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Missão da Revista do Serviço Público Disseminar ... · PDF fileDiretora de Desenv. Gerencial: Margaret Baroni Diretora de Comunicação e Pesquisa: Elisabete Ferrarezi (interina)

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  • Misso da Revista do Servio PblicoDisseminar conhecimento sobre a gestode polticas pblicas, estimular a reflexo eo debate e promover o desenvolvimento deservidores e sua interao com a cidadania.

    ENAP Escola Nacional de Administrao PblicaPresidente: Helena Kerr do AmaralDiretor de Formao Profissional: Paulo CarvalhoDiretora de Desenv. Gerencial: Margaret BaroniDiretora de Comunicao e Pesquisa: ElisabeteFerrarezi (interina)Diretora de Gesto Interna: Mary Cheng

    Conselho EditorialBarbara Freitag-Rouanet, Fernando Luiz Abrucio,Helena Kerr do Amaral, Hlio Zylberstajn, LciaMelo, Luiz Henrique Proena Soares, MarcelBursztyn, Marco Aurelio Garcia, Marcus AndrMelo, Maria Paula Dallari Bucci, Maria Rita G.Loureiro Durand, Nelson Machado, Paulo Motta,

    Reynaldo Fernandes, Silvio Lemos Meira, SniaMiriam Draibe, Tarso Fernando Herz Genro,Vicente Carlos Y Pl Trevas, Zairo B. Cheibub.PeriodicidadeA Revista do Servio Pblico uma publicaotrimestral da Escola Nacional de AdministraoPblica.

    Comisso EditorialHelena Kerr do Amaral, Paula Montagner, PauloSergio de Carvalho, Elisabete Ferrarezi, Livino SilvaNeto.

    ExpedienteEdio: Elisabete Ferrarezi. Subedio: HeloisaCristaldo; Projeto grfico: Livino Silva Neto. Reviso:Daniella lvares de Melo; Heloisa Cristaldo eRoberto Carlos R. Arajo. Reviso grfica: Livino SilvaNeto. Fotos: Ana Carla Gualberto Cardoso, AlicePrina e Vincius A. Loureiro. Editorao eletrnica:Maria Marta da R. Vasconcelos.

    ENAP, 2011Tiragem: 1.000 exemplaresAssinatura anual: R$ 40,00 (quatro nmeros)Exemplar avulso: R$ 12,00Os nmeros da RSP Revista do Servio Pblico anterioresesto disponveis na ntegra no stio da ENAP:www.enap.gov.br

    As opinies expressas nos artigos aqui publicados sode inteira responsabilidade de seus autores e noexpressam, necessariamente, as da RSP.

    A reproduo total ou parcial permitida desde quecitada a fonte.

    Revista do Servio Pblico. 1937 - . Braslia: ENAP, 1937 - .

    v. : il.

    ISSN:0034/9240

    Editada pelo DASP em nov. de 1937 e publicada no Rio de Janeiro at 1959. A periodicidade varia desde o primeiro ano de circulao, sendo que a partir dos ltimosanos teve predominncia trimestral (1998/2007). Interrompida no perodo de 1975/1980 e 1990/1993.

    1. Administrao Pblica Peridicos. I. Escola Nacional de Administrao Pblica.CDD: 350.005

    Fundao Escola Nacional de Administrao PblicaSAIS rea 2-A70610-900 Braslia, DFTelefone: (61) 2020 3096/3092 Fax: (61) 2020 [email protected]

    ENAP

  • SumrioContents

    tica na pesquisa agropecuria: percepo dos pesquisadores da Embrapa 05Ethics in agricultural research: perceptions of Embrapas researchersRegina Lucia Ramos Loureno e Marcel Bursztyn

    Estudo socioterritorial e investimentos pblicos: o processo de alocaode recursos do oramento participativo em Serra/Es 25Study and territorial social and public investments: the process ofallocation of resources budgeting in Sierra/EsCristiano das Neves Bodart

    Balanced Scorecard: adequao para a gesto estratgica nasorganizaes pblicas 51Balanced Scorecard: adequacy to the strategic management onpublic organizations.Rozelito Felix, Patrcia do Prado Felix e Rafael Timteo

    Auditoria interna como instrumento de controle social naadministrao pblica 75Internal audit as an instrument of social control in public administrationClia Marola

    RSP Revisitada: Em prol de um Cdigo de tica para o servio pblico 89Harvey Walker

    Para saber mais 93

    Acontece na ENAP 95

  • Regina Lucia Ramos Loureno e Marcel Bursztyn

    Revista do Servio Pblico Braslia 62 (1): 5-24 Jan/Mar 2011 5

    RSP

    tica na pesquisaagropecuria: percepo dos

    pesquisadores da Embrapa

    Regina Lucia Ramos Loureno e Marcel Bursztyn

    Introduo

    No mundo moderno, avana a percepo de que os cientistas so

    responsveis pelos conhecimentos que produzem, como assinala Hans Jonas

    (1991, p.133), ao evocar o Princpio da Responsabilidade, O homem o nico

    ser conhecido que pode ter responsabilidade. Na medida em que ele a pode ter,

    ele a tem. A capacidade de responsabilidade significa j a colocao sob seu

    imperativo: o prprio poder leva consigo o dever.

    Tm surgido questionamentos sobre a cincia e sua atuao: so necessrias

    as discusses sobre tica na cincia? A cincia pode estar dissociada de seus

    resultados? Os cientistas devem considerar os impactos poltico e social de

    suas pesquisas? Os cientistas esto isentos da responsabilidade sobre o uso dos

    conhecimentos que ajudaram a produzir? Esses questionamentos surgem no

    momento em que se expressa na sociedade, por um lado, o distanciamento do

    homem em relao aos princpios ticos elementares e, por outro, a exigncia, a

  • tica na pesquisa agropecuria: percepo dos pesquisadores da Embrapa

    Revista do Servio Pblico Braslia 62 (1): 5-24 Jan/Mar 20116

    RSP

    expectativa e a busca determinada por essesprincpios fundamentais para a manutenoda vida e a melhoria da qualidade de vidadas pessoas.

    A necessidade de estar e se mostrarem conformidade com princpios ticosse torna cada vez mais evidente para asorganizaes, pois a sociedade exige cadavez mais segurana no desenvolvimentoe na aplicao da cincia. Com a acele-rao do ritmo de avano da cincia edas suas aplicaes a processos diversos,aumentam as dvidas quanto a seus efeitosdiretos e indiretos. Problemas associadosao meio ambiente, sade e ao compor-tamento humano, geopoltica, ao direitoe justia social, entre outros campos, soevocados como alerta para o imperativode se dispor de mecanismos de regulaoda cincia. Atualmente h forte tendnciaa se estabelecer, nas instituies depesquisa, prticas que permitem asseguraro cumprimento de cdigos de conduta(deontologias) e a observncia deprincpios ticos consagrados.

    Em uma sociedade democrtica econsciente, os indivduos, que so aomesmo tempo financiadores e usurios doavano em cincia e tecnologia (C&T),passam a se interessar e exigir transparnciae tica nos processos de gerao e uso deconhecimentos. Isso significa amploespectro de iniciativas, que vo dar garantiasde qualidade aos produtos, passando pelasimplicaes de seu uso, at mesmo aosprocedimentos (tcnicos, sociais, legais)empregados na sua produo.

    Alm de exigncias pela sociedade, quetende a constituir base legal, a conduta tica um diferencial importante, na medida emque a sociedade comea a cobrar aesem sintonia com o paradigma de umdesenvolvimento que obedea a critriosde sustentabilidade. Dessa forma, a

    sociedade tem valorizado empresas eorganismos que, alm de cumprirem comcompetncia sua misso, tm tambmrealizado isso de forma tica, preservandoo meio ambiente e a vida, e contribuindode alguma forma para a justia social.

    Uma evidncia dessa tendncia opapel de destaque que o tema tica napesquisa vem ocupando no Brasil e noexterior, se materializando em exignciasda insero de tais aspectos nos projetosde pesquisa. No Brasil j fato a exignciade avaliao tica em diversos segmentosde pesquisa seres humanos, biotica,experimentao animal. Na Europa, essadimenso tica comea a ser uma exignciadas agncias de financiamento e instituiesde pesquisa para aprovao de projetos.Como exemplo dessa tendncia inter-nacional, cita-se um manual publicado em2007, contendo instrues para pesqui-sadores (PAUWELS, 2007). O documentoserve de referncia elaborao e imple-mentao de projetos de pesquisa finan-ciados pela Unio Europeia, que passarama exigir a considerao dos aspectos ticosna conduo dos trabalhos de pesquisa porconsultores independentes, visando garantirque as pesquisas e atividades sejamrealizadas conforme princpios ticosfundamentais.

    A Embrapa, empresa pblica, ligadaao segmento agropecurio brasileiro,organizao na qual foi realizado esteestudo, tem a misso de viabilizar soluesde pesquisa, desenvolvimento e inovaopara a sustentabilidade da agricultura, embenefcio da sociedade brasileira (BRASIL,2008, p.18). Procedimentos associados tica na pesquisa podem ser observadosj na definio da misso da Empresa, masse entende que esses devem ser acompa-nhados de prticas de gesto que favo-ream a sua implementao por parte de

  • Regina Lucia Ramos Loureno e Marcel Bursztyn

    Revista do Servio Pblico Braslia 62 (1): 5-24 Jan/Mar 2011 7

    RSP

    todos os atores, os quais devem estarenvolvidos e comprometidos com taisquestes. Entretanto, dois elementos soessenciais: conscincia e regulaes. Ou, emuma palavra, responsabilidade (institucionale individual). Isso exige mudanas decomportamento e de prticas, indo almda mera adoo de cdigos de conduta.

    Essa pesquisa visa responder sseguintes questes: em que princpios oscientistas da Embrapa se pautam pararealizar a pesquisa agropecuria? Quais osprincpios ticos que a Empresa perseguena execuo da sua misso de pesquisa? Oque os pesquisadores pensam sobre ticana pesquisa agropecuria? Buscou-se, ainda,entender e analisar como os pesquisadorespercebem a questo da tica na pesquisaem geral, e verificar se os princpios ticosesto de fato contidos nas normas e demaisdocumentos da Empresa.

    C&T e tica

    Cincia, tecnologia e inovao (CT&I)so elementos essenciais ao crescimento, competitividade e ao desenvolvimentode empresas, regies e pases... Tambmtm importncia fundamental na determi-nao do estilo de desenvolvimento deregies ou naes e na forma como esseafeta no presente e afetar no futuro aqualidade de vida da populao em gerale de seus diversos segmentos (VIOTTI eMACEDO, 2003, p.21).

    Entretanto, conforme assinalam vriosautores, tem havido mudana na interaoentre a cincia e a sociedade, que questiona acincia como atividade prpria e restrita aoscientistas, para que se torne um campotambm de interesse do pblico leigo. Nesseprocesso haveria certa perda do status dacincia como torre de marfim ou, pelomenos, o seu deslocamento em alguma

    me

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