Modernismo Na Bahia

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    24-Jul-2015

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<p>Universidade Federal da Bahia Escola de Belas Artes Docente: Luiz Alberto Ribeiro Freire Disciplina: EBA 010 - Histria da Arte Brasileira Data: 13 de junho de 2012 Discentes: Luise Cardoso Priscila Leal Rosemary Ferreira1 </p> <p>O Modernismo na Bahia </p> <p>Exposio realizada da obra de Genaro de Carvalho no Museu de Arte da Bahia em 2010. www.google.com.br</p> <p>S</p> <p>E</p> <p>M</p> <p>I</p> <p>N</p> <p>R</p> <p>I</p> <p>O</p> <p>2 </p> <p>Introduo</p> <p>Escola de Belas Artes - EBA - www.ufba.com.br 3 </p> <p>Escola de Belas Artes - EBA - www.ufba.com.br 4 </p> <p>Escola de Belas Artes O Padro de ensino era o mesmo da Academia de Paris; Os alunos a desenhavam e pintavam a partir de reprodues; S veio sofrer modificaes quando passou para UFBA; O alunos que mais se destacavam ganhavam bolsa para estudar no exterior; O premio Caminho; Os artistas em destaque; Oseas Santos, Pasqualle Chirico, Presciliano Silva e outros.</p> <p>5 </p> <p>Jos Tertuliano Guimares Jos Tertuliano Guimares (1899 - 1969). Pintor, gravador, ilustrador, desenhista. Pela Escola de Belas Artes da Bahia, recebe o Prmio Caminho, ao concluir o curso Lopes Rodrigues. Em setembro de 1928 com penso do governo, viaja para Paris e estuda com Albert Laurens na Acadmie Julian. Recebe o primeiro prmio de composio desta instituio e admitido no SalonJos Guimares - SCALDAFERRI, Sante.,1998.</p> <p>Officiel des Artistes Franais.6 </p> <p> Quando retornavam, os artistas eram considerados pintores impressionistas e Artes tornavam-se professores da Escola de Belas Em maio de 1932, de volta a Bahia, realiza uma individual em Salvador no prdio da A Tarde. Esta exposio, considerada o marco inicial do modernismo na Bahia, teve crtica favorvel, mas no agrada os artistas nem o pblico. Entre os anos de 1932 e 1939, faz ilustraes em xilogravura para a revista Seiva e Flama. membro do Partido Comunista Brasileiro. Transfere-se para o Rio de Janeiro, onde retoma seu antigo oficio de pintor de paredes, e torna-se catedrtico de Desenho no Colgio Pedro II.</p> <p>7 </p> <p>A Revista Seiva</p> <p> Entre 1932 e 1939 faz ilustraes para a Revista Seiva e Flama; Guimares volta a morar no Rio de Janeiro.</p> <p>Capa do catlogo da exposio de 1975 SCALDAFERRI, Sante.,1998. 8 </p> <p>MELO, Ana Carolina, 2003.</p> <p>Dorso de Mulher de Jos Guimares SCALDAFERRI, Sante.,1998. 9 </p> <p>Arte Moderna na Bahia So quatro os acontecimentos mais importantes que definem o surgimento da arte moderna na Bahia: A atuao do pintor Jos Tertuliano Guimares (1932); A exposio coletiva organizada por Jorge Amado, Odorico Tavares e pelo paulista Manoel Martins (1944); A exposio itinerante trazida pelo carioca Marques Rebelo, a convite de Ansio Teixeira (1948); E a exposio Novos Artistas Baianos, patrocinado pela revista de cultura, Cadernos da Bahia (1950).</p> <p>10 </p> <p>Lygia Sampaio - SCALDAFERRI, Sante.,1998. 11 </p> <p>Os acontecimentos</p> <p> Os sales de ala, ou a literatura e a arte a caminho da Modernidade; A exposio de arte moderna e dos ultramodernos; Entre o anjo azul e a biblioteca pblica: a primeira gerao de modernos; Novos artistas baianos e galeria Oxumar: a primeira gerao encontra seu espao; Salo Baiano de Belas Artes; A cidade e arte moderna da Bahia.</p> <p>12 </p> <p>Paulo Gil Soares, Calasans Neto, Jorge Amado, Mrio Cravo Jnior, Carlos Dantas, Glauber Rocha, Sante Scaldaferri, e Jos Valladares - SCALDAFERRI, Sante.,1998. 13 </p> <p>1 gerao de Modernistas da BahiaCarlos Bastos O pintor, ilustrador e cengrafo Carlos Bastos nasceu em Salvador em 1925. Iniciou sua carreira como pintor na adolescncia, ingressando na Escola de Belas Artes da Bahia e posteriormente na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Estudou ainda em Nova York, na Art Student League, e em Paris, na cole Nationale Suprieure des Beaux-Arts e na Acadmie de laMulher ao Toucador 1949. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>Grande Chaumire.14 </p> <p> Carlos Bastos considerado um dos pioneiros do movimento modernista na Bahia e no Brasil. Entre seus murais mais conhecidos, esto: Alegoria do Anjo, localizado na Boite Anjo Azul (ponto de encontro da juventude intelectual da poca), um dos primeiros da arte muralista na Bahia; Procisso do Bom Jesus dos Navegantes, localizado na Assemblia Legislativa; mural no Hotel Royer Collard, em Paris; entre outros. Ganhou o prmio Jabuti de Ouro por ser considerado o melhor ilustrador no ano de 1958. Jorge Amado o definiu como o prncipe fugido da renascena para as ruas da Bahia. Do autor, ilustrou Bahia de Todos os Santos e Navegao de cabotagem. Morreu aos 79 anos, no dia 12 de maro de 2004, vtima de complicaes causadas por uma hrnia.</p> <p>15 </p> <p>Auto-Retrato 1943, Iemanj 1988 e Negra com Toro 1988. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>16 </p> <p>Mario Cravo Jnior Mario Cravo Jnior (Salvador BA 1923). Escultor, gravador, desenhista, professor. Filho de um prspero fazendeiro e comerciante, executa suas primeiras esculturas entre 1938 e 1943, perodo em que viaja pelo interior da Bahia. Em 1945, trabalha com o santeiro Pedro Ferreira, em Salvador, e muda-se para o Rio de Janeiro, estagia no ateli do escultor Humberto Cozzo (1900 - 1973).</p> <p>Sem Ttulo 1986. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>17 </p> <p> Realiza sua primeira exposio individual em 1947, em Salvador. Nesse ano, aceito como aluno especial do escultor iugoslavo Ivan Mestrovic (1883 - 1962) na Syracuse University, no Estado de Nova York, Estados Unidos, e, aps a concluso do curso, mudase para a cidade de Nova York. De volta a Salvador, em 1949, instala ateli no largo da Barra. Em 1954, passa a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia - UFBA. Entre 1964 e 1965, mora em Berlim, patrocinado pela Fundao Ford. Retorna ao Brasil em 1966, ano em que obtm o ttulo de doutor em belas artes pela UFBA e assume o cargo de diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM, posio que ocupa at 1967. Em 1981 coordena a implantao do curso de especializao em gravura e escultura da Escola de Belas Artes da UFBA. Em 1994, doa vrias obras para o Estado da Bahia, que passam a compor o acervo do Espao Cravo, localizado no Parque Metropolitano de Pituau, em Salvador.18 </p> <p>Parque de Pituau e Forma Vegetal , dc. 1950. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais 19 </p> <p>Genaro de Carvalho Genaro Antnio Dantas de Carvalho (Salvador BA 1926 - idem 1971). Tapeceiro, pintor, desenhista. Inicia seus estudos de pintura com o pai. Em 1944, vai para o Rio de Janeiro, e estuda desenho com Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes. considerado um dos principais ativistas pela renovao da arte na Bahia.</p> <p>Cacau, s.d. . Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>20 </p> <p> Com bolsa de estudos do governo francs, Genaro embarca para Paris em 1949, l estuda com Andr Lhote e Fernand Lger na cole Nationale de Beaux-Arts. Participa, em 1950, dos Sales de Outono, de Maio e dos Independentes. Nesse mesmo ano, inicia-se na arte da tapearia, realizando seu primeiro trabalho denominado Plantas Tropicais. No ano de 1955, cria o primeiro ateli de tapearia no Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Seu trabalho de maior destaque o mural realizado para o salo interno do Hotel da Bahia, obra com 200 metros quadrados, intitulada Festejos Regionais Bahianos. Em 1967, a Diviso de Cultura do Departamento de Estado Americano realiza o documentrio Genaro e a Tapearia Brasileira.</p> <p>21 </p> <p>Obelisco na Praa 1959 e Palmeiral da Ilha da Mar 1968. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>22 </p> <p>Lygia Sampaio Desenhista, pintora, gravadora e ilustradora. Nasceu em 1928 - Salvador BA. Estuda com o pintor Santa Rosa (1909-1956), em 1948 faz o curso livre de desenho e o primeiro ano da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia UFBA e 1949 frequenta o ateli de Mario Cravo Jnior (1923). Realiza um painel para o Departamento de Turismo da Prefeitura Municipal. Em 1949 integra, ao lado de Mrio Cravo Jnior, Jenner Augusto (1924-2003) e Rubem Valentim (1922-1991), o Grupo Renovador das Artes Plsticas Baianas, em 1982 torna-se colaboradora atuante do Ncleo de Artes do Desenbanco. E1983 retorna s artes plsticas, dedicando-se especialmente ao desenho, aps ficar mais de vinte anos afastada das atividades artsticas23 </p> <p>Pequena Bordadeira 1955 e Palma 1956. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais 24 </p> <p>2 gerao de Modernistas da Bahia</p> <p>Calasans Neto Artista regional, enraizado e apaixonado pela temtica baiana, Calasans reconhecido internacionalmente pelas suas gravuras. No entanto, comeou estudando pintura no ateli de Genaro de Carvalho, para somente depois passar para a gravura, em metal, que estudou com Mrio Cravo na Escola Nacional de Belas Artes da Bahia; mas foi na madeira que sua obra chegou mxima expresso.</p> <p>25 </p> <p> Suas gravuras tem como tema a Bahia e seus mitos, e parecem tentar resgatar a tradio das gravuras populares do nordeste. Calasans pintou vrias sries retratando a praia de Itapu a partir de 1974, mas em toda a sua obra podemos encontrar sis, peixes, cabras, o mar, o farol, o povo, sempre carregados da luminosidade baiana to difcil de representar na madeira - e que acabam tornando a prpria matriz em uma obra de arte acabada. Na dcada de 80, Calasans retomou a pintura, to diferente da sua gravura quanto importante. Quadros coloridos onde o homem no aparece, mas onde se pode ver a representao dos mitos de Calasans de uma maneira mais viva e pungente.</p> <p>26 </p> <p>Obra sem ttulo e 2 Cabras Reclinadas e o Verde Mar de Itapoan, 1981. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>27 </p> <p>Juarez Paraso Pintor, escultor , gravador, desenhista, ilustrador, Juarez Marialva Tito Paraso membro da Associao Brasileira de Crticos de Arte. Professor aposentado da UFBA, j ministrou e coordenou dezenas de cursos livres. Ensaista e crtico de arte realizou estudos sobre artistas baianos por vrios anos. Nos anos 60 e 70 escreveu artigos para os jornais A Tarde, Dirio de Notcias e Tribuna da Bahia. Ainda na dcada de 60, foi organizador e apresentador de dois programas de artes plsticas na TV Itapoan.</p> <p>28 </p> <p> Juarez Paraso participou de exposies coletivas na Bahia, no Brasil e no exterior. Organizou a I e a II Bienal Nacional de Artes Plsticas da Bahia, tambm membro do Conselho de Cultura do Estado da Bahia. Foi Diretor da Escola de Belas Artes da UFBa e um dos criadores do Salo Nacional de Fotografia da Bahia. J teve seus trabalhos reproduzidos em vrios catlogos, jornais da Bahia e do Brasil e em vrias revistas, dentre elas: Mundo Hispnico, Revista da Cultura Brasileira, Veja, Revista de Fotografia e Grafismo. Domina todas as tcnicas das Artes Plsticas e Grficas.</p> <p>29 </p> <p>Obras sem ttulo. www.expoart.com.br 30 </p> <p>Sante Scaldaferri Sante Scaldaferri uma legenda das artes plsticas no Brasil. Baiano de Salvador, fez exposies individuais e coletivas em diversos pases do mundo. Passou por diversos momentos estticos sem fazer concesses, seno ao seu modo prprio de fazer e enxergar a arte. Foi assistente de Lina Bo Bardi quando da implantao do Museu de Arte Moderna da Bahia. Alis, o MAM baiano e a Secretaria de Cultura do Estado devem sociedade uma grande exposio panormica da obra do artista. Sante tambm participou do cinema novo, com Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, como ator e cengrafo e faz parte de uma das mais frutferas geraes de artistas baianos, a Gerao MAPA.</p> <p>31 </p> <p>Mulher do Mangue 1958 e O Homem-porco Beija a Mulher-Porca 1982. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>32 </p> <p>Artistas Acadmicos Presciliano Silva</p> <p>X</p> <p>Artistas Modernistas Carlos Bastos</p> <p>Interior Breto, 1908 . Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>A Outra Viso, 1993. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais 33 </p> <p>Artistas Acadmicos Jos Mirabeau Sampaio</p> <p>X</p> <p>Artistas Modernistas Genaro de Carvalho</p> <p>Cristo, 1981. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais</p> <p>Ironildes no Dia do Seu Casamento com Buquet de Nidullarius Innocentti 1970. Enciclopdia Ita Cultural e artes visuais 34 </p> <p>Obrigadaluisebahia@gmail.com; priscila_leallago@hotmail.com; rosemaryfj@ig.com.br.</p> <p>Mario Cravo Jnior. www.google.com.br</p> <p>35 </p> <p>Rubem Valentim Museu de Arte Moderna. www.google.com.br 36 </p> <p>Referncias Bibliogrficas SCALDAFERRI, Sante. Os primrdios da arte moderna na Bahia; depoimentos, texto e consideraes em torno de Jos Tetuliano Guimares e outros artistas. Salvador: Museu de Arte Moderna da Bahia, 1998; MELO, Ana Carolina Bezerra de. Arte Moderna da Bahia: processo histrico-artstico. Mestrado UFBA. Salvador, 2003; BARBOSA, Juciara Maria Nogueira. Descompasso: como e porque o modernismo tardou a chegar na Bahia. V ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura UFBA. 2009; FLEXOR, Maria Helena Ochi. XXII Colquio Brasileiro de Histria da Arte Historiografia das Artes Plsticas da Bahia. CBHA, 2002; Disponvel em Acesso em 10 de jun. 2012; FLEXOR, Maria Helena Ochi. Raizes da Arte Moderna na Bahia/Brasil. Extraido do Artelogie. 2011. Disponvel em Acesso em 10 de jun. 2012;37 </p> <p>Geraes de modernistas da Bahia. Disponvel em: h t t p : / / w w w. i t a u c u l t u r a l . o r g . b r / a p l i c E x t e r n a s / e n c i c l o p e d i a _ I C / i n d e x . c f m ? fuseaction=artistas_biografia&amp;cd_verbete=1334&amp;cd_idioma=28555; http://www.jorgeamado.dreamhosters.com/?page_id=687 Acesso em 15, 28 e 29 de jun. 2012. http://ibahia.globo.com/revistacultural/noticia/default.asp?codigo=238560; http://fbcu.com.br/2008/info_nacional/infoacidade1.htm; h ttp://www.fundacaocultural.ba.gov.br/04/revista%20da%20bahia/Artes %20Plasticas/entre.htm; http://www.expoart.com.br/artigos/?idt1=164 Acesso em 16 de jun. 2012.</p> <p>38 </p>