Manual pratico para_elaboracao_projetos_ubs

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  • 1. GOVERNO DO ESTADO DO ESPRITO SANTO Secretaria de Estado da SadeUNIDADE BSICA DE SADEFUNDAMENTOS X REA FSICAMANUAL PRTICO PARA ELABORAO DEPROJETOS PARA UNIDADES DE SADE

2. GOVERNO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTOPaulo Csar Hartung GomesGovernador Anselmo ToseSecretario de Estado da SadeFrancisco Jos Dias da SilvaSubsecretario para Assuntos de Regulao e Organizaode Ateno Sade Rosane Ernestina MagesteSubsecretaria para Assuntos Administrativos e Financeirode Ateno SadeGeraldo Corria Queiroz Gerncia Estratgica de Planejamento eDesenvolvimento Institucional Lucinia Fundo MoretoGerncia Estratgica de Regulao Assistncial 3. EQUIPE DE ELABORAOLUCIA PAOLA BOTTIARQUITETA / SESA EQUIPE ESTRATGICA DE PLANEJAMENTO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONALMARCELLO DALA BERNARDINA DALLAMDICO DA FAMILIA E COMUNIDADE / SESAEQUIPE ESTADUAL DA ATENO PRIMRIA A SADE 4. INFORMAES SECRETARIA DE ESTADO DA SADE DO ESPIRITO SANTOGERNCIA ESTRATGICA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL COORDENAO ESTADUAL DA ATENO PRIMRIAEndereo: Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2025Bento Ferreira Vitria ES CEP 29052-121Telefone: (027) 3137-2382 / 3137-2428 5. SUMRIOIntroduo 05Dos objetivos06Da definio das Atividades06Como definir o nome da unidade de sade de uma localidade08Tabela de nvel de hierarquia09Como definir dimenso e servios da unidade de sade para uma09localidadeDo memorial11Do Projeto Arquitetnico 12Do programa de necessidades13Pontos a serem observados na descrio do partido arquitetnico16Anexo 01-Projeto Conhecendo Mais 17Anexo 02- Fluxograma de Atividades 18Bibliografia 19 6. INTRODUO Este trabalho agrupa conceitos e princpios da ateno bsica asade cuja promoo cabe ao setor pblico e que servir para subsidiar a definio e a leitura espacial dos tipos de estabelecimentos necessrios , tanto em nvel urbano quanto rural e seus diferentes nveis de atendimento. Vrias questes conceituais envolvem o tema gerando dvidas e conseqentes distores, que repercutem no atendimento populao. Tais definies se fazem necessrias para organizar a rea fsica por se tratar de unidades integradas de sade em um sistema nico de sade, mas com especificidades locais. Essa proposta vai racionalizar a utilizao dos espaos das unidades contribuindo para torn-las mais humanizadas, com fluxos e determinantes fsicos geradores de maior satisfao a seus usurios. Ao propor-se partidos arquitetnicos1 prprios e diferenciados para as unidades de sade exige-se um olhar sobre as peculiaridades dos servios de ateno primria sade e sua organizao.1 Partidos arquitetnicos atravs de estudo dos determinantes fsicos, sociais, locais,culturais, polticos, e econmicos adota-se a definio conceitual , tcnico e construtivo doprojeto a ser desenvolvido.5 7. DOS OBJETIVOS Promover o alinhamento conceitual de estrutura fsica das unidades de sade em nvel ambulatorial. Definir os fundamentos (parmetros) a serem utilizados para tipificar e quantificar as atividades ambulatoriais necessrias a uma localidade. Implantar a cultura da elaborao de memoriais explicativos do tipo de unidade definida (parmetros utilizados) e das atividades desenvolvidas na unidade. Traduzir em projeto arquitetnico a leitura das necessidades definidas. Ressaltar elementos que devero ser observados no projeto de arquitetura.DA DEFINIO DAS ATIVIDADESDefinio de termos utilizados pelo Ministrio da Sade:UNIDADE - conjunto de ambientes fisicamente agrupados, onde so executados atividadesafins.UNIDADE FSICA conjunto de ambientes fins e de apoio pertencente a uma unidadefuncional.UNIDADE FUNCIONAL conjunto de atividades e sub atividades pertencente a uma mesmaatribuio.AMBULATRIO - unidade destinada prestao de assistncia em regime de no internao.ESTABELECIMENTO ASSISTENCIAL DE SADE (EAS) - denominao dada a qualqueredificao destinada a prestao de assistncia sade populao que demande acessode pacientes , em regime de internao ou no, qualquer que seja o seu nvel decomplexidade.O primeiro procedimento a ser adotado quando se fala de unidades de sade ouestabelecimento assistencial de sade (entende-se por qualquer estrutura fsica ligada a rea 6 8. de sade seja em qualquer nvel ou especificidade de atendimento) enquadr-la em um dostipos de unidade definidos na proposta tcnica; este enquadramento dado pela naturezaprogramtica contida no conceito da prpria unidade (programa de necessidades).Unidades com demandas organizadas2, sem atendimento de urgncias ou emergncias ouinternao acima de 24 horas ou procedimentos cirrgicos, so unidades caracterizadas emnvel de ambulatrio.As nomenclaturas constantes nas normas e literaturas depara-se com vrios termos3 quereferem-se estrutura fsica de sade que trata de demandas organizadas e seusprocedimentos ( com marcao prvia para atendimento).Na RDC 50: ATENDIMENTO AMBULATORIAL que se divide em:-aes bsicas de sade-enfermagem-consultrioReviso de literaturas: UNIDADE DE ATENDIMENTO BSICO DE SADEUNIDADE DE ATENO PRIMRIA A SADEUNIDADE BSICA DE SADEUNIDADE PSF (PROGRAMA SADE DA FAMLIA)UNIDADE DE ATENO PRIMRIA A SADEUNIDADE SANITRIAAMBULATRIO POSTO DE SADECENTRO DE SADE dos vrios segmentos da sociedade que pCOMO DEFINIR O NOME DA UNIDADE DE SADE PARA UMA LOCALIDADE? 2 Demanda organizada refere-se a consultas e procedimentos em conformidade com protocolos previamente definidos pela poltica de sade adotada na unidade 3 A ANVISA no se atem a definio da nomenclatura e sim nas atividades x compartimentos desenvolvida pela unidade de sade.7 9. O Manual Tcnico do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sade (CNES) verso 2/2006 apresenta a seguinte definio dos tipos de estabelecimentos de sade:- CENTRO DE SADE/ UNIDADE BSICA DE SADE: unidade para realizao deatendimento de ateno bsica e integral a uma populao de forma programada ou no nasespecialidades bsicas, podendo oferecer assistncia odontolgica e de outros profissionaisde nvel superior. A assistncia deve ser permanente e prestada por mdico generalista ouespecialista nestas reas. Pode ou no oferecer: SADT e pronto atendimento 24 horas- CLNICA ESPECIALIZADA: clinica especializada destinada assistncia ambulatorial emapenas uma especialidade/ rea de assistncia (ex: centro psicossomal / reabilitao etc)- CONSULTRIO: sala isolada destinada prestao de assistncia mdica ou odontolgica oude outros profissionais de sade de nvel superior.- POLICLINICA: Unidade de sade para prestao de atendimento ambulatorial em vriasespecialidades incluindo ou no especialidades bsicas, podendo ainda ofertar outrasespecialidades no mdicas. Podendo ou no oferecer: SADT e pronto atendimento 24 horas.- POSTO DE SADE: Unidade destinada a prestao de assistncia a uma determinadapopulao de forma programada ou no, por profissional de nvel mdio, com a presenaintermitente ou no do profissional mdico.-UNIDADE MISTA: unidade de sade bsica destinada a prestao de atendimento em atenobsica e integrada de sade, de forma programada ou no nas especialidades bsicas, podendooferecer assistncia odontolgica e de outros profissionais, com unidade de internao sobadministrao nica. A assistncia mdica deve ser permanente e prestada por medicoespecialista ou generalista. Pode dispor de urgncia/ emergncia e SADT bsico ou de rotina.TABELA DE NVEL HIERRQUICO 8 10. S transcreveremos os nveis hierrquicos referentes ao nvel ambulatorial :01 - Estabelecimento de Sade ambulatorial que realiza somente procedimentos de AtenoBsica PAB e / ou Procedimentos de Ateno Bsica Ampliada4 PABA, definidos pelaNOAS.02 - Estabelecimento de Sade ambulatorial que realiza procedimentos de MdiaComplexidade definidos pela NOAS como de 1nvel de referncia M1.03 - Estabelecimento de Sade ambulatorial que realiza procedimentos de MdiaComplexidade definidos pelo Ministrio da Sade como de 2nvel de referncia M2 e /ou de3 nvel de referncia - M3.04 - Estabelecimento de Sade ambulatorial que realiza procedimentos de Alta Complexidade,definidos pelo Ministrio da Sade. COMO DEFINIR DIMENSO E SERVIOS DA UNIDADE DE SAUDE PARA UMALOCALIDADE?Para gerar a dimenso da unidade de sade necessria a rea a ser implantada devero seranalisado dados como perfil epidemiolgico, nmero de habitantes, unidades de sadeexistentes, raio de abrangncia dos servios, demanda existente, demanda reprimida,crescimento populaciona, etc.A PORTARIA 1101 - PARMETROS ASSISTNCIAIS DO SUS, nos fornece a definio dacobertura assistencial necessria tomando como base dados populacionais que ajudar adimensionar a unidade de sade:RAZO DE ALGUNS RECURSOS HUMANOS POR HABITANTE Mdico por habitante. 1/1000 hab.4Por ser o Manual tcnico de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sade elaborado peloMinistrio de Sade ser a referncia utilizada, contudo em nomenclaturas especializadas na sadebsica a nomenclatura Ateno Primria a Sade (APS). 9 11. - Mdico generalista por habitante - 0,8/1000 hab.- Mdico especialista por habitante - 0,2/1000 hab. Odontlogo por habitante. - 1/1.500 a 5.000 hab. Enfermeiro - vide nota n 2 Equipe do Programa de Sade da Famlia - 1/750 a 1000 famlias Equipe do Programa de Agentes Comunitrios - 1/150 a 250 famliasNota 1: Programa de Sade da Famlia (PSF) e o Programa de AgentesComunitrios (PACS) : Ver Portaria GM 1.886, de 18/12/97 e subseqentes ou consultarsite www.saude.gov.br/sps/.Nota 2: Para dimensionamento da necessidade de profissionais da rea deenfermagem, a Resoluo COFEN n 189/96, dispe que dever ser consideradas, entreoutras, as caractersticas relativas instituio/empresa; misso; porte; estruturaorganizacional e fsica; tipos de servios e/ou programas; tecnologia e complexidade dosservios e/ou programas .CAPACIDADE DE PRODUO, EM CONSULTAS, DE ALGUNS RECURSOSHUMANOS NA REA DE SADE: Recursos HumanosCarga Horria Semanal Atendimentos Assistente Social 30 horas 03 consultas/hora Enfermeiro30 horas 03 consultas/hora Fisioterapeuta30 horas 4,4 atendimentos/hora Mdico20 horas 04 consultas/hora Nutricionista 30 horas 03 consultas/hora Odontlogo20 horas 03 consultas/hora Psiclogo 30 horas 03 consultas/hora Psiquiatra20 horas 03/consultas/horaNota