Click here to load reader

Módulo 3- PROCURA TURÍSTICA

  • View
    530

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of Módulo 3- PROCURA TURÍSTICA

Procura e Oferta turstica

Agenda do Mdulo1- CONCEITO 1.1 FSICA 1.2 MONETRIA 1.3 GEOGRFICA 1.4 GLOBAL 2 CARACTERSTICAS FUNDAMENTAIS DA PROCURA TURSTICA 2.1 CRESCIMENTO CONSTANTE 2.2 HETEROGENEIDADE 2.3 CONCENTRAO 2.3.1 Concentrao no tempo 2.3.2 Concentrao no espao 2.3.3 Concentrao em atractivos 3.1 Causas da concentrao (Tempo) 3.2 Causas da concentrao (Espao)

y 3.3 Causas da concentrao (Atractivos) y 4.1 Consequncias da concentrao y 4.2 Consequncias da sazonalidade y 4.3 Consequncias da concentrao no espao y 4.4 Consequncias da concentrao em atractivos y 5 Factores determinantes da procura turstica y 5.1 FACTORES SOCIOECONMICOS y 5.2 Rendimentos y 5.3 Preos y 5.5 Demografia y 5.6 Durao do lazer y 5.7 FACTORES TCNICOS y 5.7 FACTORES PSICOSSOCIOLGICOS y 5.8 FACTORES SOCIAIS y 5.9 FACTORES PESSOAIS y 5.10 FACTORES CULTURAIS

PROCURA TURSTICA

1 Procura Turstica Conceitoy Procura turstica traduz as diversas quantidades de bens e

servios que os visitantes, residentes e no residentes, adquirem num dado momento. y Deste modo a procura turstica o conjunto dos bens e servios que as pessoas que se deslocam adquirem para realizar as suas viagens, expressos em termos de quantidade.

A procura turstica pode assumir as seguintes formas:

yFsica yMonetria yGeogrfica yGlobal

1.1 FSICAy Traduz-se pelas deslocaes dos indivduos em conformidade

com a definio de visitante. Nestes termos, dada pelo nmero de pessoas que se deslocam para locais diferentes daqueles em que residem e onde realizam as suas actividades profissionais remuneradas.

1.1 FSICAy A procura fsica , portanto, constituda pelos fluxos tursticos,

que se medem pelas chegadas s fronteiras de cada pas e pelas dormidas nos meios de alojamento, quer tenham origem no prprio pas quer no exterior.y (Exemplo: se em cada ano entram em Portugal 28 milhes de

visitantes, dizemos que a procura externa portuguesa, do ponto de vista fsico constituda por 28 milhes de visitantes)

1.2 MONETRIAy A procura turstica dada pelo valor do conjunto dos consumos

realizados pelos visitantes de origem externa e interna, ou seja, do valor das quantidades de bens e servios que adquirem em razo das suas deslocaes e que se medem pelas receitas tursticas.

1.3 GEOGRFICAy Do ponto de vista geogrfico, a procura turstica expressa as

origens e os destinos. Define as localidades onde se geram os movimentos tursticos (origens) e os locais para onde eles se dirigem com vista satisfao das suas necessidades (destinos). y Traduz os aspectos direccionais dos fluxos tursticos e determina as reas ou os pases que lhe do origem e os locais ou os pases para onde se destinam.

1.3 GEOGRFICAy A importncia da sua anlise reside no facto de permitir

determinar o modo como se reparte a procura turstica de um pas do ponto de vista espacial bem como os pases ou os locais onde a mesma se origina e as principais vias de penetrao.

1.4 GLOBALy escala nacional, interna, a procura global de um pas avaliada

pela taxa de partida que exprime a participao da sua populao nas viagens.y (Nota: a taxa de partida dada pela relao entre a populao

desse pas que passa frias e a sua populao total e determina a propenso viagem desta populao)

1.4 GLOBALy Procura turstica global originada num pas a procura a

gerada, quer se destine a viajar para o estrangeiro, quer no interior do prprio pas.

1.4 GLOBALy Procura turstica global dos residentes constituda pelo

conjunto daqueles que partem de frias independentemente do local para onde se dirigem (no prprio pas ou estrangeiro). y Procura global dos produtos tursticos constituda pelos residentes que partem de frias no interior do pas (turismo domstico) e pela procura dos no residentes (turismo receptor).

Existem ainda dois grandes grupos da procura turstica:y Procura efectiva constituda pelo nmero de pessoas que num

determinado perodo participa na actividade turstica, ou seja, que viajam por razes tursticas. y Procura potencial a parte da populao que, num determinado momento, no viaja por qualquer motivo, mas que tem condies para viajar no futuro quando se verificarem alteraes das situaes que, no perodo considerado, impediram a realizao da viagem (motivos profissionais, familiares, sade, etc.)

procura turstica

2 Caractersticas fundamentais da

y Crescimento constante y Heterogeneidade y Concentrao

2.1 CRESCIMENTO CONSTANTEy A evoluo constante no sentido do crescimento uma

caracterstica geral da procura turstica que corresponde a uma expanso global e universal.y Ao longo das ltimas cinco dcadas registaram-se perodos de

acelerao das taxas de crescimento da procura turstica internacional como tambm se registaram afrouxamentos significativos, mas a tendncia geral foi sempre a do crescimento.

2.1 CRESCIMENTO CONSTANTEy Dificilmente se encontrar outra actividade que tenha mantido um

to longo perodo de crescimento apesar de o mundo ter atravessado momentos de srias dificuldades econmicas, sociais, polticas e monetrias que afectaram profundamente as relaes econmicas e o comrcio internacional.

2.2 HETEROGENEIDADEy As razes que levam as pessoas a viajar (motivaes) so

extremamente diversificadas conduzindo a situaes dspares.y As pessoas viajam por motivos de carcter meramente pessoal

(psicolgicos), como viajam por motivos sociais (imitao, afirmao social) ou por motivos profissionais (realizao de negcios, participao em congressos) e familiares (visita a amigos e parentes) e por muitos outros.

2.2 HETEROGENEIDADEy A gama de motivos tende a aumentar e constantemente surgem

razes adicionais que levam as pessoas a viajar, de que resulta uma grande variedade de tipos de turismo e de produtos. um processo inerente, tambm, democratizao do turismo e que acompanha a alterao dos modos de vida.

2.3 CONCENTRAOy Tempo y Espao y Atractivos

2.3.1 Concentrao no tempoy A nvel de cada destino a procura concentra-se em poucos meses

do ano, durante os quais se verificam fluxos tursticos mais elevados, conduzindo ao fenmeno da sazonalidade que, nas condies actuais, inerente ao turismo.y Na generalidade dos destinos tursticos a distribuio da procura

turstica ao longo do ano muito desigual conduzindo a perodos de grande procura (estao alta) e perodos de reduzida procura (estao baixa).

2.3.2 Concentrao no espaoy A procura turstica fortemente concentrada no espao, quer do

ponto de vista das origens, quer do ponto de vista dos destinos.y A Unio Europeia, por exemplo, despende em turismo mais de

40% do total das despesas mundiais e recebe um tero das receitas tursticas tambm mundiais. A Europa, no seu conjunto, continua a ser a zona do mundo com maior concentrao turstica, no s em termos de destino como tambm de origem.

2.3.3 Concentrao em atractivosy Apesar da grande diversidade de motivos da viagem, a procura

turstica continua a ser fortemente concentrada em atractivos. O mar, as montanhas e as grandes cidades, onde se situam os principais centros culturais, concentram os atractivos mais procurados pelos turistas e para a que se dirigem as correntes tursticas mais fortes.

y Desde os anos 80 que se tem vindo a registar uma cada vez maior

fragmentao da procura, dando origem a uma maior segmentao com a consequente criao de novos e mais diversificados produtos tursticos, no entanto, os atractivos que atraem maior nmero de turistas continuam a ser os trs acima referidos.

3.1 Causas da concentrao (Tempo)y Condies climatricas. As pessoas escolhem para viajar o bom

tempo e as condies climatricas que satisfaam as suas motivaes: procura de neve e desportos de Inverno, sol e mar.y Regimes e pocas de frias. As pocas de frias dos trabalhadores e

dos estudantes e a sua distribuio ao longo do ano determinam as pocas em que as pessoas viajam. As frias escolares determinam as pocas em que no s os jovens tm disponibilidade de tempo para viajar como tambm as dos pais com filhos em idade escolar e o regime de frias laborais influencia fortemente a eleio dos perodos de frias por parte dos trabalhadores.

3.1 Causas da concentrao (Tempo)y Hbitos. Os hbitos adquiridos ao longo do tempo relativamente

escolha da altura do ano para passar frias acabam por se transformar num factor que influencia a sazonalidade. Muitas pessoas habituam-se a ir para frias em certas pocas e passam a eleger sempre essas pocas efectuando as reservas dos meios de alojamento de uns anos para os outros.y Condies sociais. A moda, o esprito de imitao e os encontros

de amigos e parentes durante as frias levam a que se escolham as frias por motivos idnticos e nas mesmas pocas do ano que, por via da regara, coincidem com a poca alta.

3.1 Causas da concentrao (Tempo)y Razes econmicas. Muitas empresas encerram ou diminuem a sua

produo durante o Vero, sobretudo aquelas que se destinam a produzir bens e servios para as populaes locais que durante essa poca abandonam os grandes centros.

3.2 Causas da concentrao (Espao)y A concentrao no espao tem como causa principal o nvel de

desenvolvimento econmico. nos pases mais desenvolvidos economicamente, cujas populaes desfrutam de mais elevados nveis de rendimento e de melhores condies de vida que se originam as maiores correntes tursticas

y De igual modo o desenvolvimento econmico favorece a

concentrao turstica em termos de destinos: os pases principais destinatrios do turismo mundial contam-se entre os pases mais desenvolvidos do planeta.

3.3 Causas (Atractivos)

da

concentrao

y As causas principais da concentrao em atractivos resultam das

motivaes dominantes e da desigual repartio dos atractivos. As