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Cincias Contbeis

Curso:

Cincias Contbeis

Disciplina:

Contabilidade Intermediria I(4 crditos - 80 horas)

Autor:

Valdir CerealiModalidade:

Educao a Distncia

194- 00994

2 Cincias Contbeis

Misso Salesiana de Mato Grosso Universidade Catlica Dom Bosco Instituio Salesiana de Educao Superior

Chanceler: Pe. Lauro Takaki Shinohara Reitor: Pe. Jos Marinoni Pr-Reitora de Ensino e Desenvolvimento: Conceio A. Galvez ButeraDiretor da UCDB Virtual: Prof. Jeferson Pistori Coordenadora Pedaggica: Prof. Blanca Martin Salvago

Direitos desta edio reservados Editora UCDB Diretoria de Educao a Distncia: (67) 3312-3335 www.virtual.ucdb.br Universidade Catlica Dom Bosco Av. Tamandar, 6000 Jardim Seminrio Fone: (67) 3312-3800 Fax: (67) 3312-3302 CEP 79117-900 Campo Grande - MS www.ucdb.br

Cereali, Valdir Curso: Cincias Contbeis. Disciplina: Contabilidade Intermediria I / Valdir Cereali. Campo Grande: UCDB/EAD, 2010. 97 p. 1.Contabilidade 2.Conceito de lucro 3.Demonstraes financeiras 4.Fontes de recursos 5.Aplicaes de recursos.

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Cincias Contbeis 3

APRESENTAO DO MATERIAL DIDTICO IMPRESSOEste material foi elaborado pelo professor conteudista sob a orientao da equipe multidisciplinar da UCDB Virtual, com o objetivo de lhe fornecer um subsdio didtico que norteie os contedos trabalhados nesta disciplina e que compe o Projeto Pedaggico do seu curso. Ele freqentemente testado e atualizado, promovendo uma constante melhora na qualidade deste material.Elementos que integram o material

Plano de Ensino: Ementa: trata-se de um resumo do contedo da disciplina. Objetivo Geral: o principal objetivo que o aluno deve atingir ao termo da disciplina. Objetivos Especficos: so os objetivos que devem ser atingidos ao fim de cada Unidade de contedo. Contedo Programtico: trata-se do contedo da disciplina apresentado de forma estruturada. Bibliografia Bsica: so as trs principais obras indicadas pelo professor conteudista para aprofundamento do contedo. A obra que est marcada com um asterisco (*) o livro texto que o professor sugere como livro chave da disciplina. Bibliografia Complementar: so obras indicadas que podem servir como aprofundamento de alguns pontos especficos do contedo. Avaliao: Critrios de avaliao: so as informaes referentes aos critrios adotados para a avaliao (formativa e somativa) e composio da mdia da disciplina. Quadro de Controle de Atividades: trata-se de um quadro para voc organizar a realizao e envio das atividades virtuais. O prazo estipulado pelo professor uma sugesto baseada na mdia dos alunos, voc pode adequ-lo ao seu ritmo de estudo, nunca ultrapassando o prazo mximo indicado pelo professor da disciplina. No esquea que voc no est sozinho, conte sempre com a ajuda do seu professor e da equipe de tutoria. Contedo Desenvolvido: o contedo da disciplina, com a explanao do professor sobre os diferentes temas objeto de estudo. Indicaes de Leituras de Aprofundamento: so sugestes do professor conteudista para que voc possa aprofundar no contedo estudado. Voc ir perceber que a maioria das leituras sugeridas so links da Internet. Por isso, importante que voc mescle as leituras deste material com a navegao no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Atividades Virtuais: so atividades propostas que marcaro um ritmo no seu estudo, assim como, estimularo sua interao com o professor e colegas. As datas de envio das atividades encontram-se no calendrio do Ambiente Virtual de Aprendizagem.

4 Cincias ContbeisComo tirar o mximo de proveito

Este material didtico mais um subsdio para seus estudos. No se limite ao contedo aqui apresentado. Este material deve ser complementado com outros contedos e com a interao com os outros participantes. Portanto, no se esquea de: Interagir com freqncia com os colegas e com o professor, usando as ferramentas de comunicao e informao que o Ambiente Virtual de Aprendizagem AVA pe sua disposio; alm do material em mos, os outros recursos disponveis no AVA: Usar, aulas audiovisuais, vdeo-aulas, exerccios, frum de discusso, frum permanente de cada unidade, etc.; Recorrer equipe de tutoria sempre que precisar orientao sobre dvidas quanto a calendrio, atividades, ferramentas da AVA, e outros; uma rotina que lhe permita estabelecer o ritmo de estudo adequado a Ter suas necessidades como estudante, organize o seu tempo, no espere ao final do mdulo ou do semestre para comear a estudar e fazer as atividades, se necessrio, solicite ajuda aos tutores; conscincia de que voc deve ser sujeito ativo no processo de sua Ter aprendizagem: contando com a ajuda e colaborao de todos, mas com a certeza de que o principal envolvido deve ser sempre voc.Mascote Edmouse

Ao longo de todo o material, voc ter como companheiro o Edmouse, personagem criado pela equipe de produo e design e utilizado pelo professor conteudista para expressar as indicaes relacionadas aos aspectos didticopedaggicos que envolvem cada contedo ou atividade. Veja abaixo o significado das suas aparies.

Posio normal: usado para saudaes, ou alguma comunicao direta, assuntos em que o professor queira destacar.

Posio reflexo: utilizada em situaes em que voc precisa de um momento de reflexo sobre algo especfico, geralmente um destaque fundamental no contedo. Neste caso, leia o que est escrito no balo especfico para cada situao.

Posio atividade: utilizada em situaes de indicao de alguma atividade (todos os tipos de atividades), fique atento para esta posio, geralmente as atividades so avaliativas.

Posio pare: utilizada em situaes em que voc precisa parar para refletir sobre algo especfico.

Posio ateno: utilizada em situaes de destaque para assunto ou comunicados importantes.

Cincias Contbeis 5 A seguir apresentamos o Plano de Ensino desta disciplina. importante que voc conhea os objetivos que devem ser atingidos, a bibliografia proposta, os critrios de avaliao, assim como o contedo que ser desenvolvido ao longo dos estudos. Acompanhe!

PLANO DE ENSINO EmentaAspectos Gerais da Contabilidade. Princpios Fundamentais de Contabilidade. Estrutura e Anlise das Demonstraes Financeiras.

Objetivo GeralO(a) acadmico(a) dever ampliar seus conhecimentos da Contabilidade Bsica, aprofundando a anlise de aspectos conceituais, atravs do contedo da Contabilidade Societria, baseado na Lei das Sociedades, tendo como objetivo elaborar corretamente as Demonstraes Contbeis e suprir os usurios da Contabilidade com informaes claras e precisas sobre a Entidade.

Objetivos EspecficosUNIDADE 1 -Apresentar aspectos da estrutura conceitual bsica da contabilidade (surgimento, campo de atuao, finalidade, usurios da informao contbil). UNIDADE 2 -Aprofundar o conhecimento do Balano Patrimonial (Ativo e Passivo), observando o disposto na legislao societria (Lei 6.404/76, Lei 11.638/07, MP 11.941/09 de 27 /05/2009 e outras normas), atravs de uma anlise dos aspectos conceituais, apresentando simultaneamente um modelo de Plano de Contas sugerido pelo livro adotado. UNIDADE 3 -Conhecer a forma de elaborao e apresentao da Demonstrao do Resultado do Exerccio. UNIDADE 4 -Conhecer a forma de elaborao e apresentao da Demonstrao dos Lucros ou Prejuzos Acumulados (DLPA) e da Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido (DMPL), como fonte de informaes adicionais na anlise das mutaes patrimoniais ocorridas na Entidade. UNIDADE 5 - Conhecer a forma de elaborao e apresentao da Demonstrao do Fluxo de Caixa, identificando as fontes de financiamentos e as aplicaes dos recursos pela Entidade. UNIDADE 6 -Apresentar conceitos, finalidades e forma de apresentao das Notas Explicativas, como apoio compreenso das Demonstraes Contbeis.

Contedo Programtico - SumrioUNIDADE 1: ASPECTOS GERAIS DA CONTABILIDADE............... 13 1.1 Estrutura Conceitual Bsica da Contabilidade.........................................................13 1.2 Princpios Fundamentais de Contabilidade............................................................. 17 1.3 Conceito de Lucro....................................................................................................... 21 1.4 Demonstraes Contbeis......................................................................................... 25

6 Cincias Contbeis UNIDADE 2: BALANO PATRIMONIAL ESTRUTURA E ANLISE LEI 6.404/76, LEI 11.638/07, LEI 11.941/09......................... 30 2.1 Ativo............................................................................................................................. 35 2.2 Passivo...........................................................................................................................59 UNIDADE 3: DEMONSTRAO DO RESULTADO DO EXERCCIO (DRE)........................................................................................72 3.1 Regime de Competncia.............................................................................................78 UNIDADE 4: DEMONSTRAO DOS LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAO DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDO (DMPL)................................................ 81 4.1 Demonstrao dos Lucros ou Prejuzos Acumulados (DLPA).............................. 81 4.2 Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido (DMPL)............................. 82 UNIDADE 5: DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA (DFC)....................................................................... 85 5.1 Demonstrao de Fluxo de Caixa (DFC).................................................................85 UNIDADE 6: NOTAS EXPLICATIVAS...........................................92

Bibliografia BsicaIUDCIBUS, Srgio de. et al. Manual de Contabilidade das Sociedades por Aes: aplicvel s demais sociedades. 7. ed. So Paulo: Atlas, 2007. * _______________________. Manual de Contabilidade das Sociedades por Aes: Aplicvel s demais sociedades. Rumo s Normas Internacionais. Suplemento. 2. Ed. So Paulo: Atlas, 2009. IUDCIBUS, Srgio de. Teoria da Contabilidade. 6. ed. So Paulo: Atlas, 2000. * Livro Texto (livro adotado na disciplina)

Bibliografia ComplementarALMEIDA, Marcelo Cavalcante. Contabilidade Intermediria. So Paulo: Atlas, 1996. ATTIE, Willian. Auditoria: conceito e Aplicaes. 3. ed. So Paulo: Atlas, 1998. BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dirio Oficial da Repblica Federativa do Brasil, Poder Executivo, Braslia, 17 dez. 1976. p.1 (suplemento) BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. DOFE pub 28/12/2007 000002 2 dirio Oficial - Seo Extra. BRASIL. Lei 11.941 de 27 de maio de 2009. CEREALI, Valdir. Contribuio Formulao de Modelo de Resultado para a Atividade Comercial Varejista - Um Enfoque de Sistema de Informaes. 2003. 138 f. Dissertao de Mestrado em Controladoria e Contabilidade. Faculdade de Economia, Administrao e Contabilidade, Universidade de So Paulo. So Paulo. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princpios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. So Paulo: Atlas, 1995. CPC COMIT DE PRONUNCIAMENTOS CONTBEIS. Pronunciamento Conceitual Bsico CPC00 Estrutura Conceitual para a Elaborao e apresentao das Demonstraes Contbeis. Disponvel em www.cpc.org.br acesso em 10/11/2009

Cincias Contbeis 7 CPC COMIT DE PRONUNCIAMENTOS CONTBEIS. Pronunciamento Tcnico CPC04 Ativo Intangvel. Disponvel em www.cpc.org.br acesso em 10/11/2009 CPC COMIT DE PRONUNCIAMENTOS CONTBEIS. Pronunciamento Tcnico CPC09 Demonstrao do Valor Adicionado. Disponvel em www.cpc.org.br acesso em 10/11/2009 CPC - COMIT DE PRONUNCIAMENTOS CONTBEIS. Pronunciamento Tcnico CPC 13 - Adoo Inicaial da Lei. 11.638/07 e da Medida Provisria n 449/08. CPC COMIT DE PRONUNCIAMENTOS CONTBEIS. Pronunciamento Tcnico CPC26 Apresentao das Demonstraes Contbeis. Disponvel em www.cpc.org.br acesso em 10/11/2009 HENDRIKSEN, Eldon S.; VAN BREDA, Michael F. Teoria da Contabilidade. So Paulo: Atlas, 1999. IUDCIBUS, Srgio de. et. al. Contabilidade Introdutria. 9. ed. So Paulo: Atlas, 1998. IUDCIBUS, Srgio de. A Contabilidade no Meio Econmico e Administrativo. Revista de contabilidade. So Paulo, CRCSP, ano IV, n 13, pg.18 a 23, set/2000. MARTINS, Eliseu. Avaliao de Empresas: da Mensurao Contbil Econmica. Caderno de Estudos da Fipecafi, So Paulo: FEA/USP, v.13, pg. 28 a 37, jul./dez.2000. Avaliao A EAD-UCDB acredita que avaliar sinnimo de melhorar, isto , a finalidade da avaliao propiciar oportunidades de ao-reflexo que faam com que voc possa aprofundar, refletir criticamente, relacionar idias, etc., acompanhando seu processo de aprendizagem. Para tanto, a EAD-UCDB adota um sistema de avaliao continuada: alm das provas no final de cada mdulo (avaliao somativa), ser considerado tambm o desempenho do aluno ao longo de cada disciplina (avaliao formativa), mediante a realizao das atividades programadas para cada disciplina. Todo o processo ser avaliado, pois a aprendizagem processual. Se o aluno limita-se realizao da prova, no ser possvel interferir no processo de aprendizagem em tempo de poder corrigir desvios, ms interpretaes, etc. Portanto, participe de todas as atividades propostas, voc s tem a ganhar! Avaliao das atividades: para que possa se atingir o objetivo da avaliao formativa, necessrio que as atividades sejam realizadas criteriosamente, atendendo ao que se pede e tentando sempre exemplificar e argumentar, tentando relacionar a teoria estudada com a prtica. As atividades devem ser enviadas dentro do prazo estabelecido no calendrio de cada disciplina, sendo que, as atividades enviadas fora do prazo sero aceitas nas seguintes condies: ? As atividades enviadas 7 dias aps o vencimento do prazo sero corrigidas com a pontuao normal, isto , sem penalizao pelo atraso. ? os 7 dias, o professor aplicar um desconto de 50% sobre o valor da Aps atividade. Quando a ferramenta para a realizao de uma atividade o Frum de Discusso, quer dizer que se pretende que todos os envolvidos (alunos e professor) debatam algum assunto do interesse da disciplina. Portanto, neste caso, no basta

8 Cincias Contbeis com cada um submeter a opinio dele ou o resultado da sua pesquisa (como seria feito usando, por exemplo, a ferramenta Tarefas). Trata-se de promover uma discusso e o objetivo no ser atingido sem interagir com os outros participantes: dando sua opinio sobre as mensagens dos colegas, rebatendo idias, propondo outros pontos de vista, argumentando. Neste sentido, participaes do tipo concordo, eu tambm acho, etc. expressam uma opinio, mas no argumentam, no apresentam criticamente um pensamento e, portanto, no acrescentam muito ao debate. Na avaliao deste tipo de atividades, o critrio de avaliao no ser a simples participao, mas tambm qual o nvel dessa participao:CRITRIOS DE AVALIAO NO FRUM Nvel 0 Colocaes no pertinentes ao contedo do debate.

Nvel 1

Levantamento de questes, proposta de discusses, expresso de acordo ou desacordo... Este tipo de participao representa pouco aprofundamento, e, portanto, representaria uma participao perifrica. Contribuies crticas, que supe leitura e reflexo sobre as questes levantadas. Neste caso, j estamos diante de participaes significativas que supem maior aprofundamento e nvel de reflexo. Contribuies de sntese dos contedos discutidos em que o participante demonstre uma assimilao dos contedos debatidos e associao de idias. Este seria o nvel de maior aprofundamento, pois supe que o aluno alcanou os objetivos traados: atravs da discusso com o professor e os colegas, chegar sntese pessoal sobre o tema.

Nvel 2

Nvel 3

No caso do frum, no calendrio aparecem duas datas: a data de incio e a data do trmino. A discusso deve acontecer entre as duas datas.Critrios para composio da Mdia Semestral:

Para fazer a Mdia Semestral, leva-se em conta o desempenho atingido na avaliao formativa e na avaliao somativa, isto as notas alcanadas nas diferentes atividades virtuais e nas prova(s). Antes do lanamento desta nota final, o professor divulgar a mdia provisria de cada aluno, dando a oportunidade de que os alunos que no tenham atingido mdia igual ou superior a 7,0 possam fazer a Prova Substitutiva (PS). Aps a PS, o professor j far o lanamento definitivo da Mdia Semestral, seguindo o seguinte procedimento:

A prova presencial tem peso 7,0 e as atividades virtuais tm peso 3,0. Portanto, para calcular a Mdia, segue-se o seguinte procedimento: 1. Multiplica-se o somatrio das atividades por 0,30; 2. Multiplica-se a mdia das notas das provas por 0,70. Para termos a Mdia Semestral, somam-se os dois resultados anteriores, ou seja: MS = MP x 0, 7 + SA x 0,3 MS: Mdia Semestral MP: Mdia das Provas SA: Somatrio das Atividades Assim, se um aluno tirar 10 na(s) prova(s) e tiver 10 nas atividades: MS = 10 x 0,7 + 10 x 0,3 = 7,0 + 3,0 = 10

Cincias Contbeis 9 Se a Mdia Semestral for igual ou superior a 4,0 e inferior a 7,0, o aluno ainda poder fazer o Exame. A mdia entre a nota do Exame e a Mdia Semestral dever ser igual ou superior a 5,0 para considerar o aluno aprovado na disciplina.

FAA O ACOMPANHAMENTO DE SUAS ATIVIDADESO quadro abaixo visa ajud-lo a se organizar na realizao das atividades. Faa seu cronograma e tenha um controle de suas atividades:

AvaliaoPR-TESTE Ferramenta: Tarefas ATIVIDADE 1.1 Ferramenta: Tarefas

Prazo*

Data de Envio**

ATIVIDADE 2.1 Ferramenta: Tarefas

ATIVIDADE 2.2 Ferramenta: Tarefas

ATIVIDADE 3.1 Ferramenta: Tarefas ATIVIDADE 3.2 Ferramenta: Tarefas

ATIVIDADE 4.1 Ferramenta: Tarefas ATIVIDADE 4.2 Ferramenta: Tarefas ATIVIDADE 5.1 Ferramenta: Questionrio ATIVIDADE 5.2 Ferramenta: Tarefas

* Coloque na segunda coluna o prazo em que deve ser enviada a atividade (consulte o calendrio disponvel no ambiente virtual de aprendizagem). ** Coloque na terceira coluna o dia em que voc enviou a atividade.

10 Cincias Contbeis Boas-vindas Caros(as) Acadmicos(as)! Bem vindos disciplina Contabilidade Intermediria I! Dando continuidade ao contedo trabalhado na disciplina Contabilidade Geral, onde foram abordados os tpicos introdutrios da Contabilidade (mtodo das partidas dobradas, plano de contas, operaes com mercadorias, depreciao, encerramento das contas de resultado, elaborao da Demonstrao do Resultado do Exerccio - DRE e do Balano Patrimonial- BP), estamos iniciando os trabalhos da Contabilidade Intermediria I, onde faremos uma anlise mais aprofundada dos aspectos contbeis j vistos. Portanto, como muitos assuntos j so conhecidos, ficar mais agradvel para trabalharmos, por adotarmos a metodologia de fazer uma abordagem conceitual dos tpicos, visualizarmos o elenco de contas na disposio do plano de contas e de praticar exerccios propostos sobre o contedo. O livro adotado na disciplina extremamente rico em conceitos, tendo como parmetro a Lei das Sociedades por Aes, razo pela qual tambm adotado e recomendado pelas melhores Universidades do Pas. Favorece, deste modo, a ampliao de nossos conhecimentos, nossa qualificao profissional, fator primordial no ambiente profissional competitivo atual. De nada adianta apenas treinar a soluo de exerccios, fazer a simulao de um ambiente operacional de alguma empresa, se no soubermos refletir, analisar e interpretar a doutrina e as normas contbeis, para fazermos a interpretao de um fato contbil. O profissional que domina os conceitos tem a soluo para as necessidades de todas as empresas. Inversamente, aqueles profissionais que sabem apenas seguir um roteiro, que foram adestrados a fazer apenas lanamentos ou a repetir determinados procedimentos, no tm mais colocao no mercado, pois no sabem pensar. Sintam-se vontade para interagir. Entrem em contato, procurem consultar e se possvel adquirir o livro recomendado e outros materiais didticos. Ficarei enormemente satisfeito em poder contribuir, mesmo que seja apenas uma pequena parte, com o acrscimo do conhecimento de vocs. Tenham o melhor aproveitamento! Sucesso a todos!

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Pr-teste

Pr-teste. Despesas financeiras . Impostos s/vendas . Duplicatas descontadas . Depreciao acumulada . Mveis e Utenslios . Devolues de vendas . Despesas administrativas . Veculos de uso . Terrenos . Vendas de servios 3.000 20.000 10.000 20.000 60.000 10.000 12.000 40.000 20.000 10.000

1. Demonstraes Contbeis Com base nos dados abaixo e considerando a forma legal de apresentao do Balano Patrimonial e da Demonstrao do Resultado do Exerccio, responda as questes abaixo. Incorporar o Resultado no Patrimnio Lquido. Dinheiro 10.000 . Mercadorias para revenda 70.000 . Despesas c/vendas 15.000 . Impostos a recolher 15.000 . Custo mercadorias vendidas 50.000 . Vendas de mercadorias 120.000 . Ttulos a pagar 70.000 . Capital Social 90.000 . Fornecedores 35.000 . Clientes 60.000

Com base nos dados acima, elaborar no formato oficial, totalizando os grupos e sub-grupos: 1.1 DRE - Demonstrao do resultado do exerccio 1.2 Balano Patrimonial 2. Operaes com estoques Determinada empresa que exerce a atividade comercial adquiriu 10 unidades de um produto a R$ 100,00 cada, totalizando R$ 1.000,00 de mercadorias para serem revendidas, com o ICMS incluso na nota fiscal na alquota de 7%. Informe qual o valor unitrio que integra o custo do estoque de cada unidade comprada. R$ ______________________________ 3. Alienao do Imobilizado Venda de um imobilizado R$12.000,00, vista banco. Nesta data, o valor original registrado no Imobilizado era de R$ 20.000,00 com o total de depreciaes acumuladas de R$8.000,00. Informe o resultado contbil obtido: _____, ____. Lucro ( ) / Prejuzo ( ) 4. Alienao do Imobilizado Determinada empresa tinha os seguintes saldos: Imobilizado - valor original R$ 20.000 e Depreciao acumulada de R$ 6.000,00. Efetuou a venda deste Imobilizado pelo valor de R$ 15.000. Qual resultado obteve? R$ ________ , _____ ( ) Lucro ( ) Prejuzo 5. Depreciao do Imobilizado Efetuar o clculo da cota de depreciao mensal, pelo mtodo de cotas constantes: veculo adquirido por R$ 30.000,00 com vida til de 5 anos, valor residual de 25% sobre o valor de aquisio. Cota de depreciao mensal R$ ________________ 6. Operaes com estoques Elabore os lanamentos contbeis em razonetes (ao final das operaes, totalizar os saldos de cada conta, fazendo o encerramento do ICMS, determinando o valor a pagar ou a recuperar, elaborar a DRE e Balano Patrimonial) e preencha a ficha de movimentao de estoques. Utilizar o sistema de controle de estoques pelo mtodo do inventrio permanente, com avaliao pela MPM - Mdia Ponderada Mvel ou PMP Mvel, usando-se 2 (duas) casas decimais. a) Compra de estoques para revenda - 10 unidades a R$ 10,00 cada - total R$ 100,00 a prazo, com ICMS de 7% incluso. Seguro (a pagar para seguradora). R$20,00.

12 Cincias Contbeis b) Compra de estoques para revenda - 10 unidades a R$ 15,00 cada - total R$ 150,00 a prazo, com ICMS de 12% incluso. Seguro (a pagar p/seguradora) R$ 40,00 e frete (a pagar para transportadora) de R$ 10,00. c) Venda de 15 unidades pelo total de R$ 300,00 a prazo, com ICMS de 17%.

6.1 Ficha de movimentao de estoque - Mdia Ponderada Mvel.

Data Qtde a b c

Entradas Unit Total

Qtde

Sadas Unit Total

Qtde

Saldo Unit

Total

6.2 RazonetesAC - Estoques PC - Fornecedores DRE - Vendas

AC - Clientes

DRE - ICDMS s/vendas

DRE - CMV

PC - Contas a Pagar

6.3 DRE - Demonstrao do Resultado do Exerccio Vendas brutas de mercadorias ( - ) Dedues = Vendas lquidas ( - ) Custos = Resultado bruto 6.4 Balano Patrimonial Balano Patrimonial Ativo Passivo Ativo Circulante Passivo Circulante Clientes Fornecedores Estoques Contas a pagar Patrimnio Lquido Lucros ou prejuzos acumulados Total Ativo Total Passivo

Submeta o Pr-teste por meio da ferramenta Tarefas.

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UNIDADE 1ASPECTOS GERAIS DA CONTABILIDADE

OBJETIVO DA UNIDADE:Apresentar aspectos da estrutura conceitual bsica da contabilidade (surgimento, campo de atuao, finalidade, usurios da informao contbil).

1.1 Estrutura conceitual bsica da contabilidade1.1.1 Surgimento da Contabilidade

A Contabilidade nasceu com a finalidade de auxiliar os administradores de empresas a partir do momento em que aumentaram o volume e a complexidade para se efetuar a medio do patrimnio das entidades (fsicas ou jurdicas). No incio, em termos de comrcio, existiam as chamadas aventuras, com prazo para incio e trmino dos empreendimentos, onde se reuniam vrios investidores para formar uma empresa, ingressavam com determinado capital para realizar alguma operao comercial (viagem, por exemplo), e, no final do empreendimento, levantavam o valor arrecadado, deduziam o valor investido e distribuam o saldo aos investidores, na proporo do investimento.T0 Capital investido Empresa X T1 Receitas - Custos = Lucro a distribuir

Posteriormente, com a necessidade de efetuar uma mensurao em intervalos menores de tempo (antes do trmino da aventura ou na extino da empresa), como no intervalo de um ano, semestre ou ms, tornou-se mais difcil de registrar e mensurar o patrimnio das entidades. Para padronizar os critrios, as diversas entidades ou rgos reguladores da rea contbil criaram mecanismos, a partir da edio dos princpios de contabilidade geralmente aceitos, condio prvia para criar possibilidade de comparar os relatrios divulgados pelas diversas empresas. Assim chegamos chamada Contabilidade Societria (ou fiscal - segue as normas) e Contabilidade Gerencial, que se utiliza de critrios econmicos para mensurar o patrimnio.1.1.2 Campo de Atuao da Contabilidade

A Contabilidade, na qualidade de cincia aplicada, com metodologia especialmente concebida para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenmenos que afetam as situaes patrimoniais, financeiras e econmicas de qualquer ente, seja este pessoa fsica, entidade de finalidades no lucrativas, empresa, seja mesmo pessoa de Direito Pblico, tais como Estado, Municpio, Unio, Autarquia, etc., tem um campo de atuao circunscrito s entidades supramencionadas, o que equivale a dizer muito amplo (Iudcibus et al 1998:21).1.1.3 Finalidade da Contabilidade

Entre as vrias finalidades, podemos considerar que devem ser definidos com maior clareza os principais objetivos da Contabilidade em termos de divulgao de informaes: a) Se fornecer aos usurios, independente de sua natureza, um conjunto bsico de informaes que atendam bem a todos; ou b) Se a contabilidade deveria fornecer informaes diferenciadas, para cada tipo de usurio.

14 Cincias Contbeis Caso considerarmos o relatrio 10/93 AICPA "a funo fundamental da contabilidade... tem permanecido inalterada desde os seus primrdios. Sua finalidade prover os usurios dos demonstrativos financeiros com informaes que os ajudaro a tomar decises", a contabilidade no atende seus objetivos. Conforme Iudcibus (CRCSP:22), "uma das finalidades da contabilidade a avaliao de desempenho de perodos passados; outra, muito importante, fornecer informaes hbeis para tomada de decises gerenciais". Acrescenta:um investidor criterioso no vai deixar de utilizar a anlise de desempenho de perodos passados, para decises de hoje (por exemplo, compra de aes da entidade) que tm reflexos no futuro. O que se critica o modelo informacional contbil para tomadas de decises do dia-a-dia. Em geral, a Contabilidade fornece custos e preos, quando o tomador de decises est mais interessado em mercado e em valor econmico.

Para Iudcibus, a contabilidade deve atender as demandas sociais e no preocupar-se apenas em atender aos proprietrios, em termos de necessidade de informaes, devendo haver uma padronizao das informaes contbeis, atravs de normas editadas por organismos reguladores, como o AICPA, FASB, e, at mesmo governos. Deste modo, evita-se a utilizao de padres diferentes, com reflexos na comparabilidade das informaes, pois sem uma regulamentao, "haveria demonstraes contbeis extremamente avanadas em alguns casos e em outros, pobreza de informao". Aqui est a chave da questo: sem regulamentao haveria uma certa "liberdade" para a elaborao de demonstraes contbeis, que poderiam ser extremamente danosas para seus usurios, pois se considerarmos os fatores como normas, qualificao, condies materiais, tecnolgicas e remunerao, dentre outros, com muito pouco esforo podemos visualizar o caos que reinaria neste ambiente.1.1.4 O objetivo das demonstraes contbeis CPC 00 12. O objetivo das demonstraes contbeis fornecer informaes sobre a posio patrimonial e financeira, o desempenho e as mudanas na posio financeira da entidade, que sejam teis a um grande nmero de usurios em suas avaliaes e tomadas de deciso econmica. 13. Demonstraes contbeis preparadas de acordo com o item 12 atendem s necessidades comuns da maioria dos usurios. Entretanto, as demonstraes contbeis no fornecem todas as informaes que os usurios possam necessitar, uma vez que elas retratam os efeitos financeiros de acontecimentos passados e no incluem, necessariamente, informaes no-financeiras. 14. Demonstraes contbeis tambm objetivam apresentar os resultados da atuao da Administrao na gesto da entidade e sua capacitao na prestao de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados. Aqueles usurios que desejam avaliar a atuao ou prestao de contas da Administrao fazem-no com a finalidade de estar em condies de tomar decises econmicas que podem incluir, por exemplo, manter ou vender seus investimentos na entidade ou reeleger ou substituir a Administrao.

1.1.5 Usurios das informaes contbeis e suas necessidades de informao CPC 00 9. 9 Entre os usurios das demonstraes contbeis incluem-se investidores atuais e potenciais, empregados, credores por

Cincias Contbeis 15emprstimos, fornecedores e outros credores comerciais, clientes, governos e suas agncias e o pblico. Eles usam as demonstraes contbeis para satisfazer algumas das suas diversas necessidades de informao. Essas necessidades incluem: (a) Investidores. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informaes para ajud-los a decidir se devem comprar, manter ou vender investimentos. Os acionistas tambm esto interessados em informaes que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar dividendos. (b) Empregados. Os empregados e seus representantes esto interessados em informaes sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Tambm se interessam por informaes que lhes permitam avaliar a capacidade que tem a entidade de prover sua remunerao, seus benefcios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. (c) Credores por emprstimos. Estes esto interessados em informaes que lhes permitam determinar a capacidade da entidade em pagar seus emprstimos e os correspondentes juros no vencimento. (d) Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credores esto interessados em informaes que lhes permitam avaliar se as importncias que lhes so devidas sero pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comerciais provavelmente estaro interessados em uma entidade por um perodo menor do que os credores por emprstimos, a no ser que dependam da continuidade da entidade como um cliente importante. (e) Clientes. Os clientes tm interesse em informaes sobre a continuidade operacional da entidade, especialmente quando tm um relacionamento a longo-prazo com ela, ou dela dependem como fornecedor importante. (f) Governo e suas agncias. Os governos e suas agncias esto interessados na destinao de recursos e, portanto, nas atividades das entidades. Necessitam tambm de informaes a fim de regulamentar as atividades das entidades, estabelecer polticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatsticas semelhantes. (g) Pblico. As entidades afetam o pblico de diversas maneiras. Elas podem, por exemplo, fazer contribuio substancial economia local de vrios modos, inclusive empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. As demonstraes contbeis podem ajudar o pblico fornecendo informaes sobre a evoluo do desempenho da entidade e os desenvolvimentos recentes.

Para Iudcibus (CRCSP: 20), alm dos proprietrios "em princpio, toda a sociedade est interessada no uso de recursos que uma corporao faz, tendo se juntado, recentemente, a preocupao social, laborial e ambiental". Portanto, a evoluo bem como a reviso dos procedimentos contbeis, so necessrios para que se atendam as necessidades e expectativas dos seus usurios. A contabilidade, para atingir seus objetivos e demonstrar atravs do patrimnio lquido o valor real das entidades, deve revisar seus procedimentos, avaliar as necessidades dos seus usurios, observar o ambiente e as mudanas que ocorrem no mundo sistematicamente. Para Guerreiro in Catelli (1999:86):

16 Cincias ContbeisUm dos usurios mais importantes da informao contbil o investidor, responsvel pela prpria existncia da entidade. Esse usurio especial no est preocupado com custos, mas sim com valores, no est interessado prioritariamente no confronto entre receitas realizadas com custos expirados, mas sim no incremento em sua parcela de riqueza alocada nessa entidade, no est preocupado com quanto foi seu investimento, mas sim com quanto vale seu capital.

1.1.6 Pressupostos Bsicos CPC 00 Regime de Competncia 22.A fim de atingir seus objetivos, demonstraes contbeis so preparadas conforme o regime contbil de competncia. Segundo esse regime, os efeitos das transaes e outros eventos so reconhecidos quando ocorrem (e no quando caixa ou outros recursos financeiros so recebidos ou pagos) e so lanados nos registros contbeis e reportados nas demonstraes contbeis dos perodos a que se referem. As demonstraes contbeis preparadas pelo regime de competncia informam aos usurios no somente sobre transaes passadas envolvendo o pagamento e recebimento de caixa ou outros recursos financeiros, mas tambm sobre obrigaes de pagamento no futuro e sobre recursos que sero recebidos no futuro. Dessa forma, apresentam informaes sobre transaes passadas e outros eventos que sejam as mais teis aos usurios na tomada de decises econmicas. O regime de competncia pressupe a confrontao entre receitas e despesas que destacada nos itens 95 e 96. Continuidade 23.As demonstraes contbeis so normalmente preparadas no pressuposto de que a entidade continuar em operao no futuro previsvel. Dessa forma, presume-se que a entidade no tem a inteno nem a necessidade de entrar em liquidao, nem reduzir materialmente a escala das suas operaes; se tal inteno ou necessidade existir, as demonstraes contbeis tero que ser preparadas numa base diferente e, nesse caso, tal base dever ser divulgada.

Verificamos que todas as opinies convergem para a constatao de que a Contabilidade deve atender seus usurios com as informaes necessrias para as tomadas de decises, que o valor do Patrimnio Lquido deve refletir efetivamente o valor da sociedade. A questo que permanece se a contabilidade tem capacidade de alcanar este objetivo. Tem? Certamente que sim. Precisa apenas definir com clareza as necessidades de informaes de seus usurios e utilizar o modelo de mensurao mais adequado. Um aspecto importante que deve ser observado o fato de que o usurio deve ser informado deste fato, ser capacitado para analisar as informaes, considerando a finalidade para a qual foi elaborada e gerada, evitando-se deste modo distores ao interpretar os relatrios. Afinal, acreditamos que deve existir um modelo de demonstrao contbil "gerencial" que atenda as mltiplas necessidades dos usurios, enquanto no seja feita uma padronizao da chamada contabilidade aplicada ou legal pelos organismos reguladores citados anteriormente. Quando a rea contbil atingir este nvel de operacionalizar modelos de mensurao para atender necessidades especficas dos usurios da informao, ter alcanado um enorme avano como cincia. A preocupao em atender aspectos fiscais se tornar definitivamente secundria, havendo necessidade da profisso criar "degraus" de habilitao profissional na seqncia dos exames de suficincia recm implantados. Inicialmente, os profissionais habilitados no exame de suficincia,

Cincias Contbeis 17 seriam aptos para responder tecnicamente por micro e pequenas empresas (poderia haver uma classificao das empresas pelo valor de seu Patrimnio Lquido) por determinado perodo; no degrau seguinte, poderia ser habilitado para responder tecnicamente por pequenas empresas, e assim sucessivamente. Somente aps cumprir vrias etapas os profissionais poderiam ser habilitados para responder por grandes corporaes. No pode continuar a situao atual, onde o profissional contbil recm-formado sai habilitado para atender ou responder tecnicamente por todos os portes de empresas, e em outras reas onde o fato mais grave, como a mdica, por exemplo, onde profissionais recm-formados, ou que deixaram de exercer a profisso, ou mesmo que no vm atualizando-se ao longo do tempo, podem efetuar cirurgias complexas, colocando em risco a vida dos pacientes.

1.2 Caractersticas Qualitativas das Demonstraes ContbeisCPC 00 24. As caractersticas qualitativas so os atributos que tornam as demonstraes contbeis teis para os usurios. As quatro principais caractersticas qualitativas so: compreensibilidade, relevncia, confiabilidade e comparabilidade. Compreensibilidade 25. Uma qualidade essencial das informaes apresentadas nas demonstraes contbeis que elas sejam prontamente entendidas pelos usurios. Para esse fim, presume-se que os usurios tenham um conhecimento razovel dos negcios, atividades econmicas e contabilidade e a disposio de estudar as informaes com razovel diligncia. Todavia, informaes sobre assuntos complexos que devam ser includas nas demonstraes contbeis por causa da sua relevncia para as necessidades de tomada de deciso pelos usurios no devem ser excludas em nenhuma hiptese, inclusive sob o pretexto de que seria difcil para certos usurios as entenderem. Relevncia 26. Para serem teis, as informaes devem ser relevantes s necessidades dos usurios na tomada de decises. As informaes so relevantes quando podem influenciar as decises econmicas dos usurios, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados, presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliaes anteriores. 27. As funes de previso e confirmao das informaes so inter-relacionadas. Por exemplo, informaes sobre o nvel atual e a estrutura dos ativos tm valor para os usurios na tentativa de prever a capacidade que a entidade tenha de aproveitar oportunidades e a sua capacidade de reagir a situaes adversas. As mesmas informaes tm o papel de confirmar as previses passadas sobre, por exemplo, a forma na qual a entidade seria estruturada ou o resultado de operaes planejadas. 28. Informaes sobre a posio patrimonial e financeira e o desempenho passado so freqentemente utilizadas como base para projetar a posio e o desempenho futuros, assim como outros assuntos nos quais os usurios estejam diretamente interessados, tais como pagamento de dividendos e salrios, alteraes no preo das aes e a capacidade que a entidade tenha de atender seus compromissos medida que se tornem devidos. Para terem valor como previso, as informaes no precisam estar em forma de projeo explcita. A capacidade de fazer previses com base nas demonstraes contbeis pode ser ampliada, entretanto, pela forma como as informaes sobre

18 Cincias Contbeistransaes e eventos anteriores so apresentadas. Por exemplo, o valor da demonstrao do resultado como elemento de previso ampliado quando itens incomuns, anormais e espordicos de receita ou despesa so divulgados separadamente. Materialidade 29. A relevncia das informaes afetada pela sua natureza e materialidade. Em alguns casos, a natureza das informaes, por si s, suficiente para determinar a sua relevncia. Por exemplo, reportar um novo segmento em que a entidade tenha passado a operar poder afetar a avaliao dos riscos e opor tunidades com que a entidade se depara, independentemente da materialidade dos resultados atingidos pelo novo segmento no perodo abrangido pelas demonstraes contbeis. Em outros casos, tanto a natureza quanto a materialidade so importantes; por exemplo: os valores dos estoques existentes em cada uma das suas principais classes, conforme a classificao apropriada ao negcio. 30. Uma informao material se a sua omisso ou distoro puder influenciar as decises econmicas dos usurios, tomadas com base nas demonstraes contbeis. A materialidade depende do tamanho do item ou do erro, julgado nas circunstncias especficas de sua omisso ou distoro. Assim, materialidade proporciona um patamar ou ponto de corte ao invs de ser uma caracterstica qualitativa primria que a informao necessita ter para ser til. Confiabilidade 31. Para ser til, a informao deve ser confivel, ou seja, deve estar livre de erros ou vieses relevantes e representar adequadamente aquilo que se prope a representar. 32. Uma informao pode ser relevante, mas a tal ponto no confivel em sua natureza ou divulgao que o seu reconhecimento pode potencialmente distorcer as demonstraes contbeis. Por exemplo, se a validade legal e o valor de uma reclamao por danos em uma ao judicial movida contra a entidade so questionados, pode ser inadequado reconhecer o valor total da reclamao no balano patrimonial, embora possa ser apropriado divulgar o valor e as circunstncias da reclamao. Representao adequada 33. Para ser confivel, a informao deve representar adequadamente as transaes e outros eventos que ela diz representar. Assim, por exemplo, o balano patrimonial numa determinada data deve representar adequadamente as transaes e outros eventos que resultam em ativos, passivos e patrimnio lquido da entidade e que atendam aos critrios de reconhecimento. 34. A maioria das informaes contbeis est sujeita a algum risco de ser menos do que uma representao fiel daquilo que se prope a retratar. Isso pode decorrer de dificuldades inerentes identificao das transaes ou outros eventos a serem avaliados ou identificao e aplicao de tcnicas de mensurao e apresentao que possam transmitir, adequadamente, informaes que correspondam a tais transaes e eventos. Em certos casos, a mensurao dos efeitos financeiros dos itens pode ser to incerta que no apropriado o seu reconhecimento nas demonstraes contbeis; por exemplo, embora muitas entidades gerem, internamente, gio decorrente de expectativa de rentabilidade futura ao longo do tempo (goodwill), usualmente difcil identificar ou mensurar esse gio com confiabilidade. Em outros casos, entretanto, pode ser relevante reconhecer itens e divulgar o risco de erro

Cincias Contbeis 19envolvendo o seu reconhecimento e mensurao. Primazia da Essncia sobre a Forma 35. Para que a informao represente adequadamente as transaes e outros eventos que ela se prope a representar, necessrio que essas transaes e eventos sejam contabilizados e apresentados de acordo com a sua substncia e realidade econmica, e no meramente sua forma legal. A essncia das transaes ou outros eventos nem sempre consistente com o que aparenta ser com base na sua forma legal ou artificialmente produzida. Por exemplo, uma entidade pode vender um ativo a um terceiro de tal maneira que a documentao indique a transferncia legal da propriedade a esse terceiro; entretanto, podero existir acordos que assegurem que a entidade continuar a usufruir os futuros benefcios econmicos gerados pelo ativo e o recomprar depois de um certo tempo por um montante que se aproxima do valor original de venda acrescido de juros de mercado durante esse perodo. Em tais circunstncias, reportar a venda no representaria adequadamente a transao formalizada. Neutralidade 36. Para ser confivel, a informao contida nas demonstraes contbeis deve ser neutra, isto , imparcial. As demonstraes contbeis no so neutras se, pela escolha ou apresentao da informao, elas induzirem a tomada de deciso ou um julgamento, visando atingir um resultado ou desfecho predeterminado. Prudncia 37. Os preparadores de demonstraes contbeis se deparam com incertezas que inevitavelmente envolvem certos eventos e circunstncias, tais como a possibilidade de recebimento de contas a receber de liquidao duvidosa, a vida til provvel das mquinas e equipamentos e o nmero de reclamaes cobertas por garantias que possam ocorrer. Tais incertezas so reconhecidas pela divulgao da sua natureza e extenso e pelo exerccio de prudncia na preparao das demonstraes contbeis. Prudncia consiste no emprego de um certo grau de precauo no exerccio dos julgamentos necessrios s estimativas em certas condies de incerteza, no sentido de que ativos ou receitas no sejam superestimados e que passivos ou despesas no sejam subestimados. Entretanto, o exerccio da prudncia no permite, por exemplo, a criao de reservas ocultas ou provises excessivas, a subavaliao deliberada de ativos ou receitas, a superavaliao deliberada de passivos ou despesas, pois as demonstraes contbeis deixariam de ser neutras e, portanto, no seriam confiveis. Integridade 38. Para ser confivel, a informao constante das demonstraes contbeis deve ser completa, dentro dos limites de materialidade e custo. Uma omisso pode tornar a informao falsa ou distorcida e, portanto, no-confivel e deficiente em termos de sua relevncia. Comparabilidade 39. Os usurios devem poder comparar as demonstraes contbeis de uma entidade ao longo do tempo, a fim de identificar tendncias na sua posio patrimonial e financeira e no seu desempenho. Os usurios devem tambm ser capazes de comparar as demonstraes contbeis de diferentes entidades a fim de avaliar, em termos relativos, a sua posio patrimonial e financeira, o desempenho e as mutaes na posio financeira. Conseqentemente, a mensurao e apresentao dos efeitos financeiros de transaes semelhantes e outros eventos devem ser feitas de modo consistente pela entidade, ao longo dos diversos perodos, e tambm por entidades diferentes.

20 Cincias Contbeis

40. Uma importante implicao da caracterstica qualitativa da comparabilidade que os usurios devem ser informados das prticas contbeis seguidas na elaborao das demonstraes contbeis, de quaisquer mudanas nessas prticas e tambm o efeito de tais mudanas. Os usurios precisam ter informaes suficientes que lhes permitam identificar diferenas entre as prticas contbeis aplicadas a transaes e eventos semelhantes, usadas pela mesma entidade de um perodo a outro e por diferentes entidades. A observncia dos Pronunciamentos Tcnicos, inclusive a divulgao das prticas contbeis utilizadas pela entidade, ajudam a atingir a comparabilidade. 41. A necessidade de comparabilidade no deve ser confundida com mera uniformidade e no se deve permitir que se torne um impedimento introduo de normas contbeis aperfeioadas. No apropriado que uma entidade continue contabilizando da mesma maneira uma transao ou evento se a prtica contbil adotada no est em conformidade com as caractersticas qualitativas de relevncia e confiabilidade. Tambm inapropriado manter prticas contbeis quando existem alternativas mais relevantes e confiveis. 42. Tendo em vista que os usurios desejam comparar a posio patrimonial e financeira, o desempenho e as mutaes na posio financeira ao longo do tempo, importante que as demonstraes contbeis apresentem as correspondentes informaes de perodos anteriores. Limitaes na relevncia e na confiabilidade das informaes Limitaes na Relevncia e na Confiabilidade das Informaes Tempestividade 43. Quando h demora indevida na divulgao de uma informao, possvel que ela perca a relevncia. A Administrao da entidade necessita ponderar os mritos relativos entre a tempestividade da divulgao e a confiabilidade da informao fornecida. Para fornecer uma informao na poca oportuna pode ser necessrio divulg-la antes que todos os aspectos de uma transao ou evento sejam conhecidos, prejudicando assim a sua confiabilidade. Por outro lado, se para divulgar a informao a entidade aguardar at que todos os aspectos se tornem conhecidos, a informao pode ser altamente confivel, porm de pouca utilidade para os usurios que tenham tido necessidade de tomar decises nesse nterim. Para atingir o adequado equilbrio entre a relevncia e a confiabilidade, o princpio bsico consiste em identificar qual a melhor forma para satisfazer as necessidades do processo de deciso econmica dos usurios. Equilbrio entre custo e benefcio 44. O equilbrio entre o custo e o benefcio uma limitao de ordem prtica, ao invs de uma caracterstica qualitativa. Os benefcios decorrentes da informao devem exceder o custo de produzi-la. A avaliao dos custos e benefcios , entretanto, em essncia, um exerccio de julgamento. Alm disso, os custos no recaem, necessariamente, sobre aqueles usurios que usufruem os benefcios. Os benefcios podem tambm ser aproveitados por outros usurios, alm daqueles para os quais as informaes foram preparadas; por exemplo, o fornecimento de maiores informaes aos credores por emprstimos pode reduzir os custos financeiros da entidade. Por essas razes, difcil aplicar o teste de custo benefcio em qualquer caso especfico. No obstante, os rgos normativos em especial, assim como os elaboradores e usurios das demonstraes contbeis, devem estar conscientes dessa

Cincias Contbeis 21limitao. Equilbrio entre caractersticas qualitativas 45. Na prtica, freqentemente necessrio um balanceamento entre as caractersticas qualitativas. Geralmente, o objetivo atingir um equilbrio apropriado entre as caractersticas, a fim de satisfazer aos objetivos das demonstraes contbeis. A importncia relativa das caractersticas em diferentes casos uma questo de julgamento profissional.

1.3 Conceito de lucroExistem diversas definies de lucro, conforme sua finalidade. A primeira idia, simplista, aos olhos dos usurios, que lucro o excesso de receitas sobre as despesas em um determinado perodo. Este entendimento decorre da forma com que os fundamentos bsicos da contabilidade, em sua abordagem inicial so tratados de modo simplista, sem maiores cuidados conceituais, gerando desde este momento prejuzos de entendimento por parte dos futuros usurios. O entendimento mais correto aquele em que o lucro mensurado pela variao do patrimnio lquido em funo da movimentao dos ativos, no sendo possvel mensurar o lucro separadamente dos ativos. Outro entendimento considera que o lucro no deve ser apenas um resultado pela utilizao do capital, mas deve proporcionar fluxo de riqueza a seus proprietrios. Iudcibus (CRCSP:19), atualizando o conceito de Hicks para o ambiente atual, entende que "Lucro, em Contabilidade, o que se pode distribuir durante um perodo, mantendo a potencialidade do patrimnio lquido inicial, intacta". Analisa que a definio de Hicks foi indevidamente interpretada como um conceito esttico de manuteno do patrimnio, quando deveria definir qual patrimnio se deseja manter, aps a distribuio do resultado: a valores histricos, a valores correntes, a custo histrico corrigido, a custo histrico corrigido mais um fato c de crescimento, valor corrente corrigido mais um fator c de crescimento, etc. Para cada critrio de avaliao mencionado teremos um valor para o Patrimnio Lquido, a ser divulgado pelas demonstraes contbeis. Qual o critrio correto? Qual o errado? Nenhum e todos ao mesmo tempo. Depende da finalidade das informaes, das necessidades dos usurios, contempladas no modelo de mensurao adotado pela entidade. Pelo fato de que os principais crticos desconhecem estas amplas possibilidades que a contabilidade oferece que a mesma recebe as mais injustas crticas. Hendricksen & Van Breda (1999:200), conceituando lucro no nvel sinttico, consideram:As convenes e regras se tornam lgicas e coerentes porque se baseiam em premissas e conceitos desenvolvidos a partir da prtica existente. Entretanto, conceitos tais como realizao, vinculao, regime de competncia e alocao de custos s podem ser definidos em termos de regras precisas, porque no possuem contrapartidas no mundo real. Os contadores tm utilizado esses termos com tanta freqncia e por tanto tempo que tendem a aceit-los como possuidores de interpretao no mundo real. difcil aceitar o fato de que no possuem significado fora de seu limitado papel na lgica da estrutura contbil.

Quanto ao que deve ser includo no lucro, complementam os referidos autores (1999:207/208):

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Um dos principais objetivos da empresa a maximizao do fluxo de dividendos aos acionistas ao longo de toda a vida da empresa, ou a maximizao do valor de liquidao ou valor de mercado da empresa ao final de sua vida, ou em pontos intermedirios, ou alguma combinao desses valores [...] Contudo, os objetivos mais comuns de mensurao do lucro exigem mensuraes em perodos mais curtos, para facilitar o controle e a tomada de deciso por acionistas, credores e administradores em bases contnuas ou peridicas. A mensurao global do lucro ao longo de toda a vida da empresa no oferece informaes quando so mais teis, e tampouco descreve as causas de sucesso ou insucesso (grifo nosso).

Hendricksen & Van Breda (1999:181/182) fazem uma distino entre capital e lucro:Usando a linguagem do economista americano Irving Fisher, capital um estoque de riqueza num dado momento. Lucro um fluxo de servios por unidade de tempo. O capital a representao concreta de servios futuros, e o lucro o desfrute desses servios num dado perodo. [...]Enquanto o capital ainda visto como estoque de riqueza capaz de gerar servios futuros, o lucro visto como fluxo de riqueza ou benefcios acima do necessrio para manter o capital constante.

Ainda Hendricksen & Van Breda (1999:181) complementam, a respeito do conceito de lucro e de variao de riqueza:Os contadores, frequentemente, referem-se a dois conceitos econmicos, baseados na observao da realidade, como pontos de partida lgicos para a definio de um conceito de lucro em termos contbeis. Esses dois conceitos econmicos so a variao da riqueza e a maximizao de lucro sob condies especificadas de estrutura de mercado, demanda de produtos e custos de fatores de produo. Esses conceitos esto implcitos nas declaraes do Financial Accounting Standards Board (FASB) no sentido de que: O lucro, no sentido amplo, a variao do patrimnio de uma empresa durante um perodo. O teste do sucesso (ou insucesso) das operaes de uma empresa a medida pela qual o dinheiro obtido superior (ou inferior) ao dinheiro gasto (investido) no longo prazo. O primeiro o conceito de preservao de capital, e o ltimo uma verso do conceito de maximizao de lucro. Os economistas tm procurado refinar os dois conceitos com observaes do mundo real, muito embora divirjam quanto a sua importncia. Entretanto, os economistas no tm sido muito teis em termos da soluo dos problemas de mensurao associados a esses conceitos. Em conseqncia, os contadores tm optado por aplicar regras precisas de mensurao de lucro, independentemente de quanto se aproximam da mensurao dos conceitos dos economistas.

Baseado em um modelo de mensurao econmico do lucro, Guerreiro in Catelli (1999:86) considera que "s existe um conceito relevante de lucro para a avaliao do sucesso do investimento e para a avaliao do desempenho do administrador: o incremento do valor presente da entidade". Complementa que "Dois parmetros so essencialmente importantes no processo de avaliao do conceito de lucro: Utilidade (Relevncia) e Praticabilidade (Objetividade). O lucro contbil enfatiza a objetividade e o lucro econmico demanda uma dose considervel de subjetividade".

1.3.1 Lucro Contbil

Cincias Contbeis 23

O lucro contbil apresenta algumas caractersticas diferentes do lucro econmico. Hendricksen & Van Breda (1999:199) consideram que "o conceito de lucro sob o regime de competncia continua a ser questionado como medida fundamental; entretanto, do ponto de vista internacional, descreve efetivamente a atividade contbil". O lucro contbil apresenta como caractersticas: maior objetividade, apurao pelo confronto entre receitas realizadas e custos consumidos, ativos avaliados na base de custos originais, o patrimnio lquido aumentado pelo lucro, nfase de custos, no reconhece ganhos no realizados, no efetuam ajustes em funo de mudanas nos nveis de preos dos bens na economia, amarrao do lucro condio de distribuio de dividendos, no reconhecimento do goodwill e utilizao de regras e critrios dogmticos. Guerreiro in Catelli (1999:84), entende que "em termos contbeis, o lucro corresponde ao resduo derivado do confronto entre a receita realizada e o custo consumido". Carvalho (in aula:2001) sobre a afirmativa que o lucro contbil objetivo, em sua mensurao, entende que "o balano tem trs coisas objetivas: data, caixa e quantidade de aes em circulao. Todo o resto um exerccio de subjetividade, de juzo de valor".1.3.2 Lucro Econmico

Guerreiro in Catelli (1999:84) considera que "a principal tarefa na mensurao do lucro econmico consiste em comparar o valor capitalizado dos recebimentos lquidos futuros no incio e no final de cada perodo. O lucro somente aparece quando existe um incremento do valor capitalizado". Avaliar a valor presente, os ativos e passivos, bem como os benefcios futuros que sero gerados pela empresa parece a forma mais correta de demonstrar e apurar o resultado certo. O lucro econmico, por sua vez, apresenta as seguintes caractersticas: maior subjetividade, apurao pelo incremento no valor presente do patrimnio lquido, os ativos so avaliados pelo valor presente do fluxo de benefcios futuros, o lucro deriva do aumento do patrimnio lquido da entidade, nfase de valores, reconhecimento de ganhos realizados e no realizados, ajustes devidos a mudanas nos nveis de preos dos bens na economia, amarrao do lucro condio de aumento da riqueza, independentemente de condies de distribuio de dividendos, reconhecimento do goodwill e utilizao de regras e critrios econmicos. Temos um paradoxo: por um lado, o lucro contbil to questionado possui critrios mais objetivos, existindo normas para sua operacionalizao. O lucro econmico tem maior subjetividade, inexistindo normas e padres definidos.1.3.3 Mensurao do Lucro

Conforme Martins (2000:28):So vrias as formas de se medir o patrimnio e o lucro de uma empresa, desde o Custo Histrico, com base nas transaes ocorridas, passando pelo Custo Corrente, considerando a reposio dos fatores de produo sendo consumidos, avaliando cada ativo e passivo pelo seu Valor Lquido de Realizao e chegando ao Valor Presente dos Fluxos de Caixa Futuros. Todas elas consideram, no fundo, um nico objeto: o caixa. Consideram o caixa acontecido, a acontecer, o que aconteceria se ativos e passivos fossem vendidos, o caixa esperado por transaes futuras. Em suma, todo lucro ou implica a figura do caixa; todas as formas de avaliao, ao final, chegam ao mesmo lucro e ao mesmo caixa, com o problema apenas da inflao e do custo de oportunidade.

24 Cincias Contbeis1.3.3.1 Mensurao dos elementos das Demonstraes Contbeis CPC 00 99. Mensurao o processo que consiste em determinar os valores pelos quais os elementos das demonstraes contbeis devem ser reconhecidos e apresentados no balano patrimonial e na demonstrao do resultado. Esse processo envolve a seleo de uma base especfica de mensurao. 100. Diversas bases de mensurao so empregadas em diferentes graus e em variadas combinaes nas demonstraes contbeis. Essas bases incluem o seguinte: (a) Custo histrico. Os ativos so registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que so entregues para adquiri-los na data da aquisio, podendo ou no ser atualizados pela variao na capacidade geral de compra da moeda. Os passivos so registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigao ou, em algumas circunstncias (por exemplo, imposto de renda), pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa que sero necessrios para liquidar o passivo no curso normal das operaes, podendo tambm, em certas circunstncias, ser atualizados monetariamente. (b) Custo corrente. Os ativos so reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balano. Os passivos so reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, no descontados, que seriam necessrios para liquidar a obrigao na data do balano. (c) Valor realizvel (valor de realizao ou de liquidao). Os ativos so mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela venda numa forma ordenada. Os passivos so mantidos pelos seus valores de liquidao, isto , pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, no descontados, que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigaes no curso normal das operaes da entidade. (d) Valor presente. Os ativos so mantidos pelo valor presente, descontado, do fluxo futuro de entrada lquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operaes da entidade. Os passivos so mantidos pelo valor presente, descontado, do fluxo futuro de sada lquida de caixa que se espera seja necessrio para liquidar o passivo no curso normal das operaes da entidade. 101. A base de mensurao mais comumente adotada pelas entidades na preparao de suas demonstraes contbeis o custo histrico. Ele normalmente combinado com outras bases de avaliao. Por exemplo, os estoques so geralmente mantidos pelo menor valor entre o custo e o valor lquido de realizao, os ttulos e aes negociveis podem em determinadas circunstncias ser mantidos a valor de mercado e os passivos decorrentes de penses so mantidos pelo valor presente de tais benefcios no futuro. Alm disso, em algumas circunstncias entidades usam a base de custo corrente como uma resposta incapacidade do modelo contbil de custo histrico enfrentar os efeitos das mudanas de preos dos ativos no-monetrios.

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1.4 Demonstraes ContbeisAs demonstraes contbeis so o meio pelo qual as informaes acumuladas e processadas pela contabilidade so comunicadas a seus usurios, bem como uma prestao de contas da administrao a seus acionistas e a terceiros. (ATTIE, 1998) Devem exprimir com clareza a situao patrimonial e financeira da companhia e as mutaes ocorridas no exerccio: BP: Balano Patrimonial; DRE: Demonstrao do Resultado do Exerccio; DMPL: Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido; DFC: Demonstrao dos Fluxos de Caixa ( Companhia fechada com patrimnio na data do balano inferior a R$2000.00,00 (dois milhes de reais) no ser obrigada elaborao e publicao. DVA: Demonstrao do valor adicionado ( se companhia aberta) A DOAR foi substituda pela DFC pela Lei 11.638/07. Devem ser complementadas por notas explicativas, indicando os principais critrios de avaliao; investimentos em outras companhias; nus, garantias; ajustes de exerccios anteriores; eventos com reflexos em perodos seguintes.CPC 26 Finalidade das demonstraes contbeis 9. As demonstraes contbeis so uma representao estruturada da posio patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. O objetivo das demonstraes contbeis o de proporcionar informao acerca da posio patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja til a um grande nmero de usurios em suas avaliaes e tomada de decises econmicas. As demonstraes contbeis tambm objetivam apresentar os resultados da atuao da administrao na gesto da entidade e sua capacitao na prestao de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados. Para satisfazer a esse objetivo, as demonstraes contbeis proporcionam informao da entidade acerca do seguinte: (a) ativos; (b) passivos; (c) patrimnio lquido; (d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas; (e) alteraes no capital prprio mediante integralizaes dos proprietrios e distribuies a eles; e (f) fluxos de caixa. Essas informaes, juntamente com outras informaes constantes das notas explicativas, ajudam os usurios das demonstraes contbeis na previso dos futuros fluxos de caixa da entidade e, em particular, a poca e o grau de certeza de sua gerao. Conjunto completo de demonstraes contbeis 10. O conjunto completo de demonstraes contbeis inclui: (a) balano patrimonial ao final do perodo; (b) demonstrao do resultado do perodo; (c) demonstrao do resultado abrangente do perodo; (d) demonstrao das mutaes do patrimnio lquido do perodo; (e) demonstrao dos fluxos de caixa do perodo; (f) demonstrao do valor adicionado do perodo, conforme Pronunciamento Tcnico CPC 09 Demonstrao do Valor Adicionado, se exigido legalmente ou por algum rgo regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente;

26 Cincias Contbeis(g) notas explicativas, compreendendo um resumo das polticas contbeis significativas e outras informaes explanatrias; e (h) balano patrimonial no incio do perodo mais antigo comparativamente apresentado quando a entidade aplica uma poltica contbil retroativamente ou procede reapresentao de itens das demonstraes contbeis, ou ainda quando procede reclassificao de itens de suas demonstraes contbeis. A demonstrao do resultado abrangente pode ser apresentada em quadro demonstrativo prprio ou dentro das mutaes do patrimnio lquido (ver exemplo anexo). Consideraes gerais Apresentao apropriada e conformidade com as prticas contbeis brasileiras 15. As demonstraes contbeis devem representar apropriadamente a posio financeira e patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade. Para apresentao adequada, necessria a representao confivel dos efeitos das transaes, outros eventos e condies de acordo com as definies e critrios de reconhecimento para ativos, passivos, receitas e despesas como estabelecidos na Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis. Presume-se que a aplicao dos Pronunciamentos, Orientaes e Interpretaes, com divulgao adicional quando necessria, resulta em demonstraes contbeis que representam apropriadamente o que se prope a retratar. 16. A entidade cujas demonstraes contbeis esto em conformidade com os Pronunciamentos, Interpretaes e Orientaes do CPC deve declarar de forma explcita e sem reservas essa conformidade nas notas explicativas. A entidade no descreve suas demonstraes contbeis como estando de acordo com esses Pronunciamentos, Interpretaes e Orientaes a menos que cumpra todos os seus requisitos. 17. Em praticamente todas as circunstncias, a representao apropriada obtida pela confor midade com os Pronunciamentos, Interpretaes e Orientaes aplicveis. A representao apropriada tambm exige que a entidade: (a) selecione e aplique polticas contbeis de acordo com o Pronunciamento Tcnico CPC 23 Polticas Contbeis, Mudana de Estimativa e Retificao de Erro. Esse Pronunciamento estabelece uma hierarquia na orientao que a administrao deve considerar na ausncia de Pronunciamento, Interpretao e Orientao que se aplique especificamente a um item; (b) apresente informao, incluindo suas polticas contbeis, de forma que proporcione informao relevante, confivel, comparvel e compreensvel; (c) proporcione divulgaes adicionais quando o cumprimento dos requisitos especficos contidos nos Pronunciamentos, Interpretaes e Orientaes insuficiente para permitir que os usurios compreendam o impacto de determinadas transaes, outros eventos e condies sobre a posio financeira e patrimonial e o desempenho da entidade. 18. Polticas contbeis inadequadas no podem ser retificadas por meio da divulgao das polticas contbeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgao explicativa. 19. Em circunstncias extremamente raras, nas quais a administrao vier a concluir que a conformidade com um requisito de Pronunciamento, Interpretao ou Orientao conduziria a uma apresentao to enganosa que entraria em

Cincias Contbeis 27conflito com o objetivo das demonstraes contbeis estabelecido na Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis, a entidade no aplicar esse requisito e seguir o disposto no item 20, a no ser que esse procedimento seja terminantemente vedado do ponto de vista legal e regulatrio. 20. Quando a entidade no aplicar um requisito de Pronunciamento, Interpretao ou Orientao ou de acordo com o item 19, deve divulgar: (a) que a administrao concluiu que as demonstraes contbeis apresentam de forma apropriada a posio financeira e patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade; (b) que aplicou os Pronunciamentos, Interpretaes e Orientaes aplicveis, exceto pela no aplicao de um requisito especfico com o propsito de obter representao adequada; (c) o ttulo do Pronunciamento, Interpretao ou Orientao que a entidade no aplicou, a natureza dessa exceo, incluindo o tratamento que o Pronunciamento, Interpretao ou Orientao exigiria, a razo pela qual esse tratamento seria inadequado e entraria em conflito com o objetivo das demonstraes contbeis estabelecido na Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis e o tratamento efetivamente adotado; e (d) para cada perodo apresentado, o impacto financeiro da no aplicao do Pronunciamento, Interpretao ou Orientao vigente em cada item nas demonstraes contbeis que teria sido informado caso tivesse sido cumprido o requisito no aplicado. 21. Quando a entidade no aplicar um requisito de Pronunciamento, Interpretao ou Orientao em perodo anterior, e esse procedimento afetar os montantes reconhecidos nas demonstraes contbeis do perodo corrente, ela deve proceder divulgao estabelecida nos itens 20(c) e (d). 22. O item 21 se aplica, por exemplo, quando a entidade deixa de aplicar em perodo anterior determinado requisito de mensurao de ativos ou passivos contido em Pronunciamento, Interpretao ou Orientao e esse procedimento tem impactos na mensurao de alteraes nesses ativos ou passivos reconhecidos nas demonstraes contbeis do perodo corrente. 23. Em circunstncias extremamente raras, nas quais a administrao vier a concluir que a conformidade com um requisito de Pronunciamento, Interpretao ou Orientao conduziria a uma apresentao to enganosa que entraria em conflito com o objetivo das demonstraes contbeis estabelecido na Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis, mas a estrutura regulatria vigente proibir a no aplicao do requisito, a entidade deve, na maior extenso possvel, reduzir os aspectos inadequados identificados no cumprimento estrito do Pronunciamento, Interpretao ou Orientao divulgando: (a) o ttulo do Pronunciamento, Interpretao ou Orientao em questo, a natureza do requisito e as razes que levaram a administrao a concluir que o cumprimento desse requisito tornaria as demonstraes contbeis to distorcidas e conflitantes com o objetivo das demonstraes contbeis estabelecido na Estrutura Conceitual; e (b) para cada perodo apresentado, os ajustes de cada item nas demonstraes contbeis que a administrao concluiu serem necessrios para se obter uma representao adequada.

28 Cincias Contbeis24. Para a finalidade dos itens 19 a 23, um item de informao entra em conflito com o objetivo das demonstraes contbeis quando no representa fidedignamente as transaes, outros eventos e condies que se prope a representar ou que se poderia esperar razoavelmente que represente e, consequentemente, seria provvel que influenciasse as decises econmicas tomadas pelos usurios das demonstraes contbeis. Ao avaliar se o cumprimento de requisito especfico de Pronunciamento, Interpretao ou Orientao seria inadequado por entrar em conflito com o objetivo das demonstraes contbeis estabelecido na Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis, a administrao deve considerar: (a) a razo pela qual o objetivo das demonstraes contbeis no alcanado nessa circunstncia particular; e (b) a forma como as circunstncias da entidade diferem das circunstncias de outras entidades que cumprem o requisito. Se outras entidades em circunstncias semelhantes cumprem o requisito, h um pressuposto refutvel de que o cumprimento do requisito por parte da entidade no seria inadequado e que no entraria em conflito com o objetivo das demonstraes contbeis estabelecido na Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis.

ESCRITURAO: deve ser em registros permanentes, observando os princpios contbeis, aplicados com uniformidade, pelo regime de competncia. Companhias abertas: devem observar normas da CVM e serem auditadas.CPC 00 Notas explicativas e demonstraes suplementares 21. As demonstraes contbeis tambm englobam notas explicativas, quadros suplementares e outras informaes. Por exemplo, podero conter informaes adicionais que sejam relevantes s necessidades dos usurios sobre itens constantes do balano patrimonial e da demonstrao do resultado. Podero incluir divulgaes sobre os riscos e incertezas que afetem a entidade e quaisquer recursos e/ou obrigaes para os quais no exista obrigatoriedade de serem reconhecidos no balano patrimonial (tais como reservas minerais). Informaes sobre segmentos industriais ou geogrficos e o efeito de mudanas de preos sobre a entidade podem tambm ser fornecidos sob a forma de informaes suplementares.

hora de trabalhar!

Atividade 1.11. Pelo princpio de Conservadorismo ou Prudncia, em caso de dvida, a Contabilidade escolher: a) Menor valor para o Ativo Permanente e o maior valor para o Patrimnio Lquido. b) Maior valor para o Ativo e o maior valor para o Passivo. c) Maior valor para o Passivo e o menor valor para o Ativo. d) Maior valor para o Circulante e para o Patrimnio Lquido. 2. O proprietrio de uma empresa efetuou o pagamento das despesas com a viagem de frias de sua famlia com os recursos da empresa. Qual princpio fundamental de contabilidade esta transao contrariou? Submeta a atividade por meio da ferramenta Tarefas.

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REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS:ATTIE, Willian. Auditoria: conceito e Aplicaes. 3. ed. So Paulo: Atlas, 1998. CATELLI, Armando (Org.). Controladoria: uma abordagem de gesto econmica GECON. So Paulo: Atlas, 1999. FISHER, Irving. The nature of capital and income. New York: Macmillan, 1906. HENDRIKSEN, Eldon S.; VAN BREDA, Michael F. Teoria da Contabilidade. So Paulo: Atlas, 1999. IUDCIBUS, Srgio de. A Contabilidade no Meio Econmico e Administrativo. Revista de contabilidade. So Paulo, CRCSP, ano IV, n 13. Lei das S/A. IUDCIBUS, Srgio de. et. al. Contabilidade Introdutria. 9. ed. So Paulo: Atlas, 1998. MARTINS, Eliseu. Avaliao de Empresas: da Mensurao Contbil Econmica. Caderno de Estudos da Fipecafi, So Paulo: FEA/USP, v.13, pg. 28 a 37, jul./dez.2000.

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UNIDADE 2 BALANO PATRIMONIAL ESTRUTURA E ANLISE LEI 6.404/76, LEI 11.638/07, LEI 11.941/09.

OBJETIVO DA UNIDADE:Aprofundar o conhecimento do Balano Patrimonial (Ativo e Passivo), observando o dispos-to da legislao societria (Lei 6.404/76, Lei 11.638/07, Lei 11.941/09 e outras normas), atravs de uma anlise dos aspectos concei-tuais, apresentando simulta-neamente um modelo de Plano de Contas sugerido pelo livro adotado.

Consideraes Gerais - Balano Patrimonial: Art. 178-Lei 6404/76 - Finalidade: apresentar a posio financeira e patrimonial (esttica) de uma entidade em determinada data, sendo agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a anlise da situao financeira. - Composto de trs elementos bsicos: Ativo, Passivo e Patrimnio Lquido. Ativo = Bens + Direitos Passivo = Obrigaes + Patrimnio Lquido Plano de contas O estudo do Balano Patrimonial nesta unidade est na seqncia da estrutura do Plano de Contas, iniciando-se pelo Ativo, Ativo Circulante, Disponibilidades e terminando no Patrimnio Lquido. Recomenda-se que o acadmico faa uma leitura do modelo do plano de contas indicado pelo livro texto adotado na disciplina, para se familiarizar com as nomenclaturas das contas e a estrutura (disposio) completa do mesmo. importante que o acadmico tenha fixado adequadamente em Contabilidade Geral os conceitos e fundamentos das partidas dobradas (mecanismo de dbito e crdito) e que saiba diferenciar as contas patrimoniais (Balano Patrimonial) das contas diferenciais ou de resultado (Demonstrao do Resultado do Exerccio DRE), tendo condies de preencher uma DRE e um Balano Patrimonial simplificados. Especial ateno para as nomenclaturas Despesas Antecipadas (ou Despesas Pagas Antecipadamente) trata-se de uma conta do Ativo Circulante, ltimo tpico do grupo e as contas redutoras, como PCLD e Duplicatas Descontadas (AC), Depreciao Acumulada (AP Imobilizado) e Amortizaes Acumuladas (AP Intangvel). BALANO PATRIMONIAL: representao grficaATIVO PASSIVO

Cincias Contbeis 31 Classificao ATIVO: classificado em ordem decrescente de liquidez (caixa, bancos) ESTRUTURA DO BALANO PATRIMONIAL LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09. Estrutura do Balano Patrimonial Lei 11.638/07BALANO PATRIMONIAL Lei 11.638/07 Ativo Passivo Circulante Circulante Realizvel a longo prazo Exigvel a longo prazo Permanente Resultados de Exerccios Futuros Investimentos Patrimnio Lquido Imobilizado Capital Social Intangvel Reservas de Capital Ajustes de Avaliao Patrimonial Diferido Reservas de Lucros Aes em Tesouraria Prejuzos Acumulados Total do Ativo Total do Passivo

Patrimnio Lquido: dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliao patrimonial, reservas de lucros, aes em tesouraria e prejuzos acumulados. A Estrutura acima foi definida pela Lei 11.638/07, havendo pequenas alteraes em relao estrutura da Lei 6.404/76. Estrutura do Balano Patrimonial Lei 11.941/09 Atravs da Medida Provisria 449/08 houve alteraes mais significativas na estrutura do Balano Patrimonial:MEDIDA PROVISRIA N 449 DE 03.12.2008 D.O.U.: 04.12.2008 - retificado no DOU de 12.12.2008 "Artigo 178. (...)......(...) 1 (...).......(...) I - ativo circulante; e II - ativo no-circulante, composto por ativo realizvel a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangvel. 2 (...) I - passivo circulante; II - passivo no-circulante; e III - patrimnio lquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliao patrimonial, reservas de lucros, aes em tesouraria e prejuzos acumulados.

A estrutura atual do Balano Patrimonial, seguindo a MP 449, dividiu o Ativo e o Passivo em Circulante e No Circulante. No Ativo, o grupo Realizvel a Longo Prazo passou a integrar o Ativo No Circulante e foram extintos o grupo Ativo Permanente e o sub-grupo Diferido. No Passivo, o grupo Exigvel a Longo Prazo e Resultado de Exerccios Futuros foram eliminados e foi criado o Passivo No Circulante. O Patrimnio Lquido permaneceu com a mesma estrutura da Lei 11.638/07.

32 Cincias ContbeisBALANO PATRIMONIAL LEI 11.941/09 Ativo Passivo Circulante Ativo Passivo Circulante No Circulante Ativo Passivo no Circulante Realizvel a longo prazo Patrimnio Lquido Investimentos Capital Social Imobilizado Reservas de Capital Intangvel Ajustes de Avaliao Patrimonial Reservas de Lucros Aes em Tesouraria Prejuzos Acumulados Total do Ativo Total do Passivo

CPC 00 Informao a ser apresentada no balano patrimonial 54. A54. O balano patrimonial deve apresentar, respeitada a legislao, no mnimo, as seguintes contas: (a) caixa e equivalentes de caixa; (b) clientes e outros recebveis; (c) estoques; (d) ativos financeiros (exceto os mencionados nas alneas a, b e g); (e) total de ativos classificados como disponveis para venda (Pronunciamento Tcnico CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensurao) e ativos disposio para venda de acordo com o Pronunciamento Tcnico CPC 31 Ativo No Circulante Mantido para Venda e Operao Descontinuada; (f) ativos biolgicos; (g) investimentos avaliados pelo mtodo da equivalncia patrimonial; (h) propriedades para investimento; (i) imobilizado; (j) intangvel; (k) contas a pagar comerciais e outras; (l) provises; (m) obrigaes financeiras (exceto as referidas nas alneas k e l); (n) obrigaes e ativos relativos tributao corrente, conforme definido no Pronunciamento Tcnico CPC 32 Tributos sobre o Lucro; (o) impostos diferidos ativos e passivos, como definido no Pronunciamento Tcnico CPC 32; (p) obrigaes associadas a ativos disposio para venda de acordo com o Pronunciamento Tcnico CPC 31; (q) participao de no controladores apresentada de forma destacada dentro do patrimnio lquido; e (r) capital integralizado e reservas e outras contas atribuveis aos proprietrios da entidade. 55. A entidade deve apresentar contas adicionais, cabealhos e subtotais nos balanos patrimoniais sempre que sejam relevantes para o entendimento da posio financeira e patrimonial da entidade. 56. Na situao em que a entidade apresente separadamente seus ativos e passivos circulantes e no circulantes, os impostos diferidos ativos (passivos) no devem ser classificados como ativos circulantes (passivos circulantes). 57. Este Pronunciamento Tcnico no prescreve a ordem ou o

Cincias Contbeis 33formato que deva ser utilizado na apresentao das contas do balano patrimonial, mas a ordem legalmente instituda no Brasil deve ser observada. O item 54 simplesmente lista os itens que so suficientemente diferentes na sua natureza ou funo para assegurar uma apresentao individualizada no balano patrimonial. Adicionalmente: (a) contas do balano patrimonial devem ser includas sempre que o tamanho, natureza ou funo de um item ou agregao de itens similares apresentados separadamente seja relevante na compreenso da posio financeira da entidade; (b) a nomenclatura de contas utilizada e sua ordem de apresentao ou agregao de itens semelhantes podem ser modificadas de acordo com a natureza da entidade e de suas transaes, no sentido de fornecer informao que seja relevante na compreenso da posio financeira e patrimonial da entidade. Por exemplo, uma instituio financeira pode ter que modificar a nomenclatura acima referida no sentido de fornecer informao relevante no contexto das operaes de instituies financeiras. 58. A entidade deve julgar a adequao da apresentao de contas adicionais separadamente com base na avaliao: (a) da natureza e liquidez dos ativos; (b) da funo dos ativos na entidade; (c) dos montantes, natureza e prazo dos passivos. 59. A utilizao de distintos critrios de mensurao de classes diferentes de ativos sugere que suas naturezas ou funes so distintas e, portanto, devam ser apresentadas em contas separadas. Distino entre circulante e no circulante 60. A entidade deve apresentar ativos circulantes e no circulantes, e passivos circulantes e no circulantes, como grupos de contas separados no balano patrimonial, de acordo com os itens 66 a 76, exceto quando uma apresentao baseada na liquidez proporcionar informao confivel e mais relevante. Quando essa exceo for aplicvel, todos os ativos e passivos devem ser apresentados por ordem de liquidez. 61. Qualquer que seja o mtodo de apresentao adotado, a entidade deve evidenciar o montante esperado a ser recuperado ou liquidado em at doze meses ou mais do que doze meses para cada item de ativo e passivo. 62. Quando a entidade fornece bens ou servios dentro de ciclo operacional claramente identificvel, a classificao separada de ativos e passivos circulantes e no circulantes no balano patrimonial proporciona informao til ao distinguir os ativos lquidos que estejam continuamente em circulao como capital circulante dos que so utilizados nas operaes de longo prazo da entidade. Essa classificao tambm deve destacar os ativos que se espera sejam realizados dentro do ciclo operacional corrente, bem como os passivos que devam ser liquidados dentro do mesmo perodo. 63. Para algumas entidades, tais como instituies financeiras, a apresentao de ativos e passivos por ordem crescente ou decrescente de liquidez proporciona informao que confivel e mais relevante do que a apresentao em circulante e no circulante pelo fato de que tais entidades no fornecem bens ou servios dentro de ciclo operacional claramente identificvel. 64. Na aplicao do item 60, permitido entidade apresentar alguns dos seus ativos e passivos, utilizando-se da classificao em circulante e no circulante e outros por ordem de liquidez quando esse procedimento proporcionar informao confivel e mais relevante. A necessidade de apresentao em

34 Cincias Contbeisbase mista pode surgir quando a entidade tem diversos tipos de operaes. 65. A informao acerca das datas previstas para a realizao de ativos e de passivos til na avaliao da liquidez e solvncia da entidade. O Pronunciamento Tcnico CPC 40 Instrumentos Financeiros: Evidenciao requer divulgao das datas de vencimento de ativos financeiros e de passivos financeiros. Os ativos financeiros incluem recebveis comerciais e outros recebveis e os passivos financeiros incluem dvidas a pagar comerciais e outras. A informao sobre a data prevista para a recuperao e liquidao de ativos e de passivos no monetrios tais como estoque e proviso tambm til, qualquer que seja a classificao desses ativos e passivos como circulantes ou no circulantes. Por exemplo, a entidade deve divulgar o montante de estoques que se espera seja recuperado aps doze meses da data do balano.

Observaes: 1.Patrimnio Lquido: diferena entre o Ativo e o Passivo 2.Natureza dos saldos das contas: Ativo / Despesas saldo devedor Passivo / Receitas saldo credor Para aumentar o saldo, efetua o lanamento conforme a natureza do saldo; para reduzir o saldo, efetua o lanamento inversamente natureza do saldo. Caracterizao / critrio de classificao: a) Circulante: Valores a vencer ou realizar-se at o final do exerccio seguinte; b) Longo Prazo: aps o trmino do exerccio seguinte. Critrios de avaliao (regime de competncia): - Direitos/ ttulos crdito a receber: pelo custo de aquisio ou valor de mercado, se este for menor. - Direitos oriundos de mercadorias e produtos da cia.: custo de aquisio ou de produo, deduzido da proviso para ajust-lo ao valor de mercado, quando este for inferior. Valor de mercado: - Matria-Prima, mercadorias: preo de reposio. - Bens e direitos para venda: preo de venda menos impostos e despesas de vendas e margem de lucro. - Investimentos: sociedades controladas, coligadas, com participao = ou > de 20% ou tenha influncia na administrao: Equivalncia Patrimonial. - Imobilizado: valor de aquisio, menos depreciao. - Diferido: capital empregado, menos amortizaes. Devem ser amortizados no prazo mximo de 10 (dez) anos, ou se abandonar o empreendimento, reconhecer a perda de capital. - Passivo: as obrigaes devem ser atualizadas at a data do balano. - Resultado de Exerccios Futuros: pelo valor lquido (receitas, menos custos e despesas), relativos a valores recebidos que no sero devolvidos, nem representam obrigao de entregar bens ou servios, como, por exemplo, aluguis e comisses.

Cincias Contbeis 35 A partir da vigncia da Lei 6.404/76 foram introduzidos normas e procedimentos de Contabilidade, bem como foram definidas formas de apresentao das demonstraes contbeis que facilitaram o conhecimento e a anlise da situao financeira de uma companhia. Podemos, de acordo com a instituio da Lei das S/A, observar que o balano composto por trs elementos bsicos: ativo, passivo e patrimnio lquido. A lei 6.404/76 dividiu o ativo em trs grandes grupos: - Ativo Circulante; - Ativo Realizvel a Longo Prazo; e - Ativo Permanente.

2.1 AtivoGrupamento do AtivoCPC 00 49. Os elementos diretamente relacionados com a mensurao da posio patrimonial financeira so ativos, passivos e patrimnio lquido. Estes so definidos como segue: (a) Ativo um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefcios econmicos para a entidade; 53. O benefcio econmico futuro embutido em um ativo o seu potencial em contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. Tal potencial poder ser produtivo, quando o recurso for parte integrante das atividades operacionais da entidade. Poder tambm ter a forma de conversibilidade em caixa ou equivalentes de caixa ou poder ainda ser capaz de reduzir as sadas de caixa, como no caso de um processo industrial alternativo que reduza os custos de produo. 54. A entidade geralmente usa os seus ativos na produo de mercadorias ou prestao de servios capazes de satisfazer os desejos e necessidades dos clientes. Tendo em vista que essas mercadorias ou servios podem atender aos seus desejos ou necessidades, os clientes se dispem a pagar por eles e contribuir assim para o fluxo de caixa da entidade. 55. Os benefcios econmicos futuros de um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, um ativo pode ser: (a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produo de mercadorias e servios a serem vendidos pela entidade; (b) trocado por outros ativos; (c) usado para liquidar um passivo; ou (d) distribudo aos proprietrios da entidade. 56. Muitos ativos, por exemplo, mquinas e equipamentos industriais, tm uma substncia fsica. Entretanto, substncia fsica no essencial existncia de um ativo; dessa forma, as patentes e direitos autorais, por exemplo, so ativos, desde que deles sejam esperados benefcios econmicos futuros para a entidade e que eles sejam por ela controlados. 57. Muitos ativos, por exemplo, contas a receber e imveis, esto ligados a direitos legais, inclusive o direito de propriedade. Ao determinar a existncia de um ativo, o direito de propriedade no essencial; assim, por exemplo, um imvel objeto de arrendamento um ativo, desde que a entidade controle os benefcios econmicos provenientes da

36 Cincias Contbeispropriedade. Embora a capacidade de uma entidade controlar os benefcios econmicos normalmente seja proveniente da existncia de direitos legais, um item pode satisfazer a definio de um ativo mesmo quando no h controle legal. Por exemplo, o know-how obtido por meio de uma atividade de desenvolvimento de produto pode satisfazer a definio de ativo quando, mantendo o know-how em segredo, a entidade controla os benefcios econmicos provenientes desse ativo. 58. Os ativos de uma entidade resultam de transaes passadas ou outros eventos passados. As entidades normalmente obtm ativos comprando-os ou produzindo-os, mas outras transaes ou eventos podem gerar ativos; por exemplo: um imvel recebido do governo como parte de um programa para fomentar o cr