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MAPAS CONCEITUAIS COMO ESTRATÉGIA PARA

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  • Aprendizagem Significativa em Revista/Meaningful Learning Review V4(3), pp. 11-25, 2014

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    MAPAS CONCEITUAIS COMO ESTRATGIA PARA DESENVOLVER A COMPETNCIA LEITORA NO ENSINO DE QUMICA

    (Concept maps as strategy to develop reading competence in chemistry education)

    Bruna Carolina Machado de Oliveira [[email protected]] Carmem Lcia Costa Amaral [[email protected]dosul.edu.br]

    Universidade Cruzeiro do Sul So Paulo, SP

    Resumo

    O desenvolvimento da competncia leitora por alunos do Ensino Mdio envolve vrias estratgias de leitura e interpretao de textos. Essas estratgias, em geral, envolvem trs etapas: antes, durante e depois da leitura. Nesse artigo descrevemos os resultados de uma experincia de interpretao de textos de qumica, onde utilizamos a construo de mapa conceitual como a terceira etapa. Participaram dessa experincia alunos do Ensino Mdio do curso Tcnico em Segurana do Trabalho da cidade de Sumar/SP. Para a anlise dos mapas conceituais utilizamos os critrios descritos por Trindade e Hartwig que foram nmero de conceitos vlidos, ligaes, proposies, conceitos novos, hierarquia, diferenciao progressiva, reconciliao integrativa e coerncia. Os resultados evidenciaram que ao construrem seus mapas conceituais os alunos conseguiram desenvolver a competncia leitora. Palavras-chave: leitura e interpretao de texto; ensino de qumica; mapa conceitual.

    Abstract

    The development of reader competence for high school students involves some reading

    strategies and interpretation of texts. These strategies generally involve three stages: before, during and after reading. In this article we describe the results of an experiment of interpretation chemistry texts, which used the construction of concept map as the third step. High school students of Technical Course in Occupational Safety of the city of Sumar, SP, Brazil participated in this. For the analysis of concept maps we used the criteria described by Trinidad and Hartwig that were the number of valid concepts, connections, propositions, new concepts, hierarchy, progressive differentiation, integrative reconciliation, and consistency. The results showed that by building their concept maps the students could develop competence reader. Keywords: reading and interpretation of text; chemistry teaching; concept map.

    Introduo

    Em consequncia da vida moderna e do avano tecnolgico, diversas culturas importantes que so indispensveis para a formao do cidado brasileiro esto sendo deixadas de lado, o caso, por exemplo, da rotina da leitura, que tem se perdido com o passar dos anos. Como consequncia, os alunos vm sendo formados com uma viso reduzida de mundo, com uma capacidade crtica limitada e no conseguem relacionar os conhecimentos adquiridos no mbito escolar com a rotina do seu dia a dia (Giro, 2011).

    A prtica da leitura deve fazer parte da formao do aluno em todas as reas de conhecimento, uma vez que essencial ao processo de aprendizagem. A leitura amplia os horizontes culturais e crticos, alm de fazer o leitor viajar para dentro do livro (Ribeiro & Garcia, 2009).

    Na escola, a leitura se inicia nas sries iniciais a partir da aprendizagem dos cdigos textuais e, quando o aluno consegue traduzir palavras e frases, este introduzido ao mundo da

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    leitura a partir de textos adequados para ele. Em geral, na escola, o ensino da leitura e interpretao inclui algumas etapas durante e aps a leitura. Durante a leitura, em geral, o professor solicita que uma leitura em voz alta de fragmentos de um determinado texto pelo aluno, acompanhada pelos alunos que no esto fazendo a leitura, cada um em seu prprio livro. Se o leitor cometer algum erro de decodificao, este corrigido pelo professor ou, a pedido deste, por outro aluno. Aps a leitura, os alunos respondem s perguntas relacionadas ao contedo do texto, formuladas pelo professor e fichamento relacionado ao texto lido e que pode abranger diversos aspectos, tais como de ortografia e vocabulrio.

    Entretanto, um professor que utiliza somente esses passos, apesar de ter os seus propsitos e suas funes, no consegue que seus alunos apresentem um bom resultado quanto leitura e interpretao de um texto, pois ele no saber o porqu e para que est lendo, uma vez que no consegue extrair as informaes necessrias, interpret-las e faz-las teis de acordo com seu objetivo.

    Como descreve Kleiman (2004, p.35), quando lemos porque outra pessoa nos manda ler, como acontece frequentemente na escola, estamos apenas exercendo atividades mecnicas que pouco tm a ver com significado e sentido, e, quando o leitor no entende seu sentido, essa leitura torna-se um ato de cumprir tarefa fazer s por fazer sem nenhum interesse e prazer. Isso o desmotiva, fazendo com que ele no aplique a interpretao e compreenso do texto, e deseje que a tarefa termine logo para que ele possa finaliz-la seja qual for o seu resultado.

    importante que o professor mostre que a leitura pode ser feita para atingir diversos objetivos, como por exemplo, se atualizar com as notcias de jornais, realizar trabalho escolar, se encantar com histrias de diversas categorias, adquirir conhecimento sobre novos assuntos, saber como est sendo a viagem de um amigo, resolver exerccios escolares, etc. importante, tambm, ensin-lo como atingir esses objetivos durante a leitura e, para isso, o professor deve conhecer as estratgias de leitura usadas para a compreenso de um texto.

    As estratgias de leituras so aes mentais, que fazem parte do processo cognitivo da leitura desenvolvidas pelo leitor (muitas vezes, instintivamente) na interao com o texto para a construo de um sentido (Barbosa, Rodrigues & Oliveira, 2011). Nesse artigo descrevemos uma experincia desenvolvida nas aulas de qumica onde utilizamos as estratgias de leitura descritas por Sol (1998), e como terceira etapa (aps a leitura) aplicamos a construo de mapa conceitual.

    O USP de mapas conceituais um dos recursos pedaggicos sugerido por Yano e Amaral (2011), que auxilia o aluno na compreenso de texto. Segundo essas autoras, a construo dos mapas leva a aprendizagem significativa de contedos de qumica a partir de leitura, compreenso e interpretao de textos.

    O uso de mapas conceituais so representaes grficas semelhantes a diagramas que procuram refletir a organizao conceitual que est na estrutura cognitiva do aluno. Segundo Faria (1995, p.3), um conceito pode ser classificado como objeto, evento, situao ou propriedade que designado por algum smbolo, mais precisamente uma palavra com significado genrico.

    Embora geralmente representem a hierarquia dos conceitos, no existem regras rgidas para a sua construo. Contudo, alguns princpios devem ser seguidos, como: identificao e seleo dos conceitos ou ideias chave, estando os conceitos mais inclusivos no topo do mapa ou em posio mais prevalente e os mais especficos mais abaixo; estabelecimento de relao entre conceitos por meio de linhas de ligao formando proposies; ordenao sequencial lgica entre elas formando uma unidade semntica (Yano, 2012).

    Para Mendona, Silva e Palmero (2007), os mapas conceituais so teis de diversas maneiras no ambiente escolar: para os estudantes, auxilia na compreenso de conceitos, organizao

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    e integrao do contedo e desenvolvimento da capacidade do uso de diferentes linguagens. Para professores, auxiliam na avaliao da compreenso dos estudantes, pois passam uma imagem geral, integral dos contedos; ajudam na visualizao dos conceitos e suas relaes, facilitando, assim, o ensino.

    Tambm podem ser utilizados tanto na preparao do plano de aula para auxiliar o professor a apresentar os contedos novos aos alunos quanto na aprendizagem do aluno ao ser construdo por eles. Quando o aluno utiliza a leitura de texto nas aulas, os mapas conceituais auxiliam na sua compreenso, pois organiza os conceitos de forma hierrquica e interligados. Entretanto, Trindade (2011) ressalta que, para se alcanar uma melhor utilizao e aprendizagem por meio dos mapas, os alunos devem ter experincia prvia de sua utilizao, ou seja, o professor deve familiariz-los com os mapas e, subsequentemente, ensin-los a constru-los.

    Outra maneira de se utilizar os mapas conceituais como ferramentas de avaliao de aprendizagem do conhecimento do aluno. Os mtodos que costumam ser utilizados nas escolas incluem provas escritas e teste. Esses mtodos no so to eficazes, pois, como descreve Souza (2005), a utilizao do contedo pontual e o aluno esquece a maioria dos contedos que foi aprendida aps a avaliao.

    A avaliao por meio de mapas conceituais permite a anlise das estratgias cognitivas dos alunos, uma vez que exibe os conhecimentos prvios desses interligados aos novos conhecimentos adquiridos. Com isso, pode-se verificar a coerncia dos novos conceitos e suas ligaes, bem como se eles esto corretos ou no, para, com isso, identificar as lacunas de compreenso dos alunos e a sua aprendizagem significativa (Souza, 2005).

    Desenvolvimento da experincia em sala de aula

    Participaram dessa experincia 22 alunos do 3 ano do curso profissionalizante de Segurana do Trabalho de uma escola de Ensino Mdio/Tcnico Profissionalizante na cidade de Sumar/SP. Com o objetivo de preservar sua identificao esses alunos receberam a denominao de aluno acrescido da letra do alfabeto (Aluno A, Aluno B, ....Aluno N).

    Essa experincia foi realizada no segundo semestre do ano letivo de 2013 e teve a durao de um bimestre, composto por 12 horas/aulas de 45 minutos cada. De acordo com o plano de ensino, o contedo de Qumica desse bimestre foi funes orgnicas.

    Inicialmente explicamos aos alunos que, no referido bimestre, eles iriam trabalhar com a interpretao e compreenso de texto de Qumica e com a construo de mapas conceituais. As aulas foram planejadas conforme Quadro 1.

    ETAPAS INSTRUMENTO

    1 Introduo ao Mapa Conceitual

    Leitura do texto 1, identificao de conceitos e elaborao do Mapa Conceitual com o auxlio da professora.

    2 1 leitura do texto 2

    Estratgias de leitura para identificao de conceitos e elaborao do 1 Mapa Conceitual pelos alunos

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    1 leitura do Mapa Conceitual construdo a partir do texto 2

    Elaborao do resumo do 1 Mapa Conceitual

    4 Estratgias de Leitura Explicao da professora com interao dos alunos

    5 2 leitura e interprtao do texto 2

    Elaborao do 2 Mapa Conceitual

    6

    2 leitura do Mapa Conceitual construdo a partir do texto 2

    Elaborao do resumo do 2 Mapa Conceitual

    7 1 leitura e interpretao do texto 3

    Elaborao do 3o Mapa Conceitual

    8 Releitrua e interpretao do texto 3

    Elaborao do 4 Mapa Conceitual

    QUADRO 1 Planejamento das etapas, intrumentos e cronograma.

    Para o desenvolvimento dessas etapas utilizamos trs textos, os quais esto apresentados nos quadros 2, 3 e 4.

    CONTRIBUIES DA ALQUIMIA PARA A QUMICA MODERNA

    Os alquimistas so responsveis pelo desenvolvimento de inmeras tcnicas de laboratrio, entre elas, a calcinao, a destilao, a cristalizao e o aquecimento em banho de areia e em banho-maria, muitas delas utilizadas nos laboratrios atuais.

    Eles obtiveram tambm alguns materiais,como o cido sulfrico e o cido ntrico, e investigaram algumas de suas propriedades, como a capacidade de dissolver metais.

    QUADRO 2 Texto 1 utilizado na etapa 1.

    Fonte: Lisboa, 2010, p. 27.

    ADITIVOS ALIMENTARES

    H sculos, o ser humano faz uso de aditivos alimentares: sal para preservar carnes e peixes; ervas e temperos para melhorar o sabor; vinagre para conservar pepinos e outros vegetais.

    Um aditivo alimentar qualquer substncia adicionada a um alimento visando melhorar suas caractersticas.

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    Atualmente, existe uma vasta gama de aditivos alimentares. H regulamentaes federais que controlam a quantidade de aditivos usada por produto. Entre os aditivos, podemos citar os cidos carboxlicos, amplamente utilizados como agentes processantes (agentes adicionados durante o processo de fabricao) e conservantes.

    Como agentes processantes, so utilizados para controlar a alcalinidade do meio, atuando tanto como tampes quanto como agentes neutralizantes.

    Como conservates, podem atuar como agentes quelantes, antimicrobiais ou antioxidantes.

    Os agentes quelantes ou sequestradores protegem os produtos de reaes enzimticas, responsveis pela deteriorao do alimento. Essas substncias se ligam a ons, como Ca+2 e Mg+2 (sequestram tais ons), requeridos como cofatores para a atividade enzimtica. Um dos compostos mais utilizados para esse fim o EDTA cido etilenodiaminotetractico.

    Agentes antioxidantes como cido ctrico, previnem a oxidao dos alimentos por mecanismos oxidativos. J os antimicrobiais, como os cidos actico e benzoico, impedem o crescimento de micro-organismos como bactrias e fungos.

    Quadro 3 Texto 2 utilizado na etapa 3.

    Fonte: Lisboa, 2010, p. 31.

    CIDOS GRAXOS E GORDURAS

    Os cidos graxos no ocorrem de forma livre nas clulas ou tecidos. Eles esto ligados covalentemente a diferentes classes de lipdios.

    Os lipdios so substncias oleosas ou gorduras, as quais, juntamente com as protenas, cidos nucleicos e carboidratos, so considerados constituintes essenciais das estruturas biolgicas. Os lipdios no so caracterizados por um grupo funcional especfico, mas pela baixa solubilidade em gua e alta solubilidade em solventes orgnicos. Os lipdios mais simples e abundantes que, por hidrlise, originam cidos graxos so os leos e gorduras, conhecidos como triacilgliceris. por isso que muitos textos que se referem a gorduras utilizam indistintamente o termo cidos graxos, sem explicar a diferena entre ambos os termos.

    Conhecidos como gorduras neutras, os triacilgliceris so steres contendo trs molculas provenientes de cidos graxos ligados ao glicerol. As estruturas provenientes de cidos graxos presentes nas molculas de gordura podem apresentar diferentes graus de insaturao: todos podem ser saturados ou insaturados, um deles pode ser insaturado e os demais saturados, e vice-versa.

    Quadro 4 Texto 3 utilizado na etapa 2.

    Fonte: Lisboa, 2010, p.45.

    Para a avaliao dos mapas conceituais utilizamos as categorias baseadas em Trindade e Hartwig (2012). Para cada uma dessas categorias, realizaramos critrios para sua observao nos mapas (Quadro 5).

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    CATEGORIAS DESCRIO DOS CRITRIOS

    1 Conceitos Vlidos Quantos conceitos, que foram colocados dentro das figuras, so vlidos?

    2 Ligaes

    Quantas ligaes foram encontradas no mapa?

    3 Palavras de Ligao

    Qual o nmero de palavras de ligao /frases de ligao que do sentido lgico com o conceito ao qual se ligam?

    4 Proposies

    Quantas proposies tm significado lgico do ponto de vista do texto/contedo que est sendo trabalhado?

    5 Conceitos Novos (criatividade)

    H quantos conceitos novos relevantes ao assunto em questo?

    6 Hierarquia Os mapas apresentam uma boa hierarquizao do contedo?

    7 Diferenciao Progressiva possvel identificar os conceitos mais gerais e os mais especficos?

    8 Reconciliao Integrativa

    H relaes cruzadas ou transversais entre conceitos pertencentes a diferentes partes do mapa?

    9 Coerncia O resumo est coerente com o mapa? QUADRO 5 Categorias utilizadas para avaliar os mapas conceituais.

    Apresentao dos resultados e anlise dos mapas

    Iniciamos essa experiencia, conforme o quadro 1, solicitando que os alunos lessem o texto sobre alquimistas (etapa 1, texto 1) retirado do livro didtico adotado pela escola no ano letivo de 20131 e identificassem os principais conceitos e os ordenassem. Aps essa identificao, colocamos esses conceitos na lousa, e como eles no estavam familiarizados com mapas conceituais, juntos o construmos e a professora (uma das autoras) foi explicando essa construo.

    Aps a explicao e construo desse mapa, os alunos realizaram, em grupo, a leitura do texto sobre aditivos alimentares (texto 2), e identificaram os conceitos, os separaram e em seguida construram um mapa conceitual em grupo, sem o auxlio da professora. Na aula seguinte, os grupos realizaram a leitura de seus mapas e aelaboraram um resumo do mesmo (etapa 3), que teve como objetivo verificar a compreenso do texto e como os conceitos foram organizados e ligados no mapa conceitual.

    1Lisboa, J. C. F. (2010). Qumica, 3 ano: ensino mdio. Coleo ser protagonista. So Paulo: Edies SM.

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    A figura 1 mostra o primeiro mapa construdo pelo grupo 1 e o seu resumo.

    Resumo do Mapa

    Todos os aditivos alimentares so conhecidos como cidos carboxlicos, que so utilizados como agentes processantes, como o caso da alcalinidade do meio, temos dois exemplos de alcalinidade: o tampo e o agente neutralizante.

    Os cidos carboxlicos tambm so utilizados como conservantes, que podem atuar como:

    -Agentes quelantes: serve para formar ons Ca+2 e Mg+2 para proteger as reaes enzimticas que so responsveis pela deteriorao dos alimentos, um exemplo de aguente quelante o EDTA.

    -Antioxidante: serve para prevenir que ocorra a oxidao dos alimentos por mecanismo oxidativos como o cido ctrico.

    -Antimicrobiais: o cido actico e benzoico impedem o crescimento de micro-organismos como as bactrias e fungos.

    Figura 1 Mapa conceitual construdo pelo grupo 1 e seu resumo.

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    Para a anlise dos mapas conceituais, consideramos alm dos elementos citados no quadro 5, a introduo de conceitos novos, ou seja, aqueles que no constavam no texto, porm estavam relacionados com o tema. Como podemos notar nesse primeiro mapa conceitual, as concepes ncoras existentes na estrutura cognitiva dos alunos do grupo no foram evidenciadas, pois no houve nenhuma reconciliao integrativa, nem conceitos novos. No houve, tambm, ligaes cruzadas, evidenciando que no atingiram o princpio da reconciliao integrativa que ocorre, segundo Tavares (2007), no momento em que surgem ligaes de conceitos entre razes diferentes do mapa conceitual, promovendo, assim, uma inter-relao entre conceitos.

    Nesse mapa notamos tambm que este grupo conseguiu atingir o princpio da diferenciao progressiva. Na concepo de Luchetta (2009), a diferenciao progressiva considerada medida que os conceitos vo sendo desenvolvidos elaborados e diferenciados em consequncia das diversas conexes que acontecem num mapa conceitual.

    O grupo representou em seu mapa a mesma ordem hierrquica que o texto utilizou, partindo do conceito mais geral, passando pela introduo do texto e pelo desenvolvimento, concluindo com os exemplos citados no texto. Seu mapa apresenta algumas palavras/ frases de ligao que no do significado corretos aos conceitos, mostrando que os alunos possuem um conhecimento prvio pouco elaborado sobre o tema abordado. Nota-se, tambm, que os alunos encontraram uma quantidade significativa de conceitos vlidos, fizeram ligaes com todos os conceitos, utilizaram palavras de ligao vlidas, porm poucas proposies vlidas, sendo que algumas no do sentido entre aos conceitos, demonstrando a falta de compreenso do texto.

    Quanto ao resumo desse grupo podemos observar que no est coerente com o mapa, quando dito no ltimo pargrafo que as bactrias e fungos impedem o crescimento de microrganismo, demonstraram que no conseguiram passar para o mapa o que realmente entenderam sobre os conservantes antimicrobiais.

    Segundo Santos e Costa (2011), o aluno, quando no compreende completamente o que foi desenvolvido, possivelmente, vai elaborar um mapa conceitual com poucas relaes entre os conceitos. Do mesmo modo, o mapa conceitual que evidencia que o contedo foi satisfatoriamente assimilado pelo aluno ir apresentar vrias ramificaes e conexes entre os conceitos. Mas, nem sempre um nmero grande de ramificaes significa que ocorreu uma boa compreenso dos conceitos, pois as palavras de ligao podem no dar um sentido coerente entre os conceitos ligantes.

    Com o levantamento de algumas perguntas e predies sobre aditivos alimentares iniciamos a prxima etapa (etapa 4) com uma aula expositiva abordando o contedo de cidos carboxlicos e suas aplicaes no cotidiano dos alunos. medida que os conceitos foram sendo desenvolvidos, os alunos foram criando inter-relaes ao identificar similaridades de conceitos novos com o tema do texto.

    Para Kleiman (2004), fazer predies sobre o texto, norteadas pelo conhecimento j existente no aluno torna a leitura eficiente. Com a orientao do professor, possvel criar condies para o enriquecimento dessas predies, favorecendo um maior conhecimento sobre o assunto.

    Segundo Pozo (2002), o papel do professor, no dilogo leitor-texto-autor/contexto o de provocador e/ou incentivador, no sentido de tornar o aluno sujeito do ato de ler, disponibilizando-lhe estratgias para jogar com as possibilidades de previso e confirmao de hipteses em diferentes tipos de texto. Porm, conhecer as estratgias no suficiente; preciso utiliz-las conscientemente, apropriar-se dos mecanismos envolvidos no complexo processo de compreenso leitora, desenvolv-los e/ou aperfeio-los. Para isso, iniciamos uma nova leitura do mesmo texto, dessa vez, em voz alta, utilizando as estratgias de leitura, em que todos os alunos a efetuaram de

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    forma a atingir o mesmo objetivo. No decorrer da leitura, foram feitos alguns questionamentos para a compreenso dos alunos, e finalizamos definindo a ideia principal do texto.

    Na quinta etapa, foi solicitada aos alunos a elaborao do segundo mapa conceitual, sobre o mesmo texto (aditivos alimentares). A sexta etapa consistiu na elaborao de um resumo que explicasse as relaes entre os conceitos e as proposies de seus mapas. Do mesmo modo que no primeiro resumo, esse permitiu evidenciar se o grupo compreendeu o texto, e como os conceitos foram organizados e explicados no mapa conceitual.

    Para Moreira (2010), o fato dos conceitos estarem ligados por palavras/frases de ligao no o torna autoexplicativo, eles devem ser explicados por quem o elaborou, para que a pessoa externalize significados. Nessa experiencia, a externalizao foi realizada por meio da escrita do resumo de cada mapa.

    A figura 2 mostra o segundo mapa construdo pelo grupo 1 aps a utilizao de estratgias de leitura antes e durante da leitura do mesmo texto sobre aditivos alimentares (texto 2).

    Resumo do Mapa

    Os aditivos alimentares podem ser dividios em no intencionais e intencionais, e os cidos carboxilicos so as principais substncias orgnicas utilizadas pelas indstrias. Os aditivos

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    alimentares no intencionais so classificados como parasitas, encontrados em animais, hormnios, utilizados para o crescimento de animais, e os pesticidas, encontrados em vegetais, e, consequentemente, em animais que se alimentam desses vegetais. J os aditivos alimentares intencinais so classificados como aromatizantes, que melhoram o aroma, espessantes, que do consistncia aos alimentos, corantes, para dar cor, os emulsificates, para manter a homogeneidade, estabilizante, para manter o volume dos alimentos, e os conservantes e agentes processantes.

    Os cidos carboxlicos, aditivo alimentar intencional, so utilizados como agentes processantes para controlar a alcalinidade do meio, e como conservantes, protegendo os alimentos contra as reaes enzimticas que so responsveis pela deteriorao dos alimentos, por exemplo, o EDTA, como antioxidantes, que protegem os alimentos contra a oxidao, que o caso do cido ctrico e como antimicrobiais, que previne micro-organismos, utilizando o cido actico ou o benzoico.

    Os cidos carboxlicos so compostos orgnicos de funo oxigenadas, aquela que apresenta, alm de carbono e hidrognio, molculas de oxignio, seu grupo funcional chamado de carboxla, so exemplos de cidos o EDTA, o cido ctrico, o cido actico e o cido benzoico.

    Figura 2 Segundo mapa conceitual construdo pelo grupo 1 e seu resumo.

    O mapa conceitual construdo pelo grupo 1 evidencia que houve uma evoluo na estrutura cognitiva dos alunos referente compreenso do texto trabalhado, embora eles tenham se equivocado, tanto no mapa quanto no resumo, ao definir os conceitos de espessante e estabilizante.

    A tabela 1 mostra uma comparao dos elementos bsicos na anlise dos dois mapas cosntrudos a partir do texto 2.

    Tabela 1 Critrios de anlise dos mapas conceituais das figuras 1 e 2.

    MAPAS CV LIG. PLIG. PV CN HIER. DP RI CR

    1

    25

    24

    10

    14

    No

    Sim

    Sim

    No

    No

    2

    46

    58

    32

    56

    21

    Sim

    Sim

    4

    SIM

    CV = Conceitos vlidos. LIG.= ligaes. PLIG=Palavras de ligao. PV = Proposies vlidas. CN = Conceitos novos. HIER=Hierarquia. DP = Diferenciao progressiva. RI = Reconciliao integrativa. CR = Coerncia.

    Os resultados apresentados nessa tabela evidenciam que houve uma evoluo na estrutura, conectividade, emprego adequado de palavras/frases de ligao, formando, assim, proposies vlidas, ou seja, o grupo acrescentou em seu mapa conceitos novos, que no estavam no texto. Alguns desses conceitos foram discutidos no momento da estratgia de leitura e outros retirados dos conhecimentos prvios dos alunos, mostrando a importncia das predies sobre o texto antes da leitura como sugerido por Kleiman (2004).

    Na etapa seguinte, os alunos efetuaram a leitura do texto sobre cidos graxos (texto 3), identificaram os conceitos e construram o primeiro mapa conceitual referente a esse texto e em

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    seguida elaboraram seu resumo. A figura 3 mostra o primeiro mapa conceitual desse texto construdo pelo grupo 1.

    Resumo do Mapa 3

    Os cidos graxos esto ligados a diferentes grupos de lipdios, que tem como caractersticas a baixa solubilidade em gua e a alta solubilidade em solventes orgnicos, tambm so oleosos e gordurosos. Os leos e gorduras formam cidos graxos por meio de hidrlise, sendo que os cidos graxos ligados ao glicerol formam steres chamados de triacilgliceris.

    Figura 3 Mapa conceitual construdo a partir do texto 2 pelo grupo 1 e seu resumo.

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    Ao realizar a anlise desse mapa conceitual podemos notar que o grupo apresentou uma grande dificuldade em selecionar os conceitos, hierarquizar e diferenciar progressivamente, o que no ocorreu no texto 1. Um dos fatores responsveis por esse resultados pode ser o fato desse texto ter mais conceitos novos que os estudantes para os alunos, podendo, assim, confundir qual o objetivo central do texto.

    O mapa conceitual mostra que todos os conceitos esto ligados por palavras de ligao vlidas. Esse foi o nico grupo que conseguiu explicar o arranjo de mapa atravs do resumo, sendo coerente com as proposies entre os conceitos, deixaram claro para qualquer leitor o sentido de seu mapa. Por esse motivo, consideramos o mapa hierarquizado e com diferenciao progressiva, mesmo com tantas dificuldades. No apresentaram nenhum conceito novo, ou seja, que no estavam no texto, mas suas competncias leitoras foram evidenciadas com quatro reconciliaes integrativas em diferentes locais do mapa.

    Aps a aula de elaborao desse mapa, aplicamos novamente uma das estratgias de leitura e realizamos a releitura desse mesmo texto. Nessa estratgia, onde a princpio, criam-se hipteses sobre o tema do texto, provocando a ativao dos conhecimentos prvios dos estudantes, pois, de acordo com Sol (1998), sem os conhecimentos prvios, o leitor no conseguir compreender um texto. Na releitura do texto tnhamos como objetivo principal verificar a definio do conceito de cidos graxos, assim todos tinham um s intuito na leitura. Segundo Colomer e Camps (2002), isso importante porque seus interesses e sentidos interferem significativamente na leitura, j que esta s ser aproveitada se o texto for rico em informaes consideradas teis para o leitor, e isso depender de suas necessidades e de seus objetivos.

    Nessa releitura, inicialmente realizamos uma leitura compartilhada onde todos leram silenciosamente o texto e logo aps aplicamos as seguintes estratgias: fizemos um resumo (dando uma viso geral do que foi lido, destacando seus pontos relevantes), esclarecemos dvidas do texto e previmos o que ainda est por vir na continuao da leitura. Segundo Sol (1998), quando o professor o responsvel iniciante do ciclo, o aluno pode aprender ao v-lo realizar as estratgias e, depois, pode tentar faz-la com mais segurana, desenvolvendo, assim, a competncia leitora.

    Para finalizar, aps a leitura, os alunos formularam e responderam perguntas de forma literal relacionadas a diversos elementos do texto e as compararam com suas hipteses iniciais e em seguida devolvemos os mapas conceituais construdos anteriormente por eles e solicitamos que realizassem uma releitura de seus mapas e o completassem se achassem necessrio.

    A elaborao dos mapas conceituais juntamente com os resumos permitiu a avaliao das estratgias cognitivas dos alunos, pois se exibiram os conhecimentos prvios desses interligados aos novos conhecimentos adquiridos. Para Souza (2005), isso pode verificar a coerncia dos novos conceitos e suas ligaes, bem como se eles esto corretos ou no, e, com isso, identificar as lacunas de compreenso dos alunos e a sua aprendizagem significativa.

    A figura 4 mostra o segundo mapa construdos pelo grupo a partir da leitura do texto 3.

    O grupo fez um resumo coerente com seu mapa demonstrando que a estratgia de leitura foi eficaz para a compreenso do texto, evidenciando assim, que desenvolveram habilidades para atingir a competncia leitora, que para Perrenoud et al (2002) o nvel objetivo e prtico do saber fazer que provm, espontaneamente, das competncias j adquiridas que se transformam em habilidades. Assim, se o leitor alcanar o domnio das estratgias de leitura, ele ter habilidade para interpretar e compreender textos.

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    Resumo do Mapa

    Os cidos graxos formam triacilgliceris ao reagirem com o glicerol atravs da reao de esterificao, que composta por trs molculas de cidos graxos e uma molcula de lcool, que, no caso, o glicerol, o produto dessa reao a formao de um ster.

    Os cidos graxos podem ser classificados como saturados, insaturados e poli-insaturados. Os saturados so slidos, como o caso das gorduras, os insaturados so divididos em conformao cis, que so lquidos como os leos por possurem geometria de cadeia curva e ponto de fuso baixo, e o de conformao trans so slidos por possurem conformao geomtrica linear e ponto de fuso alto, j os poli-insaturados so obtidos dos peixes, como o mega 3.

    Os cidos graxos so cidos carboxlicos que pertencem s funes oxigenadas por apresentarem tomos de oxignio em seu grupo funcional, possuem cadeias longas com mais de dez carbonos e esto ligados covalentemente em diferentes classes de lipdios que no apresentam grupo funcional.

    Os lipdios so caracterizados pela baixa solubilidade em gua e alta solubilidade em solventes orgnicos, so exemplos de lipdios as gorduras e os leos, que, por hidrlise, ou seja, quebra da molcula originam cidos graxos.

    Figura 4 Segundo mapa conceitual construdo pelo grupo 1 a partir do texto 3 e seu resumo.

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    A tabela 2 mostra uma comparao dos elementos bsicos na anlise desses dois mapas.

    Tabela 2 Anlise comparativa dos mapas conceituais das figuras 3 e 4.

    MAPAS CV LIG. PLIG. PV CN HIER. DP RI CR

    3

    14

    17

    14

    17

    No

    Sim

    Sim

    4

    Sim

    4

    33

    40

    33

    49

    15

    Sim

    Sim

    7

    Sim

    CV = Conceitos vlidos. LIG.= ligaes. PLIG=Palavras de ligao. PV = Proposies vlidas. CN = Conceitos novos. HIER=Hierarquia. DP = Diferenciao progressiva. RI = Reconciliao integrativa. CR = Coerncia.

    Os resultados apresentados nessa tabela evidenciam que houve uma evoluo na estrutura e na conectividade do mapa conceitual, o grupo conseguiu escrever uma quantidade maior de conceitos vlidos e de conceitos novos que no estavam no texto. Alguns desses conceitos foram discutidos no momento da estratgia de leitura e outros retirados do conhecimento prvio do aluno, mostrando a importncia das previses sobre o tema, estimulando a leitura e fazendo com que os alunos descobrissem se suas previses estavam corretas ou no no decorrer da leitura, o que, para Sol (1998), d significncia atividade.

    Nota-se tambm a partir dessa tabela que o grupo apresentou no mapa, aps a estratgia de leitura, o princpio de diferenciao progressiva definido por Faria (1995) como uma direo para a disposio do contedo, procedendo hierarquicamente, partindo das ideias mais gerais para as mais abrangentes. Para Ausubel et al (1980 apud Moreira, 2011), a organizao dos contedos de uma disciplina acontece hierarquicamente na prpria mente do aluno e o princpio de diferenciao progressiva deve ser disposto com o princpio de reconciliao integrativa, que se observa na quantidade de relaes cruzadas na estrutura do mapa, revelando sua estrutura cognitiva.

    Consideraes finais

    Os mapas conceituais quando utilizados como estratgia de interpretao em atividades com leitura nas aulas de Qumica vm a corroborar com a aprendizagem, tanto por desenvolver a competncia leitora, como por despertar o interesse do aluno pela leitura, alm de rever contedos e conceitos j estudados.

    A construo dos mapas pelos grupos de alunos tambm contribuiu para o papel de mediador do professor no desenvolvimento das estratgias leitura, as quais colaboraram para que fossem levantadas discusses e permitiu que cada aluno fizesse uma reflexo ao expor seus conhecimentos para a classe.

    Os resultados mostraram que os alunos, aps aprenderem as estratgias de leitura, elaboraram mapas conceituais mais estruturados, com conectividade e emprego adequado de palavras/frases de ligao, evidenciando a compreenso dos textos, desenvolvendo assim a competncia leitora.

    Referncias

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    Recebido em: 20.01.15 Aceito em: 17.03.15