Mar/Abr 2012 – Compartilhar Pastoral

  • View
    215

  • Download
    1

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Compartilhar Pastoral Maro / Abril de 2012

Transcript

  • Igreja Metodista - Regio Missionria do Nordeste - REMNE - Boletim Regional - XV - No 115 - Maro/Abril 2012

    Escola Dominical

    Pag. 09 Pag. 05

    Prossigo para a cruz...

    Em tempos de quaresma, Palavra Episcopal um convite a seguir o alvo da vocao crist

    Saiba como um projeto da Remne em parceria com a ONG HPH Brasilpretende construir cisternas e levar esperana para o semirido.

    Escola DominicalDinmica e vibrante! Assim a ED da Igreja dos Guararapes, em Pernambuco. Veja o testemunho de quem descobriu o prazer de aprender e servir na escola dominical.

    gua para quem tem sede

  • 01

    EXPEDIENTESede da Regio Missionria do NordesteRua Desembargador Ges Cavalcante, 331, Parnamirim52060-140 - Recife PEFone: (81) 3202 3050sede.ne@metodistanordeste.org.brhttp://remne.metodista.org.br

    rgo oficial da Regio Missionria do Nordeste (REMNE) da Igreja Metodista, com edio bimestral.

    EpiscopisaMarisa de Freitas Ferreira

    Administrador da Sede RegionalMarcus Vinicius Brando Costa

    Editora e Jornalista responsvelPatrcia Monteiro C. MendesDRT 1097-SEcomunicacao@metodistanordeste.org.br

    Editorao EletrnicaLus Augusto C. MendesDRT 1956-PB

    EDITORIAL

    www.facebook.com/MetodistaNE

    twitter.com/MetodistaNE

    www.metodista.org.br/remne

    comunicacao@metodistanordeste.org.br

    Fique conectado/a

    A preparao para a chamada Semana Santa sempre um perodo de reflexo, contrio, arrependimento...esta edio do Compartilhar Pastoral, em tempos de quaresma, chega, portanto, em boa hora. A Palavra Episcopal relaciona os atuais contextos de morte e violncia caminhada de Jesus rumo cruz. Ao colocar morte e vida nos terrenos opostos de dor e regozijo, a bispa Marisa de Freitas nos desperta a prosseguir para o alvo da cruz, da renncia, da vocao crist. Esta vocao o que percebemos na reportagem gua para quem tem sede, que demonstra o trabalho da Igreja Metodista na Remne para acolher irmos/s nordestinos/as do semirido levando gua, moradia e dias mais amenos.

    No caminho da renncia, vemos o testemunho de quem no abre me da escola dominical enquanto espao de aprendizado e servio. O resultado uma f vibrante e uma igreja fortalecida.

    Esta edio tambm destaca as resolues da Coordenao Regional de Ao Missionria (Coream) e as atividades propostas pelas Federaes, como o 5 Encontro Nacional de Educao Distncia, que tem situado a Remne como uma das regies campes de audincia. Neste caminho de reflexo at Pscoa, receba este jornal como mais um instrumento de despertamento e motivao para, como o filho de Deus, ser conduzido/a a aes concretas de amor a Jesus e queles por quem o Seu sangue derramado foi. Boa leitura, e feliz pscoa com Jesus!

    Patrcia Monteiro - Editora

    Notcias de morte e vida, sinais da quaresma

    Espao do/a leitor/aPorto SeguroSaudaes Crists!

    Quero agradecer-lhe de corao pela excelente matria sobre as aes missionrias em Porto Seguro veiculadas no Compartilhar e no Expositor Cristo. Com certeza essas publicaes deram visibilidade ao Projeto Missionrio. J recebi algumas reaes de apoio e manifestaes de possveis ajuda presencial e financeira. A REMNE continua prosseguindo para o alvo, graas a Deus. Pr. Rui Srgio, pastor em Porto Seguro (BA)

    Creche Gente NovaO trabalho da creche Gente Nova, do Centro Comunitrio

    Metodista (CCM), em Alto da Bondade (Olinda, PE), foi destaque da edio de maro do Expositor Cristo. Uma bela reportagem mostrou as aes da Creche e os desafios para ampliar o atendimento. O assunto foi antecipado pelo Compartilhar Pastoral na edio de setembro/outubro. O Departamento Regional de Comunicao produziu um vdeo institucional para divulgar a campanha Lanando a Semente, encabeada pela diretora do CCM, revda. Gilmara Michael. Nesse momento estou no Rio de Janeiro e no fim de semana apresentarei nosso dvd em algumas igrejas, disse a pastora Gilmara. Para saber mais informaes sobre a campanha Lanando a Semente acesse o site da Remne.

    Maro/Abril 2012

  • PALAVRA EPISCOPAL

    02

    Voc se recorda de que estamos na celebrao velrio do Dom da Quaresma de Cristo? Pois estamos sim. E alguns Robinson sofrimentos recentes me remeteram a pensar ainda Cavalcante, um mais neste tempo de Quaresma. Veja este texto : transeunte Longe de ser quimera, algo chamado Graa de Deus indignado com a nos desafia a lgica da morte e nos faz refletir, chorar brutalidade da e ao mesmo tempo nos alegrar em Deus pelo exemplo morte do casal, de f e gratido na vida de Jacky... Tristeza porque em disse: E onde toda partida uma lgrima cai ao cho; no adeus a vida que est Deus se parte e logo vira gro... Tristeza porque a voz e os que no v isto? Como que pode um casal como movimentos se vo... Tristeza porque a dor da ida este agora estar morto e pelas mos do prprio derivada do corao. Sim, tristeza! estas so filho?palavras de Antognoni Misael, no blog Revista Contedo Cristo, divulgado pelo Plpito Cristo. I - Algum escolhe morrer? Foram escritas quando da morte de Jakylene (cncer H quem resolva por fim vida. Pessoas em de pulmo), no dia 02 de maro deste ano, e que era doenas terminais, pessoas acometidas de doenas esposa do Mauro Henrique, vocalista da banda Oficina psiquitricas (transtornos de ansiedade); pessoas em G3. A morte tem sempre esta conotao de dor, de extremo sofrimento, desiludidas. E em todas estas perda, de desamparo. E especialmente neste final de situaes a escolha foge a todo o princpio de vida fevereiro e incio de maro convivemos com a morte que Deus tem proposto. Algumas dessas pessoas at de pessoas do nosso crculo e muito estimadas: o Dom se matam exatamente porque desejam muito viver e Robinson Cavalcante (bispo da Igreja Anglicana do no vem como no conseguem lidar com as Cone Sul, em Recife) e da esposa Miriam ambos dificuldades que chamam para a morte. Isso confir-mortos pelo prprio filho. Morre tambm Milton ma que viver um anseio natural do ser humano. Schwantes, pastor e telogo, homem sbio e de uma Se assim, ento o que dizer de Jesus que, simplicidade cativante. conscientemente, caminhou para a morte e morte de

    Morreram tambm pessoas que no so do cruz?crculo de amigos/as da maioria de ns, mas que agora fazem parte da comoo nacional: criana assassinada II - Jesus escolheu a morte? por um jet sky desgovernado (sob o comando de um Na verdade Jesus NO ESCOLHEU A adolescente descredenciado para o uso do mesmo); MORTE pela morte. Jesus no queria passar pela morre a garota no parque de diverses Hopi Hari (toda dor da priso, julgamento, morte e crucificao. Ele a famlia crist, da Igreja do Evangelho chegou a orar (por trs vezes) pedindo a Deus que o

    Quadrangular), em decorrn- livrasse da morte, que no permitisse que bebesse cia de falta deste clice to amargo. E a resposta a esta orao de manu- foi: ...prossiga para o alvo da vocao soberana que teno de fiz a voc. Sua obedincia minha vontade custar equipa- preo de cruz, mas no h como voc ir por outro mentos. caminho. No volte atrs em nenhum dos meus

    Morre ensinamentos. Voc sofrer, mas Eu, seu Pai, estarei ciclista com voc em todo o tempo. E o coroarei com a

    atropelada no ressurreio (Mateus 26:36 a 46). trnsito em So Paulo.

    Morre. Morre. Morre... III - Acompanhando este dramaE se no bastasse Jesus teve que buscar o Pai muitas vezes

    morrer, ainda h o peso da para que no desistisse de dar testemunho do Seu violncia e da desumanidade a Pai ao mundo. No foi fcil para Ele (leia Mateus 27 envolver tais mortes. No e acompanhe)! Mas era preciso prosseguir firme na

    Foto

    : Jos

    G

    eral

    do

    Em tempo de QuaresmaProssigo para a Cruz

    Maro/Abril 2012

  • 03

    aliana que fizera com Deus. Pai. E a morte chegou. Mas a morte o fim? Para O mundo criado por Deus se rebelara contra Deus, no!

    Ele. Depois de criado, o ser humano repudia a gran- A Quaresma nos convida a acompanhar os deza e o amor do Criador e declara sua independn- ltimos quarenta dias do sofrimento de Jesus aqui na cia. E comete todo tipo de agresso a si mesmo, ao/ terra. Podemos ler sobre estes dias: sua ida para outro/a e natureza. Bem que os patriarcas, os/as Jerusalm, sua entrada triunfal, seu confronto com juzes/as, os profetas, as profetizas, os reis, as rainhas, pecadores/as convictos/as e nada arrependidos/as, a tentaram dar testemunho pleno de Deus, mas todos/as Santa Ceia (celebrao da Pscoa com os discpulos), pecaram. E o mundo continuou carente da Graa de a traio de Judas, a priso do mestre, Seu julgamen-Deus. Ento Deus vocaciona o Seu nico filho a vir to, Sua caminhada com a cruz aos ombros, Sua ao mundo e viver como FILHO DO DEUS crucificao e Sua morte. Jesus pagou um preo alto ALTSSIMO. E Jesus aceitou o desafio. No por Ele, por ser fiel a Deus. Porm, a morte no prevaleceu. A porque l no cu estava tudo muito bem e tudo muito morte foi vencida pela ressurreio. melhor relata Paulo aos Filipenses, captulo 2: 5 a 11. Mas por uma causa justa: a restaurao de toda a IV Tempo de Celebraohumanidade e de toda a criao. Na verdade Deus sempre o vencedor. Ele

    Enfim, Jesus no escolhera a morte, mas a permitiu que as pessoas julgassem e matassem a vida em obedincia a Deus trouxe a morte como Jesus, mesmo que o nico erro de Jesus tenha sido paga. assim mesmo: a humanidade gosta tanto de ser mais fiel a Deus que s pessoas deste mundo. Isto s pensar em si que capaz de matar algum s para significa que, ainda neste tempo em que vivemos, o obter o que quer. Assim que se quebra todo o mal pode vitimar pessoas. Mas Deus no est ausente propsito de Deus e o mundo vai se tornando um deste mundo. Ele j estabeleceu um juzo final: todo/a caldeiro de destruio. E o remdio para isto aquele/a que o nega aqui, neste mundo, ser negado arrependimento e converso a Deus, a fim de que haja por Jesus no dia final. E a sim: experimentar morte paz e justia neste mundo. eterna. Ma