MASSIVE OPEN ONLINE COURSE (MOOC) ACESS£† 1 MASSIVE OPEN ONLINE COURSE (MOOC) ACESS£†VEL: case da Plataforma

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    MASSIVE OPEN ONLINE COURSE (MOOC) ACESSÍVEL:

    case da Plataforma Unesp Aberta

    LUCIANE FADEL1

    VANIA RIBAS ULBRICHT2 VIVIANE HELENA KUNTZ3

    RESUMO:

    Os Massive Open Online Courses (MOOCs) surgem como um formato de inovação na Educação a

    Distância (EaD), com a proposta de serem online, abertos e massivos. Pelas características “aberto” e “massivo”, um MOOC tem, por compromisso, o de atender a sociedade do conhecimento, e que todas as pessoas tenham as condições necessárias para acesso, independentemente de suas diferenças.

    Pensando nessa necessidade, surge em 2014 a Unesp Aberta, uma iniciativa da Universidade Estadual de São Paulo disponibilizando MOOCs acessíveis. Nesse cenário, buscou-se analisar pontos relevantes no que se caracteriza um MOOC acessível. Para tanto, utilizou-se uma análise por meio de observação,

    resultando um quadro com os pontos fortes e pontos fracos. Considera-se, portanto, a importância das iniciativas relativas à acessibilidade, bem como as possíveis melhorias a serem implementadas.

    PALAVRAS-CHAVE: Massive Open Online Courses, inclusão, acessibilidade, Unesp Aberta

    INTRODUÇÃO

    O Ministério da Educação, órgão oficial de controle do Sistema de Ensino

    público e privado, vêm implementando, gradativamente, a política de inclusão escolar,

    alinhada com os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com

    Deficiência. Essa iniciativa está amparada, no Brasil, pelos Decretos n ° 186/2008 e

    6.949/2009, que garantem o direito à educação inclusiva em todos os níveis.

    No entanto, ainda que não se estabeleça uma lei para os sites em geral, em

    termos de padrão para acessibilidade digital, têm-se as normas da W3C, que se trata

    1 Pós-Doutora em Narrativas na web, Simon Fraser University - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, liefadel@gmail.com 2 Doutora em em Engenharia de Produção pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós- Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, vrulbrichtl@gmail.com 3 Doutoranda em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, vkuntz@gmail.com

    mailto:liefadel@gmail.com mailto:vrulbrichtl@gmail.com mailto:vkuntz@gmail.com

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    de um “consórcio internacional no qual organizações filiadas, uma equipe em tempo

    integral e o público trabalham juntos para desenvolver padrões para a Web” (W3C,

    2015).

    Na W3C (World Wide Web Consortium), o WCAG (Web Content Accessibility

    Guidelines) “descreve como fazer Web sites e conteúdos acessíveis baseados na web,

    que são aplicáveis a qualquer material de aprendizagem baseado em recursos

    eletrônicos” (MACEDO, 2010, p.144). Segundo a WCAG 2.0, os quatro princípios mais

    importantes para acessar conteúdo na internet, orientam que o site seja: perceptível,

    operável, robusto e compreensível. Decorrente destes princípios, e de outras

    condicionantes, foi elaborado um elenco de diretrizes que busca reduzir as barreiras

    para pessoas com deficiências.

    Porém, segundo a pesquisa de Macedo (2010), elas são generalizantes e não

    são triviais para as equipes e conteudistas, razão pela qual essa pesquisadora propôs

    recomendações suplementares, voltadas a EaD. Todavia, ainda há um grande campo

    a ser explorado nessa direção, principalmente tendo como ponto de partida as

    características e particularidades das pessoas com deficiência.

    Confirmando essa afirmação em termos práticos, Iniesto e Rodrigo (2014)

    desenvolvem uma metodologia para a avaliação dos cursos MOOC com foco no grau

    de acessibilidade de três plataformas, e o grau de cumprimento das Diretrizes de

    Acessibilidade para as WCAG 2.0 foi de 50%, 31,5% e 25,7%. Os autores ainda

    sinalizam a necessidade de continuar a promover a literatura para as pessoas com

    deficiência.

    Ainda no campo prático, tem-se a iniciativa da Plataforma Unesp Aberta,

    considerada a primeira do Brasil a ofertar cursos Massive Online Open Courses

    (MOOC) e em 2014 lançou o primeiro curso MOOC com recursos de acessibilidade

    do mundo, intitulado “A Lei de Diretrizes e Bases”.

    E nessa plataforma buscou-se analisar pontos relevantes no que se caracteriza

    um MOOC acessível. Para tanto, utilizou-se uma análise por meio de observação,

    resultando um quadro com os pontos fortes e pontos fracos.

    ACESSIBILIDADE EM MOOCS

    Mattar (2013) conceitua MOOC, em princípio, como sendo um curso online

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    (que pode utilizar diferentes plataformas); aberto (gratuito, sem pré-requisitos para

    participação e que utiliza recursos educacionais abertos); massivo (oferecido para um

    grande número de alunos). Além de ser massivo, MOOCs, são definidos por sua

    abertura, ou seja, que estão disponíveis sem pré-requisitos, são livres, removendo

    qualquer barreira financeira e estão online, o que significa que estão disponíveis na

    internet (KAY; et. al. 2013).

    Iniesto e Rodrigo (2014), salientam que diversas universidades desenvolvem

    e produzem o conteúdo em vários desses portais; com maior renome, citam-se:

    Udacity, Coursera e edX. Para os autores, é de particular importância a carência de

    acessibilidade no caso de recursos audiovisuais. Para superar esta barreira, é

    necessário promover estudos para as pessoas com deficiência e dar andamento sobre

    o seu acesso no âmbito de aplicação dos MOOCs.

    O conceito de acessibilidade, segundo Macedo (2010, p.127), envolve:

    acesso por todos; independente das características do usuário, situação ou ferramenta; beneficia além das pessoas com deficiências, as pessoas idosas, usuários de navegadores alternativos, usuários de tecnologia assistiva e de

    acesso móvel.

    Sendo MOOC um formato na web, tem-se o estudo da acessibilidade digital.

    Nesse sentido, trabalham-se as normas da W3C, que corresponde a um “consórcio

    internacional, no qual organizações filiadas, uma equipe em tempo integral e o público

    trabalham juntos para desenvolver padrões para a Web” (W3C, 2015).

    Na W3C o WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) “descreve como

    fazer Web sites e conteúdos acessíveis baseados na web, que são aplicáveis a

    qualquer material de aprendizagem baseado em recursos eletrônicos” (MACEDO,

    2010, p.144).

    As orientações WCAG 2.0 estão organizadas de acordo com quatro grandes

    princípios de acessibilidade de conteúdo web: perceptíveis, operáveis,

    compreensíveis e robustos (INIESTO; RODRIGO, 2014). Para cada princípio, tem-se

    os critérios a serem analisados, conforme visto no Quadro 1.

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    Quadro 1 - estrutura WCAG 2.0

    Fonte: Macedo (2010, p. 164).

    AMBIENTE E PROCEDIMENTOS

    Caracterizado como “o primeiro MOOC acessível do mundo”, a Unesp lançou,

    em novembro de 2014, o ambiente para pessoas cegas, surdas ou com baixa visão.

    Segundo o próprio site trata-se de:

    um ambiente de aprendizagem online que disponibiliza gratuitamente 70 cursos nas áreas de Humanidades, Exatas e Biológicas. Pioneira no Brasil, a iniciativa é gerida pelo NEaD da Unesp, possui mais de 83 mil usuários

    cadastrados e segue a tendência de grandes instituições educacionais como MIT, Harvard, Yale e Stanford, que também democratizaram o acesso aos conteúdos que produzem por meio de parcerias que popularizaram os

    primeiros MOOC pelo mundo. (UNESP, 2014)

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    A plataforma Unesp Aberta foi considerada a primeira do Brasil a ofertar

    cursos Massive Online Open Courses (MOOC) e em 2014 lançou o primeiro curso

    MOOC com recursos de acessibilidade do mundo, intitulado “A Lei de Diretrizes e

    Bases” (PORTAL UNESP4, 2014).

    Ainda segundo o Portal, contou-se “com recursos de acessibilidade

    implementados com o objetivo de possibilitar acesso à informação para pessoas

    surdas, cegas ou com baixa visão, em uma perspectiva de Desenho Universal”.

    Os procedimentos metodológicos deste estudo partem de uma observação,

    obtendo um documento com os resultados mais significativos. No que corresponde à

    observação direta, segundo Barbosa (2008), trata-se de uma forma de coleta de

    dados com base na atuação dos observadores, registrando com fidelidade e sem

    interferência, as informações obtidas.

    RESULTADOS DA ANÁLISE

    Observou-se que a Unesp Aberta se utiliza de três plataformas interligadas

    para acesso do curso: site para informações iniciais, moodle como ambiente virtual de

    aprendizagem e links para o dspace para materiais complementares, com mensagens

    como: “Se desejar acesse o vídeo diretamente do Acervo Digital, clicando aqui”.

    Em um primeiro momento, tem-se o site com as informações sobre os cursos,

    institucional, fale conosco e a possibilidade d