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MATRIZ CURRICULAR ENSINO CRATEÚS 2012

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Text of MATRIZ CURRICULAR ENSINO CRATEÚS 2012

SECRETARIA DE EDUCAO

GOVERNO MUNICIPAL DE CRATES Secretaria de Educao do Municpio de Crates

C R A T E S

Proposta CurricularEducao Infantil Ensino Fundamental: Anos Iniciais Anos Finais EJA

Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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PREFEITURA MUNICIPAL DE CRATESPREFEITO CARLOS FELIPE SARAIVA BESERRA. VICE-PREFEITO ANTNIO MAURO RODRIGUES SOARES

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAOSECRETRIO DE EDUCAO ANTNIO MAURO RODRIGUES SOARES SECRETRIA ADJUNTA ROGRIA SOARES EVANGELISTA ASSESSORIA PEDAGGICA ANA LCIA FERREIRA ANTNIO VALDENIR RABELO DE ARAJO MARIA DO SOCORRO LIMA MARQUES FRANA GERENTE DO SETOR PEDAGGICO CLEONICE MONTEIRO VIEIRA SETOR TCNICO PEDAGGICO ADALGIZA MARQUES ANTNIA REZENDE HELOSA RUFINO ROSNGELA SALES ANA KTIA ELIANE SOUSA MAGNLIA SALES SNIA SALES

EQUIPE PAIC CHARLETE EVARISTO MARLENE FERREIRA SOCORRO PINHOMatriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

LINDALIA AIRES NERY MACEDO TELMA SOARES

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Ficha Tcnica

CapaCarlos Alberto Cavalcante de Lima

Projeto Grfico e DiagramaoCarlos Alberto Cavalcante de Lima Maria da Conceio Rodrigues Martins Maria do Socorro Lima Marques de Frana

DigitaoAna karoline Pereira Carlos Antonio Digenes Barbosa dos Santos Ester Rodrigues Freire Iara Las Lima Sousa Reviso de Texto Maria da Conceio Rodrigues Martins Maria do Socorro Lima Marques de Frana

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AGRADECIMENTOSAgradecemos, de modo especial, aos professores da Rede Municipal de Ensino que desde 2010 participaram dos encontros promovidos pela Secretaria de Educao e que se integraram efetivamente do processo de reviso do Projeto Poltico Pedaggico das escolas municipais e da elaborao do presente documento;

Aos gestores das escolas pelo apoio e pela participao no processo;

professora Maria da Conceio Rodrigues Martins que coordenou o processo de reviso junto aos professores da rede;

Assessoria Pedaggica que participou ativamente de todo o processo de reviso;

Aos tcnicos Pedaggicos que se integraram ao trabalho;

Aos funcionrios e tcnicos da secretaria em especial

Ao Carlos Alberto Cavalcante de Lima e sua equipe de digitao;

Aos Estagirios da EEEP Manoel Mano, pela adeso ao trabalho;

Aos funcionrios do Ministrio do Trabalho e Emprego pelo apoio e espao cedido.

Antonio Mauro Rodrigues SoaresSECRETRIO DE EDUCAO DO MUNICPIO

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SumrioApresentao .................................................................................................................... 9 Reviso da matriz curricular: a participao como valor ................................................... 11

CONTEDOS DE ENSINO, PROCEDIMENTOS METODOLGICOS E RECURSOSDIDTICOS ..................................................................................................................... 18

A avaliao de aprendizagem na sala de aula: desafios cotidianos................................... 37 Educao Infantil: Um Olhar Especial ............................................................................... 45 Matriz Curricular Educao Infantil 3 anos .................................................................... 48 Matriz Curricular Educao Infantil 4 anos .................................................................... 51 Matriz Curricular Educao Infantil 5 anos .................................................................... 56 Mapa Curricular 1 ao 5 ano Ensino Fundamental ....................................................... 67 Os anos iniciais do Ensino Fundamental: reflexes necessrias ......................................... 68 Lngua Portuguesa: proposta curricular ........................................................................... 78 Matriz Curricular 1 ano Lngua Portuguesa .................................................................. 80 Matriz Curricular 2 ano Lngua Portuguesa .................................................................. 84 Matriz Curricular 3 ano Lngua Portuguesa .................................................................. 88 Matriz Curricular 4 ano Lngua Portuguesa .................................................................. 92 Matriz Curricular 5 ano Lngua Portuguesa .................................................................. 96 Matriz Curricular de Arte: breves reflexes .................................................................... 102 Matriz Curricular 1 ano Arte Educao....................................................................... 105 Matriz Curricular 2 ano Arte Educao....................................................................... 109 Matriz Curricular 3 ano Arte Educao....................................................................... 113 Matriz Curricular 4 ano Arte Educao....................................................................... 117 Matriz Curricular 5 ano Arte Educao....................................................................... 121 A expressividade da Histria .......................................................................................... 127 Matriz Curricular 1 ano Histria................................................................................. 130Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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Matriz Curricular 2 ano Histria................................................................................. 134 Matriz Curricular 3 ano Histria................................................................................. 138 Matriz Curricular 4 ano Histria................................................................................. 142 Matriz Curricular 5 ano Histria................................................................................. 146 Ensino Escolar de Geografia ........................................................................................... 152 Matriz Curricular 1 ano Geografia ............................................................................. 154 Matriz Curricular 3 ano Geografia ............................................................................. 162 Matriz Curricular 4 ano Geografia ............................................................................. 166 Matriz Curricular 5 ano Geografia ............................................................................. 170 O ensino religioso: respeitando a diversidade ................................................................ 176 Matriz Curricular 1 ano Ensino Religioso .................................................................... 179 Matriz Curricular 2 ano Ensino Religioso .................................................................... 180 Matriz Curricular 3 ano Ensino Religioso .................................................................... 181 Matriz Curricular 4 ano Ensino Religioso .................................................................... 182 Matriz Curricular 5 ano Ensino Religioso .................................................................... 183 O ensino de Cincias: reflexes necessrias .................................................................... 186 Matriz Curricular 1 ano Cincias Naturais .................................................................. 190 Matriz Curricular 2 ano Cincias Naturais .................................................................. 194 Matriz Curricular 3 ano Cincias Naturais .................................................................. 198 Matriz Curricular 4 ano Cincias Naturais .................................................................. 202 Matriz Curricular 5 ano Cincias Naturais .................................................................. 206 Ensinar Matemtica: um desafio possvel ...................................................................... 212 Matriz Curricular 1 ano Matemtica .......................................................................... 216 Matriz Curricular 2 ano Matemtica .......................................................................... 220 Matriz Curricular 3 ano Matemtica .......................................................................... 224 Matriz Curricular 4 ano Matemtica .......................................................................... 228 Matriz Curricular 5 ano Matemtica .......................................................................... 232

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Mapa Curricular 6 ao 9 ano Ensino Fundamental ..................................................... 239 Matriz Curricular 6 ano Lngua Portuguesa ................................................................ 242 Matriz Curricular 7 ano Lngua Portuguesa ................................................................ 246 Matriz Curricular 8 ano Lngua Portuguesa ................................................................ 253 Matriz Curricular 9 ano Lngua Portuguesa ................................................................ 257 Produo textual nas escolas ......................................................................................... 263 Matriz Curricular 6 ano Produo Textual .................................................................. 269 Matriz Curricular 7 ano Produo Textual .................................................................. 273 Matriz Curricular 8 ano Produo Textual .................................................................. 277 Matriz Curricular 9 ano Produo Textual .................................................................. 281 Matriz Curricular 6 ano Arte Educao....................................................................... 286 Matriz Curricular 7 ano Arte Educao....................................................................... 290 Matriz Curricular 8 ano Arte Educao....................................................................... 294 Matriz Curricular 9 ano Arte Educao....................................................................... 298 Apresentao da Matriz Curricular ................................................................................ 304 Matriz Curricular 6 ano Ingls.................................................................................... 308 Matriz Curricular 7 ano Ingls.................................................................................... 312 Matriz Curricular 8 ano Ingls.................................................................................... 316 Matriz Curricular 9 ano Ingls.................................................................................... 320 A Educao Fsica escolar: algumas reflexes ................................................................. 326 Matriz Curricular 6 ano Educao Fsica ..................................................................... 328 Matriz Curricular 7 ano Educao Fsica ..................................................................... 332 Matriz Curricular 8 ano Educao Fsica ..................................................................... 336 Matriz Curricular 9 ano Educao Fsica ..................................................................... 340 Matriz Curricular 6 ano Histria................................................................................. 345 Matriz Curricular 7 ano Histria................................................................................. 349 Matriz Curricular 8 ano Histria................................................................................. 353

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Matriz Curricular 9 ano Histria................................................................................. 357 Matriz Curricular 6 ano Geografia ............................................................................. 363 Matriz Curricular 7 ano Geografia ............................................................................. 367 Matriz Curricular 8 ano Geografia ............................................................................. 371 Matriz Curricular 9 ano Geografia ............................................................................. 375 Matriz Curricular 6 ano Ensino Religioso .................................................................... 380 Matriz Curricular 8 ano Ensino Religioso .................................................................... 382 Matriz Curricular 9 ano Ensino Religioso .................................................................... 383 Matriz Curricular 6 ano Cincias ................................................................................ 385 Matriz Curricular 7 ano Cincias ................................................................................ 389 Matriz Curricular 8 ano Cincias ................................................................................ 393 Matriz Curricular 9 ano Cincias ................................................................................ 397 Matriz Curricular 6 ano Matemtica .......................................................................... 402 Matriz Curricular 7 ano Matemtica .......................................................................... 408 Matriz curricular Matemtica 7 ano ............................................................................ 412 Matriz Curricular 8 ano Matemtica .......................................................................... 416 Matriz Curricular 9 ano Matemtica .......................................................................... 420 Educao de Jovens e Adultos ........................................................................................ 426 Educao de Jovens e Adultos 2 e 3 ano ................................................................... 428 Educao de Jovens e Adultos 4 e 5 ano ................................................................... 444 Educao de Jovens e Adultos 6 e 7 ano ................................................................... 464 Educao de Jovens e Adultos 8 e 9 ano ................................................................... 492 Educao inclusiva: Os professores frente a incluso. ..................................................... 521

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APRESENTAODurante muito tempo, o currculo foi entendido como uma lista de disciplinas e de contedos a serem cumpridos na escola, espao de reproduo de verdades absolutas e inquestionveis sem espao para a participao e o dilogo. Atualmente, entende-se que o currculo deve resultar de uma prtica participativa, em que determinada disciplina, seus objetivos e seus respectivos contedos, esteja em conformidade com o que previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional (LDB) e nos Parmetros Curriculares Nacionais (PCNs). A escola, no atual contexto social, deve funcionar como um espao de vivncias scio-culturais, de convivncia com a diversidade e, de forma simultnea, de apropriao, de construo e de divulgao de conhecimentos. Deve, portanto, ser um espao educativo de transformao, de participao, de conscientizao e de cidadania. A matriz curricular que ora apresentamos o produto de uma sequncia de aes participativas em que os professores da rede municipal tiveram a oportunidade de dialogar com os referenciais nacionais e estaduais. Os momentos de estudos para atualizao desta matriz, foram iniciados na escola pelos coordenadores que participavam de encontros mensais durante todo o ano de 2010, para a reestruturao dos Projetos Poltico Pedaggicos e depois tiveram continuidade nos encontros coordenados pela Professora Maria da Conceio Rodrigues Martins1, em 2011. A reviso e atualizao desta matriz obedeceu ao que est posto nos referenciais nacionais e estaduais; e considera, ainda, as peculiaridades de nossa regio, segundo o olhar dos professores que aceitaram o convite e que tiveram disponibilidade para participar. Estes, puderam atualizar as orientaes curriculares existentes e, por esta via, estabeleceram proposies com vistas a que tanto o ensino como a aprendizagem nas escolas pblicas e municipais de Crates sejam processos cada vez mais democrticos, participativos e exitosos, a exemplo do processo de atualizao deste documento.

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Professora Nga

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Essa proposta curricular explicita as expectativas de ensino e de aprendizagem para a Educao Infantil, para o Ensino Fundamental e para a Educao de Jovens e Adultos. Adota o entendimento de que o ensino um processo que requer uma ao intencional do professor para que acontea a aprendizagem, percebida como uma construo e/ou reconstruo do conhecimento e da apropriao crtica da cultura elaborada, fundamentada nos princpios da tica, do dilogo, da participao e da reflexo. Traduz uma concepo de conhecimento que se estrutura em princpios conceituais (leis, teorias e princpios), atitudinais (crenas, atitudes, valores e normas) e procedimentais (habilidades interpessoais e conceituais manifestadas em mtodos, tcnicas e procedimentos). Revela, ainda, um delineamento pedaggico interdisciplinar entre as diferentes reas do conhecimento, para que se vislumbre a possibilidade de desenvolvimento de uma viso mais ampla da realidade. A matriz est organizada de forma simples e sistemtica e apresenta, no seu desenvolvimento, textos produzidos por profissionais professores da rede municipal e estadual de ensino de nossa cidade que participaram dos diversos momentos de organizao deste material e que se mostraram disponveis a contribuir com o debate. Por expressar princpios e metas de um projeto educativo, um documento flexvel, situado em um momento histrico, logo responde a uma poca. Dessa forma, passvel de reelaborao e de adaptao s distintas realidades, de forma que atenda a sua finalidade maior, que garantir que o processo educativo seja organizado para permitir que a interao e a comunicao entre os sujeitos que compem o ato de ensinar e de aprender seja produtivo. Esperamos que este material materialize-se em instrumento pedaggico e de reflexo para o professor. Contamos com o compromisso de todos os profissionais da rede municipal para oferecer um ensino de boa qualidade para as crianas, jovens e adultos de Crates.

Antonio Mauro Rodrigues Soares e Equipe.SECRETRIO DE EDUCAO

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REVISO DA MATRIZ CURRICULAR: A PARTICIPAO COMOVALORProfessora Maria da Conceio Rodrigues Martins2

Concebemos o planejar como uma oportunidade de repensar o existente, assumindo o desafio da transformao. No caso do planejamento escolar o propsito criar algo novo que venha responder as necessidades reais do cotidiano da escola. Um processo assumido pelos sujeitos envolvidos que ousam avanar, dar um salto do estado presente, gerando algo novo. Nesse aspecto a participao um valor, uma necessidade humana. "Ao cooperar com outros de acordo com um plano, desfaz-se o trabalhador dos limites de sua individualidade e desenvolve a capacidade de sua espcie (MARX, 1980, p.378). Agindo nesta perspectiva da participao, poderemos fugir da alienao. Freire (1979) esclarece, que a sociedade alienada no tem conscincia do seu prprio existir, ressalta que no h homem sem mundo e mundo sem homem, no pode haver reflexo e ao fora da realidade. Nessa esteira, buscando d continuidade a processo de da participao e cooperao que iniciou-se em outubro de 2010 com a reestruturao dos Projetos Polticos Pedaggicos e avanou com a reviso da matriz curricular, o presente texto intenciona apresentar o processo vivenciado dialogicamente na reestruturao desses documentos identitrios da Rede Municipal de Ensino. Guiados por uma concepo de educao que busca a humanizao do homem, por meio da qual aprendemos a agir, a pensar, a sentir e a nos conduzir dentro de uma determinada forma de cultura e de sociabilidade. Essa crena implica em um trabalho educativo que se consolida no campo formal que nos conduz a pensar sobre currculo,2

Mestre em Educao (UECE). Professora substituta da Universidade Estadual do Cear, Unidade FAEC.

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Didtica, processos avaliativos; sobre nossa formao e sobre o papel que desenvolvemos como profissionais da docncia sobre nossas condies de trabalho e sobre os resultados alcanados por meio de nossas aes, decises, compreenses e intervenes. Refletir sobre a prpria prtica nos traz, portanto, o beneficio de vivenciarmos aes ressignificadas pela teoria.

O ESTUDO SOBRE TEORIAS DO CURRCULO Etimologicamente a palavra currculo vem do latim curriculum, "pista de corrida"caminho a percorrer. Comumente quando discutimos sobre currculo pensamos prontamente sobre conhecimento ou saber organizado, descuidando da compreenso de que o conhecimento que constitui o currculo est decisivamente envolvido naquilo que somos e naquilo que nos tornamos (SILVA, 2011). O currculo, nesse sentido posto por Silva um documento de identidade da educao, e esta feita por alunos, professores, gestores, famlia, sociedade. Lembrando que no decorrer desse percurso, desse "caminho" podemos perceber a presena da cultura, da economia, das prticas polticas, administrativas, econmicas, organizativas, diretrizes legais junto s prticas didticas pedaggicas e das teorias que orientam esse processo Sacristn (2000). Assim, para Silva (2011) teoria define-se pelos conceitos que concebemos da realidade. Nessa perspectiva acabam estruturando nossa forma de perceber a realidade, vejamos 3 importantes categorias tericas sobre currculo e o que cada uma delas enfatiza: Teorias TradicionaisEnsino Aprendizagem Avaliao Metodologia Didtica

Teorias CrticasIdeologia Reproduo cultural e social Poder Classe social Capitalismo

Teorias ps crticasIdentidade, diferena Subjetividade Significao e discurso Saber-poder alteridade,

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Organizao Planejamento Eficincia Objetivos

Relaes sociais de reproduo Conscientizao Emancipao e libertao Currculo oculto Resistncias

Representao Cultura Gnero, raa, etnia, sexualidade Multiculturalismo

Ao abordar o assunto Sacristn (2000) assevera que a renovao do currculo, concebido como plano estruturado, por si s, no suficiente para provocar mudanas substanciais na realidade. O autor reafirma a ideia da teoria crtica como ideologia, conscientizao e participao. Na abordagem feita por Silva encontramos as seguintes ponderaes:...depois da teorias crticas e ps crticas, no podemos mais olhar para o currculo com a mesma inocncia de antes. O currculo tem significado que vo muito alm daqueles aos quais as teorias tradicionais nos confinaram. O currculo lugar, espao, territrio, viagem, percurso. O Currculo autobiografia, nossa vida, curricuum vitae: no currculo se forja nossa identidade. O Currculo texto, discurso, documento O currculo documento de identidade. (SILVA, 2011, p. 150)

Concernente com a ideia do currculo como documento de identidade, a proposta que apresentamos fruto de um longo processo de discusso coletiva, ocorrido entre 2010 e 2011, que envolveu os professores da Rede Municipal de Ensino e, agora, se apresentam como fundamento para o trabalho pedaggico efetuados dentro de nossas escolas. A reviso realizada, passou por 3 etapas bsicas. A primeira com estudos orientados nos encontros mensais que tinham como foco o Projeto Poltico Pedaggico da escola; participaram dessa fase o coordenador pedaggico e um professor de cada escola. A segunda ocorreu dentro da prpria escola sob a orientao do material estudado e encaminhado por ns; junto, seguiam instrumentais de coleta de dados que foram estruturados para coletar dados para a composio do PPP da escola e da reviso curricular das disciplinas. O instrumental contemplava desde a educao infantil at os anos finais do Ensino Fundamental.

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Feitas as devolutivas destes instrumentais que garantiram a participao dos professores no processo, veio o terceiro momento: o encontro com os grupos de professores por disciplina, neste dialogamos e realizamos estudos sobre o currculo e revisamos toda proposta curricular do municpio. Assim foram estruturados, os textos que compem a matriz curricular, neles esto expostos as expectativas de ensino, de aprendizagem e os contedos adequados para todas as reas de conhecimento da Educao Infantil, para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e para a Educao de Jovens e adultos. Acrescentando ainda orientaes curriculares para a Educao Especial, conforme o que expressam as diretrizes nacionais para a educao especial. Destacamos tambm que durante esse construto buscamos respeitar os aspectos legais que permeiam as empreitadas educativas. Deste modo, aqueles que cooperaram com a reviso da matriz curricular de nosso municpio no descuidaram das diretrizes legais que regem a educao nacional. Dentre eles a Constituio Federal que destaca a educao como um direito socialArt. 6 - So direitos sociais a educao, a sade, a alimentao, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurana, a previdncia social, a proteo maternidade e infncia, a assistncia aos desamparados, na forma desta Constituio.

Sendo esse direito social no campo educativo, uma obrigao do Estado e da famlia com estabelece o artigo 205:A educao, direito de todos e dever do Estado e da famlia, ser promovida e incentivada com a colaborao da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exerccio da cidadania e sua qualificao para o trabalho (BRASIL, 2003).

Direitos ratificados ratificado na Nova LDB e na Lei 8.069/90 o Estatuto da Criana e do Adolescente, leis que fazem referncias a questes educativas respectivamente:Art. 22. A educao bsica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formao comum indispensvel para o exerccio da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Art. 206 - 0 ensino ser ministrado com base nos seguintes princpios:

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I - igualdade de condies para o acesso e permanncia na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepes (...) Art. 53. A criana e o adolescente tm direito educao, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exerccio da cidadania e qualificao Art. 58. No processo educacional respeitar-se-o os valores culturais, artsticos e histricos prprios do contexto social da criana e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criao e o acesso s fontes de cultura.

Ainda observamos as Diretrizes Nacionais para a Educao Infantil, para o Ensino Fundamental de Nove Anos. Na Resoluo n 7, de 14 de dezembro de 2010 encontramos uma significativa abordagem sobre currculo e conhecimento.Art. 9 O currculo do Ensino Fundamental entendido, nesta Resoluo, como constitudo pelas experincias escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relaes sociais, buscando articular vivncias e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos estudantes. ( BRASIL 2010)

A incluso da Histria e cultura afro-brasileira e africana por meio da Lei 11645 e da resoluo n 0019/2011 que podem ser consideras mais que um avano legal, um mecanismo de afirmao da escola como espao democrtico e cidad. No Plano Nacional de Implementao das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educao das Relaes Etnicorraciais e para o Ensino de Histria e Cultura Afro-brasileira e Africana e destacado:No Ensino Fundamental, o ato de educar implica uma estreita relao entre as crianas, adolescentes e os adultos. Esta relao precisa estar pautada em tratamentos igualitrios, considerando a singularidade de cada sujeito em suas dimenses culturais, familiares e sociais. Nesse sentido, a educao das relaes etnicorraciais deve ser um dos elementos estruturantes do projeto poltico pedaggico das escolas. (s/d, p.47)

E ainda os Parmetros Nacionais da educao nacional que so documentos norteadores do processo educativo em mbito nacional. Destacamos que todas as leis, diretrizes e parmetros e documentos que regem a educao, sejam elas a prpria CartaMatriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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Magna de 1988, a Nova LDB, o PNE, o ECA, O PPP ou a presente proposta curricular no se justifica fora do objetivo do trabalho escolar. Alm das leis, podemos dizer que todo empenho a favor de uma participao mais ativa da famlia no processo de formao de crianas e adolescentes recebidos na escola, todas as lutas em busca de melhores condies de trabalho no vo fazer sentido se o fim ltimo no for o sucesso de nosso alunado que se traduz: no alcance da alfabetizao, na capacidade de leitura e de interpretao de diversos tipos de textos; na aquisio de habilidades essenciais aos saberes matemticos; de conhecimentos cientficos, scio culturais, fsicos, estticos e ambientais que esto presente no estudo/ensino de disciplinas como Cincias Naturais, Histria, Geografia, Educao Fsica, Arte educao, Matemtica, lngua Portuguesa etc. Envolvidos pela premissa de que a escola deve gerar conhecimento e pelo valor da participao, amparados pelos os dispositivos legais que regem a Educao Nacional estamos munidos da conscincia de que o currculo um documento de identidade. No caso presente, apresentamos o resultado de um trabalho que carrega a face do professor da rede municipal de Ensino: com sua formao, suas teorias, sua didtica, suas capacidades e seus limites; seu desejo de participar e de forjar algo novo. Assim nos resta agradecer pela colaborao de cada pessoa que se fez sujeito: veio, ouviu, falou, sugeriu, escreveu, modificou, ratificou, se integrou: participou. Por fim, desejamos que a presente proposta possa cumprir o seu papel: o de fundamentar o trabalho pedaggico dos professores da rede municipal de ensino e de contribuir com o processo de apropriao de conhecimento sistmico de nossos educandos: crianas, adolescentes e adultos. Cremos que a apropriao dos conhecimentos gerados e acumulados pela humanidade ao longo dos tempos justifica de forma indelvel a existncia da instituio escola.

REFERNCIASBRASIL. Constituio (1988). Constituio da Repblica Federativa do Brasil. Braslia: Senado Federal, 1988. Disponvel em: . Acesso 23de mar de 2011.Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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_____. Lei n 10639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educao nacional, para incluir no currculo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temtica Histria e Cultura Afro- Brasileira, e d outras providncias. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil. Braslia, DF, 9 jan. 2003. Disponvel em:. KRASILCHIK, M. (1987). O Professor e o Currculo das Cincias. So Paulo: E.P.U. LUCKESI, C. C. (1992). Planejamento e Avaliao na Escola: articulao e necessria determinao ideolgica. Srie Ideias, n.15, p.115-125. MASETTO, M. T. (2003). Sala de aula universitria: espao de aprendizagem . Acesso em 10 de 10 de 2010, disponvel em Escola da Vida: www.escoladavida.eng.br/anotacaopu/.../Stima%20parte.pdf MOREIRA, M. A. (2005). Mapas conceituais e aprendizagem significativa. Revista Chilena de Educao Cientfica , p.38-44. Disponvel em: www.if.ufrgs.br/~MOREIRA/mapasport.pdf MORENO, L. R.; PITTAMIGLIO, S. E. L.; FURUSATO, M. A. (2008). Lista de discusso como estratgia de ensino-aprendizagem na ps-graduao em Sade. Rev. Interface Comunicao, Sade, Educao. v.12, n.27, p.883-92, out./dez. Acesso em 28 de outubro de 2010. Disponvel em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v12n27/a17v1227.pdf. MORIN, E. (2000). Os sete saberes necessrios educao do futuro. 2 ed. (C. E. Sawaya, Trad.) So Paulo: Cortez. SACRISTN, J. G.; GMEZ., A. P. (1998). Compreender e transformar o ensino. 4 ed. (E. F. Rosa, Trad.) So Paulo: Artmed. ZABALA, A. (1998). A prtica educativa: como ensinar. (E. F. Rosa, Trad.) Porto Alegre: Artmed.

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A AVALIAO DE APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA: DESAFIOSCOTIDIANOS

Maria do Socorro Lima Marques Frana4

Ao se pensar em avaliao, a imagem que nos vem cabea parece ser a mesma: salas com carteiras dispostas em filas. Bir contendo livros, cadernos, gizes e apagador. Nas carteiras, alunos5 silenciosos, quietos, atentos (?). Junto ao bir, o responsvel nico? pela aprendizagem dos alunos: o professor6. Normalmente, esta a primeira imagem que se constri ao se pensar num ambiente de sala de aula, principalmente no momento da avaliao. Alguns poderiam at modificar a disposio das carteiras, colocando-as em formato de U, como um semicrculo, ou mesmo como um crculo. Contudo, essa seria a nica mudana necessria? Neste texto, o objetivo refletir sobre as concepes avaliativas presentes nas prticas dos professores, em especial, do ensino fundamental. Pretende-se o estabelecimento de um dilogo baseado nas concepes e nas representaes feitas pelo sujeito professor, como tentativa de se conhecer outras possibilidades de entendimento acerca da avaliao de aprendizagem.

O QUE ENTENDEMOS POR AVALIAO Teoricamente, a avaliao faz parte de todo o percurso de ensino e de aprendizagem, no somente comprovando conhecimentos adquiridos, mas sendo ela4

Mestre em Educao (UECE). Professora da Rede Estadual de Ensino 13 CREDE. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas GEPE 13 CREDE. Assessora Pedaggica das Secretarias Municipais de Educao de Crates e de Ipaporanga. 5 O termo aluno refere-se aos alunos e s alunas. 6 O termo professor refere-se aos professores e s professoras. Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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prpria parte do processo de aprender. Mas qual seria o entendimento do professor sobre a avaliao no conjunto da atividade pedaggica o seu lugar real, seria de meio ou de fim em si mesma? Em texto recm publicado, afirmamos que a avaliao escolar serve para analisar o desempenho do aluno, do professor e de toda a situao de ensino que se realiza no contexto da escola. (FRANA, FARIAS, CARDOSO, 2011). O desenvolvimento desta anlise pode promover aes que validem a aprendizagem, subsidiando o trabalho do professor, da equipe escolar e do prprio sistema de ensino; ou, finalizar processos e decises. A avaliao pode ser uma prtica educativa que instrumentaliza as prticas futuras, pois ao constatar as fragilidades do ensino, pode servir para: [1] compreender o processo de aprendizagem do aluno num curso; [2] acompanhar o que o aluno aprende; [3] adequar o ensino aos alunos, tanto de forma individual como em grupo, para alcanar os objetivos propostos no planejamento; [4] julgar de forma global o ensino e a aprendizagem. (IBID.)

Esses so os pressupostos da avaliao formativa que assume a perspectiva de aprendizagem como um processo marcado por muitos e contnuos recomeos. Acreditamos que to somente quando a perspectiva formativa da avaliao for compreendida e assumida por toda a comunidade escolar e contemplada em seu Projeto Poltico Pedaggico esta poder tornar-se verdadeiramente significativa para a unidade de ensino; pois, perspectiva avaliativa projeto coletivo e s ser assumido coletivamente se coletivamente for gestado.

AVALIAO NA SALA DE AULA: RITOS E MITOS As prticas de avaliao presentes no cotidiano escolar permitem dimensionar o desafio pedaggico no sentido de tornar a avaliao um processo, de fato, formativo, conforme buscamos explicitar no prximo tpico ao tratar dos instrumentos de avaliao.Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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Entretanto, cada vez mais, evidencia-se que, no cotidiano escolar, as prticas avaliativas ainda esto dissociadas das atividades pedaggicas, apresentando na maior parte das vezes fins unicamente classificatrios. Essa afirmativa decorrente dos registros de falas dos professores que, embora assumam um discurso politicamente correto de prtica avaliativa formativa, mediadora e processual, quando convidados a relatar suas experincias com avaliao em sala de aula, revelam prticas desagregadas do processo de ensino e de aprendizagem.

Sabemos que a avaliao educacional marcada por fatores polticos e ideolgicos das mais diversas tendncias. Portanto, tratar a questo do valor que lhe atribudo necessita de anlises que levem em considerao aspectos de ordem filosfica, econmica e scio-cultural. A avaliao, conforme Sacristan (1998, p. 295), ... vem condicionada por numerosos aspectos e elementos pessoais, sociais e institucionais; ao mesmo tempo ela incide sobre todos os demais elementos envolvidos na escolarizao. Outra manifestao presente nas falas dos docentes relativo ao uso de artifcios para manter a concentrao na hora da avaliao: paradigmas do meio escolar, como o expediente de ameaar os alunos com o poder de punio da avaliao; assim, o que deveria ser um momento importante do processo de ensino e de aprendizagem, converte-se em smbolo de represso e manifestao de poder. Utilizada dessa forma, ganha a conotao de

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prmio ou de punio dos alunos, pela atribuio de notas, conceitos ou menes para a aprovao ou a reprovao. Isso pode ocorrer devido a inmeros fatores, um deles o fato de os modelos avaliativos disseminados serem pensados e elaborados pelos rgos de gesto da educao e provvel que no levam em considerao os contextos em que esses mecanismos so utilizados, seus sujeitos e seus anseios. A esse respeito Paro (2001, p.143) defende a necessidade de haver a maior aproximao possvel daquilo que acontece na concretude da escola, ciente de que mesmo as polticas educacionais mais acertadas podem mostrar-se frustrantes, (...) se tomadas sem a considerao e o acompanhamento das prticas cotidianas escolares que elas pretendem modificar. Assim, pode-se divulgar um tipo de avaliao que embora se assuma em discurso no se efetiva na prtica, o que pode ser tambm uma consequncia dos escassos espaos de estudo e discusso realmente coletiva na e da escola, que no ocorrendo a contento entravam a compreenso devida das medidas que chegam escola, o que e a quem beneficiam, o que excluem, que currculo e contedos privilegiam. Hoffman (2003) entende que esta situao pode ser decorrente dos cursos para formao de professores, onde h a predominncia da avaliao burocrtica e classificatria. Segundo a autora (2003, p. 108), o modelo que se instala em nossos cursos de formao o que vem a ser seguido pelos professores que exercem o magistrio nas escolas e universidades. Entendemos que a avaliao efetivada pelo professor revela muito de sua prtica, pois denuncia, a partir dela, sua concepo de educao que pode ser aquela que se pretende emancipatria e, portanto, considera no apenas os conhecimentos captveis pelos instrumentos avaliativos mais comuns, to utilizados nas escolas e que no so os mais desejados, inclusive pelos tcnicos das redes e pelos pesquisadores, embora sejam to cobrados nos concursos de toda ordem, o que acaba sendo uma contradio.

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A avaliao que se efetiva aquela muitas vezes estanque ao processo educativo, detendo-se em apenas um momento para medir o que o aluno foi ou no capaz de aprender em determinado contedo, ao qual no consegue ver muita relao com a sua vida cotidiana e que, ademais, o professor no tem podido realizar essa mediao. Como consequncia desse ato avaliativo o aluno recebe uma nota como medida de uma escala que conseguiu alcanar entre o ideal e o real. Defendemos a existncia de outro fazer avaliativo, que comporte tanto os aspectos quantitativos da aprendizagem, como os qualitativos, abrangendo tanto a captao de conhecimentos provindos dos contedos curriculares quanto habilidades, interesses, atitudes, hbitos de estudo e ajustamento social. Acreditamos na possibilidade de entendimento terico e de prtica associada de avaliao como processo aliado ao planejamento, logo, processual e diagnstico. Prtica que percebe o conhecimento de forma interdisciplinar, percebendo as marcas relacionais entre eles e atribuindo significados prprios aos contedos, em funo dos objetivos e que valoriza a qualidade dos encontros com os alunos deixando-lhes tempo disponvel para o estudo sistemtico e investigao orientada.

Entendemos, baseados no pensamento de Freire (1996, p. 43-44), que pensando criticamente a prtica de hoje ou de ontem que se pode melhorar a prxima prtica. aMatriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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partir do conhecimento e da reflexo que se faz sobre ele, que o professor poder propor e praticar mudanas que propiciem o desenvolvimento do fazer, experimentar, intervir e recriar, inclusive, a avaliao. Portanto, h muito por fazer se pretendermos adotar uma postura avaliativa baseada no dilogo, como um instrumento de melhoria da qualidade do ensino, visando ao desenvolvimento do indivduo e tambm dos domnios da aprendizagem cognitivo, afetivo e psicomotor pela adoo de procedimentos avaliativos diversificados. Est lanado o desafio.

REFERNCIAS

FRANA, Maria do Socorro Lima Marques; FARIAS, Isabel Maria Sabino de; CARDOSO, Jos Nilson. Ensino e aprendizagem: do planejamento avaliao. In: Didtica. Universidade Aberta do Brasil, 2011.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia Saberes necessrios prtica educativa. 24. ed. Paz e Terra, 1996. (Coleo Leitura)

HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliao mediadora uma prtica em construo da pr-escola universidade. 20 ed. Porto Alegre: Mediao, 2003.

PARO, Vitor Henrique. Escritos sobre educao. So Paulo: Xam, 2001.

SACRISTN, J.G. e PREZ GOMEZ, A.I. Compreender e transformar o ensino. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.

SOUSA, Sandra Maria Zkia Lian. Avaliao da aprendizagem: teoria, legislao e prtica no cotidiano de escolas de primeiro grau. So Paulo: FDE, 1998. (Srie Ideias, 8)

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Proposta Curricular Educao Infantil

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Professores que participaram da reviso da Matriz curricular da Educao Infantil

Antonia Alessandra Rodrigues Oliveira Antonia Luzirene Alves Guarim Antonia Marques Lima Daniely Bezerra Furtado Emdia Lacerda N. Soares Eva Soares Barbosa Fbia de Sousa Sales Fabola Belo Moreira Freire Francidalva Vieira Dos Anjos Gilmara Alves Ferreira Jacira Albino de Sousa Jaqueline Alves da Costa Krysnha Rayanne da Silva Pinto Lindalia Aires Evangelista Maria Edlanya Sousa Lima Sandra Gomes Vieira Tatiana Alves de Sousa

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EDUCAO INFANTIL: UM OLHAR ESPECIALFabiola Belo Moreira7

Querido Professor, Como a educao infantil trata de um perodo em que a quantidade e a qualidade dos estmulos so essenciais para garantir um bom desempenho dos alunos, compreendemos que as crianas bem estimuladas apresentam resultados superiores nos anos subsequentes, em relao quelas que no foram suficientemente estimuladas. De acordo com o Referencial Curricular para a Educao Infantil.Embora as crianas desenvolvam suas capacidades de maneira heterognea, a educao tem por funo criar condies para o desenvolvimento integral de todas as crianas, considerando tambm, s possibilidades de aprendizagem que apresentam nas diferentes faixas etrias. Para que isso ocorra, faz-se necessrio uma atuao que propicia o desenvolvimento de capacidades envolvendo aquelas de ordem fsica, afetiva, cognitiva, tica, esttica, de relao interpessoal e insero social. (BRASIL, 1998, p.47)

Nesse aspecto, a preocupao com a formao pessoal e social do aluno explorada em atividades do seu cotidiano e tem por objetivo o aprimoramento, o entendimento e o desenvolvimento das relaes do aluno consigo mesmo, com seus familiares, com seus amigos, colegas e funcionrios da escola em que estudam. Igual importncia deve ser dada s atividades direcionadas ao autoconhecimento, ao conhecimento do prprio corpo, suas partes, explicitando como as crianas percebem o mundo e entram em contato com as pessoas que as rodeiam. A conquista gradativa de independncia na realizao de suas tarefas, bem como o conhecimento e a segurana de saberem o que pode ou o que no deve ser feito sem receio7

Pedagoga, professora da Educao Infantil.

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de critica ou cobranas exageradas, deve ser uma preocupao constante no trabalho do professor....Como so mltiplas as possibilidades de escolha de contedo, os critrios para selecion-los devem se atrelar ao grau de significados que para as crianas. importante, tambm, que o professor considere as possibilidades que os contedos oferecem para o avano do processo de aprendizagem e para a ampliao de conhecimento que possibilita. (BRASIL, 1998, p. 53)

Todos esses objetivos devem ser alcanados de forma ldica utilizando praticas escolares que impliquem no desenvolvimento das habilidades musicais, das artes visuais (como o desenho, a pintura, a modelagem etc.) e da movimentao corporal para adquirirem espontaneidade e desembarao fsico. Isso tudo possvel por meio de jogos e brincadeiras prprias para esta faixa etria. preciso garantir que as crianas sejam atendidas em suas necessidades bsicas de cuidados de aprender e tambm de brincar e criar. preciso considerar a singularidade das aes infantis e o direito s brincadeiras, aos jogos, s msicas, s historias, valorizao dos princpios ticos e busca de significados para as prticas culturais que devem estar presentes e permear todas as aes escolares. Neste sentido, necessrio o uso de atividades permanentes que so:Aquelas que respondem s necessidades bsicas de cuidados, aprendizagem e de prazer para as crianas, cujos contedos necessitam de uma constncia. A escolha dos contedos que definem o tipo de atividades permanentes a serem realizadas com frequncia regular, diria ou semanal. (BRASIL, 1998, p.55)

Educar um aluno, desconhecendo o seu modo peculiar de ser, sua personalidade significa no s ser incapaz de contribuir para o seu desenvolvimento, como pode, por vezes, distorcer o seu crescimento eliminando inmeras capacidades que poderiam ser cultivadas. Educar e cuidar , pois, algo imprescindvel ao fazer educativos de sujeitos que encontra-se em processo de crescimento e desenvolvimento. Faamos bom proveito desseMatriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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documento que nasceu de articulaes coletivas para a facilitao do nosso fazer pedaggico junto aos nossos pequenos.

REFERNCIAS

Brasil. Ministrio da Educao e do Desporto. Secretaria de Educao Fundamental. Referencial curricular nacional para a educao infantil /Ministrio da Educao e do Desporto, Secretaria de Educao Fundamental. Braslia: MEC/SEF, 1998.

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MATRIZ CURRICULAR EDUCAO INFANTIL 3 ANOS

rea de Conhecimento: 03 anos.

Linguagens e Cdigos

Disciplina: Linguagem oral e escrita

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM -Desenvolver e estimular a imaginao da criana, aprimorando sua capacidade de expresso-plstica, verbal, visual, musical e corporal. -Estimular e enriquecer as capacidades de expresses e coordenao. -Desenvolver o uso da linguagem e comunicao. CONTEDO-Traados e movimentos Coordenao motora; Expresso corporal; Expresso facial; Expresso gestual; -Desenho livre; -Contao de histrias; -Vogais (Aa); -Percepo audiovisual, ttil.

DETALHAMENTO DO CONTEDO- Utilizar as diferentes linguagens: corporal, gestual e facial para expressar suas ideias e sentimentos; -Cobrir pontilhados e traados; -Estimular a criatividade atravs de desenhos livres; -Reconhecer a escrita das vogais, desenvolver seu traado e movimento; -Descobrir e conhecer algumas percepes (sons, imagens, tteis).

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rea de Conhecimento: Linguagens e Cdigos 03 anos.

Disciplina: Natureza e sociedade

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM -Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiana nas suas capacidades e percepo de suas limitaes. -Estabelecer e ampliar cada vez mais as relaes sociais, aprendendo aos poucos a articulao, seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando atitudes de ajuda e colaborao. -Conhecer algumas manifestaes culturais, demonstrando o interesse, respeito e participao frente a elas e valorizando a diversidade. CONTEDO-Identidade; -Famlia; -Moradias; -Escolas; -Preservao ambiental; -Plantas; -Animais; -O corpo; -Sentidos; -Higiene pessoal; -Meios de comunicao; -Meios de transporte; -Educao para o trnsito; -Datas comemorativas.

DETALHAMENTO DO CONTEDO- Preferncias pessoais; -Diferenciao sexual; -Caractersticas; -Identificao dos membros que compe a famlia; -Tipos de moradias; -Dependncias da escola, identificao dos funcionrios, valorizao do aspecto escolar; -Reconhecimento das partes do corpo; -Valorizao dos hbitos de higiene; -Cuidados com o meio ambiente.

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rea de Conhecimento: Cincias Exatas 03 anos.

Disciplina: Matemtica

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM -Identificar noes de grandezas, posio, direo e sentido, capacidade, massa, tempo, oposto. -Desenvolve o reconhecimento e escrita dos numerais 0 a 05. -Estimular o uso da contagem e quantificao numrica. -Conhecer e utilizar as cores no cotidiano.

CONTEDO-Os nmeros de 0 a 05; -Cores primrias; -Noes de grandezas; -Noo de posio; -Noo de capacidade; -Noo de tempo; -Noo de massa; -Apresentao das formas; -Geomtricas planas.

DETALHAMENTO DO CONTEDO-Amarelo, azul, vermelho; -Grande e pequeno- tamanho diferente- mesmo tamanho; -Mais alto/mais baixo maior/menor; -Dentro-fora; -Em cima/embaixo; -Cheio-vazio; muito, pouco; -Dia-noite; -Mais leve- mais pesado; -Quadrado, circulo, tringulo, retngulo; -Linhas retas e linhas curvas.

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MATRIZ CURRICULAR EDUCAO INFANTIL 4 ANOSrea de Conhecimento: Linguagens e Cdigos Disciplina: Linguagem, leitura e escrita. 04 anos. EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM-Demonstrar indcios de autoconfiana para falar com outros sobre necessidades e interesses; -Usar a linguagem para diferentes propsitos;

-Usar a linguagem para resolver conflitos; -Usar mais gestos e aes do que palavras para demonstrar ou explicar (professor); -Usar vocabulrios que reflitam a lngua escrita; -Identificar objetos e imitar os sons que so atribudos a cada um deles; -Reconhecer os smbolos; -Reconhecer que os smbolos do alfabeto representem sons; -Familiarizar a criana com livros variados; -Propiciar momentos de leitura em grupo ou individualmente; -Fazer predies de histrias; -Brincar com os sons da lngua; -Apresentar de forma espontnea a rotina da sala de aula; -Reconhecer a escrita como meio de comunicao (utilizar rtulos, livros, revistas...); -Reconhecer a escrita do prprio nome; -Observar e refletir sobre gravuras diversas, gravuras do campo, urbano, animais, selvagens, domsticos, hbitos de higiene. -Desenvolver e estimular a imaginao da criana, aprimorando sua capacidade de expresso-verbal, visual, musical e corporal. CONTEDO-Escrita das vogais A, E, I, O, U, a, e, i, o, u; -Escrita de encontros voclicos; -Seleo de palavras; -Seleo de palavras, jornais, revistas; -Alfabeto em letra de forma; -Leitura visual; -Percepo e reflexo; -Coordenao motora; -Artes.

DETALHAMENTO DO CONTEDO-Cobrir pontilhados e traados, recortes de revistas, jornais e outros, usando tesoura ou apenas as mos, dobraduras com papel simples e atividades de pinturas, respeitando as limitaes; -Desenho livre: giz molhado, lpis de cera, carvo e lpis de cor;

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rea de Conhecimento: Cincias Humanas 04 anos. EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Disciplina: Histria

-Familiarizar-se com a imagem do prprio corpo; -Estabelecer aes que expressem a identidade da criana e que a mesma se reconhea perante os outros seres da mesma espcie; -Possibilitar a criana uma imagem positiva de si, ampliao de autoconfiana;

-Valorizar as aes de cooperao e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaborao; -Identificar e enfrentar situaes de conflito; -Reconhecer a famlia como primeiro grupo social de sua estrutura; -Socializar as crianas com a comunidade escolar; -Explorar o ambiente atravs dos meios de comunicao; -Conhecer os meios de transportes; -Compreender a existncia de normas, valores e convenes sociais. CONTEDO-Identidade; -Famlia -Escola; -Trabalho; -Meios de comunicao; -Normas escolares/famlia.

DETALHAMENTO DO CONTEDO- preferncias pessoais - Diferencia sexual (menino, menina); caractersticas pessoais; -Vizinhana; - Pessoas que trabalham na escola; - Profisses; - Como nos comunicamos; -Identificar os transportes usados na comunidade;

- Direito e dever;

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rea de Conhecimento: Cincias Humanas 04 anos. EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Disciplina: Geografia

-Conhecer e explorar ambientes externos e internos; -Explorar o ambiente, para que possa ser relacionar com as pessoas, estabelecendo contato com animais e plantas; -Estabelecer relaes entre o modo de vida de seu grupo social e natural; -Identificar a ao humana na alterao dos espaos geogrficos; -Valorizar o cuidado com ambiente para qualidade de vida humana; -Desenvolver noes de orientao de tempo.

CONTEDO-Espaos; -Escola: -Tempo:; -Paisagens -Educao ambiental

DETALHAMENTO DO CONTEDO-Moradia: observao e comparao; -Laser: observao; - visitao, observao e registro; - dia e noite; : urbana e rural; - o lixo.

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rea de Conhecimento: Cincias da natureza 04 anos. EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Disciplina: Cincias

01. Reconhecer e identificar as partes do corpo humano, informando-lhes suas funes e cuidados, relacionando-os com os bons hbitos higinicos e alimentares; 02. Adquirir a compreenso de preservao e conservao dos recursos naturais, compreendendo a importncia dos vegetais; 03. Proporcionar criana a oportunidade de conhecer e diferenciar os animais e ambientes em que vivem; 04. Mostrar criana a importncia dos diferentes tipos de alimentos; 05. Orientao s crianas a cuidarem do meio ambiente. 06. Conscientizar sobre os riscos de sade, mostrando a importncia da preveno de

doenas causadas pelos maus hbitos de higiene e doenas transmissveis. CONTEDO - Corpo humano; -Os sentidos; -Hbitos de higiene; -Vegetais; -Ar; -gua e solo; -Animais; -Meio ambiente; - Alimentao; DETALHAMENTO DO CONTEDO Partes do corpo humano: cabea, tronco e membros. Tato, olfato, viso, audio, paladar; Cobertura do corpo dos animais; Animais que voam, nadam e andam na terra; Cuidados com o meio ambiente Alimentao e qualidade de vida Alimentos de origem: vegetal, animal e mineral

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rea de Conhecimento: Matemtica e suas tecnologias 04 anos.

Disciplina: Matemtica

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM -Conhecer os diversos tipos de traados geomtricos. -Conhecer as figuras planas e identific-las atravs de objetos. -Conhecer e escrever numerais de 01 at 10; -Familiarizar-se com explorao e noo de contagem e quantidade; -Interpretar situaes-problemas que envolvam as ideias de juntar e acrescentar; -Conhecer e utilizar as cores; -Identificar noes de grandeza/ posio/ direo e sentido/ capacidade/ massa/ tempo/ oposto. -Comparar conjuntos iguais e diferentes em relao a quantidades; -Conhecer noes de opostos. CONTEDO DETALHAMENTO DO CONTEDO - Geometria; Figuras geomtricas planas, quadrado, retngulo, -Numerais de 01 a 10; tringulo e circulo. -Cores primrias: amarelo, azul e Conservao de quantidade vermelho; -Noes de grandeza; Tamanho diferente, mesmo tamanho, grande, -Noes bsicas de conjuntos; pequeno, maior e menor, mais grosso, mais fino, mais - Linha aberta e linha fechada; comprido, mais curto.

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MATRIZ CURRICULAR EDUCAO INFANTIL 5 ANOSrea de Conhecimento: Cultura e Sociedade Disciplina: Cultura e Sociedade - Geografia

0 5 anos EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM Conhecer e explorar ambientes internos e externos relacionando-se com os seres que os compem: pessoas e objetos em geral, cuidando para que haja espao de qualidade de vida humana e dos demais seres vivos; Compreender os fenmenos da natureza em seus aspectos fsicos e naturais, orientando-se no tempo e no espao. CONTEDO Espaos: Tipos de moradias; Educao Ambiental; Tempo; Estaes do ano; Orientao Espacial. DETALHAMENTO DO CONTEDO Espao Escolar, Espaos de Lazer, Espao Urbano, Espao Rural, A casa; Ambiente natural e edificado; Questes ambientais: poluio; Dia e Noite; Vero, Inverno, Outono e Primavera; Pontos Cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste.

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rea de Conhecimento: Linguagens e Cdigos 05 anos EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Disciplina: Linguagens e Cdigos

Utilizar a linguagem oral e escrita como vnculo de compreenso, desenvolvendo habilidades de leitura, reconhecendo que os grupos de letras representam sons, palavras, aes e pensamentos.

CONTEDO DETALHAMENTO DO CONTEDO Vogais; Identificao das vogais e consoantes de uma palavra; Encontros Voclicos; Reconhecimento dos encontros voclicos Consoantes; numa palavra; Alfabeto maisculo e Conhecer e identificar o alfabeto maisculo e minsculo; minsculo; Escrita do prprio nome; Escrever o prprio nome, reconhecendo em Leitura Visual; diversas situaes; Explorar as partes de uma Recontar histrias ouvidas, seguindo a histria; sequncia (princpio, meio e fim); Famlias silbicas; Reconhecer as slabas de uma palavra, Msicas; juntando-as; Gnero Textual. Msicas infantis; Poesia, receita, trava-lngua, cordel, parlendas.

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rea de Conhecimento: Cincias Exatas 05 anos

Disciplina: Matemtica

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM Estimular a criana a lidar com situaes matemticas, compreendendo a importncia da mesma no nosso cotidiano. CONTEDO Noes de Grandeza; Noes de Posio; Noes de capacidade e massa; Noes de tempo; Opostos; Sequncia e seriao; Geometria; Simbolizao; Nmeros de 0 a 20; Sistema monetrio (nosso dinheiro); Situaes problemas envolvendo adio e subtrao. DETALHAMENTO DO CONTEDO Grosso-fino, Largo-estreito, Grande-pequeno, Pequeno-mdio, Mesmo tamanho, Maior, Menor, Alto-baixo, Curto-comprido; De costas, de frente, de cima, de baixo, Em frente, Atrs, Entre, Primeiro, ltimo, Dentro-fora, Direitoesquerda, mesmo sentido-sentido contrrio, Antes depois; Cheio-vazio, Mais pesado, Mais leve; Sequncias de cenas; Quente e gelado, Macio e duro, Mole, Fechado e aberto; Sequncias de cores (do menor para o maior - do maior para o menor); Identificar figuras geomtricas planas: quadrado, retngulo, tringulo e crculo; Smbolos: semforos, placas de trnsito e placas do dia-a-dia; Escrever e identificar nmeros; Conhecer cdulas do nosso dinheiro; Ideias de adio que envolva somas e ideias de subtrao.

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rea de Conhecimento: Cincias da Natureza 05 anos

Disciplina: Cincias

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM Reconhecer as partes do corpo humano, identificando suas funes e cuidados, relacionando-se com os bons hbitos de higiene alimentar; Proporcionar criana a oportunidade de conhecer e diferenciar os animais e o ambiente em que vivem orientando assim a cuidarem do meio ambiente para a preservao do planeta. .

CONTEDO Corpo Humano; Os sentidos; Higiene e Sade; Plantas; Alimentos; Animais; Seres Vivos e no-vivos; Meio ambiente;

DETALHAMENTO DO CONTEDO Partes do corpo humano; Tato (liso e spero/ quente e frio/ duro e mole/ afeto); Cuidados com o corpo-hbito de higiene / hbitos alimentares; Partes da planta e suas funes: folhas, flores, frutos, tronco e raiz; Origem vegetal, animal e mineral; Hbitat dos animais; Animais domsticos e silvestres; Desenvolvimento dos seres vivos.

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rea de Conhecimento: Cultura e Sociedade 05 anos EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Disciplina: Cultura e Sociedade - Histria

Firmar a identidade da criana em relao aos colegas possibilitando-o ter uma imagem positiva de si, ampliando sua autoconfiana, desenvolvendo atitude de ajuda e colaborao; Explorar o ambiente atravs dos meios de transportes e comunicao, reconhecendo-os como fundamental para o desenvolvimento das cidades e da melhoria na qualidade de vida da sociedade. CONTEDO DETALHAMENTO DO CONTEDO Identidade; Eu e o outro; Famlia; Eu e minha famlia, membros da famlia; Escola; Identificar as dependncias e profissionais que Trabalho; trabalham na escola; Meios de comunicao e meios de Tipos de profisso; transportes; Tipos de transportes: Aquticos, terrestres e areos; Educao no trnsito; Conhecer e identificar meios de comunicao escrito Direitos e deveres; e falado; Datas comemorativas. Conhecer as normas do cdigo de trnsito; Normas escolares e familiares; Exercer a cidadania.

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rea de Conhecimento: Cincias Exatas Educao Infantil EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Disciplina: Matemtica

Desenvolver as habilidades motoras, cognitivas, perceptivas, fazendo da criana um sujeito ativo da sua prpria aprendizagem, usando o raciocnio lgico para classificar, ordenar, seriar e comparar objetos, inserindo-o na construo do conhecimento matemtico. Brincar, jogar, cantar e ouvir histrias para reconhecer os numerais de 0 a 3, relacionando quantidade. CONTEDO Numerais; Cores primrias; Noes de grandeza; Noes de posio; Noes de medidas; Noes de temperatura; Formas Geomtricas. DETALHAMENTO DO CONTEDO Reconhecer os numerais de 0 a 3; Contagem de 0 a 5; Amarelo/ azul e vermelho; Grande e pequeno; Dentro/ fora, Perto/ longe, Em cima/ em baixo; Cheio/ vazio, Muito/ pouco, Leve/ pesado; Quente/ frio; Crculo/ quadrado.

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rea de Conhecimento: Cultura e Sociedade Disciplina: Cincias Educao Infantil EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM - Conhecer-se enquanto menino ou menina, e ainda pelo prprio nome; - Reconhecer partes bsicas do corpo; - Compreender a formao da prpria famlia; - Identificar o espao social em que est inserido, diferenciando famlia e escola; - Construir hbitos de convivncia, respeitando a si e ao outro; - Participar das atividades festivas que envolvem as datas comemorativas; - Reconhecer os animais, associando-os fazenda e floresta; - Identificar os animais atravs dos sons; - Diferenciar dia e noite; - Diferenciar tempo ensolarado de tempo chuvoso; - Criar o hbito de cuidar do prprio corpo; - Reconhecer os produtos de higiene corporal. CONTEDO - Identidade; - Famlia/ Escola; - Datas Comemorativas; - Seres Vivos; - O Tempo; - Higiene e Sade. DETALHAMENTO DO CONTEDO - Reconhecimento de si (nome e sexo); - Reconhecimento do corpo: ps, mos, barriga, cabea; - Reconhecimento dos membros da famlia; - Compreenso do espao social m que est inserido; - Regras bsicas de convivncia; - Carnaval, Pscoa, Dia das Mes, Festas Juninas, Folclore, Dia das Crianas, Conscincia Negra, Natal; - Animais da fazenda; - Animais da floresta; - Sons dos animais; - Dia e noite; - Ensolarado e chuvoso; - Hbitos de higiene (hora do banho, escovao dental); - Produtos de higiene;

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rea de Conhecimento: Linguagem Oral e Escrita 5 anos

Disciplina: Arte Educao

EXPECTATIVAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM Desenvolver a imaginao da criana, aprimorando sua capacidade de oralidade e leitura atravs de expresso plstica, verbal, visual, musical e corporal, focalizando a coordenao motora para qual converge a reproduo de traados, desenvolvendo habilidade de fazer trabalhos escritos; Estimular a criatividade da criana para desenvolver trabalhos com recortes e colagens.

CONTEDO DETALHAMENTO DO CONTEDO Adaptao e socializao; Brincar (correr, pular, saltar, agachar, levantar, Habilidades motoras, lanar...) de roda, esconde-esconde, amarelinha, perceptivas e cognitivas; jogar bola, de cozinha, de salo de beleza, de Linguagem Oral e escrita. oficina mecnica, de comidinha; Vdeos animados musicais; Cuidar (hora do banho, alimentao, descanso); Traados; Decalques; Colagem; Carimbo; Pintura; Montagem; Associao; Reconhecimento do nome; Msicas infantis e folclricas; Contao de histrias; Expresses: gestual, corporal, audiovisual, facial.

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Proposta Curricular

Anos Iniciais do Ensino FundamentalPgina | 64

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Professores que participaram da reviso da matriz curricular do 1 ano do Ensino Fundamental Ana Paula de Melo Oliveira, Antnia Melo e Silva Antonia Rozilene Moreno Bezerra Antonia Zenete Bernardino, Francisco Jos Macdo Nery Ida Maria Alves Marques Janaina Azevedo Lopes da Silva, Liduina Costa Barros Maria das Dores Lima, Maria do Socorro Pinho Maria Gorete Soares Barbosa Maria Goretti Martins de Arajo Maria Rosngela Alves Rodrigues Regina Lcia Rodrigues Soares, Sandra Micaelle Evangelista Vernica Moreira da Silva Goretti, Professores que participaram da reviso da matriz curricular do 2 ano do Ensino Fundamental Alda Vasconcelos Barbosa Aldenora Braz Barros Benedita Gomes de Alcntara, Francisca Antonia Macdo, FRANCISCO JOS MACEDO NERY Iracema Martins de Sousa Iracema Martins de Sousa, Maria do Prudncio de Sousa, Maria do Socorro da Silva Cavalcante Maria do Socorro da Silva, MARIA DO SOCORRO PINHO Maria Raniere Soares de Deus, Mariana Bezerra Neta, Raimunda Ferreira de Farias Martins, Rosimeire Vicente de Lima, Simone Soares Marques Rodrigues,

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Professores que participaram da reviso da matriz curricular do 3 ano do Ensino Fundamental Andra de S Martins Antonia Daniele Bonfim dos Santos, Antonia Lcia Bonfim Leito, Antonio Washington Vieira, Flaviana Nonato da Silva, Francisca Jacira Lima, Francisca Lcia Paiva, Francisca Sandra Teixeira Prudncio, Liliana Magalhes Mota,

Professores que participaram da reviso da matriz curricular do 4 ano do Ensino Fundamental Ana Lcia Arajo de Melo, Antonia de Ftima Gomes Coelho, Daniele Bonfim dos Santos, Francisca Roslia Bandeira da Cruz Gerlandia Soares de Vasconcelos Liliane Bosco Arajo, Maria do Carmo de A. Moreira Maria Lindalva Rodrigues dos Santos MARLENE FERREIRA DA SILVA LOPES Silvana Maria Beserra Lopes Professores que participaram da reviso da matriz curricular do 5 ano do Ensino Fundamental Adriana Marques de S. Portela, Ana Clia Rodrigues Barreto, Elza Ferreira Machado Gleiciane Souza de Oliveira, Kresnha Rayanne da Silva Pinto, Maria do Socorro Prudncio de Sousa MARLENE FERREIRA DA SILVA LOPES Rejane Leito Bezerra,

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MAPA CURRICULAR 1 AO 5 ANO ENSINO FUNDAMENTAL

DISCIPLINAS

CARGA HORRIA SEMANAL 6 1 2 2 1 2 6 20 ANUAL 240 40 80 80 40 80 240 800

LNGUA PORTUGUESA ARTE HISTRIA GEOGRAFIA ENSINO RELIGIOSO* CINCIAS MATEMTICA TOTAL

LDB 9394/96 Art. 33. O ensino religioso, de matrcula facultativa, parte integrante da formao bsica do cidado e constitui disciplina dos horrios normais das escolas pblicas de ensino fundamental, assegurado o respeito diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redao dada pela Lei n 9.475, de 22.7.1997) 1 Os sistemas de ensino regulamentaro os procedimentos para a definio dos contedos do ensino religioso e estabelecero as normas para a habilitao e admisso dos professores. 2 Os sistemas de ensino ouviro entidade civil, constituda pelas diferentes denominaes religiosas, para a definio dos contedos do ensino religioso."

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OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: REFLEXESNECESSRIAS8

Maria do Socorro Lima Marques Frana Marlene Ferreira da Silva Lopes Telma Rgia Soares Bezerra

Fonte: QUINO, Toda Mafalda, 2003, p.71.

A imagem de abertura desta reflexo ilustra o problema que nossas escolas enfrentam nos ltimos tempos, em que todos assinalam a existncia de uma crise na aprendizagem. O insucesso dos estudantes na hora de demonstrar os conhecimentos bsicos em relao leitura e matemtica, nas avaliaes em larga escala, por exemplo, evidenciam o problema. O que poderia ser uma simples atividade de aprender a ler ou a efetuar um clculo mental tornou-se um desafio.

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Maria do Socorro Lima Marques Frana. Mestre em Educao (UECE). Professora da Rede Estadual de Ensino 13 CREDE. Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas GEPE 13 CREDE. Assessora Pedaggica das Secretarias Municipais de Educao de Crates e de Ipaporanga. Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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Para explicar o problema muitos advogam que a questo relacionada s famlias que no acompanham o desempenho acadmico dos filhos, violncia nas escolas, insero do estudante em comunidade carente, aos poucos investimentos na rede, aos recursos financeiros insuficientes, ausncia de material didtico adequado, inexistncia de apoio governamental, falta de merenda, escassez de material audiovisual, aos problemas no transporte escolar, pouca motivao dos estudantes para estudar, indisciplina, ao baixo salrio dos professores, ao uso de metodologias inadequadas e at mesmo, ao pouco domnio epistemolgico dos contedos a serem ensinados. Apesar de tudo isso, o currculo oficial precisa ser cumprido, mas como faz-lo se os alunos no acompanham o andamento das reflexes e estudos? Diante do baixo ndice de aprendizagem dos estudantes, o que fazer? Que encaminhamentos precisam ser feitos para que a aprendizagem se efetive nas escolas?

Fonte: QUINO, Toda Mafalda, 2003, p. 84.

Discutir, planejar e implementar aes com a inteno de reverter uma situao problemtica relativa aprendizagem tem se configurado como prtica cotidiana nas escolas, entretanto, algumas destas intervenes no tm atingido o objetivo inicial. Garantir aos alunos o direito de aprender a ler, a entender, a contar e a pensar logicamente os nmeros, a histria, as questes geogrficas e ambientais de sua rua, de seuMatriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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bairro, de sua cidade prpria vida, portanto, o desafio que se apresenta. Apostar nesta possibilidade significa fazer um novo amanh, concebendo-se que os sujeitos envolvidos no processo educativo so criativos e aprendizes. Desta forma, assume-se o compromisso de que a educao escolar precisa ser constantemente repensada, analisada e refeita, pois sendo um fenmeno de ordem histrica e social, necessita deste constante exerccio de reflexo sobre seus sentidos e suas prticas.

OUVIR, FALAR, LER, RACIOCINAR E ESCREVER: VERBOS QUE DESPERTAM A APRENDIZAGEM9

Na perspectiva tradicional, a educao matemtica da criana est estruturada de modo equivocado, assim a passividade e a postura de submisso so impostas desencadeando o fracasso escolar, pois o ensino da matemtica privilegiava a mera repetio de contedos desvinculados da realidade concreta do aluno e que ignorava como se encontrava o desenvolvimento cognitivo do aluno. A matemtica hoje uma necessidade real em nosso cotidiano pessoal e coletivo, multidisciplinar, no podendo mais ser dominada por pessoas de compartimentalizados. de fundamental importncia que a Matemtica desempenhe sua funo no desenvolvimento de capacidades intelectuais, na estruturao do pensamento, na agilizao do raciocnio e na consequente aplicao a resoluo de problemas de situaes de vida cotidiana e em todas as reas. Esta situao est sendo reconhecida com os PCNs, que permitem e at sugerem uma flexibilidade do currculo para adequ-las as diferentes realidades brasileiras. Para talento especial reproduzindo modos de pensar

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Marlene Ferreira da Silva Lopes. Graduada em Cincias da Natureza e Matemtica pela Universidade Estadual do Cear UECE/ Programa Magister. Ps- Graduada em Matemtica pela Faculdade Ateneu; Atualmente Professora Formadora do Programa PAIC+ do 3 ao 5 ano do Ensino Fundamental na rea de Matemtica. Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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adequar o ensino da Matemtica a este contexto atual, a matemtica e a resoluo de problemas vm se apresentando como caminhos para se atingir tais objetivos. Essa tambm a intencionalidade do presente documento identitrio da Educao Municipal. Assim acreditamos que qualquer mudana significativa no ensino da Matemtica passa primeiramente por mudanas na concepo de Matemtica dos professores. A esse respeito,Paiva (1995, p. 36) coloca:

A atividade de aprender dos alunos se assemelha em grande parte atividade inicial de um matemtico ao atacar um problema novo: elaborar hipteses, experimentar vrios encaminhamentos, equivocar-se, dispor de formas para descobrir se errou, corrigir-se etc. Para aprender Matemtica, os estudantes necessitam expressar suas ideias, relatar suas experincias, argumentar, trabalhar com materiais, desenhar ou modelar suas representaes mentais, fazer tentativas, enganar-se, corrigir-se, sentir-se estimulados, organizar suas descobertas e mostrar os conhecimentos adquiridos.

LEITURA E ESCRITA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL10

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educao Brasileira, n 9.394 de 20/12/96 nova LDB, o Ensino Fundamental tem por objetivo a formao bsica do cidado mediante: O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios bsicos o pleno domnio da leitura, da escrita e do clculo (Art. 32, I). Cabe escola a maior parcela de responsabilidade de formar cidados crticos e capazes de atuar com competncia e dignidade na sociedade, e talvez de criar situaes interativas e conscientizadoras junto a essa sociedade para que venha auxili-la na execuo de tal tarefa, para isso, devero desenvolver como objeto de ensino, contedos que estejam

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Telma Rgia Soares Bezerra. Professora Formadora do PAIC+ do 3 ao 5 ano - Lngua Portuguesa. Graduada em Pedagogia (UECE), Complementao em Lnguagens e Cdigos em regime especial (UVA, Especializao em Lngua Portuguesa (UVA). Matriz Curricular da Rede Municipal de Ensino de Crates

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em consonncia com as questes sociais. A aprendizagem desses contedos condio essencial para que os alunos possam exercer seus direitos e deveres. Garantir o acesso leitura e escrita direito de cidadania e que a escola tem um papel importante a desempenhar na concretizao desse direito, desta forma, necessrio, que a escola assuma a valorizao da cultura de seu prprio grupo e, ao mesmo tempo, busque ultrapassar seus limites, proporcionando s crianas e aos jovens dos diferentes grupos sociais o acesso ao saber em seu sentido mais amplo. Nesta perspectiva importante a produo e a utilizao de diferentes linguagens como mecanismos de expresso dos conhecimentos histricos, sociais, cientficos e tecnolgicos, sem perder de vista a autonomia intelectual do aluno. Sendo que o ensino-aprendizagem da leitura na formao intelectual do educando desempenha um papel relevante na construo do conhecimento especialmente quando trabalhado com vistas formao do senso crtico do aluno-leitor. A criana desde pequena institui de alguma forma o significado de ler e escrever. Assim como, ainda beb, se exercita maravilhada, repetindo sons/slaba, passo essencial na aprendizagem da fala, encontra-se mais tarde no desenho de letras e palavras at que um dia se percebe leitora e escritora. Seu entusiasmo no vem do fato de dominar uma tcnica de coisas desconhecidas. Trata-se, dessa forma de perceber-se capaz de penetrar num mundo novo, cheio de mistrios a desvendar, de comear a escrev-lo. Uma vez que a leitura , sobretudo a compreenso dos outros, a escrita , sobretudo a compreenso do prprio sujeito, porque ambas ajudam a ver alm das letras, a criar alm das palavras. De acordo com os PCNs, Leitura e escrita so prticas complementares fortemente relacionadas, que se modificam mutuamente no processo de letramento a escrita transforma a fala (a construo da fala letrada) e a fala influncia a escrita (o aparecimento de traos de oralidade nos textos escritos). So prticas que permitem ao aluno constituir seu conhecimento sobre os diferentes gneros, sobre os procedimentos mais adequados para l-los e escrev-los e sobre as circunstncias de uso da escrita. A relao que se estabelece entre leitura e escrita, entre o papel de leitor e de escritor, no

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entanto, no mecnica: algum que l muito automaticamente, algum que escreve bem. Pode-se dizer que existe uma grande possibilidade de que assim seja. nesse contexto considerado que o ensino deve ter como meta formar leitores que sejam tambm capazes de produzir textos coerentes, coesos, adequados e ortograficamente escritos que a relao entre essas atividades deve ser compreendida. (PCNs volume 2, 1997, p. 52/53). Segundo Ferreiro (1993), um aspecto importante no processo de construo da leitura e escrita o problema cognitivo envolvido no estabelecimento da relao entre o todo e as partes que o constitui. A autora nos mostra que a criana elabora uma srie de hipteses de leitura e escrita trabalhadas atravs da construo de princpios organizadores, resultado no s de vivencia externas, mas tambm por um processo interno. Mostra tambm como a criana assimila seletivamente as informaes disponveis e como interpreta textos escritos antes de compreender a relao entre as letras e os sons da linguagem. As crianas elaboram ideias prprias acerca da escrita, ou seja, definem critrios e constroem hipteses para interpretar o objeto de conhecimento (a lngua escrita). Nesse enfoque, a leitura, faz parte de nosso cotidiano, indo alm da habilidade de decifrao de sinais. Mais que isto, ela promove novos saberes no encontro entre o texto e o leitor. vlido destacar a distino entre ledor e leitor, que, entre um e outro existe uma grande distncia, o ledor prefigura aquele ser passivo, imobilizado, que pouco ou nada acrescenta ao ato de ler. O texto para o ledor no tem aberturas, porque ele decifra mecanicamente os seus sinais. No h mistrio, nem criao. A leitura definitiva. O leitor, no entanto, mvel e tem um olhar definido, errante e criativo sobre o texto, que se permite ler em suas linhas e entrelinhas, desvelando seus sinais visuais e invisveis, isto s ocorre quando se d o pacto entre texto e leitor, que o ledor no se arrisca a fazer. A leitura remete ao texto a sua rede de significaes. O texto remete a ideias, valores, crenas, ideologias, sentimento, emoes e afetos. A primeira um ato de vida, de relaes com o mundo, com o outro e consigo mesmo. A apropriao da leitura pela escola no possibilita a descoberta do real caminho, que conduziria o ensino para fora da escola e ao encontro dos problemas sociais. A

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preocupao didtica com mtodos para alfabetizar, priorizando tcnicas, ou a discusso sobre condutas e modelos textuais para criar o hbito de ler so comportamentos comuns que afastam o leitor do livro e o prazer de ler da escola. A leitura possui mltiplos valores em nossa cultura. A posse e o uso da escrita, no entanto, ainda privilgio das classes economicamente privilegiadas, o que acaba por determinar a utilizao da sua norma lingustica, por ser a mais prestigiada socialmente. Para isso, atribui-se leitura um valor positivo, benfico ao indivduo e sociedade como forma de lazer, prazer, enriquecimento cultural e ampliao de horizontes. J para as classes populares, a leitura funciona como instrumento para obter melhores condies de vida, ressaltando-se a uma funo utilitria. A leitura e a produo de textos so o incio e, de certo modo, o desfecho do processo de aprendizagem. No se trata, simplesmente, de um trabalho especfico de uma determinada rea do saber, mas de um conjunto de saberes das diferentes reas do conhecimento, organizado na escola. Por esta razo, as atividades de leitura e de escrita no so tarefas exclusivas da rea da Lngua Portuguesa, pois so atividades que se realizam no curso das interaes que visam promoo de sentidos, que ocorrem no s em determinados momentos na escola e que se tratam de atividades exclusivas de ambientes de escolarizao. No que diz respeito ao ensino-aprendizagem da leitura e escrita, estabelecem os PCNs (1998, p.69) a compreenso ativa dos textos e no a mera decodificao do signo lingustico. Assim, os autores vem a leitura como um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreenso e interpretao do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabemos sobre a linguagem. Tanto quanto seus alunos preciso que o professor se torne sujeito do mundo da leitura e da escrita, que organize registros de acompanhamento do processo de construo do conhecimento de seu grupo, que busque textos que componham a pluralidade de prticas sociais de leitura, que se preocupe com a preservao da memria dos grupos sociais com os

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quais interage, isto , que se constitua, antes de tudo, em leitor e autor da sua prtica pedaggica. A tarefa da escola e de todos os educadores que nela atuam, a de aumentar o repertrio dos aprendizes, facilitarem a aprendizagem, gerar condies e ambiente para o estabelecimento de articulao entre informaes e conexes mltiplas, anlises e snteses. ensinar, que ler e escrever promove socialmente, d acesso cultura e ao conhecimento, um modo de relacionar o que se faz na escola com o que existe fora dela. Nesse sentido, a prtica de ler e escrever desenvolve-se atravs de responsabilidade partilhada entre professor e aluno, em que o primeiro atua como guia, apoio, mediador de cultura e o segundo como sujeito ativo da aprendizagem. Em consequncia, a sala de aula se torna lugar de pensar, de reflexo compartilhada, de participao e de dilogo. Constitui-se em ambiente de aprendizagem, que gera e possibilita mltiplas situaes de leitura e escrita como atividades relevantes e comprometidas. O professor parte das experincias e do conhecimento dos alunos oferecendo atividades significativas, favorecedoras da compreenso do que est sendo feito atravs do estabelecimento de relaes entre a escola e o meio social. As razes que levam um estudante ao no xito em sua produo escrita so vrias, uma delas a falta da leitura como fator decisivo no surgimento desta doena social. A nfase da educao brasileira est na alfabetizao, o que faz do estudante apenas um decodificador de smbolos grficos, impedindo-o de ir s entrelinhas do texto para fazer uma leitura profunda na tentativa de interpret-lo. Sabe-se que a leitura um instrumento imprescindvel na construo do saber, no somente para construo de um texto, mas, tambm, para construo do indivduo. Essa constatao afeta todas as demais reas da vida desse individuo, que em decorrncia desta pobreza de no ser letrado, sofrendo por falta de senso crtico, impedido-o de ver o mundo com mais profundidade e de viver sua cidadania de forma plena, a desumanizao do ser humano.

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Acredita-se que o individuo que escreve com desenvoltura, expondo suas ideias com coerncia e unidade textual, ter percorrido outros saberes anteriores a este, tais como aquisio de um esprito crtico, competncias para filtrar e equilibrar o cientifico e o popular; e, por fim, o saber que o faz entender aquilo que se l. nesse contexto que este trabalho pretende ser relevante estabelecer pontes entre o aluno de ensino de base e o Letramento propiciado por uma viso que associa o saber ao cotidiano do indivduo. Por isso faz-se necessrio distinguir os termos de alfabetizao e letramento.

REFERNCIAS

BRASIL. LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educao Brasileira Lei n 9394 de 20 de Dezembro de 1996. Editora Saraiva. ______. Secretaria de Educao Fundamental. Parmetros