Livro do Médiuns - .Dissertação de um Espírito sobre os transportes. 105 ... pôr-se em comunicação

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O Livro dos Mdiuns

NOTA DA EDITORA

A traduo desta obra, devemo-la ao saudoso presidente da Federao EspritaBrasileira - Dr. Guillon Ribeiro, engenheiro civil, poliglota e vernaculista.

Ruy Barbosa, em seu discurso pronunciado na sesso de 14 de outubro de 1903(Anais do Senado Federal, vol. II, pg., 717), em se referindo ao seu trabalho de revisodo Projeto do Cdigo Civil, trabalho monumental que resultou na Rplica, e que lheimortalizou o nome como fillogo e purista da lngua, disse:

Devo, entretanto, Sr. Presidente, desempenhar-me de um dever de conscincia- registrar e agradecer da tribuna do Senado a colaborao preciosa do Sr. Dr.Guillon Ribeiro, que me acompanhou nesse trabalho com a maior inteligncia, nolimitando os seus servios a parte material do comum dos revisores, mas, muitasvezes, suprindo at a desatenes e negligncias minhas.

Como vemos, Guillon Ribeiro recebeu, aos vinte e oito anos de idade, o maiorprmio, o maior elogio a que poderia aspirar um escritor, e a Federao EspritaBrasileira, vinte anos depois, consagrou-lhe o nome, aprovando unanimemente as suasimpecveis tradues de Kardec.

Jornalista emrito, Guillon Ribeiro foi redator do Jornal do Commrcio ecolaborador dos maiores jornais da poca. Exerceu, durante anos, o cargo de Diretor-Geral da Secretaria do Senado e foi Diretor da Federao Esprita Brasileira, no decursode 26 anos consecutivos, tendo traduzido, ainda, O Livro dos Espritos, O Evangelhosegundo o Espiritismo, A Gnese e Obras Pstumas, todos de Allan Kardec.

ALLAN KARDEC

ESPIRITISMO EXPERIMENTAL

O Livro dos MdiunsOU

GUIA DOS MDIUNS E DOS EVOCADORES

Ensino especial dos Espritos sobre a teoria de todos os gneros de manifestaes, osmeios de comunicao com o mundo invisvel, o desenvolvimento da mediunidade, as

dificuldades e os tropeos que se podem encontrar na prtica do Espiritismo

constituindo o seguimento d O Livro dos Espritos

FEDERAO ESPRITA BRASILEIRADEPARTAMENTO EDITORIAL

Rua Souza Valente, 1720941-040 - Rio - RJ - Brasil

ISBN 85-7328-053-0

62 edio

Do 845 ao 875 milheiro

Ttulo do original francs:LE LIVRE DES MDIUMS ouGUIDE DES MDIUMS ET DES VOCATEURS(Paris, 15-janeiro-1861)

Traduo de GUILLON RIBEIROda 49 edio francesa

Capa de CECCONI

B.N. 6.836

374-AA; 000.13-O; 7/1996

Copyright 1944 byFEDERAO ESPRITA BRASILEIRA(Casa-Mter do Espiritismo)Av. L-2 Norte - Q. 603- Conjunto F70830-030 - Braslia - DF - Brasil

Composio, fotolitos e impresso offset dasOficinas do Departamento Grfico da FEBRua Souza Valente, 1720941-040 - Rio, RJ- BrasilC.G. C. n. 33.644.857/0002-84 I.E. no. 81.600.503

Impresso no BrasilPRESITA EN BRAZILO

Pedidos de livros FEB - Departamento Editorial, via Correio ou, emgrandes encomendas, via rodovirio: por carta, telefone (021) 589-6020, ouFAX (021) 589-6838.

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N D I C E

Introduo 13

PRIMEIRA PARTE

Noes preliminares

CAPTULO I - H Espritos? 19

CAPTULO II - Do maravilhoso e do sobrenatural 27

CAPTULO III - Do mtodo. - De que modo se deve proceder com osmaterialistas. Materialistas por sistema: materialistas que o so por falta decoisa melhor. - Incrdulos por ignorncia, por m-vontade, por interesse em-f, por pusilanimidade, por escrpulos religiosos, por efeito dedecepes. - Trs classes de espritas: espritas experimentadores, espritasimperfeitos, espritas cristos ou verdadeiros espritas. - Ordem a que devemobedecer os estudos espritas. 39

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CAPTULO IV - Dos sistemas. - Exame dos diferentes modos por queo Espiritismo encarado. - Sistemas de negao: do charlatansmo, daloucura, da alucinao, do msculo estalante, das causas fsicas, do reflexo.- Sistemas de afirmao; sistema da alma coletiva; id. sonamblico,pessimista, diablico ou demonaco, otimista, unisprita ou mono-esprita,multisprita ou polisprita, sistema da alma material. 53

SEGUNDA PARTE

Das manifestaes espritas

CAPTULO I - Da ao dos Espritos sobre a matria 75

CAPTULO II - Das manifestaes fsicas. - Das mesas girantes 82

CAPTULO III - Das manifestaes inteligentes 86

CAPTULO IV - Da teoria das manifestaes fsicas. - Movimentos esuspenses. - Rudos. - Aumento e diminuio do peso dos corpos. 91

CAPTULO V - Das manifestaes fsicas espontneas. - Rudos,barulhos e perturbaes. - Arremesso de objetos. - Fenmeno de transporte.Dissertao de um Esprito sobre os transportes. 105

CAPTULO VI - Das manifestaes visuais. - Noes sobre asaparies. - Ensaio terico sobre as aparies. - Espritos glbulos. - Teoriada alucinao. 130

CAPTULO VII - Da bicorporeidade e da transfigu-

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rao. - Aparies de Espritos de pessoas vivas. - Homens duplos. - SantoAfonso de Liguori e Santo Antnio de Pdua. - Vespasiano. -Transfigurao. - Invisibilidade. 152

CAPTULO VIII - Do laboratrio do mundo invisvel. - Vesturio dosEspritos. - Formao espontnea de objetos tangveis. - Modificao daspropriedades da matria. - Ao magntica curadora. 164

CAPTULO IX - Dos lugares assombrados. 174

CAPTULO X - Da natureza das comunicaes. - Comunicaesgrosseiras, frvolas, srias e instrutivas 180

CAPTULO XI - Da sematologia e da tiptologia. - Linguagem dossinais e das pancadas. - Tiptologia alfabtica 185

CAPTULO XII - Da pneumatografia ou escrita direta. Dapneumatofonia. 192

CAPTULO XIII - Da psicografia. Psicografia indireta: cestas epranchetas. - Psicografia direta ou manual 198

CAPTULO XIV - Dos mdiuns. - Mdiuns de efeitos fsicos. -Pessoas eltricas. - Mdiuns sensitivos ou impressionveis. - Mdiunsaudientes. - Mdiuns falantes. - Mdiuns videntes. - Mdiuns sonamblicos.- Mdiuns curadores. - Mdiuns pneumatgrafos. 203

CAPTULO XV - Dos mdiuns escreventes ou psicgrafos. - Mdiunsmecnicos, intuitivos, semimecnicos, inspirados ou involuntrios; depressentimentos. 221

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CAPTULO XVI - Dos mdiuns especiais. - Aptides especiais dosmdiuns. - Quadro sinptico das diferentes espcies de mdiuns. 227

CAPTULO XVII - Da formao dos mdiuns. - Desenvolvimento damediunidade. - Mudana de caligrafia. - Perda e suspenso da mediunidade. 246

CAPTULO XVIII - Dos inconvenientes e perigos da mediunidade. -Influncia do exerccio da mediunidade sobre a sade. - Idem sobre ocrebro. - Idem sobre as crianas. 264

CAPTULO XIX - Do papel dos mdiuns nas comunicaes espritas.- Influncia do Esprito pessoal do mdium. - Sistema dos mdiuns inertes. -Aptido de certos mdiuns para coisas de que nada conhecem: lnguas,msica, desenho, etc. - Dissertao de um Esprito sobre o papel dosmdiuns. 268

CAPTULO XX - Da influncia moral do mdium. - Questesdiversas. - Dissertao de um Esprito sobre a influncia moral. 283

CAPTULO XXI - Da influncia do meio. 294

CAPTULO XXII - Da mediunidade nos animais. 298

CAPTULO XXIII - Da obsesso. - Obsesso simples. - Fascinao. -Subjugao. - Causas da obsesso. - Meios de a combater. 306

CAPTULO XXIV - Da identidade dos Espritos. - Provas possveisde identidade. - Modo de se distinguirem os bons dos maus Espritos. -Questes sobre a natureza e identidade dos Espritos. 324

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CAPTULO XXV - Das evocaes. - Consideraes gerais. Espritosque se podem evocar. - Linguagem de que se deve usar com os Espritos. -Utilidade das evocaes particulares. - Questes sobre as evocaes. -Evocaes dos animais. - Evocaes das pessoas vivas. - Telegrafiahumana. 347

CAPTULO XXVI - Das perguntas que se podem fazer aos Espritos.- Observaes preliminares. - Perguntas simpticas ou antipticas aosEspritos. - Perguntas sobre o futuro. - Sobre as existncias passadas evindouras. - Sobre interesses morais e materiais. - Sobre a sorte dosEspritos. Sobre a sade. - Sobre as invenes e descobertas. - Sobre ostesouros ocultos. - Sobre outros mundos. 377

CAPTULO XXVII - Das contradies e das mistificaes. 396

CAPTULO XXVIII - Do charlatanismo e do embuste. - Mdiunsinteresseiros. - Fraudes espritas. 408

CAPTULO XIX - Das reunies e das Sociedades Espritas. - Dasreunies em geral. - Das Sociedades propriamente ditas. - Assuntos deestudo. - Rivalidades entre as Sociedades. 421

CAPTULO XXX - Regulamento da Sociedade Parisiense de EstudosEspritas. 444

CAPTULO XXXI - Dissertaes espritas. - Acerca do Espiritismo. -Sobre os mdiuns. - Sobre as Sociedades espritas. - Comunicaesapcrifas 453

CAPTULO XXXII - Vocabulrio esprita 485

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INTRODUO

Todos os dias a experincia nos traz a confirmao de que as dificuldades e osdesenganos, com que muitos topam na prtica do Espiritismo, se originam daignorncia dos princpios desta cincia e feliz nos sentimos de haver podidocomprovar que o nosso trabalho, feito com o objetivo de precaver os adeptos contra osescolhos de um noviciado, produziu frutos e que leitura desta obra devem muitos oterem logrado evit-los.

Natural , que entre os que se ocupam com o Espiritismo, o desejo de poderempr-se em comunicao com os Espritos. Esta obra se destina a lhes achanar ocaminho, levando-os a tirar proveito dos nossos longos e laboriosos estudos,porquanto muito falsa idia formaria aquele que pensasse bastar, para se considerarperito nesta matria, saber colocar os dedos sobre uma mesa, a fim de faz-la mover-se, ou segurar um lpis, a fim de escrever.

14INTRODUO

Enganar-se-ia igualmente quem supusesse encontrar nesta obra uma receitauniversal e infalvel para formar mdiuns. Se bem cada um traga em si o grmen dasqualidades necessrias para se tornar mdium, tais qualidades existem em graus muitodiferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que a ningum dado conseguirse verifiquem vontade. As regras da poesia, da pintura e da msica no fazem que setornem poetas, pintores, ou ms