Manual do Companheiro Franco Maçom

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Estudo Interpretativo dos Símbolos e AlegoriasDo Segundo Grau Maçônico O grau de Aprendiz, busca a resposta à pergunta (de onde viemos?) e a esse grau compete o estudo das origens primeiras da nossa ordem, as quais tivemos buscando no primeiro Manual desta série, assim também é especial a competência do segundo grau simbólico em responder à pergunta (quem somos ?), estudando a história da Maçonaria Moderna.

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Manual do Companheiro

Manual do Companheiro

Franco Maom

Estudo Interpretativo dos Smbolos e Alegorias

Do Segundo Grau Manico

Este segundo grau no qual fostes admitido, o resultado natural dos vossos esforos; primeiramente: tendo aprendido, tereis de provar, ou seja, demonstrar na prtica, com uma atividade fecunda, os vossos conhecimentos e reconhecimentos interiores. Nisso essencialmente se insere a qualidade de Companheiro, ou obreiro da inteligncia construtora, no qual se converteu como resultado de um aprendizado fiel e perseverante.

Sua iniciao efetiva nessa arte, como obreiro ou artista, o faz companheiro de todos os que praticam em comunho de ideais e objetivos, compartilhando o po dos conhecimentos e capacidades, adquiridos por meio do estudo e da experincia, como resultado dos esforos numa atividade til e construtiva.

O sentimento de solidariedade ou companheirismo que nasce de to ntima comunho, , e deveria ser a caracterstica fundamental deste grau manico. O aprendiz, em virtude de seus conhecimentos ainda rudimentares, e de sua incapacidade simblica para uma obra realmente eficiente, por no ter sido ainda provadas sua perseverana e firmeza de propsitos, no pode sentir ainda esta solidariedade que nasce do sentimento de igualdade com os que praticam a Arte; sendo que deve esforar-se constantemente para estar alinhado com os Princpios, e poder chegar assim em nvel com aqueles que se estabeleceram nos mesmos.

A liberdade o ideal e a aspirao do Aprendiz, cujos esforos se dirigem principalmente a libertar-se dos julgo das paixes, dos erros e vcios; j que cada vcio um vnculo que o detm, retardando o seu progresso. Por meio do esforo vertical, simbolizado pelo prumo (em sentido oposto gravidade das propenses negativas que constituem a polaridade inferior de seu ser), chega a conquistar aquela liberdade que s se encontra na fidelidade aos Ideais, Princpios e Aspiraes mais elevados de nosso ser.

A igualdade deve ser a caracterstica principal do Companheiro que aspira elevar-se interiormente at o seu mais elevado Ideal e, em conseqncia, ao nvel dos que se esforam no mesmo caminho e para as mesmas finalidades. Enquanto para a fraternidade no pode ser, se no o resultado de haver-se identificado de uma maneira ainda mais ntima com seus irmos, quaisquer que sejam as diferenas exteriores que, como barreiras, aparentam elevar-se algumas vezes entre os homens.

Sem dvida, o aprendizado que o Aspirante terminou simbolicamente, ao ser admitido no segundo grau, ainda no est concludo: onde quer que estejamos e em qualquer condio, em qualquer grau manico no deixamos de ser aprendizes, porque sempre temos algo a aprender. E este desejo ou atitude para aprender a condio permanente de toda possibilidade de progresso interior.

Porm qualidade de aprendiz deve agregar-se algo mais: a capacidade de demonstrar e colocar em prtica em atividade construtiva os conhecimentos adquiridos, e por meio desta capacidade realizadora como se chega a converter-se em verdadeiros Companheiros. Igualmente, a capacidade de alcanar um estado mental de firmeza, perseverana e igualdade no os dispensa da necessidade de seguir esforando-se para estar constantemente em prumo com os seus ideais, princpios e aspiraes espirituais.

Cada grau manico simboliza, pois, uma condio, qualidade, prerrogativa, dever e responsabilidade que se somam s precedentes sem que nos dispensem de cumprir com as mesmas. Portanto, qualidade de Companheiro deve agregar-se a de Aprendiz de maneira que, sem que cesse o esforo de aprender e progredir, esta atividade se faa fecunda e produtiva, segundo o expressa o sentido da palavra que indica a passagem do primeiro ao segundo grau.

Assim pois, por haver sido admitido em um grau superior, no deveis esquecer vossa instruo de Aprendiz, nem tampouco deixar de continuar estudando e meditando o simbolismo do primeiro grau: o malho, o cinzel e o esquadro no so menos necessrios pelo fato de que aprendestes tambm o uso do compasso, da alavanca e da rgua, que os complementam, porm no os substituem.

Cada grau manico , sobre tudo, um novo grau de compreenso da mesma doutrina, um grau situado alm da capacidade no uso dos mesmos instrumentos, cujas infinitas possibilidades dependem somente de nosso desenvolvimento interior. Com o mesmo malho e cinzel, far o humilde canteiro ao princpio de sua carreira, uma pedra toscamente lapidada; o obreiro esperto um trabalho muito mais proveitoso para os objetivos da construo; um artista de maior habilidade saber fazer dela um capitel ou outra obra ornamental. Porm o escultor que sabe expressar na mesma pedra um ideal de beleza, far dos mesmos instrumentos um uso infinitamente superior, e o valor de sua obra ser por certo muito maior.

O mesmo ocorre com os graus manicos, caracterizados tanto por uma maior capacidade no uso dos primeiros e fundamentais instrumentos da Arte, como por novos instrumentos simblicos desconhecidos nos primeiros graus. Porm, o uso sempre perfeito dos instrumentos elementares, o que torna teis e proveitosos os demais instrumentos, que de nada serviriam, para aqueles que no tivessem aprendido ainda a manejar os primeiros.

No esqueais, portanto, ao ingressar nessa segunda etapa de vossa carreira manica, que todo vosso progresso nela, como na sucessivas, dependem de vossa crescente capacidade de interpretar os elementos fundamentais do simbolismo da Arte, aprendendo a viv-los e realiz-los de uma forma sempre mais perfeita e proveitosa; j que cada grau no outra coisa que uma melhor, mais iluminada, elevada e profunda compreenso e realizao do programa de Aprendiz, que ser para sempre a base do Edifcio Manico, dado que no seu simbolismo est concentrada toda a doutrina que se desenvolve e se explica nos graus sucessivos.

PRIMEIRA PARTEO DESENVOLVIMENTO HISTRICO DAMAONARIA MODERNAO grau de Aprendiz, busca a resposta pergunta (de onde viemos?) e a esse grau compete o estudo das origens primeiras da nossa ordem, as quais tivemos buscando no primeiro Manual desta srie, assim tambm especial a competncia do segundo grau simblico em responder pergunta (quem somos ?), estudando a histria da Maonaria Moderna.

Os princpios da Maonaria, conforme os conhecemos atualmente, se devem principalmente ao estado de decadncia em que se encontravam, ao fim do sculo XVII, os antigos grupos de construtores, assim como as demais corporaes de ofcio, que tinham florescido nos sculos anteriores, alcanando o seu apogeu prximo ao fim da idade mdia. As causas dessa decadncia foram por um lado a diminuio do fervor religioso que seguiu a Reforma, de maneira que a construo das igrejas foi cedendo seu lugar a outros edifcios profanos, tanto pblicos como privados; e tambm por um grau maior de especializao dos operrios nos respectivos trabalhos, e a falta de convenincia por parte desses, de seguirem reunindo-se em associaes organizadas para a prtica de uma arte determinada.

Precisamente por esta razo, no mesmo sculo XVII, havia se estendido a prtica de admitir nos grupos de construtores, membros honorrios (maons aceitos), ainda inteiramente estranhos prtica da arte de construir, porm que cooperavam para proverem materialmente e moralmente esses grupos. O dia em que estes maons-aceitos comearam a prevalecer sobre os de ofcios, e se lhes concederam cargos de direo (dos quais estavam excludos anteriormente), foi precisamente o ponto que assinalou a transformao conhecida com nome de maonaria operativa em especulativa; ainda que o desenvolvimento de um carter teve de ser mais gradual, entretanto de nenhuma maneira necessariamente implicado pela presena dos membros honorrios, apesar do nmero destes.

A GRANDE LOJA DE LONDRESAssim foi que, em 1717, os escassos membros remanescentes de quatro lojas londrinas, que tinham os seus lugares de permanncia (segundo o costume naquela poca), em quatro diferentes hospedarias, decidiram celebrar juntos na hospedaria do Manzano sua reunio anual de 24 de junho (dia de So Joo Batista). Nessa reunio, que depois se tornou tradicional por essa razo histrica, sem que os seus participantes pudessem dar-se conta disso, tratando de buscar uma soluo para as suas condies, que nos ltimos tempos se encontravam cada vez menos prsperas. Os presentes decidiram juntar-se na, que depois (em 1738) passaram a chamar uma Grande Loja, elegendo para presidi-la oficiais especiais, que deviam promover a sua prosperidade. Esses foram: Antnio Sayer, homem desconhecido e de modesta condio, inteiramente estranho ao ofcio de pedreiro, que foi nomeado Gro Mestre; Jacob Lamball, carpinteiro; Jos Elliot, capito; foram eleitos grandes vigilantes1.

Dados que essas Lojas no eram as nicas ento existentes (algumas das outras, como de Preston chegaram at os nossos dias) no h dvida de que de nenhuma maneira poderia tratar-se ento de eleger a um "Gro Mestre dos Maons", que para tal no tinham autoridade, se no apenas dessas quatro Lojas, no se podendo sequer assegurar-se que tal ttulo foi efetivamente utilizado nessa ocasio, ainda que poderia muito bem ter sido; com esta atribuio restrita. Sem dvida, somente depois, e por mrito de homens que, sob diversas circunstncias foram atrados essa "Grande Loja", que as denominaes de Gro Mestre e Grande Loja adquiriram real significado e importncia.

O desenvolvimento futuro de nossa Instituio, a partir dessa modesta reunio, no estava de nenhuma forma condicionado mesma, e s se deve Fora Espiritual que aproveitou e vivificou esse pequeno e modesto agrupamento do qual brotou um movimento que se estendeu para toda a superfcie da terra. Sempre so, pois, as idias, as que operam no mundo, por sobre os indivduos que se fazem seus meios, veculos e instrumentos. na fora das idias, que animam e inspiram os homens, que se deve todo o progresso e toda a obra ou instituio de alguma importncia, por traz daqueles que