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MITOLOGIA CÉLTICA.doc

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22.13 - MITOLOGIA CLTICA:

De modo geral, o termo celta aplica-se aos povos que viveram na Gr-Bretanha e na Europa Ocidental entre 2000 a.C. e 400 d.C.. Eram civilizaes da Idade do Ferro, habitantes sobretudo de pequenas aldeias lideradas por chefes guerreiros. Os celtas da Europa continental no deixaram registo escrito, mas conhecemos seus deuses atravs dos conquistadores romanos, que estabeleceram elos entre muitas dessas divindades e seus prprios deuses. Por exemplo, o deus do trovo Taranis era o equivalente do Jpiter romano, e vrias outras divindades locais eram equiparadas a Marte, Mercrio e Apolo. Os povos do Pas de Gales e da Irlanda tambm deixaram uma mitologia muito rica e muitas de suas lendas foram escritas durante a Idade Mdia. A Mitologia Celta pode ser dividida em trs subgrupos principais de crenas relacionadas.

importante manter em mente que a cultura celta (e suas religies) no so to contiguas ou homogneas quanto foram a cultura romana ou grega por exemplo. Nossos conhecimentos atuais determinam que cada tribo ao longo da vasta rea de influncia cltica tinha suas prprias divindades. Dos mais de trezentos deuses celtas, poucos efetivamente eram adorados em comum.Principais Deuses CeltasDagda:O deus supremo do panteo celta parece ser Dagda (mas em certas regies e pocas sua consorte Danu parece ocupar essa posio). O Dagda uma figura paternal, protetor da tribo e o deus "bsico" do qual outros deuses masculinos seriam apenas variantes. Deuses clticos so entidades no muito especficas e talvez devam ser vistos mais como preferncias de cada cl do que como um panteo formal. De certa forma todos so semelhantes ao deus grego Apolo que era um deus ligado a vrias reas.

Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de fora imensa, armado de uma clava e associado a um caldeiro (o Caldeiro de Sangue, que continha diversas propriedades mgicas).

Danu:Consorte de Dagda, o mais poderoso dos deuses celtas, Danu a deusa da terra, da vida e da morte. descrita como tendo trs "faces" ou aspectos: Morrgan (Gralha da Guerra), Blodeuwedd (Dama das Flores, simbolizando a vida) e Brighid (A Me, simbolo da fertilidade). Danu uma entidade to relevante que o "grupo" de deuses tidos como mais poderosos so comumente designados como "Tuatha D Danann" - o povo de Danu. Seu nome aparece em muitos lugares conhecidos. Como o famoso rio Danbio.Belenus:Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos d seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificao e fertilidade comemorada em 1 de maio no hemisfrio norte. Belenos era ainda ligado cincia, cura, fontes trmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e vegetao. Era um dos principais deuses da mitologia celta, mas era uma divindade mais regional, adorada principalmente no norte da Itlia e na costa mediterrnea da Glia. Foi um deus associado a agricultura.Lugh:Lugh era o deus sol, assim como Belenus, por isso eram chamados de "Os Brilhantes"Lugh era Deus da reencarnao, magia, comrcio, relmpago, artes, gua, cura e profecias. O festival de lughnasadh especialmente dedicado a Lugh.Belenus era deus da Cincia, cura, fontes trmicas, fogo, sucesso, prosperidade e colheita. O festival de Beltame e especialmente dedicado a Belenus.

Outros DeusesOs celtas adoravam um grande nmero de deuses dos quais sabemos pouco mais que os nomes. Entre eles deusas da natureza como Tailtiu e Macha, e Epona, deusa dos cavalos. Figuras masculinas incluiam deuses associados a uma enorme variedade de coisas, como Goibiniu, o fabricante de cerveja. Havia tambm Tan Hill, a divindade do Fogo.

Cernunnos (tambm chamado de Slough Feg, ou na forma latinizada Cornfero) comprovadamente um dos mitos mais antigos mas do qual pouqussimo se sabe. O escritor romano Lucano fez vrias menes a deuses celtas como Taranis, Teutates e Esus que, curiosamente, no parecem ter sido amplamente adorados ou relevantes.

Vrios deuses eram formas variantes de outros. A deusa galo-romana Epona parece ser uma variante da deusa Rhiannon, adorada em Gales, ou ainda Macha, adorada na regio do Ulster. Povos politestas raramente se importam em manter seus pantees da forma organizada em que os pesquisadores gostariam de encontrar.

Lista de Diversos Deuses e Deusas:Angus Mac Oc ,Angus Mac Oc, cujo nome significa O Filho Mais Jovem, era filho de Dagda e Boann e fazia parte dos Tuatha de Dannan. Tambm conhecido por Aengus ou Oengus e era, para os Celtas da Irlanda antiga, um deus da juventude, do amor e da beleza. Possua uma harpa dourada que produzia uma msica de irresistvel doura e dizia-se que os seus beijos se transformavam em pssaros que transportavam as mensagens de amor.Uma das lendas conta que Angus se apaixonou por uma jovem que apenas viu em sonhos. Decidido a encontr-la acaba por descobrir que filha de Ethal Anbuais, um Sidh que morava em Connaught. Angus acaba por encontrar a sua amada perto de um lago como sendo a mais alta de um grupo de 150 jovens. Ethal conta a Angus que a sua filha vtima de um encanto que faz com que ela se transformasse em cisne a cada dois anos (durante um ano permanecia mulher e durante o ano seguinte permanecia cisne). Assim, para poder despos-la, Angus precisava transformar-se em cisne, durante a noite do prximo Samhain. Assim foi, nessa data, Angus deslocou-se ao lago onde se encontrava a sua amada. Ao mesmo tempo que sua futura esposa se transformava em Cisne, juntamente com as restantes jovens, tambm Angus se transfigurou num belo cisne. Os dois, juntos, voaram ento, ao redor do lago por trs vezes, cantando uma melodia que fez o mundo adormecer por trs dias e trs noites.BadbNa mitologia irlandesa, Badb (/ba/ "corvo" em irlands antigo; irlands moderno Badhbh /biv/ significando "abutre") era uma deusa da guerra que assumia a forma de um corvo, e era assim por vezes denominada Badb Catha (corvo de batalha). Frequentemente causava confuso entre os soldados ao fazer a batalha pender para seu lado favorito. A ilha Boa recebeu seu nome por causa desta deusa.Campos de batalha eram chamados de a terra de Badb, e com frequncia era dito que Badb aparecia neles sob a forma de um corvo ou de um lobo. Badb associada beansidhe, e diz-se que foi crucial na batalha contra os fomorianos.BandaNa mitologia irlandesa, Banba ou Banbha, filha de Ernmas dos Tuatha D Danann, uma das deusas padroeiras da Irlanda, esposa de Mac Cuill. Originalmente, ela pode ter sido uma deusa da guerra bem como da fertilidade.HistriaAo lado de suas irms, Fdla e riu, constitua um importante triunvirato de deusas. Quando os Milesianos chegaram vindos da Espanha, cada uma das trs pediu que seu nome fosse dado ao pas. riu (ire) ganhou o debate, mas Banba ainda usado s vezes como um nome potico, da mesma forma que Albion usado para a Gr-Bretanha.De acordo com Seathrn Citinn, ela reverenciava Macha, que tambm s vezes citada como filha de Ernmas. Logo, as duas deusas podem ser equivalentes. Citinn tambm refere-se tradio de que Banba foi a primeira pessoa a pr o p na Irlanda antes do Dilvio, numa variao da lenda de Cessair.BlodeuwedNa antiga mitologia celta, representa a superao dos obstculos, o amor sublime e a feitiaria.Quando uma mulher foi atravessar o rio certa vez, engravidou-se e amaldioou seu filho com seus poderes de bruxa. Este s teria nome se ela quisesse, porm mais tarde, ela foi forada a dar-lhe o nome ou ele a mataria. Ento ela o amaldioou novamente dizendo que nunca ele teria uma mulher. Ele criou uma esttua de flores, e deu nome a ela de Blodeuwed, e com todo o amor no corao do rapaz, a esttua se formou uma deusa, a deusa do amor cltico.Cailleach

a Anci ancestral da Esccia, tambm conhecida como a Carline ou Mag-Moullach, representado o aspecto de velha da Deusa no ciclo anual. Est ligada s trevas e ao frio do Inverno e assumiu a direo no ciclo das estaes em Samhaim, a vspera de primeiro de Novembro. Ela portava um basto negro do Inverno e castigava a terra com frias foras contrativas que ressecavam a vegetao. Com a aproximao do fim do Inverno, ela passava o basto do poder para Brigid, em cujas mos ele se tornava branco que estimulava a germinao das sementes plantadas na terra negra. As foras expansivas da natureza comeavam ento a se manifestar.Por vezes, essas duas deusas eram retratadas em batalha pelo controle da natureza: dizia-se at que Cailleach aprisionava Brigid sob as montanhas no Inverno. Mas o melhor modo de v-las como duas facetas de uma deusa trplice das estaes: a Velha Cailleach do Inverno, a Donzela Brigid da Primavera e a Deusa-Me do vio do Vero e da frutificao do Outono. O nome do ltimo membro dessa trindade no foi preservado na lenda folclrica com o mesmo cuidado. Talvez porque ela representava uma faceta demasiado pag da Deusa, vinculada demais com a fecundidade e com as foras sexuais da vida. Em um certo sentido, a figura Cailleach-Brigid, pode ser considerada como tendo um paralelo com o mito Demter-Persfone dos gregos antigos.A imagem de Cailleach foi distorcida e hoje ela est representada no vo da bruxa que aparece na noite de Halloween. Foi caracterizada como uma fada do mal que traz consigo o Inverno e a morte. Apesar de ser perpetuada deste modo terrvel, sabemos que neste aspecto de Deusa Anci, ela est inteiramente realizada em sabedoria e beleza.CatuboduaCatubodua ("corvo-de-batalha") uma deusa gaulesa conhecida por uma nica inscrio em Haute Savoie, Frana oriental. Ela parece ser idntica deusa irlandesa Badb. Nicole Jufer e Thierry Luginbhl vincularam provisoriamente Catubodua com outras deusas aparentemente marciais atestadas em outras partes, tais como Boudina, Bodua e Boudiga, cujos nomes compartilham razes significando ou luta ou vitria. Ela poderia portanto ser comparada deusa romana Vitria, grega Nik, e possivelmente deusa nrdica Sigyn.[editar] Uma lenda romana relacionada?Uma histria das guerras romanas contra os gauleses no sculo IV a.C., registrada por Lvio, Aulus Gellius e Dionsio de Halicarnasso, pode preservar uma referncia deusa. Um soldado romano, Marco Valrio, aceitou um desafio para bater-se em combate individual com um campeo gauls. Quando aluta comeou, um corvo pousou sobre o elmo de Valrio e comeou a atacar o gauls, que aterrorizado por esta interveno divina, foi facilmente derrotado. Valrio adotou o cognome "Corvus" (corvo), e como Marco Valrio Corvo tornou-se um famoso general e poltico da Repblica Romana.CerridwenCerridwen ou Ceridween (l-se Querrduen) a Deusa dos antigos Celtas/Galeses. chamada de Deusa Trplice por mostrar-se em trs diferentes formas: donzela, me e anci (os ciclos da vida).Tambm pode ser conhecida como Grande Me ou Senhora. comumente associada Lua e suas fases, pois acreditava-se que a lua era a representao do Sagrado Feminino, a energia que move a Terra, influenciando a agricultura, as colheitas e at a menstruao, gestao e fertilidade feminina, o poder de criao da vida.O Caldeiro onde a deusa prepara suas poes, sendo este o principal objeto dos cultos pagos antigos para represent-la, considerado o tero divino da Grande Me, de onde nasciam os encantamentos, mais um smbolo de fertilidade. Os famosos bardos celtas deviam sair em uma perigosa busca pelo Caldeiro de Cerridwen como iniciao. Alguns acreditam ser esta uma das lendas que poderiam ter originado a busca pelo Graal. uma deusa sempre associada morte e renascimento, fertilidade, regenerao, inspirao, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento. Seu consorte na cultura pag geralmente o deus Cernunnos (l-se Quernunos) e juntos representam a dualidade da natureza.CessairCessair era, na mitologia celta, uma rainha-feiticeira que invadira a ilha, que se tornaria a Irlanda, aps o grande dilvio com seu squito numeroso. Trata-se de uma reencarnao de Circe de Homero.Cernnunos o nome de um dos deuses celtas mais antigos e tambm conhecido como Deus Cornfero, por ser muitas vezes representado como um homem com chifres adornando a cabea. o Deus da fertilidade, da abundncia, e Patrono da Caa para os povos antigos. s vezes era representado alimentando animais; tambm podia mudar de forma e aparecer como cobra, lobo ou veado.Na vertente Britnia Continental da Tradico Cltica , Cernunnos tambm assumia um importante papel como Consorte da Deusa Trplice.O Deus tem sido reverenciado h eras. Ele no a deidade rgida, o Todo-Poderoso do cristianismo ou do judasmo, tampouco um simples consorte da Deusa. Deus ou Deusa, eles so iguais, unidos.Vemos o deus no Sol, brilhando sobre nossas cabeas durante o dia, nascendo e pondo-se no ciclo infinito que governa nossas vidas. Sem o Sol, no poderamos existir; portanto, ele tem sido cultuado como a fonte de toda a vida, o calor que rompe as sementes adormecidas, trazendo-as para a vida, e instiga o verdejar da terra aps a fria neve do inverno.O Deus tambm gentil com os animais silvestres. Na forma do Deus Cornudo, ele por vezes representados por chifres em sua cabea ,que simbolizam sua conexo com tais bestas. Em tempos mais antigos, acreditava-se que a caa era uma das atividades regidas pelo Deus, enquanto a domesticao dos animais era vista como voltada Deusa.Os domnios do deus incluam as florestas intocadas pelas mos humanas, os desertos escaldantes e as altas montanhas. As estrelas, por serem na verdade sis distantes, so por vezes associadas a seu domnio.CreidhneNa mitologia irlandesa, Creidhne (ou Credne) era filho de Brigid e Tuireann, e artfice dos Tuatha D Danann, trabalhando com bronze, lato e ouro. Ele e seus irmos Goibniu e Luchtaine tornaram-se conhecidos como os Tr De Dna, "os trs deuses de arte", que forjaram as armas que os Tuatha D usaram na batalha contra os Fomorianos. dito que Creidhne, juntamente com Dian Cecht, fabricou a mo de prata do rei Nuada.Creidhne freqentemente confundido com a guerreira irlandesa Creidne.DonnNota: Para outros significados de Donn, ver Donn (desambiguao).De acordo com a mitologia irlandesa, Donn ou o Escuro, o Senhor dos Mortos e pai de Diarmuid Ua Duibhne, que entregou a Aengus Og para ser criado. Donn considerado o pai dos irlandeses; uma posio similar a de Dis Pater e os gauleses, conforme observado por Jlio Csar.Originalmente, Donn era o chefe dos Filhos de Mil, povo mitolgico que invadiu a Irlanda, expulsando os Tuatha D Danann. Donn ofendeu riu, uma das deusas epnimas da Irlanda, e morreu afogado ao largo da costa sudoeste da ilha. Um local prximo deste ponto, numa pequena ilha rochosa denominada Tech nDuinn (a Casa de Donn), tornou-se a moradia de Donn como deus dos mortos. Esta casa era o lugar de reunio dos mortos antes de iniciarem sua jornada para o Outro Mundo.No irlands moderno, a palavra para a cor marrom "donn".EponaEpona.Na mitologia cltica e posteriormente na romana, Epona era a deusa dos cavalos, burros e mulas. Ela era particularmente a deusa da fertilidade, como demonstrado pelos seus atributos de uma patera, cornucpia, e a presena de potros em algumas esculturas. A adorao de Epona era muito difundida entre o sculo I e o sculo III.ErnmasErnmas uma deusa-me na mitologia irlandesa, mencionada no Lebor Gabla renn e Cath Maige Tuired como uma das Tuatha D Danann. Suas filhas incluem a trindade de deusas epnimas irlandesas riu, Banba e Fdla, a trindade de deusas guerreiras Badb, Macha e Morrgan (tambm denominada Anann), e tambm uma trindade de filhos, Glonn, Gnim e Coscar.Seus outros filhos so Fiacha e Ollom. Ernmas foi morta durante a primeira batalha de Mag Tuired.Espritos AgourentosOs espritos agourentos, mito do folclore irlands desde o sculo VIII, nada mais so do que espritos em forma de mulheres esquelticas e de cabelos brancos ou loiros, que choram, lamentam e berram noite pelas pessoas a quem amaram em vida.Descrio fsicaSeus traos mais caractersticos so seus olhos, que se tornaram cor de fogo aps sculos de choro e lamento pelas pessoas que tanto amaram em suas vidas terrenas. Descritos comumente como mulheres altas, esquelticas, de cabelos brancos escorridos, usam geralmente um vestido verde coberto por um manto cinzento, com capuz. s vezes, porm, podem aparecer na forma de uma mulher pequena e velha, ou de uma jovem belssima, de cabelos dourados e de roupa vermelha.VersesAcredita-se que cada esprito agourento consagrado a uma nica famlia irlandesa e a seus descendentes e serve a ela ao longo dos sculos, mas s aparece quando um membro da famlia est prestes a morrer. O esprito mais famoso da antiguidade chamava-se Aibhill e assombrou a famlia real dos O'Brien. Conforme a lenda, o rei Brian Boru, j velho, partiu para a batalha de Clontarf, em 1014, ciente de que no ia sobreviver, pois Aibhill surgira para ele na noite anterior lavando roupas dos soldados at a gua ficar vermelha de sangue.Anos depois acreditava-se que os espritos agourentos surgiam para anunciar a morte de algum chorando ou emitindo lamentos fnebres sob a janela da pessoa que iria morrer. Num relato famoso do sculo XVII, uma visitante de uma fazenda irlandesa relatou seu medo ao ouvir uma voz no meio da noite: "Abri a cortina e, na esquadria da janela, vi sob a luz da lua uma mulher encostada janela, de cabelo vermelho, plida e de aparncia ttrica. Falava alto e num tom que eu nunca tinha ouvido e ento, com um suspiro que mais parecia o som do vento do que uma respirao, ela desapareceu." Soube-se depois, que havia morrido uma pessoa na casa durante a noite.Um esprito agourento tambm pode se manter distncia, uma figura solitria que assinala a morte de algum quando percorre a passos lentos os morros em redor da casa de uma famlia (a palavra inglesa bansbee - como chamado o esprito agourento em ingls - vem do irlands bean si, que significa "mulher nor morros") ou quando fica sentada no alto de um muro de pedra. Nem sempre ela fica visvel, mas seus gritos cortantes no deixam dvida alguma de sua presena. Nas raras ocasies em que vrios espritos agourentos aparecem juntos, significa que uma pessoa muito importante, ou reverenciada morrer.FdlaNa mitologia irlandesa, Fdla (tambm denominada Ftla, e posteriormente Fdhla ou Fla), filha de Ernmas dos Tuatha D Danann, foi uma das deusas tutelares da Irlanda. Seu marido era Mac Cecht.Histria:Com suas irms, Banba e riu, ela era parte de um importante triunvirato de deusas. Quando os Milesianos chegaram da Espanha, cada uma das trs irms pediu ao bardo Amergin que seu nome fosse dado ao pas. riu (ire, e em sua forma dativa irinn, resultando no ingls Erin) parece ter vencido a disputa, mas os poetas consideram que todas as trs tiveram seu desejo satisfeito, e assim Fodhla por vezes usado como nome literrio para a Irlanda, da mesma forma que Banba. De certa forma, isto semelhante ao uso potico do nome Albion para a Gr-Bretanha.No Tochomlad mac Miledh a hEspain i nErind: no Cath Tailten, Ftla descrita como esposa de Mac Cecht, reinando como rainha da Irlanda nos anos em que o marido reinou como rei.[1] O texto prossegue e relata que quando os Milesianos transitavam pela Irlanda, Ftla encontrou-os com suas rpidas hostes de fadas em torno dela na Montanha Naini, tambm chamada de montanha de Ebliu. Uma nota de rodap identifica a Montanha Naini Mountain de Ebliu como as montanhas Slieve Felim no Condado de Limerick. O solo desta regio luvisol turfoso.[2]De acordo com Seathrn Citinn, ela venerava Morrgan, que tambm s vezes chamada de filha de Ernmas.No De Situ Albanie (um documento posterior), na Crnica dos Pictos e no Duan Albanach, Fotla (hoje Atholl, Ath-Fotla) era o nome de um dos primeiros reinos pictos.GoibniuNa mitologia irlandesa Goibniu ou Goibhniu era um dos filhos de Brigid e Tuireann e ferreiro dos Tuatha D Danann. Ele e seus irmos Creidhne e Luchtaine tornaram-se conhecidos como os Tr De Dna, "os trs deuses de arte", que forjaram as armas que os Tuatha D usaram para combater os Fomorianos. Suas armas eram sempre letais e seu hidromel concedia invulnerabilidade a quem o bebesse.Na mitologia galesa, seu equivalente Govannon.LuchtaineNa mitologia irlandesa, Luchtaine (ou Luchta) era filho de Brigid e Tuireann e carpinteiro ou arteso dos Tuatha D Danann. Ele e seus irmos Creidhne e Goibniu tornaram-se conhecidos como os Tr De Dna, "os trs deuses de arte", que forjaram as armas com as quais os Tuatha D combateram os Fomorianos.MorrganMorrgan ("Terror" ou "Rainha Fantasma"), tambm escrita Mrrgan ("Grande Rainha") (aka Morrgu, Mrrghean, Mr-Rogain) uma figura da mitologia irlandesa (cltica) que aparenta ser uma divindade, embora no seja referida como "deusa" nos textos antigos.Representado comumente como uma figura terrvel, nas glosas dos manuscritos medievais irlandeses como uma equivalente a Alecto - uma das Frias na mitologia grega - de fato, um dos textos refere-se a Lamia como "um monstro de formas femininas, i. e., uma Morrigan" - ou ainda como o demnio hebreu Lilith.Associada com a guerra e a morte no campo de batalha, algumas vezes anunciada com a viso de um corvo sobre carcaas, premonio de destruio ou mesmo com vacas. Considerada uma divindade da guerra, comparvel s Valqurias da mitologia germnica, embora sua associao com o gado bovino permita tambm uma ligao com a fertilidade e o campo. com freqncia vista como uma divindade trinitria, embora as associaes desta trade variem: a mais freqente d-se de Morrgan com Badb e com Macha - embora algumas vezes incluem-se Nemain, Fea, Anann e outras.Nechtan (mitologia irlandesa)Na mitologia irlandesa, Nechtan era o pai e/ou marido de Boann. Pode tambm ser Nuada sob outro nome, ou seu culto pode ter sido substitudo pelo de Nuada. Somente a ele e a seus trs "portadores da taa" era permitido visitar o Poo de Segais, no qual nove castanheiras sagradas deitavam suas nozes portadoras de sabedoria. Quando Boann visitava o poo, ele transbordava e a perseguia at a costa, formando o rio Boyne.O nome Nechtan talvez um cognato do deus romano-britnico Nodens, ou do deus romano Netuno, e dos deuses persa e vdico que compartilham o nome Apam Napat. Pode tambm ser cognato da entidade sobrenatural sueca Ncken, que habita prxima de poos e fontes.Nechtan ou Nectan tornou-se um nome celta comum e grande nmero de personagens histricas e lendrias o ostentam.OgmiosOgmios era uma divindade gaulesa que Luciano descreve como um homem calvo com um arco e uma clava liderando um bando de homens aparentemente felizes ostentando correntes presas na lngua e nas orelhas. Alguns estudiosos encaram isto como uma metfora para eloqncia, possivelmente relacionadas prticas dos bardos. Luciano recorda que os gauleses o associavam Hrcules, mas sua apario em duas tabuinhas encontradas na ustria sugere que tambm era associado Hermes na tradio cltica oriental.Provavelmente, tambm est relacionado ao deus Ogma da mitologia irlandesa, e um dos mais prximos paralelos gauleses do irmo de Ogma, Dagda.riuNa mitologia irlandesa, riu (AFI: [eru]), filha de Ernmas dos Tuatha D Danann, era a deusa epnima padroeira da Irlanda. Seu marido era Mac Grine ("Filho do Sol").[1] Foi me de Bres com o prncipe Elatha dos Fomorianos.O nome em ingls para Irlanda vem de riu e da palavra land ("terra" em germnico, nrdico antigo ou anglo-saxo).Papel mstico:Com suas irms Banba e Fdla, fez parte de um importante triunvirato de deusas. Quando os Milesianos chegaram vindos da Espanha, cada uma das irms pediu que seu nome fosse dado ao pas. Embora a honraria tenha sido concedido ela e riu (ire) tenha se tornado o nome ainda em uso, Banba e Fdla ainda so s vezes usados como nomes poticos para a Irlanda, tal como Albion usado para a Gr-Bretanha.riu, Banba e Fdla so interpretadas como as deusas da soberania.[2]De acordo com Seathrn Citinn as trs deusas reverenciadas por ire, Banba e Fdla eram Badhbh, Macha e Mirroghan (respectivamente?).[3]PARASOS CELTAS:Os parasos celtas ou Outro Mundo da mitologia celta o reino dos mortos, o lar das divindades ou a fortaleza de outros espritos e entidades tais como os Sdhe. Os contos e o folclore o descrevem como existindo alm do mar ocidental, subterrneo (como nas colinotas Sdhe) ou ao lado do mundo dos vivos, mas invisvel para a maioria dos humanos.Annwn ou Annwfn (Annwvn em Gals Mdio, por vezes erroneamente grafado Annwyn, Annwyfn ou Annwfyn) era o Outro Mundo, a terra das almas que partiram deste mundo na mitologia galesa. Governado por Arawn, ou muito posteriormente, por Gwynn ap Nudd, era basicamente um mundo de delcias e eterna juventude, onde no existem doenas e h sempre fartura de comida. dito que Annwn est localizado to a oeste que nem mesmo Manawydan ap Llyr o encontrou, e que l somente se pode chegar morrendo. Mas, tambm foi dito que Annwn pode admitir pessoas ainda vivas, desde que elas encontrem a porta.SIMBOLOGIA:N Celta:O N celta o smbolo da mitologia celta significando o n infinito que enlaa todas as coisas, que estamos todos interligados e que de alguma forma para a evoluo de um precisa-se da evoluo de todos.Ele tambm usado como amuleto de proteo pendurado no pescoo, ou sobre a porta de entrada das casas.Em alguns rituais ele ultilizado para invocar a Grande Deusa. Os celtas acreditam que se o n for colocado abaixo do que deseja ele absorvir tal coisa para sua vida. Ele estar eternamente na magia de luz e aos mestres da sabedoria divina. O smbolo serve para quem quer estar na senda da luz e da sabedoria.Me trplice: a deusa me dos celtas representada como trs mulheres, cada uma segurando um objeto diferente, como um co, um peixe e um cesto. Trs era considerado um nmero sagrado para os celtas, da as figuras triplas ou deuses de trs cabeas.A Lua (a Senhora do Destino) a grande trindade feminina de Donzela, Me e Anci. Os rituais Drudicos so sempre realizados em conjuno com as fases da Lua, e as Druidesas (sacerdotisas), alinham o trabalho mgico, com os ciclos menstruais. A Senhora do Destino consagrada ao dia 6 de janeiro.

Fases msticas da luaAs fases da Lua so:A donzela/Nimu - o crescente lunar, virginal e delicado;A me/Mari - a Lua Cheia, com seu ventre inchado de vida;A anci/Anu - a Lua em quarto Minguante, sbia e poderosa, que desaparece na noite escura da morte (Morrigan, a Lua Nova.

TemplosFrequentemente se diz que os povos celtas no construam templos, adorando seus deuses apenas em altares em bosques. A arqueologia j provou que isto est incorreto, e vrias estruturas de templos j foram encontradas em regies clticas. Depois das conquistas de Roma sobre partes das regies celtas, um tipo distinto de templo celto-romano se desenvolveu.

Ritos Celtas:

Os primeiros celtas no construam templos para a adorao de seus deuses, mas mantinham altares em bosques de (Nemeton) dedicados a serem locais de adorao. Algumas rvores eram consideradas elas prprias sagradas. A importncia das rvores na religio celta pode ser mostrada pelo fato que o nome da tribo dos Eburnios contm uma referncia a yew tree, e nomes como Mac Cuillin (filho de acebo), e Mac Ibar (filho de yew) aparecem nos mitos irlandeses. Apenas durante o perodo de influncia romana os celtas comearam a construir templos, um hbito que foi passado as tribos germnicas que os suplantaram.

Escritores romanos insistiam que o sacrifcio humano era praticado pelos celtas em larga escala e h indcios dessa possibilidade vindos de achados na Irlanda, no entanto a maior parte da informao sobre isso veio de rumores de "segunda mo" que chegavam a Roma. So muito poucas as descobertas arqueolgicas que substanciam o processo de sacrifcio e assim os historiadores modernos consideram que os sacrifcios humanos eram um acontecimento extremamente raro nas culturas Celtas.

Mas havia tambm, no entanto, um culto guerreiro centrado nas cabeas cortadas de seus inimigos. Os celtas muniam seus mortos de armas e outros pertences, o que indica que acreditavam na vida aps a morte. Depois do funeral, eles tambm cortavam a cabea do morto e esmagavam seu crnio para evitar que seu esprito permanecesse preso.

Nenhuma meno aos cultos celtas pode deixar de descrever os druidas. Esses sacerdotes representam simplesmente a classe mais ou menos hereditria de xams, caracterstica de todas as sociedades indo-europias antigas. Em outras palavras, eles so o equivalente a casta brmane indiana ou aos magi persas, e como estes um especialista nas prticas de magia, sacrifcio e augurio. Eles eram conhecidos por ser particularmente associados a carvalhos e trufas; essas ltimas talvez usadas na confeco de medicamentos ou alucingenos. Outra figura importante na manuteno das lendas clticas era o bardo; aquele que, atravs de suas msicas, difundia os feitos de bravura dos heris do passado. Desse ponto de vista a cultura celta no foi uma cultura histrica - do ponto de vista que no teve histria escrita (ainda que os celtas possussem formas rudimentares de escrita, baseadas em traos verticais e horizontais). Suas histrias eram transmitidas oralmente, e os bardos eram particularmente bons nisso j que, uma vez que suas histrias eram musicadas, tornava-se fcil lembrar das palavras exatas que a compunham. Alm disso, eles podem ter sido considerados uma espcie de profetas. Os historiadores Estrabo descreveu-os como "vates", palavra que significa inspirado, estasiado. bem possvel que a sociedade cltica tivesse, alm da religio taumatrgica e ritualstica dos drudas, um elemento de comunicao estsica com o Alm.

Resqucios ModernosOs modos e as crenas celtas tiveram um grande impacto na atualidade das regies em que se encontravam. Conhecimentos sobre a religio pr-crist ainda so comuns nas regies que foram habitadas pelos celtas, apesar de agora estarem diminuindo. Adicionalmente, muitos santos no-oficiais so adorados na Esccia, como Saint Brid na Esccia (Brigid, na Irlanda), uma adaptao crist da deusa de mesmo nome. Vrios ritos envolvendo peregrinaes a vales e poos considerados sagrados aos quais creditam propriedades curativas tm origem celta.RITUAL DA GUA BRANCA:Nas culturas grega e celta, a Deusa, para assegurar boas colheitas deve estar unida ao povo em uma intermediao que cabia ao rei ou lder de uma comunidade. O rei, como representante do povo, santificava esse momento importante, o Casamento Sagrado, pelo intercurso sexual entre a divindade da Terra, simbolizada pelo cavalo, e o mundo humano.Na mitologia celta h inmeras referncias relao sexual entre o rei e a gua branca. o povo se reunia para ver a cerimnia e o ato confirmava o poder do rei e a potncia do rei era a potncia do povo. O nome deste evento, "Epomedeous" ou "Epona" o nome gauls para cavalo em composio com a palavra "medhu", ou "mead", relativa sopa que era preparada com a gua, sacrificada depois do ritual. Geraldus Cambrensis relata que no fim do sculo XII que os reis do Cl Connail [Irlanda] continuavam a ser aclamados no estilo de seus ancestrais, copulando publicamente com uma gua branca [THOMAS CAHILL, How the Irish Saved Civilization, p 135]. A gua, ao que parece, simbolizava a terra-me, a quem o grande rei desposava. H resgistros de que a gua era morta no ritual e com ela se fazia uma sopa (!). O rei entrava dentro do caldeiro e, simbolicamente, "comia-bebia" (?) sua "noiva".

AS LENDAS:As Fadas:A fada um ser mitolgico, caracterstico dos mitos clticos, anglo-saxes, germnicos e nrdicos.O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompnio Mela, um gegrafo que viveu durante o sculo I d.c. As fadas tambm so conhecidas como sendo as fmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de histria, a fada representada de forma semelhante a verso clssica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porm apresentando "asas de liblula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condo" para realizar encantamentos.Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representao podemos citar "Sininho", do clssico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.Aine de Knockaine era, segundo a tradio da mitologia celta, uma deusa-fada que ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses.Para cham-la existia o costume de bater trs vezes no tronco de uma rvore com flores brancas.Os antigos consagravam a essa deusa o dia 15 de Junho.Etimologia:Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervm de forma mgica no destino das pessoas."Duendes:

Duendes so personagens da mitologia europia semelhantes a Fadas e Goblins. Embora suas caractersticas variem um pouco pela Espanha e Amrica Latina, so anlogos aos Brownies escoceses, aos Nisse dinamarqueses-noruegueses, ao francs nain rouge, aos irlandeses clurichaun, Leprechauns e Far Darrig, aos manx fenodyree e Mooinjer Veggey, ao gals tylwyth teg e ao sueco Tomte.Usado por Federico Garca Lorca o termo parece situ-los mais prximos da categoria das fadas. Duendes podem ter tambm traos similares a Goblins e Kobolds.A palavra usualmente considerada equivalente palavra inglesa "Sprite", ou palavra japonesa Youkai, e usada indiscriminadamente como um termo guarda-chuva para abrigar todas as criaturas semelhantes como Goblins, Pixies, Elfos, Gnomos, etc.Alguns mitos dizem que Duendes tomam conta de um pote de ouro no final do arco-ris. Entretanto, se for capturado, o duende pode comprar sua liberdade com esse ouro. Outras lendas dizem que para enganar os homens, ele fabrica uma substncia parecida com ouro, que desaparece algum tempo depois. Neste caso so chamados Leprechauns. Na mitologia irlandesa os Leprechauns tm mais ou menos 30 cm e atendem a desejos. Na mitologia portuguesa, o Fradinho da mo furada , e o Zanganito so seres encantados, uma espcie de duendesBarrete Vermelho:O Barrete Vermelho (tambm chamado de powrie, dunter, barrete frgio ou ainda pente vermelho) descrito como um duende malvolo ou um elfo caracteriz-do pelo seu chapu vermelho-vivo, sua baixa estatura e seus olhos escarlates, presentes nas mitologias celta e escocesa.Mito:Barretes vermelhos tambm podem ser chamados de chapus sangrentos, pelo fato de matarem suas vtimas e depois tingirem o barrete com seu sangue. Um barrete vermelho um duende prfido do folclore ingls que assombra as runas de castelos onde batalhas sangrentas aconteceram.Eles no hesitam em matar visitantes que se aproximem demais dos castelos que assombram, caso contrrio, seu barrete perde a cor e o duende no tarda a morrer. Mas felizmente h uma coisa que repele os barretes vermelhos: ler a Bblia ou outra escritura sagrada em voz alta. O barrete dar um grito agudo e alto e desaparecer, deixando um de seus horrveis dentes. Seu mito corre nas regies fronteirias da Esccia.AparnciaPossuem botas de ferro, longos cabelos grisalhos, olhos vermelhos faiscantes e dentes pontiagudos e poderiam ser facilmente confundidos com algum de idade se no tivessem o chapu vermelho caracterstico. Carrega uma bengala com uma ponta afiada de metal que usa para assassinar turistas ousados.HistriasExistem histrias na Inglaterra sobre relatos de Robin, um Barrete Vermelho que habitava o Castelo Hermitage e, segundo a lenda, assassinou e matou vrias pessoas que por l vagaram.

Gnomos:Os gnomos so espritos de pequena estatura amplamente conhecidos e descritos entre os seres elementais da terra. A origem das lendas dos gnomos ter muito provavelmente sido no oriente e influenciado de forma decisiva a cultura antiga da Escandinvia. Com a evoluo dos contos, o gnomo tornou-se na imaginao popular um ano, seno um ser muito pequeno com poucos centmetros de altura. comum serem representados como seres mgicos no s protectores da natureza e dos seus segredos como dos jardins, aparecendo como ornamento. Usam barretes vermelhos e barbas brancas, trajando por vezes tnicas azuis ou de cores suaves. Na mitologia nrdica, os gnomos confundem-se com a tradio dos anes, pelo que no invulgar associa-los a seres que habitam as cavernas ou grutas escuras e no suportam a luz do sol. No conceito geral, tm a capacidade de penetrar em todos os poros de terra e at de se introduzirem nas razes das montanhas, explorando os mais ricos minrios ocultos e trabalhando-os com intenso e delicado labor. Como so difceis de ver, simbolizam o ser invisvel que atravs do inconsciente ou da imaginao e viso onrica tornam visveis os objectos e materiais desejados pela cobia humana. So os guardies de tesouros ntimos da humanidade. Por vezes um gnomo capturado pode ceder desejos a um humano que o capture, mas a maioria das vezes o desejo realizado pode acabar por se tornar uma maldio. Tal atitude deve-se ao facto que um gnomo castiga com ardis o ser que odeia, e por isso na imaginao popular da cultura europeia mediterrnea, o gnomo feio, disforme e malicioso.GnomsAs formas demonacas: a forma mais conhecida pelos continentes ocidentais a forma humanoide deformada, com cores cinzas e negras. Dizem as lendas que um timo lutador e faz estragos que podem at matar. As formas amigveis: a forma conhecida tambm por duende, ele famoso por se amigo de Papai Noel em sua fbrica de brinquedos. Amigvel, usa touquinhas, tem a forma humanide pequena, do tamanho de um menino de seis anos.Caractersticas na crena WiccaNa mitologia criacionista neopag so os responsveis pela solidificao de toda matria.Todos os itens ligados terra (terra, areia, argila, pedras, plantas...) so relacionados aos gnomos.No corpo humano, agem principalmente nos ossos e nos sais minerais.AVALON

Avalon (provavelmente do celta abal: ma) uma ilha lendria em algum lugar das Ilhas Britnicas, relacionada com diversas lendas sobre o Rei Artur, Geoffrey de Monmouth, um dos autores das lendas de Artur, chama-a de Insulis Avallonis (Gals: Ynys Avallach), que pode ser traduzida por Ilha das Mas, num claro simbolismo paradisaco. A ilha ainda associada s mticas Ilhas Afortunadas, mas que situa-se em guas ocidentais.Excalibur:

Excalibur e a Espada na PedraNos romances arthurianos vrias explicaes so dadas para a posse da Excalibur por Arthur. No poema de Robert de Boron, Arthur alcana o trono puxando uma espada de uma pedra. Nesse relato, esse ato no poderia ser feito se no pelo "verdadeiro rei", ou seja, o verdadeiro herdeiro de Uther Pendragon.

Esta espada tida por muito como a famosa Excalibur e sua identidade se torna explcita no posterior Vulgate Suite du Merlin, parte das Prosas de Lancelot (Lancelot-Grail). Porm, no chamado Post-Vulgate Merlin, Arthur recebe Excalibur da Dama do Lago, pouco tempo depois dele ter comeado seu reinado, quando sua espada original foi destruda numa batalha contra o Rei Pelinore. No Mort Artu, Arthur ordena Girflet a jogar a espada no lago encantado.

No poema grandioso de Jaspion a poderosa espada, e aquele que a possuir ter a glria eterna. Porm, no deve ser usada para a morte e sim para a reconstruo, fato que Arthur leva em considerao, j que Arthur a natureza e tudo mais na epopia de Malory.

A histria na verdade muito mais complexa do que isso, diz a lenda que a espada no apareceu na pedra sem nenhum motivo, ela surgiu na verdade por um feitio do prprio Merlin, para reencontrar o Rei Arthur para que ele pudesse retornar ao trono. Para isso lanou-se um boato de que o prprio rei havia colocado a espada naquela pedra.

Ento, Arthur desmemoriado volta at Camelot, onde estava a pedra. Em seguida o rei atual que estava l sem ser de seu direito lanou um campeonato para encontrar Arthur e mat-lo de uma vez por todas. Os dois finalmente estavam frente frente. O atual rei no conseguiu tirar a espada do local, mas Arthur sim, e ao faz-lo recobrou sua memria e assim assumiu o trono.

H tambm uma outra verso de que a Excalibur tenha sido forjada pelo povo do antigo continente de Lemria e que foi passada ao rei Arthur atravs de uma senhora, e que aps sua morte Merlin teria dado de presente a Excalibur para o reino de Agarta e ali ter ficado como herana para seus reis.Rei Artur: Arthur (em ingls King Arthur) uma figura lendria britnica que, de acordo com histrias medievais e romances, teria comandado a defesa contra os invasores saxes chegados Gr-Bretanha no incio do sculo VI. Os detalhes da histria de Artur so compostos principalmente pelo folclore e pela literatura, e sua existncia histrica debatida e contestada por historiadores modernos. A escassez de antecedentes histricos de Artur retratada por diversas fontes.

O lendrio Artur cresce como uma figura de interesse internacional em grande parte pela popularidade do livro de Geoffrey de Monmouth, Historia Regum Britanniae (Histria dos Reis Britnicos). Porm, alguns contos de Gales e da Bretanha e poemas relativos a histria do Rei Artur foram feitos antes deste livroesaparece na noite escura da morte (Morrigan, a Lua Nova.

Historicidade Discutida:A origem do mito do rei Artur um ponto muito debatido pelos estudiosos at hoje. Alguns acreditam que o personagem Artur est baseado em alguma figura histrica, provavelmente um chefe guerreiro britnico da Antiguidade tardia e incio da Idade Mdia, a partir do qual se criaram as lendas que conhecemos hoje. Outros estudiosos crem que Artur pura inveno mitolgica, sem relao com nenhum personagem real.

A escola que cr num Artur histrico baseia-se em antigas obras como Histria dos Bretes (Historia Brittonum) e Anais da Cmbria (Annales Cambriae), as quais relatam de maneira fantasiosa eventos histricos ou pseudo-histricos ocorridos nas Ilhas Britnicas. Estes textos apresentam Artur como figura real, um lder romano-britnico que lutou contra a invaso da Britnia pelos anglo-saxes, situando o perodo do Artur histrico entre o final do sculo V e comeo do sculo VI.

O livro Historia Brittonum, escrito em latim por volta do ano 830, o mais antigo em que aparece seu nome. A obra relata doze batalhas que Artur disputou, referindo-se a ele no como rei seno como "dux bellorum" (chefe guerreiro). Estas chegam a seu ponto mximo na Batalha do Monte Badon onde o cronista diz que Artur matou sozinho 960 homens. Estudos recentes, porm, questionam a utilidade do livro Historia Brittonum como fonte histrica deste perodo.

A outra crnica antiga que parece apoiar a existncia histrica de Artur so os Annales Cambriae, escritos no sculo X, que tambm ligam Artur Batalha do Monte Badon. O livro data essa batalha entre 516-518 e tambm menciona a Batalha de Camlann, na qual morrem Artur e Mordred e que teria ocorrido entre 537-539.

Estes detalhes aparentemente apiam a verso da Historia Brittonum, confirmando que Artur realmente lutou no Monte Badon.

No entanto, os manuscritos dos Annales Cambriae tem uma histria complexa, e possvel que cronistas tenham utilizado o Historia Brittonum como fonte sobre as sees sobre Artur dos Annales no sculo X. Neste caso, o Historia Brittonum e os Annales Cambriae no seriam duas fontes independentes da historicidade de Artur.

Histrias do Ciclo Arturiano:Avalon era uma ilha lendria encantada onde "Excalibur", a espada do Rei Artur tinha sido forjada e para onde o prprio rei tinha voltado vitorioso depois da sua ltima batalha para ser curado de um ferimento mortal.

Em algumas verses, Avalon regida por Morgana, uma feiticeira e curandeira rodeada de nove donzelas sacerdotisas responsveis pela cura de Artur, deitado numa cama de ouro. Numa outra verso ela descrita como sua meia irm.

Em uma outra verso, o Rei Arthur ferido em combate, e ento levado pela Dama do Lago a uma Avalon mstica do alm, paralela ao mundo real, onde Artur permanece retirado desse mundo, tornando-se para sempre imortal.

Em algumas verses da lenda, ele no resiste viagem e morre, tendo sido enterrado ento em Avalon; em outra verso, ele estaria s dormindo, esperando para voltar num futuro prximo, pois, a ilha seria um refgio de espritos, a qual permitiria a ele permanecer vivo por meio das artes mgicas.

Ynys Wydryn:Na fico histrica As Crnicas de Artur de Bernard Cornwell, parte da trilogia sobre a saga arturiana, o autor d um outro nome a Avalon, Ynys Wyndryn, porm ele mesmo tambm cita Ynys Mon em sua narrativa de fico histrica, mascarando a verdade da fico que mistura pesquisa histrica e lenda.

Ynys Wydryn (Ilha do Vidro), ou Avalon, era em termos lendrios o local onde vivia Merlin juntamente com Nimue ou Viviane, que era gr-sacerdotisa e tia de Arthur (que nunca chega a ser rei), onde era possvel utilizar a magia, ou seja, o poder divino dos deuses antigos.

Avalon, Ynys Wydryn ou Ynys Mon era um lugar de conhecimento sobre os deuses pagos antigos onde os druidas passavam o conhecimento antigo de gerao em gerao. Era o lugar onde se aprendia o conhecimento da religio antiga o druidismo, sendo Merlin o senhor de Avalon ou Ynys Wydryn, que construra Tor, uma torre onde vivia e guardava todos os seus memorveis e quem sabe mgicos tesouros.

A Senhora do Lago designada como autoridade mxima da ilha, e Artur era filho do rei Uther Pendragon, que no passado, era seguidor da crena da Deusa, como tambm a me de Artur, Igraine. Arthur faz um pacto de reacender a crena da Senhora do Lago para que com o passar do tempo ela no se apagasse.

No fim de tudo, Ynys Wydryn ganha um papel importante, pois quando Artur foi ferido mortalmente em batalha pelo seu prprio filho Mordred, ele teria sido supostamente levado de barco ilha por sua meia irm Morgana ao Lago, para onde atravs dos poderes que a Deusa havia lhe dado ela poderia retornar.

No caminho, ela foi recusada por ter desprezado a Deusa e o nico jeito de retornarem Avalon foi Artur devolver a Excalibur ao Lago, onde habitava a Deusa. Sua sepultura foi feita em Avalon, na terra de Merlin, Ynys Wydryn, juntamente com o corpo de sua amada Guinevere.

Histria x LendasQuando, em 1191, os monges do mosteiro de Glastonbury encontraram a suposta sepultura do Rei Artur no cimo de um pequeno monte que dantes se encontrava circundado de gua, disseram ser este o local da mtica e pag Avalon. Na sepultura foram encontrados dois corpos, um de um homem de idade mdia anormalmente grande (supostamente Artur) e de uma mulher (supostamente Guinevere). A inscrio no tmulo dizia: "Aqui jaz enterrado na Ilha de Avalon o conhecido Rei Artur".

O mosteiro de Glastonbury tinha a tradio de ter sido fundado por Jos de Arimatia, que alegadamente tinha trazido o Santo Graal para as Ilhas Britnicas e por isso era um lugar ligado mstica do Graal.

Em quase todas as verses o reino da magia e da religio antiga, Avalon ou Ynys Wyndryn, localizada na regio de Glanstonbury, Somerset.

A no mitolgica Avalon era um cidade ou uma ilha (em algumas opinies) em que os segredos da religio dos antigos deuses era passado de druida para druida, j que os druidas no podiam escrever seu conhecimento. Alguns chamam tambm esta cidade do conhecimento dos deuses pagos antigos de Ynys Mon.

Todavia, importante ressaltar que a Ynys Wydryn real no a mesma coisa que Avalon que se situava bem ao norte do antigo reino de Powys no sculo V.CAVALEIROS DA TVOLA REDONDA:

Os Cavaleiros da Tvola Redonda foram os homens premiados com a mais alta ordem da Cavalaria, na corte do Rei Artur, no Ciclo Arturiano. A Tvola Redonda, ao redor da qual eles se reuniam, foi criada com este formato para que no tivesse cabeceira, representando a igualdade de todos os seus membros. Em diferentes histrias, varia o nmero de cavaleiros, indo de 12 a 150 ou mais. A Winchester Round Table, que data de 1270, na lista constam 25 nomes de cavaleiros.

Cdigo de CavalariaSir Thomas Malory descreve o Cdigo dos Cavaleiros como:

1 - Buscar a perfeio humana2 - Retido nas aes3 - Respeito aos semelhantes4 - Amor pelos familiares5 - Piedade com os enfermos6 - Doura com as crianas e mulheres7 - Ser justo e valente na guerra e leal na paz

Origens da Tvola RedondaO primeiro escritor a descrever a Tvola Redonda foi o poeta do sculo XII, Wace, cujo Roman de Brut tomou como base a Historia Regum Britanniae de Geoffrey de Monmouth. Este recurso foi utilizado por muitos autores subseqentes. Todavia, mesmo os primeiros autores atribuem a Arthur um squito de guerreiros extraordinrios.

Em Geoffrey, a corte de Arthur atrai os maiores heris de toda a Europa. No material arturiano gals, muito do qual est includo no Mabinogion, so atribudas habilidades sobre-humanas aos homens de Artur. Alguns dos personagens do material gals aparecem mesmo sob nomes alterados como Cavaleiros da Tvola Redonda nos romances continentais, os mais notveis dos quais so Cai (Sir Kay), Bedwyr (Sir Bedivere), Gwalchmai (Sir Gawain) e Galahad aquele que consegui achar a Santo Graal.

Lancelot:H muitas histrias sobre Lancelot de Camelot, e eles variam de acordo com a fonte. Segundo alguns, na idade de dezoito anos, Lancelot conheceu os seus primos, Bors e Lional, e seu meio-irmo Ector e os quatro homens partiram para Camelot. Por causa do apoio de Ban para King Arthur em sua juventude, Lancelot foi acolhida a Camelot de Arthur e Lancelot foi condecorado no Dia de S. Joo.

Em algumas verses da lenda, uma das primeiras tarefas de Lancelot como cavaleiro, era trazer Guinevere para Camelot para o seu casamento com Arthur. Durante sua viagem de volta a Camelot, Guinevere e Lancelot apaixonaram-se. Em outros contos, Guinevere j estava Rainha quando Lancelot quando chegou, e ele se tornou um dos Cavaleiros da Rainha. Lancelot logo tornou-se reconhecido como o maior dos cavaleiros, depois de completar vrias misses. Entre outras aventuras, ele conquistou o guardio do castelo chamado Dolorous Gard, que depois se tornou sua prpria casa renomeado Joyous Gard. Lancelot se tornou um dos cavaleiros da Tvola Redonda e companheiro mais prximo de Artur.

ROBIN HOODRobin Hood (conhecido em Portugal como Robim dos Bosques) um heri mtico ingls, um fora-da-lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, aos tempos do Rei Ricardo Corao de Leo. Era hbil no arco e flecha e vivia na floresta de Sherwood. Era ajudado por seus amigos "Joo Pequeno" e "Frei Tuck", entre outros moradores de Sherwood. Teria vivido no sculo XIII, gostava de vaguear pela floresta e prezava a liberdade. Ficou imortalizado como "Prncipe dos ladres". Tenha ou no existido tal como o conhecemos, "Robin Hood" , para muitos, um dos maiores heris de Inglaterra.No entanto o heri no de fato um ladro errante que vive em florestas. A histria comea quando Robin of Locksley, filho do Baro Locksley um cruzado e viaja com o Rei Ricardo para catequizar os hereges. Prisioneiro, ele foge e retorna a Inglaterra. No entanto, ao chegar em casa percebe que muitas coisas aconteceram. Aproveitando a ausncia do Rei Ricardo, o prncipe John, o segundo herdeiro direto, assume seu trono, aumenta os impostos e mata o pai de Robin, destruindo tambm seu castelo. No tendo onde morar, Robin Hood encontra um grupo de homens que moram na floresta e os lidera em uma batalha com o prncipe. Ele quer reaver sua posio nobre e tambm ajudar aos que se tornaram pobres graas a ganncia de John.

Na Histria, Robin Hood, que ganha o apelido por usar um hood (tipo de chapu com pena) vence o prncipe John e casa-se com Maid Marian, sobrinha de Ricardo. No fim da histria, Ricardo Corao de Leo reaparece aps sua derrota em terras estrangeiras e nomeia Robin Hood cavaleiro, tornando o nobre novamente.

Se existiu de fato, viveu algures no sculo XIII. Uma das primeiras referncias a tal personagem o poema pico Piers Plowman, escrito por William Langland em 1377. A compilao Gesta de Robin Hood, de 1400, sugere que as histrias que compem a lenda circulavam bastante anos antes.

Para quem vive hoje em Nottingham, cidade no centro de Inglaterra que serve de cenrio maioria das baladas iniciais, Robin continua a existir. Alm das esttuas, h as ruas batizadas com o seu nome ou o festival anual que lhe dedicado. E h tambm o que resta da Floresta de Sherwood, onde possvel encontrar a rvore em redor da qual o bando de Robin se reunia em conselho. claro que, caso tenha vivido em Yorkshire, a floresta no era a de Sherwood mas a de Barnsdale. No convento de Kirklees, hoje em runas, existe tambm aquela que se pensa ser a sua campa e onde se pode ler: "Aqui jaz Robard Hude".

"Robin Hood" , desde sempre, por motivos que as verses s vezes alteram, um fora-da-lei. As referncias histricas que sustm as vrias teorias da sua existncia prendem-se, alis, na maior parte dos casos, com registos de comparncia em tribunais. Por Robin ter existido como "Robin Hood", por a lenda ser j contada ou por simples coincidncia, parece ter havido antes de 1300, na mesma regio, pelo menos cinco homens acusados de actividade criminal conhecidos pela alcunha de "Robinhood".

Existem muitos candidatos a ter em conta, e se quiser acreditar que Robin existiu. De acordo com a investigao de Joseph Hunter, em 1852, Robin era Robert Hood e tornou-se fugitivo por ter ajudado o Conde de Lancaster, que se rebelara contra a cobrana abusiva de impostos do Prncipe Joo, que por sua vez, usurpara o trono de seu irmo, o Rei Ricardo (apelidado de "Corao de Leo", desaparecido numa cruzada).

UNICRNIO

Unicrnio, tambm conhecido como licrnio, um animal mitolgico que tem a forma de um cavalo, geralmente branco, com um nico chifre em espiral. Sua imagem est associada pureza e fora. Segundo as narrativas so seres dceis; porm so as mulheres virgens que tm mais facilidade para toc-los.

Tema de notvel recorrncia nas artes medievais e renascentistas, o unicrnio, assim como todos os outros animais fantsticos, no possui um significado nico.

Considerado um equino fabuloso benfico, com um grande corno na cabea, o unicrnio entra nos bestirios em associao virgindade, j que o mito compreende que o nico ser capaz de domar um unicrnio uma donzela pura. Leonardo da Vinci escreveu o seguinte sobre o unicrnio:

"O unicrnio, atravs da sua intemperana e incapacidade de se dominar, e devido ao deleite que as donzelas lhe proporcionam, esquece a sua ferocidade e selvajaria. Ele pe de parte a desconfiana, aproxima-se da donzela sentada e adormece no seu regao. Assim os caadores conseguem caa-lo."

A origem do tema do unicrnio incerta e se perde nos tempos. Presente nos pavilhes de imperadores chineses e na narrativa da vida de Confcio, no Ocidente faz parte do grande nmero de monstros e animais fantsticos conhecidos e compilados na era de Alexandre e nas bibliotecas e obras helensticas.

citado no livro grego Physiologus, do sculo V d.C, como uma correspondncia do milagre da Encarnao. Centro de calorosos debates, ao longo do tempo, o milagre da Encarnao de Deus em Maria passou a ser entendido como o dogma da virgindade da me de Cristo: nessa operao teolgica, o unicrnio tornou-se um dos atributos recorrentes da Virgem.

Representaes profanas do unicrnio encontram-se em tapearias do Norte da Europa e nos cassoni ( grandes caixas de madeira decoradas, parte do enxoval das noivas) italianos dos sculos XV e XVI. O unicrnio tambm aparece em emblemas e em cenas alegricas, como o Triunfo da Castidade ou da Virgindade.A figura do unicrnio est presente tambm na herldica, como no braso d'armas do Canad, da Esccia e do Reino Unido.

Na astronomia, o unicrnio o nome de uma constelao chamada Monoceros.

O unicrnio tem sido uma presena frequente na literatura fantstica, surgindo em obras de Lewis Carroll, C.S. Lewis e Peter Beagle. Anteriormente, na sua novela A Princesa da Babilnia (A Princesa de Babilnia), Voltaire inclu um unicrnio como montada do heri Amazan.

Modernamente, na obra de J. K. Rowling, a srie Harry Potter, o sangue do unicrnio era necessrio para Voldemort manter-se vivo, porm o ato de matar uma criatura to pura para beber-lhe o sangue dava ao praticante de tal ao apenas uma semi-vida - uma vida amaldioada. No livro diz-se que o unicrnio beb dourado, adolescente prateado e adulto branco-puro. Tambm interessante observar, ainda na obra de Rowling, que a varinha do personagem Draco Malfoy possui o ncleo de plo de unicrnio.

Noutro livro, "Memrias De Idhn", de Laura Gallego Garca, o unicrnio uma das personagens principais da histria, sendo parte de uma profecia que salva Idhn dos sheks. Em Memrias De Idhn, o unicrnio est no corpo de Victoria.

Em 2008 um "unicrnio" nasceu na Itlia. O animal, obviamente no parte de uma nova espcie. Mas sim uma cora (pequena espcie de cervdeo europeu), que nasceu com somente um chifre. Pesquisadores atribuem o corrido a um "defeito gentico".

Histria e lendasAcredita-se que o Elasmotherium deu origem ao mito moderno do Unicrnio, como descrito por testemunhas na China e Prsia.

Apesar de provavelmente ter sido extinto na pr-histria, de acordo com a enciclopdia sueca Nordisk familjebok, publicada de 1876 a 1957, e com o cientista Willy Ley, o animal pode ter sobrevivido o suficiente para ser lembrado em mitos do povo russo como um touro com um nico chifre na testa.

Ahmad ibn Fadlan, viajante muulmano cujos escritos so considerados uma fonte confivel, diz ter passado por locais onde homens caavam o animal. Fadlan, inclusive, afirma ter visto potes feitos com chifres do unicrnio.

Em 1663, perto de uma caverna na Alemanha, foi encontrado o esqueleto de um animal que, especulava-se, seria um unicrnio. As ossadas encontradas na Alemanha eram possivelmente de Mamute com outros animais, montados por humanos de forma equivocada.

A caveira estava intacta e com um chifre nico no meio, preso com firmeza. Cerca de 100 anos depois, uma ossada semelhante foi encontrada perto da mesma caverna. Os dois esqueletos foram analisados por Gottfried Leibniz, sbio da poca, que declarou que (a partir das evidncias encontradas) passara a acreditar na existncia de unicrniosDRAGES:No ocidente, em geral, predomina a idia de drago como um ser maligno e catico, mesmo que no seja necessariamente esta a situao de todos eles. Nos mitos europeus a figura do drago aparece constantemente, mas na maior parte das vezes descrito como mera besta irracional, em detrimento do papel divino/demonaco que recebia no oriente.A viso negativa de drages bem representada na lenda nrdica ou germnica de Siegfried e Fafnir, em que o ano Fafnir acaba se transformando em um drago justamente por sua ganncia e cobia durante sua batalha final contra o heri Siegfried. Nesta mesma lenda tambm pode ser visto um trao comum em histrias fantsticas de drages, as propriedades mgicas de partes do seu corpo: na histria, aps matar Fafnir, Siegfried assou e ingeriu um pouco do seu corao, e assim ganhou a habilidade de se comunicar com animais.Serpentes marinhas como Jormungand, da mitologia nrdica, era o pesadelo do Vikings; por outro lado, a proa de seus navios eram entalhadas com um drago para espant-lo.Na mitologia grega, tambm comum ver os drages como adversrios mitolgicos de grandes heris, como Hrcules ou Perseu. De acordo com uma lenda da mitologia grega, o heri Cadmo mata um drago que havia devorado seus liderados. Em seguida, a deusa Atena apareceu no local e aconselhou Cadmo a extrair e enterrar os dentes do drago. Os dentes "semeados" deram origem a gigantes, que ajudaram Cadmo a fundar a cidade de Tebas.Sline, Cuchulainn e diversos outros heris celtas enfrentaram drages nos relatos dos seus povos.A lenda polonesa do drago de Wawel conta como um terrvel drago foi morto perto da actual cidade de Cracvia.Durante a idade mdia as histrias sobre batalhas contra drages eram numerosas. A existncia dessas criaturas era tida como inquestionvel, e seu aspecto e hbitos eram descritos em detalhes nos bestirios da Igreja Catlica. Segundo os relatos tradicionais, So Jorge teria matado um drago.Muitos povos celtas, por exemplo, possuam imagens drages em seus brases familiares, e h tambm muitas imagens de drages como estandartes de guerra desses povos. Assim, ao contar histrias de vis drages sendo enfrentados e vencidos por nobres heris cristos, os escritores cristos tambm estavam fazendo uma apologia da sua religio contra as antigas tradies locais. Pode-se fazer at mesmo um paralelo entre as famosas armas de sopro draconianas e a pregao destas religies: um drago que sopra nuvens venenosas, por exemplo, poderia tambm ser usado como metfora para blasfmias "venenosas" proferidas por falsos profetas pagos.Em Portugal, o drago mais famoso a "coca" ou "coca rabixa". A festa da "coca" realiza-se no dia do Corpo de Deus.No ano de 2006, o Discovery Channel exibiu um documentrio dissertando que os drages realmente existiram. Seriam a evoluo de certos rpteis. O fogo poderia ser expelido pela boca pois havia gs metano junto de demais gases dentro do estmago, assim como ns mesmos temos. Semanas aps a exibio do documentrio ele foi exibido novamente, desta vez anunciando que tudo no passava de pura fico.

BibliografiaBORGES, Jorge Luis, e GUERRERO, Margarida. O Livro dos Seres Imaginrios. So Paulo: Globo,1996.FRIEDMAN, John Block. The Monstrous Races in Medieval Art and Thought. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 1981.HALL, James. Dictionary of Subjects and Symbols in Art. New York: Harper & Row Publishers, 1996.REVILLA, Federico. Diccionario de Iconografa y Simbologa. Madrid: Ediciones Ctedra, 1995.