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MANUAL DE CONTROLES INTERNOS E DE PREVENO LAVAGEM DE DINHEIRO E COMBATE AO FINANCIAMENTO DO TERRORISMO (v3.JUNHO/2017)

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SUMRIO

Objetivo .................................................................................................................................................... 4

I. Da Preveno Lavagem de Dinheiro (PLD) e do Combate ao Financiamento do Terrorismo (CFT) . 4

II. Das Medidas de Preveno e Controle ................................................................................................ 5

II.A. Cadastro de Clientes ...................................................................................................................... 7

II.B. Conhea seu Cliente (Know Your Client) ....................................................................................... 9

II.C. Aprovao do Cliente ..................................................................................................................... 9

II.D. Elaborao de Propostas para Servios Fiducirios de Debntures, Notas Promissrias, Letras

Financeiras, de Certificados de Recebveis Imobilirios (CRI) e Certificados de Recebveis do

Agronegcio (CRA) e contratao como instituio custodiante de Cdulas de Crdito Imobilirio,

conforme previsto na Lei 10.931/04 (Servios Fiducirios) ............................................................ 10

II.E. Listas Restritivas ........................................................................................................................... 10

II.F. Situaes de Especial Ateno ..................................................................................................... 11

II.G. Anlise de Caso Suspeito e Comunicao ao COAF ..................................................................... 12

II.H. Atuao em Novos Servios ........................................................................................................ 14

II.I. Divulgao da Poltica de PLD e CFT ............................................................................................. 14

II.J. Conhea Seu Funcionrio ............................................................................................................. 14

III. Dos Controles Internos ...................................................................................................................... 18

IV. Das Atribuies e Responsabilidades ................................................................................................ 19

Legislao Relacionada: .......................................................................................................................... 21

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Objetivo: Definir as diretrizes da PENTGONO S.A. DISTRIBUIDORA DE TTULOS E VALORES

MOBILIRIOS (PENTGONO) no que se refere preveno e combate s atividades

relacionadas com os crimes previstos na Lei n 9.613, de 03 de maro de 1998,

posteriormente alterada (Lei n 9.613/98), as quais devero ser seguidas obrigatoriamente

por todos os seus colaboradores.

I. Da Preveno Lavagem de Dinheiro (PLD) e do Combate ao Financiamento do Terrorismo (CFT):

Nos termos do artigo 1 da Lei n 9.613/98, o crime de lavagem ou ocultao de bens, direitos e

valores consiste em ocultar ou dissimular a natureza, origem, localizao, disposio,

movimentao ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente

de infrao penal, cabendo para esses casos pena de recluso, de 3 (trs) a 10 (dez) anos, e

multa. Tambm sero abarcados na mesma penalidade os atos previstos nos pargrafos 1, 2 e

3 do mencionado artigo.

Basicamente o processo de lavagem envolve trs etapas, as quais podem ocorrer inclusive

simultaneamente: colocao, ocultao e integrao. A colocao configura a etapa em que o

dinheiro proveniente de atividade ilcita ingressa no sistema econmico. A etapa da ocultao

configura a fase em que o rastreamento contbil do dinheiro ilcito dificultado. Na etapa da

integrao ocorre o investimento do dinheiro ilcito, de modo que o mesmo seja incorporado

formalmente ao sistema econmico.

O combate lavagem de dinheiro tambm abarca a preocupao com o financiamento ao

terrorismo. De acordo com a Instruo CVM 301, 16 de abril de 1999, so operaes

relacionadas com terrorismo ou seu financiamento aquelas executadas por pessoas que

praticam ou planejam praticar atos terroristas, que neles participam ou facilitam sua prtica, bem

como por entidades pertencentes ou controladas, direta ou indiretamente, por tais pessoas e as

pessoas ou entidades que atuem sob seu comando. Em geral, os terroristas utilizam recursos

obtidos de forma lcita, com o objetivo de reduzir o risco de serem descobertos antes da prtica

terrorista.

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A Organizao das Naes Unidas (ONU) tem intensificado a luta contra o terrorismo, em especial

aps os atentados ocorridos em 11 de setembro de 2001. No ano de 2005 a ONU adotou a

Estratgia Antiterrorista Global, a qual define uma srie de medidas especficas para combater o

terrorismo em todas as suas vertentes. Cabe lembrar que o Brasil um dos 51 (cinquenta e um)

pases membro fundadores da ONU e repudia o terrorismo enquanto princpio constitucional.

Existe tambm o Grupo de Ao Financeira (GAFI), uma entidade intergovernamental, criada em

1989, que tem por finalidade definir padres e promover a efetiva implementao de medidas

legais, regulatrias e operacionais para combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do

terrorismo, alm de outras ameaas ao sistema financeiro internacional relacionadas a esses

crimes. O GAFI criou recomendaes especficas para combate ao financiamento do terrorismo,

as quais integram atualmente as 40 Recomendaes do GAFI.

A participao brasileira nas organizaes multigovernamentais de preveno aos delitos

financeiros coordenada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O COAF

busca internalizar as discusses e orientaes de como implantar as recomendaes dos

organismos internacionais, com o objetivo de se adequar s melhores prticas adotadas para

combater de forma efetiva os referidos delitos, alm de disciplinar, aplicar penas administrativas,

receber, examinar, identificar as ocorrncias suspeitas de atividades ilcitas e comunicar s

autoridades competentes para a instaurao dos procedimentos cabveis quando concluir pela

existncia ou fundados indcios de crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

A PENTGONO enquanto instituio financeira, tem a obrigatoriedade de implementar, junto aos

seus funcionrios e estagirios, polticas, procedimentos e controles internos, de forma

compatvel com seu porte e volume de operaes, que afastem qualquer tipo de prtica que

configure a lavagem ou ocultao de bens, direitos e valores, bem como qualquer prtica que

financie o terrorismo.

II. Das Medidas de Preveno e Controle:

Visando prevenir que a PENTGONO seja envolvida em qualquer prtica dos crimes previstos na

Lei n 9.613/98, devem ser adotadas as medidas a seguir elencadas. Para tanto, necessrio

considerar as seguintes premissas:

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(a) Ser considerado cliente eventual ou permanente qualquer pessoa natural ou jurdica com a

qual seja mantido, respectivamente em carter eventual ou permanente, relacionamento

destinado prestao de servio financeiro ou realizao de operao financeira.

(b) Sero consideradas Pessoas Politicamente Expostas (PEP) os agentes pblicos que

desempenham ou tenham desempenhado, nos ltimos cinco anos, no Brasil ou em pases,

territrios e dependncias estrangeiros, cargos, empregos ou funes pblicas relevantes, assim

como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento prximo. O

conceito de familiares abarca os parentes, na linha reta, at o primeiro grau, o cnjuge, o

companheiro, a companheira, o enteado e a enteada. O prazo de cinco anos deve ser

contabilizado, retroativamente, a partir da data de incio da relao do negcio ou da data em

que o cliente passou a se enquadrar como PEP. Tambm ser considerado PEP aquele que

exerceu ou exerce funo de alta administrao em uma organizao internacional de qualquer

natureza, assim considerados diretores, subdiretores, membros de conselho ou funes

equivalentes.

Sendo o cliente brasileiro devem ser abrangidos os (i) detentores de mandatos eletivos dos

Poderes Executivo e Legislativo da Unio, (ii) ocupantes de cargo, no Poder Executivo da Unio,

de ministro de estado ou equiparado, de natureza especial ou equivalente, de presidente, de

vice-presidente ou equivalentes, de autarquias, fundaes pblicas, empresas pblicas ou

sociedades de economia mista, do Grupo Direo e Assessoramento Superiores (DAS), nvel 6, ou

equivalentes, (iii) membros do Conselho Nacional de Justia, o Supremos Tribunal Federal, dos

tribunais superiores dos tribunais regionais federais, do trabalho e eleitorais, do Conselho

Superior da Justia do Trabalho e do Conselho da Justia Federal, (iv) membros do Conselho

Nacional do Ministrio Pblico, o Procurador- Geral da Repblica, o Vice-Procurador-Geral da

Repblica, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral da Justia Militar, os

Subprocuradores-Gerais da Repblica e os Procuradores- Gerais de Justia dos Estados e do