Manual de Segurana e Sade do Trabalhador em fossem registrados, seus tcnicos de segurana do trabalho ouvidos para que toda situao de risco pudesse ser identificada, avaliada e corrigida

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    Manual de Segurana e

    Sade do Trabalhador

    em Mquinas de Papel e

    Papelo em Piracicaba

    Manual de Segurana e

    Sade do Trabalhador

    em Mquinas de Papel e

    Papelo em Piracicaba

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    Agradecimentos Pg. 04

    Apresentao Pg. 06

    A Fabricao do Papel Pg 08

    Reconhecimento de Riscos e Medidas de Controle Pg. 11

    1 - Equipamentos: Hidrapulper Pg. 11

    2 - Equipamentos: Tanques de Massa Pg. 19

    3 - Equipamentos: Mesa Plana Pg. 23

    4 - Equipamentos: Rolos Prensa / Rolos Desaguadores Pg. 26

    5 - Equipamentos: Cilindros Secadores Pg. 28

    6 - Equipamentos: Calandras Pg. 32

    7 - Equipamentos: Enroladeiras Pg. 34

    8 - Equipamentos: Rebobinadeiras (Bobinosa ou Bobinadeira) Pg. 37

    9 - Equipamentos: Cortadeiras de Folhas Pg. 41

    10 - Equipamentos: Onduladeiras Pg. 45

    11 - Equipamentos: Impressoras Flexogrficas Pg. 49

    12 - Equipamentos: Laminadoras Pg. 54

    13 - Medidas Gerais de Preveno Pg. 58

    14 - Manuteno Pg. 62

    Anexo 1 Pg. 64

    Anexo 2 Pg. 67

    Anexo 3 - Termo de Cooperao Pg. 78

    Anexo 4 - Acordo Coletivo de Trabalho Pg. 82

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    Agradecemos a todos que, direta ou indiretamente, contriburam para a formatao desse manual, fruto de mais de dois anos de muita dedicao, debates e visitas. Terminamos esse trabalho na expectativa de que os seus conceitos sejam utilizados diariamente e contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores nas fbricas.

    Esperamos que iniciativas similares sejam promovidas por outras lideran-as e segmentos de nossa categoria, cientes da importncia que a sistematizao de normas traz para a melhora do processo produtivo, quando preservadas as condies seguras de trabalho.

    Em torno deste ideal, representantes das empresas, do sindicato de traba-lhadores e do poder pblico de Piracicaba se uniram e mantiveram o compro-misso de identificar todos os aspectos que colocavam em risco a segurana do trabalhador nas mquinas de papel e papelo nas empresas do municpio. Nesse processo, as empresas Votorantin, Salusa, Klabin, RST e Indstria de Papel Inde-pendncia se disponibilizaram a abrir suas portas para permitir que seus proces-sos fossem registrados, seus tcnicos de segurana do trabalho ouvidos para que toda situao de risco pudesse ser identificada, avaliada e corrigida.

    O dilogo, sobretudo, e a determinao de todos os envolvidos foram os norteadores de nosso trabalho. A eles somos tributrios e rendemos nossos since-ros agradecimentos:

    Francisco Pinto FilhoPresidente do SINTIPEL

    Admir Aguiar Godoy - RST - Fabricao e Com. de Artefatos de Papis Ltda

    Antnio Jos Setto - Engenheiro de Segurana do Trabalho - SALUSA

    Csar Roberto Fortarell - Diretor do SINTIPEL

    Everaldo Tozzi - Engenheiro Mecnico

    Francisco Pinto Filho - Presidente do SINTIPEL

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    Gil Vicente Fonseca Ricardi - Auditor Fiscal do Trabalho - Mdico do Trabalho do Ministrio do Trabalho e Emprego - Subdelegacia do Trabalho em Piracicaba

    Joo Augusto Ribeiro de Souza - RST - Fabricao e Comrcio de Artefatos de Papis Ltda

    COMSEPRE - Conselho Municipal para Preveno de Acidentes do Trabalho e Doenas Ocupacionais

    Juliano Henrique Paduan - RST - Fabricao e Comrcio de Artefatos de Pa-pis Ltda

    Leandro Jos Magagnato - Encarregado de Recursos Humanos da Salusa

    Lcio Aparecido Monteiro Magnani - Engenheiro de Segurana do Trabalho Amhpla-Isomed

    Paulo Celso Balzan - Chefe de Recursos Humanos Klabin S/A

    Rodolfo Andrade Gouveia Vilela - Engenheiro de Segurana do Trabalho, Co-ordenador do Programa de Sade do Trabalhador da Vigilncia Sanitria do Mu-nicpio de Piracicaba

    Srgio Augusto Gonalves - Vice-presidente do SINTIPEL

    Walter Wagner Rusca - Engenheiro de Segurana do Trabalho, Coordenador do SESMT da VCP - Piracicaba

    Votorantin Celulose e Papel S/ARST - Fabricao e Comrcio de Artefatos de Papis LtdaKlabin S/ASALUSA - Santa Luzia S/A Indstria de EmbalagensIndstrias de Papis Independncia S/A

    * Agradecimento especial VCP - Unidade Piracicaba que cedeu o papel para a impresso deste manual.

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    Atendendo a pedido formulado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas In-dstrias de Papel, Papelo e Cortia de Piracicaba, todas as cinco empresas do setor de papel e papelo da cidade de Piracicaba/SP foram visitadas, no perodo entre 1997 e 2000, pela fiscalizao de segurana e sade do trabalhador, condu-zida pelo Programa de Sade do Trabalhador do municpio de Piracicaba e pela Subdelegacia Regional do Trabalho.

    A complexidade e quantidade das solues verificadas, alm de um aci-dente fatal em uma mquina de papel em fevereiro de 2000, motivaram a tratar a questo atravs de uma nova abordagem, com ampla participao da sociedade, levando em considerao as propostas de negociao tripartite para a rea de segurana e sade do trabalhador, formuladas na Conveno 155 da Organizao Internacional do Trabalho.

    Esse modelo de negociao j vem sendo utilizado no pas desde a dcada passada, exemplificado na publicao, em 1999, da srie Convenes Coletivas sobre Segurana e Sade, pelo Ministrio do Trabalho e Emprego, e tem como caracterstica principal a participao dos atores sociais numa gesto que supere solues de mercado ou de controle centralizado para promover as solues dos riscos sade do trabalhador. O Estado quer passar a assumir um novo papel, alm do exerccio de interventor/fiscal: o de mediador das relaes entre as par-tes, sem abrir mo das suas funes de proteger a sade e a vida do cidado-tra-balhador.

    Essa poltica pretende alterar as relaes de trabalho nesta rea, apresen-tando um modelo de gerenciamento democrtico que conduz a outro patamar de cidadania, produto de sujeitos sociais ativos que a direcionam de baixo para cima, no contexto de uma sociedade sustentvel, solidria, que no se deixa levar somente pelo modelo competitivo, mas que mantm, acima de tudo, o com-promisso de no transigir com a verdade, com a proteo vida e sade do trabalhador.

    No dia 10 de maro de 2001 foi composta uma comisso tripartite, com representantes (tcnicos e trabalhadores) das empresas, do sindicato de trabalha-dores e do poder pblico (Programa de Sade do Trabalhador de Piracicaba e Ministrio do Trabalho e Emprego), alm do Conselho Municipal de Preveno de Acidentes de Trabalho e Doenas Ocupacionais (COMSEPRE) e foi assumido

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    o compromisso formal das partes em elaborar um Acordo Coletivo de Segurana e Sade do Trabalho, com a preocupao principal de identificar os riscos por mquina e/ou setor, da forma mais detalhada possvel, junto com as medidas de controle correspondentes a cada risco. Foram includas, tambm, fotos ilustrati-vas para melhor entendimento por parte dos leitores. Infelizmente, no se chegou a um consenso para que fosse viabilizada a assinatura do Acordo. Mesmo assim, tanto o Termo de Cooperao (Anexo 3), quanto a minuta do Acordo (Anexo 4) foram anexados ao presente trabalho, para servir de referncia aos que quiserem, no futuro, se utilizar desse recurso.

    No foi includa, neste documento, a anlise dos riscos referentes inds-tria da celulose, porque nenhuma das empresas participantes a processam nas suas plantas de Piracicaba.

    A equipe de tcnicos e trabalhadores que elaborou o presente documento entende que o assunto no foi esgotado, deixando em aberto a possibilidade de eventuais correes e/ou sugestes.

    Esperamos, tambm, que a presente contribuio motive o setor de papel e papelo no pas a elaborar uma proposta ampliada, renovada e melhorada, para que os acidentes de trabalho e doenas profissionais que acometem os trabalha-dores do setor sofram reduo significativa.

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    A palavra papel tem origem na planta de tipo gramnea papiro, que cresce nas margens do Rio Nilo, cuja folha era utilizada para a escrita pelos habitantes daquela regio desde 2500 anos antes de Cristo.

    A fabricao de papel a partir de trapos de linho foi inventada pelos chine-ses por volta de 100 anos depois de Cristo. O processo foi trazido para a Europa no Sculo XIV e teve aplicao industrial na Inglaterra no sculo XVII

    A madeira atualmente a principal fonte de fibra de celulose para a fabri-cao do papel. A celulose um composto natural existente nos vegetais, de onde extrada, podendo ser encontrada nas razes, tronco, folhas, frutos e sementes. A celulose um dos principais componentes das clulas vegetais que, por terem forma alongada e de pequeno dimetro (finas), so freqentemente chamadas fibras.

    A quase totalidade das pastas de celulose obtida a partir da madeira, sendo uma pequena parte derivada de outras fontes como sisal, linho, algodo, bambu, bagao da cana etc. No algodo, a celulose est na forma praticamente pura (99%).

    A celulose a matria-prima mais importante do processo de fabricao do papel, sem a qual o papel no existe. Ela consiste da parte fibrosa da madeira, que obtida atravs de processos qumicos ou mecnicos em fbrica de celulose.

    A diferenciao dos tipos de papis est na formulao dos produtos qu-micos utilizados e na matria-prima bsica.

    Podemos dividir a indstria de papel em trs fases distintas de produo: Indstria da polpa de celulose; Fabricao de papel; Fabricao de artefatos de papel como embalagens, sacos e caixasAs fbricas de celulose, papel e artefatos existem atualmente em mais de

    100 pases, empregando atualmente cerca de 3,5 milhes de pessoas. O Brasil encontra-se em oitavo lugar entre os principais pases produtores, que seguem esta ordem: EUA, Canad, Japo, China, Finlndia, Sucia, Alemanha, Brasil e Frana.

    No Brasil, 3.269 empresas produzem papel, papelo, artefatos de papel, celulose e cartonagem, totalizando 124.499 trabalhadores empregados no setor. (RAIS, 2003)

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    Fluxograma bsico de produo de papel:

    Dependen