Modelos de comunicacão

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  • 1. TEORIAS E MODELOS DE COMUNICAODocente: Pedro Pinto MachadoTrabalho elaborado pelo aluno: Antnio Machado FonteneteMODELOS DE COMUNICAOIntroduo Harold Dwight Lasswell, foi um cientista poltico e terico da comunicaoAmericano sendo considerado um dos fundadores da psicologia poltica.Foi membro daescola de Chicago, aluno de Cincia Poltica na Universidade Yale, presidente daAcademia Mundial de Arte e Cincia (World Academy of Art and Science - WAAS) e,tambm, conselheiro editorial da Propdia.Modelos de Base LinearQuem?iz o u ?or ue canal?uem? om ue efeito?Receptoreio) missorensa em feito Frmula de Lasswell com os elementos do processo de comunicao Dentro dos esquema lineares/informativos dos modelos de ComunicaoEducacional, encontramos os modelos de dois investigadores norte -americanos,Shannon e Weaver, que em 1949 publicaram uma teoria de comunicao intituladaTeoria Matemtica da Comunicao que tem como objectivo medir a quantidade deinformao contida numa mensagem e a capacidade de informao de um dado canal,quer a comunicao se efectua entre duas mquinas, dois seres humanos ou entre umamquina e um ser humano.

2. Todos os est dos rel ti os comunicao enquanto enmeno, oramin luenciados directa ou indirectamente por Harold Lasswel, quando publicou em1948um trabal o onde di idia o enmeno da comunicao em cinco partes undamentais,representando cada uma das partes um elemento do modelo que veio a constituir-se numcampo autnomo de estudos especiali ados. Orientao seguida pelos investigadores americanos:Uns com preocupaes relativas s ci ncias humanas partem das questes postas porLassw l, que constituem o undamento dos principais estudos contemporneos;Outros, com preocupaes mais t cnicas e cient icas, baseiam-se na teoria matemticada in ormao de annon (teoria linear).O modelo de harol Lassw l, pretendia na prtica o acto de comunicar, oi de !desenvolvido nos anos trinta numa primeira verso, tendo com preocupao aconstruo de um paradigma para a anlise sociopoltica, explica claramente que para sedescrever um acto de comunicao, responder s seguintes perguntas:1. Quem?2. Di o qu?3. Atravs de que canal?4. Com que e eito? Quem? Diz o qu?#Por que canal? A quem? Com que e eito? (Estudo sobre Anlise de (Anlise dos (Anlise da (Anlise dos o controlo) Contedo#mdia) audincia ) e eitos ) Frmula de Lasswell com os correspondentes campos na investigao no domnio da comunicaoProcessos sobre a comunicao de massas: a) Esses processos so estritamente assimtricos, com um emissor activo queproduz um estmulo a uma massa passiva de destinatrios que, ao ser atingida peloestmulo,reage;b) A comunicao intencional e tem por objectivo obter um determinado e eito.Os nicos e eitos que tal modelo torna pertinentes so os que podem ser observados,isto , os que podem ser associados a uma modi icao, a uma mudana decomportamentos, atitudes e opinies.c) Os papis do comunicador e destinatrio surgem isolados. Os e eitos dizemrespeito a destinatrios isolados. Esta decomposio em cinco part s do enmeno da comunicao constituiu ummeio de anlise importante, dando lugar a vrios modelos lineares. Este modelo teve o 3. inconveniente de ter suscitado vrias abordagens importantes e decisivas, mas que notinham ligao entre si e impediam a construo de uma sntese coerente do modelo, noseu todo. Assim, na lgica do quem surgiram uma imensido de estudos a tratar aproblemtica da produo e controlo do acto de comunicar; o segundo elemento, diz oqu, proporcionou um apro undamento do estudo do contedo das mensagens. Por quecanal, originou o aparecimento dos primeiros estudos sobre os media ( a rdio, aimprensa escrita, o cinema, a televiso ). O quarto elemento, a quem, dedicou-se ao estudo das audincias (estudos demercado, estudos de opinio, as sondagens, pblico-alvo, anlise de um auditrio ). Oltimo elemento, com que e eito, pretende explicar e compreender o impacto dosmedia no grande pblico (a anlise dos e eitos).Modelo de Shannon e Weaver Fonte de Informao Destino Mensagem Sinal capturado Sinal Mensagem Transmissor CanalReceptor Fonte de rudoModelo Linear de comunicao de Shannon e Weaver, 1949 Quase ao mesmo tempo que Lasswel apresentava o seu modelo que procuravaexplicar como se desenvolvia o processo de comunicao que oram in luenciar osestudos da comunicao nas cincias humanas, Bell apresentava uma teoria que 4. permitia medir cienti icamente a in ormao. Essa teoria, em que apalavra in ormao usada apenas em sentido tcnico, (em que uma mensagem carregada de sentido, omesmo que uma mensagem sem sentido ou mesmo incoerente) alargada por Weaver aoutros campos de aplicao que se exprimem atravs de um esquema gr ico linearlinear de seis elementos. Este modelo, inspirou vrios estudiosos, o que aconteceutambm com as cinco interrogaes de Lasswel. A comunicao apresentada como um processo linear de sentido nico em queos plos de inem uma origem e um im). O modelo re ere seis unes cinco a executare regista um actor dis uncional, o rudo.Em 1 lugar est a fonte de informao, que produz uma mensagem ou uma$cadeia de mensagens a comunicar. No passo seguinte a mensagem trans ormada emsinais por 1 transmissor, enviados ao receptor de um canal. Com estes autores, aparece um novo termo: o rudo., que algo que acrescentado ao sinal, entre a sua transmisso e a sua recepo e que no pretendidopela onte. Inicialmente situado no quadro tcnico do canal (podendo ser uma distorodo som, inter erncias nas linhas tele nicas, neve ou chuva na televiso e obstculosvrios..), oi alargado por Weaver ao nvel semntico pelos problemas da interpretaodo signi icado pretendido numa mensagem. O autor sugere que se adicione ao esquemabase deste modelo um codi icador e um descodificador semntico. O destino indica o ponto de chegada da mensagem, podendo o destinatrio seruma pessoa, uma coisa ou um a mquina.Foi deste modo que a chamada Teoria Matemtica da Comunicao, desempenhou umpapel importante na dinmica de trans erncia e de transposio de modelos cient icosprprios das cincias exactas. Apoiada nas mquinas de comunicar sadas da guerra, anoo de in ormao, adquire o estatuto de smbolo calculvel, embora no se livrassemde crticas, no s por terem negligenciado a componente semntica das mensagens,mas tambm por no terem levado em conta a interaco com o receptor, e o papel dasredes de comunicao. No entanto independentemente das crticas, os investigadores, Shannon e Weaver,o seu modelo analtico uma presena constante, nos estudos de comunicao, o que seica a dever sua mais aplicao diversi icada.Modelos Ci ernti os 5. Na primeira metade do sculo XX, com a Teoria dos Sistemas de Bertalan y, nasce um novo paradigma com re erncia externa para um outro auto-organizativo. Essa ideia esteve no centro das discusses das Con erncias Macy em Nova York, onde um grupo de cientistas liderado por Norbet Wiener oriundo de di erentes campos do conhecimento se reuniu para pensar numa cincia uni icada da mente. Nasceu assim a Ciberntica, cujos estudos oram undamentais para o sucesso de um novo paradigma centrado no processo e no na substncia.Os modelos cibernticos so todos aqueles que integram a retroaco ou feedback como elemento regulador da circulao da in ormao, tendo o campo da ciberntica sido desenvolvidos por Norbert Wiener, sendo considerado por este como uma rea interdisciplinar, abrangendo todo o campo da teoria do controlo e comunicao, na mquina ou no animal.A concepo de comunicao portadora de um conjunto de conhecimentos que a ciberntica acultou ao conjunto das cincias, principalmente o conceito de retroaco assim como outros conceitos tambm importantes, tais como redundncia rudo e entropia. (Feixo, 2006). Modelo de Comuni ao InterpessoalMENSAGEM BarreirasEmissorSemnticasReceptor Fsicas Perceptivas Culturais RETROACOProcesso de comunicao interpessoalOs modelos que se enquadram neste contexto de comunicao, traduzem uma comunicao numa situao de interaco ace - a ace, consistindo em eventos de comunicao oral e directa. (idem, 2006). 6. Modelo de comunicao Interpessoal de SchrammO modelo de comunicao interpessoal de Wilbur Schramm trouxe no salteraes aos modelos lineares, mas tambm lhe introduziu precises suplementares.Con orme re ere Denis McQuail, o modelo linear de comunicao de ine e separa ospapis do emissor e do receptor, sendo por vezes criticado.Para Schramm o processo de comunicao interminvel, como se ns ossemospequenas centrais tele nicas recebendo e reencaminhando a corrente interminvel dein ormao. Modelo de SchrammExperinciaExperincia FonteCodificaoSINALDescodificao Destin%O modelo de Schramm az a transio dos modelos lineares para os modelos cibernticos, onde j seconstata a presena da retroaco. 7. A noo de Feedback apareceu pela primeira vez num modelo de comunicao,deixando de ser puramente linear, segundo Jean Cloutier o crculo echado, o emissore receptor so semelhantes, e Schramm apresenta os seus elementos constitutivos,capazes de codi icar e descodi icar, sendo capazes de interpretar as mensagens eemitirem-nas depois de as terem recebido, tratando-se portanto da mesma operao.(Freixo, p.350).Segundo Denis Mcquail tanto, tanto Shannon como Weaver, azem a distino entreonte e emissor e entre receptor e destinatrio, sendo executadas duas unes relativas transmisso e outras duas relativas recepo, o que acontece praticamente da mesmaorma no modelo de Schramm, embota no sejam re eridos os emissores e receptores,ou seja as partes actuantes so representadas como iguais, realizando funessemelhantes. Gra icamente Schramm chega noo de transceiver idntica de Emerc(segundo cloutier). No caso do modelo circular de Jean Cloutier, a palavra EMEREC na sua obra Aera de EMEREC ou a Comunicao udio-scripto-visual na hora dos self-media,signi ica indivduo, o qual recebe e emite in ormao. Na igura que representa o modelo de comunicao interpessoal, a noo deeedback igual de reaco, porque quando um receptor recebe um a mensagem elevai dar a resposta ou no em uno da codi icao da prpria mensagem, havendotambm um emissor