Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão ?· NR-13 Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão…

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    03-Dec-2018

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  • NR-13 Manual Tcnico de Caldeiras

    e Vasos de Presso

    Braslia 2006

    Edio Comemorativa 10 anos da NR-13

    (da Portaria n 23/94)

  • 1996 Ministrio do Trabalho permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

    1a edio: 5.000 exemplares 1996

    Edio Comemorativa 10 anos da NR-13: 3.000 exemplares 20041 Reimpresso: 2.000 exemplares Maio/2006

    Edio e Distribuio:Secretaria de Inspeo do Trabalho (SIT)Departamento de Segurana e Sade no Trabalho (DSST)Esplanada dos Ministrios Bloco F, Anexo, Ala B, 1 Andar, Gabinete CEP: 70059-900 Braslia/DFTels.: (061) 3317-6767/6689/6625 Fax: 3317-8261/8262

    Impresso no Brasil / Printed in Brazil

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)Biblioteca. Seo de Processos Tcnicos MTE

    N851 NR-13 : Manual tcnico de caldeiras e vasos de presso. Edio comemorativa 10 anos da NR-13. 1. reimpresso. Braslia : MTE, SIT, DSST, 2006.124 p.

    Contm Anexos.

    1. Norma regulamentadora, Brasil. 2. Caldeiras a vapor, instalao, Brasil. 3. Caldeiras a vapor, inspeo de segurana, Brasil. 4. Vasos de presso, instalao, Brasil. 5. Vasos de presso, inspeo de segurana, Brasil. I. Brasil. Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE). II. Brasil. Secretaria de Inspeo do Trabalho (SIT). III. Brasil. Depar-tamento de Segurana e Sade no Trabalho (DSST).

    CDD 341.617

  • Sumrio

    Apresentao ............................................................... 513.1. Caldeiras a vapor disposies gerais ......... 713.2. Instalao de caldeiras a vapor ...................2713.3. Segurana na Operao de Caldeiras .........3513.4. Segurana na Manuteno de Caldeiras ....43

    13.5. Inspeo de Segurana de Caldeiras ..........4913.6. Vasos de Presso Disposies Gerais .....6713.7. Instalao de Vasos de Presso ..................7913.8. Segurana na Operao de Vasos de

    Presso ..........................................................8513.9. Segurana na Manuteno de Vasos de

    Presso ..........................................................9313.10. Inspeo de Segurana de Vasos de

    Presso ..........................................................99

  • ElaboraoO Manual Tcnico sobre a Norma Regulamentadora n

    13 (NR13) Caldeiras e Vasos de Presso, aprovada pela Portaria n 23, de 27 de dezembro de 1994, foi elaborado

    pelo Grupo Tcnico Tripartite, em 1996, composto pelos tcni-cos abaixo nominados, a convite da Secretaria de Segurana e

    Sade no Trabalho (SSST), do Ministrio do Trabalho (MTb).

    Aldo Cordeiro DutraCEPEI/IBP

    Almir Augusto ChavesSSST/MTb

    Ftima Leone MartinsDINPQ/INMETRO

    Jos Augusto da Silva FilhoFORA SINDICAL

    Luiz A. Moschini de SouzaABIQUIM/IBP/PETROQUMICA UNIO

    Marcelo Salles IBP/PETROBRAS REDUC

    Nilton B. B. FreitasDIESAT/SINDIC. QUMICOS/SP

    Roberto Odilon HortaSINDIPETRO RJ/CUT

    Rui de Oliveira MagriniDRT/SP (Coordenador Tcnico)

    Wlcio Cracel do Rego MonteiroSENAI/CNI

  • Apresentao

    A reviso do texto da Norma Regulamentadora (NR-13) Caldeiras e Vasos de Presso , em 1994, um marco histrico no Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) em seu processo de elaborao e reviso nas Normas Regulamen-tadoras (NR). A composio tripatite na reviso da NR-13, por meio de representantes de governo, trabalhadores e empregadores, foi uns dos pontos de partida para a institui-o, em 1996, da Comisso Tripartite Paritria Permanente (CTPP), hoje, instncia de participao da sociedade na ela-borao e reviso de NR.

    A publicao desta edio do Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso, comemorativa de 10 anos da Norma Regulamentadora n 13, elaborado tambm de manei-ra tripartite (1 edio 1996), representa simbolicamente o reconhecimento para com todos que participaram do proces-so de sua reviso, na sua implementao e aperfeioamente durante estes 10 anos e desejando que este Manual continue a ser sendo um instrumento estratgico de informao e es-

  • clarecimento para ser utilizado por aqueles profissionais de inspeo, manuteno, operao, projeto, segurana e sade, treinamento, cipeiros, sindicalistas, auditores fiscais do trabalho, dentre outros que laboram para a preveno de acidentes com caldeiras e vasos de presso e para a me-lhoria das condies de trabalho.

    DEPARTAMENTO DE SEGURANA E SADE NO TRABALHO

    SECRETARIA DE INSPEO DO TRABALHO

  • 13.1. Caldeiras a vapor disposies gerais

    13.1.1. Caldeiras a vapor so equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob presso superior atmosfrica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo.

    O vapor pode ser usado em diversas condies tais como: baixa presso, alta presso, saturado, superaqueci-do, etc. Ele pode ser produzido tambm por diferentes ti-pos de equipamentos nos quais esto includas as caldeiras com diversas fontes de energia.

    Para efeito da NR-13, sero considerados, como caldeiras todos os equipamentos que simultaneamente geram e acumulam vapor de gua ou outro fluido. Unidades instaladas em veculos como caminhes e navios devero respeitar a esta Norma Regulamentadora nos itens que fo-rem aplicveis e para os quais no exista normalizao ou regulamentao mais especfica.

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    No devero ser entendidos como caldeiras os se-guintes equipamentos:

    1. Trocadores de calor do tipo Reboiler, Kettle, Refervedores, TLE, etc., cujo projeto de cons-truo governado por critrios referentes a vasos de presso.

    2. Equipamentos com serpentina sujeita a chama direta ou gases aquecidos e que geram, porm no acumulam vapor, tais como: fornos, gera-dores de circulao forada e outros.

    3. Serpentinas de fornos ou de vasos de presso que aproveitam o calor residual para gerar ou superaquecer vapor.

    4. Caldeiras que utilizam fluido trmico, e no o vaporizam.

    13.1.2. Para efeito desta NR, considera-se Profissional Habi-litado (PH) aquele que tem competncia legal para o exerccio da profisso de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construo, acompanhamento de operao e manuteno, inspeo e superviso de inspeo de caldeiras e vasos de presso, em conformidade com a regulamentao profissional vigente no Pas.

    Com relao aos itens da NR-13, em que se faz meno ao profissional habilitado, na data de elaborao deste documento, tem-se que:

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    1. Conselhos federais, tais como o Conselho Fe-deral de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho Federal de Qumica (CFQ) so responsveis pela definio, nas suas respectivas reas, da competncia e es-clarecimento de dvidas referentes regula-mentao profissional.

    2. A Resoluo n 218, de 29 de junho de 1973, do CONFEA, a deciso Normativa n 29/88 do CONFEA e a deciso Normativa n 45/92 do CONFEA estabelecem como habilitados os profissionais da rea de Engenharia Me-cnica e de Engenharia Naval bem como os engenheiros civis com atribuies do art. 28 do Decreto Federal n 23.569/33 que tenham cursado as disciplinas de Termodinmica e suas Aplicaes e Transferncia de Calor ou equivalentes com denominaes distin-tas, independentemente do nmero de anos transcorridos desde sua formatura.

    3. O registro nos conselhos regionais de profis-sionais a nica comprovao necessria a ser exigida do PH.

    4. Os comprovantes de inscrio emitidos ante-riormente para esse fim pelas DRT/MTE, no possuem mais validade.

    5. Engenheiros de outras modalidades no ci-tadas anteriormente devem requerer ao res-pectivo conselho regional, caso haja interesse pessoal, que estude suas habilidades para

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    inspeo de caldeiras e vasos de presso, em funo de seu currculo escolar.

    6. Laudos, relatrios e pareceres somente tero valor legal quando assinados por PH.

    7. Conforme estabelecido pelo CONFEA/CREA, s empresas prestadoras de servio que se propem a executar as atividades prescritas neste subitem so obrigadas a se registrar no respectivo conselho regional, indicando res-ponsvel tcnico legalmente habilitado.

    8. O PH pode ser consultor autnomo, empre-gado de empresa prestadora de servio ou empregado da empresa proprietria do equi-pamento.

    9. O art. 188 da CLT foi escrito quando os con-selhos profissionais faziam parte da estrutu-ra do MTE. Atualmente, so entidades inde-pendentes.

    10. Na elaborao da NR-13, previa-se que o PH atuasse como a referncia tcnica para o proprietrio da caldeira. Quase sempre o proprietrio carece de conhecimentos tcni-cos necessrios para as tomadas de deciso necessrias segurana da caldeira. O PH tomar essas decises, responsabilizando-se por elas.

    Por Exemplo: O proprietrio necessita forne-cer o curso de segurana para os operadores, mas no sabe quais cursos esto disponveis

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    na praa e quais so adequados e de boa qua-lidade. O PH poder avaliar a qualidade dos cursos oferecidos com muito mais facilidade que o proprietrio da caldeira.

    11. A Habilitao referenciada nos 2, 4 e 5 a requerida ao PH para os servios de inspeo. De acordo com o item 13.1.2, as atividades de projeto de construo, e acompanhamento de operao e manuteno devem de ser exerci-das por engenheiros dotados das respectivas atribuies (em construo civil, eletrnica, qumica, e assim por diante).

    12. O PH, no exerccio das atividades descritas no item 13.1.2, em algumas situaes, pode dele-gar a execuo de uma determinada atividade para um preposto, t

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