel, mas dotada de rea-lidades invisveis, operosa na ao e devotada contemplao, presente no mundo e contudo peregrina; de tal modo que nela o humano orientado e subordinado ao divino, o visvel ao invis-vel, a ao contemplao, a realidade presente futura cidade para a qual estamos encaminhados (SC 2).

Para que a celebrao litrgico-sacramental seja digna e te-nha valor tanto pastoral e evangelizador quanto espiritual, al-guns aspectos devem ser absolutamente respeitados:

1) absolutamente indispensvel inserir a liturgia e os sa-cramentos na vida e dar vida liturgia sacramental.

2) Para isso importante ter presente que a liturgia sacra-mental age nos fiis e na Comunidade eclesial pela graa e pela fora de Jesus Morto, Ressuscitado e assentado direita do Pai, mas no age de modo mgico: a ao do sacramento, que se rea-liza pela fora do Esprito de Deus, depende tambm em grande parte da atitude do fiel que recebe o sacramento. Isto significa que a f e a devoo dos ministros e dos fiis contam muito para o resultado dos sacramentos celebrados.

3) Os sacramentos e, por conseguinte, sua celebrao esto no mundo dos sinais externos que sinalizam e ao mesmo tempo realizam uma graa interior, invisvel. Por isso um sacramento ser tanto mais eficaz quanto mais autnticos forem os sinais - objetos, gestos, palavras, atitudes - que o revestirem. Os sinais no podem mentir nem enganar, no podem confundir nem in-duzir em erro. Devem ser lmpidos e verdadeiros para serem eficazes.

4) A prpria celebrao dos sacramentos, sem deixar de ex-primir uma verdadeira dimenso humana, deve colocar o cele-brante e os fiis na atmosfera do divino: cabe celebrao sa-

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Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza

cramental unir a simplicidade majestade, a pobreza beleza, a imanncia transcendncia.

5) A digna celebrao supe uma disciplina litrgica obser-vada e respeitada com amor e consequente docilidade. Esta diz respeito s vestes, s rubricas, aos textos litrgicos, s condi-es em que devem se encontrar os participantes, celebrao, aos registros dos sacramentos, ornamentao da Igreja etc. Essa disciplina prev a legtima e aceitvel criatividade, diferen-te da outra criatividade, subjetiva e indisciplinada, que pe em risco a grandeza da celebrao e dos seus ritos.

6) A demorada e cuidadosa elaborao deste Diretrio Pas-toral Litrgico-Sacramental, que partiu de diretrios diversos anteriores, mas no dispensou extenuantes consultas aos sa-cerdotes e aos leigos e leigas bem como a peritos, fruto de um acurado trabalho redacional. Tudo isso em vista de oferecer um texto capaz de conduzir melhor celebrao possvel dos sete sacramentos no territrio da Arquidiocese.

7) A promulgao que fazemos do presente Diretrio anula qualquer texto anterior e passa a vigorar como o nico aprovado para a Arquidiocese de Fortaleza.

8) Para esse texto, com a autoridade de Arcebispo de Forta-leza, solicitamos encarecidamente a plena e respeitosa adeso e obedincia de todos: Sacerdotes diocesanos e religiosos, Dico-nos, Ministros, Religiosos(as) e Leigos(as), especialmente os que exercem algum ministrio institudo na Arquidiocese. Todos e todas so chamados, em nome da prpria conscincia e dian-te de Deus, a essa obedincia. De resto, a promulgao desse Diretrio deve ser obrigatoriamente a ocasio desejada e opor-tuna para a correo de todo e qualquer abuso. Neste sentido reservamo-nos os direitos, quer de emanar decretos especficos sobre um ou outro aspecto das celebraes sacramentais (m-sicas, cerimnias paralelas, encenaes etc.), quer de chamar ordem eventuais transgresses das normas codificadas no Di-retrio. (O Arcebispo exercer tais direitos por si mesmo ou atravs dos Bispos Auxiliares e Vigrios Episcopais).

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Diretrio Pastoral Litrgico-Sacramental da Arquidiocese de Fortaleza

9) Determinamos que o texto deste Diretrio Pastoral te-nha a mxima difuso na Arquidiocese, seja apresentado, expli-cado e comentado, quer nas igrejas, quer atravs dos meios de comunicao, quer em artigos e entrevistas em jornais, quer por outros meios convenientes. Essa divulgao facilitar o conhe-cimento, a aplicao e a amorosa execuo das normas conti-das no Diretrio em todas as Parquias e reas Pastorais, Rei-torias, Capelanias e lugares de culto, sem exceo alguma, em todos os recantos da Arquidiocese. Dos Sacerdotes, Diconos, Ministros e demais responsveis em geral, a Arquidiocese como um todo deseja, espera e pede que por nenhum motivo e em nenhum caso diminuam ou destruam a autoridade deste Guia Pastoral com a expresso de reservas, crticas descabidas e des-trutivas, desobedincias, abertura indevida de excees etc. Ao contrrio, a respeitosa aceitao s reforar a autoridade do Diretrio e o tornar eficaz instrumento de unidade pastoral.

Entregamos, pois, aos Bispos Auxiliares, aos Vigrios Epis-copais, aos Sacerdotes, Diconos, Religiosos(as) e Leigos(as) da Arquidiocese este texto. Ele reflete a solicitude pastoral do Pastor e da prpria Arquidiocese. Que ele sirva para que, num campo de tanta relevncia como o litrgico-sacramental, os muitos filhos e filhas da Arquidiocese de Fortaleza tenham vida e a tenham em abundncia (Jo 10, 10). Pelo seu acatamento e execuo fiel expressemos nossa unidade no amor de Cristo a fim de que o mundo creia (Jo 17,21).

+ Jos Antonio Aparecido Tosi MarquesArcebispo Metropolitano de Fortaleza

Fortaleza, 15 de agosto de 2003.Solenidade da Assuno de Nossa Senhora

Jubileu 150 Anos da Criao da Diocese de Fortaleza

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SACRAMENTO DO BATISMO DE CRIANAS

I Objetivo e contedo[ 1 ] O Diretrio Pastoral do Batismo visa contribuir para a mu-

dana de motivao das famlias catlicas, quando pedem o Ba-tismo para seus membros, bem como fortalecer a Pastoral de Conjunto na Arquidiocese de Fortaleza.

[ 2 ] Nele esto contidas Orientaes Pastorais para toda a Ar-

quidiocese de Fortaleza que permitam uma nova viso e uma melhor vivncia do Sacramento do Batismo e, com isso, um maior comprometimento de toda Comunidade eclesial na for-mao e acompanhamento dos novos cristos catlicos, a fim de que realizem o mandato do Senhor Jesus de serem sal da terra e luz do mundo1.

II Princpios Teolgicos[ 3 ] A vida crist tem no Sacramento do Batismo o primeiro dos

Sacramentos, a sua raiz e o seu incio. Cristo o instituiu para que todos tenham a vida nova e o confiou sua Igreja: Ide, pois, ensinai todas as naes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Esprito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado2.

[ 4 ] O Sacramento do Batismo, necessrio para a salvao, a

porta e o fundamento de todos os Sacramentos da Igreja. Quem no o tiver recebido, no poder ser validamente admitido aos outros Sacramentos3.

1 Mt.5,13.2 Mt.28,20.3 Cf. C.D.C. Cdigo de Direito Cannico, cn 849.

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