of 32/32

MENSAGEM DO PRESIDENTE - abrasca.org.br · do intenso esforço em função das várias frentes em defesa dos interesses das nossas associadas. ... modelo adotado ... AES Eletropaulo

  • View
    212

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of MENSAGEM DO PRESIDENTE - abrasca.org.br · do intenso esforço em função das várias frentes em...

O ano de 2015 foi marcado por grandes adversidades. O Brasil registrou uma queda recorde na atividadeeconmica, com o Produto Interno Bruto (PIB) recuando 3,8% em relao a 2014, a maior retrao dosltimos 25 anos. A inflao encerrou o ano com alta de 10,67%, o patamar mais elevado desde 2002.O clima poltico e econmico que o Pas atravessa vem minando a confiana de empresrios e consumi-dores, afetando sensivelmente a atividade econmica e principalmente os investimentos no Pas.Com esse cenrio, as projees para 2016 e 2017 so decepcionantes. Teremos mais recesso pela frente.Diante desse quadro, que vem afetando fortemente as companhias abertas, a Abrasca focouseus esforos em desenvolver aes que tragam efetivamente reduo de custos, inclusivetributrios, para nossos associados.Uma dessas medidas foi a liminar obtida pela Abrasca contra a Deliberao n 2 da JuntaComercial do Estado de So Paulo (JUCESP). A Deliberao exige que empresas limitadas degrande porte publiquem o balano anual e as demonstraes financeiras no Dirio Oficial doEstado. A obrigatoriedade no , de fato, uma exigncia legal. Decorre de uma interpretaoequivocada da lei pela Associao Brasileira da Imprensa Oficial (ABIO).Cabe destacar que o movimento da ABIO eleva o custo Brasil e aumenta sobremaneira as despesascorporativas das empresas de capital aberto, cujas estruturas societrias so compostas, em muitoscasos, por inmeras empresas limitadas, visando garantir a segregao dos recursos e das opera-es entre os diversos projetos conduzidos pelas companhias abertas associadas Abrasca.Outra luta travada pela Abrasca de longa data contra acabar com a dedutibilidade do Juros doCapital Prprio (JCP) e contra a criao da incidncia de imposto de renda na fonte sobre dividen-dos. Desde o incio do ano, vrios parlamentares vm apresentando propostas para pr fim aessas dedutibilidades. Em agosto, por exemplo, no Relatrio da MP 675, a senadora GleisiHoffmann acatou emenda do senador Walter Pinheiro com a proposta de revogao dadedutibilidade do JCP. Aps esforos da Abrasca e de outras entidades, essa emenda acabousendo excluda do relatrio final.No entanto persistem os indcios de que esse movimento no ser nico e poder ser seguido poroutras aes no governo. Diante desse risco, a nossa Comisso Jurdica elaborou um documento quesustenta, tanto jurdica como economicamente, o posicionamento da Abrasca em relao a esse tema.Nessa linha de trabalho, criamos tambm a Frente Abrasca de Reduo de Custos Tributrios.O objetivo dessa iniciativa colher e analisar informaes de suas associadas quanto aos custos incorridospara atendimento de obrigaes tributrias, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proporalteraes para reduzir tais custos, de preferncia que possam ser promovidas sem processo legislativo.Para a Abrasca, a agenda de trabalho de 2015 no foi diferente da de anos anteriores, demandan-do intenso esforo em funo das vrias frentes em defesa dos interesses das nossas associadas.Gostaria, assim, de destacar o extraordinrio esforo realizado pelas comisses tcnicas da Abrascana discusso e anlise em alto nvel dos importantes temas debatidos: Comisso Jurdica (Cojur),Comisso de Auditoria e Normas Contbeis (Canc) e Comisso de Mercado de Capitais (Comec).Alm das vrias realizaes citadas anteriormente, enfatizo as que tratarei a seguir:Voto a distncia Atendendo a um pleito da Abrasca, a CVM editou, no dia 18 de novembro,a Instruo 570, que torna facultativa, no exerccio de 2016, a aplicao da Instruo 561, queregulamenta a participao e votao a distncia em assembleia. Desse modo, a Instruo dever serobservada obrigatoriamente a partir de janeiro de 2017. A Instruo 561 foi editada em abril, incorpo-rando sugestes da Abrasca, entre elas a de no ampliar o prazo de antecedncia de convocao dasassembleias e a de tornar o processo de pedido de voto mltiplo mais transparente.Siscoserv A Abrasca, ao longo do ano, desenvolveu vrias reunies no sentido de aprimo-rar o Sistema Integrado de Comrcio Exterior de Servios e Intangveis (Siscoserv). Em junho,encaminhou ao Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior mais de60 questionamentos enviados por suas associadas, que foram prontamente esclarecidos pelaDra. Edna de Souza Cesetti, diretora da Secretaria de Comrcio e Servios do Ministrio.

MENSAGEM DO PRESIDENTE

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

Cdigo Brasileiro de Governana Corporativa Foram realizadas, ao longo do ano, vriasreunies sobre esse tema a fim de elaborar proposta para criao de um Cdigo nico deGovernana para a jurisdio brasileira. O entendimento da Abrasca desde 2014 o de que oCdigo Nacional dever resultar de uma convergncia construtiva a partir dos Cdigos deAutorregulao da Abrasca e do IBGC.A ideia estabelecer um cdigo baseado no formato pratique ou explique, modelo adotadopioneiramente pela Abrasca quando do lanamento do seu Cdigo de Autorregulao. fun-damental ressaltar que o impacto das propostas sobre a cultura e as prticas de cada empresaprecisa ser cuidadosamente avaliado para evitar constrangimento contraproducente na din-mica das organizaes. Para a Abrasca, o conceito de governana no deve conflitar com osobjetivos de criao de valor das empresas.Gostaria de destacar, tambm, os eventos realizados pela Abrasca com o objetivo de fomentaro debate e a difuso de conhecimento entre as companhias abertas.O primeiro foi o ciclo de seminrios sobre a Lei 12.973/14 Estratgia Tributria realizado emSo Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O objetivo foi capacitar os profissionais das compa-nhias abertas no novo regime fiscal institudo pela 12.973.Lanamos, ainda, um ciclo de cafs da manh para debates tributrios. O primeiro encontro,coordenado pelo BM&A Advogados, tratou dos aspectos relacionados adoo inicial donovo regime da Lei 12.973. O segundo, coordenado pela equipe tributria do Souza, CesconAdvogados, abordou os aspectos tributrios relacionados s reorganizaes societrias e osmtodos de equivalncia patrimonial e ajuste a valor presente de acordo com o novo regime.Para apoiar o desenvolvimento do mercado e o treinamento dos profissionais nas prticas detransparncia e compliance, a Abrasca promoveu dois eventos, no Rio de Janeiro e em So Paulo,para capacitar profissionais na utilizao da nova verso dos sistemas Empresas.Net e IPE.Em 2015, foram realizados os workshops tcnicos da Comec, em que se abordou o tema do Investidorde Alta Frequncia (High Frequency Trader HFT) e seu papel como formador de mercado.Concebida no final de 2014 e materializada no incio de 2015, foi realizada a primeira confern-cia internacional sobre criao de valor e o desafio climtico, organizada em parceria com oCDP. O evento discutiu os desafios da criao de valor em consonncia com os conceitos desustentabilidade e perenidade, cruciais para o desenvolvimento do mercado de capitais.Outra importante iniciativa da Abrasca pela melhoria do ambiente de mercado para as companhiasabertas foi a criao de um grupo permanente de trabalho em conjunto com a Superintendnciade Desenvolvimento de Mercado da CVM, para tentar aprimorar a regulamentao do mercado decapitais brasileiro. O grupo um reconhecimento da CVM ao importante trabalho desempenhadopela Cojur no debate propositivo construdo no mbito da Comisso Tcnica.Metas para 2016Para 2016, a Abrasca tem vrios desafios pela frente, perseverando na linha de reduo doscustos corporativos e tributrios. Entendemos que a crescente complexidade das exignciasregulatrias um estmulo para as empresas emergentes buscarem a associao com investi-dores estratgicos e no a capitalizao atravs do mercado de capitais, j que os custoseconomizados com o ganho de escala tornam-se, com isso, maiores. Vamos rever as obriga-es das companhias abertas e sugerir sua racionalizao.Aps essas consideraes, gostaria de expressar meus agradecimento pela ajuda e pelo apoio presta-do pelos meus colegas de Diretoria, do Conselho Diretor e membros das nossas Comisses Tcnicas. Foicom a colaborao de todos que conseguimos realizar um grande trabalho em 2015 em prol dos interes-ses de nossos associados.Finalmente, aproveitar a ocasio da AGO para comunicar que meu ltimo mandato na presidnciada Abrasca se encerrar em abril de 2017, quando dever assumir um novo presidente. Nesse contexto,est sendo estudada alternativa de separar as funes de presidente do Conselho e de diretor presidente.

CONSELHO DIRETOR E DIRETORIA DA ABRASCA 2015/2017

CONSELHO DIRETOR

AGILIO LEO DE MACEDO FILHOMonteiro Aranha S.A.

ALFREDO EGYDIO SETUBALIta Unibanco Holding S.A.

ALFRIED KARL PLGERCia. Melhoramentos de So Paulo

ANDR COVREUltrapar Participaes S.A.

ANDR VEIGA MILANEZCetip S.A. Mercados Organizados

ANTONIO DUARTE CARVALHO DE CASTROSouza Cruz S.A.

ARTHUR ALEXANDREDOS SANTOS FILHOPwC

ARTHUR PIOTTO FILHOCia. de Concesses Rodovirias S.A.

CLARISSA DELLA NINA SADOCK ACCORSIAES Eletropaulo S.A.

CRISTIANA PEREIRABM&FBovespa S.A.

EDMAR PRADO LOPES NETOGol Linhas Areas Inteligentes S.A.

EDUARDO ATSUSHI TAKEITICPFL Energia S.A.

ELISEU MARTINSConselheiro Honorrio

FBIO MASCARENHAS ALVESCia. Fiao e Tecidos Cedro Cachoeira

FLVIO MARASSI DONATTELIDuratex S.A.

FREDERICO CARLOSGERDAU JOHANNPETERGerdau S.A.

HARLEY LORENTZ SCARDOELLIMetalrgica Gerdau S.A.

HENRY SZTUTMANPinheiro Neto Advogados

JOS ANTONIO DE ALMEIDA FILLIPPOEmbraer S.A.

JOS ANTONIO GOULARTDE CARVALHOEucatex S.A. Ind. e Com.e Sociedades Controladas

JOS SALIM MATTAR JUNIORLocaliza Rent a Car S.A.

LLIO LAURETTIConselheiro Honorrio

LUIZ CARLOS ANGELOTTIBanco Bradesco S.A.

LUIZ FERNANDO ROLLACia. Energtica de Minas Gerais CEMIG

LUIZ FERNANDO SARCINELLI GARCIAConselheiro Honorrio

LUIZ LEONARDO CANTIDIANOMotta, Fernandes Rocha Advogados

LUIZ SPNOLACremer S.A.

MARCELO AUGUSTOSALGADO FERREIRAOi S.A.

MARCOS BADOLLATOBRF S.A.

MARIA CRISTINA MONOLI CESCONSouza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados

MARIA ISABEL DO PRADO BOCATERBocater Camargo Costae Silva Advogados

MAURICIO PEREZ BOTELHOEnergisa S.A.

MAURO EDUARDO GUIZELINETozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados

MORVAN FIGUEIREDO PAULA E SILVANadir Figueiredo Ind. e Com. S.A.

MURILO MLLERVale S.A.

PAULO ARAGOBarbosa, Mussnich & Arago Advogados

PAULO SETUBAL NETOItasa Investimentos Ita S.A.

PEDRO TEIXEIRA DE CARVALHOBraskem S.A.

ROBERTO FALDINIConselheiro Honorrio

SRGIO LOURENO MARQUESGlobo Comunicao e Participaes S.A.

THOMS TOSTA DE SConselheiro Honorrio

THOMAZ DANIEL BRULLAegea Saneamento e Participaes S.A.

VICTORIO BHERING CABRALConselheiro Honorrio

VICTORIO CARLOS DE MARCHICia. de Bebidas das Amricas AMBEV

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

DIRETORIA

PRESIDENTE

ANTONIO DUARTE CARVALHO DE CASTROSouza Cruz S.A.

1 VICE-PRESIDENTE

FREDERICO CARLOS GERDAU JOHANNPETERGerdau S.A.

VICE-PRESIDENTES

ALFRIED KARL PLGERCia. Melhoramentos de So Paulo

JOS SALIM MATTAR JUNIORLocaliza Rent a Car S.A.

LUIZ SPNOLACremer S.A.

PAULO SETUBAL NETOItasa Investimentos Ita S.A.

DIRETORES

FLVIO DONATTELIDuratex S.A.

HENRY SZTUTMANPinheiro Neto Advogados

MARIA ISABEL DO PRADO BOCATERBocater Camargo e Silva Advogados

MAURCIO PEREZ BOTELHOEnergisa S.A.

MORVAN FIGUEIREDO PAULA E SILVANadir Figueiredo Indstria e Comrcio S.A.

PAULO ARAGOBarbosa, Mssnich e Arago Advogados

SUPERINTENDENTE-GERAL

EDUARDO LUCANO DA PONTE

COMISSES TCNICAS

COMEC COMISSO DE MERCADODE CAPITAIS

RODRIGO MAIAGerdau S.A.Presidente

GERALDO SOARESIta UnibancoVice-Presidente

COJUR COMISSO JURDICA

HENRY SZTUTMANPinheiro Neto AdvogadosPresidente

NAIR VERAS SALDANHA JANSONBocater, Camargo, Costa e Silva AdvogadosVice-Presidente

CANC COMISSO DE AUDITORIAE NORMAS CONTBEIS

ARTHUR ALEXANDRE DOS SANTOS FILHOPwCPresidente

ROBERTO FREDERICO BATTAGLIOLLIDuratexVice-Presidente

ADESES DE ASSOCIADAS

AES Brasil Investimentos e Participaes Ltda. AES Brasil Ltda. AES Brazilian Energy Holdings Ii S.A. AES Brazilian Energy Holdings Ltda. AES Florestal Ltda. AES Guaba Ii Empreendimentos Ltda. AES Holdings Brasil Ltda. AES Rio Pch Ltda. AES Servios Tc Ltda. AES Termosul Empreendimentos Ltda. Aescom Sul Ltda. Alupar Investimentos S.A. Alvorada Adm Cartes Ltda. Alvorada Servios e Negcios Antares Holdings Ltda. Bankpar Brasil Ltda. Bankpar Consultoria e Servios Ltda. Bf Promotora de Vendas Ltda. Bioqualynet Sade Ocupacional Ltda. Blon Servios de Telecomunicaes Ltda. Blsk Servios de Telecomunicaes Ltda. Bpar Corretagem de Seguros Ltda. Bradesco Vida e Previdncia S.A. Bradescor Corretora de Seguros Bradesplan Participaes Ltda. Brumado Holding Ltda. Caete Holdings Ltda. Cia. de Gs de So Paulo S.A. Cly Administradora e Incorporadora Ltda. Cosan S.A. Indstria e Comrcio Crediporto Promotora de Servios Ltda. Duratex Florestal Ltda. Elba Holdings Ltda. Eler Administradora e Incorporadora Ltda. Embauba Holdings Ltda. Fashion Business Comercial de Roupas Ltda. Fernandes, Figueiredo Franoso e Petros Advogados Franco Corretagem de Seguros Ltda. Ganat Corretora de Seguros Indstria de Mveis Bartira Ltda. Innoweb Ltda. Interprint Ltda. Intrag-Part Administrao e Participaes Ltda. Ita Administrao Previdenciria Ltda. Ita Rent Administrao e Participaes Ltda. Ita Unibanco Servios e Processamento de Informaes Comerciais Ltda. Itb Holding Brasil Participaes Ltda. Levian Participaes e Empreendimentos Ltda. Linx S.A. Linx Sistemas e Consultoria Ltda. Marselha Holdings Ltda. Maxion Componentes Estruturais Ltda. Maxion Wheels do Brasil Ltda. Maxmix Comercial Ltda.

Media Networks Brasil Solues Digitais Ltda. Media Networks Participaes Ltda. Mfs Servios de Meios de Pagamento Ltda. Ncd Participaes Ltda. Nova Marlia Adm. Bens Mveis e Imveis Ltda. Nova Paiol Participaes Ltda. Ptio Goinia Shopping Ltda. Ptio Londrina Shopping Ltda. Ptio Sertrio Shopping Ltda. Ptio Uberlndia Shopping Ltda. Pop Internet Ltda. Porto Seguro Administradora de Consrcios Ltda. Porto Seguro Assessoria Documental Ltda. Porto Seguro Atendimento Ltda. Porto Seguro Investimentos Ltda. Porto Seguro Locadora de Veculos Ltda. Porto Seguro Proteo e Monitoramento Ltda. Porto Seguro Renova Servios e Comrcio de Peas Novas Ltda. Porto Seguro Renova Servios e Comrcio Ltda. Porto Seguro S.A. Porto Seguro Servios Mdicos Ltda. Porto Seguro Servios Odontolgicos Ltda. Portomed Porto Seguro Servios de Sade Ltda. Portopar Distribuidora de Ttulos e Valores Mobilirios Ltda. Provar Negcios de Varejo Ltda. Quixaba Empreendimentos e Participaes Ltda. Razen Energias S.A. Renner Administradora de Cartes de Crditos Ltda. Rubi Holdings Ltda. Rumo Logstica Operadora Multimodal S.A. Securis Administradora e Incorporadora Ltda. Send Empreendimentos e Participaes Ltda. Sierra Investimentos Brasil Ltda. Southern Electric Brasil Participaes Ltda. SP Telecomunicaoes Participaes Ltda. Tapajos Holdings Ltda. Telefnica Corretora de Seguros Ltda. Telefnica Engenharia de Segurana do Brasil Ltda.

(Telefnica Inteligncia e Segurana Brasil Ltda.) Telefnica Factoring do Brasil Ltda. Telefnica International Wholesale Services Brasil Ltda. Telefnica International Wholesale Services Brasil Participaes Ltda. Telefnica On The Spot Solues Digitais Ltda.

(Waves Solues Digitais S.A.) Telefnica Servios de Ensino Ltda. (Telefnica Learning Services) Telefnica Servios Empresariais do Brasil Ltda. Telefnica Transportes e Logstica Ltda. (Tglog) Tibre Holdings Ltda. Unio Participaes Ltda. Unibanco Empreendimentos Ltda. Unibanco Negcios Imobilirios Ltda. Vul Administradora e Incorporadora Ltda. Wayra Brasil Aceleradora de Projetos Ltda.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

REPRESENTATIVIDADE

Em 31/12/2015, a Abrasca contava com 261 associados, com valor de mercado de 490 bilhesde dlares, representando 80% do valor de mercado das empresas listadas na BM&FBovespa.A Associao faz-se representar nas seguintes instituies do mercado de capitais:

Associao Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP)Thoms Tosta de S

Cmara Consultiva de Listagem (BM&FBovespa)Antonio Duarte Carvalho de Castro

Cmara Consultiva de Mercado de Governana de Estatais da BM&FBovespaLuiz Spnola

Carbon Disclosure Project South AmericaAntonio Duarte Carvalho de Castro (presidente do Conselho)

Comisso Consultiva de Normas Contbeis (CVM)Arthur Alexandre dos Santos Filho

Comit Consultivo de Educao (CVM)Ana Paula Marques e Cssio Namur

Comit de Orientao para Divulgao de Informaes ao Mercado (CODIM)Ana Paula Tarossi e Maria de Fatima Gerolin

Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC)Alfried Karl Plger e Alecsandro Broedel Lopes

Conselho Consultivo de Certificao do IBGCLuiz Spnola Conselho Consultivo da Fundao

Conselho Curador da Fundao de Apoio do CPCAntonio Duarte Carvalho de Castro

Conselho Editorial Revista de Transparncia (IBRACON)Alfried Karl Plger

Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN)Flavio Maia

Conselho de Regulao e Melhores Prticas para o Mercado de FIP e FIEELuiz Spnola

Conselho de Regulao e Melhores Prticas do Mercado de Capitais (ANBIMA)Luiz Spnola e Elisabeth Piovesan Benamor

Conselho de Superviso de Analistas de Valores Mobilirios (APIMEC Nacional)Antonio Duarte Carvalho de Castro

Grupo de Trabalho InteragentesAntonio Duarte Carvalho de Castro

Grupo de Trabalho sobre Documentos do International Accounting Standards Board (IASB)Priscilla Anne e Rudah Giasson Luccas

Grupo Tcnico de Renda Fixa Corporativa da BM&FBovespaNair Veras Saldanha Janson

Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC)Antonio Duarte Carvalho de Castro e Eduardo Lucano dos Reis da Ponte

Sistema Pblico de Escriturao Digital (SPED)Arthur Alexandre dos Santos Filho e Alessandra Heloise

O Relatrio Anual da Abrasca integra-se ao Anurio Estatstico das Companhias Abertas parademonstrar a sua representatividade no conjunto da economia brasileira, com relao,principalmente, contribuio para a formao do PIB, impostos pagos, empregos e investimentos.

MOBILIZAO BEM-SUCEDIDA PARA MANTER DEDUTIBILIDADE DO JCPE ISENO DO IRF SOBRE DIVIDENDOSDurante todo o ano de 2015, vrios parlamentares apresentaram propostas para pr fim dedutibilidade do JCP e iseno do imposto de renda sobre dividendos, alm de o prpriogoverno ter editado Medidas Provisrias nesse sentido.

Em agosto, foi acatada emenda do senador Walter Pinheiro no Relatrio da MP 675, elaboradopela senadora Gleisi Hoffmann, com a proposta de revogao da dedutibilidade do JCP.Aps intensa mobilizao da Abrasca com os formadores de opinio e parlamentares, a emendafoi excluda do relatrio final.

A MP 692 aumentou o IR na fonte sobre JCP de 15 para 18% e limitou a TJLP para efeito declculo do limite para pagamento de JCP a 5%. Tambm houve intensa mobilizao contraessas propostas. A MP no foi aprovada pelo Congresso no prazo constitucional, o que resul-tou em perda de sua vigncia, no ocorrendo, assim, alterao na sistemtica do JCP.

No entanto persistem os indcios de que esses movimentos no sero nicos e podero serseguidos por outras aes do governo. Diante desse risco, a Comisso Jurdica elaboroudocumentos que sustentam, tanto jurdica como economicamente, o posicionamento da Abrascaem relao a esse tema, para utilizar sempre que necessrio.

ABRASCA APRESENTA SUGESTES QUE VISAM REDUO DE CUSTOS,CREDENCIA-SE COMO CAPACITADORA JUNTO AO CFC E INCLUDANA COMISSO DE EDUCAO PROFISSIONAL PARA REPRESENTARCONTADORES DAS COMPANHIAS ABERTASA Abrasca encaminhou, em novembro, ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC) propos-ta de aperfeioamentos nas regras que estendem aos profissionais de contabilidade dascompanhias abertas a sistemtica de pontuao obrigatria referente educao continuada,j adotadas em relao aos auditores externos: especialmente para restringir o alcance daobrigatoriedade aos responsveis pela elaborao das demonstraes. A entidade enviou,tambm, carta ao presidente do CFC, Jos Martonio Alves Coelho, solicitando a incluso daAbrasca como membro da Comisso de Educao Profissional Continuada (CEPC-CFC).O objetivo representar os contadores das companhias abertas, como j ocorre com osauditores externos, nesse frum da entidade.

O esforo da Abrasca resultou em seu credenciamento e homologao no CFC como capacitadora,alm de seu ingresso nos quadros da CEPC. Com isso, ter as condies para reduzir significa-tivamente os custos das companhias abertas no treinamento continuado de seus contadores.

COM O OBJETIVO DE BUSCAR A MELHOR RELAO CUSTO DECOMPLIANCE/BENEFCIO PARA AS COMPANHIAS, ABRASCA PARTICIPADA CRIAO DO CDIGO BRASILEIRO DE GOVERNANA CORPORATIVA,AO LADO DE ENTIDADES DO MERCADO DE CAPITAIS E CVMForam realizadas, ao longo do ano, vrias reunies sobre esse tema a fim de reunir propostaspara criao de um Cdigo de Governana nico para a jurisdio brasileira. O entendimento daAbrasca, desde 2014, o de que o Cdigo Nacional deveria resultar de uma convergnciaconstrutiva a partir dos Cdigos de Autorregulao da Abrasca e do IBGC. A ideia era estabelecerum cdigo baseado no formato pratique ou explique, princpio adotado pelo Cdigo daAbrasca. importante ressaltar que o impacto das propostas sobre a cultura e prtica de cadaempresa precisa ser cuidadosamente avaliado para evitar constrangimento contraproducentena dinmica das organizaes, ressalta o presidente Antonio Castro.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

Em meados de 2015, a CVM anunciou a inteno de tornar obrigatrio para as companhias abertaso Cdigo nico Brasileiro de Governana Corporativa, cuja minuta estava em fase de elaboraopelo GT Interagentes, que rene 11 entidades do mercado de capitais, entre elas a Abrasca.

A companhia que no praticar as disposies do Cdigo ter que explicar suas razes, prova-velmente no Formulrio de Referncia. Est ainda em discusso se apenas os desvios emrelao s regras do Cdigo tero de ser explicados ou se as companhias teriam de explicarcomo praticam as regras do Cdigo. As disposies tomariam por base a 5 edio do Cdigodo IBGC, convertidas e adaptadas para o modelo pratique ou explique.

A Abrasca solicitou aos associados que manifestem, em cada caso, se aceitam ou rejeitam asdisposies do Cdigo do IBGC, considerando que o formato pratique ou explique confereflexibilidade para justificar a eventual no adoo das regras, o que permite que no sejamobrigados a observar todas elas.

NOTA DA ABRASCA IMPRENSA COM CRTICAS AO AUMENTO DO PISE DA COFINS SOBRE RECEITAS FINANCEIRAS CONTRIBUIPARA MANTER HEDGE VIVELA Abrasca divulgou, no dia 30 de abril, nota imprensa na qual critica a majorao das alquotasdo PIS e da COFINS sobre receitas financeiras e alerta que a medida agrava ainda mais oambiente econmico, encarece o crdito, desestimula as exportaes e reduz investimento.

A entidade destaca, tambm, outro efeito que a medida poder causar: a inviabilizao daproteo das companhias, com dvidas em moeda estrangeira, frente a desvalorizaes cambi-ais atravs de operaes de hedge.

O movimento da associao, em conjunto com outras entidades, resultou em ajustes na medidapara neutralizar os efeitos sobre as operaes de hedge, evitando um dano ainda maior satividades produtivas no Brasil.

CVM CONTEMPLA PLEITO DA ABRASCA ADIANDO ADOO OBRIGATRIADE INSTRUO SOBRE VOTO A DISTNCIAAtendendo a um pleito da Abrasca, em nome das companhias abertas, a CVM editou a Instruo570, que torna facultativa em 2016 a aplicao da Instruo 561, que regulamenta a votao adistncia em assembleia. O pleito, apresentado em uma reunio com o superintendente deDesenvolvimento de Mercado da CVM, contou com a presena de representantes de cerca de10 companhias abertas, alm da Abrasca e da BM&FBovespa.

O dispositivo dever ser observado obrigatoriamente a partir de janeiro de 2017. A Instruo561 foi editada em abril, incorporando sugestes da Abrasca, entre elas a de reduzir a antece-dncia mnima de convocao das assembleias e a de tornar o processo de pedido de votomltiplo mais transparente.

SIMPLIFICAO E REDUO DAS NOTAS EXPLICATIVASA Abrasca criou uma comisso tcnica em coordenao com o Comit de PronunciamentosContbeis (CPC), para estudar sugestes que possam simplificar o nmero de informaesexigidas nas Notas Explicativas, no Formulrio de Referncia e no Relatrio da Administrao.

As recomendaes sobre a elaborao das Notas Explicativas resultaram em melhor informao aosusurios das demonstraes contbeis, especialmente analistas de investimentos e acionistas, pelasimplificao e induo objetividade e relevncia. Alm disso, a extenso das publicaes legaisfoi reduzida em at 40 % em alguns casos, promovendo expressiva conteno de custos.

BM&FBOVESPA ATENDE PLEITO DA ABRASCA:AMPLIADO PRAZO PARA ADAPTAO DE ESTATUTOSA BM&FBovespa emitiu, em fevereiro, ofcio circular que trata do Regulamento para Listagem deEmissores e Admisso Negociao de Valores Mobilirios. Nesse ofcio, a Bolsa atende soli-citao da Abrasca referente ao pedido de alargamento por um ano do prazo para adaptao deestatutos sociais s disposies do referido Regulamento, em especial ao seu item 8.1 (referente retirada ou excluso dos valores mobilirios admitidos negociao): de 18 de agosto de2015 para 18 de agosto de 2016.

CENTRAL DE BALANOS PARA REDUZIR CUSTOS DE PUBLICAES LEGAISA Abrasca vem desenvolvendo projeto para viabilizar a Central de Balanos, conforme previstano projeto do SPED, de maneira que as demonstraes financeiras possam ser publicadas deforma eletrnica, contando com a tecnologia que garanta segurana jurdica informao.

O objetivo da proposta, elaborada pela Abrasca, aperfeioar os instrumentos de divulgaodas informaes das companhias, racionalizar a entrada de dados por parte de seus profissio-nais e reduzir custos em relao aos processos atuais.

No limite, a implementao do projeto da Central de Balanos poder vir a substituir aobrigatoriedade de publicao de informaes nos dirios oficiais.

SEMINRIO SOBRE O NOVO REGIME TRIBUTRIO (LEI 12.973)RENE MAIS DE 500 PROFISSIONAIS DAS COMPANHIAS ABERTASDO RIO DE JANEIRO, SO PAULO E BELO HORIZONTEA Abrasca realizou, em janeiro, o ciclo de seminrios sobre a Lei 12.973/14, que instituiu o novoregime tributrio com base no IFRS, esclarecendo as dvidas e interpretaes sobre o novodispositivo legal. O evento ocorreu no final de janeiro, em Belo Horizonte, e no incio de feverei-ro, em So Paulo e no Rio de Janeiro, em tempo de se debater o tema antes do prazo de adooopcional, auxiliando, assim, na deciso das companhias.

Ao longo das trs edies, participaram tributaristas dos principais escritrios de advocaciaassociados Abrasca, alm de representantes dos setores jurdico e contbil das companhiasabertas bem como da rea de auditoria (Pwc).

ABRASCA REALIZA A 1 CONFERNCIA SOBRE MUDANAS CLIMTICASE MERCADO DE CAPITAISA Abrasca, em parceria com o CDP, realizou em abril, em So Paulo, a 1 Conferncia sobreMudanas Climticas e Mercado de Capitais Agregando Valor com Sustentabilidade.No encontro, foram abordados os seguintes temas: a) como proteger e criar valor em tempo demudanas climticas; b) mudanas climticas: principais tendncias e suas implicaes nosnegcios; c) o papel dos negcios nas discusses internacionais do clima; d) como construirnegcios perenes em um mundo de recursos escassos.

O evento ocorreu na sede do Insper, em So Paulo, e contou com a presena de cerca de200 participantes, todos profissionais envolvidos com as dimenses ESG dentro de suasrespectivas companhias. O sucesso do evento fez com que Abrasca e CDP inclussem essaconferncia anual no seu calendrio permanente, o que convida as companhias a pensaremsustentabilidade em bases regulares.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

ABRASCA PEDE TEMPO PARA ADOO DO RELATO INTEGRADOO superintendente-geral da Abrasca, Eduardo Lucano da Ponte, participou, em dezembro, de umevento realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, para discutir o Relato Integrado. SegundoEduardo Lucano, as companhias esto participando ativamente da anlise de vrias propostaspara aperfeioar sua estrutura de reporte e de relaes com investidores. Citou como exemplos oaperfeioamento dos mecanismos de voto a distncia em assembleias gerais, a sistemtica deinformao CVM e o estudo para criao do Cdigo Brasileiro de Governana Corporativa.

Assim, na abertura da cerimnia, o executivo destacou que o tema um novo desafio para asempresas, que precisam de tempo para assimil-lo, embora o Relato Integrado seja racionalizadordo processo de comunicao e, em ltima instncia, redutor de custos.

A inteno fazer com que o tradicional relatrio anual produzido pelas reas de finanas,relaes com investidores e controladoria, previsto em lei, integre-se ao relatrio sobre prticasno financeiras. Ou seja, inclua dados sobre governana corporativa e informaessocioambientais, usualmente preparadas por outras reas da companhia. Lucano ressaltou aimportncia de os dois relatrios conterem a mesma interpretao dos nmeros com um textonarrativo que complemente os dados contbeis. Tal proposio inquestionvel. A qualidadeda informao ser otimizada com a adoo desse enfoque, destacou.

O superintendente-geral da Abrasca disse que para as companhias abertas a conexo dasinformaes financeiras e no financeiras contribuir para identificar e gerenciar com maiseficincia os riscos das empresas bem como ajudar a apresentar uma viso do desempenhoorientada para o longo prazo.

No evento, foram apresentados casos de sucesso, lanado o terceiro white paper de RelatoIntegrado, alm de promovida uma discusso reunindo a Comisso Brasileira do Relato Integra-do. O seminrio foi encerrado por Lisa French, diretora international do Integrated ReportingCouncil, que falou sobre os prximos passos do IIRC.

FRENTE ABRASCA PELA REDUO DE CUSTOS TRIBUTRIOSEm funo da elevada carga tributria, das onerosas obrigaes acessrias e dos esforos dascompanhias abertas para reduzir custos, a Abrasca criou a Frente de Redues de CustosTributrios. O objetivo dessa iniciativa colher e analisar informaes de suas associadasquanto aos custos incorridos para atendimento de obrigaes tributrias, nas esferas federal,estaduais e municipais, assim como propor alteraes nas exigncias das administraes tri-butrias dessas trs esferas que possam reduzir tais custos. Recente estudo da OCDE mostrouque o Brasil o pas onde necessrio o maior nmero de horas para cumprir as obrigaestributrias. A princpio, as propostas tero como foco principal as alteraes que possam serpromovidas sem processo legislativo.

HOMENAGEM A TARCSIO BEUREN, PRESIDENTE DA COMEC DA ABRASCAO presidente da Abrasca, Antonio Castro, na reunio conjunta da Comisso de Mercado deCapitais (Comec) e Comisso Jurdica (Cojur), realizada em janeiro, prestou uma homenagem aTarcsio Beuren, que se aposentou e estava deixando o cargo de presidente da Comec da Abrasca.

Castro destacou que a dedicao e o competente trabalho desenvolvido por Tarcsio na presidnciada Comisso permitiram Abrasca alcanar grandes vitrias em defesa dos interesses das compa-nhias abertas. Na reunio, foi apresentado mais um dos legados deixados por Tarcisio:o ciclo de workshops tcnicos da Comec, em que se debateram, ao longo de quatro edies em 2015,temas avanados sobre relao com investidores. Tambm foi apresentado aos membros da Comis-so o novo presidente, Rodrigo Maia, gerente da RI da Gerdau, que sucede Tarcsio frente da Comec.

ABRASCA REALIZA CICLO DE CAFS DA MANH PARA APROFUNDARDEBATE SOBRE O NOVO REGIME TRIBUTRIO (LEI 12.973)A Abrasca realizou, em 2015, um ciclo de cafs da manh para aprofundar alguns dos temasdebatidos em janeiro, no seminrio sobre a Lei 12.973/14. O primeiro encontro, coordenadopelo BM&A Advogados, tratou dos aspectos relacionados adoo inicial do novo regime daLei. O evento, que ocorreu no escritrio do BM&A em So Paulo, com mais de 100 inscritos,abordou os aspectos relacionados antecipao dos efeitos da lei para o ano fiscal de 2014,faculdade conferida s empresas pela Lei 12.973/14.

O evento subsequente, coordenado pela equipe tributria do Souza, Cescon, Barrieu & Flesh Advo-gados, versou sobre os aspectos tributrios relacionados s reorganizaes societrias. Para o anode 2016, esto previstos eventos com o Mattos Filho Advogados e BCCS Advogados, sempre comdiscusses a respeito dos aspectos tributrios voltados para o dia a dia das companhias abertas.

EVENTO PARA CAPACITAO NA NOVA VERSO DOS SISTEMASDE INFORMAO CVM: EMPRESAS.NET E IPEPara apoiar o desenvolvimento do mercado e o treinamento dos profissionais nas prticas detransparncia e compliance, a Abrasca promoveu dois eventos, no Rio de Janeiro e emSo Paulo, para capacitar profissionais na utilizao da nova verso dos sistemas Empresas.Nete IPE. Os eventos, que reuniram mais de 200 profissionais, tiveram como um dos palestrantesCarlos Henrique Carajonas, responsvel pelo sistema na BM&FBovespa.

Os dois eventos contaram com o apoio do nosso associado TozziniFreire Advogados, cujasinstalaes em So Paulo sediaram uma das edies do encontro, e da Apimec-RJ, que recebeuo grupo em seu auditrio no Rio de Janeiro. A capacitao profissional nos temas ligados cultura de companhia aberta uma preocupao crescente na Abrasca, que formalizou impor-tantes parcerias para aumentar substancialmente o contedo entregue s suas associadas.

ABRASCA ACOMPANHA PROJETO DE LEI SOBRE EMISSO DE CRAA Abrasca participa do Grupo Tcnico de Renda Fixa, que est analisando e debatendo o Projeto deLei n 3.573/15, que altera as regras para emisso de CRA Certificados de Recebveis do Agronegcio.O PL altera a Lei n 11.076/04 para permitir clusula de correo com base na variao cambial.

O GT considerou o Projeto de Lei restritivo porque estabelece condio de negociao exclusi-vamente por investidores no residentes, o que dever prejudicar a atratividade dos ttulos.

Abrasca, Anbima e BM&FBOVESPA devero levantar pontos que precisam ser alterados, para no inviabilizaro instrumento de captao de recursos e oportunamente enviaro ao relator essas observaes.

ABRASCA ATUA JUNTO CVM PARA VIABILIZAR NOTAS PROMISSRIASCOM PRAZOS SUPERIORES A UM ANOA Abrasca enviou Superintendncia de Desenvolvimento de Mercado da CVM sugestes paraa minuta de Instruo sobre Oferta Pblica de Distribuio de Nota Promissria. O esforo foifruto de uma srie de discusses realizadas pelo Grupo de Trabalho da Comec e da Cojur sobreas caractersticas e potencialidades do mercado.

Em decorrncia de uma das sugestes da Abrasca, a CVM alterou a redao do dispositivo paradeixar inteiramente a cargo do estatuto ou contrato social a definio da competncia para autorizar aemisso de nota promissria para oferta pblica de distribuio, dando mais flexibilidade ao emissore eliminando as dvidas sobre a necessidade legal de deciso pela assembleia ou pelo conselho.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

Em adio, a Abrasca apresentou comentrios sobre os seguintes assuntos: a) possibilidade deemisso por sociedades limitadas; b) prazo de vencimento dos ttulos emitidos por meio deregistro automtico; c) alterao no termo Agente Fiducirio para Agente de Notas; d) ajustes nadefinio de data de emisso.

Contudo a entidade ainda entende que persiste uma lacuna na regulamentao, que a impos-sibilidade de pagamentos intermedirios ao longo da durao da NP. Esse ponto reduz o poten-cial de captao por meio do novo instrumento e limita a amplitude da principal inovao trazidapela CVM: a possibilidade de emisso de NPs com prazos superiores a um ano.

ABRASCA PROMOVE WORKSHOP SOBRE INVESTIDOR DE ALTA FREQUNCIAA Abrasca, em parceria com a BM&FBovespa, realizou em maro, em So Paulo, workshops como tema Investidor de Alta Frequncia (High Frequency Trader HFT) e seu papel como formadorde mercado. Alm de contar, entre seus painelistas, com o CEO Global da Optiver, Paul Hilgers,principal HFT do mercado mundial, o evento trouxe ao pblico a oportunidade de debater com odiretor de Operaes da BM&FBovespa, Andr De Marco, importantes aspectos ligados gestode riscos dos sistemas da Bolsa, apurados com a entrada dos HFTs no mercado.

O evento contou com a participao de mais de 70 profissionais de RI e inaugurou a srieworkshops tcnicos da Comec.

COMEC E COJUR AVANAM NA DISCUSSO DE TERMO DE REFERNCIAPARA COMPANHIAS EMITIREM TTULOS HBRIDOSA Comec e a Cojur criaram uma Grupo de Trabalho, em parceria com a Anbima, a fim de estudarum termo de referncia para o papel que viabilize a emisso de ttulos hbridos para captao derecursos. Esses ttulos tm caractersticas de dvida no que tange remunerao do investidor,mas so reconhecidos contabilmente como capital, dada a caracterstica de no exigibilidade,que contribui para reduzir a alavancagem das companhias.

A maioria das jurisdies que adotaram o IFRS possui esse tipo de ttulo. H perda decompetitividade para a jurisdio brasileira caso sua colocao no seja possvel no Brasil.Os ttulos hbridos so, hoje, um tipo de papel atrativo para o investidor, porque pagam cupomfixo superior dvida snior da companhia e garantem acesso aos recursos para investimentossem diluir a posio acionria dos atuais acionistas.

A Abrasca tambm apresentou o projeto para o Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC),para o Ibracon e para o CFC. Promoveu, ainda, trs reunies com a CVM para tratar do tema.

NO DEBATE SOBRE O PROGRAMA DE GOVERNANA DE ESTATAISDA BM&FBOVESPA, ABRASCA SUGERE AUMENTO DO DISCLOSUREDOS CARGOS PREENCHIDOS PELOS GOVERNOS NAS ESTATAISA BM&FBovespa lanou, em julho, o Programa de Governana de Estatais com o objetivo deauxiliar o processo de retomada da confiana dos investidores nas sociedades de economiamista. O processo contou com a contribuio de entidades convidadas pela Bolsa, entre elas aAbrasca, que sugeriu principalmente:

(i) compulsoriedade na adeso, para evitar que o mercado dependa da vontade polticados governantes;

(ii) criao de nveis diferentes de adeso, por entender que as companhias esto em diferentesestgios de maturidade corporativa; e

(iii) ampliao do disclosure relativo aos cargos de confiana, aqueles indicados pelo sciosetor pblico, muitas vezes desalinhados com os interesses de longo prazo da companhia.Sobre a composio dos rgos colegiados das companhias estatais, por exemplo,a Abrasca sugeriu que a definio de uma Poltica de Indicao faa parte dos EstatutosSociais dessas companhias.

As propostas encaminhadas Bovespa incluem quatro itens: transparncia; estruturas e prti-cas de controles internos; composio da administrao e do conselho fiscal; e obrigaes dosacionistas controladores.

ABRASCA REALIZA 2 ENCONTRO DE DIREITO DAS COMPANHIAS ABERTASA Abrasca realizou em novembro, em So Paulo, o 2 Encontro Nacional de Direito das Compa-nhias Abertas. O evento contou com 200 participantes, entre CEOs, diretores jurdicos, mem-bros dos Conselhos de Administrao e Fiscal de companhias abertas, alm de representantesdos principais escritrios de advocacia do Pas.

O anfitrio do evento foi o professor do Insper Andr Soares Camargo, que abriu o encontro.Em seguida Henry Sztutman, presidente da Cojur e scio do Pinheiro Neto Advogados,falou em nome da Abrasca. No encontro foram debatidos os seguintes temas: Desafiosde M&A de companhias abertas; Litgios societrios em companhias abertas; Impactosdos cenrios de crise na estrutura e nas prticas de governana das companhias abertas;e Tendncias regulatrias.

No encerramento, o vice-presidente da Abrasca, Alfried Plger, classificou o evento como um grandesucesso. Ainda que estejamos atravessando um ano difcil, o pblico foi significativo e as discus-ses foram acompanhadas e debatidas por todos, sinal de que este encontro manteve a relevncia dasua primeira edio. Plger lembrou que essa iniciativa da Abrasca nica, j que no h outroencontro de direito de mbito nacional voltado para profissionais do mercado de capitais.

ABRASCA ENTREGA O 17 PRMIO DE MELHOR RELATRIO ANUALA Abrasca realizou, em novembro, a solenidade de entrega do 17 Prmio Abrasca de MelhorRelatrio Anual, no auditrio da BM&FBOVESPA, em So Paulo.

As empresas premiadas, de acordo com sua categoria, foram as seguintes: Lojas Rennervenceu como Companhia Aberta Grupo 1 (empresas com receita lquida igual ou acima deR$ 3 bilhes); CTEEP venceu como Companhia Aberta Grupo 2 (empresas com receita lquidaabaixo de R$ 3 bilhes).

J na categoria Companhias Fechadas, Algar Agro conquistou o Grupo 1 (empresas com receitalquida igual ou acima de R$ 1 bilho) e o Grupo Sabemi foi distinguido no Grupo 2 (empresascom receita lquida abaixo de R$ 1 bilho). A CBS Previdncia venceu a categoria OrganizaesNo Empresariais.

As menes honrosas foram concedidas s seguintes companhias: Tractebel Energia, por suaAnlise econmico-financeira; Natura Cosmticos, pelo captulo Aspectos socioambientais;Light, pela descrio sobre Estratgia e investimentos; Banco Bradesco, pela Gesto deriscos; e a EDP Energias do Brasil, pela Governana corporativa.

No total foram inscritos 97 trabalhos neste ano, trs a mais que no ano anterior. Destes,60 relatrios so de companhias abertas, 22 das fechadas e 15 de organizaes no empresa-riais. O evento iniciativa da Abrasca, apoiada pelas principais entidades do mercado de capi-tais brasileiro, com vistas a contribuir com mecanismos de maior transparncia das companhi-as para o mercado e a sociedade.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

COMEC REALIZA COM A BM&FBOVESPA WORKSHOPPARA DISCUTIR EMPRSTIMO DE AESA Comec e a Central de Inteligncia de R.I. da BM&FBOVESPA realizaram em setembro,em So Paulo, workshop com o tema Emprstimos de ativos. No evento, o diretor de Desen-volvimento de Mercado da Bolsa, Guilherme Pimentel, disse que o mercado de emprstimo deaes cresce a uma taxa de 30% ao ano.

O ndice praticamente 10 vezes maior que o crescimento do iBovespa e ajuda a promover aliquidez no mercado vista, sendo um produto estratgico para a Bolsa de Valores, destacou oexecutivo. A modalidade existe desde os anos 1970, mas no caso da bolsa brasileira s foiregulamentada em 1996 com a criao do Servio de Emprstimo de Ativos.

importante o fomento ao aluguel de aes, mas preciso que o profissional de Relaescom Investidores conhea bem o mercado, destacou Rodrigo Maia, presidente da Comec egerente de Relaes com Investidores da Gerdau, concordando que tais operaes ajudam naliquidez dos papis no mercado vista. Participaram, tambm, do workshop Sonia Villalobos,presidente do captulo brasileiro da CFA Society, Leonardo Vasques, da Ita Asset, e Andr Lion,da Ibina Investimentos.

ABRASCA E CDP REALIZAM FRUM PARA DEBATER NOVAS FORMASDE FAZER NEGCIO EM TEMPOS DE MUDANAS CLIMTICASA Abrasca e o CDP Driving Sustainable Economies promoveram, em novembro, na sede doInsper, em So Paulo, o frum Novas formas de fazer negcio em tempos de mudanas climti-cas. Esse foi o segundo evento, em 2015, da Abrasca, realizado com o CDP, que a principaliniciativa de transparncia em inventrio de carbono e utilizao de recursos naturais do mundo.

No evento, foram abordadas as principais tendncias internacionais na gesto de governana,a partir das mudanas climticas. Foram apresentados, no frum, trs estudos de caso de boasprticas: preo interno do carbono; gesto de riscos hbridos; e gesto do capital natural.

Participaram dos debates Alexandre Fischer, gerente de Operaes da Abrasca, Amanda FerreiraGomes, gerente de Controles Internos da Infraprev, Enrique Gusman, gerente snior de MeioAmbiente da LAN Arlines, e Patricia Iglecias Lemos, secretria de Meio Ambiente do Governo doEstado de So Paulo.

5 ENCONTRO DE CONTABILIDADE E AUDITORIAA Abrasca, em parceria com o IBRACON, realizou nos dias 14 e 15 de setembro, em So Paulo,o 5 Encontro de Contabilidade e Auditoria para as Companhias Abertas e Sociedades de Gran-de Porte. O encontro foi aberto com uma mesa-redonda para se discutirem possveis mudanasno IRFS. Participaram dos debates Amaro Gomes, board member do IASB, Alexsandro Broedel,diretor de Controladoria do ItauUnibanco e member ASAF IASB, e Carl Douglas, member IFRSInterpretation Commitee.

Durante o evento, foram discutidos ainda os seguintes temas: Notas explicativas; SPED e asadaptaes s novas obrigaes tributrias; Governana para reduo de riscos de distororelevante nas demonstraes contbeis; Caminhos para a reduo dos custos tributriosdas companhias abertas e sociedades de grande porte; e Objetividade ou discricionariedade:suas influncias na relevncia e representao fidedigna das demonstraes contbeis.

ABRASCA NA MDIAAo longo de 2015, a Abrasca contou com 360 inseres na mdia tradicional, entre jornais,revistas e portais online (sites). O resultado mostra um aumento de 9,7% em comparao com2013 e de 9,9% sobre 2014 (358). O trimestre julho, agosto e setembro, que concentra dois dosprincipais eventos da associao, foi o mais forte em publicaes, concentrando 41%dos registros no ano.

O twitter da Abrasca, com 252 seguidores, teve, durante o ano anterior, 851 novas atualizaes,com 1.790 visitas.

ABRASCA LANA 11 EDIO DO ANURIO ESTATSTICODAS COMPANHIAS ABERTASA Abrasca lanou, em julho, por ocasio do 17 Encontro Nacional de Relaes com Investido-res e Mercado de Capitais, em So Paulo, a 11 edio do seu Anurio Estatstico das Compa-nhias Abertas 2015/2016. Os dados reunidos na publicao revelam os efeitos da retraoeconmica de 2014 no desempenho das companhias com aes listadas na BM&FBovespa.

A receita lquida das 353 empresas analisadas totalizou R$ 1,61 trilho, com crescimento de10% em relao ao ano anterior, e o lucro lquido somou R$ 101,8 bilhes, com quedade 10,8%. O patrimnio lquido consolidado dessas companhias chegou a R$1,70 trilho,o que significou uma alta de 1,69%.

Apesar desse fraco desempenho, as empresas recolheram R$ 81,3 bilhes em impostos,valor 12,2% superior ao de 2013. A participao dessas companhias na formao do ProdutoInterno Bruto (PIB) caiu de 16,40% para 16,2%.

PESQUISA DA ABRASCA DIVULGADA EM OUTUBROJ APONTAVA QUADRO FORTEMENTE RECESSIVO EM 2016A Abrasca divulgou, em outubro, sua tradicional pesquisa sobre tendncias macroeconmicas.O trabalho apontou que, em 2016, a economia ser marcada pela recesso e estagflao. A alta dainflao e o encolhimento do PIB, prximo de 3%, so os pontos negativos sinalizados na pesquisa.

Em contrapartida, o comportamento das exportaes j sinalizava a reao que foi observada noprimeiro trimestre do ano. A taxa cambial, na avaliao das empresas consultadas, favorece asexportaes e penaliza o concorrente importado, favorecendo as contas externas.

As exportaes atenuam o quadro de crise, certamente, mas na anlise da atividade setorial oque preocupa o nvel de aumento de custos de cada setor, com dificuldade de repassar para ospreos dos produtos, comentou Antonio Castro, presidente da Abrasca.

As companhias abertas apontaram, tambm, que seus investimentos sero direcionadosprioritariamente para projetos que gerem economia de custos e ganhos de produtividade.

PRESIDENTE DA ABRASCA ABRE SOLENIDADE DE ENTREGADA 9 EDIO DO PRMIO IMPRENSA DE EDUCAO AO INVESTIDORO presidente da Abrasca, Antonio Castro, ao abrir a solenidade de entrega da 9 edio doPrmio Imprensa de Educao ao Investidor, ressaltou o papel relevante que a imprensa desem-penha na economia. No caso especfico do mercado de capitais, esta tarefa extremamenterelevante, pois permite a um nmero expressivo de investidores tomar decises conhecendo osriscos, as oportunidades e os seus direitos legais, destacou Castro.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

Premiados pelo Comit Consultivo de Educao da CVM, do qual a Abrasca participa:

Categoria Jornal Luciana Seabra Castro dos Anjos, com a matria O custo da inrcia, publicadaem 19/03/2014, no jornal Valor Econmico.

Categoria Revista Bruna Maia Carrion Acosta, com a matria com voc, investidor, publicadaem abril de 2014, na revista Capital Aberto.

Categoria Mdia Digital Fernanda Guimares, com a matria Papel do Conselho de Administraodeve ganhar maior peso na anlise do investidor, publicada em 04/12/2014, na Agncia Estado.

Cada um recebeu um certificado e prmios individuais no valor de R$ 3.500,00.

O objetivo do prmio colaborar com a educao financeira, estimulando a imprensa a veicularmatrias e reportagens que, de modo didtico, esclaream as oportunidades e os riscos dosdiversos investimentos disponveis para pessoas fsicas no mercado de capitais, auxiliando naformao de investidores mais conscientes.

CVM EDITA INSTRUES SOBRE NEGOCIAO POR COMPANHIAS ABERTASDE AES DE SUA PRPRIA EMISSO COM SUGESTES DA ABRASCAA CVM editou, em setembro, a Instruo 567, que trata da negociao por companhias abertasde aes de sua prpria emisso e derivativos nelas referenciados, e a 568, que altera e acres-centa dispositivos s Instrues 358 e 480. No documento, a autarquia acatou seis sugestesapresentadas pela Abrasca.

Entre elas, a que props a excluso do dispositivo que contm a vedao a operaesque possam influir no regular funcionamento do mercado, e sua substituio por umaremisso Instruo CVM n 8, de 1979, que j veda prticas irregulares no mercado de valoresmobilirios e cujos conceitos j foram interpretados em diversas decises ao longo dos anos,sendo, portanto, mais pacficos aos agentes de mercado.

Foi acatada, tambm, a proposta que amplia a dispensa de prvia aprovao pela assembleia geralna hiptese de outorga a administradores de aes como parte de remunerao que j houvessesido anteriormente aprovada pelos acionistas. Ainda foram abrangidos empregados e prestadoresde servios, no apenas da companhia emissora das aes, mas tambm de suas controladas. Osprogramas de remunerao com aes vem sendo foco de diferenas de interpretao entre CVMe recebendo especial ateno da Abrasca.

ABRASCA ACOMPANHA TRAMITAO DO PROJETO DE NOVO CDIGOCOMERCIAL PELOS RISCOS QUE REPRESENTA PARA AS COMPANHIASDiversas companhias manifestaram apoio ao posicionamento da Abrasca, que contrria cria-o de um novo Cdigo Comercial. A entidade entende que o preenchimento das lacunas nalegislao comercial brasileira pode ser feito atravs da elaborao de projetos de lei especficos.Durante o ano, a Abrasca acompanhou a tramitao do projeto para agir nas ocasies oportunas.

PLEITOS DA ABRASCA ATENDIDOS NA REFORMA DA REGULAOSOBRE PROGRAMAS DE DRA Abrasca enviou CVM vrias sugestes referentes Audincia Pblica 11/2014 da minuta deInstruo que alterou as regras de aprovao de programa de Depositary Receipts (DR) paranegociao no exterior.

A pedido da Abrasca, a Instruo CVM 559 descartou a ampliao do prazo de convocao deassembleia geral de oito para 15 dias. Segundo a entidade, a imposio de um prazo mnimomais longo prejudicaria a agilidade das companhias para aprovao de matrias urgentes emassembleia geral extraordinria. A entidade justificou que, em caso da necessidade de um prazomaior solicitado pelo acionista, j existe o mecanismo previsto no artigo 124 da Lei 6.404/76.

A Abrasca defendeu, com sucesso, que estava muito ampla a relao de documentos e informaesdisponibilizados para os acionistas pelos quais o diretor estatutrio do emissor teria que se responsabi-lizar, j que inclua itens sobre os quais a companhia no possui ingerncia. A CVM acatou a sugesto daAbrasca, restringindo a declarao apenas aos documentos de responsabilidade do emissor.

A Abrasca logrou, ainda, expressivo xito ao conseguir manter a exigncia regulatria da anunciaprvia do emissor em programas de DRs no patrocinados, argumentando que a oferta devalores mobilirios da companhia em uma nova jurisdio deve respeitar a estratgia da com-panhia com relao a mercados de capitais estrangeiros. Tambm deve ser considerado o riscode no conformidade com obrigaes regulatrias de pases estrangeiros.

MDIC RESPONDE SOBRE APERFEIOAMENTO DO SISCOSERVSUGERIDO PELA CANCEm outubro, o MDIC Ministrio do Desenvolvimento, da Indstria e do Comrcio Exterior respondeu aos questionamentos sobre o Sistema Integrado de Comrcio Exterior de Servios eIntangveis (Siscoserv) bem como s sugestes de aperfeioamento formuladas por Grupo deTrabalho da CANC Comisso de Auditoria e Normas Contbeis da Abrasca.

Ao longo do ano de 2015, a CANC realizou vrias reunies no sentido de elaborar sugestespara aprimorar o Siscoserv. Em junho, a entidade encaminhou ao Ministrio do Desenvolvi-mento, Indstria e Comrcio Exterior (MDIC) carta com mais de 60 questionamentos e ideiasenviados por seus associados.

As respostas do MDIC foram debatidas em reunies tcnicas da CANC, e os esclarecimentosforam difundidos para as associadas, o que facilitou a interao das companhias com o sistema.

Os principais tpicos respondidos e atendidos pelo Ministrio foram os seguintes:

Atendido o pleito de criao de possibilidade de retificao dos campos Registro de Paga-mento e Registro de Faturamento, cuja incluso no sistema j ocorreu.

Atendido o pleito de que o envio das informaes sobre operaes de pequeno valor pudesseser feito de forma consolidada, conforme outras obrigaes acessrias do governo federal, parareduzir o custo de envio de cada operao em separado. O Ministrio informou que est emhomologao a verso do sistema que implementa arquivos de retorno transmisso em lote,aumentando a automao do processo de registro do Siscoserv.

Os pontos listados a seguir foram esclarecidos pelo MDIC, eliminando dvidas das companhi-as: obrigatoriedade do NIF nos registros; transaes de carter gratuito; reembolsos de despe-sas; reembolso indireto; recebimentos mltiplos; simplificao de registros; participao norateio de despesas; informaes sobre os expatriados; forma de envio das informaes; contra-tos com prazo indeterminado; registro da operao apenas na data de pagamento/recebimento;procedimento para correo das operaes aps publicao de novas NBS; registros de frete eobrigatoriedade de registro; emprstimos tomados no exterior; denncia espontnea.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

ABRASCA ESCLARECE AMEC QUE NO CABE PRESSIONARCOMPANHIAS CUJOS ADMINISTRADORES USAM RECURSO JUDICIALPARA GARANTIR SIGILO DA REMUNERAOA Abrasca enviou, em julho, ao presidente da Amec, Mauro Cunha, esclarecimentos com relao carta da instituio em que sugere s companhias abertas abdicarem do uso da liminar obtidapelo IBEF para no divulgar a remunerao dos administradores na forma demandada pelaICVM 480/09. No documento, o presidente, Antonio Castro, diz que, em reunio do ConselhoDiretor da Abrasca, diversos associados manifestaram desconforto com a carta enviada pela Amec.

O presidente da Abrasca lembrou que, em maio de 2013, o direito a sigilo, inicialmente concedidopor liminar, foi convertido em sentena de primeira instncia pelo juiz Firly Nascimento Filho.

O pedido da AMEC, de certa forma, procura promover uma presso sobre o administrador,que teve reconhecido seu direito privacidade, atravs do presidente do conselho deadministrao. Porm, no cabe ao presidente do conselho de administrao (nem aopresidente executivo) da companhia o papel de constranger seus pares. sempre importanterelembrar que a garantia da boa governana corporativa passa, antes mesmo dos Cdigos e doprprio regulador, pela observncia da lei e sua interpretao pelo Poder Judicirio; no caso emquesto, inclusive, da Constituio Federal.

Antonio Castro finaliza o documento destacando que o sigilo um direito dos profissionaisque atuam como administradores das empresas, no cabendo s companhias a postura derestringir esse direito.

ABRASCA ATUA COMO AMICUS CURIAE EM PROCESSOSOBRE CORREO DE BENEFCIO DE APOSENTADORIAPAGO POR FUNDOS DE PENSOA Abrasca atuou em defesa de suas associadas patrocinadoras de fundos de penso como amicuscuriae em processo no Superior Tribunal de Justia STJ em que se discutia o pagamento dobenefcio da aposentadoria: se vale o regulamento no momento da adeso do funcionrio ao planode previdncia ou se vale o regulamento vigente no momento da aposentadoria.

O julgamento contou com a colaborao de aturios, economistas e advogados que participa-ram de audincia pblica para subsidiar o STJ no julgamento do recurso especial. A Abrasca foirepresentada pelo Dr. Vtor Gil Peixoto, que ressaltou os elevados riscos de pagar benefcioscom base em regras estabelecidas em um lapso temporal de cerca de 30 anos. Variveis comoexpectativa de vida, mudanas na relao trabalhista, taxas de juros e inflao devem serreavaliadas no momento da concesso do benefcio e a alterao nessa conjuntura est espelhadano regulamento do plano de previdncia. A Abrasca defendeu que um plano de previdnciaprecisa ser avaliado periodicamente e, caso sejam verificados desequilbrios, deve ser propostaa adequao regulamentar necessria ao novo equilbrio atuarial.

AGENDA LEGISLATIVA DO MERCADO DE CAPITAISProjeto de Lei 2.550/00 EMENTA: Dispe sobre as aes ordinrias e preferenciais noreclamadas correspondentes a participao acionria em sociedades annimas de capital aber-to. RESUMO: Transfere para a propriedade da Unio as aes no reclamadas. ANDAMENTO:em 09/11/2005, Projeto em trmite no Senado com o nmero 119/05, aguardando retorno.Mesa Diretora da Cmara dos Deputados (Mesa) Remessa ao Senado Federal, atravs doOf PS-GSE/523/05. POSIO DA ABRASCA: Expropriao de aes nominativas em razo dedesatualizao de cadastro inconstitucional e, portanto, inadmissvel. A Abrasca produziusugesto de substitutivo. A Abrasca a favor com alteraes.

Projeto de Lei 2.814/00 EMENTA: Altera o art. 60 da Lei n 6.404, de 15 de dezembro de 1976,que dispe sobre as Sociedades por Aes, fixando limites para emisso de debntures, sendooitenta por cento do valor dos bens gravados, prprios ou de terceiros, com garantia real ou cem porcento do patrimnio lquido, nos demais casos. Na hiptese de oferta pblica, a CVM poder,justificadamente, fixar outros limites. RESUMO: Impede a emisso de debntures sem garantia, queultrapassem o patrimnio lquido da empresa. ANDAMENTO: Em 24/03/2003, Coordenao deComisses Permanentes (CCP) Encaminhada para publicao. Parecer da Comisso de Finanase Tributao publicado no DCD de 21/03/03, Letra A, pg. 8.965, COL 02. POSIO DA ABRASCA:A medida, sob o ponto de vista tcnico do mercado de capitais e da distribuio de valores mobili-rios, ineficaz e contraproducente. Precisaria ser radicalmente aperfeioada. Da forma pela qual seapresenta, impede a utilizao de debntures em operaes de securitizao. A Abrasca contra.

Projeto de Lei 5.672/01 EMENTA: Elimina a permisso de dupla estrutura do capital, prevendoa existncia de trs classes de aes: ordinrias, de fruio e especiais e estabelece normas detransio, relativamente s aes preferenciais, entre outras alteraes. RESUMO: Impede a emis-so de aes preferenciais e d prazo para compulsoriamente transformar preferenciais em ordin-rias. ANDAMENTO: Em 06/2/2015, foi desarquivado nos termos do art. 105 do RICD, em conformi-dade com o despacho exarado no REQ-60/2015. Em 24/02/2015, Comisso de Finanas eTributao (CFT), devolvida sem manifestao. POSIO DA ABRASCA: Interveno autoritria eviolenta sobre atos jurdicos perfeitos praticados pelo mercado no passado. Na prtica, o prpriomercado tem desenvolvido mecanismos voluntrios para resolver essa questo. Em 20/03/2015foi designado Dep. Benito Gama (PTB/BA) como relator. A Abrasca contra.

Projeto de Lei do Senado 368/05 EMENTA: Altera o pargrafo nico do art. 81 da Lei n 9.069,de 29 de junho de 1995, que dispe sobre o Plano Real, o Sistema Monetrio Nacional, estabeleceas regras e condies de emisso do Real e os critrios para converso das obrigaes para o Real,e d outras providncias. RESUMO: D novas diretrizes para a reformulao do Conselho de Recur-sos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN). ANDAMENTO: Em 26/12/2014, SSCLSF Subsecretariade Coordenao Legislativa do Senado. Arquivada ao final da Legislatura. Matria arquivada ao finalda 54 Legislatura, nos termos do art. 332 do Regimento Interno e do Ato da Mesa n 2, de 2014.Encaminhado para a SARQ Secretaria de Arquivo. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca entende que areforma do Regimento Interno do CRSFN atende s demandas das companhias abertas.

Projeto de Lei do Senado 214/06 EMENTA: Altera a redao do 1 art. 111 da Lein 6.404, de 15 de dezembro de 1976, para estabelecer a aquisio do direito de voto pelos titularesde aes preferenciais sem direito a voto ou com limitao desse direito, no caso de no pagamentode dividendos pelo prazo de trs exerccios consecutivos. RESUMO: O projeto amplia o escopo dodispositivo da Lei Societria para estabelecer que os titulares das aes preferenciais sem direito avoto passaro a ter essa prerrogativa se a companhia, pelo prazo de 3 exerccios consecutivos,no lhes pagar nenhum dividendo. ANDAMENTO: Em 28/2/08, SEXP Secretaria de Expediente.Remetido Cmara dos Deputados. Ofcio SF n 155 de 28/02/08, ao primeiro-secretrio da Cmarados Deputados, encaminhando o projeto para reviso, nos termos do art. 65 da Constituio Federal(fls. 24 a 25). POSIO DA ABRASCA: A Abrasca contra o projeto, porque altera contratos juridica-mente perfeitos, que so direitos estabelecidos em estatuto para os acionistas das companhias.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

Projeto de Lei 961/07 EMENTA: Dispe sobre a divulgao e o uso de informaes sobreato ou fato relevante e altera os artigos 27-D e 27-F da Lei n 6.385/76 e d outras providncias.RESUMO: Dispe sobre o que relevante, sobre quais as modalidades de atos e fatos relevantese as formas de divulgao ou de uso dessas informaes. Ademais, a alterao do art. 27-D tratada equiparao da pena para quem contribui para a obteno da vantagem indevida, e dapossibilidade de medida cautelar no bloqueio dos recursos ilcitos. Enquanto que a alteraodo art. 27-F dispe sobre as multas cominadas para os crimes do art. 27-C e D.ANDAMENTO: Em 10/02/2015, Mesa Diretora da Cmara dos Deputados (MESA).Desarquivamento nos termos do art. 105 do RICD, em conformidade com o despacho exaradono REQ-235/2015. Em 28/05/2015 designado Relator, Dep. Mauro Pereira (PMDB-RS).POSIO DA ABRASCA: O projeto tem alguns equvocos bsicos, a comear pelo fato de que sebaseia na Instruo n 31, j revogada pela CVM, e substituda pela Instruo n 358, que,recentemente, foi alterada pela Instruo CVM n 547/14. Ademais, o conceito de incluir na leinormas que devem ser flexveis o suficiente para se adaptarem s circunstncias do mercadoparece altamente inconveniente. A Abrasca contra engessar tais disposies em lei, devendoo tema continuar a ser regulado pela CVM.

Projeto de Lei do Senado 164/08 EMENTA: Altera o caput do art. 254-A da Lei n 6.404,de 15 de dezembro de 1976 (Sociedades por Aes), para aumentar de oitenta para noventa oporcentual do preo mnimo a ser pago aos demais acionistas da companhia no caso dealienao do controle. RESUMO: O projeto prope aumentar de oitenta para noventa por centoo percentual de tag along. ANDAMENTO: Em 03/02/2011, SARQ Secretaria de Arquivo.Processo Arquivado. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca entende que no oportuna a alteraodo valor de 80%, previsto no art. 254, sobretudo devido ao fato de que as companhias jcomprometem outras contrapartidas a aes preferenciais para compensar a diferena de 20%.Qualquer alterao no percentual de tag along implicaria rebalanceamento nas relaes de trocaentre ordinria e preferenciais de uma mesma companhia, gerando transferncia indevida deriqueza entre grupos de acionistas.

Proposta de Emenda Constituio 284/08 EMENTA: Altera o 2 do art. 62 e o inciso Ido art. 150 da Constituio Federal, para dispor sobre exigncia de lei complementar paramajorao ou instituio de tributos. RESUMO: Probe a utilizao de Medida Provisria paraaumento ou criao de tributos. ANDAMENTO: em 31/01/2015 Mesa Diretora da Cmara dosDeputados (MESA). Arquivada nos termos do art. 105 do Regimento Interno da Cmara dosDeputados. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca a favor do Projeto porque afasta a possibilidadede aumento de carga tributria por deciso exclusiva do Poder Executivo e exige maior grau deconsenso no Poder Legislativo para que se aprovem propostas de aumento de carga tributria.

Projeto de Lei 3.401/08 EMENTA: Disciplina o procedimento de declarao judicial dedesconsiderao da personalidade jurdica e d outras providncias. RESUMO: Visa instaurarum incidente processual para permitir a ampla defesa toda vez que se pretender desconsiderara pessoa jurdica para atingir a responsabilidade de scios e administradores. ANDAMENTO:Em 17/07/2014, Mesa Diretora da Cmara dos Deputados (MESA). Desapensao do PL 4.298/08 (ex-apensado) em funo do seu arquivamento, nos termos do art. 163 c/c 164 4 do RICD.POSIO DA ABRASCA: A Abrasca a favor do projeto. Este fruto de um trabalho do PlanoDiretor, do qual a Abrasca participou do incio at o seu encerramento em 2012.

Projeto de Lei 3.804/08 EMENTA: Acrescenta o 7 ao art. 124, da Lei n 6.404, de 15 dedezembro de 1976, que Dispe sobre a sociedade por aes. RESUMO: Obriga as companhi-as abertas a remeter a seus acionistas informaes relativas pauta de assuntos que serodeliberados na respectiva assembleia com maior antecedncia. ANDAMENTO: Em 05/03/2015,Mesa Diretora da Cmara dos Deputados (MESA). Desarquivamento nos termos do art. 105do RICD, em conformidade com o despacho exarado no REQ-741/2015. POSIO DA ABRASCA:A Abrasca contra o Projeto de Lei. O assunto satisfatoriamente regulado pela ICVM 481.

Projeto de Lei 4.272/08 EMENTA: Dispe sobre a obrigatoriedade de publicao dasdemonstraes financeiras para as sociedades de grande porte. RESUMO: Altera a Lei n 11.638,de 2007. ANDAMENTO: Em 05/03/2012, Coordenao de Comisses Permanentes (CCP).Ao Arquivo Memorando n 8/12 COPER. POSIO DA ABRASCA: Pretender estender ssociedades de grande porte publicaes que j esto sendo questionadas em relao s soci-edades annimas abertas se configura um contrassenso. A Abrasca contra o Projeto de Lei.

Projeto de Lei 5.623/09 EMENTA: Altera o 1 do art. 254-A da Lei n 6.404, de 15 dedezembro de 1976, introduzido pela Lei n 10.303, 31 de outubro de 2001, que Dispe sobreas Sociedades por Aes. RESUMO: Define como alienao de controle de companhia aberta atransferncia efetuada mediante incorporao por meio de troca de aes. ANDAMENTO:Em 05/03/2012, Coordenao de Comisses Permanentes (CCP). Ao Arquivo Memorandon 8/12 COPER. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca contra a reviso do conceito de alienaode controle, entendendo que o mesmo no se confunde com o conceito de incorporao.

Projeto de Lei 1.572/11 Institui o novo Cdigo Comercial Brasileiro. ANDAMENTO: em 05/04/2016 foi apresentado voto em separado pelo Deputado Alex Manente (PPS-SP) alegando que oparecer do Relator-Geral, Deputado Paes Landim, optou por inovar, tomando rumo totalmenteinverso ao contedo de todo o material at ento objeto de debates. POSIO DA ABRASCA:A Abrasca contra o projeto, inclusive aps o referido parecer, pela grande interferncia que exercenas empresas, por utilizar termos genricos e subjetivos na orientao do dia-a-dia empresarial epor criar processos empresariais especficos, divergentes dos normativos atuais j adaptados ssociedades annimas. A viso da Abrasca que Projeto de Lei cria mais incertezas e riscos scompanhias e segue trabalhando para minimizar o dano que poder ser gerado s companhias.

Projeto de Lei do Senado 95/12 EMENTA: Altera a Lei n 12.187, de 29 de dezembro de2009, para determinar que a negociao de ttulos mobilirios no Mercado Brasileiro de Redu-o de Emisses, relativos a emisses de gases de efeito estufa evitadas certificadas em terrasindgenas dever ser previamente autorizada pela FUNAI. ANDAMENTO: Em 11/03/2015, CMA Comisso de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalizao e Controle. Matria devol-vida pelo Relator sem alterao; pronta para pauta na comisso. POSIO DA ABRASCA:A Abrasca contra porque entende que o Projeto aumenta a burocratizao do processo.

Projeto de Lei do Senado 240/12 EMENTA: Assegura a proteo dos interesses das empre-sas brasileiras, e suas controladas, que atuam no exterior, contra medidas restritivas ou arbitr-rias dos estados nos quais realizam suas atividades. ANDAMENTO: Em 10/03/2015, Comissode Constituio, Justia e Cidadania. Aguardando designao do relator. Matria aguardandodistribuio. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca a favor da medida porque permite que oGoverno Federal aplique sanes proporcionais s empresas estrangeiras que tenham sedenos mesmos estados que determinaram leses s companhias brasileiras.

Projeto de Lei do Senado 248/12 EMENTA: Altera o art. 6, 4, da Lei n 11.101, de 9 defevereiro de 2005, que regula a recuperao judicial, a extrajudicial e a falncia do empresrio eda sociedade empresria, para estabelecer a possibilidade de prorrogao do prazo que sus-pende o curso da prescrio e de todas as aes e execues em face do devedor. ANDAMEN-TO: Em 2 de maio de 2016 o Relator na Comisso de Assuntos Econmicos Senador TelmrioMota apresentou relatrio contrrio ao Projeto. Pronto para votao na Comisso. POSIO DAABRASCA: A Abrasca a favor do Projeto.

Projeto de Lei do Senado 348/12 EMENTA: Altera a Lei n 6.404, de 15 de dezembro de1976, para simplificar a constituio e o funcionamento da sociedade annima de capital fecha-do que possua menos de vinte acionistas e patrimnio lquido inferior a cem milhes de reais.ANDAMENTO: Em 10/03/2015 Comisso de Constituio, Justia e Cidadania CCJ.Aguardando designao do relator. Matria aguardando distribuio. POSIO DA ABRASCA:A Abrasca a favor do Projeto porque estimula a criao de novas sociedades annimas econsequentemente potenciais novas emissoras de valores mobilirios.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

Projeto de Lei do Senado 354/12 EMENTA: Altera os artigos 113 e 115 da Lei n 5.172,de 25 de outubro de 1966 (Cdigo Tributrio Nacional) para dispor que as obrigaes tributriasacessrias decorrem da Lei e d outras providncias. ANDAMENTO: em 17/12/2014 CAE Comis-so de Assuntos Econmicos. A presente proposio continua a tramitar, nos termos dos incisos doart. 332 do Regimento Interno e do Ato da Mesa n 2 de 2014. Designado Relator Senador LindberghFarias. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca a favor do Projeto porque a proposta vai ao encontro dosinteresses das companhias, uma vez que traz para o ordenamento jurdico o pressuposto da legalida-de estrita em relao s obrigaes acessrias, afastando a insegurana jurdica.

Projeto de Lei Complementar 195/12 EMENTA: Acrescenta dispositivos Lei Comple-mentar n 123, de 14 de dezembro de 2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa eda Empresa de Pequeno Porte, para que possam emitir debntures nas condies que especi-fica. ANDAMENTO: Em 18/07/2013, Coordenao de Comisses Permanentes (CCP). Ao Arqui-vo Memorando n 120/13 COPER. POSIO DA ABRASCA: A Abrasca a favor do Projetodado que estimula o crescimento da oferta de valores mobilirios no mercado brasileiro.

Projeto de Lei 3.155/12 EMENTA: Altera a Lei n 9.249, de 26 de dezembro de 1995, que dispesobre a incidncia de imposto de renda sobre a distribuio de lucros e dividendos pagos e creditadospelas pessoas jurdicas e sobre juros pagos e creditados a ttulo de capital prprio, e a Lei n. 11.312, de27 de junho de 2006, que dispe sobre o imposto de renda sobre rendimentos de ttulos pblicosadquiridos por investidores estrangeiros. ANDAMENTO: Em 25/07/2012, Coordenao de ComissesPermanentes (CCP). Ao Arquivo Memorando n 165/12 COPER. POSIO DA ABRASCA: A Abrascafoi uma das principais responsveis por obter a iseno do IR sobre dividendos e a dedutibilidade dosjuros sobre capital prprio como despesa, pelo que contrria a qualquer reviso desse instituto porentender que esses proventos j sofrem tributao na pessoa jurdica.

Projeto de Lei 3.182/12 EMENTA: Altera o 1 do art. 254-A da Lei n 6.404, de 15 dedezembro de 1976, introduzido pela Lei n 10.303, de 31 de outubro de 2001, que Dispesobre as Sociedades por Aes. RESUMO: Define como alienao de controle de companhiaaberta a transferncia, efetuada mediante incorporao por meio de troca de aes. ANDAMEN-TO: Em 26/02/2015, Mesa Diretora da Cmara dos Deputados (MESA). Desarquivamento nostermos do art. 105 do RICD, em conformidade com o despacho exarado no REQ-603/2015. Em17/09/2015 recebido informativo do CONOF atestando sua adequao financeira e orament-ria. Em 19/11/2015 devolvido ao Relator Marcus Pestana (PSDB/MG) para reexame.POSIO DA ABRASCA: A Abrasca contra a reviso do conceito de alienao de controle,entendendo que o mesmo no se confunde com o conceito de incorporao.

Projeto de Lei 6.558/13 EMENTA: Fica institudo o Programa de Aumento de CompetitividadeEmpresarial e Melhoria no Acesso a Capital de Crescimento BRASIL+COMPETITIVO no mbitodo mercado de capitais brasileiro, e d outras providncias. RESUMO: Altera a Lei n 11.033, de 2004.ANDAMENTO: Em 12/02/2015, Mesa Diretora da Cmara dos Deputados (MESA). Desarquivamentonos termos do art. 105 do RICD, em conformidade com o despacho exarado no REQ-550/2015.Em 27/08/2015 designado Relator, Dep. Alfredo Kaefer (PSDB/PR). POSIO DA ABRASCA: A Abrasca contra. A BM&FBovespa liderou, por meio do seu Comit de Ofertas Menores, com o apoio da CVMe do mercado de capitais, um projeto que trata da mesma matria. Esse projeto, baixado inicialmentecomo uma Medida Provisria, a MP 651, posteriormente foi convertido na Lei 13.043/14. A Abrascaentende que no h necessidade de regulamentao da mesma matria por duas leis distintas.

Projeto de Lei do Senado 284/14 EMENTA: Altera o art. 2 da Lei n 12.431, de 24 de junhode 2011, para isentar de imposto de renda a emisso de debntures de sociedade de propsitoespecfico para implementar projetos de desenvolvimento sustentvel. ANDAMENTO:em 11/03/2015, Comisso de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalizao e Controle.Matria com a Relatoria. Ao Sr. Humberto Costa, para relatar. POSIO DA ABRASCA: A Abrascaanalisa o Projeto e entende que desonera instrumentos de captao no mercado de capitais,porm merece melhorias que sero encaminhadas ao relator.

RELATRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAES CONTBEISAos Administradores e Diretores daAbrasca Associao Brasileira das Companhias Abertas

Examinamos as demonstraes contbeis da Abrasca Associao Brasileira das Companhias Abertas (Entidade), que compreendemo balano patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas demonstraes do resultado, das mutaes do patrimnio lquido edos fluxos de caixa para o exerccio findo naquela data, assim como o resumo das principais prticas contbeis e demais notas explicativas.

Responsabilidade da administrao sobre as demonstraes contbeisA administrao da Abrasca Associao Brasileira das Companhias Abertas responsvel pela elaborao e adequada apresentaodessas demonstraes contbeis de acordo com as prticas contbeis aplicveis s pequenas e mdias empresas (NBC TG 1000) e ITG2002 Interpretao que estabelece critrios e procedimentos especficos de avaliao, de reconhecimento das transaes e variaespatrimoniais, de estruturao das demonstraes contbeis e as informaes mnimas a serem divulgadas em notas explicativas deentidade sem finalidade de lucros e pelos controles internos que ela (administrao) determinou como necessrios para permitir aelaborao de demonstraes contbeis livres de distoro relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentesNossa responsabilidade a de expressar uma opinio sobre essas demonstraes contbeis com base em nossa auditoria, conduzidade acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigncias ticas peloauditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurana razovel de que as demonstraes contbeisesto livres de distoro relevante. Uma auditoria envolve a execuo de procedimentos selecionados para obteno de evidncia arespeito dos valores e divulgao apresentados nas demonstraes contbeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamentodo auditor, incluindo a avaliao dos riscos de distoro relevante nas demonstraes contbeis, independentemente se causadapor fraude ou erro.

Nessa avaliao de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaborao e apresentao das demonstraescontbeis da empresa para planejar os procedimentos de auditoria que so apropriados nas circunstncias, mas no para fins deexpressar uma opinio sobre a eficcia desses controles internos da entidade. Uma auditoria inclui, tambm, a avaliao da adequaodas prticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis feitas pela administrao, bem como a avaliao da apresentaodas demonstraes contbeis tomadas em conjunto.

Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.

OpinioEm nossa opinio, as demonstraes contbeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posiopatrimonial e financeira da Abrasca Associao Brasileira das Companhias Abertas em 31 de dezembro de 2015, o desempenho desuas operaes e os seus fluxos de caixa para o exerccio findo naquela data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasilaplicveis s pequenas e mdias empresas (NBC TG 1000).

So Paulo, 15 de maro de 2016.

Marcos Aurlio de Almeida Contador CRC n 1SP299494/O-2 S RJMAP Auditores Independentes CRC n 2SP020649/O-2

DEMONSTRAES CONTBEIS REFERENTES AOSEXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014E PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

ABRASCA ASSOCIAO BRASILEIRA DAS COMPANHIAS ABERTAS

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

DEMONSTRAES CONTBEIS EM 31/DEZ/2015 E 2014

BALANOS PATRIMONIAIS ENCERRADOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em reais)ATIVO 2015 2014

CIRCULANTECaixa e equivalentes de caixa (nota 3) 762.342 995.980Contribuies a receber 40.305 29.110Adiantamentos de salrios e outros 3.802 2.093

806.449 1.027.183

NO CIRCULANTEImobilizado (nota 4) 133.726 124.316

TOTAL DO NO CIRCULANTE 133.726 124.316

TOTAL DO ATIVO 940.175 1.151.499

PASSIVO E PATRIMNIO LQUIDO 2015 2014

CIRCULANTEFornecedores 23.557 76.054Contribuies sociais 7.102 14.509Obrigaes tributrias 15.538 3.693Frias a pagar 59.061 49.838Cursos e atividades especiais (nota 5) 302.257 454.876Contribuies a apropriar (nota 6) 440.708 364.217

TOTAL DO CIRCULANTE 848.223 963.187

PATRIMNIO LQUIDOPatrimnio social 188.312 155.857Supervit (dficit) do exerccio (96.360) 32.455

TOTAL DO PATRIMNIO LQUIDO (nota 7) 91.952 188.312

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMNIO LQUIDO 940.175 1.151.499

As notas explicativas da administrao so partes integrantes das demonstraes contbeis.

DEMONSTRAO DOS RESULTADOS DOS EXERCCIOSFINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em reais)

2015 2014RECEITAS ORDINRIAS (nota 8) 2.785.108 2.786.657

2.785.108 2.786.657

DESPESAS ORDINRIASPessoal (nota 9) (821.149) (725.947)Coordenao administrativa (nota 10) (455.091) (424.652)Assessoria de comunicao (nota 11) (160.930) (149.974)Outras despesas administrativas (nota 12) (389.871) (384.118)Comunicao (89.882) (82.030)Viagens (nota 13) (226.034) (267.580)Aluguis (133.468) (132.782)Manuteno e equipamentos (36.037) (37.498)Depreciaes (15.818) (27.788)Despesas tributrias (5.992) (16.723)Despesas financeiras (28.710) (7.877)Receitas financeiras 131.993 123.460Outras despesas gerais (nota 14) (596.800) (571.649)

TOTAL DE DESPESAS ORDINRIAS (2.827.789) (2.705.158)

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAISDespesas com publicaes (53.679) (49.044)

SUPERVIT (DFICIT) DO EXERCCIO (96.360) 32.455

As notas explicativas da administrao so partes integrantes das demonstraes contbeis.

DEMONSTRAO DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDOPARA OS EXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em reais)

Patrimnio Supervitsocial acumulado Total

Saldos em 31 de dezembro de 2013 139.893 15.964 155.857

Transferncia do supervit 15.964 (15.964) -Supervit do exerccio - 32.455 32.455Saldos em 31 de dezembro de 2014 155.857 32.455 188.312Transferncia do supervit 32.455 (32.455) -Dficit do exerccio - (96.360) (96.360)Saldos em 31 de dezembro de 2015 188.312 (96.360) 91.952

As notas explicativas da administrao so partes integrantes das demonstraes contbeis.

DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXAPARA OS EXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em reais)

2015 2014

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAISSupervit (Dficit) do exerccio (96.360) 32.455Depreciao/Amortizao 15.818 27.788

(80.542) 60.243

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAISContribuies a receber (11.195) 812Adiantamentos de salrios e outros (1.709) (117)

(93.446) 60.938

AUMENTO/(REDUO) NOS PASSIVOS OPERACIONAISFornecedores (52.497) 2.933Contribuies sociais (7.407) 3.486Obrigaes tributrias 11.845 432Frias a pagar 9.223 5.946Cursos e atividades especiais (152.619) 39.065Contribuies a apropriar 76.491 32.414

CAIXA LQUIDO PROVENIENTE/(USADO) DAS(NAS) ATIVIDADES OPERACIONAIS (208.410) 145.214

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOSAquisio de imobilizado (25.228) (26.707)

CAIXA LQUIDO PROVENIENTE/(USADO) DAS(NAS) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (25.228) (26.707)

AUMENTO/(REDUO) LQUIDO DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA (233.638) 118.507Caixa e equivalente de caixa no incio do exerccio 995.980 877.473Caixa e equivalente de caixa no fim do exerccio 762.342 995.980

AUMENTO/(REDUO) LQUIDO DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA (233.638) 118.507

As notas explicativas da administrao so partes integrantes das demonstraes contbeis.

RELATRIO DA DIRETORIA 2015

NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES CONTBEISPARA OS EXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 E 2014 (Em reais)

1. CONTEXTO OPERACIONALA Abrasca Associao Brasileira das Companhias Abertas, entidade sem finalidade de lucro, foi constituda em 21 de dezembro de 1971.So objetivos da entidade:a. Colaborar com os poderes pblicos competentes no aperfeioamento das medidas disciplinares do mercado de capitais e no que for

de interesse geral das associadas.b. Colaborar com as entidades pblicas e privadas vinculadas ao mercado de capitais no aperfeioamento dos sistemas e atos relacionados

com a emisso, distribuio, intermediao e circulao de valores mobilirios ou ttulos emitidos pelas associadas e quaisquer direitosa eles relativos.

c. Participar, com a Bolsa de Valores, na indicao dos representantes das Companhias Abertas nos Conselhos ou outros rgosdaquelas entidades.

d. Promover e fomentar a troca, entre as associadas, de informaes, experincias e tcnicas.e. Realizar ou fazer realizar estudos, investigaes e pesquisas tcnicas e administrativas.f. Acompanhar a evoluo do direito do mercado de capitais no Pas e no estrangeiro.g. Coletar e divulgar informaes e dados de interesse do mercado de capitais.h. Representar as companhias abertas, na forma permitida em lei, nos rgos pblicos do Pas ou quaisquer outras entidades pblicas

ou particulares, nacionais ou estrangeiras, em assuntos relativos aos fins sociais.i. Divulgar, debater e promover o mercado de capitais ou a economia de mercado em sentido amplo com empresas no associadas e o

pblico em geral, que podero participar de eventos, cursos, seminrios e de outras atividades promovidas pela entidade.j. Estabelecer convnios com outras entidades sem fins lucrativos para a realizao de atividades que visem alcanar os objetivos da entidade.k. Colocar disposio de outras entidades sem fins lucrativos os servios prestados nas suas finalidades institucionais.l. Promover as boas prticas corporativas das companhias abertas, por meio de cdigos, manuais e outras iniciativas de autorregulao

e boas prticas.

2. PRINCIPAIS PRTICAS CONTBEISEstas demonstraes foram elaboradas e esto sendo apresentadas de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil, com base nasdisposies contidas na Lei das Sociedades por Aes bem como nas Normas e Procedimentos emitidos pelo Comit de PronunciamentosContbeis (CPC) aplicveis s pequenas e mdias empresas (NBC TG 1000), conforme as normas internacionais de relatrio financeiro(IFRS for SMEs) emitidas pelo International Accounting Standards Boarding (IASB) adaptadas para a legislao brasileira, quandoaplicvel. As demonstraes contbeis apresentadas em Reais, exceto quando estiver expresso em outra moeda.Em 21 de setembro de 2012, o Conselho Federal de Contabilidade emitiu a Resoluo CFC n 1.409/12, que aprovou a interpretao daITG 2002 Entidade sem finalidade de lucro, aplicando-se aos exerccios iniciados a partir de 1 de janeiro de 2012, que foi aplicada nasdemonstraes contbeis da entidade, no exerccio de 2015. A entidade uma pessoa jurdica de direito privado sem finalidade de lucros,que no exerce nenhuma atividade com fins de assistncia social que utilize ou que tenha interesse na captao de recursos pblicos, aexemplo de Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico OSCIPs, as quais detm o ttulo de Utilidade Pblica Federal, fazendojus ao Certificado de Entidade Beneficente de Assistncia Social concedido pelo CNAS Conselho Nacional de Assistncia Social.Interpreta que a condio de IMUNE prevista pela Constituio Federal do Brasil, em seu artigo 150, inciso VI, letra b, o que exime aentidade de impostos.As demonstraes contbeis foram preparadas considerando o custo histrico como base de valor. A entidade no apresentou durante oexerccio de 2015, resultado abrangente em suas operaes.Na preparao das demonstraes contbeis foram consideradas estimativas contbeis para registro de certos ativos, passivos e outrastransaes, bem como o exerccio de julgamento por parte da administrao da entidade na aplicao das polticas contbeis da entidade.As reas que requerem maior nvel de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as reas nas quais premissas e estimativasso significativas para as demonstraes contbeis, esto divulgadas em notas nos seus referidos grupos.Portanto, estas demonstraes contbeis incluem estimativas referentes seleo das vidas teis do ativo imobilizado, provises necessriaspara passivos contingentes, determinaes de provises para impostos e outras similares. Os resultados reais podem apresentar variaesem relao a estas estimativas.O exerccio social da entidade compreende o perodo de 1 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano.a) Caixa e equivalentes de caixa:

Aplicaes financeiras:Esto demonstradas ao custo, acrescidas das remuneraes contratadas e reconhecidas proporcionalmente at a data das demonstraescontbeis, no excedendo o valor de realizao. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo em contrapartida ao resultado financeiroforam classificados como mantidos para negociao.

b) Imobilizado:Os bens do ativo imobilizado so registrados pelo mtodo de custo. As depreciaes so calculadas pelo mtodo linear econtabilizadas em funo da utilizao dos bens, conforme sua vida til estimada.

c) Demais ativos circulantes e no circulantes:O ativo circulante e outros ativos no circulantes so apresentados ao valor de custo ou de realizao, quando aplicvel, osrendimentos e as variaes monetrias auferidas.

d) Frias:As contas a pagar com as frias foram constitudas com base na remunerao e respectivos encargos sociais incorridos at a datado balano.

e) Demais passivos circulantes e no circulantes:So demonstrados por valores conhecidos ou calculveis, acrescidos, quando aplicvel, dos correspondentes encargos e dasvariaes monetrias incorridas, sendo seu registro realizado separadamente, quando incorrer.

f) Apurao do resultado:As receitas e despesas so reconhecidas pelo regime contbil de competncia.

3. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA2015 2014

Caixa 411 -Bancos Conta Movimento 9.311 121.409Aplicaes de Liquidez Imediata 752.620 874.571

762.342 995.980

Os valores registrados nestas rubricas so representados por recursos de disponibilidade imediata registrados ao custo e os rendimentosesto sendo registrados pelo regime de competncia. As aplicaes financeiras esto registradas em Certificados de Depsitos Bancrios(CDB), Poupana e em Fundos de Renda Fixa que so remunerados a taxas que variam entre 82% e 102,5% (em extrato bancrio consta13,23% a.a.) do CDI, podendo ser resgatados antecipadamente, sem prejuzos dos rendimentos.

4. IMOBILIZADO

Taxas 2015 2014Depreciao Depreciao Valor Valor

a.a Custo Acumulada lquido lquidoMquinas e equipamentos 10% 84.040 (59.999) 24.041 4.386Instalaes 10% 141.550 (81.160) 60.390 67.100Mveis e utenslios 10% 113.408 (73.244) 40.164 44.627Computadores e acessrios 20% 188.333 (179.661) 8.672 7.936Software 20% 5.673 (5.214) 459 267

533.004 (399.278) 133.726 124.316

5. CURSOS E ATIVIDADES ESPECIAIS2015 2014

Contribuies especiais 2.045.464 1.488.709Despesas (1.743.207) (1.033.833)

302.257 454.876

As atividades especiais consistem em cursos, pesquisas, eventos ou divulgaes relacionadas aos objetivos da Abrasca, que exigemrecursos especficos que so obtidos com as associadas. As despesas e as contribuies recebidas relacionadas com a realizao dessasatividades so controladas em conta de passivo, at a data de concluso dos eventos, quando ocorre ento a liquidao financeira e suarespectiva baixa para o resultado.

6. CONTRIBUIES A APROPRIAR2015 2014

Outras contribuies 440.708 364.217440.708 364.217

Esto registradas neste grupo as contribuies dos associados a apropriar recebidas antecipadamente correspondentes mensalidade,trimestralidade e anuidade, que so transferidas para o resultado de acordo com o perodo de competncia.

7. PATRIMNIO LQUIDO

7.1 PATRIMNIO SOCIALO Patrimnio Social incorpora os resultados apurados em cada exerccio, aprovados pela Assembleia Geral, e as doaes debens patrimoniais.