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MANUAL BIBLICO HENRY.H.HALLEY.pdf

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  • N O V A V E R S O I N T E R N A C I O N A L

  • A Bblia o tesouro o mais precioso que a raa humana possui

  • MANUALBBLICO

    Um Comentrio Abreviado da Bblia

    HENRY H. HALLEY

    TraduoDavid A. de Mendona

    edies vida nova

  • e 1927, 1928, 1929,1931, 1932, 1933, 1934, 1936, 1938,1939,1941,1943,1944,1946,1948,1951,1957,195 de Henry H. Halley

    1962, 1965 de Hailey's Bible H a n d b o o k , Ine.Ttulo do original: Hailey's Bible H a n d b o o k

    Adotadas as modificaes da 24! ed., de 1965, publicada por Zondervan Publishing House (Grand Rapids, Michigan, EUA).

    Ia edio em portugus: 1962 2a edio (revista e ampliada): 1971

    Reimpresses: 1978,1981 3 edio (revista e atualizada): 1983

    Reimpresses: 1984, 1986, 1987, 1989, 1991, 1993 4a edio: 1994

    Reimpresses: 1995,1997,1998

    Publicado no Brasil com a devida autorizao e com todos os direitos reservados por

    S o c i e d a d e R e l ig io s a E d i e s V i d a N o v a ,

    Caixa Postal 21486, So Paulo-SP-

    Proibida a reproduo por quaisquer meios (mecnicos, eletrnicos, xerogriicos,

    fotogrficos, gravao, estocagem em banco de dados, etc.), a no ser em citaes breves,

    com indicao de fonte.

    Printed in Brazil / Impresso no Brasil

    Ampliao, reviso e atualizao deG o r H n n (~M io\vn adio.

    Dados internacionais de catalogao na publicao (CP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    04602-970

    Halley, Henry H.vlanuaLbibViCO : um comentrio abreviado da

    Bblia / por Henry H. Halley ; traduo de Davi^pj A. de viendonq ; reviso de Gordon Chown. -- 4.

    Bibliografia.ISBN 85-275-0159-7

    1. Bblia - Estudo e ensino 2. Bblia - Manuais

    94>$|00I. Ttulo.

    cdd-220.7

    ndices para catlogo sisteni1. Bblia : Estudo "-'nsino

    M A Z I N H O R O D R S O U E S

  • O vigor de nossa vida espiritual est na proporo exata do lugar que a Bblia ocupa em nossa vida e em nossos pensamentos. Fao esta declarao, solenemente, baseado na experincia de cinqenta e quatro anos.

    Nos primeiros trs anos aps minha converso, negligenciei a Palavra de Deus. Desde que comecei a pesquis-la diligentemente, tenho sido maravilhosamente abenoado.

    J i \ii a B M ia to&a tem stis.% , e. taaxot dateiteCada vez ss me apresenta um livro novo.

    Grande tem sido a bno recebida do seu estudo seguido, diligente e cotidiano. Considero perdido o dia em que no me detive a medit-la George Miiller, do Orfanato de Bristol, que o fez famoso, exemplo notabilssirno, nos tempos modernos da prtica da Orao Eficaz.

    Orei pedindo F, e pensei que algum dia ela cairia e me atingiria como um raio. Mas parecia que a F no vinha.

    Um dia li no cap. 10 de Romanos que a f vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus. Tinha fechado minha Bblia e orara, pedindo f . Mas ento abri a Bblia e comecei a estud-la. Desde ento a minha f vem sempre aumentando D. L. Moody.

  • Prefcio 24.a Edio Inglesa

    uma obra que tem vindo crescendo sempre. Comeou em 1924, como um panfleto de 16 pginas. Depois saiu com 32. Seguiram-se edies com 40, 80, 120, 144, 160, 180, 200, 288, 356, 476, 516, 604, 676, 764 e, agora, com 850. Seu desgnio no servir de livro de texto; destina-se antes a ser um breve Manual para aqueles que dispem de poucos comentrios ou obras de referncia sobre a Bblia, ou at de nenhum. Entretanto, usado em muitas classes bblicas, e muitas pessoas de vasta erudio na Palavra de Deus, que possuem grandes bibliotecas, tm reconhecido mui cordialmente a utilidade desta obra. A freqente leitura de suas pginas am pliar essa utilidade e dos tom ar familiarizados de modo geral, com seu contedo.

    essencialmente um livro de FATOS bblicos e histricos. Procuro evitar que minhas prprias opinies se destaquem em assuntos controvertidos.

    Ao incluir, simultaneamente com as notas sobre os livros da Bblia, um esboo das descobertas arqueolgicas rela- cionadas com as Escrituras Sagradas e um eptome de histria eclesistica, ligando assim os tempos bblicos com a nossa era, fi-lo na esperana de tomar o livro um compndio completo, embora pequeno, de informaes prticas, teis e proveitosas aos crentes que desejem se conservar inteligentes e bem informados a respeito de sua religio.

    Nos meus esforos por me familiarizar com as descobertas arqueolgicas, tive a boa sorte de entrar em contato ou de me corresponder com bom nmero de arquelogos. Impressionou-me muito a cortesia deles, como tambm sua receptividade. So homens que lidam com fatos, parecendo mais libertos de tendncias dogmticas do que muitos acadmicos de profisso. Quanto s fotografias arqueolgicas, devo-as, com a gratido que aqui registro, ao Museu da Uni-

  • m a n u a l b b l i c o 5

    vcrsiae da Pcnsilvnia, ao Instituto Oriental da Univ. de Chicago, ao Museu Field de Histria Natural, ao Museu Britnico, ao Museu Ashmoleano da Univ. de Oxford, ao Museu Metropolitano (N . York), ao Museu do Louvre (Paris), ao Museu do Cairo (Egito), s Escolas Americanas de Pesquisas Orientais; ao Dr. W . F . Albright, Sir Flinders Petrie, Dr. John Garstang, Sr. Francis Neilson, Dr. J. L. Kelso, Sr. Fahim Kouchakji, proprietrio do Clice de An- tioquia, Rev. F. J. Moore e Rev. Roderic Lee Smith.

    Procurei incluir um nmero suficiente de mapas para tornar fcil a correlao entre eventos e lugares. Consigno aqui minha gratido Sra. Henry Berry pelos mesmos.

    Este manual consagra-se seguinte proposio: Cada crente deve ser um leitor assduo e devotado da Bblia, eque o mister primacial da igreja e do ministrio guiar, fomentar e animar seu povo no referido hbito.

    H . H . Halley

  • Fontes de Informao

    Arqueolgicas

    American Journal of ArchaeologyAmerican Journal of Semitic Languages and Literatures Annuals of Archaeology, University of Liverpool Annuals of the American School of Oriental Research Annuals of the Palestine Exploration Fund Antiquaries Journal AntiquityArt and ArchaeologyBulletins of the American Schools of Oriental Research Bulletins of the University Museum Museum JournalOriental Institute Reports on the Near East Quarterly Statements of the Palestine Exploration Fund Adams, J . McKee: A Bblia e as Civilizaes AntigasAlbright, W. F.: Archaeology of Palestine and the BibleBaikie, James: History of EgyptBanks, E . J .: "'Bible and SpadeBarton, G . A .: Archaeology and the BibleBreasted, J . H .: Oriental Institute, History of EgyptCambridge Ancient HistoryCairger, S. L .: Bible and SpadeClay, A. T.: Light on the Old Testament from Babel"Cobern, C . M .: New Archaeological DiscoveriesCook, S. A . : Religion of Ancient PalestineDuncan, J . G .: Digging up Biblical History, Accuracy of the O . T ." Ellis, W .T . : Bible Lands TodayField, Henry: Field Museum-Oxford Expedition to Kish"Fischer, C . S .: Exploration of ArmageddonFree, J . P . : Archaeology and Bible HistoryGadd, C. J .: History and Monuments of UrGarstang, John: Story of Jericho"

  • M A N U A L B B L I C O 7

    Grant, Elihu: Haverford Symposium on Archaeology and the Bible Guy, P . L . O .: New Light from ArmageddonHall, H . R .: Histria Antiga do Oriente PrximoHammerton, J . A . : Wonders of the PastHilprecht, H . V .: Exploration of Bible LandsIrwin, C . H .: The Bible, the Scholar and the SpadeJastrow, Morris: Civilization of Babylonia and AssyriaKing, L . W .: Histoiy of Sumer and AkkadKyle, M . G .: Exploration at Sodom, Articles in- ISBE Langdon, Stephen: Semitic MythologyMacalester, R . A .: Bible Sidelights from Gezer''Marston, Charles: New Bible EvidenceMaspero, G . C .: Dawn of CivilizationNewberry and Garstang: Short History of EgyptOlmstead, A . T . : History of Assyria, History of EgyptOlmstead, A . T .: History of Palestine and SyriaPeake, Harold: The FloodPetrie, Flinders: History of Egypt, Palestine and IsraelPrice, Ira M .: The Monuments and the Old TestamentRobinson, George L.: Bearing of Archaeology on the Old Testament Sayce, A . H .: Ancient Empires of the EastSayce, A. H.: Fresh Light from the Ancient MonumentsSmith, G . & A . H . Sayce: Chaldean Account of GenesisWiseman, P . J .: New Discoveries about GenesisWoolley, C. L.: Ur of the Chaldees, Ur ExcavationsZondervan Pictorial Bible Dictionary

    BblicasBuckland, Dicionrio BblicoCambridge Bible for Schools and CollegesClarkes CommentaryDavis, Dicionrio da BbliaDummelows CommentaryEiselens Abingdon CommentaryElliotts CommentaryExpositors BibleGores CommentaryGrays CommentaryHastings Bible DictionaryInternational Critical CommentaryInternational Standard Bible EncyclopaediaJacobus Bible DictionaryJamieson, Faussett and Browns CommentaryMcClintock and Strongs EncyclopacdiaMoultons Modem Readers Bible

  • 8 FONTES DE INFORMAES

    Peakes Commentary Peloubets Bible Dictionary Piercys Bible Dictionary Pulpit Commentary Schaffs Bible Dictionary Schaff-Herzogs Encyclopaedia Schaff-Langs Commentary Speakers CommentaryVrios comentrios sobre livros individuais da Bblia

    A PRPRIA BBLIA

    Histrico-Eclesistieas

    Cambridge Medieval HistoryCoxes Ante-Nicene FathersCreightons History of the PapacyCrooks Story of the Christian ChurchDuchesnes Christian ChurchFishers History of the Christian ChurchFishers Outline of General HistoryFishers The ReforatimonFreemans General SketchHurlbuts Church HistoryHursts History of the Christian ChurchJennings Manual of Church HistoryKidds History of the ChurchKurtz Church HistoryLindsays History of the ReformationMcGlothlins Church HistoryMoncriefs Short History of the Christian ChurchMosheims Church HistoryNaglers The Church in HistoryNeanders Church HistoryNewmans Manual of Church HistoryNichols Growth of the Christian ChurctPloetz Epitome of Universal HistoryRobertsons History of the Christian ChurchSanfords Cyclopaedia of Religious KnowledgeSchaffs History of the Christian ChurchSheldons History of the ChurchSmith & Chccthams Dictionary of Christian Antiquities Zenos Compendium of Church History

  • SumrioPrefcio 24.a Edio Inglesa 4-5Fontes de Informao 6-7Lista de Mapas 11-12Lista de Ilustraes Fotogrficas 12-13Lista de Notas Arqueolgicas 14-16Frases Notveis sobre a Bblia 17-19Cristo, o Centro da Bblia 20-21A Bblia a PALAVRA DE DEUS 22-23Esboo Cartogrfico da Histria Bblica 24-25Classificao dos Livros da Bblia 26-27Assuntos dos Livros da Bblia 28-29Tamanho Relativo dos Livros da Bblia 30Trs pensamentos Bsicos do Antigo Testamento 31Cronologia do Antigo Testamento 32-33Datas do Antigo Testamento 34Lista Alfabtica de Medidas, Dinheiro e Pesos 35Palestina, Terra da Histria Bblica 36-37Jerusalm, Cidade Central da Histria Bblica 38-39Potncias Mundiais dos Tempos Bblicos 40-41Descobertas Arqueolgicas 42-57Gnesis 58-105xodo 106-127Levtico 128-133Nmeros 134-141Deuteronmio 142-147Josu 148-157Juizes 158-163Rute 164-1651 Samuel 166-1712 Samuel 172-1751 Reis 176-1852 Reis 186-1971 Crnicas 198-2012 Crnicas 202-211Esdras 212-215Neemias 216-217Ester 218-219J 226-243Salmos 244-247Provrbios 220-225Eclesiastes 248-249Cantares de Salomo 250-251Os Profetas 252-255Isaas 256-274Jeremias 275-285Lamentaes 286-287Ezequiel 288-298Daniel 299-313Osias 314-317Joel 318

  • 10 S U M A R I O

    Ams 319-321Obadias 322Jonas 323-325Miquias 326-327Natmt 328-331Habacuque 332Sofonias 333Ageu 334-335Zacarias 336-341Malaquias 342-343Linhagem Messinica do Antigo Testamento 344-353Perodo entre o Antigo e o Novo Testamentos 354-363Mateus 364-401Marcos 402-426Lucas 427-464Joo 465-490Atos 491-514Romanos 515-5221 Corntios 523-5292 Corntios 530-535 Glatas 536-539 Efsios 540-543 Filipenses 544-547 Colossenses 548-5511 Tessalonicenses 552-5542 Tessalonicenses 555-5561 Timteo 557-5692 Timteo 561-565 Tito 566-568 Filemom 569 Hebreus 570-578 Tiago 579-5821 Pedro 583-5862 Pedro 587-5901 Joo 591-5942 Joo 5953 Joo 596 Judas 597-598 Apocalipse 599-653 Gnesis e Apocalipse 654 Como a Bblia Chegou at Ns 655-669 Esbo da Histria da Igreja 670-715 Hbito da Leitura da Bblia 715-721O MAIS IMPORTANTE DESTE LIVRO 722 Hbito de Ir Igreja 730-737O Culto de Domingo de Manh 738-743 Sumrio de Descobertas Arqueolgicas 744-755 Os Rolos do Mar MortoLista de Lugares de Descobertas Arqueolgicas 756-761ndice 762-768

  • M a p a s

    Nmero Pgina

    1 Centro da Superfcie da Terra 242 Centro do Hemisfrio Oriental 243 Babilnia-Egito 254 Imprio Romano 255 Localizao da Palestina 366 Topografia da Palestina 377 Jerusalm 388 Jerusalm 399 Imprio Egpcio 40

    10 Imprio Assrio 4011 Imprio Babilnico 4012 Imprio Persa 4113 Imprio Grego 4114 Imprio Romano 4115 Babilnia 4316 Babilnia pr-Abramica 4617 Escavaes Babilnicas 4918 Baixo Egito 5219 rea da mais Primitiva Escrita Alfabtica 5520 Local do Jardim do den 6521 rea do Dilvio 7322 Babilnia de Antes do Dilvio 7823 Regio do Monte Arar 8124 Disperso das Naes 8225 Babilnia Antiga 8626 Local de Sodoma 9827 Regio da Residncia Temporria de Abrao 9928 Mundo de Abrao , 100 29a Egito 107 29b Egito 11330 Runas de Tebas 1 1431 Egito e Sinai 12132 Sinai 12233 Plano do Tabernculo 12734 Peregrinao no Deserto 13535 Ponto do Jordo Atravessado por Josu 13936 Conquista de Cana por Josu 14937 Colonizao de Cana 15338 Localizao das Tribos 15539 Naes Vizinhas 15940 Ilustrao do Livro dos Juizes 16141 Ilustrao do Livro de Rute 16542 rea da Atividade de Samuel 16643 Ilustrao da Vida de Saul e Davi 16944 Imprio de Salomo 17745 Moabc 18846 O Reino Dividido 189

  • 12 M A P A S

    47 Assria-Cana 19448 O Templo 20349 Terras do Cativeiro 21350 Runas da Babilnia 30251 Runas de Nnive 32954 Vale do Jordo 37355 Ministrio de Jesus na Galilia 40956 Mar da Galilia 41657 Ilustrao da Vida de Jesus 42058 Betnia 42459 Belm 43160 Nazar 43661 rea da Atividade de Joo Batista 43762 Mundo de Jesus 46863 Movimentos de Jesus na ltima Noite 48364 Plano do Tmulo do Jardim 48765 Ilustrao do Dia de Pentecostes 49466 Propagao do Evangelho 50167 Primeira Viagem Missionria de Paulo 50368 Segunda Viagem'Missionria de Paulo 50669 Terceira Viagem Missionria de Paulo 51070 Viagem de Paulo a Roma 51371 Sete Igrejas da sia 61172 Lugares Importantes da Histria da Igreja 709

    Ilustraes FotogrficasFigura Pgina

    1 Rochedo de Behistun 432 Placa de Antes do Dilvio 443 Sinetes de antes do Dilvio 444 O mais antigo Documento Histrico conhecido 465 Retrato da Famlia de Ur-Nina 476 Esteia da Filha de Sargo 477 Esteia de Eanatum 478 Esteia de Ur-Namur 479 Biblioteca de Nipur 48

    10 Prisma Weld 4911 Cdigo de Hamurabi 5012 Sala de Aula de Ur, do Tempo de Abrao 5013 Pedra Roseta 5214 Escrita do Obelisco de Hatchepsute 5315 Escriba Egpcio de Antes de Moiss 5316 Sinete da Tentao 6717 Sinete de Ado e Eva 6818 Sinete de Gilgams 7619 Poo da Cidade de Ur 7720 Debaixo do Sedimento do Dilvio, em Ur 7721 Sedimento do Dilvio em Cis 7822 Coche de Antes do Dilvio 78

  • M A N U A L B B L I C O 13

    23 Debaixo do Sedimento do Dilvio, em Fara 7924 Corte Transversal do Cmoro de Fara 7925 Birs Ninrode 8326 Runas da Torre de Babel 8327 Corte Transversal do Cmoro de Ur 8728 Cemitrio Real, de Ur 8829 Rua de Ur, do Tempo de Abrao 8830 Retrato de Queops 9231 Colunas do Vestbulo Hipostilo 11032 Obelisco de Hatchepsute 11033 Mmia de Totms III 11134 Hatchepsute 11135 Mmia de Amenotepe II 11136 Mmia de Ramss II 11137 Mmia de Memept 11138 Placa Israel de Mernept 11239 Esteia de Ramss II 11340 Runas de Tebas 11441 Runas de Tebas 11542 Modelo do Vestbulo Hipostilo 11543 Aspecto do Tabernculo 12544 Castial 12745 Runas de Jeric 15146 Muros de Jeric 15147 Campo de Boaz 16548 Cavalarias de Salomo 17849 Restos Mortais de uma Criana 18450 Pedra Moabita 18851 Obelisco Negro 19152 Megido, Armagedom 19253 Relevo de Sisaque 20554 Prisma de Senaqucribc 20955 Sinete de Eliaquim 21156 Sinete de Eliaquim 21157 Sala do Trono dc Sargo 25958 Touro que Guardava o Palcio de Sargo 25959 Base do Trono de Sargo 25960 Jardins Suspensos da Babilnia 30061 Runas da Babilnia 30162 Camafeu dc Nabucodonosor 30363 Runas do Palcio dc Nabucodonosor 30664 Runas de Nnivc 32565 Runas de Nnivc 33166 Runas de Nnivc 33167 Runas de Nnivc 33168 Monte da Tcntauo 37569 Clice dc Antioquia 39670 Mar da Galilia 41571 Mar da Galiliii, Vislo dc Cufurnaum 41572 Calvrio 424

  • 14 ILUSTRAES FOTOGRAFICAS

    73 Nazar 43574 Runas da Sinagoga de Cafamaum 44275 Altos de Betnia, com a Vila 48176 Jardim no sop do Calvrio 48577 Tmulo do Jardim, Entrada 48678 Tmulo do Jardim, Entrada 486

    Notas ArqueolgicasEm Ordem AKabtica

    Introduo 42-57Abrao no Egito 95Acabe 185Armas de Saul 171O Assassnio de Senaqueribe 209Baltazar 306Behistun (Rochedo) 43Bene-Hadade e Hazael 190Clice de Antioquia 395Calvrio 424Camafeu de Nabucodonosor 303Caminho dos Reis 96Canal em Jerusalm 199Casa de Marfim de Acabe 185Cativeiro de Jud 196Cativeiro do Norte de Israel 193-194Cartas de Laquis 282-283Cavalarias de Salomo 178Cidades de Antes do Dilvio 71Cidades Patriarcais 98Culto de Baal 184Destruio de Siqum por Abimeleque 162O Dilvio 76-79Escavao em Ur 87-88Escrita 44-57Escrita de Antes do Dilvio 46Esteia de Ramss 113Fara do xodo 110-113Ferro na Palestina 159Fortaleza de Saul em Gibe 168Fuga de Zedequias Entre os Dois Muros 211Fundies de Salomo 179Hamurabi 50 e 95Incndios de Josu em Betei e Ai 152Incndios de Josu em Laquis, Quiriate-Sfer, Hazor 154Incndio de Gibe 163Incndios de Nabucodonosor em Betei e Bete-Semes 196Incndios de Nabucodonosor em Quiriate-Sfer e Laquis 196Inscrio de Silo 208Jardim do den 64

  • M A N U A L B B L I C O 15

    Jftltlllia Nimpcnsos da Babilnia 300"levantado 311

    Jft v ii Mulher de Potifar 104JlMlll, Nome de 148l

  • 16 NOTAS ARQUEOLGICAS

    Sinete da Tentao 68Sisaque Invade a Palestina 205Sodoma e Gomorra 96-97Sus, Palcio em 218Tafnes 284Tijolos de Pitom 1 17Torre de Babel 83Tributo de Acaz Assria 207Tributo de Menam a Pul 193Tributo de Manasss Assria 210Tributo de Osias Assria 194Trono e Runas do Palcio de Sargo 258Tnel de Ezequias 208Tmulo de Jesus 485-487Uso Primitivo dos Metais 69Uzias e Tiglate-Pileser 207Verdadeira Cruz, A 462Vitria de Dbora sobre os Cananeus 160Vitria de Gideo sobre os Midianitas 160-161

  • Frases Notveis a Respeito da Bblia

    Abrao Lincoln: Creio que a Bblia o melhor presente que Deus j deu ao homem. Todo o bem, da parte do Salvador do mundo, nos transmitido mediante este livro.

    W. E . Gladstone: Dos grandes homens do mundo, meus contemporneos, tenho conhecido noventa e cinco, e destes, oitenta e sete foram seguidores da Bblia. A Bblia assinala-se por uma peculiaridade de Origem. Uma distncia imensurvel separa-a de todos os outros livros.

    George Washington: Impossvel governar bem o mundo sem Deus e sem a Bblia.

    Napoleo: A Bblia no um simples livro, seno uma Criatura Vivente, dotada de uma fora que vence a quantos se lhe opem.

    Rainha Vitria: Este livro d a razo da supremacia da Inglaterra.

    Daniel Webster: Se existe algo nos meus pensamentos ou no meu estilo que se possa elogiar, devo-o aos meus pais que instilaram em mim, desde cedo, o amor pelas Escrituras. Se nos ativermos aos princpios ensinados na Bblia, nosso Pais continuar prosperando sempre. Mas se ns e nossa posteridade negligenciarmos suas instrues e sua autoridade, ningum poder prever a catstrofe sbita que nos poder sobrevir, para sepultar toda a nossa glria em profunda obscuridade.

    Thomas Carlyle: A Bblia a expresso mais verdadeira que, em letras do alfabeto, saiu da alma do homem, mediante a qual, como atravs de uma janela divinamente aberta, todos podem fitar a quietude da eternidade, e vislumbrar seu lar longnquo, h muito esquecido.

    John Ruskin: Qualquer que seja o mrito de alguma coisa escrita por mim, deve-se to s ao fato de que, quando eu era menino, minha me lia todos os dias para mim um trecho da Bblia, e cada dia fazia-me decorar uma parte dessa leitura.

    Charles A. Dana: O grandioso velho l.ivro ainda permanece; e este mundo velho, quanto mais tiver suas folhas volvidas e examinadas com ateno, tanto mais apoiar c ilustrar as pginas da Palavra Sagrada.

  • 18 M A N U A L B B L I C O

    Ferrar Fenton: Nas Escrituras hebraico-crists temos a nica chave que abre para o homem o Mistrio do Universo e, para esse mesmo homem, o Mistrio do seu prprio eu.

    Thomas Huxley: A Bblia tem sido a Carta Magna dos pobres e oprimidos. A raa humana no est em condies de dispens-la.

    W. H. Seward: Toda a esperana de progresso humano depende da influncia sempre crescente da Bblia.

    Patrick Henry: A Bblia vale a soma de todos os outros livros que j se imprimiram.

    U. S. Grant: A Bblia a ncora-mestra de nossas liberdades.

    Andrew Jackson: Este livro, senhor, o rochedo no qual se fundamenta a nossa repblica.

    Robert E. Lee: Em todas as minhas perplexidades e angstias a Bblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor.

    Lord Tennyson: A-leitura da Bblia j de si uma educao.

    Horace Greeley: impossvel escravizar mental ou socialmente um povo que l a Bblia. Os princpios bblicos so os fundamentos da liberdade humana.

    John Quincy Adams: To grande a minha venerao pela Bblia que, quanto mais cedo meus filhos comeam a l-la, tanto mais confiado espero que eles sero cidados teis ptria e membros, respeitveis da sociedade. H muitos anos que adoto o costume de ler a Bblia toda, uma vez por ano.

    Immanuel Kant: A existncia da Bblia, como livro para o povo, o maior benefcio que a raa humana j experimentou. Todo esforo por depreci-la um crime contra a humanidade.

    Charles Dickens: O Nvo Testamento mesmo o melhor livro que j se conheceu ou que se h de conhecer no mundo.

    Sir William Herschel: Todas as descobertas humanas parecem ter sido feitas com o propsito nico de confirmar cada vez mais fortemente as verdades contidas nas Sagradas Escrituras.

    Sir Isaac Newton: H mais indcios seguros de autenticidade na Bblia do que em qualquer histria profana.

    Goethe: Continue avanando a cultura intelectual; progridam as cincias naturais sempre mais em extenso e profundidade; expanda-se o esprito humano tanto quanto queira; alm da elevao e da cultura moral do cristianismo, como ele. resplandece nos Evangelhos, que no iro.

  • M A N U A L B B L I C O 19

    Hemy Van Dyke: Nascida no Oriente e vestida de formas e de imagens orientais, a Bblia percorre as estradas do mundo inteiro, familiarizada com os caminhos por onde vai; penetra nos pases, um aps outro, para em tda parte sentir-se bem, como em seu prprio ambiente. Aprendeu a falar ao corao do homem em centenas de lnguas. As crianas ouvem suas histrias com admirao e prazer, e os sbios ponderam-taas como parbolas de vida. Os maus e os soberbos estremecem com os seus avisos, mas aos ouvidos dos que sofrem e dos penitentes sua voz 'tem timbre maternal. A Bblia est entretecida nos nossos sonhos mais queridos, de sorte que o amor, a amizade, a simpatia, o devotamento, a saudade, a esperana, cingem-se com as belas vestimentas de sua linguagem preciosa. Tendo como su esse tesouro, ningum pobre nem desolado. Quando a paisagem escurece, e o peregrino, trmulo, chega ao Vale da Sombra, no teme nele entrar; empunha a vara e o cajado da Escritura; diz ao amigo e companheiro Adeus, at breve. Munido dsse apoio, avana pela passagem solitria como quem anda pelo meio de trevas em demanda da luz. (Do Companionable Books, de Henry Van Dyke, por gentileza dos seus editores, Charles Scribners Sons).

  • C r i s t o

    o

    Centro e o Corao da Bblia

    O Antigo Testamento descreve uma nao.

    O Novo Testamento descreve um HOMEM.

    A nao foi estabelecida e nutrida por Deus para que desse aquele Homem ao mundo.

    O prprio Deus tornou-se homem para dar ao gnero humano uma idia concreta, definida e palpvel do que seja a Pessoa que devemos ter em mente quando pensamos em Deus. Deus tal qual Jesus. Jesus era Deus encarnado, em forma humana.

    Seu aparecimento na terra o acontecimento central de toda a histria. O Antigo Testamento fornece o cenrio para esse aparecimento. O Novo Testamento descreve-o.

    Como homem, Jesus viveu a vida mais peculiarmente bela que j se conheceu. Ele foi o homem mais bondoso, mais terno, mais gentil, mais paciente, mais compassivo que j existiu. Amava pessoas. Detestava v-las aflitas. Gostava de perdoar. Deleitava-se em ajudar. Operava milagres estupendos para alimentar gente faminta. Aliviando os que sofriam, esquecia-se de comer. Multides cansadas, vencidas pelas dores, de corao aflito, vinham a Ele e encontravam cura e alvio. Dele, e de mais ningum foi dito, que, se todas as suas obras de bondade fossem registradas,o mundo no poderia conter os livros. Jesus foi este tipo de homem. E Deus este tipo de Pessoa.

    Depois: Ele morreu numa cruz, para tirar o pecado do mundo, para tornar-se o Redentor e Salvador do homem.

    Depois aiiula: Ressurgiu dos mortos e agora vive. No apenas uma pi'iM>iinlidadi liislorieu, porm, uma Pessoa viva. Ele o fato mais impor- tiinli' iln lliMnii.i c a fora mais vital no mundo de hoje.

  • M A N U A L B B L I C O 21

    Toda a Bblia se desenvolve ao redor desta bela histria de Cristo e da Sua promessa de vida eterna, feita a quantos O aceitam. A Bblia foi escrita smente para que o homem creia e entenda e conhea e ame e siga a CRISTO.

    Cristo, centro e mago da Bblia, centro e mago da Histria, o centro e o mago de nossas vidas. Nosso destino eterno est em Suas mos. De aceit-lO ou de rejeit-lO depende, para cada um de ns, a glria eterna ou a runa eterna, o cu ou o inferno; ou um, ou outro.

    A mais importante deciso que algum possa ser chamado a tomar a de resolver, em seu corao, uma vez para sempre, a questo de sua atitude para com Cristo. Disso depende tndo.

    uma coisa gloriosa ser crente, o mais elevado privilgio da raa humana. Aceitar a Cristo como Salvador, Senhor e Mestre, porfiar sincera e devotamente por segui-lO no caminho da vida que Ele ensinou, , certa e decididamente, o modo mais razovel e mais satisfatrio de vida. Isso significa paz, paz de esprito, contentamento de corao, perdo, felicidade, esperana, vida, vida aqui e agora, vida abundante, VIDA QUE NUNCA FINDARA.

    Como pode algum ser to cego e insensato, ao ponto de prosseguir pela vida a fora e encarar a morte sem a esperana crist? Fora de Cristo, que que existe, que que pode existir, seja quanto a este mundo, seja quanto ao outro, para que valha a pena viver? Todos havemos de morrer. Para que dissimular, com risos, este fato? V-se que convm a todo ser humano receber a Cristo de braos abertos, e considerar o mais altaneiro privilgio da vida, o de usar o nome de cristo.

    Em ltima anlise, a coisa mais cara e mais doce da vida ter conscincia, no mais recndito de nossos ntimos motivos, de que vivemos para Cristo, e de que por mais dbeis que sejam os nossos esforos, afadigarmo- nos em nossa lida diria na esperana de que, na ltima etapa, teremos feito alguma coisa para depositar, em gratido e adorao humilde, aos Seus ps como oferta.

  • A B b l i a

    a

    Palavra de Deus

    Sem levar em conta qualquer teoria sobre a inspirao da Bblia, ou qualquer idia sobre tom o foi que seus livros chegaram sua forma atual, ou at onde o texto bblico sofreu s mos de redatores e copistas, ao ser transmitido, abstraindo-nos- da questo de saber o quanto que se deve interpretar ao p da letra e o quanto que se deve aceitar como tendo sentido figurado, ou qual parte da Bblia histria, e qual poesia; se simplesmente admitirmos que a Bblia exatamente aquilo que se apresenta ser. se estudarmos seus livros para lhes conhecer o contedo, acharemos nela uma unidade de pensamento a indicar que uma Mente nica inspirou a escrita e a compilao de toda a srie dos seus livros, que ela traz em sio sinete do seu Autor, que, , em sentido nico e distintivo, A PALAVRA DE DEUS.

    H uma opinio moderna, sustentada mesmo em larga escala em certos crculos intelectuais, de que a Bblia uma espcie de histria secular do esforo do homem por encontrar a Deus: um registro da sua experincia no esforo por alcan-10, melhorando gradativamente suas idias a respeito da Divindade, baseado nas experincias das geraes precedentes. Naquelas passagens, to abundantes n a Bblia, onde se diz que Deus falou, de acordo com esta opinio Deus no falou realmente, mas os homens expressaram suas idias em linguagem que diziam ser a linguagem de Deus, quando, na realidade isso era apenas o que imaginavam a respeito de Deus. A Bblia, por essa forma, seria nivelada aos outros livros; apresentam-na, no como Livro divino, mas como obra humana, fingindo ser obra de Deus.

    Rejeitamos de todo essa idia e com repugnncia. Cremos que a Bblia , no o relato do homem sobre seus esforos por encontrar a Deus, porm a narrao do esforo de Deus por Se revelar ao homem: o registro do prprio Deus, quanto ao Seu trato com os homens, na revelao que de Si mesmo fez raa humana; a vontade revelada do Criador do homem, (nmsniiida ao homem pelo prprio Criador, para lhe servir de ins- liuiio e direo nos caminhos da vida.

  • M A N U A L B B L I C O 23

    Os livros da Bblia foram compostos por autores humanos; nem se sabendo quais foram alguns deles. Tampouco se conhece como foi exatamente que Deus dirigiu esses autores no ato de escrever. Contudo, afirma-se que Deus os dirigiu; e os livros da Bblia forosamente so exatamente o que Deus quis que fossem.

    H uma diferena entre a Bblia e todos os outros livros. Os escritores em geral podem orar a Deus que os ajude, e dirija, e Deus realmente os ajuda e dirige. H no mundo muitos livros bons, a cujos autores, sem dvida, Deus ajudou a escrever. Mas ainda assim, os autores mais piedosos dificilmente teriam a presuno de alegar que Deus escreveu seus livros. Pois essa autoria divina atribuda Bblia. Deus mesmo supervisionou, dirigiu e ditou a escrita dos seus livros, tendo sob seu completo controle os autores humanos, e de tal modo que a redao de Deus. A Bblia a PALAVRA DE DEUS num sentido em que nenhum outro livro no mundo a pode ser.

    Pode acontecer que algumas expresses bblicas sejam formas antigas de exprimir pensamentos, para transmitir idias que hoje expressaramos de outro modo, porque foram vazadas em linguagem de tempos remotos. Mas ainda assim, a Bblia encerra em si precisamente aquilo que Deus quer que a humanidade saiba, na forma exata pela qual Ele quer que nso conheamos. E at ao fim dos tempos o precioso velho Livro ser a nica resposta s indagaes da humanidade na sua busca de Deus.

    A Bblia, composta por muitos autores, atravs de muitos sculos, sendo, contudo, UM LIVRO s, , em si mesma, o milagre proeminente dos sculos, que traz em relevo sua prpria evidncia de ser de origem sobrehumana.

    TODA PESSOA deve amar a Bblia. Toda gente deve l-la assiduamente. Todos devem esforar-se por viver seus ensinos. A Bblia precisa ocupar o centro da vida e da atuao de cada igreja, e de cada plpito.

    O NICO MISTER DO PLPITO O ENSINO SIMPLES E EXPOSI- TIVO DA PALAVRA DE DEUS.

  • 24 M A N U A L B B L I C O

    Esboo da Histria Bblica

    Deus criou o homem e o colocou no Jardim do den, na parte sudoeste da sia, mais ou menos no Centro Geogrfico da maior regio da superfcie da terra indicada pelo quadrinho no mapa 1.

    (Mapa 1)

    O Homem pecou e deixou de ser aquilo para o qual Deus o tinha destinado. Foi ento que Deus inaugurou o plano para a redeno final e recriao do homem, e o fez chamando Abrao para que fundasse uma nao, mediante a qual o plano seria executado, Deus guiou Abrao para fora de Babilnia e f-lo entrar na terra de Cana, Os descendentes de Abrao migraram para o Egito, e a se desenvolveram, tornando-se uma nao.

    Depois de 400 anos foram tirados do Egito, sob a direo de Moiss, de volta terra prometida de Cana. A, no decorrer de uns quatrocentos ou quinhentos anos, sob os reinados de Davi e Salomo, a nao veio a se tornar um grande e poderoso reino.

  • M A N U A L B B L I C O 25

    Posteriormente, encerrando-se o reinado de Salomo, dividiu-se o reino. A parte do norte, dez tribos, chamada Israel, durou cerca de 200 anos, e foi levada cativa pela Assria, em 721 a.C. A parte sul, chamada Jud, durou depois disto pouco mais de 100 anos, e em trs levas datadas ao redor do ano 600 a.C. foi levada cativa para Babilnia. Um remanescente da nao cativa, em 536 a.C., voltou sua terra e restabeleceu sua vida como nao.

    Logo mais encerrava-se o Antigo Testamento. Quatrocentos anos mais tarde, JESUS, o Messias profetizado no A. T ., mediante Quem o homem seria redimido e criado de novo, apareceu e realizou Sua obra: Morreu pelo pecado humano; ressurgiu dos mortos; e mandou os discpulos contar a histria de Sua vida e Seu poder redentor em todas as naes.

    Partiram os discpulos em todas ns diieyo.s. levando alegres notcias, principalmente na direo do oeste, atruv du Asiu Menor e da Grcia at Roma, ao longo das estradas que ento formavam n espinha dorsal do Imprio Romano, que ento abrangia o mundo civilizado conhecido. Com o lanamento, assim, da obra da redeno humana, enccrra-Nc o Novo Testamento.

  • 26 M A N U A L B B L I C O

    Os Livros da Bblia Dividem-se

    em Sete GruposANTIGO TESTAMENTO NOVO TESTAMENTO17 Histricos 5 Poticos

    17 Profticos

    4 Evangelhos Atos

    21 Epstolas Apocalipse

    Histricos:Poticos:Profticos:Evangelhos:Atos:Epstolas:Apocalipse:

    Elevao e Queda da Nao Hebraica Literatura da Idade urea da Nao Literatura dos Dias Tenebrosos da NaoO HOMEM Produzido pela Nao Seu Reinado Comea entre Todas as Naes Seus Ensinos e Princpios Previso de Seu Domnio Universal

    O Antigo Testamento Hebraico contm exatamente os mesmos livros do Antigo Testamento contidos na Bblia em Portugus, mas colocados em ordem diferente:

    Lei (5 livros): Gnesis, xodo, Levtico, Nmeros, Deuteronmio

    Reduzindo-se cada par de livros de Samuel, Reis e Crnicas a um livro cada, Esdras e Neemias a um, os Doze Profetas Menores a um, estes 24 livros so os mesmos 39 nossos. Josefo reduziu-os posteriormente a 22, em correspondncia s letras do alfabeto hebraico, combinando Rute com Juizes, e Lamentaes com Jeremias.

    Os cinco rolos individualmente eram livros separados, lidos anualmente em festas separadas:Cnticos, na Pscoa, como referncia alegrica ao xodo.Rute, no Pentecostes, como celebrao da colheita.Ester, no Purim, comemorando o Livramento do povo de Israel da mo de

    Ham .Eclesiastes, nos Tabernculos, a festa mais alegre.Lamentaes, no dia 9 do ms Ab, como lembrana da destruio de Jeru-

    Os Tradutores

  • M A N U A L B B L I C O 27

    Os 39 Livros do Antigo Testamento

    17 HistricosGnesisxodoLevticoNmerosDenteronmioJosuJuizesRute1 Samuel2 Samuel1 Reis2 Reis1 Crnicas2 Crnicas Esdras Neemias Ester

    17 ProfticosIsaasJeremiasLamentaesEzequielDanielOsiasJoelAmsObadiasJonasMiquiasNaumHabacuqueSofoniasAgeuZacariasMalaquias

    5 PoticosJSalmosProvrbiosEclesiastesCnticos

    Os 27 Livros do Novo Testamento

    4 Evangelhos Mateus Marcos Lucas Joo

    EfsiosFilipensesColossenses1 Tessalonicenses2 Tessalonicenses1 Timteo2 Timteo Tito Filemon Hebreus Tiago1 Pedro2 Pedro1 Jo o2 Joo3 Joo Judas

    Atos 21 Epstolas ApocalpticoAtos Romanos Apocalipse

    1 Corntios2 Corntios Glatas

  • 28 M A N U A L B B L I C O

    Assunto ou Idia Dominante de Cada Livro

    Alguns livros tm uma idia principal:

    outros versam sobre assuntos variados.

    Gnesis A Fundao da Nao Hebraicaxodo O Concerto com a Nao HebraicaLevtico As Leis da Nao HebraicaNmeros A Viagem para a Terra PrometidaDeuteronmio As Leis da Nao HebraicaJosu A Conquista de CanaJuizes Os Primeiros 300 Anos na Terra PrometidaRute Os Primrdios da Famlia Messinica de Davi1 Samuel A Organizao do Reino2 Samuel O Reinado de Davi1 Reis A Diviso do Reino

    2 Reis A Histria do Reino Dividido1 Crnicas O Reinado de Davi2 Crnicas A Histria do Reino do Sul Esdras A Volta do Cativeiro Neemias A Reconstruo de Jerusalm Ester Israel Escapa do Extermnio

    J O Problema do SofrimentoSalmos O Hinrio Nacional de IsraelProvrbios A Sabedoria de SalomoEclesiastes A Vaidade da Vida Terrena Cntico dos

    Cnticos A Glorificao do Amor Conjugal

    Isaas O Profeta MessinicoJeremias O ltimo Esforo por Salvar JerusalmLamentaes Canto Fnebre sobre a Desolao de JerusalmEzequiel Sabero que Eu sou DeusDaniel O Profeta em BabilniaOsias A Apostasia de IsraelJoel A Predio da Dispensao do Esprito SantoAms O Governo de Davi, Final e UniversalObadias A Destruio de Edom

  • M A N U A L B B L I C O 29

    Jonas Um Recado de Misericrdia para NniveMiquias Belm Ser o Bero do MessiasNaum A Destruio de NniveHabacuque O Justo Viver pela FSofonias O Advento de uma Linguagem PuraAgeu A Reconstruo do TemploZacarias A Reconstruo do TemploMalaquias A ltima Mensagem a um Povo Desobediente

    MateusMarcosLucasJoo

    Jesus, o MessiasJesus, o MaravilhosoJesus, o Filho do HomemJesus, o Filho de Deus

    Atos A Formao da Igreja

    Romanos1 Corntios2 Corntios Glatas Efsios Filipenses Colossenses1 Tessalonicenses2 Tessalonicenses1 Timteo2 Timteo Tito Filemon Hebreus Tiago1 Pedro2 Pedro1 Joo2 Joo3 Joo Judas

    A Natureza da Obra de Cristo As Vrias Desordens na Igreja Paulo Vindica seu Apostolado Pela Graa, No pela Lei A Unidade da Igreja Uma Epstola Missionria A Divindade de Jesus A Segunda Vinda de Cristo A Segunda Vinda de Cristo Cuidado pela Igreja de feso Conselhos Finais de Paulo As Igrejas de Creta A Converso de um Escravo Fugitivo Cristo, Mediador de um Novo Concerto Boas ObrasA uma Igreja Perseguida A Apostasia Predita O AmorA Precauo contra Falsos Mestres A Rejeio de Auxiliares de Joo A Apostasia Iminente

    Apocalipse O Triunfo Final de Cristo

  • 30 M A N U A L B B L I C O

    Tamanho Relativo dos Livros da Bblia

    H 1.189 captulos na Bblia: 929 no Antigo Testamento; 260 no Novo.O captulo mais longo o Salmo 119. O mais curto o Salmo 117, que

    tambm o captulo central da Bblia.O verso mais longo o de Ester 8:9. O mais breve, o de Joo 11:35.Visto que os captulos variam de extenso, o tamanho relativo dos Li

    vros indica-se pelo nmero de pginas, e no pelo de captulos. A tabela abaixo organizada vista de uma Bblia de 1.281 pginas, mostra o tamanho relativo dos Livros:

    Caps. Pgs.

    Gnesis 50 58xodo 40 49Levtico 27 36Nmeros 36 51Deuteronmio 34 48Josu 24 29Juizes 24 29Rute 4 41 Samuel 31 382 Samuel 24 321 Reis 22 362 Reis 25 351 Crnicas 29 332 Crnicas 36 40Esdras 10 12Neemias 13 17Ester 10 9J 42 40Salmos 150 98Provrbios 31 34Eclesiastes 12 9Cntico dos Cnticos 8 6Isaias 66 57Jeremias 52 65Lamentaes 5 7Ezequiel 48 59Daniel 12 18Osias 14 8Joel 3 3Ams 9 6Obadias 1 1Jonas 4 2Miquias 7 5

    Naum

    Caps.

    3

    Pgs.

    2Habacuque 3 3Sofonias 3 3Ageu 2 2Zacarias 14 10Malaquias 4 3Mateus 28 37Marcos 16 23Lucas 24 40Joo 21 29Atos 28 38Romanos 16 151 Corntios 16 142 Corntios 13 10Giatas 6 5Efsios 6 5Filipenses 4 4Colossenses 4 41 Tessalonicenses 5 32 Tessalonicenses 3 21 Timteo 6 42 Timteo 4 3Tito 3 2Filemon 1 1Hebreus 13 12Tiago 5 41 Pedro 5 42 Pedro 3 31 Joo 5 42 Joo 1 13 Joo 1 1Judas 1 1Apocalipse 22 19

    Na Bblia acima mencionada:

    O A. T. tem ............................ 993 pgs., 3 1/2 vezes o tamanho do N.T.O N. T ....................................... 288 pgs.Os Livros Histricos .............. 552 pgs., mais da metade do A. T.Os Poticos .............................. 187 pgs., cerca de 1/5 do A. T.Os Profticos ............................ 254 pgs., pouco mais de 1/4 do A.T.O Pentateuco ............................ 237 pgs., quase o tamanho do N.T.Os Evangelhos .......................... 129 pgs., quase a metade do N. T.As Epstolas .............................. 102 pgs., pouco mais de 1/3 do N. T.

  • M A N U A L B B L I C O 31

    1. A Promessa de Deus a Abrao

    Que em sua descendncia todas as naes seriam abenoadas.Deus estabeleceu a nao hebraica como propsito especfico de faz-la

    nao messinica para o mundo, isto , nao por meio da qual um dia grandes bnos viriam de Deus para todas as naes.

    2. O Concerto de Deus com a Nao Hebraica

    Que, se eles O servissem fielmente, no meio de uma terra idlatra,, prosperariam como nao.

    Que, se O abandonassem para servir aos dolos, seriam destrudos como nao.

    Todas as naes adoravam dolos. Havia deuses por tda parte: deuses do cu, deuses da terra, deuses do mar, deuses do pas, deuses das cidades, deuses do campo, deuses dos montes, deuses dos vales; deuses, deusas e famlias de deuses.

    O Antigo Testamento a narrativa do esro de Deus, atravs de longas eras, por estabelecer, no meio das naes idlatras, a IDIA de que h UM S DEUS VIVO E VERDADEIRO no universo, e isto fez ao edificar uma NAO em torno desta idia.

    3. A Promessa de Deus a Davi

    Que sua famlia reinaria para sempre sobrs o povo de D eus.Quando, por fim, a nao de Deus se tornou grande nao, Deus esco

    lheu uma famlia do meio desse povo, a famlia de Davi, e com esta comeou a realizar Suas promessas, a saber, que dessa famlia haveria de vir um grande Rei, que, pessoalmente, viveria para sempre e estabeleceria um reino universal que no teria f im .

    Trs Etapas na Evoluo do Pensamento do Antigo Testamento

    1. A nao hebraica foi estabelecida para que, por ela, o mundo inteiro fosse abenoado. A nao messinica.

    2. O meio pelo qual a bno da nao hebraica se comunicaria ao mundo seria a famlia de Davi. A famlia messinica.

    3. O meio pelo qual a bno da famlia de Davi se comunicaria ao mundo seria o grande Rei que nasceria dela: O Messias.

    Assim sendo:

    Ao estabelecer a nao hebraica,O objetivo FINAL de Deus

    Foi trazer Cristo ao mundo.O objetivo IMEDIATO ile Deus

    Foi estabelecer, no mundo idlatra,Em preparao para a vinda de Cristo,A idia de que h UM s Deus vivo e verdadeiro.

    Trs Pensamentos Bsicos do Antigo Testamento

  • 32 M A N U A L B B L I C O

    A Cronologia Aceita

    As datas que se vem s margens de algumas Bblias no fazem parte do texto da Escritura. Foram calculadas pelo Arcebispo Usher, em 1650 d.C. A criao de Ado, ao que ele diz, data de 4004 a.C. O dilvio, de 2348 a.C. O nascimento de Abrao, de 1996 a.C. O xodo, de 1491 a.C. O Templo de Salomo, de 1012 a.C. Entretanto, os dados cronolgicos, fornecidos pela Bblia, so insuficientes para, com eles, se elaborar a base de um sistema exato de datas; e h divergncia de opinies entre os eruditos, especialmente quanto s datas mais remotas.

    O Perodo de Ado a Abrao

    Em Gn. 5, os nmeros parecem dar 1656 anos, de Ado ao dilvio. Em Gn. 11, do 427 anos, do dilvio chamada de Abrao. Temos um total de 2083 anos, de Ado a Abrao. Ver as pginas 70, 83.

    A Septuaginta, em Gn. 5, fornece nmeros que somam 2262 anos, de Ado ao dilvio; e, em Gn. 11, o s nmeros fazem 1307 anos, do dilvio a Abrao; total, de Ado a Abrao, 3569 anos. Deste modo a Septuaginta coloca a data de Ado 1.486 anos alm daquela que se deduz em nossa traduo da Bblia.

    O Pentateuco Samaritano, em Gn. 5, apresenta nmeros que somam 1307 anos, de Ado ao dilvio, e, em Gn. 11, nmeros que somam 1077 anos, do dilvio a Abrao, total, de Ado a Abrao, de 2384 anos.

    A Data de Abrao

    Apesar de calculada de modo vrio, entre 2300 a.C. e 1700 a.C., reconhece-se geralmente que a poca de Abrao situa-se mais ou menos no ano 2000 a.C. Teremos da o seguinte:

    A Data de Ado, cerca de 4000 a.C.; ou, de acordo com a Septuaginta, cerca de 5500 a.C.; ou, segundo o Pentateuco Samaritano, cerca de 4300 a.C.

    A data do dilvio, cerca de 2400 a.C.; ou, conforme a Septuaginta, crca de 3300 a.C., ou, segundo o Pentateuco Samaritano, cerca de 3000 a.C.

    Outras Interpretaes

    Enquanto a cronologia aceita parece, pela maior parte e aproximadamente, harmonizar-se com o texto de nossas Bblias, h interpretaes desses textos que colocariam Ado numa poca desmedidamente mais remota, se a descoberta de novos dados assim o exigisse. Ver pgina 70.

    Cronologia Bblica e Cincia Moderna

    Est, hoje em dia, muito disseminada, a idia de que o homem apareceu na terra muito mais cedo do que indica a Bblia.

    As duas civilizaes mais antigas seriam a da Babilnia e a do Egito. Baseando-se puramente em evidncias arqueolgicas, independentes dos registros bblicos, calcula-se que o comeo do perodo HISTRICO na Babilnia se coloca cm 4000 a.C., (a cultura Pr-Ubadca). O comeo do pe-

    Cronologia do Antigo Testamento

  • M A N U A L B B L I C O 33

    rodo HISTRICO no Egito fixada pela maioria dos historiadores mais ou menos pelo ano 3000 a.C., sendo que a Primeira Dinastia comeou em 2850 a.C. Quanto extenso do perodo PR-HISTRICO, em ambos os pases, os pareceres variam de uns poucos sculos at s conjecturas fantasiosas de eras imemoriais. Sabe-se agora que os vales do Eufrate e do Nilo so de formao comparativamente recente, no anterior ao ano 6000 a.C. A Arqueologia e a Histria mostram que, nesses vales, o homem apareceu de repente tendo desde o princpio uma civilizao bem adiantada.

    A Teoria do Sbado Milenrio

    A Epstola de Barnab, do princpio da era crist, mencionava uma teoria, ento em voga, segundo a qual, assim como tinha havido 2.000 anos de Ado a Abrao, e 2000 anos de Abrao a Cristo, tambm haveria 2000 anos para a dispensao crist, seguindo-se ento o milnio do repouso sabtico: 6000 anos e, depois, o sbado milenrio: assim como aos 6 dias da criao seguiu-se o dia de descanso. Visto que nos aproximamos do fim dos 2000 anos da era crist, logo veremos ao certo em que d essa teoria. H muita coisa atualmente nos horizontes que parece dizer estar o Grande Dia mais perto do que se possa imaginar.

    O Perodo de Abrao ao xodo

    645 ou 430 anos. x. 12:40 diz 430 anos no Egito . A Septuaginta e o Samaritano acrescentam e em Cana . O perodo desde a entrada de Abrao em Cana partida de Jac para o Egito foi de 215 anos, Gn. 12:4; 21:5; 25:26; 47:9. Mas Gn. 15:13; A t 7:6 e G1 3:17 parecem deixar dvida se os 215 anos esto includos nos 430 ou se devem ser somados a eles.

    A Data do xodo

    Seu clculo depende, em parte, da interpretao que se der aos nmeros do perodo precedente e do seguinte, e, em parte, de sua relao com a cronologia egpcia. As opinies parecem estar agora razoavelmente divididas entre 1450 a.C. e 1230 a.C. mais ou menos. Ver informaes mais completas nas pginas 110-113.

    Do xodo ao Templo de Salomo

    Em I Reis 6:1 se declara que o 4. ano de Salomo correspondia ao 480. da sada de Israel do Egito. Aceitando-se 1450 a.C. como data provavelmente aproximada do xodo, e 968 a.C. como data provavelmente aproximada do 4. ano do reinado de Salomo, tm-es 480 anos entre um fato e outro. Todavia, os nmeros no livro de Juizes, relativos aos perodos alternados de opresses c livramentos, parecem perfazer um total de 319 anos, ou ainda menos, reconhecendo que muitos dos acontecimentos tinham a mesma data. Somando-se isto aos 40 anos de peregrinao no deserto, ao nmero incerto de anos da liderana de Josu, aos do juizado de Eli e Samuel, aos 40 anos do reinado de Saul e a outros tantos do reinado de Davi, tem-se um total aproximado de uns 500 anos, alguns dos quais devem ter coincidido, cm parle, com outros. Ver pgina 158.

  • 34 M A N U A L B B L I C O

    Datas Importantes do Antigo TestamentoPara Reter na Memria

    As datas mais remotas, dadas aqui, vo em nmeros redondos e so apenas aproximadas, algo incertas (ver as duas pginas precedentes). So, contudo, suficientemente exatas para mostrar a seqncia histrica dos eventos e pessoas. Devem ser todas decoradas pelos que desejam familiarizar-se com a Bblia.

    Abrao ....................................................................... Cerca de 2000-1850 a.C.Jac ............................................................................Cerca de 1800-1700 a.C.Jos .............................................................................. Cerca de 1750-1650 a.C.Moiss ..........................................................................Cerca de 1400oul300a.C.O xodo ................................................................... Cerca de 1400oul300a.C.Rute ............................................................................Cerca de 1125 a.C.Samuel ..........................................................................Cerca de 1075 a.C.Saul .............................................................................. Cerca de 1050 a.C.Davi ............................................................................ Cerca de 1011 a.C.Salomo ....................................................................... Cerca de 971 a.C.Diviso do Reino (ver a pgina sobre I Reis 12) Cerca de 931 a.C.Cativeiro da Galilia ...............................................Cerca de 732 a.C.Cativeiro de Israel ................................................. Cerca de 722 a.C.Conquista de Jud pela Babilnia ....................Cerca de 605 a.C.Cativeiro de Jeoiaquim .......................................... Cerca de 597 a.C.Destruio de Jerusalm ..................................Cerca de 587 a.C.Volta do Cativeiro ....................................................Cerca de 538 a.C.Reconstruo do Templo ...................................... Cerca de 520 a.C.Ester torna-se Rainha da Prsia .........................Cerca de 478 a.C.Esdras parte para Jerusalm .............................Cerca de 458 a.C.Neemias reedifica os Muros ................................. Cerca de 444 a.C.

    Perodos

    Patriarcas: Abrao, Isaque, Jac Cerca de 200 anos: 2000-1800 a.C.Permanncia de Israel no Egito . . . Cerca de 400 anos: 1750-1400 a.C.

    ou 1300 a.C.Perodo dos Juizes ......................... Cerca de 300 anos: 1400-1100 a.C.O Reino: Saul, Davi, Salomo . . Cerca de 120 anos: 1050- 931 a.C.O Reino Dividido ........................... Cerca de 200 anos: 931- 722 a.C.O Cativeiro .................................... Cerca de 70 anos: 605- 538 a.C.Perodo de Restaurao ................ Cerca de 100 anos: 538- 432 a.C.

  • M A N U A L B B L I C O 35

    Pesos, Medidas e Moedas Referidos na Bblia Seu Valor Aproximado

    Em Ordem Alfabtica

    Bato, cerca de 22 litros, unidade de medida para lquidos Beca, 1 /4 de ona, 6,02 gm.Braa (medida de profundidade), 2 metrosCabe, 1,2 litrosCana, cerca de 3,30 metrosCeitil (centavo ou quadrante), 1/4 de cntimo, ou 1/8 cntimo de dlar Cvado, cerca de 45 cm .Drico, ouro, 5 dlares; prata, 64 cntimos de dlar (o mesmo que o siclo)Denrio, 16 cntimos de dlarDidracma, 2 denriosDgito (dedo), quase 2 centmetrosDracma, 16 cntimos de dlarEfa, cerca de 1 alqueire, unidade de medida para secos, 22 kg.Estdio, 184 metros Gera, 1/40 de ona, 0,5 gm.Hin, 3,6 litrosOmer, medida de 220 litros (para lquido), de 10 alqueires (para secos)mer, (outra palavra) 2,2 litrosJornada de um sbado, cerca de 1,5 quilmetrosJornada de um dia, cerca de 32 km.Cor (ou mer), 220 litros ou 10 alqueires Lethech, cerca de 5 1/2 alqueires, ou 110 litros Logue, 0,3 litros Libra, 16 dlaresLibra prata, cerca de 20 ou 40 dlares. Dois padresLibra ouro, cerca de 300 ou 600 dlares. Proporo de prata para o ouro,

    15 por 1 Largura da Mo, 7,6 cm .Maneh (mina), cerca de 500 gramasMeio siclo, igual a um didracmaMetreta, cerca de 38 litrosLepto, meio quadrante, 1 /8 de cntimos de dlarPalmo, 22 mc.Seah, 7,3 litrosSiclo, 9,5 gm., unidade de pesoSiclo, igual a 4 denrios, unidade monetriaTalento, cerca de 1.000 dlaresTalento de prata, cerca de 60 kg., ou 30 kg.; 2.000 ou 1.000 dlares Talento de ouro, cerca de 60 kg., ou 30 kg.; 30.000 ou 15.000 dlares

  • 36 M A N U A L B B L I C O

    C a n a

    A Terra da Histria Bblica

    A metade sul do limite oriental do M ar Mediterrneo. Cerca de 240 km de extenso, de norte a sul; largura mdia, de leste a oeste, 80 km. Uma faixa de terras frteis entre o Deserto da Arbia e o mar.

    Paralelas praia oriental do Mediterrneo h duas grandes cordilheiras de montanhas, com um vale no meio. As chuvas e rios, que essas montanhas proporcionam, produzem o cinturo frtil entre o deserto e o mar.

    Os Montes do Lbano, do lado oposto a Tiro e Sidom, so o centro e o ponto culminante dessas cordilheiras. De seus picos nevados descem quantidades enormes de gua para todas as direes.

    O rio Orontes, correndo na direo norte, fez Antioquia. O Abana, para o leste, fez Damasco. O Leontes (Ltnia), para o oeste, fez Tiro e Sidom. E o Jordo, para o sul, fez Cana, terra que mana leite e mel .

    (Mapa 5)

  • M A N U A L B B L I C O 37

    Cana situava-se na estrada entre o Vale do Eufrates e o Egito, os dois principais centros de populao no mundo antigo. Foi o centro geogrfico e lugar de encontro das culturas egpcia, babilnica, assria, persa, grega e romana: ponto estratgico e protegido no eixo dessas poderosas civilizaes que fizeram a histria antiga. A estabeleceu-se Israel, como representante de Deus entre as naes.

    O Vale do Euf rates

    O Primeiro Lugar da Habitao do Homem Foi Sede de Trs Potncias Muntiais:

    A Assria, que ocupa o setor norte do vale A Babilnia, que ocupava o setor sul do vale A Prsia, que ficava no limite oriental do vale O Egito foi potncia mundial de 1570-1200 a.C.A Assria foi potncia mundial de 883-612 a.C.A Babilnia foi potncia mundial de 605-539 a.C.A Prsia foi potncia mundial de 539-331 a.C.

    Israel foi:

    Criado no Egito, na poca do poderio egpcioDestrudo pela Assria e Babilnia, na poca do poderio delasRestaurado pela Prsia, na poca do poderio persa

    (Mapa (!)

  • 38 M A N U A L B B L I C O

    J e r u s a l m

    Cidade Central da Histria Bblica

    Jerusalm parece ter sido escolhida por Deus, antes mesmo da chegada de Abrao, para ser o Quartel General Terrestre da operao divina entre os homens, visto como Melquisedeque, sacerdote do Deus altssimo, j se encontrava l, Gn. 14:18.

    Se, como sustenta a tradio hebraica, Melquisedeque era Sem, sobrevivente do mundo antediluviano, mais velho dos homens viventes, sacerdote, no perodo patriarcal, de toda a populao terrestre, ento, algum tempo antes da chegada de Abrao, Melquisedeque, j havia sado da Babilnia, numa migrao anterior, para tomar posse, em nome de Deus, dessa localidade especfica.

    Melquisedeque devia ter visto Abrao menino, ainda, quando em Ur, e talvez tenha preparado sua mente para sua chamada para vir a esta Terra Prometida, escolhida por Deus para a realizar a obra da redeno humana.

    Jerusalm situava-se no centro sul de Cana, na parte mais alia da bacia jordnico-mediterrnea, a uns 32 km do Jordo e cerca de 64 km do Mediterrneo, regio protegida, ao oeste, por montanhas, e, ao sul, pelo deserto, e a leste pelo desfiladeiro do Jordo.

    Era edificada numa serra, cercada de vales profundos dos lados leste, sul e oeste. A serra consistia de duas colinas, com um vale no meio. A Colina Oriental era formada de trs colinas menores, chamadas colinas do Sudeste, Centro-Leste e Nordeste. A Colina Ocidental era constituda de duas colinas menores, chamadas colinas do Sudoeste e Noroeste. Situando-se uma pequena distncia fora da Estrada Costeira, onde civilizaes mundiais se encontravam e se mesclavam, e era bem apropriada para ser a sede principal da obra divina entre as naes.

    (Mapa "J. Vista area da Serra.de Jerusalm, na Direo de K O.)

  • M A N U A L B B L I C O 39

    Originalmente a cidade ocupava a colina do sudeste. Sua posio inexpugnvel por natureza, com uma fonte d gua, Giom, ao p da colina, deu- lhe a localizao ideal para ser uma cidade murada.

    N a colina do sudeste ficava a cidade de Melquisedeque. N a do centro- leste, chamada Mori, consta que Isaque foi oferecido; nela, 1000 anos mais tarde, edificou-se o Templo de Salomo. N a colina do nordeste, outros 1000 anos mais adiante, Jesus foi crucificado.

    No mapa, a linha cheia indica a cidade de Melquisedeque e de Abrao. A linha interrompida, acima dela, indica a cidade maior, de Davi e Salomo. A linha levemente pontilhada, mais acima desta ltima, mostra a cidade ainda maior do tempo de Cristo.

    Distncia entre Jerusalm e outros lugares; o Egito uns 483 km a sudoeste; a Assria, 1.126 km ao nordeste; a Babilnia, 1.126. km a leste; a Prsia, 1.609 km a leste; a Grcia, 1.287 km a noroeste; Roma, 2.413 km a noroeste.

    Davi fez de Jerusalm a capital de Israel, em 1000 a.C.: cidade magnfica. Foi destruda pelos babilnios em 587 a.C.; nos dias de Cristo j era de novo uma cidade imponente. MATOU, porm, Aquele cujo nascimento era a finalidade de sua fundao. Ver mais pgina 587.

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    (Mapa 8)

  • 40 M A N U A L B B L I C O

    Seis Grandes Governos dominaram o mundo de antes de Cristo. Cada qual esteve ligado, de um ou outro modo, com a Histria Bblica.

    Potncias Mundiais dos Tempos Bblicos

    (Mapa 9) Imprio Egpcio. 1570-1200 a.C. Coevo da Permanncia de Israel no Egito. A Israel cresceu, de 70 almas para 3.000.000.

    (Mapa 10). Imprio Assrio. 883-612 a.C. Destruiu o Reino do Norte de Israel, em 721 a.C., e cobrou tributo de Jud.

    Jud ao cativeiro. O Cativeiro Judaico foi coevo do Imprio.

  • M A N U A L B B L I C O 41

    (Mapa 12) Imprio Persa. 539-331 a.C. Consentiu que os judeus voltassem do cativeiro e ajudou-os em se reinstalarem como nao.

    (Mapa 13) Imprio Grego. 331-146 a.C. Governou a Palestina no perodo entre o Velho e o Novo Testamentos. Ver pgs. 354, 355.

    (Mapa 14) Imprio Romano. 146 a.C. a 476 d.C. Governava o mundo quando CRISTO apareceu. Em seus dias a IGREJA foi fundada.

  • 42 M A N U A L B B L I C O

    Descobertas Arqueolgicas

    O Vale do Eufrates

    O vale dos rios Eufrates e Tigre o local onde viveram os primeiros habitantes da terra e onde a histria bblica comeou. Hoje est pontilhado de cmoros, que so as runas de cidades antigas, inclusive as primeiras que j se construram. Tais cidades foram edificadas com tijolos. Atirava-se lixo nas ruas, ou se o despejava em cima dos muros. As casas, quando reparadas, teriam sido erguidas ao nvel das ruas. Quando abandonadas ou destrudas na guerra, e depois ocupadas de novo, as runas, ao invs de serem removidas, teriam sido aplanadas para servirem de base nova cidade. Consistindo de tijolos, que em parte ter-se-iam quebrado e desmanchado, haveriam de fornecer base slida para a cidade em cima. A nova cidade teria, pois, abaixo de si, sepultados, o entulho e os restos da primeira ocupao.

    Dessa forma os cmoros cresciam e se alargavam mais, uma cidade por cima de outra. Quando finalmente abandonadas, os tijolos, molhados pelas chuvas, desmanchavam-se; formou-se uma camada de terra; e, recobertos pelas tempestades de areia do deserto, esses cmoros ocultavam dentro de si os segredos da vida e civilizao dos povos que sucessivamente neles ha bitaram .

    Alguns desses cmoros ou montculos so de 30 ou mais metros de altura e contm os resduos de 20 ou mais cidades, cada uma constituindo uma camada distintiva, encerrando em si os utenslios, vasos de barro, lixo, registros e vrias relquias do seu povo. Escavando esses cmoros de runas, em anos recentes, os arquelogos desceram ao fundo, s primeiras cidades e trouxeram a lume o passado havia muito esquecido, e descobriram coisas que, de modo notabilssimo, confirmam, suplementam ou ilustram a histria bblica.

    Comeo do Interesse pela Arqueologia

    Claude James Rich, agente da Companhia da ndia Oriental Inglesa, residente em Bagd, 80 km ao nordeste do local da antiga Babilnia, tendo sua curiosidade despertada por alguns tijolos com inscries, trazidos por um agente seu colega, visitou aquele local, isso em 1811. Ali ficou 10 dias e localizou e cartografou a vasta acumulao de cmoros que tinham sido a Babilnia. Com o auxlio de alguns nativos, escavou os ditos cmoros e conseguiu umas poucas placas (tabletes) de barro, que levou para Bagd.

    Em 1820 visitou Mossul e gastou 4 meses rascunhando um desenho dos cmoros do outro lado do rio, onde suspeitava estivessem as runas de Nnive. Colecionou placas e inscries que nem ele nem ningum podia ler. Suas descobertas provocaram interesse geral.

    Paul Emil Botta, cnsul francs em Mossul, comeou a escavar os tais cmoros, em 1842 e nos 10 anos seguintes desvendou o magnificente palcio de Sargo em Corsabade.

    Sir Austen Henry Layard, ingls, chamado Pai da Assiriologia, descobriu (1845-51), em Nnive e Cal, as runas dos palcios de cinco dos reis assrios que se mencionam na Bblia, bem como a grande biblioteca de Assurbanipal, que se supe ter sido de 100,000 volumes.

  • M A N U A L B B L I C O 43

    Desde ento numerosas expedies, inglesas, francesas, alems e americanas, tm escavado em vrios cmoros de runas do vale do Tigre-Eufra- tes, e tm encontrado centenas de milhares de placas e monumentos c o m inscries, feitos nos primeiros dias da raa humana. E o trabalho prossegue; uma torrente ininterrupta de inscries antigas continua a ser despejada nos grandes museus do mundo para estudo e interpretao.

    Tais inscries foram feitas numa lngua que h muito caiu em desuso, vindo a esquecer-se. Eram, porm, to importantes que os sbios ficaram muito interessados em decifr-las.

    Em 1835, Sir Henry Rawlinson, oficial do exrcito ingls, notou no monte Behistun, 322 kms, ao nordeste de Babilnia, na estrada para Ecba- tana e na fronteira da Mdia, grande rocha isolada, que se erguia abruptamente 520 ms. acima da plancie, e, na superfcie desse rochedo, num alcantil perpendicular, 132 ms. acima da estrada, um a superfcie alisada, com gravaes. Investigou e descobriu que era uma inscrio esculpida em 516 a.C. por ordem de Dario, rei da Prsia, 522-486 a.C., o mesmo Dario sob cujo govemo o Templo de Jerusalm foi reconstrudo, como se diz no livro de Esdras, inscrio gravada no mesmo ano em que o templo foi acabado.

    A escrita entalhada, nas lnguas persa, elamita e babilnica, fornecia longo relato das conquistas de Dario e das glrias do seu reinado. Rawlinson j possua algum conhecimento da lngua persa e, entendendo que se tratava de um relato s, em trs lnguas diferentes, com admirvel pertincia e em constante perigo de vida, durante mais de 4 anos galgava o rochedo e, de p, numa beirada de uns 30 cms. de largura na parte inferior da inscrio, com o auxlio de escadas, lanadas de baixo, e de balanos, da parte de cima, tirou moldes das inscries.

    Em mais 14 anos suas tradues, estavam concludas. Havia achado a chave do antigo idioma babilnico, desvendando assim para o mundo os vastos tesouros da literatura da Babilnia antiga.

    O Rochedo de Behistun, Chave da Lngua Babilnica

    (IMiiPii 15) Fig. 1. O Rochedo de Behistum(Cortesia do Museu da Universidade

    de Pensilvnia)

  • 44 DESCOBERTAS ARQUEOLGICAS

    A ESCRITA

    At h poucos anos cria-se, geralmente, que a escrita fora desconhecida nos primrdios da histria do Antigo Testamento. Era essa uma das bases da teoria da crtica moderna, segundo a qual alguns livros do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos fatos por eles relatados, de sorte que continham apenas tradio oral. Hoje, porm, a p dos arquelogos vem-nos revelar que registros ESCRITOS de importantes acontecimentos foram feitos desde a alvorada da histria.

    A Origem Antediluviana da EscritaBeroso relatou uma tradio, segundo a qual Xisutro, o No Babi

    lnico, enterrou os Sagrados Escritos antes do dilvio, em placas de barro cozido, em Sipar, e depois os desenterrou. Havia uma tradio entre rabes e judeus de que Enoque fora o inventor da escrita, e que deixara alguns escritos. Antigo rei babilnico deixou registrado que gostava de ler os escritos da poca do dilvio. Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de Nnive, referiu-se a inscries de antes do dilvio .

    Livros AntediluvianosTm sido encontradas algumas inscries de antes do dilvio. A Fig. 2

    uma placa pictogrfica, encontrada pelo Dr. Langdon em Quis, sob um sedimento do dilvio. A Fig. 3 apresenta sinetes encontrados pelo Dr. Schmidt, em Fara, sob uma camada sedimentada do_dilvio. O Dr. Woolley achou em Ur sintes de antes do dilvio.

    Os sinetes foram as formas mais primitivas de escrita; representavam o nome de uma pessoa, identificavam uma propriedade, serviam de assinatura de cartas, contratos, recibos e vrias espcies de escritura. Cada pessoa possua seu prprio sinete. Este era gravado em pedacinhos de pedra ou

    Fig. 2. Placa de antes do dilvio, Fig. 3. Sintes de antes do dilvio, Quis Fara

    (Cortesia do Museu Field) (Cortesia do Museu da Universidadeda Pensilvnia)

  • M A N U A L B B L I C O 45

    metal por meio de 'serras ou brocas muitssimo delicadas. Usava-se para impresso em placas de barro, enquanto ainda midas.

    A Escrita PictogrficaA escrita aparece pela primeira vez na narrativa bblica quando Deus

    ps uma marca ou sinal em Caim. Essa marca representava uma idia. Assim, marcas, sinais, figuras passaram a ser usadas para registrar idias, palavras e combinaes de palavras. Essas figuras eram pintadas ou insculpidas em cermica ou placas de barro. De tal espcie a escrita nas camadas mais profundas das cidades pr-histricas da Babilnia. Os escritos mais antigos que se conhecem so figuras em placas de barro.

    O mbito Primitivo da Escrita Parece que a escrita, quando quer que ela tenha sido inventada, foi usa

    da, a princpio, e por certo tempo, apenas pelos escribas nos principais centros de populao. Quando tribos e famlias migravam de comunidades sedentrias para novos territrios no colonizados, a se desenvolvia, fora da esfera dos fatos anotados, nas naes a crescerem e a se afastarem sempre das normas conhecidas, tda espcie de tradies grosseiras, pantesticas, ido- ltricas e absurdas, baseadas no que tinha sido a verdade primitiva.

    A Escrita Cuneiforme A princpio, certa espcie de marca representava uma palavra inteira,

    ou uma combinao de palavras. Desenvolvendo-se a arte de escrever, passou a haver marcas que representavam partes de palavras, ou slabas. E ra este o gnero de escrita em uso na Babilnia no alvorecer do perodo histrico. Havia mais de 500 marcas diferentes, com umas 30.000 combinaes. Geralmente, essas marcas se faziam em tijolos ou placas de barro macio (mido), medindo de dois a 50 centmetros de comprimento, uns dois teros de largura, e escritos de ambos os lados; depois eram secados ao sol ou cozidos^ no forno. Por meio dessas inscries cuneiformes, em placas de barro, que chegou at ns a vasta literatura dos primitivos babilnios.

    A Escrita AlfabticaJ foi outro avano: as marcas passaram a representar partes de s

    labas, ou letras, forma grandemente simplificada de escrita, na qual, com26 marcas diferentes podia-se expressar todas as diferentes palavras que, no sistema cuneiforme, eram expressas por 500 marcas. A escrita alfabtica comeou antes de 1500 a . C ., ver a pg. 54.

    Material de Escrita Palavras tais como escrita, livro, tinta so comuns a todos os ra

    mos da lngua semtica, o que parece indicar que a escrita, num livro com tinta, devia ter sido conhecida dos primitivos semitas antes de se separarem nas suas vrias raas. Na Babilnia era, o mais das vezes, em placas de barro que se escrevia. Os egpcios usavam pedra, peles e papiro. Este, o precursor do papel, fazia-se de canas que cresciam em brejos, de 5 a 7 centmetros de dimetro, e de 3 a 4 m de altura. Tais canas eram abertas em fatias, que se punham transversalmente, eni camadas alternadas; eram umedecidas, prensadas e reduzidas a folhas, ou rolos, comumente de uns 30 cm de largura, por 30 cm a 3 ni de extenso. Algumas vezes se usava cermica quebrada para escrever.

  • 46 DESCOBERTAS ARQUEOLGICAS

    A ESCRITA Livros Pr-Abramicos

    Os centros de populao mais antigos, aps o dilvio, como dito nas pginas 84 e 85, ficavam na Babilnia (pas), em Quis, Ereque, Lags, Acade, Ur, Babilnia (cidade), Eridu, Nipur, Larsa e Fara.

    Nas runas destas cidades encontram-se milhares de livros, escritos em pedra ou em placas de barro, antes da poca de Abrao. Cinco dos mais famosos so aqui apresentados.

    uma placa de mrmore, 7 por 10 centmetros. Foi achada por Wooley (1923) na pedra angular de um templo em Obeide, 6 km a oeste de Ur. Tem esta inscrio: Anipada, rei de Ur, filho de Messanipada, construiu este para sua senhora Nin-Kharsag (Deusa-Me). Essa paca acha-sc agora no Museu Britnico. Uma reproduo sua encontra-se no Museu da Universidade de Pensilvnia.

    A inscrio foi proclamada como O Documento Histrico mais Antigo que j se havia descoberto. Uma profuso de placas mais velhas tinha sido descoberta, mas esse era o REGISTRO ESCRITO mais antigo de um EVENTO CONTEMPORNEO. Assinala a linha divisria, nos anais babilnicos, entre os perodos histrico e pr-histrico . Ver mais na pg. 84.

    Retrato da Famlia de Ur-Nina, Fig. 5, o rei de Lags, seus filhos e servos; av de Eanatum, com inscries explicativas.

    Esteia de En-hedu-ana, Fig. 6, filha de Sargo, com inscrio dizendo que era sacerdotisa da deusa Lua em U r.

    Esteia dos Abutres de Eanatum, F ig . 7 . Achada em Lags, por Sarzec. Encontra-se hoje no Louvre, em Paris. Registra suas vitrias sobre os elami- tas e descreve seu mtodo de combate: comandava seus guerreiros formados maneira de cunha, artnados de lanas, escudos e capacetes.

    Esteia de Ur-Namur, Fig. 8. Uma laje de pedra calcria, 3,1 m de altura, 1,65 m de largura. Achada no piso do Palcio da Justia, em Ur. Est agora no Museu da Universidade da Pensilvnia. Descreve a constru-

    A Placa da Fundao de Anipada (Fig. 4).

    Mapa 16. (Cortesia do Museu da Univ. de Pensilvnia)

    Fig. 4. Placa da Fundao.

  • M A N U A L B B L I C O 47

    o do Zigurate, no auge da glria de U r. chamada Esteia dos Anjos Voadores, porque se vem esculpidos anjos que adejam sobre a cabea do rei.

    Tudo isto tem sua relao com a autoria humana dos primeiros livros da Bblia. Mostra que a praxe de registrar eventos importantes era comum desde o alvorecer da histria, dando como certo que os primeiros eventos do livro de Gnesis podiam ter sido registrados em documentos contemporneos, o que muitssimo verossmil, tornando mais e mais crvel que, desde o princpio, Deus preparou o ncleo de Sua Palavra e superintendeu a sua transmisso e desenvolvimento atravs das eras.

    Fig. 5. Ur-Nina. Fig. 6. A Filha de Sargo(Cortesia do Museu da Universidade da Pensilvnia)

    Fig. 7. Fstela de F.iimitiini. Fig. 8. Esteia de Ur-Naniur.(Cnrlesia dn Museu ila Universidade da Pensilvnia)

  • 48 DESCOBERTAS ARQUEOLGICAS

    A ESCRITA

    Livros e Bibliotecas da Primitiva Babilnia

    A Babilnia foi o bero da raa humana, local do Jardim do den, cenrio do comeo da histria bblica, centro da rea do dilvio, lar de Ado, No e Abrao. Os primrdios de sua histria so do mais alto interesse para os estudantes da Bblia.

    Situava-se na foz do Tigre, e do Eufrates, media 402 km de extenso, e 80 km de largura; formara-se de sedimentos aluviais dos dois rios; terras de pntanos drenados, de fertilidade incrvel; por muitos sculos centro de populao densa. Hoje, na maior parte, so terras rmas.

    Acade

    Tambm chamada Sipar, Akkad, Agade, Abu-Haba. Uma das cidades de Ninrode, Gn. 10:10. Capital do 8. rei de antes do dilvio, (ver pg. 71). Capital do imprio de Sargo (ver pg. 86), 48 km a noroeste de Babilnia (cidade). Um dos lugares onde as leis de Hamurabi foram colocadas. Sipar, um de seus nomes, significa Cidade dos Livros, a indicar que era famosa por suas bibliotecas. Era a localidade onde, segundo a tradio, os Sagrados Escritos foram enterrados antes do dilvio e depois desenterrados. Suas runas foram escavadas por Rassam (1881) e por Scheil (1894). 60.000 placas foram encontradas, entre as quais tda uma biblioteca de 30.000 volumes.

    Lags

    Tambm chamada Telo, Shirpurla. A 80 kms. ao norte de Ur. Capital de um dos primeiros reinos de aps o dilvio, (ver pg. 87). Escavada por Sarzec (1877-1901). Centro de grandes bibliotecas. Encontraram-se mais inscries a do que em qualquer outra parte .

    Nipur

    Chamou-se tambm Nufar, Caln. 80 kms. a sudeste de Babilnia (cidade). Uma das cidades de Ninrode. Escavada sob os auspcios da Universidade da Pensilvnia e sob a direo de Peters, Haynes e Hil- precht, a intervalos, entre 1888 e 1900, os quais encontraram 50.000 placas com inscries feitas no 3. milnio a.C., inclusive uma biblioteca de 20.000 volumes; arquivos reais; escolas com grandes cilindros de consultas montados em estantes giratrias, dicionrios, enciclopdias, obras completas de direito, cincia, religio e literatura. A Fig. 9 mostra uma runa onde se acharam vastas bibliotecas.

    Fig. 9. Nipur

    (Cortesia do Museu da

    Pensilvnia)

  • M A N U A L B B L I C O 49

    Jemdet NasrCidade anterior ao dilvio, 40

    kms. a nordeste de Babilnia (cidade). Destruda por incndio crca de 3500 a.C., nunca foi reconstruda. Escavada em 1926 pela expedio do Museu Field, da Universidade de Oxford. A o Dr. Langdon encontrou inscries pictogrficas, que lhe indicaram o primitivo monotesmo (ver pg. 62).

    O Prisma Dinstico de WeldO Primeiro Esbo conhecido

    d a Histria Universal. Escrito em 2170 a.C. por um escriba que se assinava Nur-Ninsubur, ao fim da dinastia de Isin, fornece uma lista inteira de reis desde os primrdios da raa at aos seus dias, incluindo os 10 reis longevos de antes do dilvio. um belo prisma de barro cozido. Foi conseguido pela Expedio Weld-Blundell (1922), em Larsa, poucos kms. ao norte de U r. Acha-se hoje no Museu Ashmoleano de Oxford. J existia h mais de cem anos antes de Abrao, a poucos kms. do seu lar.

    Fig. 10. O Prisma Weld

    (Cortesia do Museu Ashmoleano, Oxford)

  • 50 DESCOBERTAS ARQUEOLOGICAS

    A ESCRITA

    Escritos do Tempo de Abrao

    Foi em Obeide, uns 7 km a oeste de Ur, que Woolley achou o documento histrico mais antigo (ver pg. 46). E assim fica-se sabendo que a comunidade de Abrao fora um centro de cultura literria durante geraes, antes que o Patriarca nascesse.

    O Cdigo de Hamurabi

    Foi esta uma das mais importantes descobertas arqueolgicas que j se fizeram. Hamurabi, rei da cidade de Babilnia, cuja data parece ser 1792-1750 a.C., comu- mente identificado pelos assirilogos com o An- rafel de Gn. 14, um dos reis que Abrao perseguiu para libertar L. Foi um dos maiores e mais clebres dos primitivos reis babilnios. Fez seus escribas coligir e codificar as leis do seu reino; e fez que estas se gravassem em pedras para serem erigidas nas principais cidades. Uma dessas pedras originalmente colocada na Babilnia, foi achada em 1902, nas runas de Susa (levada para l por um rei elamita, que saqueara a cidade de Babilnia no sculo 12 a.C.) por uma expedio francesa dirigida por M. J. d?

    . :

    Fig. 11. O Cdigo de Hamurabi

    (Cort. do Museu do Louvre)

    Fig. 12. Sala de Aula, em Ur(Cortesia do Museu da Universidade

    de Pensilvnia)

    Morgan. Acha-se hoje no Museu do Louvre, em Paris. Trata-se de um bloco lindamente polido de duro e negro diorito, de 2 m 60 cm de altura,60 cm de largura, meio metro de espessura, um tanto oval na forma, belamente talhado nas quatro faces, com gravaes cuneiformes da lngua semito-babilni-

  • M A N U A L B B L I C O 51

    ca (a mesma que Abrao falava). Consta de umas 4 .000 linhas, equivalendo, quanto matria, ao volume mdio de um livro da Bblia; a placa cunei- forme mais extensa que j se descobriu. Representa Hamurabi recebendo as leis das mos do rei-sol Chams: leis sobre o culto dos deuses nos templos, a administrao da justia, impostos, salrios, juros, emprstimos de dinheiro, disputas sobre propriedades, casamento, sociedade comercial, trabalho em obras pblicas, iseno de impostos, construo de canais, a manuteno dos mesmos, regulamentos de passageiros e servio de transporte pelos canais e em caravanas, comrcio internacional e muitos outros assuntos.

    Temos a um livro, escrito em pedra, no uma cpia, mas o prprio autgrafo original, feito nos dias de Abrao, ainda existente hoje para tes- tesmunhar no s a favor de um sistema bem desenvolvido de jurisprudncia, seno, tambm, do fato de que j nos dias de Abrao a capacidade literria do homem havia atingido um grau notvel de adiantamento.

    Bibliotecas do Tempo de Abrao

    Em Ur, cidade natal de Abrao, em Lags, Nipur, Sipar, alis em cada cidade importante do pas de Babilnia, havia, em conexo com escolas e templos, bibliotecas com milhares de livros: dicionrios, gramticas, obras de consultas, enciclopdias, anais oficiais, compndios de matemtica, astronomia, geografia, religio e poltica. Foi aquele um perodo de grande atividade literria; produziu muitas das obras-primas que Assurbanipal mandou que fossem copiadas por seus escribas, destinadas sua grande biblioteca em N nive.

    Quando Abrao visitou o Egito, havia a, aos milhes, inscries em monumentos de pedra, em papiro e pele. Em Cana, perto de Hebrom, cidade de Abrao, havia uma cidade chamada Quiriate-Sfer, que significa cidade de escribas, a indicar que seu povo tinha gosto pelas letras.

    Uma Escola do Tempo de Abrao

    Em Ur, na camada subterrnea correspondente poca de Abrao (Fig. 12), Woolley descobriu uma sala de aulas, com 150 placas de exerccios escolares, textos sobre matemtica, medicina, histria e mitologia; uma grande placa com colunas paralelas, apresentando a conjugao completa de um verbo sumeriano e seu equivalente em semita; tambm uma placa com 5 diferentes classes de temas verbais, com explicaes. Abrao deve ter freqentado uma escola deste tipo.

    Abrao e os Escritos Sagrados

    Sem dvida, Abrao recebeu de Sem a histria da criao, da queda do homem e do dilvio. le prprio recebera de Deus uma chamada direta para tornar-se fundador de uma nao, mediante a qual um dia toda a raa humana seria abenoada. Vivia numa sociedade de cultura, de livros e bibliotecas. Reis contemporneos conservavam os anais de suas naes nos arquivos dos templos. Abrao era homem de convices e qualidades de lder. Por certo deve ter tirado cpias cuidadosas de narraes e registros recebidos de seus ancestrais; a esses registros acrescentou a histria de sua prpria vida e das promessas que Deus lhe fizera, em placas de barro, na lngua cuneiforme, destinadas aos anais da nao que ia fundar.

  • 52 DESCOBERTAS ARQUEOLGICAS

    A ESCRITA

    No Egito

    Napoleo, em sua expedio ao Egito (1798), levou consigo uma centena de sbios. Estes trouxeram de volta relatrios que despertaram o intersse dos homens de cincia. J. G. Wilkinson, ingls, foi a Tebas, morou ali, e copiou inscries dos grandes monumentos (1821-33). chamado Pai da Arqueologia Egpcia, e algumas de suas obras ainda so um padro de autoridade no assunto. Lepsius, alemo, produziu (1842) a primeira grande obra cientfica sobre arqueologia egpcia. Desde ento a iniciativa tem alcanado propores enormes.

    A Pedra de Roseta chave da lngua egpcia antiga. A lngua do antigo Egito era hiero

    glfica, escrita de figuras, um smbolo para cada palavra. Pelo ano 700 a.C. uma forma mais simples de escrita entrou em uso, chamada Demtica, mais aproximada do sistema alfabtico, e que continuou como lngua do povo at aos tempos dos romanos. No quinto sculo d.C. ambas caram em desuso e foram esquecidas. De sorte que tais inscries se tornaram ininteligveis, at que se achou a chave de sua traduo. Essa chave foi a Pedra de Roseta.

    Achou-a M. Boussard, um dos sbios franceses que acompanharam Napoleo ao Egito (1799), numa cidade sobre a foz mais ocidental do Nilo, chamada Roseta. Encontra-se hoje no Museu Britnico. de granito negro, cerca de 1,30 m de altura, 80 cm de largura, 30 de espessura, com trs inscries, uma acima da outra, em grego, egpcio demtico e egpcio hieroglfico. O grego era conhecido. Tratava-se de um decreto de Ptolomeu V, Epfanes, feito em 196 a.C., nas trs lnguas usadas ento em todo o pas, para ser colocado em vrias cidades. Um sbio francs, de nome Cham-

    l g . 13. A Pedra de Koseta(Cortesia do Museu Britnico)

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    pollion, depois de quatro anos (1818-22) dc trabalho meticuloso e paciente, comparando os valores conhecidos das letras gregas com os caracteres egpcios desconhecidos, conseguiu deslindar os mistrios da lngua egpcia antiga.

    A Atividade l iterria do Antigo EgitoDurante mil anos antes cios dias dc Moiss, a profisso das letras j era

    importante no s em Babilnia como tambm no.lfgito . Tudo o que era de valor, era registrado. No Egito escrevia-se em pedra, pele e papiro. Usa- va-se pele ao tempo da 4.a dinastia. As proezas de Tutms III (1500 a.C.), na Palestina, foram registradas em rolos de velo muito delicado. J na poca de 3000 a.C. empregava-se o papiro. Mas os registros em pedra eram os mais durveis; cada Fara tinha os anais do seu reinado insculpidos nas paredes do seu palcio e em monumentos. Havia amplas bibliotecas de documentos do governo; e fartura de monumentos recobertos de inscries requintadas. A Fig. 14 mostra inscries na base do famoso Obelisco da Rainha Hatsepsute, em Tebas. A Fig. 15 a esttua de um escriba profissional da 5.a dinastia, sculos antes de Moiss nascer.

    As Placas de Tel-el-AmarnaEm 1888 acharam-se nas runas dc Amurna, a meio caminho de Mnfs

    a Tebas, umas quatrocentas placas de barro, que tinham sido parte dos arquivos reais dc Amenotepe III e Amenotepe IV, os quais reinaram em 1400 a.C. mais ou menos. A maior parte dessas piacas acha-se hoje nos Museus de Londres e do Cairo. Medem de 5 a 8 cm de largura por8 a 23 de comprimento, contendo inscries de ambos os lados. Contm correspondncia oficial de vrios reis da Palestina e Sria, escrita no sistema cuneiforme babilnico, para esses dois Faras do Egito. Quanto do volume de matria poderiam, combinadas, formar um livro mais ou menos como Gnesis e xodo juntos. Tal como a placa de pedra de Hamurabi, constituem uma das mais importantes descobertas arqueolgicas dos ltimos tempos.

    Fig. 14. O Obelisco de Hatsepsute Fig. 15. Um Escriba(Cortesia do Instituto Oriental) (Cortesia do Museu Metropolitano)

  • 54 DESCOBERTAS ARQUEOLGICAS

    A ESCRITA

    Na Palestina e Regies Vizinhas

    Quantidades enormes de inscries cuneiformes da antiga Babilnia e inscries hieroglficas do antigo Egito tm sido descobertas, porm, poucas, comparativamente, da antiga Palestina. Tem sido isto uma das bases para a teoria da crtica moderna de que muitos dos livros do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos acontecimentos neles referidos, e, assim, encerram cm si apenas tradio oral. Pode ter havido muitas razes pelas quais os reis hebreus no erigiam grande nmero de monumentos com inscries que perpetuassem sua glria, como os outros fizeram. Contudo, nos ltimos tempos, apareceram muitas evidncias de que os hebreus eram um povo que sabia escrever.

    Siquni. Aqui, Sellin achou placas cuneiformes cananias do perodo pr-israclita, documentos particulares, indicativos de que o comum do povo conhecia e usava a escrita.

    O Mais Primitivo Estrito Alfabtico. Num templo semita, em Serabite, prximo s minas de turquesas, no Sinai, FJinders Petrie, em 1905, achou juntamente com inscries hieroglficas egpcias, uma inscrio em linguagem alfabtica, o mais primitivo escrito alfabtico que se conhece, feito aproximadamente em 1500 a.C. Isto aconteceu na regio onde Moiss passou 40 anos, e essa inscrio foi feita uns poucos anos antes de Moiss.

    Gezer. Aqui Garstang (1929) achou uma asa de jarro do perodo 2000- 1600 a.C., com inscrio em letras da escrita sinatica, indicando assim que a escrita em alfabeto sinatico, j nesse tempo, se usava na Palestina.

    Bete-Semes. O Prof. Elihu Grant, da Expedio Arqueolgica do Ha- verford College (1930), encontrou a um fragmento de jarro de barro, de cerca de 1800 a.C., usado como memorando, com cinco linhas no sistema alfabtico semtico, tinta, similar escrita sinatica.

    Laquis. .A, em 1934, J. L. Starkey, da Expedio Arqueolgica Wellcome, achou um jarro para gua com inscrio, datando de cerca de 1500 a.C., no mesmo sistema alfabtico sinatico. Laquis foi uma das cidades que Josu destruiu ao tempo em que o sol se deteve; e a est m livro, escrito em cermica, desta cidade antes de ser destruda por Josu.

    Ras Shamra (Ugarite), ao norte de Sidom, perto de Antioquia, cidade fencia, porto de mar ligando o Eufrates ao Mediterrneo, onde civilizaes se encontravam e se misturavam. Uma Expedio francesa, em 1929, encontrou a uma Biblioteca de templo, escola de escribas, espcie de seminrio teolgico, com quantidades enormes de placas, dicionrios e obras de consultas em 8 lnguas: babilnio, hebraico, egpcio, hitita, sumeriano antigo, algumas lnguas desconhecidas, a escrita sinatica e um alfabeto de 27 letras muito mais antigo do que outro qualquer que se conhea; muitos datando do meado do segundo milnio a.C.

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    Boghaz Keui, na sia Menor, primitivo centro hitia. Achou-se a uma biblioteca em cuneiforme c outras placas, classificadas e dispostas em compartimentos de arquivo; em sumeriano, acadiano, hitita, mi- dianita e outras lnguas, com algumas placas bilnges em cuneiforme e hitita.

    Assim sendo, certo que a escrita era de uso comum na Palestina, Sinai, Sria e Fcncia durante sculos antes de Moiss. O Dr. W.F. Albright, principal autoridade em arqueologia palestinense, diz: S uma pessoa muito ignorante pode propor hoje a idia de que a escrita (em muitas formas) no era conhecida na Palestina e regies imediatamente circunvizinhas durante todo o segundo milnio a.C. , (Boletim n.60 das Escolas Americanas de Pesquisas Orientais, dez. 1935).

    Em face disto, no h razo para que os eventos dos primeiros livros da Bblia deixassem de ser registrados por seus contemporneos.

    Por que, ento se perderam esses registros, enquanto vastas quantidades de registros egpcios e babilnicos foram preservados? Por causa da naturzea deteriorvel do material usado na escrita: papiro e pele.No Egito tambm, os registros escritos em papiro e pele, com poucas excees, se deterioraram. O Pentateuco, mesmo se tivesse sido escrito originalmente em placas de cuneiforme, como alguns tm sugerido, foi logo translite- rado para o hebraico e copiado em peles. Os dez mandamentos, ncleo da Lei, foram gravados em pedras, mas o resto foi escrito em livros, x. 17 14. Assim, logo cedo os hebreus tomaram o hbito de empregar peles e papiro, que tinham de ser copiados de novo, quando as cpias mais velhas se estragavam pelo uso .

  • 56 DESCOBERTAS ARQUEOLGICAS

    A ESCRITA

    A Autoria do Pentateuco

    A opinio tradicional a de que Moiss escreveu o Pentateuco substancialmente como o possumos, exceto poucos versos do final, onde se relata a sua morte, e interpolaes ocasionais feitas por copistas, para efeito de elucidao, e que fiel verdade histrica.

    A opinio da crtica moderna a de que se trata de uma obra heterognea, produto de vrias escolas de sacerdotes, feita desde o 8. sculo a.C., com objetivos sectaristas, baseada em tradies orais, sendo os principais documentos chamados J, E e P . Embora os crticos, entre si, divirjam largamente quanto s seces que devam ser atribudas a cada um desses documentos, apresentam a teoria capciosamente como sendo o resultado certo a que chegaram 'eruditos modernos . Segundo esse parecer, no se trata de histria verdadeira, porm dc uma colcha de retalhos, coletados de um saco de farrapos dc lendas esparsas .

    Que Diz a Arqueologia? A Arqueologia, ultimamente, vem falando to alto que est causando uma reao decidida em prol do ponto de vista conservador. A teoria de que a escrita era desconhecida nos dias de Moiss j foi pelos ares, de modo completo. E cada ano, no Egito, Palestina e Meso- potmia, esto se exeavando evidncias, tanto cm inscries como em camadas de terra, de que as narrativas do Antigo Testamento tratam de verdadeiros fatos histricos. E os eruditos, decididamente, esto tomando atitude de maior respeito para com a tradio referente autoria de Moiss.

    O Mnimo que se Comprova: Moiss podia ter escrito o Pentateuco. Instruiu-se no palcio dc Fara; foi educado em toda a cincia dos egpcios, a qual inclua a profisso das letras. Provavelmente ele conhecia mais acerca da histria universal anterior do que qualquer pessoa hoje. Foi lder e organizador de um movimento que cie cria ser de imensa importncia para todas as geraes futuras. Seria ele to ESTPIDO para confiar os anais e princpios do seu movimento unicamente TRANSMISSO ORAL? Moiss, de fato, fez uso da escrita (x. 17:14, 24:4, 34:27, Nm. 17:2, 33:2, Dt. 6:9, 24:1,3, 27:3,4, 31:19,24). Quanto ao Gnesis, parece que le usou registros que vieram dc geraes anteriores. Quanto a xodo, Levtico, Nmeros e Deuteronmio, todos estes se relacionavam com a prpria vida dele e, sem dvida, foram cscritos sob sua direo pessoal . Os fenmenos da estratificao no relato se explicam abundantemente pelo emprego de documentos anteriores de tal antiguidade e santidade, que Moiss no se permitia qualquer alterao ou qualquer integrao danificadora.

    Em Que Lngua foi escrito o Pentateuco? Possivelmente no hebraico antigo, de uso entre os israelitas dos dias de Moiss, em rolos, de pele, ou papiro. Ou ainda, possivelmente, na lngua cuneiforme