Mand. seg..[1]

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EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA _____ VARA FEDERAL DA SECO DE VARGINHA/MG.

xxxxxxxxx, brasileira, solteira, advogada, inscrita na OAB nxxxxx e no C.P.F. sob o n xxxxxx, RG n xxxxxxx, residente na Rua xxxxxxxxxx, Bairro Centro,xxxxxxxxxx, por sua advogada abaixo assinado vem a V. Excelncia, com esteio no art. 5, LXIX da CF c/c art. 1 da Lei 12.016/09 impetrar MANDADO DE SEGURANA com pedido de LIMINAR contra ato do SR. PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS, com endereo no Setor Bancrio Norte - SBN - Quadra 02 - Bloco E - 14 andar, Braslia-DF, CEP 70.040-912, pelo que passa a expor para no final requerer o que se segue: 1. DA ASSISTNCIA JUDICIRIA GRATUITA Inicialmente, afirma que no possui condies de arcar com custas processuais sem prejuzo do sustento prprio bem como o de sua famlia, razo pela qual faz jus ao benefcio da gratuidade da justia, nos termos da Lei 1.060/50.

2. DO CABIMENTOA via Mandamental, segundo o disposto na Lei 12.016 de 2009 e na Constituio Federal - Art. 5, XXXV e LXIX, o meio processual adequado sempre que houver leso ou ameaa de leso ao direito lquido e certo. O alargamento da utilizao do Mandado de Segurana resulta da presteza do veculo processual, constituindo-se, hoje, no nico meio vivel pronta reparao de direito prejudicado ou ameaado. No caso em tela a leso se deu com o ato administrativo exarado pelo Presidente Substituto do INSS, o Sr. Benedito Adalberto Brunca, publicado em 05/04/2010, seo 2, pgina 27, no Dirio Oficial da Unio, que de maneira desproporcional, desigual e ilegal distribui as vagas para nova nomeao de excedentes, contrariando o direito lquido e certo da Impetrante de ser nomeada. Ademais, o Sr, Benedito Adalberto Brunca diminuiu, de maneira abusiva e ilegal, aps um ano da homologao do certame,

o prazo de validade do concurso, contrariando, ainda, o direito liquido e certo do requerente de ter um concurso de 2(dois) anos prorrogveis por mais dois. O Mandado se Segurana est previsto na CF de 1988, ainda mais se observarmos tambm a mudana contida no inciso XXXV, do art. 5, que expressamente consagra a possibilidade de apreciao do Poder Judicirio de qualquer leso ou ameaa a direito. De conseguinte, encontra-se, j em nvel constitucional, suporte para a afirmao de que a ameaa a direito lquido e certo tem ampla proteo constitucional. O art. 1, 3, da Lei 12.016 de 2009 publicada no Dirio Oficial da Unio de 10 de Agosto de 2009 (que disciplina o mandado de segurana individual e coletivo) assegura o direito do Impetrante em pleitear mediante mandado de segurana individual a anulao do ato administrativo ora impugnado, ao prescrever que: Art. 1 Conceder-se- mandado de segurana para proteger direito lquido e certo, no amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa fsica ou jurdica sofrer violao ou houver justo receio de sofr-lo por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funes que exera. 3 Quando o direito ameaado ou violado couber a vrias pessoas, qualquer delas poder requerer o mandado de segurana.

ATHOS GUSMO CARNEIRO, Ministro do Superior Tribunal de Justia, ao abordar o mandado de segurana em matria administrativa elucidativo: A garantia constitucional do mandado de segurana de h muito perdeu seu carter de excepcionalidade, de "remdio herico", para incorporar-se atualmente no rol das aes de costumeira utilizao dos atos do Poder Pblico, em rito sumrio e permissivo de pronta definio dos direitos ou interesses cuja violao for argida. No vejo motivo para seguir longos caminhos se a estrada larga se apresenta, de logo, s partes e ao judicirio, dando azo prestao jurisdicional satisfativa, breve e eficaz" (Revista de Jurisprudncia do T.J. do RS, 118/232). Atualmente a utilizao do outrora denominado "remdio herico" notadamente em matria administrativa, definida com perfeio pela moderna doutrina, tem sido reconhecida por copiosa jurisprudncia emanada dos Tribunais.

3. DA TEMPESTIVIDADEConforme prev o art. 23, da Lei 12.016 de 2009:

Art. 23. O direito de requerer mandado de segurana extinguirse- decorridos 120 (cento e vinte) dias contados da cincia, pelo interessado, do ato impugnado. Ora, o ato da autoridade impetrada impugnado no presente mandamus foi publicado no Dirio do Oficial da Unio D.O.U, no dia 05/04/2010, seo 2, pgina 27, razo pela qual o prazo da utilizao do presente remdio constitucional somente dever expirar no dia 03/08/2010. Assim, interposto no dia de hoje, v-se que o impetrante se manifestou dentro do prazo legal. 4. HISTRICO PROCESSUAL Em 2008 foi realizado pela CESPE concurso pblico para preenchimento de vagas de Analista e Tcnico do Seguro Social do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, Autarquia Previdenciria Federal. Inicialmente o edital da abertura do concurso ora mencionado, previu em suas publicaes datadas de 28/12/2007 e 31/12/2007, no item 12.14, que o concurso possua validade inicial de 01 (um) ano, contados a partir da data de publicao da homologao do resultado final, podendo ser prorrogado, uma nica vez, por igual perodo. Posteriormente, o Presidente do INSS naquela oportunidade, o Sr. Marco Antnio de Oliveira, fez uma retificao no edital atravs de nova publicao, disciplinando em 10/01/2008, no item 12.14 que o concurso passou a possuir validade de 02 (dois) anos, contados a partir da data de publicao da homologao do resultado final, podendo ser prorrogado, uma nica vez, por igual perodo. Vale salientar que o concurso foi devidamente homologado no dia 06/05/08 com o prazo de validade de 02 anos, admitindo sua prorrogao por mais 02 (dois) anos, comeando a contar a partir desta data a validade do certame, conforme edital n. 13 INSS, publicado no DOU 78, de 24/04/2008, Seo 3, pgina 58.

O prazo de validade contado da homologao do concurso. Homologao o ato administrativo mediante o qual a autoridade competente certifica que o procedimento do concurso foi vlida e regularmente concludo. Todavia, para espanto geral, o presidente substituto do INSS, o Sr. Benedito Adalberto Brunca, aps a homologao do certame, publicou ato administrativo em 24/04/2009, seo 3, pgina 92, no Dirio Oficial da Unio, modificando novamente o prazo inicial de validade do concurso, diminuindo sua validade para 01 (um) ano prorrogvel por igual perodo. Seno, vejamos:

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL EDITAL DE 23 DE ABRIL DE 2009 CONCURSO PBLICO O PRESIDENTE SUBSTITUTO DO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS, nos termos da Portaria MP n 354, de 5 de novembro de 2007, publicada no Dirio Oficial da Unio - DOU, de 6 de novembro de 2007, retificada em 8 de novembro de 2007, que autoriza a realizao de concurso pblico para provimento dos cargos de Analista e Tcnico do Seguro Social, da Carreira do Seguro Social, de que trata o Edital n 01, de 26 de dezembro de 2007, publicado no DOU de 10 de janeiro de 2008, Seo 3, pgs. 98 a 109, com homologao do resultado final, objeto do Edital n 13, de 23 de abril de 2008, publicado no DOU de 24 de abril de 1 2008, torna pblica as DA seguintes alteraes: VALIDADE

1.1. Este concurso ter validade de um ano, contados a partir da data de publicao da homologao do resultado final, podendo ser prorrogado, uma nica vez, por igual perodo. 2 DAS DISPOSIES GERAIS

2.1. Tendo em vista o que determina o 1o do art. 1o do Decreto no 4.175, de 27 de maro de 2002, tornar sem efeito o disposto no item 12.14 do Edital no 01, de 26 de dezembro de 2007, publicado no DOU de 10 de janeiro de 2008, Seo 3, pg. 101. 2.2. Prorrogar, pelo prazo de um ano, a contar de 24 de abril de 2009, a validade do concurso pblico de que trata o Edital no 01, de 26 de dezembro de 2007. BENEDITO ADALBERTO BRUNCA

Em contato com a Diretoria de Recursos Humanos do INSS acerca da publicao acima, obteve-se a seguinte resposta:

Informamos que a retificao do prazo de validade do concurso pblico foi necessria para adequao do Edital n 01, de 26 de dezembro de 2007, ao disposto no Decreto n 4.175, de 27 de maro de 2002, bem como s normas expedidas pelo Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto, em especial, Portaria n 450, de 06 de novembro de 2002, publicada no DOU de 07 de novembro subseqente. O art. 1 do Decreto n 4.175, estabelece que a validade dos concursos pblicos poder ser de at um ano, prorrogvel por igual perodo. Corrobora tal dispositivo o art. 12 da Portaria DIRETORIA drh@previdencia.gov.br Tel.: 01.700 SBN QD.02 BRASLIA-DF - CEP. 70.040-912 61 BL.E LT.15 3313-4991 DRH/INSS SL.701 n 450, DE de 06 de novembro de 2002. RECURSOS HUMANOS

Aps a referida informao, buscaram-se respostas junto ao Ministrio do Planejamento - MPGO, sendo informado pelo Sr. Nildo Luzio, o seguinte acerca do assunto: No h ilegalidade. A Constituio da Repblica, em seu artigo 37, inciso III, determina que os concursos pblicos tero validade de at dois anos, prorrogvel por igual perodo, a critrio da Administrao. Ocorre que o Presidente da Repblica no uso das competncias privativas que lhe conferem o artigo 84 da CR determinou, pelo Decreto n 4.175, de 2002, que no Poder Executivo Federal os concursos podem ter validade de at um ano, prorrogvel por igual perodo, a critrio da administrao. Portanto, ao fixar o prazo de validade do concurso pblico em dois anos prorrogvel por igual perodo, o INSS descumpriu o mandamento do decreto acima citado. A questo foi trazida pelo INSS ao Ministrio do Planejamento que em avaliao da Consultoria Jurdica orientou que o INSS procedesse retificao do edital, com a justificativa de corrigir o erro do edital de concurso que fixou o prazo em discordncia

ao Decreto n 4.175, de 2002. A Administrao Pblica tem a obrigao de sanear eventuais erros cometidos, justificando, desta forma, a retificao do edital. Att. NILDO LUZIO

Ocorre que no termina por a a srie de ilegalidades praticadas pela autarquia impetrada. No dia 05 de abril do corrente ano houve