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Miolo Loas Lei Do Suas

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Text of Miolo Loas Lei Do Suas

  • 3APRESENTAO

    A promulgao da Lei Orgnica da Assistncia Social, em dezembro de 1993, regulamentando a Constituio Federal, representou o reconheci-mento da poltica pblica de Assistncia Social sob responsabilidade do Estado e deu incio a uma das mais ricas trajetrias de poltica social em nosso pas. Desde ento, temos assistido estruturao da poltica de assistncia social, assentada nos princpios da descentralizao e da participao social, assim como progressiva ampliao de seu papel no mbito da proteo social brasileira e da melhoria das condies de vida da populao.

    Este processo ganhou um novo marco histrico com a aprovao, em 2011, da Lei n 12.435 de 2011. Com a nova Lei, o Sistema nico de Assistn-cia Social - SUAS passa a integrar plenamente o es-copo da Lei Orgnica da Assistncia Social. So im-portantes mudanas abrigadas no texto legal que acolhem os aspectos mais relevantes da construo recente do SUAS, ocorrida especialmente nestes l-timos 7anos, aps a aprovao da Nob-SUAS pelo Conselho Nacional de Assistncia Social.

    Neste perodo de consolidao, o Suas atribuiu res-ponsabilidades, definiu competncias, estabeleceu

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    padres de atendimento, organizou o cofinancia-mento e estabeleceu mecanismos para proviso de recursos necessrios ao funcionamento das ofertas e protees da poltica. A expanso dos equipamentos pblicos de assistncia social, os CRAS e os CREAS, ampliam a presena pblica nos territrios mais vulnerveis, consolidando a ca-pacidade de atendimento social para as famlias; so a prova da materialidade e da maturidade da poltica. A rede de entidades sem fins lucrativos integra esta construo, ampliando seu potencial protetivo e fortalecendo a proteo social. A orga-nizao dos servios por nveis de proteo b-sica e especial - reconhece tanto a diversidade das situaes de vulnerabilidade e risco, como as distintas ofertas e competncias a serem previs-tas. Todos estes avanos so reconhecidos hoje no texto da LOAS consolidada.

    No mbito da gesto, importantes progressos tambm devem ser registrados. As transferncias regulares e automticas de recursos, operadas agora fundo a fundo, permitem uma estabilida-de do custeio dos servios que imprescindvel boa gesto pblica. A implantao de sistemas de informao, monitoramento e avaliao das aes de cooperao tcnica, de capacitao de nossas equipes, so todas iniciativas imprescind-

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    veis que permitem o continuo ajuste e a melhora no processo de implementao da poltica. Neste sentido, tambm cabe destaque a instituio, pelo novo texto da Loas, do ndice de Gesto Descen-tralizada do Sistema nico de Assistncia Social IGD/SUAS e a possibilidade de cofinanciamen-to do SUAS execuo das aes continuadas de assistncia social, podendo ser aplicado no paga-mento dos profissionais que integrarem as equi-pes de referncia.

    Assim, com grande satisfao que o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome co-loca disposio dos gestores, trabalhadores e da populao usuria desta poltica, bem como da populao brasileira de forma geral, o texto con-solidado da LOAS. Entendemos que este ser um instrumento fundamental para que continuemos avanando no caminho da consolidao da Polti-ca de Assistncia Social e da melhoria no atendi-mento e da efetividade de suas aes.

    Tereza CampelloMinistra de Estado do

    Desenvolvimento Social e Combate Fome

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  • 7Presidncia da RepblicaCasa Civil

    Subche a para Assuntos Jurdicos

    LEI N 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993.

    Dispe sobre a organizao da Assis-tncia Social e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, fao saber que o Con-gresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    LEI ORGNICA DA ASSISTNCIA SOCIALCAPTULO I

    Das De nies e dos Objeti vos

    Art. 1 A assistncia social, direito do cidado e dever do Estado, Polti ca de Seguridade Social no contri-buti va, que prov os mnimos sociais, realizada atra-vs de um conjunto integrado de aes de iniciati va pblica e da sociedade, para garanti r o atendimento s necessidades bsicas.

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    Art. 2 A assistncia social tem por objetivos: (Reda-o dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - a proteo social, que visa garantia da vida, re-duo de danos e preveno da incidncia de riscos, es-pecialmente: (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    a) a proteo famlia, maternidade, in-fncia, adolescncia e velhice; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    b) o amparo s crianas e aos adolescentes ca-rentes; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    c) a promoo da integrao ao mercado de tra-balho; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    d) a habilitao e reabilitao das pessoas com deficincia e a promoo de sua integrao vida co-munitria; e (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    e) a garantia de 1 (um) salrio-mnimo de bene-fcio mensal pessoa com deficincia e ao idoso que comprovem no possuir meios de prover a prpria ma-nuteno ou de t-la provida por sua famlia; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

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    II - a vigilncia socioassistencial, que visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famlias e nela a ocorrncia de vulnerabilidades, de ameaas, de vitimizaes e danos; (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provises socioas-sistenciais. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. Para o enfrentamento da pobreza, a assistncia social realiza-se de forma integrada s polticas setoriais, garantindo mnimos sociais e pro-vimento de condies para atender contingncias sociais e promovendo a universalizao dos direitos sociais. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 3 Consideram-se entidades e organizaes de assistncia social aquelas sem fins lucrativos que, isolada ou cumulativamente, prestam atendi-mento e assessoramento aos beneficirios abran-gidos por esta Lei, bem como as que atuam na de-fesa e garantia de direitos. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 So de atendimento aquelas entidades que, de forma continuada, permanente e planejada, prestam servios, executam programas ou projetos e conce-

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    dem benefcios de prestao social bsica ou especial, dirigidos s famlias e indivduos em situaes de vul-nerabilidade ou risco social e pessoal, nos termos desta Lei, e respeitadas as deliberaes do Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS), de que tratam os incisos I e II do art. 18. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 So de assessoramento aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada, prestam servios e executam programas ou projetos voltados prioritaria-mente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das organizaes de usurios, formao e capacitao de lideranas, dirigidos ao pblico da poltica de assis-tncia social, nos termos desta Lei, e respeitadas as de-liberaes do CNAS, de que tratam os incisos I e II do art. 18. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 So de defesa e garantia de direitos aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada, pres-tam servios e executam programas e projetos volta-dos prioritariamente para a defesa e efetivao dos direitos socioassistenciais, construo de novos direi-tos, promoo da cidadania, enfrentamento das desi-gualdades sociais, articulao com rgos pblicos de defesa de direitos, dirigidos ao pblico da poltica de assistncia social, nos termos desta Lei, e respeitadas as deliberaes do CNAS, de que tratam os incisos I e II do art. 18. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

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    CAPTULO IIDos Princpios e das Diretrizes

    SEO IDos Princpios

    Art. 4 A assistncia social rege-se pelos seguintes princpios:

    I - supremacia do atendimento s necessidades so-ciais sobre as exigncias de rentabilidade econmica;

    II - universalizao dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatrio da ao assistencial alcan-vel pelas demais polticas pblicas;

    III - respeito dignidade do cidado, sua autonomia e ao seu direito a benefcios e servios de qualidade, bem como convivncia familiar e comunitria, vedando-se qualquer comprovao vexatria de necessidade;

    IV - igualdade de direitos no acesso ao atendimen-to, sem discriminao de qualquer natureza, garantin-do-se equivalncia s populaes urbanas e rurais;

    V - divulgao ampla dos benefcios, servios, progra-mas e projetos assistenciais, bem como dos recursos ofere-cidos pelo Poder Pblico e dos critrios para sua concesso.

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    SEO IIDas Diretrizes

    Art. 5 A organizao da assistncia social tem como base as seguintes diretrizes:

    I - descentralizao poltico-administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os Munic-pios, e comando nico das aes em cada esfera de governo;

    II - participao da populao, por meio de organi-zaes representativas, na formulao das polticas e no controle das aes em todos os nveis;

    III - primazia da responsabilidade do Estado na con-duo da poltica de assistncia social em cada esfera de governo.

    CAPTULO IIIDa Organizao e da Gesto

    Art. 6 A gesto das aes na rea de assistncia social fica organizada sob a forma de sistema des-centralizado e participativo, denominado Sistema nico de Assistncia Social (Suas), com os seguin-tes objetivos: (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

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    I - consolidar a gesto compartilhada, o cofi-nanciamento e a cooperao tcnica entre os en-tes federativos que, de modo articulado, operam a proteo social no contributiva; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - integrar a rede pblica e privada de servi-os, programas, projetos e benefcios de assistn-cia social, na forma do art. 6-C; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organizao, regulao, manuten-o e expanso das aes de assistncia social;

    IV - definir os nveis de gesto, respeitadas as di

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