Manual radio

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  • 1. ANVISAAs inovaes tecnolgicas produzidas pela inteligncia humana, emborasigniquem avanos, podem tambm gerar riscos sade, quando no Radiodiagnstico Mdicomonitoradas de maneira adequada. Por isso, a qualidade do atendimento populao est intrinsecamente relacionada monitorao desses riscos.Segurana e Desempenho de EquipamentosCabe ao Estado ser o regulador dessa relao por meio da adoo demedidas de controle e preveno e pela veiculao de informaes sociedade. Isto contribui para a efetiva participao dos usurios noprocesso de construo de um sistema de sade de qualidade.Por essa razo, a Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa)publica esta srie dedicada aos Servios de Sade no intuito de levar aosRadiodiagnstico Mdico - Segurana e Desempenho de Equipamentosprossionais da rea instrumentos prticos para o gerenciamento dosriscos sanitrios. Espera, assim, por meio destas publicaes, contribuirpara o desenvolvimento de aes seguras, alm de disponibilizarinformaes atualizadas que podem ser repassadas ao pblico.Tecnologia em Servios de SadeMinistrioda Sade

2. R M:D E S Braslia, 2005 3. Copyright 2005. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. permitida a reproduo total ou parcial desta obra, desde que citada a fonte.1 Ed. 2000 exemplares.Conselho Editorial da AnvisaDirceu Raposo de MelloCludio Maierovitch Pessanha HenriquesFranklin RubinsteinVictor Hugo Travassos da RosaCarlos Dias LopesMrcia Helena Gonalves RollembergNcleo de Assessoramento Comunicao Social e InstitucionalAssessor-Chefe: Carlos Dias LopesEditora AnvisaCoordenaoPablo BarcellosProjeto GrcoJoo Carlos Machado e Rogrio ReisDiagramaoRogrio ReisRevisoClara MartinsCapaPaula Simes e Rogrio ReisBrasil. Ministrio da Sade. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria.Radiodiagnstico Mdico: Desempenho de Equipamentos e Segurana /Ministrio da Sade, Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. Braslia: Ministrio da Sade, 2005.104 p. (Srie A. Normas e Manuais Tcnicos)ISBN 85-334-1040-91. Radiologia. 2. Manual de Segurana Radiolgica I. Ttulo. II. Srie NLM WN 650 Catalogao na fonte Editora MS 4. R M:D E S 5. CoordenaoMartha Aurlia AldredInstituto de Fsica USPCentro de Vigilncia Sanitria da Secretaria de Estado da Sade de So Paulo CVS/SPElaborao e RedaoAntonio Carlos Alexandre Centro de Engenharia Biomdica / UnicampPaulo Roberto Costa Instituto de Eletrotcnica e Energia / USPRita Elaine Franciscato Corte Centro de Engenharia Biomdica / UnicampTnia Aparecida Correia Furquim Instituto de Eletrotcnica e Energia / USPColaboradoresAnderson A. LimaCoordenao Geral de Vigilncia em Sade do Municpio de Porto Alegre RSAndra Ftima GiacometAnvisaClovis Abraho HazinUniversidade Federal de Pernambuco UFPEHelvcio Corra MotaComisso Nacional de Energia Nuclear CNENHenrique Manoel LedermanUniversidade Federal de So Paulo UnifespJoo Gilberto Tilly JniorCentro Federal de Educao Tecnolgica do Paran Cefet/PRJos Alberto Ferreira FilhoUniversidade Federal de Itajub UnifeiJos Tullio MoroInstituto de Fsica Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGSLaura FurnariReal e Benemrita Sociedade Portuguesa de Benecncia SPNilson Benedito LopezUniversidade Estadual de Maring UEMRegina Bitelli MedeirosUniversidade Federal de So Paulo UnifespSimone K. DiasComisso Nacional de Energia Nuclear CNENThomaz Ghilardi NeoFaculdade de Filosoa, Cincias e Letras de Ribeiro Preto FFCLRP/USP 6. SA _________________________________________________9I __________________________________________________11Parte I1. P ___________131.1. Testes de radiao de fuga ______________________________________________ 13Parte II2. P R X __172.1. Levantamento radiomtrico ____________________________________________ 172.2. Testes de controle de qualidade _________________________________________ 21 2.2.1. Sistema de colimao e alinhamento do eixo central do feixe de Raios X 21 2.2.2. Exatido e reprodutibilidade da tenso do tubo _____________________ 23 2.2.3. Reprodutibilidade e linearidade da taxa de kerma no ar ______________ 24 2.2.4. Rendimento do tubo de Raios X ___________________________________ 26 2.2.5. Exatido e reprodutibilidade do tempo de exposio ________________ 27 2.2.6. Reprodutibilidade do controle automtico de exposio (AEC) ________ 29 2.2.7. Camada semi-redutora (CSR) _____________________________________ 30 2.2.8. Ponto focal _____________________________________________________ 32 2.2.9. Dose de entrada na pele__________________________________________ 34 2.2.10. Alinhamento de grade ___________________________________________ 36Parte III3. P R X __393.1. Levantamento radiomtrico ____________________________________________ 393.2. Testes de controle de qualidade _________________________________________ 43 3.2.1. Sistema de colimao ____________________________________________ 43 3.2.2. Exatido e reprodutibilidade da tenso do tubo _____________________ 45 3.2.3. Reprodutibilidade e linearidade da taxa de kerma no ar ______________ 47 3.2.4. Exatido e reprodutibilidade do tempo de exposio _______________ 49 3.2.5. Reprodutibilidade do controle automtico de exposio (AEC ) _______ 50 3.2.6. Desempenho do controle automtico de exposio __________________ 52 3.2.7. Desempenho do controle de densidade ____________________________ 53 3.2.8. Camada semi-redutora (CSR) _____________________________________ 54 7. 3.2.9. Ponto focal _____________________________________________________ 56 3.2.10. Fora de compresso ____________________________________________ 59 3.2.11. Qualidade da imagem ___________________________________________ 60 3.2.12. Dose de entrada na pele__________________________________________ 62 3.2.13. Luminncia do negatoscpio _____________________________________ 63Parte IV4. P R X __ 65 4.1. Levantamento radiomtrico ____________________________________________ 65 4.2. Testes de controle de qualidade _________________________________________ 684.2.1. Exatido e reprodutibilidade da tenso ____________________________ 684.2.2. Camada semi-redutora (CSR) _____________________________________ 704.2.3. Tempo acumulado de uoroscopia ________________________________ 724.2.4. Taxa de Kerma no tpica e taxa de Kerma no ar mxima na entradada pele do Paciente _____________________________________________ 734.2.5. Resoluo espacial de alto contraste _______________________________ 754.2.6. Discriminao de baixo contraste __________________________________ 774.2.7. Colimao do feixe de Raios X ____________________________________ 784.2.8. Ajuste automtico da abertura do colimador ________________________ 794.2.9. Ponto focal _____________________________________________________ 80Parte V5. P _________83 5.1. Levantamento radiomtrico ____________________________________________ 83 5.2. Testes de controle de qualidade _________________________________________ 865.2.1. Sistema de colimao ____________________________________________ 865.2.2. Alinhamento da mesa em relao ao Gantry ______________________ 885.2.3. Deslocamento longitudinal da mesa _______________________________ 895.2.4. Inclinao do Gantry __________________________________________ 905.2.5. Rudo, exatido e uniformidade de nmero de CT ___________________ 915.2.6. Resoluo espacial de alto contraste _______________________________ 945.2.7. Espessura de corte ______________________________________________ 955.2.8. Dose mdia em cortes mltiplos (MSAD)___________________________ 96B _________________________________________________99 8. AA Radiologia Diagnstica constitui poderosa ferramenta utilizada pela Medicinae pela Odontologia. Nesse contexto, a adoo de uma cultura de proteo radio-lgica e de garantia de qualidade deve ser uma tnica, na atual tendncia, deoferecer aos usurios dos servios transparncia no que diz respeito seguranae eccia dos exames radiolgicos.Com esse objetivo, o Ministrio da Sade, sob a coordenao da Agncia Nacio-nal de Vigilncia Sanitria (Anvisa), em parceria com o Projeto Reforo Reor-ganizao do Sistema nico de Sade (ReforSUS) e tambm com a colaboraode especialistas de vrias instituies do pas, elaborou o guia RadiodiagnsticoMdico: Desempenho de Equipamentos e Segurana.A adoo de Programas de Garantia da Qualidade de Imagens Radiogrcas pe-los servios de radiodiagnstico indispensvel para a obteno de imagens quepermitam uma correta interpretao, com a exposio do paciente a quantidadesde radiao minimizadas e otimizadas. Esses programas pressupem, alm daadequao de procedimentos, a realizao de testes e medies. Nesse aspec-to, este Guia apresenta a descrio dos procedimentos para a realizao de umconjunto mnimo de testes de qualidade para equipamentos de radiodiagnsticomdico que conrmem o bom desempenho desses equipamentos ou indiquem anecessidade de manuteno corretiva.A vericao da segurana dos ambientes em que so instalados os equipamen-tos de raios X da maior relevncia e, por este motivo, este Guia tambm apre-senta procedimentos para a realizao tanto de testes de radiao de fuga noscabeotes dos aparelhos de raios X como para a realizao de levantamentos ra-diomtricos que revelem as condies de proteo radiolgica. Cludio Maierovitch Pessanha Henriques 9. IEsta publicao o resultado do trabalho de fsicos especialistas emradiodiagnstico, representando diferentes instituies e universidades do pas e,sem ter a pretenso de esgotar o assunto nem de limitar a atuao dos prossionaisda rea, tem o objetivo de facilitar a uniformizao dos procedimentos para arealizao de testes de qualidade em equipamentos de radiodiagnstico mdico ede testes de segurana em instalaes de radiodiagnstico. Deve-se ressaltar aindaque, sendo um trabalho coletivo, alguns pontos suscitaram profundos debatespor reetirem opinies diversas, nem todas incorporadas ao texto nal. Por essae outras razes, este Guia dever submeter-se a revises peridicas, mantendoum carter dinmico que acompanhe o avano tecnolgico e a evoluo das boasprticas radiolgicas.Fundamentado nas diretrizes bsicas de proteo radiolgica em radiodiagnsticomdico e odontolgico estabelecidas pela