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Modelo Pedagogico Sintese

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EXCELENTE MATERIAL PARA INOVAR O TRABALHO DE PROFESSORES EM GERAL.

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  • Modelo Pedaggico

    Nacional(sntese)

    Setembro/2014

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  • Modelo Pedaggico

    Nacional(sntese)

    Setembro/2014

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    1. Justi cativaDiferentes circunstncias e iniciativas demandam da Insti-tuio um padro comum de qualidade para a oferta da edu-cao pro ssional. No contexto poltico, fatores como as po-lticas governamentais de incentivo educao pro ssional tcnica de nvel mdio, o Sistema de Avaliao da Educao Pro ssional, em desenvolvimento no MEC, a criao dos Ca-tlogos Nacionais de Cursos Tcnicos e de Formao Inicial e Continuada foram fundamentais para que o Senac buscasse uni car sua atuao em todo o Brasil. No contexto interno, o lanamento da Rede Nacional de Educao a Distncia e a consequente necessidade de de nir planos de cursos e par-metros comuns para oferta dos cursos foram o grande motor para que a realizao desse esforo de convergncia fosse iniciado neste momento.

    Diante dos desa os que os contextos poltico e institucional trazem para a Educao Pro ssional, o Departamento Nacio-nal lanou a proposta de elaborao de um modelo pedag-gico nacional. Para isso, elegeu um grupo de trabalho de re-presentatividade no Sistema, de modo que o resultado desse trabalho pudesse representar as melhores prticas de seus Departamentos Regionais.

    Esse projeto est alinhado ao planejamento estratgico do Senac, principalmente em seu objetivo de expandir e qua-li car a oferta educacional da Instituio em todos os seg-mentos e modalidades da educao pro ssional, a partir de programas nacionais que garantam o posicionamento e fortaleam a unidade institucional nos cenrios nacional e internacional.

    Este documento visa apresentar os principais aspectos do novo modelo pedaggico do Senac e o percurso para sua ela-borao.

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    2. Objetivo do trabalhoPropor diretrizes relativas ao modelo pedaggico que orientaro a atuao pedaggica de toda a Instituio, de nindo, coletivamente:

    princpios educacionais Senac;

    marcas formativas que devero estar presentes nos alunos egressos da Instituio;

    referncias para a organizao curricular dos cursos das diferentes modalidades;

    referenciais para a avaliao da aprendizagem;

    parmetros para o design educacional dos cursos a distncia.

    3. Processo de trabalhoA proposta de alinhamento do modelo pedaggico elaborada de fevereiro a agosto de 2013 pelo grupo de trabalho composto pelos Departamentos Regionais Sede da Rede EAD (Departamentos Regionais de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, So Paulo e Paran), por representantes dos ncleos corporativos integrantes do Grupo de Trabalho da Diretoria de Educao Pro ssional no ano de 2013 (Departamentos Regionais de Amazonas, Mato Grosso do Sul e Pernambuco) e pelo Departamento Nacional teve como princpios transparncia, elaborao colaborativa e representatividade regional.

    O quadro a seguir mostra a sequncia de reunies e os temas tratados em cada uma delas.

    Encontros

    Princpios educacionais

    Per l/Marcas formativas

    Competncia: concepo e

    desdobramento operacional

    Dimenses de formao

    Modelos curriculares

    Referenciais para avaliao

    Referenciais para avaliao

    Parmetros de desenvolvi-

    mento

    Indicaes para modelagem

    Plano de implantao dos modelos curriculares

    e dos referenciais

    educacionais de nidos

    1 2 3 4 5

    fev/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13

    Referenciais Plano de

    O ponto de partida foi a de nio dos princpios educacionais que norteariam a elaborao da pro-posta.

    4. Principais de nies4.1. Princpios educacionais

    Compreendidos como um conjunto de referncias los cas e pedaggicas que orientam a forma de educar e de aprender, foram assim considerados:

    Filos cos: Ser Humano, Mundo, Trabalho e Educao.

    Pedaggicos: Escola, Currculo, Metodologia, Aluno, Professor e Avaliao.

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    a. Princpios los cos

    Compreende-se o ser humano como:

    - sujeito construdo social e historicamente, na sua complexidade;

    - agente de mudanas sociais, culturais, polticas e econmicas;

    - sujeito em constante relao com a natureza por meio da atividade produtiva e de sua capacidade transformadora do mundo;

    - agente criativo capaz de desenvolver conhecimentos e tecnologias;

    - cidado desa ado a assumir posio re exiva, crtica, responsvel, autnoma e atuante em relao ao mundo e sociedade.

    Compreende-se o mundo como:

    - globalizado, dinmico e complexo, exigindo sempre novas competncias, afetando constantemente todas as aes humanas;

    - regionalizado, gerando um fortalecimento dos valores, das crenas e das culturas locais;

    - cincia e conhecimento a servio das novas tecnologias que mobilizam as constantes e aceleradas transformaes individuais e sociais;

    - crescente movimento de aceitao da diversidade;

    - acirramento da competitividade entre blocos econmicos, pases e indivduos;

    - intensa presso por sustentabilidade.

    Compreende-se o trabalho como:

    - ao tipicamente humana e constitutiva do ser, no sentido ontolgico;

    - prtica econmica em constante mutao e permanente desenvolvimento, garantidora da exis-tncia, produzindo riquezas e satisfazendo necessidades; in uenciada pelo progresso tecnolgico, causando alteraes profundas nos meios e modos de produo, na distribuio da fora de trabalho, na exigncia de quali cao pro ssional (maior quali cao, maior autonomia e atualizao perma-nente) e solues de problemas complexos por parte dos trabalhadores;

    - princpio educativo.

    Compreende-se a educao como:

    - direito social inalienvel do ser humano, de carter intencional e poltico, pautado nos quatro pilares fundamentais: aprender a aprender; aprender a fazer; aprender a conviver; aprender a ser (Unesco, 1996);

    - processo de ensino e aprendizagem inclusivo, promotor de formao integral em uma perspectiva crtica e emancipatria, permanente ao conceber o conhecimento como algo no acabado, continu-ado ao longo da vida, exvel para acompanhar os desa os da sociedade e passvel de ser realizado em mltiplos espaos, extrapolando o ambiente escolar convencional, incluindo espaos e recursos virtuais.

    b. Princpios pedaggicos

    Compreende-se a escola como:

    - instituio com ns educativos, marcada pela ao poltica, democrtica e inclusiva, que pode compreender mltiplos espaos, extrapolando o ambiente fsico convencional, e que deve reconhecer e incorporar diversas formas de aprendizagem e possibilidades de formao, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades com as quais se relaciona.

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    Compreende-se o currculo como:

    - conjunto integrado, articulado e exvel de situaes organizadas de modo a promover aprendiza-gens signi cativas e contextualizadas com o objetivo de desenvolver as competncias relacionadas a determinado per l pro ssional, inserido em um itinerrio formativo, que se de ne em funo das demandas sociais, do mundo do trabalho, das peculiaridades locais e regionais;

    - documento constantemente atualizado de acordo com as mudanas dos setores produtivos e da sociedade, orientado por posicionamentos ideolgicos, constituindo-se como um instrumento de emancipao, autono-mia e de transformao ao considerar a inter-relao entre os saberes e valorizar a experincia extraescola.

    Compreende-se metodologia como:- conjunto de mtodos e aes que devem orientar e favorecer prticas pedaggicas ativas, inovado-ras, inclusivas, multiculturais, integradoras, participativas e colaborativas, com nfase na metodolo-gia de projetos, considerando ambientes de aprendizagem diversi cados e valorizando a simulao ou a realizao de situaes concretas de trabalho;

    - investigao epistemolgica que deve buscar vincular as propostas pedaggicas dos cursos ao mundo do trabalho e prtica social de seus educandos, garantindo, assim, a indissociabilidade en-tre teoria e prtica ao integrar e articular a vivncia do aluno, com o conhecimento terico e a prtica pro ssional, com o objetivo, por m, de desenvolver competncias;

    - caminho rigorosamente estudado e planejado que deve visar aprendizagem signi cativa, tendo a pesquisa como princpio pedaggico, voltado para o desenvolvimento da iniciativa, da criatividade e da autonomia, proporcionando o desenvolvimento da atitude cient ca, estimulando prticas de es-tudo independentes e incorporando recursos e tecnologias que favorecem a aprendizagem de forma que o estudante seja capaz de resolver problemas, comunicar ideias e tomar decises.

    Compreende-se o aluno como:

    - ser humano complexo, com valores, crenas, atitudes e conhecimentos prvios, que deve assumir um papel ativo e autnomo na construo do conhecimento, ocupando o centro dos processos de aprendizagem;

    - sujeito em constante interao com docentes, colegas e objetos de aprendizagem, assumindo po-sio re exiva, crtica, responsvel, autnoma e atuante em relao aos processos de aprendizagem voltados para o desenvolvimento pessoal, social e pro ssional.

    Compreende-se o docente como:

    - sujeito crtico-re exivo, consciente de seu papel educacional e social, comprometido com a sua formao permanente, com a inovao e reinveno de suas prticas pedaggicas;

    - pro ssional que faz a mediao e facilita o processo de aprendizagem, valorizando a aprendizagem signi cativa, criando ambientes e situaes para que o aluno atue e aprenda como protagonista do processo de aprendizagem ao promover a re exo e estimular a pesq