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MICRORGANISMOS ENCONTRADOS EM DINHEIRO MICRORGANISMOS ENCONTRADOS EM DINHEIRO BRASILEIRO COLETADO EM FEIRA LIVRE NOS BRASILEIRO COLETADO EM FEIRA LIVRE NOS MUNÍCIPIOS DE FERNANDÓPOLIS E JALES MUNÍCIPIOS DE FERNANDÓPOLIS E JALES ORIENTADORA: ORIENTADORA: PROF.ª Ms. ELISABETE CARDIGA ALVES PROF.ª Ms. ELISABETE CARDIGA ALVES ORIENTADAS: ORIENTADAS: ADRIANA DE SOUZA RAMALHO ADRIANA DE SOUZA RAMALHO ANA CAROLINA PUPIN ANA CAROLINA PUPIN MAELY DE MAELY DE LIMA ALVES LIMA ALVES TAÍS SOARES FENTI TAÍS SOARES FENTI FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS 2007 2007

Microrganismos Encontrados Em Dinheiro Brasileiro

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  • MICRORGANISMOS ENCONTRADOS EM DINHEIRO BRASILEIRO COLETADO EM FEIRA LIVRE NOS MUNCIPIOS DE FERNANDPOLIS E JALESORIENTADORA:PROF. Ms. ELISABETE CARDIGA ALVES

    ORIENTADAS:ADRIANA DE SOUZA RAMALHOANA CAROLINA PUPIN MAELY DE LIMA ALVES TAS SOARES FENTI

    FERNANDPOLIS2007

  • INTRODUOAs cdulas constituem-se em excelentes marcadores, inclusive o de higiene, podendo revelar diversos aspectos scio-culturais de um povo. A superfcie das cdulas monetrias propicia um habitat de proliferao de diversas espcies microbianas que se multiplicam a partir de resduos e substncias das mos. Estes microrganismos podem provocar no ser humano uma srie de doenas, variando de infeces cutneas oportunistas e das vias urinrias a acometimentos sistmicos que podem levar morte. As notas de real tambm apresentam elevada quantidade de coliformes fecais, resultado da falta de higiene das pessoas depois de usarem o banheiro.

  • Falta de hbitos higinicos da populao aumenta a presena de microrganismos. Problema tambm existente em outros pases. e a troca de papel por moeda reduz os riscos, pois os metais tm atividade antimicrobiana.

    O principal trabalho tido como referncia teve como resultados: Staphylococcus coagulase negativa, Bacillus sp, Streptococcus sp, Staphylococcus aureus, Enterobacter aerogenes, Shigella sonnei, Escherichia coli, Pantoea agglomerans, Hafnia alvei, Feohifomicetos, Sporotrix schenkii, Aspergillus flavus, Hialohifomicetos, Candida sp, Trichophyton sp.

  • MICRORGANISMOS ENCONTRADOS EM DINHEIROENTEROBACTRIAS a maior e mais heterognea famlia de bactrias Gram negativas de importncia mdica.A famlia das enterobactrias talvez seja a mais importante famlia bacteriana, nela esto inseridos diversos gneros. Podem ser encontradas na natureza ou na microbiota normal do homem e animais.Nesta famlia esto contidos tambm os coliformes totais que so bacilos Gram negativos que fazem parte, entre outros, da microbiota residente no trato gastrointestinal dos mamferos. Os coliformes termotolerantes diferenciam-se dos totais por fermentarem a lactose com produo de gs a uma temperatura de 44,5C. O principal representante do grupo, e o indicador especfico de contaminao fecal a Escherichia coli.So bacilos Gram negativos, no esporulados, com motilidade varivel, oxidase negativos, e que crescem em meios bsicos (caldo peptona), meios ricos (gar sangue, gar chocolate e CLED), meios seletivos (Mac Conkey, EMB). So anaerbios facultativos (crescem em aerobiose e anaerobiose), fermentam a glicose com ou sem produo de gs, so catalase positivos, e reduzem nitrato a nitrito.

  • Escherichia coli A espcie compreende pelo menos cinco categorias de amostras que causam infeco intestinal por diferentes mecanismos e vrias outras especificamente associadas com infeces urinrias, meningites e provavelmente outras infeces extra-intestinais. Alm de ser um patgeno importante, Escherichia coli membro da flora intestinal normal do homem, sendo encontrada nas fezes de todos os indivduos normais. Em termos quantitativos, Escherichia coli provavelmente seja o patgeno humano mais importante. Proteus a espcie mais importante, principalmente em relao a infeces urinrias adquiridas na comunidade e em hospitais. As espcies de Proteus produzem grandes quantidades de urease que degrada a uria formando amnia e outros produtos. Acredita-se que a alcalinizao da urina durante infeces urinrias causadas por estes organismos contribua para a formao de clculos urinrios. Citrobacter Podem causar infeces urinrias, bacteremias e infeces respiratrias entre outras.

  • KlebsiellaO habitat mais comum o ambiente natural e a superfcie mucosa dos mamferos. Nos seres humanos, os locais freqentes de colonizao so o trato gastrointestinal, os olhos, as vias respiratrias e o sistema genito-urinrio. uma enterobactria que pode causar infeco em diferentes rgos e sistemas, como o trato urinrio e sistema nervoso central, especialmente em recm-nascidos de alto risco . As quatro espcies mais comumente descritas so: Klebsiella pneumoniae (patgeno humano mais comum), Klebsiella oxytoca (patgeno humano menos comum), Klebsiella terrigena e Klebsiella planticola (espcies do solo e ambientes aquticos). EnterobacterPredominam sobre todas as demais como causa de infeces humanas em vrios rgos. Uma caracterstica importante das duas espcies a capacidade de contaminar equipamentos mdicos e solues para uso.

  • ShigellaShigella infecta principalmente o homem e, excepcionalmente, outros primatas como macacos e chimpanzs, causando shigelose ou disenteria bacilar. Raramente ocorre em animais. Salmonella As Salmonellas clinicamente mais importantes no fermentam a lactose, o que bsico para a diferenciao de colnias nos meios de isolamento contendo lactose. Esta caracterstica pode variar, pois foi observado que amostras de Salmonellas podem adquirir plasmdios que transportam genes que codificam enzimas que permitem a cepa a fermentao da lactose e assim desenvolverem colnias lactose positivas em meios de isolamento, semelhantes s de Escherichia coli. Infectam o homem e praticamente todos os animais domsticos e selvagens, incluindo pssaros, rpteis e insetos. No homem, causam vrios tipos de infeco, e as mais comuns so a gastroenterites e a infeces sistmicas.

  • BACTRIAS GRAM-NEGATIVAS NO FERMENTADORASSo microrganismos aerbios, no esporulados, que se caracterizam pelo fato de serem incapazes de utilizar carboidratos como fonte de energia atravs de fermentao, degradando-os pela via oxidativa.A caracterizao deste grupo de bactrias de grande importncia nos casos de infeco hospitalar. Embora a sua incidncia, mesmo em hospitais, seja pequena quando comparada a outros agentes etiolgicos, geralmente eles apresentam resistncia elevada a vrios antibiticos e so capazes de causar infeces graves. Estas bactrias colonizam e causa infeces, em especial, em pacientes graves oriundos de Centro Terapia Intensiva e submetidos a procedimentos invasivos.Neste grupo est includo o gnero Pseudomonas e alguns outros gneros estreitamente relacionados, que constituem a famlia atualmente denominada Pseudomonadaceae.

  • Staphylococcus So cocos Gram positivos, anaerbias facultativas, imveis e no esporuladas que mais resistem no meio ambiente. Podem sobreviver por meses em amostras clnicas secas, so relativamente resistentes ao calor e podem tolerar uma concentrao aumentada de sal. Os Staphylococcus esto presentes na gua, no solo e em alimentos derivados de animais, como ovos, carne de animais e de aves, leite e seus derivados. Podem tambm estar presentes no trato respiratrio, urinrio e gastrointestinal e o seu principal reservatrio so as narinas.Clostridium Este gnero extremamente heterogneo, composto de cerca de 150 espcies e seu hbitat natural o solo e o intestino. Felizmente, poucas espcies so responsveis por importantes infeces no homem e nos animais.Esto amplamente distribudos na natureza e so encontrados no solo, em vegetaes, em sedimentos marinhos e no intestino do homem e de outros vertebrados, alm de inseto. As espcies componentes do gnero so, em sua maioria, avirulentas, embora algumas possam ser isoladas de infeces endgenas, enquanto outras so patgenos reconhecidos.

  • BacillusSeu hbitat natural o solo, onde os esporos podem permanecer viveis por dezenas de anos, gua, matria orgnica animal e vegetal nas condies mais variadas de temperatura, umidade, pH, etc.Bacillus anthracis um patgeno humano e animal conhecido como agente do antraz ou carbnculo. A doena humana quase sempre foi dependente do contato com animais doentes ou produtos provenientes destes animais. O Bacillus subtilis um dos contaminantes mais comuns em laboratrio. Bacillus cereus tem sido responsabilizado por casos de intoxicao alimentar em diferentes pases.

  • FUNGOSOs fungos incluem organismos muito diversificados e em muitos casos pouco relacionados. Apresentam algumas caractersticas comuns aos vegetais e outras aos animais.Os fungos so eucariticos, diferem, portanto, das bactrias, algas azuis e proclorofceas. Os fungos de interesse mdico, agentes de micoses, so de dois tipos morfolgicos: leveduras, que so unicelulares e bolores ou fungos filamentosos, que so multicelulares. Os fungos podem ser: saprfitas se alimentam de matria orgnica animal ou vegetal morta e/ou parasitas vivem dentro de ou sobre organismos vivos (animais ou vegetais), deles retirando seus alimentos.

  • LeveduraSo fungos unicelulares, isto , formados por uma nica clula e, geralmente, no formam filamentos com miclio. So maiores que a maioria das bactrias. Habitat preferido so frutas, flores e as cascas das rvores.Se reproduz por brotamento.So capazes de colonizar o homem e animais e, frente perda do equilbrio parasita-hospedeiro, podem causar diversos quadros infecciosos com formas clnicas localizadas ou disseminadas.

  • BolorO bolor um fungo filamentoso, multicelular, constitudo de hifas.No fazem parte da microbiota animal e portanto o homem no um reservatrio importante para esse grupo de fungos. As portas de entrada no hospedeiro so as vias areas superiores ou quebra na barreira epidrmica aps traumatismos com objetos perfuro-cortantes.

  • OBJETIVOSAvaliar a contaminao microbiolgica do dinheiro coletado em feira livre nos municpios de Fernandpolis e Jales, e comparar a prevalncia de colonizao nas cdulas de dez reais confeccionadas de matria celulose com as de polmero, uma vez que, no Brasil, so as nicas veiculadas sob estas duas formas.

  • MATERIAL E MTODOSAmostra a ser analisada:Foram coletadas e analisadas 48 amostras de cdulas de real, distribudas da seguinte maneira: quinze de R$1, 00, nove de R$2, 00, oito de R$5, 00, dezesseis de R$10, 00, sendo que destas, oito feitas de material papel e oito feitas de polmero. Procedimento:Cada nota foi depositada sobre um plstico rgido estril em superfcie plana. O material para anlise foi coletado assepticamente com swab umedecido em soluo salina estril, esfregado sobre ambas as faces da cdula e imediatamente introduzido em tubo de ensaio contendo caldo de infuso de crebro e corao (BHI) e incubado por 24 horas a 37C.

  • Umedecendo o swab estril em salina estril.

  • Esfregando o swab umedecido em ambas as faces da cdula de real.

  • Swab inoculado no tubo com caldo BHI com material das faces das cdulas.

  • Turbidez do caldo BHI aps inoculao em estufa bacteriolgica a 37C em aerobiose durante 24 horas.

  • Identificao de Cocos Gram positivos:Aps a turbidez do caldo BHI, as amostras foram inoculadas pela tcnica de esgotamento em gar Chocolate e incubadas por 24 horas a 37C. Decorrida a multiplicao microbiana, estas foram observadas pela tcnica de colorao de Gram e identificadas pela prova da catalase e coagulase. Identificao de Bacilos Gram positivos esporulados:Aps a turbidez do caldo BHI, as amostras foram inoculadas pela tcnica de esgotamento em gar Chocolate e incubadas por 24 horas a 37C. Decorrida a multiplicao microbiana, estas foram observadas pela tcnica de colorao de Gram e identificadas pela prova da catalase.

  • Identificao de bactrias Gram-negativas:Aps turbidez do caldo BHI, as amostras foram inoculadas pela tcnica de esgotamento em gar Mac Conkey e incubadas por 24 horas a 37C. Aps a multiplicao bacteriana, estas foram identificadas atravs dos seguintes meios: TSI (Trplice Acar ferro), SIM (Sulfato, Indol, Motilidade), Vermelho de Metila (VM), Voges Proskauer (VP), meio de oxidao e fermentao (OF), Citrato de Simmons, fita de Oxidase.

  • Depois da turbidez do caldo BHI, inocula o material em placas de gar Mac Conkey pela tcnica de esgotamento.

  • Depois da turbidez do caldo BHI, inocula o material em placas de gar Chocolate pela tcnica de esgotamento.

  • Placas de gar Mac Conkey e gar Chocolate aps 24 horas de incubao em estufa bacteriolgica a 37C.

  • Colorao de Gram.

  • Prova da catalase em lmina.

  • Prova da coagulase em lminas e em tubos.

  • Provas de identificao Gram-negativa: TSI, OF, Citrato de Simmons.

  • Prova de identificao Gram-negativa: SIM

    Motilidade positiva e negativaIndol positivo

  • Prova de identificao Gram-negativa: VM e VP

  • Prova da oxidase em fita.

  • RESULTADOSAs amostras analisadas apresentaram os seguintes microrganismos: Bacillus sp, Staphylococcus sp coagulase negativa, Enterobactrias, Bacilo Gram-negativo No Fermentador e Clostridium sp.

  • CONCLUSESEste estudo indicou a existncia de muitos microrganismos nas cdulas analisadas, principalmente as cdulas de R$ 1, que mais transitam pelas mos da populao. Em se tratando de notas de dez reais, as de papel apresentam uma maior contaminao por microrganismos do que as cdulas de plstico, porm, todas as notas de real apresentam microrganismos, independente do seu valor ou material de confeco, mostrando tambm, a possibilidade de contaminao sanitria. O dinheiro no seria um perigo Sade Pblica se as pessoas se preocupassem em lavar as mos depois de manuse-lo.

  • REFERNCIASALMEIDA, M.C.L. Sepse de origem hospitalar por Klebsiella spp. em unidades neonatais: evoluo clnica. So Paulo: Universidade de So Paulo Faculdade de Medicina, 2005. 76 f. Tese de mestrado em Cincias. Disponvel em: www.teses.usp.br . Acessado em: 19 set. 2007.AYRES, A.F.S.M.C.; PINHO, D.L.; MACHADO - JNIOR, F.F. Contaminao microbiana de cdulas de real. Jornal Brasileiro de Medicina 2001, n. 81, p.48 54.BURTON, G.R.W.; ENGELKIRK, P.G. Microbiologia para as cincias da sade. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. DIAS, E. S.; ROCHA, M. A. Estudo dos fungos. Disponvel em: www.estudanet.hpg.ig.com.br . Acessado em: 19 set. 2007.FUNGOS. Disponvel em: www.enq.ufsc.br . Acessado em: 19 set. 2007.GASPAROTTO, P.H.G.; ROCHA, C.S.; GRECELL, C.B.Z. Quantificao de coliformes totais e fecais pela tcnica do NMP em amostras de gua do municpio de Ji- Paran. Disponvel em: www.revista.ulbrajp.edu.br. Acessado em: 19 set. 2007.KONEMAN, E.W. et al. Diagnstico microbiolgico. Rio de Janeiro: Medsi, 2001.LACAZ, C. S.; PORTO, E.; MARTINS, J. E. C.; HEINS-VACCARI, E. M.; MELO, N.T. Tratado e micologia mdica Lacaz. So Paulo: Sarvier, 2002.

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  • AGRADECIMENTOSA DeusAos nossos pais pela oportunidade que nos deram de estarmos aqui na faculdade realizando esta pesquisa.A nossa orientadora prof. Ms. Elisabete Cardiga Alves que no mediu esforos para o sucesso da realizao da pesquisa.A Fundao Educacional de Fernandpolis pela disponibilidade de materiais para a realizao da prtica da pesquisa.Aos funcionrios do Laboratrio de Anlises Clnicas e do Laboratrio Multidisciplinar pelo apoio fornecido a ns.

  • O degrau de uma escada no serve simplesmente para que algum permanea em cima dele, destina-se a sustentar o p de um homem pelo tempo suficiente para que ele coloque o outro um pouco mais alto. Thomas Huxley