Mai/Jun 2013 – Compartilhar Pastoral

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Compartilhar Pastoral Maio / Junho 2013

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  • Igreja Metodista - Regio Missionria do Nordeste - REMNE - Boletim Regional - XVI - No 122 - Maio /Junho 2013

  • Editorial

    Expediente

    Ano XVI N 122Maio / Junho 2013Compartilhar Pastoral uma publicao bi-mestral da Igreja Metodista na Regio Missio-nria do Nordeste

    Coordenao Regional de AoMissionria CoreamBispa Marisa de Freitas Ferreira, presidenteRev. Emanoel BezerraRev. Ivan Carlos MartinsRev. Slvio RochaAna Maria RibeiroHelder BastosLus Fernando Carvalho Lus Carlos da Silva

    Administrador da Sede RegionalMarcus Vinicius Brando Costa

    Departamento de Comunicao Lus Augusto Mendes Patrcia Monteiro Mendes

    Jornalista ResponsvelPatrcia Monteiro Mendes - DRT 1097 SE

    Editorao EletrnicaLus Augusto Mendes - DRT 1956 PBLuan MatiasManoel Pires - Capa

    Colaboradores/as de ComunicaoLuana MirandaPaloma FaustinoIsabelle FreitasHenrique Laurentino

    Remne na Webremne.metodista.org.brFale com a redao do Compartilharcomunicacao@metodistanordeste.org.br(83) 9613 9734Sede Regional Rua Desembargador Gos Cavalcante, 331Parnamirim, Recife/PE, CEP 52060-140

    Compartilhar Pastoral Mai / Jun 2013

    Os artigos so de responsabilidade dos/as autores/as e no refletem necessariamente a opinio do jornal ou da Igreja Metodista.

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    Corao aquecido

    O ms de maio marca uma srie de datas impor-tantes no calendrio metodista. Dia de Pentecostes, Expe-rincia do Corao Aquecido, Dia Nacional de Discipula-do, alm ser o ms da famlia e das mes. Esta edio do Compartilhar aborda algumas aes da Cmara Regional de Discipulado, no esforo de dinamizar a viso como uma das marcas da identidade metodista. O estilo de vida que a dinmica do discipulado prope tem se disseminado pela Regio, como se v na proposta do Treinamento de Discpulos e Mestres TDM. Na reportagem especial, vemos que, quando cada metodista entende seu papel missionrio, lares podem se transformar em igrejas. Foi esta a origem de diversas con-gregaes na Remne. Este o caso da Igreja Metodista em Tremedal, alvo da Oferta Missionria Nacional em 2013. O investimento na misso no se faz apenas com a renda, mas acima de tudo com a doao do tempo e do talento. esta compreenso que tem aquecido o corao de diversos/as leigos/as que decidiram participar do Curso de Formao de Evangelistas. Com salas de aulas espalha-das nos distritos, o CFE prepara irms e irmos para um melhor exerccio dos dons. Na reportagem da pgina 07, voc vai conferir a formatura de mais uma turma e saber que h outros/as alunos/as envolvidos/as com a capacita-o. Nesse tempo em que relembramos o Pentecostes e a Experincia de John Wesley, tenhamos nosso corao em chamas, como resultado da graa santificadora e como ponte para um cristianismo relevante e para um metodis-mo cada vez mais missionrio.

    Patrcia Monteiro Mendes, editora

  • Palavra Episcopal

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    Todas as pessoas so iguais por natureza; ningum superior; todos so naturalmente livres, donos de suas prprias aes. Da que

    nenhuma pessoa pode ter poder sobre a outra, a no ser por seu prprio consentimento (ex-trado do livro Adoro a Sabedoria de Deus, p.

    145, Editeo). Esta afirmativa digna de reflexo e de muito debate.

    I - ASSIM DISSE JESUS Porm no menos assertiva quanto frase de Jesus: Pois eu vos digo que, se a vossa justia no exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos cus. (Mt 5:20). O Menino Jesus, que nascera para trazer salvao humanida-de, agora j adulto e apregoa a verdade de Deus ao universo. Em nenhum momento Ele deixa de dizer o que o Pai quer que Ele diga, por mais que isto lhe traga muitos/as inimigos/as.

    II - NESTE REINO ASSIM Neste Reino dos Cus a ordem dos fatos diferente da ordem dos mesmos no nosso mun-do. No reino celestial prevalece o que Jesus ensina: nossa justia DEVE EXCEDER QUELA DOS/AS LEGALISTAS ESCRIBAS E FARISEUS. Ou seja, ser justo/a princpio absoluto neste reino. E justo o que digno, compatvel com, de acordo com. Jesus claro quanto a isto: o amor de Deus bem assim: amor-justia. E se ainda estamos vivos/as porque as misericrdias do Senhor se renovam a nosso favor todos os dias (Ecl 3:22-24). GRAA este o nome que se d pacincia de Deus em nos amar e insistir que passemos ao Reino Dele, apesar de saber que somos tendenciosos/as ao pecado.

    III NOS DIAS DE HOJE H um tema que tem sido citado o tempo todo: os direitos legais de um/a trabalhador/a do-mstico. Em vrios pontos onde haja pessoas em fila

    este assunto vem tona (juntamente com as novida-des acerca das novelas e seus dramas). H quem seja a favor; h quem seja contra. a) Os Contra:- ningum mais poder ter uma domstica (quase sempre so servios de mulheres. Poucos homens trabalham neste ramo). Ser impossvel pag-las. - quero ver o que o governo far com tanta gente desempregada. - esta raa de gente no merece tantos benefcios...- agora o que se tem que fazer ter diaristas...E por a vo os comentrios. b) Os/as favorveis:- todo/a trabalhador/a digno de seu salrio;- o emprego de domsticas/os beirava servio escra-vo: muito trabalho e pouco reconhecimento;- a valorizao trar mais capacitao;- este trabalho digno tanto quanto qualquer outro e justo valoriz-lo.

    IV O QUE DIZ JESUS Na verdade no Reino de Deus no h maiores e menores. Estas divises so prprias de mundos humanos, que medem as pessoas pelo que trazem de ouro consigo. Ou seja: quanto mais bens a pessoa tem, mais importante . Esta uma verdade escancarada diante de ns. Sei de histria de domsticas que tinham o seu prato e a sua alimentao separada e distinta do patro. Cabiam a elas as sobras do almoo do dia anterior. Os pratos eram servidos pela patroa ou pelo patro. Isto bem mais comum do que se tem noo (ou do que queiramos ver). E os elevadores separados? Quantas questes chegaram a juzo em decorrncia dos condomnios no permitirem que domsticas/os usassem o mes-mo elevador que o seu. O que se dizer disto?

    V - NO REINO ESPIRITUAL Talvez voc diga a: mas isto no assunto

    O REINADO DO MENINO Mt 5:20Sobre o princpio de ser justo/a e a nova lei do/a empregado/a domstico/a

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    JUNHO01 e 02 - Congresso Nacional da Escola Dominical - Piracicaba03 - Descanso 04 a 06 - Sede Regional06 - Visita ao Rio do Fogo07 a 09 - Teresina - 1 Curso de treinamento em liderana, gesto e governo10 - 13 - Sede Regional14 a 16 - Curso de capacitao de Mulheres na FATEO17 - Retorno a Recife18 a 21 - Sede Regional 22 - Estudos23 - Aniversrio de Nova Descoberta24 - Sede Regional25 a 28 - Retiro do CE em Joo Pessoa - PB29 e 30 - Reunio da COGEAM - Sede Nacional

    Agenda EpiscopalMAIO01 a 03 - Sede Regional04 e 05 - COREAM - Sede Regional06 - Descanso07 e 08 - Sede Regional 09 - Reunio Online com os SDs10 e 11 - Sede Regional12 - Barra Mansa - RJ13 a 19 - Encontro CIEMAL - Assembleia em Costa Rica20 - Retorno a Recife21 - Recife 22 - Mesa do CE - Sede Nacional23 e 24 - Recife25 - Encontro de jovens - Igreja Met. Central da Torre27 - Recife28 - Descanso29 e 30 - Recife31 - Congresso Nacional Escola Dominical -Piracicaba

    para se falar numa pastoral. Ser que no mesmo? Voc j perguntou quantas/os domsticas/os h ao seu redor, a na Igreja Local? Perguntou como so tratadas/os no trabalho? Se so vistas/os como uma/um trabalhadora ou trabalhadora ou como uma/um subjugada/o? Por vezes, e o que mais grave, tais pes-soas so tratadas de modo indigno tambm na igreja local. No so vistas como irmos e irms, mas como gente menor, que Jesus acolhe, mas com quem eu no convivo. Pode ser que voc diga que falar disto aqui no nada espiritual. E eu diria: a espiritualidade do Reino dos Cus esta de que fala Jesus: h justia e todos/as somos criaturas do mesmo Deus. Cristo morreu igualmente por todos/as, quer sejam patres/as ou empregados/as. Portanto justo que se dignifi-que o salrio de uma/um domstica.

    VI NO REINO ASSIM Deus quer a dignidade de todos/as. Quando se d melhores condies de trabalho a qualquer ser humano, isto lhe permite melhor condio de vida. Ganhar um salrio MNIMO. o mnimo mesmo. Tal salrio, por si s, j injusto, porque no permite que as necessidades bsicas sejam atendidas por meio dele. Por outro lado, quem paga entende que este mnimo MXIMO. Mas como? Se o/a patro ou a patroa no viveria com o mnimo, como entender que ele mximo?

    VII MAS ASSIM NO D ... No d pra que? Pra enriquecer? No. Com o salrio mnimo no d mesmo. E se existe profisso

    considerada inferior, a razo uma s: profisso geralmente braal e de pouca rentabilidade. Nesta compreenso associa-se que quem cumpre tais tarefas vale menos e, portanto, MNIMO. Realmente isto no possvel no Reino dos Cus.

    VIII E L? No cu? Ah! Haver uma s mesa, um s Senhor, uma s famlia. Entretanto para se chegar l preciso tomar o caminho estreito e de porta estreita. Isto significa: preciso crer e pregar o que Jesus ensi-nou. preciso que vejamos as pessoas com os olhos de Deus. O evangelho PODER DE DEUS PARA TODOS/AS OS/AS QUE CREEM. Esta verdade ce-lestial comea aqui, no agora. Neste momento exato.

    IX PRA TERMINAR O menino Jesus veio como um garoto pobre e viveu entre pobres e ricos. Mas para si chamou, amou e doou a vida por pessoas de todas as raas e classes sociais. A todos/as olhou com olhar de convi-te salvao, justia, ao amor, doao. Tudo que pedia era que se deixasse de lado o pecado, o apego desobedincia e que se tomasse a cruz para segui-lo. Para onde iremos ns? Sairemos de perto de Cris-to, como fez o jovem rico, ou nos submeteremos a Ele, t