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1 INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA MÓDULO II – CAS 2012 Uso das TICs na EAD, Planejamento e Organização de Sistemas e Processo de Ensino e Aprendizagem em EAD . Capitão PM David Monteiro TAJRA

MÓDULO II - EAD

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    INTRODUO A EDUCAO DISTNCIA MDULO II CAS 2012 Uso das TICs na EAD, Planejamento e Organizao de Sistemas e Processo de Ensino e Aprendizagem em EAD . Capito PM David Monteiro TAJRA

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    No h desenvolvimento sem inovao tecnolgica, e no h inovao sem pesquisa, sem educao, sem escola.

    Moacir Gadotti.

    Visto por muitos tericos como uma forma de democratizao de

    ensino, a EAD, hoje, deve envolver possibilidades de utilizao de todos

    os meios tecnolgicos disponveis do meio impresso aos ambientes

    interativos digitais sem discriminao.

    Encontramo-nos hoje em meio a um processo bastante dinmico de

    mudanas. A informao tem dominado o mundo e seus processos tornam-

    se cada vez mais geis. E isso se d, em grande parte, pela digitalizao

    crescente da informao e a evoluo de tecnologia especfica.

    O fato que essa evoluo causa um forte impacto nos aspectos

    econmicos, sociais e culturais. Com a Revoluo Industrial (final do sculo 18,

    sculo 19 e incio do sculo 20) e sua expresso atualizada, a Revoluo

    Tecnolgica, a Escola assumiu papel relevante e fundamental na vida em

    sociedade.

    O termo tecnologia refere-se ao conjunto de conhecimentos,

    especialmente princpios cientficos, que se aplicam a um determinado

    ramo de atividade; o vocabulrio peculiar de uma cincia. A base

    etimolgica da palavra tecnologia que tem a mesma raiz da palavra tcnica,

    significa: criar, conceber, produzir, porquanto transformar.

    Para os gregos, techn tem um sentido amplo, pois defendiam que

    no era somente um mero instrumento ou meio, mas algo que no

    prescindia de um contexto social e tico. Diziam que era o conhecimento

    prtico que visava a um fim concreto e, combinada com logos (palavra,

    fala), diferenciava um simples fazer de um fazer com raciocnio, ou

    melhor, tecnologia no um simples instrumento ou recurso tcnico, mas,

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    sobretudo, um saber que se aprende (VARGAS, 1996).

    Para compreendermos o que significa tecnologia, basta exemplificar

    algum as delas que esto incorporados ao nosso cotidiano: canetas, lpis,

    talheres, culos, termmetros etc.

    O desenvolvimento tecnolgico uma das transformaes que

    revolucionaram todas as reas no final de sculo XX, principalmente, as

    que lidam com o conhecimento. Nossa sociedade utiliza as novas

    tecnologias em larga escala, todas elas como ferramentas que auxiliam as

    pessoas a viverem melhor dentro de um determinado contexto social e

    espao temporal (ALVES e NOVA, 2003, p . 25), causando profundas

    mudanas que proporcionam facilidades e progressos, especialmente, no

    que se refere s tecnologias da informao e da comunicao. Dentre

    elas podemos citar: correio eletrnico, chat, Internet, transmisso em banda

    larga, videoconferncia, teleconferncia entre outras.

    Litwin (2001, p. 17) referindo-se a esse assunto diz que: a tecnologia

    posta disposio dos estudantes tem por objetivo desenvolver as

    possibilidades individuais, tanto cognitivas como estticas, atravs

    das mltiplas utilizaes que o docente pode realizar nos espaos de

    interao grupal. Portanto, a utilizao das novas tecnologias na

    educao deve estar fundamentada nas concepes de ensinar e

    aprender, diferentes das propostas nos modelos curriculares notadamente

    tradicionais e defasadas.

    Como descrito no Livro Verde da Sociedade da Informao

    (TAKAHASHI, 2005):

    Pensar a educao na sociedade da informao exige considerar um leque de aspectos relativos s tecnologias de informao e comunicao, a comear pelo papel que elas desempenham na construo de uma sociedade que tenha a incluso e a justia social como uma das prioridades principais.

    Surge ento no cenrio, principalmente educacional, a proliferao

    das redes de comunicao digital, que traz inmeras possibilidades e

    perspectivas de inovao tecnolgica. A chamada Revoluo Digital refere-

    se criao de grandes sistemas de redes de comunicao integradas,

    com suportes de armazenamento e transmisso de dados digitais. E isso,

    base para transformaes substanciais para a economia, poltica, cultura,

    medicina, lazer, cincia e educao. (ALVES e NOVA, 2003).

    Para que voc entenda melhor sobre as tecnologias utilizadas na EAD,

    convm fazer um histrico das geraes da Educao a Distncia para

    que se perceba a evoluo da tecnologia enquanto possibilitadora de novas

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    formas de comunicao.

    Mas ateno! preciso ter clareza de que os meios utilizados numa

    gerao de forma predominante no excluem os outros meios. O meio

    no tem valor educativo em si mesmo: o significado pedaggico do meio

    material impresso e/ou e-book ou videoconferncia s ser definido a partir

    de uma determinada proposta pedaggica.

    As tecnologias da informao e da comunicao se convertem em

    tecnologias educativas na medida em que so utilizadas como estratgias

    de ensino- aprendizagem, e no como meros recursos de demonstrao.

    Portanto, os diversos meios no so, a priori, tecnologias educativas, mas

    podem vir a ser qualificadas para tais funes.

    A confuso terminolgica entre tecnologia educacional e outros

    conceitos, da mesma rea, geram uma confuso no entendimento correto

    sobre suas significaes, gerando mais equvocos.

    Por exemplo! comum encontrarmos e ouvirmos as pessoas utilizando

    e entendendo o termo teleducao como sinnimo de televiso educativa, o

    que um equvoco. Na verdade, teleducao significa educao a distncia,

    pois tele radical grego significa distncia, portanto palavras como: telefone

    (som a distncia) e televiso (viso a distncia), dentre outros termos.

    Na Educao a Distncia a tecnologia est sempre presente e exigindo

    mais ateno de professores e alunos, nesse sentido ela deve ser

    incorporada gradativamente, no intuito de no se promover a excluso no

    acesso educao. Alguns tericos dizem que: tecnologia boa aquela

    que est ao alcance do aluno. Portanto, o uso de tecnologias na EAD

    est voltado para a questo do aproveitamento devido, dos alunos, nos

    cursos oferecidos.

    Isso se confirma no Livro Verde da Sociedade da Informao

    (TAKAHASHI, 2000): As tecnologias de informao e comunicao devem

    ser utilizadas para integrar a escola e a com unidade, com a sorte de

    que a educao mobilize a sociedade.

    As geraes da Educao a Distncia esto vinculadas diretamente

    evoluo das tecnologias, especialmente as criadas para serem utilizadas

    no mbito educacional. Estas geraes tambm esto estritamente

    ligadas ao processo histrico de evoluo da EAD, e para essa

    caracterizao foram utilizadas duas bases tericas: Keegan (1990) e J.

    Taylor (2001).

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    importante destacar que essas geraes so delimitadas no tempo

    em uma concepo cronolgica, sobretudo de incio de utilizao dos

    meios tecnolgicos; hoje a uma convergncia de todas as tecnologias

    com a inteno de oportunizar ensino e promover aprendizagem.

    1 GERAO meados de 1850 at 1960 Nessa poca a integrao

    baseada no texto escrito com outras ajuda, o principal meio de

    comunicao eram materiais impressos, geralmente um guia de

    estudo, com tarefas ou outros exerccios enviados pelos Correios.

    o estudo por correspondncia a forma mais antiga de EAD.

    2 GERAO at meados de 1990 - Esta gerao possibilitou

    contatar muitas pessoas em tempo real. Nesse tipo de EAD, a

    teleducao (rdio, TV etc.), fitas de udio, fitas de vdeo, fax e papel

    impresso, com interao por telefone, satlite e TV a cabo, so as

    formas com que a instruo seja possvel. A comunicao

    sincrnica e Sincrnica - ocorre a troca de informaes num tempo

    definido. Tempo real. Assncrona, sem o uso do computador.

    Surgem as primeiras Universidades Abertas, com design e

    implementao sistematizada de cursos a distncia, utilizando

    tambm o material impresso. Assncrnica - ocorre a troca de

    informaes em tempos diferentes.

    3 GERAO a partir de 1990. A possibilidade de contatar muitas

    pessoas em tempo diferente, foi o diferencial nesta gerao. O

    uso do fac-smile e do correio eletrnico, material impresso,

    sesses de chat, mediante uso de computadores, Internet, CD,

    videoconferncia e fax permitiram uma comunicao tanto assincrnica

    quanto sincrnica. uma gerao baseada em redes de

    conferncia por computador e estaes de trabalho multimdia.

    4 GERAO De 1995 at os dias atuais. Uso da Internet e a

    criao de Escolas/Universidades Virtuais que utilizam a World

    Wide Web com o meio. A comunicao tambm feita tanto de

    forma sincrnica quanto assincrnica, tendo destaque nessa

    gerao a possibilidade de sincronicidade nas atividades com

    os alunos (chamada de atividades em tempo real). Aprendizagem

    flexvel.

    Hoje j se fala em 5 gerao da EAD, que seria a reunio de tudo

    o que a quarta gerao oferece mais a comunicao via computadores

    com sistema de respostas automatizadas, alm de acesso via portal a

    processos institucionais, determinada por aprendizagem flexvel inteligente:

    Web 2.0.

    Apesar do variado uso de meios tecnolgicos inovadores, o material

    impresso ainda se configura como o principal recurso didtico nos cursos

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    realizados a distncia. Isso, por levar em considerao as caractersticas

    sociais e geogrficas do pas.

    As TICs oferecem possibilidades inditas e imensurveis de interao

    e interatividade meditatizada. Essas possibilidades apresentam grandes

    vantagens em permitir a combinao da flexibilidade da interao humana com

    a independncia no tempo e no espao.

    Os avanos da informtica, dos computadores e outros recursos

    tecnolgicos tm exercido efeito significativo nos processos desenvolvidos

    nos sistemas educacionais. Na busca de benefcios esperados diante das

    mudanas nos paradigmas educacionais (BEAUCLAIR, 2006; BRANDO,

    2001; NEITZEL, 1999; OLIVEIRA, 2003) as modernas tecnologias servem

    como alavanca de um modelo educacional mais eficiente, seno, como

    alternativa para essa finalidade.

    No Brasil, a manifestao das novas tecnologias deu-se a partir dos anos

    70 e80, com a introduo da automao industrial, da utilizao de

    equipamentos sofisticados e da incluso da informtica na educao

    (KAWAMURA, 1990)

    Na dcada de 90, surgem concepes de Tecnologia Educacional

    que norteiam, na atualidade, o uso das novas tecnologias como

    instrumentos para sistematizar os processos e a organizao educacional.

    As novas tecnologias, segundo Pretto (1996 apud BRAGA e PINHO,

    2001, p. 1), entram em cena para reanimar um a educao j cansada,

    e que est fundamentada apenas no discurso oral e na escrita, centrada

    em procedimentos dedutivos e lineares, praticamente desconhecendo o

    universo audiovisual que domina o mundo contemporneo. Ao se enfatizar o

    termo novo nesse contexto, a referncia dada, preferencialmente, ao uso

    dos recursos telemticos para produzir, armazenar, processar, recuperar e

    transmitir informaes.

    A Telemtica , segundo Litwin (2001),na atualidade, a que est no

    apogeu, e promove no apenas modificaes em todos os ramos da

    economia como tambm poderamos dizer que inaugurou o quarto ramo

    econmico, cuja matria-prima a informao (p. 92).

    A insero, ento, desses novos meios em nosso cotidiano facilita os

    projetos educacionais que se aproveitam desses mecanismos e abrangem

    cada vez mais pessoas, em diferentes locais e com perspectivas

    variadas, influenciando muitas vezes, na facilidade e prazer do indivduo em

    aprender. Isso reforado por Moran (2000), ao dizer que: Na sociedade da

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    informao todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a

    ensinar e a aprender; a integrar o humano e a tecnologia; a integrar o

    individual, o grupal e o social.

    Os recursos didticos utilizados na Educao a Distncia necessitam de

    meios para se propagarem, e que estejam disponveis para os estudantes.

    O termo tecnologia est sempre envolto de confuses sinonmicas;

    caso comum achar que tecnologia e mdia significam a mesma coisa. Mdia

    em linhas gerais significa meios. Proveniente do vocbulo latino media ou

    medium, atualmente, uma terminologia usada como suporte de difuso

    e veiculao da informao (rdio, televiso, jornal) e para gerar

    informao (mquina fotogrfica e filmadora).

    Moran et ali. (2007) diz que a mdia tambm organizada pela maneira

    como uma informao transformada e disseminada (mdia impressa,

    mdia eletrnica, mdia digital), alm do seu aparato fsico ou tecnolgico

    empregado no registro de informaes (fitas de videocassete, CD-ROM,

    DVDs).

    O termo mdias, no plural, visa pr em relevo os traos diferenciais

    de cada mdia, para caracterizar a cultura que nasce nos trnsitos,

    intercmbios e misturas entre os diferentes meios de comunicao

    (SANTAELLA, 1996).

    Assim, a palavra mdias foi adotada e redimensionada nas sucessivas

    dcadas do sculo XX, com o intuito de ampliar e tornar flexvel o conceito.

    Dentre os principais recursos tecnolgicos e as mdias utilizadas nos

    sistemas de Educao a Distncia, como forma de superar a distncia, so:

    Material impresso - Os livros, enciclopdias, apostilas, folhas e

    cadernos de atividades representam a tecnologia dominante da

    maioria das aulas, ainda hoje. Muitas vezes, eles so os nicos

    recursos disponveis nas mos dos alunos para que eles e seus

    professores/tutores possam buscar, rever ou aprofundar os

    contedos trabalhados. No podemos pensar em educao

    sistematizada, seja presencial ou a distncia, sem associ-la ao uso de

    material impresso.

    Rdio - Foi no decorrer das duas guerras mundiais que o udio,

    isto , o rdio, comeou a ganhar fora e surgiu como meio de

    comunicao sistemtico. Sua evoluo sempre esteve associada a

    interesses tanto comerciais quanto polticos. Ele foi o primeiro meio

    de comunicao imediata, de forte apelo e penetrao popular. Seu

    poder de falar com todos produziu um grande impacto na sociedade e

    logo foi absorvido politicamente.

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    Vdeo - A linguagem do homem sempre foi audiovisual, desde os

    seus primrdios, quando ele se relacionava a partir de um sistema

    de com unificao pessoal, utilizando expresso corporal, gestos e

    expresso fisionmica. A associao imagem-palavra aparece nos

    livros mais antigos, pois, desde o incio da imprensa, a gravura e o

    texto multiplicaram-se juntos. As caractersticas da linguagem

    audiovisual foram se transformando no decorrer do tempo devido

    incorporao de novas tecnologias de captao e registro de imagens e

    de sons.

    Televiso - A presena da informao audiovisual, no dia-a-dia dos

    indivduos, um dos traos culturais mais fortes do final do sculo XX.

    Entre as mdias, a televiso , sem dvida, a mais poderosa, a mais

    influente, multifacetada e at onipresente. Grande parte da

    populao do pas no tem acesso regular a outras fontes de

    informao, alm do rdio e da TV.

    Computador hoje amplamente utilizado e, dentre suas

    vantagens, enumeram - se, sobretudo, o fato de ser um sistema

    que facilita o aprendizado indivi dual, em ritmo e condies

    prprios e, ainda, o de permitir a incorporao de animaes,

    grficos, de textos impressos, do udio e das diferentes formas de

    comunicao. Entre suas limitaes ainda se conta o custo da

    mquina, considerado por muitos como elevado.

    Internet um a gigantesca rede mundial de computadores

    interligados. Ela gera interao ente pessoas em todo o Planeta, que

    podem ter acesso a uma incalculvel quantidade de dados e

    informaes armazenadas e disponveis para consulta, a qualquer

    tempo e em segundo, sobre os mais diferentes temas.

    WWW (Word Wide Web) Tem informaes disponveis que se

    ampliam a cada dia. um sistema que se distribui num complexo de

    informaes conectadas entre si por m eio de uma palavra-chave. O

    acesso ao sistema feito pelo prprio computador via Internet,

    que contm arquivos de textos em geral, hipertextos, grficos e

    base de dados. Conjunto interligado de documentos escritos em

    linguagem HTML armazenados em servidores HTTP ao redor do mundo.

    Teleconferncia uma emisso de televiso ao vivo, com

    recepo por antena parablica ou cabo. Consiste na gerao, via

    satlite, de palestras, apresentao de expositores ou aulas, com a

    possibilidade de interao via fax, telefone ou Internet.

    essencialmente uma via de vdeo e uma via de udio simultneas,

    com a utilizao de uma via de udio ou fax como retorno para

    perguntas ou opinies. Possibilita disseminar informaes a um

    largo nmero de pontos geograficamente dispersos, j que o

    acesso via satlite beneficia as comunicaes em longa distncia.

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    Videoconferncia - uma tecnologia que permite que grupos

    distantes, situados em dois ou mais lugares geograficamente

    diferentes, comuniquem-se "face a face", atravs de sinais de udio e

    vdeo, recriando, distncia, as condies de um encontro entre

    pessoas. A transmisso pode acontecer tanto por satlite, como pelo

    envio dos sinais comprimidos de udio e vdeo, atravs de linhas

    telefnicas. A videoconferncia a que m ais se aproxima de uma

    situao convencional da sala de aula, j que, ao contrrio da

    teleconferncia, possibilita a conversa em duas vias, permitindo que o

    processo de ensino/aprendizagem ocorra em tempo real (on-line) e

    possa ser interativo, entre pessoas que podem se ver e ouvir

    simultaneamente. um recurso tecnolgico muito utilizado atualmente

    nos cursos a distncia.

    AVA ( Ambiente Virtual de Aprendizagem) - um sistema

    desenvolvido especialmente para o estudo pela Internet, onde so

    organizados os recursos e ferramentas para o acesso aos cursos,

    por meio da interao com os contedos, realizao de atividades

    de aprendizagem, interao com o professor e colegas. Portanto,

    no podem ser confundidos com simples pginas, bancos de

    informaes na Internet. Nesta interface, voc tem acesso a contedos

    das disciplinas do semestre, planos de ensino, calendrio de

    avaliaes, participao no frum e mantm contato com outros

    acadmicos da disciplina. Atravs do AVA voc participa do curso

    utilizando outros recursos como: Chat, frum de discusso, FAQ

    (perguntas frequentes), mural, portflio, wikis, blogs e outros.

    Webcast Uma ferramenta simples e eficiente: com ela voc pode

    transmitir ao vivo e em tempo real, para um grande nmero de pessoas

    situadas em um local remoto (seja em um grande auditrio ou mesmo

    em diversos lugares diferentes), palestras, conferncias, tendo a

    internet como veculo prtico e econmico para as transmisses.

    TV digital um sistema de transmisso digital para enviar vdeo,

    udio e sinais de dados aos aparelhos compatveis com a

    tecnologia, proporcionando assim transmisso e recepo de maior

    quantidade de contedo por uma mesma freqncia, podendo

    atingir o alvo de muito alta qualidade na imagem com alta

    definio.

    Wiki um software colaborativo que permite a edio coletiva dos

    documentos, com uma linguagem de marcao muito simples e

    eficaz, atravs da utilizao de um navegador web.

    Blog ou Weblog Uma espcie de dirio pblico, disponibilizado

    via Web, de registro cronolgico e, frequentemente atualizado de

    opinies, emoes, fatos, imagens ou qualquer outro tipo de contedo.

    Podcast - Programas ou arquivos gravados em qualquer formato

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    digital: o formato de udio so os mais utilizados, e so

    disponveis via Internet. A palavra "podcasting" surgiu da fuso do

    iPod (marca do aparelho de midia digital da Apple de onde saram

    os primeiros scripts de podcasting) e broadcast (transmisso via

    rdio). A srie de arquivos publicados por Podcasting chamada de

    Podcast.

    Second Life um ambiente onde possvel simular a vida em tem po

    real, mas de forma digital: um mundo virtual totalmente 3D. Surgiu em

    2003, e significa segunda vida. Pode ser utilizado para jogos,

    simular, comrcio virtual e ambiente de aprendizagem do E-learning.

    A princpio foi criado para o entretenimento, mas hoje o setor

    educacional investe bastante nesse ambiente, inclusive algumas

    universidades brasileiras j o adotam como mais um recurso

    pedaggico.

    Os alunos gostam de se comunicar via Internet, usam com mais

    frequncia que os professores todos esses recursos tecnolgicos disponveis.

    Os docentes precisam conhecer e se familiarizar com a linguagem dos

    meios telemticos, sem que se desviem do carter pedaggico da prtica

    docente. premente essa relao, seno o domnio com os meios, para

    que eles no tornem nosso conhecimento educacional e nossa prtica

    pedaggica totalmente obsoleta.

    O uso concomitante das tecnologias inovadoras para a EAD e o

    aspecto pedaggico dos cursos nessa modalidade pretendem muita

    discusso e acima de tudo um planejamento aprimorado, no sentido de

    gerar e gerir cursos com qualidade. No tpico seguinte, disponibilizamos

    algumas informaes sobre como se d o processo de planejamento na EAD,

    pois esta tem uma estrutura complexa, e precisa de um enfoque especfico.

    Apesar da insero de novas tecnologias no cenrio da EAD, o

    material impresso ainda se configura como o mais preferido dentre os recursos

    educacionais. O material impresso raramente utilizado, atualmente, como

    um nico recurso de ensino-aprendizagem, ele est sempre convergindo com

    outros recursos, em especial os AVAs que esto sendo muito utilizados.

    Os ambientes virtuais, que so disponveis via internet, surgem no

    cenrio educacional sob vrias denominaes, ficando a critrio da instituio

    ou empresa utilizar o termo mais adequado sua realidade. Alguns chamam

    de AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem o mais utilizado), AVEA

    (Ambiente Virtual de Ensino e Aprendizagem), Ambientes Colaborativos de

    Aprendizagem, Ambiente de Ensino a Distncia e Ambiente de Aprendizagem

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    Cooperativa, para citar alguns deles.

    Independente do termo utilizado, o importante que esses ambientes

    cumprem uma funo muito importante para a efetivao da Educao a

    Distncia, pois tipicamente um sistema de gesto de aprendizagem

    que possibilita formas diversas de produzir cursos e atividades didticas,

    disponibilizar outros recursos hipermiditicos, bem como acompanhar a

    participao do estudante podendo avaliar todo o seu percurso de estudo.

    Portanto, so softwares que auxiliam na estruturao de cursos acessveis

    pela Internet.

    Conceituando um ambiente virtual, Santos (2003) diz que um espao

    fecundo de significao, onde seres humanos e objetos tcnicos interagem

    potencializando a construo de conhecimentos e isso gera aprendizagem,

    podendo-se ento afirmar que um AV se presta para enfoques educativos no

    sequenciais.

    Os AVAs so considerados como uma sala de aula virtual com

    mltiplas funcionalidades, e que surge como meio de promoo dos

    processos criativos, do pensamento crtico e do trabalho colaborativo.

    A noo do que virtual fundamental para que se compreenda a

    funo do AVA como um recurso hipermiditico. Comumente entendido

    como algo que est longe do real, ficando na instncia do impossvel,

    do inexistente, Lvy (2001) esclarece que o virtual no se ope ao real, mas

    sim ao atual.

    Proveniente do latim medieval virtualis, virtual significa fora, potncia. Ou

    seja, virtual o que existe em potncia e no em ato. Como exemplo clssico

    para melhor entendimento da questo ele cita a rvore, que est

    virtualmente presente na semente, que tem potncia para existir, m as

    ainda no atual, pois nem toda semente se transformar em uma rvore.

    Estes ambientes possibilitaram a criao de cursos de maneira mais

    controlada, mesclando atividades sincrnicas com assncronas, e gerando

    integrao com novas possibilidades de interao pela Internet, alm da

    aproximao entre professores e alunos dentro do processo educativo.

    O nmero de ferramentas disponveis para utilizao nesses ambientes

    bem diversificada: so e-mails, fruns, conferncias, bate-papos, arquivos

    de textos, wikis, blogs, dentre outros. Em todos estes ambientes, textos,

    imagens e vdeos podem circular de maneira a integrar mdias e

    potencializar o poder de educao atravs da comunicao.

    Dentre os ambientes que mais se destacam no desenvolvimento de

    atividades educacionais so: TelEduc, Moodle e E-Proinfo que fazem

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    parte da cultura do softwares livres e abertos, sendo portanto

    gratuitos e permitindo alterao em seu cdigo fonte. O Solar,

    Scrates, Maestro, Blackboard, Aulanet, Rooda, LearnLoop, Amem,

    WebCT, Quantum, Second Life, dentre outros, so ambientes

    particulares que tem cdigo fechado: no so considerados softwares

    livres.

    O uso desses ambientes propiciou a implementao do E-learning

    e da Educao online, temas que sero trabalhados logo a seguir.

    A Educao, com a insero cada vez maior de recursos tecnolgicos

    inovadores, e com as possibilidades infinitas de se chegar a qualquer

    lugar e em qualquer tempo atravs da Internet, fez surgir uma modelo

    educacional, com vnculos mais estreitos com a Educao a Distncia que

    com a educao presencial.

    Tendo como inteno inicial a formao corporativa, o E-learning

    (traduzido por ensino eletrnico) baseado no sistema LMS (Learning

    Mangement System) ou SGC (Sistema de Gerenciamento de Cursos) que

    permite organizar e disponibilizar materiais didticos e recursos

    hipermediticos para treinamentos de funcionrios e seleo de pessoal. Sua

    maior incidncia percebida no mbito das empresas.

    Estas empresas, por meio dos ambientes preparados especificamente

    para esse fim, transmitem, atravs da Internet ou Intranet, informaes e

    instrues aos alunos, com inteno de tratar de um assunto especfico.

    Para isso, so utilizados diversos recursos como: o e-mail, textos e

    imagens digitalizadas, chats, links para fontes externas de informaes,

    vdeos e teleconferncias, entre outros.

    Com inteno de romper as barreiras geogrficas e temporais, o E-

    learning um modelo educacional que est ajustado s caractersticas de

    nosso tempo, marcado pela agilidade, velocidade e gigantescos volumes

    de informao a serem digeridos. No que se refere s empresas, o objetivo

    no deve ser simplesmente substituir a forma de ensino tradicional pelo

    e-learning, mas sim , utilizar essa ferramenta na medida adequada s suas

    necessidades (FELIPINI, 2009).

    Para que o E-learning seja possvel, e oferecido com qualidade para

    os participantes, importante no s um bom software, mas principalmente

    deve ter um eficiente sistema de gerenciamento e desenvolver contedos com

    embasamento pedaggico e teoria especfica.

    Porquanto, pode-se afirmar que os pilares desse formato de educar

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    13

    so: tecnologia, contedo e gesto, sem a convergncia desses elementos um

    projeto de educao a distncia, exclusivamente por meio eletrnico,

    tende a ser um projeto fadado ao fracasso. Observe na figura abaixo a

    relao existente entre esses elementos:

    Quadro 2: Elementos do E-learning. Fonte: http://portal.webaula.com.br/entenda_pilares.aspxsm=pilares

    Saindo do mbito empresarial, o E-learning ganha outra significao,

    passando a ser desenvolvido no ambiente educacional em especialmente

    no meio universitrio, denominada de Educao online. Moran (2003, p. 39)

    define a educao online como um conjunto de aes de ensino-

    aprendizagem desenvolvidas por meio de meios telemticos, como a

    Internet, a videoconferncia e a teleconferncia. Ela acontece desde a

    educao infantil at a ps-graduao, vai depender do objetivo dado a

    cada curso ou atividade didtica.

    Por conta do avano da Telemtica e coma rapidez de comunicao via

    redes, transmitindo informaes em tempos assncronos e sincrnicos, a

    educao online ocupa um espao cada vez maior no meio educacional,

    com uma tendncia de evoluo maior ainda nos prximos anos: um

    caminho sem volta, a pretenso de melhoria e expanso cada vez maiores.

    Obviamente que um processo muito mais complexo que a educao

    presencial, pois exige uma logstica diferenciada e complexa, sobretudo pelo

    uso de diversos recursos telemtico em um mesmo ambiente de ensino-

    aprendizagem.

    comum, hoje em dia, o uso da educao online na educao

    presencial, quando algumas instituies integram aulas presenciais com

    aulas e atividades virtuais. A gama de cursos oferecidos via ambientes

    virtuais de aprendizagem muito variada, e contempla todo o tipo de

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    14

    pblico, ficando a critrio de cada um a melhor forma de se capacitar.

    Convm destacar que todos esses cursos, independente do ambiente

    e da tecnologia a ser utilizada, devem ser organizados estrategicamente,

    no sentido de que o contedo esteja preparado de forma adequada ao

    aprendizado a distncia. Para entendermos bem essa organizao, o mdulo

    seguinte trata desse assunto.

    Caminhamos para formas de gesto menos centralizadas, mais flexveis, integradas, para estruturas mais enxutas.

    Manuel Moran

    Planejar uma ao racional voltada para um fim especfico:

    atividade fundamenta para dar transparncia ao pedaggica e aos

    fins que se quer atingir.

    O termo planejamento antigo. medida que as sociedades iam se

    organizando, o planejamento passou a ser sinnimo de liderana e

    administrao, passando ento a ser uma necessidade.

    Se voc atentar, o planejamento est presente em todas as situaes

    do seu cotidiano: em seu trabalho, na sua casa, nas lojas, nos supermercados

    etc. Na educao, o planejamento um processo que se forma nas

    relaes sociais e, simultaneamente, as transforma. Proporciona, assim, a

    base para a ao efetiva que resulta da capacidade de prever e

    preparar mudanas que afetem os objetivos educacionais.

    Como todo planejamento visa orientar e organizar o trabalho de

    pessoas envolvidas na execuo de um determinado objetivo, ele envolve

    a previso de critrio de ao, cronogramas, acesso e recursos

    indispensveis para se atingir os objetivos propostos, determinao das

    responsabilidades de cada um e do tempo adequado para a realizao das

    aes necessrias (ROESLER et ali, 2006).

    A etapa de planejamento na EAD considerada a mais importante no

    processo de instituio de um curso, uma vez que um dos sustentculos

    para o sucesso de qualquer iniciativa nessa modalidade reside na sua

    estruturao.

    Peniche (apud ROESLER et ali, 2006) aponta um modelo simples

    de planejamento em EAD. Os parmetros bsicos so: o acesso, o custo

    e a qualidade.

    Acesso preciso analisar o pblico-alvo a partir das demandas

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    existentes. Mas antes se deve questionar: existe demanda? H

    alunos interessados no curso? Essas questes vo nortear o

    planejamento e oferta de um curso a distncia. Outra

    questo a ser pensada com clareza quantos aos recursos

    humanos e tecnolgicos necessrios e efetivos para a implantao

    do curso.

    Custo S faz sentido a implantao de um curso em EAD se

    houver viabilidade econmica e faa sentido socialmente, e

    isso est relacionado demanda. Os custos relativos

    produo de material didtico e de apoio so considerveis, assim

    como os gastos relativos s funes de apoio pedaggico

    aos estudantes e de tutoria. A variao dos custos, no

    sentido econmico, sentido medida que aumenta o nmero

    de estudantes no curso, o que chamam de economia de escala.

    Qualidade A questo da qualidade essencial como fator

    de sucesso de um curso a distncia. O MEC instituiu alguns

    fatores de qualidade para a modalidade, que so dez:

    compromisso dos gestores; desenho do projeto; equipe

    profissional multidisciplinar; comunicao/interao entre os

    agentes; recursos educacionais; infraestrutura de apoio;

    avaliao contnua e abrangente; convnios e parcerias;

    transparncia nas informaes e sustentabilidade financeira.

    Enfim, para construir um planejamento educacional em EAD

    preciso estabelecer uma ligao entre teoria e prtica.

    Pimentel (2006) orienta como bases para a implantao da EAD, os

    seguintes elementos:

    PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) o elemento

    primordial para a implantao da EAD em uma instituio. Ele

    define a misso, os objetivos, os princpios da instituio, as

    diretrizes pedaggicas que orientam suas aes, a sua estrutura

    organizacional e s atividades acadmicas que desenvolve ou que

    pretende desenvolver.

    PP (Projeto Pedaggico) identifica as necessidades do curso,

    considerando: as definies dos objetivos a alcanar, seleo e

    organizao dos contedos, elaborao dos materiais didticos,

    definio do esquema operacional, sistemas de comunicao,

    infraestrutura necessria e outros itens necessrios implantao de

    um curso nessa modalidade.

    A partir do planejamento e de definies de qual estrutura vai ser utilizada

    para um melhor desenvolvimento de um curso a distncia, o primeiro

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    passo ps- planejamento a construo de um modelo estrutural a partir

    das necessidades do curso, dos agentes humanos e na seleo dos

    recursos envolvidos. Isso envolve desde a produo at a implementao

    destes cursos.

    Para organizar um Centro ou Ncleo de Educao a Distncia, que pode

    estar ligado a uma instituio presencial ou no, interessante contar com

    um a organizao administrativa e que goze de autonomia administrativa e

    financeira para poder implementar uma poltica de EAD e consolidar seus

    projetos.

    Preti (1996) elencou os seguintes elementos como constituidores de um

    Centro ou Ncleo de Educao a Distncia: Coordenao Geral,

    Administrativa e Pedaggica, Secretaria, Professores-Especialistas, Tutores.

    Coordenao Geral responsvel por integrar as atividades externas e

    internas, no sentido de definir operaes e tomadas de decises para

    articular e viabilizar uma poltica institucional em EAD, com o intuito de

    alcanar os objetivos dos cursos.

    Coordenao Administrativa responsvel pelas atividades

    estratgicas e operacionais dos cursos, alocando recursos humanos

    e materiais. responsvel tambm pela impresso e/ou distribuio

    do material didtico e todos os seus aspectos burocrticos. Alm

    disso, acompanha o percurso acadmico dos alunos.

    Equipe Pedaggica aqui esto includos os especialistas em

    Educao a Distncia, Tecnologia Educacional, Multimdia e outros

    necessrios a implementao de um curso a distncia. Em algumas

    instituies so denominados tambm de equipe multidisciplinar. So os

    responsveis pela concepo, produo, acompanhamento e avaliao

    dos cursos, para auxiliar na retroalimentao dos mesmos. Em

    outra ponta da equipe pedaggica, esto os professores especialistas

    das disciplinas, que tero a responsabilidade de: escolha ou de

    produo do material didtico, assessorar e acompanhar o trabalho

    dos tutores, avaliando o processo ensino-aprendizagem dos alunos

    em parceria como os tutores. Secretaria responsvel por

    desempenhar funes relativas organizao e atualizao dos

    arquivos relativos ao curso.

    Esses elementos constituintes de um sistema de EAD so bsicos,

    cada instituio organiza sua estrutura como lhe convm. Mas, praticamente,

    quase todas as instituies que atuam com EAD tm em sua estrutura esses

    elementos, sendo que uma ou outra acrescenta outros elementos, no sentido

    de redistribuir melhor as funes e aes.

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    17

    O entendimento sobre sistema pode ser comparado ideia que se

    tem de funcionamento do corpo humano: todas as partes do corpo tm

    um papel a desempenhar para que o todo funcione eficazmente.

    O sistema um conjunto de elementos em interao, com relao

    entre os objetos e seus atributos, ou seja, um todo composto de muitas

    partes que devem interagir conjuntamente para alcanar o objetivo

    proposto em cada programa (ROESLER et ali, 2006).

    Na Educao a Distncia, considerando-se o aspecto estrutural criado

    para seu funcionamento e utilizando em comunho os componentes

    essenciais para isso ocorrer, o sistema bem complexo e deve se

    desenvolver em harmonia.

    Um sistema de Educao a Distncia para Moore e Kearsley (2007)

    formado por todos os componentes que operam quando ocorre o ensino e

    o aprendizado a distncia: incluindo aprendizado, ensino, comunicao,

    criao e gerenciamento

    No podemos pensar o sistema da EAD como algo que funcione

    com suas partes isoladas, ao contrrio, necessria uma intensa e

    constante inter-relao entre seus componentes.

    Os programas de EAD so sistemas organizacionais que exigem a

    participao de gestores que comandem e liderem uma equipe de trabalho no

    exerccio de suas tarefas, planejem os procedimentos administrativos,

    pedaggicos, tecnolgicos, oramentrios e de pessoas.

    Considerando-se que a gesto uma forma de organizar e

    gerenciar os segmentos que compem uma estrutura, ela quem

    determina a qualidade do ensino. Keegan (apud BELLONI, 2001) afirma que

    na Educao a Distncia quem ensina uma Instituio, por conta disso a

    gesto desse sistema deve assegurar o perfeito funcionamento de suas

    partes.

    Essa gesto, de acordo com Polak (2002), e didaticamente, de

    forma bem simples, pode ser dividida em gesto pedaggica e gesto de

    sistema. A primeira diz respeito a todo o processo de educao, desde a

    elaborao dos projetos de curso at a sua avaliao, garantindo o

    cumprimento de todas as etapas. J a gesto de sistema est voltada para

    a administrao dos processos que garantem o funcionamento eficaz e

    eficiente dos mesmos.

    O modelo de estrutura e gesto de uma instituio depende da

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    18

    especificidade de cada uma delas. Pode ser isolada, trabalhar apenas

    virtualmente( educao online); pode ser mista e atender a vrias clientelas

    e atuar em todos os nveis de formao e pode ser altamente sofisticada,

    centrada nas tecnologias da 5 gerao de EAD.

    Ao se organizar um centro gerenciador de Educao a Distncia, deve-se

    levar em considerao a formao de uma equipe multidisciplinar que inclua

    professores conteudistas, tecnlogos educacionais especializados em EAD,

    projetistas grficos, professores tutores, pessoal de apoio (digitadores,

    diagramadores), pessoal da rea de administrao, consultores externos e

    especialistas em informtica educacional.

    Lobo Neto (1998) defende que na administrao de um sistema de

    EAD fundamental que se definam claramente responsabilidades e

    atribuies de todos garantindo os seguintes servios:

    Desenvolvimento e produo tcnica dos cursos, distribuio dos

    materiais didticos;

    Apoio comunicao distncia entre alunos e tutores ou monitores;

    Apoio aos momentos presenciais de elao didtica ou de atividades

    prticas, registro/arquivo de dados/certificao;

    Apoio realizao de testes, provas e exames quando exigidos.

    Porquanto, o planejamento, a organizao e o funcionamento dos

    sistemas de Educao a Distancia devem estar fundados nos princpios

    da democracia, que propicia o dilogo, a participao, a troca de experincias

    e de saberes, de modo a favorecer o desenvolvimento da aprendizagem

    colaborativa e da construo coletiva do conhecimento (GOMES e LOPES,

    2009).

    Em meados dos anos 20 j se ofereciam diversos cursos a

    distncia, sendo que eles tinham por objetivo principal a qualificao e

    especializao e mo-de-obra emergentes diante da nascente industrializao.

    A partir da, sua expanso se deu em diversos nveis. Se voc observar o

    histrico da EAD pode perceber a forma como esta se desenvolveu.

    Alonso (1996) pontua que desde a dcada dos anos 70 assistimos s

    tentativas de organizao de experincias em EAD, sem que isto viesse a

    se consolidar na criao de um sistema de ensino baseado nesta modalidade.

    Grande parte das resistncias a esta modalidade de ensino esto

    associadas ao regime ditatorial e a difuso dos chamados modelos

    tecnolgicos to em voga nesta mesma poca. Alm do que, o sistema

    educacional enfrentava graves problemas de estruturao: era monopolista,

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    19

    fechado e de excluso.

    A partir da, e diante das fracassadas tentativas de ofertas de cursos

    a distncia, muitas aes foram envidadas no sentido de tornar a EAD em

    uma ao efetiva na educao brasileira.

    Durante muito tempo, a Educao a Distncia foi considerada, para usar

    as palavras do filsofo francs Pierre Lvy, uma espcie de "estepe" do

    ensino, utilizada principalmente quando outras modalidades de educao

    falhavam .

    O desenvolvimento da EAD no Brasil teve um ritmo lento porque

    existiam barreiras estabelecidas por polticas que amparavam um modelo de

    educao mais antigo, baseado totalmente no sistema presencial, o que de

    certa forma prejudicou os novos modelos adotados para a Educao a

    Distncia. Moore e Kearsley (2007) afirmam que esses obstculos interpostos

    por polticas podem ser detectados em todos os nveis: federal, estadual,

    regional e institucional.

    Polticas Pblicas tudo aquilo que o governo implementa para todos.

    Estas polticas surgem atravs da unio da sociedade civil organizada com o

    governo, que pensam e planejam juntos como os recursos do pas vo ser

    utilizados, como ser a atuao governamental e da sociedade em reas

    especficas, e como os servios sero prestados populao: enfim, so

    aes e medidas adotadas pelo Estado para atender as demandas da

    sociedade (MATIAS-PEREIRA, 2008).

    No mbito de uma instituio, as polticas so um conjunto de

    princpios em funo dos quais os administradores podem testar planos,

    propostas ou ideias para aes especficas a serem desenvolvidas no

    momento de gesto tanto institucional quanto dos cursos a serem

    oferecidos.

    Por conta da expanso da EAD, tomando como evidncia os

    aspectos pedaggicos, a aplicao de tecnologias inovadoras e as

    diretrizes polticas para viabilizar esta modalidade, as discusses no cenrio

    brasileiro cresceram de forma significativa.

    Tomando-se como base o texto da Constituio Federal de 1998 que

    determina que a educao um direito de todos, somente a partir dos anos 90

    que teve incio a intensificao do discurso e das propostas que visam

    garantir educao para todos.

    Art. 205. A educao, direito de todos e dever do Estado e da famlia, ser promovida e incentivada com a colaborao da sociedade, vis ando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exerccio da cidadania e sua qualificao para o trabalho (BRASIL, 1999, p. 95).

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    As discusses giraram em torno de questes relacionadas s mudanas

    nos conceitos e na forma de implantao das polticas educacionais que

    vm sendo definidas para o pas. Destas discusses, o primeiro resultado

    surgiu, para efetivar a EAD no bojo da educao brasileira, a partir das

    resolues contidas no artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educao

    Nacional (LDB), n 9.394/96, e da criao da Secretaria de Educao a

    Distncia (SEED) do MEC, em 1995.

    Art. 80. O Poder Pblico incentivar o desenvolvimento e a veiculao de programas de ensino a distncia, em todos os nveis e modalidades de ensino, e de educao continuada. 1 A educao a distncia, organizada com abertura e regime especiais, ser oferecida por instituies especificamente credenciadas pela Unio. 2 A Unio regulamentar os requisitos para a realizao de exames e registro de diploma relativos a cursos de educao a distncia. 3 As normas para produo, controle e avaliao de programas de educao a distncia e a autorizao para sua implementao, cabero aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperao e integrao entre os diferentes sistemas . (BRASIL, 1996)

    O Ministrio da Educao (MEC) desenvolve programas que fomentam

    a modalidade de Educao a Distncia, abaixo citamos alguns deles, que

    podem ser utilizados tanto pelas instituies pblicas quanto pelas

    privadas, dependendo da especificidade de cada um:

    Domnio Pblico (biblioteca virtual) - Com um acervo de cerca

    de 79 mil obras e um registro de 9,3 milhes de visitas, o Portal

    Domnio Pblico a maior biblioteca virtual do Brasil (dados de

    2008). Lanado em 2004, o portal oferece acesso de graa a

    obras literrias, artsticas e cientficas (na forma de textos, sons,

    imagens e vdeos), j em domnio pblico ou que tenham a sua

    divulgao autorizada.

    DVD Escola - O Projeto DVD Escola oferece a escolas pblicas

    de Educao Bsica caixa com mdias DVD, contendo,

    aproximadamente, 150 horas de programao produzida pela TV

    Escola. A inteno assegurar o compromisso com a atualizao

    tecnolgica e democratizao da TV Escola. Em 2008, foram

    distribudas caixas com 50 mdias de contedo da TV Escola s 75 mil

    escolas atendidas. At o final de 2009, sero enviadas caixas

    compostas por 30 mdias DVD com novos contedos para a

    atualizao das instituies participantes.

    E-Proinfo - O Ambiente Colaborativo de Aprendizagem (e-Proinfo)

    um ambiente virtual colaborativo de aprendizagem que permite a

    concepo, administrao e desenvolvimento de diversos tipos de

    aes, como cursos a distncia, complemento a cursos presenciais,

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    projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas

    de apoio a distncia e ao processo ensino-aprendizagem.

    E-Tec Brasil - Lanado em 2007, o sistema Escola Tcnica Aberta do

    Brasil (e-Tec) visa oferta de educao profissional e tecnolgica

    a distncia e tem o propsito de ampliar e democratizar o acesso

    a cursos tcnicos de nvel mdio, pblicos e gratuitos, em regime

    de colaborao entre Unio, estados, Distrito Federal e municpios.

    Os cursos sero ministrados por instituies pblicas. O MEC

    responsvel pela assistncia financeira na elaborao dos cursos.

    Aos estados, Distrito Federal e municpios cabem providenciar

    estrutura, equipamentos, recursos humanos, manuteno das

    atividades e demais itens necessrios para a instituio dos cursos. A

    meta estruturar mil polos e atender 200 mil alunos at 2012.

    Mdias na Educao - Mdias na Educao um programa de

    educao a distncia, com estrutura modular, que visa proporcionar

    formao continuada para o uso pedaggico das diferentes tecnologias

    da informao e da comunicao TV e vdeo, informtica, rdio e

    impresso. O pblico- alvo prioritrio so os professores da educao

    bsica. H trs nveis de certificao, que constituem ciclos de

    estudo: o bsico, de extenso, com 120 horas de durao; o

    intermedirio, de aperfeioamento, com 180 horas; e o avanado, de

    especializao, com 360 horas.

    Proinfantil - um curso a distncia, de formao para o

    Magistrio, em Nvel Mdio, na modalidade Normal, oferecido para

    professores em exerccio nos sistemas municipais e estaduais de

    educao. O curso conferir diploma para o exerccio da docncia na

    Educao Infantil.

    Proinfo (Programa Nacional de Tecnologia Educacional) - um

    programa educacional com o objetivo de promover o uso pedaggico da

    informtica na rede pblica de educao bsica. O programa leva s

    escolas computadores, recursos digitais e contedos educacionais.

    Em contrapartida, estados, Distrito Federal e municpios devem

    garantir a estrutura adequada para receber os laboratrios e

    capacitar os educadores para uso das mquinas e tecnologias.

    Tv Escola - A TV Escola um canal de televiso do MEC que

    capacita, aperfeioa e atualiza educadores da rede pblica desde

    1996. Sua programao exibe, nas 24 horas dirias, sries e

    documentrios estrangeiros e produes prprias. Alguns dos

    programas exibidos pela TV Escola esto disponveis para download

    gratuito no Portal Domnio Pblico.

    UAB - Sistema Universidade Aberta do Brasil - Programa que

    busca ampliar e interiorizar a oferta de cursos e programas de

    educao superior, por meio da Educao a Distncia. A prioridade

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    22

    oferecer formao inicial a professores em efetivo exerccio na

    educao bsica pblica, porm ainda sem graduao, alm de

    formao continuada a aqueles j graduados. Tambm pretende

    ofertar cursos a dirigentes, gestores e outros profissionais da educao

    bsica da rede pblica.

    Banco Internacional - O Banco Internacional de Objetos Educacionais

    um portal para assessorar o professor. No banco, esto

    disponveis recursos educacionais gratuitos em diversas mdias e

    idiomas (udio, vdeo, animao/simulao, imagem, hipertexto,

    softwares educacionais) que atendem desde a educao bsica at

    a superior, nas diversas reas do conhecimento.

    RIVED Programa da Secretaria de Educao a Distncia - SEED, que

    tem por objetivo a produo de contedos pedaggicos digitais, na

    forma de objetos de aprendizagem. Alm de promover a produo

    e publicar na web os contedos digitais para acesso gratuito, o

    RIVED realiza capacitaes sobre a metodologia para produzir e

    utilizar os objetos de aprendizagem nas instituies de ensino

    superior e na rede pblica de ensino.

    PAPED - Programa desenvolvido pela SEED, em parceria com a

    Fundao Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel

    Superior - CAPES, para apoiar projetos que visem o desenvolvimento

    da educao presencial e/ou a distncia. O PAPED incentiva a

    pesquisa e a construo de novos conhecimentos que

    proporcionem a melhoria da qualidade, equidade e eficincia dos

    sistemas pblicos de ensino, pela incorporao didtica das novas

    tecnologias de informao e comunicao.

    mister referenciar que, apesar das polticas desenvolvidas pelos

    gestores, h uma descontinuidade muito grande com referncias s aes

    desenvolvidas. Ainda no h uma consonncia de aes voltadas para a

    educao, seja ela presencial ou a distncia. Muitos cursos e/ou programas

    desenvolvidas pelo governo federal e/ou estadual no tiveram xito justamente

    por esta falta de continuidade de aes.

    Por conta disso, cada vez mais a discusso em torno de polticas pblicas

    para a EAD so consolidadas, gerando novas aes de fomento desta

    modalidade, sobretudo porque as instituies privadas so responsveis por

    mais de 77,11% dos servios de educao e formao profissional (PIRES,

    2005).

    Ao se falar de legislao educacional o ponto de partida so os

    artigos 205 a 214 da Constituio Federal do Brasil. Alm do artigo 80, da Lei

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    n 9.394 (LDB), os artigos 32, 47, 52, 62 e 87 citam a EAD como

    alternativa educacional, dando -lhe feies especficas em cada nvel de

    ensino.

    Hoje o poder pblico se coloca favorvel a propostas de Educao a

    Distncia, e diante dessa situao, a Universidade Aberta do Brasil, em

    esforo conjunto com os Governos Estaduais e o Banco do Brasil, concebeu o

    Curso de Administrao na modalidade a distncia, aceitando o desafio da

    Educao a Distncia como alternativa de oferta de ensino superior que

    possibilite a cada pessoa o desenvolvimento de suas capacidades

    cognitivas, sociais, emocionais, profissionais e ticas, exercitando, assim, sua

    cidadania plena.

    Tambm ainda h uma grande lacuna com referncia regulamentao

    dos cursos de ps-graduao stricu sensu no mbito da Educao a

    Distncia. Apesar da nova regulamentao da EAD, atravs do Dec. n 5.622,

    de 19 de dezembro de 2005, e de diversas aes desenvolvidas no sentido

    de fomentar a EAD no Brasil, ainda temos muito a avanar no sentido de

    polticas pblicas, especialmente na questo do financiamento dos cursos.

    Os instrumentos legais que norteiam as aes de Educao a Distncia,

    so:

    Lei n 9.394 (LDB), de 20 de dezembro de 1996 em seu

    artigo 80, nas Disposies Gerais, cita a Educao a Distncia:

    O Poder Pblico incentivar o desenvolvimento e a veiculao

    de programas de ensino a distncia, em todos os nveis e

    modalidades de ensino, e de educao continuada.

    Decreto n. 2.494, de 1998 - 1 Regulamentao do Art. 80 da LDB.

    Decreto n 5.622, de 2005 - Alterao da Regulamentao do

    Art. 80 da LDB.

    Decreto N. 5.773, de 2006 - Dispe sobre o exerccio das

    funes de regulao, superviso e avaliao de instituies de

    educao superior e cursos superiores de graduao e sequenciais

    no sistema federal de ensino.

    Decreto N. 6.303, de 2007, altera dispositivos dos Decretos nos

    5.622, de 19 de dezembro de 2005, que estabelece as diretrizes e

    bases da educao nacional, e 5.773, de 9 de maio de 2006, que

    dispe sobre o exerccio das funes de regulao, superviso e

    avaliao de instituies de educao superior e cursos superiores

    de graduao e sequenciais no sistema federal de ensino.

    Portaria Ministerial n. 4.361, de 2004 - Normatiza os

    procedimentos de credenciamento de instituies para oferta de

    cursos de Graduao e Educao Profissional Tecnolgica a

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    24

    distncia.

    Portaria Normativa N 1, de 2007 - Regulao e avaliao da

    educao superior na modalidade a distncia, dando destaque

    para a avaliao dos cursos e Instituies.

    Portaria Normativa N 2, de 2007 - Regulao e avaliao da

    educao superior na modalidade a distncia, tratando

    especificamente do credenciamento das instituies para oferta de

    EAD.

    Portaria Normativa N 40, de 2007 - Institui o e-MEC, sistema

    eletrnico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informaes

    relativas aos processos de regulao da educao superior no

    sistema federal de educao.

    Portaria n 4.059, de 2004 Determina que as instituies de

    ensino superior podero introduzir, na organizao pedaggica e

    curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de

    disciplinas integrantes do currculo que utilizem modalidade

    semipresencial, podendo ser ofertadas as disciplinas, integral ou

    parcialmente, desde que esta oferta no ultrapasse 20 % (vinte por

    cento) da carga horria total do curso. Regulamenta assim o Artigo 81

    da LDB.

    Referenciais de Qualidade para a EAD, de 2007 So norteadores

    para subsidiar atos legais do poder pblico no que se referem

    aos processos especficos de regulao, superviso e avaliao da

    modalidade citada. As orientaes contidas neste documento devem

    ter funo indutora, no s em termos da prpria concepo terico-

    metodolgica da educao a distncia, mas tambm da organizao

    de sistemas de EAD no Brasil.

    Consulte o site do MEC, na SEED (http://www.mec.gov.br/seed) e

    leia com ateno a legislao que orienta a oferta da Educao a

    Distncia, e outros documentos que versam sobre essa modalidade. Voc

    tambm pode observar quais instituies tm credenciamento para oferecer

    cursos a distncia, no nvel de graduao e ps-graduao.

    A intensa produo de material didtico para a Educao a Distncia, o

    uso de tecnologias simultneas e a diversidade de mdias em que esses

    materiais so disponibilizados geraram uma intensa discusso a respeito de

    direitos autorais.

    O Direito Autoral utilizado para referenciar o rol de direitos

    outorgados aos autores para a proteo de suas obras intelectuais

    (literrias, artsticas ou cientficas), que a lei define como as criaes de

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    25

    esprito, tais como uma fotografia, a letra de uma msica, um quadro, um

    livro etc. uma espcie de propriedade intelectual. A originalidade

    requisito essencial para o direito autoral.

    A Declarao Universal dos Direitos Humanos resguarda os direitos

    autorais;

    Todo o homem tem o direito proteo dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produo cientfica, artstica da qual seja autor (Art. 27).

    A Constituio Federal do Brasil, de 1988, em seu artigo 5 prev que: Aos autores pertence o direito exclusivo de utilizao, publicao ou reproduo de suas obras, transmissvel aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

    A Lei de Direitos Autorais brasileira a Lei 9.619/98 que divide os

    direitos do autor em direitos morais e patrimoniais, considerando para efeitos

    legais os direitos autorais como bens mveis (Art. 3).

    O E-learning, ou educao online, tornou o debate sobre os direitos

    autorais e de propriedade intelectual mais acirrado, pois a cibercultura

    transformou tudo que se produz em algo praticamente pblico, e transformou

    esse debate bastante polmico e tenso.

    Porquanto, toda pessoa que se dispe a produzir material didtico

    para a modalidade de Educao a Distncia e as que contratam essas

    pessoas tm de acatar as leis de direitos autorais. Isso necessrio por

    causa das inmeras possibilidades que hoje em dia se tem para copiar

    e colar produes de outras pessoas, ou ento public-las

    indiscriminadamente.

    Avaliar um Verbo forte, importante e complexo. Muito mais presente e constante na vida de todos ns do que muitos pensam. Constitui, em essncia, o verbo da informao para a tomada de decises.

    Coelho Neto

    O princpio orientador das aes da Educao a Distncia o fato

    de o processo de ensino e aprendizagem estar centrado no estudante, e,

    conforme (BELLONI, 2001)

    ...isto significa no apenas conhecer o melhor possvel suas caractersticas socioculturais, seus conhecimentos e experincias, e suas demandas e expectativas, como integr-las realmente na concepo de metodologias, estratgias e materiais de ensino, de modo a criar atravs deles as condies de autoaprendizagem.

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    26

    O contexto da EAD permite maior compreenso do planejamento de

    estudos e contedos, induzindo o aluno a assumir a direo do processo

    de construo do saber, tendo como opo escolher e usar adequadamente

    o tempo e o espao no seu desenvolvimento profissional.

    Assim tambm, buscar a to prenunciada autonomia, em que ele

    tem sua independncia declarada na escolha do tempo e local de estudo,

    buscando, quando necessitar, a ajuda da orientao da tutoria.

    O processo de busca pela autonomia uma rdua estrada pela qual

    o aluno tem que percorrer, haja vista o confronto com as tradies

    pedaggicas vigentes em nossas escolas, onde se privilegia o saber bancrio

    e no o saber adquirido.

    Essa concepo bancria, defendida por Paulo Freire (1987), focada

    no ditar do professor, que enche os estudantes de contedos, anula o poder

    criador destes, pois no estimula sua veia crtica. A submisso do estudante a

    tal processo acaba levando-o a ser obrigado a realizar tambm avaliaes

    submissas, quando valorizam a decoreba ou o copiar -colar, transformando-

    se em verdadeiros autnomos.

    Para a consecuo desse princpio, cabe avaliao a funo

    bsica de subsidiar tomadas de decises, com o intuito de fornecer definio

    ou redefinio de percurso frente s decises tomadas e/ou planejadas,

    permitindo assim as adequaes e correes necessrias ao

    desenvolvimento de um curso atravs da modalidade de Educao a

    Distncia.

    Pretende-se, em vez de avaliar produtos finais (como uma prova),

    acompanhar todo o processo construtivo do estudante, levando em

    considerao tanto a produo individual quanto os trabalhos em grupo,

    numa ao colaborativa de aprendizagem.

    O processo avaliativo na EAD pressupe no s o trabalho relativo

    a uma abordagem mais didtico-pedaggica, visando a elementos

    estruturais e organizacionais do projeto de formao de professores, mas

    tambm desenvolver a autonomia crtica do aluno, frente s situaes

    concretas que lhes surgem, evitando assim a reproduo de ideias.

    Porquanto, a avaliao na EAD, apesar de se sustentar nos

    princpios da educao presencial, exige tratamento e consideraes

    especiais. O ato de ensinar exige necessariamente o ato de avaliar.

    sabido que a avaliao essencial docncia no seu sentido de constante

    inquietao, de dvida(HOFFMAN, 2003). Mas infelizmente nossa avaliao

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    27

    ainda se configura em uma prtica de provas finais e atribuio de graus

    classificatrios.

    A ao avaliativa extremamente complexa, pois atravs dela que

    podemos levantar indicadores que nos venham revelar se a aprendizagem foi

    efetiva ou no. Por ser parte integrante do ato educativo, a avaliao

    pressupe identificar, registrar e analisar as informaes significativas

    observadas, pois so procedimentos essenciais ao processo de avaliao

    (SMOLE, 1999).

    O processo de aprendizagem alvo de distintas concepes: apesar

    da maioria dos autores trabalharem com a teoria comportamentalista que

    diz que a aprendizagem uma modificao do comportamento .

    Para Maturana (1994) o conceito de aprendizagem uma modificao

    estrutural no do comportamento, mas da convivncia , e defende que a

    interao entre os sujeitos que efetiva a aprendizagem , mudando

    assim a estrutura de convivncia de ambos. Isso tudo causa uma grande

    transformao no processo educativo atual, principalmente quando se define

    a educao como um processo de mudana estrutural da convivncia; ou

    melhor, se no h convivncia no h aprendizagem.

    Por seu carter diferenciado e pelo desafio que encontra, o processo

    de avaliao da aprendizagem na Educao a Distncia requer cuidados

    especiais, haja vista a distncia fsica entre professor e aluno. Com isso,

    preciso que se desenvolva um mtodo especfico de trabalho que

    possibilite analisar como se realiza no s o envolvimento do aluno com seu

    cotidiano profissional, mas tambm como se realiza o surgimento de outras

    formas de conhecimento, obtidas de sua prtica a partir dos referenciais

    tericos trabalhados no Curso. Para tanto, deve-se estabelecer uma rotina de

    observao e descrio contnua da produo do aluno, permitindo confrontar

    o antes e o depois, apontando em que direo se deu o processo

    educativo e como corrigir as distores no decorrer do percurso.

    Tomando a acepo de PRETI (1996) sobre avaliao em EAD,

    como referncia, os aspectos essenciais para uma maior significao de um

    curso so:

    A avaliao da aprendizagem processo contnuo, descritivo, que

    possibilita a verificao da aprendizagem do aluno. Esse processo

    desenvolvido por meios do material didtico, encontros presenciais, tutorias

    e outras formas de aprendizado.

    A avaliao do material didtico outro aspecto avaliado

    continuamente. avaliado por todos os atores do processo: pelos alunos,

    pelos tutores, pelo prprio autor e pela equipe organizacional do curso. Isso,

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    28

    no sentido de aprimorar o material didtico para uma melhoria da

    aprendizagem do aluno, permitindo sempre uma boa qualidade no curso

    oferecido.

    A avaliao da tutoria esse aspecto perpassa desde a qualificao

    do profissional at sua atuao junto ao aluno. Nesse caso, os alunos e

    a coordenao do Curso so responsveis pela avaliao da tutoria.

    A avaliao da modalidade de EAD - atravs da anlise do material

    didtico, do acompanhamento e avaliaes do servio de tutoria e,

    sobretudo, da anlise e avaliao do processo de aprendizagem possvel

    avaliar, em parte, a eficcia e eficincia da modalidade de ensino a

    distncia.

    Essa acepo de Preti reforada nos Referenciais de Qualidade

    da EAD que define que a avaliao deve contemplar duas dimenses: a

    que diz respeito ao processo de aprendizagem; a que se refere ao projeto

    pedaggico do curso.

    Quaisquer desses aspectos avaliativos devem levar sempre em

    considerao a qualidade do curso e a resposta dada pelo aluno atravs

    de seu aprendizado. Diversos fatores devem ser enfatizados no processo

    avaliativo, lembrando que nesse caso o aluno o responsvel por

    avaliar todo o processo, pois tambm responsvel por avaliar os outros

    componentes de um sistema em EAD.

    Considere tambm que, nessa avaliao, h a possibilidade de todos se

    auto avaliarem, e eles mesmos se ajustarem ao processo. Os instrumentos

    avaliativos so gerados pela equipe multidisciplinar do curso, considerando-

    se a dimenso didtico-pedaggica do percurso do aluno.

    A Educao a Distncia se apropria da conceituada taxonomia de Bloom

    para verificar o nvel e aprendizado do aluno, e viabilizar seu acompanhamento

    integral e contnuo. Em sua classificao, a avaliao dividida em trs

    modalidades:

    A DIAGNSTICA a que se orienta para o conhecimento da situao

    inicial do aluno, ou seja, o ponto de partida de seu processo de

    aprendizagem. Diz Mediano (1996) que, no processo de Educao a

    Distncia, essa funo pode-se realizar por meio da indicao ao aluno

    dos pr-requisitos de aprendizagem , isto , pela apresentao a ele de

    uma relao dos contedos que, previamente, antes de iniciado o curso, ter

    ele que saber.

    A FORMATIVA realiza-se, desde o incio do programa, estendendo-se,

    at final, por todo o curso. Seu objetivo , principalmente, o de colher subsdios

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    29

    sobre o eventual impacto do programa sobre a aprendizagem do aluno, de

    modo a possibilitar necessrios ajustes e modificaes no processo de

    ensino. Mediano (1996) caracteriza essa funo como processual, contnua

    e sucessiva, devendo ser utilizada com frequncia, de forma a possibilitar

    a boa conduo do processo e o xito da tarefa de ensino.

    A SOMATIVA a que ocorre ou na concluso do curso ou em

    determinados momentos-chave. Para Mediano (1996), a avaliao somativa

    deve ser completa, exaustiva e representativa do que de fato o aluno

    aprendeu. Ela dever englobar a compreenso dos princpios e contedos

    e ao mesmo tempo a aplicao desses princpios e contedos aos

    problemas reais, com o intuito de resolv-los: visa atribuio de notas.

    Avaliar na EAD pressupe permanentemente a presena do tutor

    ou professor. Presena entre aspas no sentido de que ele deve participar

    de todo o processo junto ao aluno, mesmo que para isso ele esteja

    distante. Isso para que o aluno no se perca no caminho, pois estudar a

    distncia um percurso laborioso, que prev apoio incondicional, do

    professor, do tutor, do outro aluno, da equipe multidisciplinar, da

    instituio e de si prprio.

    Avaliar a aprendizagem na EAD fazer com que o aluno adulto perceba,

    numa viso diagnstica, seus pontos fracos e fortes e que os primeiros

    sejam corrigidos durante e aps um curso, para torn-los melhores

    aprendizes e no simplesmente resultar em mera atribuio de notas.

    Para Bruno e Morais(2006), a prtica educativa viva, dinmica,

    processual, formativa, formadora e polivalente e assim tambm deve ser

    a ao avaliativa, sobretudo porque ela parte integrante do processo

    educacional. Isso certamente vai possibilitar a autonomia do aluno em

    aprender, fazendo com que ele participe ativamente no processo de ensino

    e aprendizagem.

    Os Referenciais de Qualidade da EAD apontam para uma avaliao

    que preveja mecanismos de recuperao de estudos e a avaliao

    correspondente a essa recuperao, assim como a previso de mtodos

    avaliativos para alunos que tm ritmo de aprendizagem diferenciado

    (BRASIL, 2007). Mas destaca tambm a preponderncia da avaliao

    presencial dos estudantes em relao s avaliaes feitas a distncia,

    como definido no Decreto 5.622/05, que diz que:

    Art. 4o A avaliao do desempenho do estudante para fins de promoo, concluso de estudos e obteno de diplomas ou certificados dar-se- no processo, mediante: I - cumprimento das atividades programadas; e II - realizao de exames presenciais. [...] 2o Os resultados dos exames citados no inciso II devero prevalecer sobre os demais resultados obtidos em quaisquer outras formas de avaliao a distncia.

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    Com isso, observa-se que as polticas de sistematizao do processo

    educacional a distncia esto profundamente enraizadas nas deliberaes

    poltico- educacionais da educao presencial, o que precisa ser revisto,

    considerando-se toda a especificidade da aprendizagem tanto na EAD quanto

    na educao online.

    Moran (2007) entende que toda avaliao, presencial ou virtual dever

    ser continuada:

    O que significa que devemos avaliar no apenas um questionrio de perguntas e respostas previamente elaboradas; devemos levas em conta tambm a participao do aluno, com dvidas, comentrios, criticas e atitudes em relao cs contedos abordados e em relao ao grupo e ao professor (p.124).

    O assunto de avaliao em EAD no se esgota aqui. Hoje, muitas

    pesquisas so realizadas sobre esse assunto, pautadas nas experincias

    permanentes em Educao a Distncia. Para aumentar mais seu

    conhecimento sobre esse tema, sugiro que voc leia alguns textos que

    tratam desse assunto, e que so sugeridos nesse mdulo.

    A Educao a Distncia difere completamente, em sua organizao e

    desenvolvimento, do m esmo tipo de curso oferecido de forma presencial,

    pois a tecnologia est sempre presente na EAD como forma de gerar

    uma constante interlocuo entre o professor e o aluno, considerando-se

    que este est distante fisicamente daquele.

    H uma vasta discusso em relao ao papel do tutor na Educao

    a Distncia, inclusive com referncia a essa denominao. Algumas

    discusses inferem que o termo tutor pressupe o ato de guiar, proteger.

    Portanto, no condizentes com a tarefa do docente na EAD. Outras

    instituies j utilizam termos como: orientador da aprendizagem, orientador

    acadmico, facilitador, mediador etc.

    Arredondo (apud POLAK, 2002) define tutoria como:

    Conjunto de apoios tcnicos, dirigido tanto aos alunos quanto aos agentes educativos. Seu objetivo obter o mximo ajuste entre as potencialidades individuais e as exigncias educativas, com o fim de conseguir uma maior formao dos alunos em seu desempenho pessoal e em sua aprendizagem

    Em suma, o tutor respeitando a autonomia de aprendizagem de

    cada aluno, estar gradualmente orientando, dirigindo e supervisionando

    o processo de ensino- aprendizagem. Tem tambm um papel fundamental,

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    31

    pois atravs dele que se garante a inter-relao personalizada e contnua

    do cursista no sistema e se viabiliza uma articulao entre os elementos do

    processo, necessria consecuo dos objetivos propostos (PRETI, 1996) .

    De fato, ainda no h uma definio precisa quanto s funes e as

    atividades que o tutor deve desenvolver, mas a princpio podemos entender

    que o papel principal dele o apoio docente de um professor. So diversas as

    caractersticas que um tutor deve ter: suas funes e sua presena ou

    no nos cursos so definidas a partir do Projeto Pedaggico do Curso.

    O tutor um elemento tpico e usual na EAD, assumindo diferentes

    formas dependendo da situao em que deve inserir -se, dos

    objetivos que pretende cumprir, do pblico que se beneficiar dele

    e das condies dadas para sua atuao: ele pode atuar

    presencialmente ou "a distncia"; pode atender os alunos

    diariamente ou em dias alternados, durante todo o dia ou em perodos

    pr-fixados, por exemplo (GONALVES, 1999).

    No h dvida que o professor que assumir essa funo deve,

    incondicionalmente, preparar-se para novos desafios, diante da diversidade

    de papis que ele assume. ele quem tem a relao direta com os alunos,

    auxiliando-o no manuseio e na aproximao dos contedos, e mais,

    administra situaes de conflito, situaes de euforia, desnimos, rotinas.

    Niskier (2000) recomenda algumas condies essenciais para a definio

    do perfil ideal do tutor, dentre elas:

    Conhecimento e identificao com a filosofia da educao a

    distncia;

    Grau acadmico superior ou, excepcionalmente, equivalente ao

    do curso onde vai exerce a tutoria;

    Disponibilidade para participar de cursos de capacitao sobre

    educao a distncia;

    Facilidade de expresso oral; disponibilidade de tempo para

    cumprir as tarefas pertinentes ao seu trabalho;

    Humildade profissional;

    Capacidade de solidariedade para com aqueles que desejam

    superar as suas limitaes educacionais;

    Capacidade de adaptao, dentre outras (p. 392).

    Considerando-se as caractersticas da EAD, em muitas situaes a

    relao professor-aluno ou tutor-aluno assume aspectos interessantes. O

    aluno sempre sente a necessidade de troca de informaes, seja via

    qualquer meio, e quanto a isso os sistemas de Educao a Distncia tm

    dedicado especial ateno para que essa troca ocorra para que o aluno no se

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    32

    sinta desestimulado no processo.

    Para uma atuao concreta e eficaz do tutor em cursos de EAD,

    essencial que as instituies tenham algumas preocupaes como:

    Oferecer permanentemente cursos preparatrios, para que eles

    conheam o funcionamento da modalidade a distncia;

    Proporcionar ao corpo docente capacitao sobre a metodologia

    e as tcnicas utilizadas na EAD;

    Realizar, nos momentos tutoriais, prticas para ampliar os tem as

    de estudos, com o intuito de fazer com que eles no se limitem

    a apenas responder s consultas e dvidas dos alunos.

    Preti (1996) defende que o trabalho do tutor deve ser em constante

    sintonia com o sistema de EAD, pois por ter um papel fundamental no

    aprendizado do aluno, convm que ele participe intensivamente de todo o

    processo de desenvolvimento de um curso: na fase de planejamento, na fase

    de desenvolvimento do curso e na fase posterior ao desenvolvimento do curso.

    Niskier (2000) defende a ideia que os tutores, tambm, tem uma

    participao importantssima na avaliao de um curso, desenvolvendo as

    seguintes atividades:

    Detectando dificuldades didticas dos materiais instrucionais;

    Observando os problemas de desempenho acadmico dos

    estudantes;

    Sugerindo formas alternativas de enfrentar os problemas

    individuais que afetam os estudantes (p. 393).

    Diz ainda que o tutor deve fornecer dados coletados no processo

    de acompanhamento do aluno e entreg-los, continuamente, aos gestores

    do curso e ao corpo docente, para validao dos materiais ou contribuindo

    para que se faam modificaes ou correes nos cursos e materiais

    didticos. importante que as instituies disponibilizem para o aluno

    diferentes caminhos para realizar a tutoria, podendo ser presencial ou a

    distncia.

    Na tutoria a distncia: o cursista, individualmente, entrar em contato

    com o tutor, atravs de meios de comunicao estabelecidos, nos

    horrios definidos anteriormente; ou em pequenos grupos de estudo,

    poder formular algumas questes ou dvidas e solicitar ao tutor que os

    esclarea utilizando-se de um sistema interativo de comunicao;

    Presencialmente: o cursista, individualmente ou em pequenos grupos,

    se encontrar no Centro com o seu tutor muito mais para discutir e avaliar

    seu processo de aprendizagem, apresentar os resultados de suas leituras,

  • PMPI - Polcia Militar do Piau. DEIP Diretoria de Ensino Instruo e Pesquisa. NEAD Ncleo de Educao Distncia

    33

    atividades e trabalhos propostos nos materiais didticos do que somente

    para tirar dvidas (PRETI, 1999).

    Indefinidas ainda as funes do tutor nessa modalidade, as concepes

    em torno desse elemento vai-se ampliando e interligando-se com os

    objetivos de professor e educador. Geralmente, o tutor apresenta um a

    formao generalista vinculada rea do curso e no a uma determinada

    disciplina, outras vezes o tutor selecionado por reas, vai depender do

    desenho de cada curso.

    Por se uma figura muito prxima dos alunos, o relacionamento entre

    eles sempre estruturado em um grau de afetividade bastante considervel,

    por isso o tutor deve ter: cordialidade, capacidade de aceitao, honradez,

    empatia e capacidade de escutar.

    Em algumas situaes, percebe-se que o papel do tutor mais importante

    do que o material utilizado ou as plataformas de aprendizagem disponveis,

    pois quando esses elementos no suprem as necessidades dos alunos tutor

    pode e deve administrar a situao, buscando solues e garantir a

    manuteno do aluno no curso.

    Naturalmente, o aluno da Educao a Distncia tem caractersticas que

    se sobressaem: ele adulto e traz consigo experincias anteriores e

    sedimentadas, o que pode dificu