Monografia apresentada como requisito parcial obten

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  • DENISE ARANTES NUNES SOUZA

    A FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DO HALUX RiGID US

    Monografia apresentada como requisitoparcial a obten

  • AGRADECIMENTO

    Aos meus pais e ao Alessandro, que sel11pre me acornpanllararn e

    cornpartilharam dos meus ideais.

  • RESUMO

    Ope humano devide-s8 em Ires partes: retrape-, mediope e antepe.

    o retrope e composto pelos assos talus e calcanea e separa-se do mediope

    atrav8S da imporlante articula~ao de CtlOpart. Ja 0 rnediope e formada pelos OS50S:

    cunei formes .( medial, lateral e interrnedio ), navicular e cob6ide. E separado do 8ntepe

    pela articular;:ao de Lisfranc. Estas duas regiues possuern articula

  • consequentemente. 0 restabelecimento da fun980 do membro 0 mais proximo possivel

    do normal.

    Nesta pesquisa, loram selecionados quinze portadores de Halux Rigidus,

    divididos da seguinte forma: cinco pacientes apresentavarn os primeiros sintomas da

    patologia ( resumidamente. dar ao esfor90 e espessamento do osso subcondral),

    outraas cinco pessoas encontravam-se numa fase interrnediaria do desenvolvimento da

    patologia ( restriC;80 da dorsiflexao do halux, dar ao movimento, osteofrtose em

    desenvolvimento ) e, par Jim, cinco portadores do Halux Rigidus em uma fase de

    grande progress80 ( apresenlando "joane!e dorsal" evidente, grande restri

  • 5UMARIO

    RESUMO .... . .. i

    INTRODU!;Ao.. . 1

    1 EMBASAMENTO TEQRICO 2

    2 METODOLOGIA.... . 16

    3 APRESENTA!;AO DOS DADOS... . 26

    4 INTERPRETA!;AO DOS RESULTADOS.... . .45

    CONCLUSOES... . ..46

    REFERENCIA BIBLIOGRAFICA .. ..... .47

  • INTRODUCAo

    Esta pesquisa leve como objetivo estudar os resultados da Fisioterapia no

    tratamento conservador do Halux Rigidus como forma de S8 evilar a cirurgia. Os

    recursos fisioterapicos utilizados fcram a crioterapia e 0 Laser, como elementos

    antinflamat6rios e analgesicos, e a cinesioterapia, com a meta de aumentar a

    amplitude articular e a mabilidade da membra acametida.

    Tal tema foi escolhido devido 0 Halux Rigidus ser uma patologia de cunha

    debilitante. Ista porque a primeira articula9aa metatarsafalangeana e de suma

    importancia na mareha, js que esla safre uma dorsiflexao passiva, assim como as

    Qutras articula

  • 1 EMBASAMENTO TEORICO

    1.1 Anatomia osteo-articular do pi!

    Anatomicamente, 0 pe e dividido em Ires partes: retrape. mediope e antepe.

    a retraps e composto dos assos talus e calcaneo. 0 mediope e farm ada

    pelos assos navicular, cub6ide e os cuneiformes: lateral, medial e intermedio. 0

    antepe comp5e-se de cinco metalarsos e de quatorze falanges.

    o retrape e 0 Inediope sao separados pela articulaC;r3o de Chopart, fannadapelas seguintes eslruturas: superficies articulares anterior do calcaneo e posteriores

    dos cub6ides de urn lado e face articular anterior do talus e pon;ao posterior do

    navicular pela face interna do pe. Possui os ligarnentos glenoideos e calcaneo-

    navicular, que ligam 0 calcanea ao navicular na poryaG inferior e aumentarn a face

    articular deste ultimo ossa. Tambell1 possui a ligamenta inter6sseo ern Y de

    Chapart, formado par dais fasciculos que partem do calcanea. diriginda-se

    internamente aa navicular e externamente ao cub6ide.

    Figura 1 - Ligamentos que mantem a ab6bada plantar

  • Entre 0 media e 0 antepe eneontra-se a articula

  • metatarsoe pela falange proximal do halux, junto aos ossos sesam6ides. As

    estruturas que se encontram em contato sao a cabec;a do metatarso, a cavidade

    glen6ide da falange proximal e a sistema glenosesarnoideo, formado pela cavidade

    glen6ide unida aos dais assos sesam6ides I e reforyada par um ligamento

    intersesamaidea.

    Alem destas estruturas, tambern compoem tal articulac;ao: cartilagem articular,

    capsula articular, membrana sinovial e liquido sinovial.

    A capsula articular e um tecida fibrosas Inuita resistente que envolve aarticulayao. E refon;ada par ligamentos que impedem movimentos anorrnais da

    articulac;aa, como sobrecargas e luxa90es.

    A cartilagem articular e farm ada par um tecido conjuntivo apropriado parafuncionar coma uma superiicie elastica absorvente de cl10ques e resistente ao

    desgaste. Reveste as extremidades 6sseas que se contactam dentro da articulac;ao,

    com a funyao de permitir adaptayao reciproca entre as extrernidades 6sseas

    articulares. Apesar da carencia de vasas linfaticos e sanguineas e de nervos, e urnlecido metabolicamente alivo. Compoe-se de condr6citos e rnatriz cartilaginasa,

    elabarada de colagena tipa II e proteoglicanas2. as prirneiros sintetizam a matril

    cartilaginosa, colagenases e outras proteinas, as quais podem submeter a

    cartilagem a degradac;ao em situa90es patal6gicas.A membrana sinovial. reveste 0 espac;a articular, exceto nas areas

    cartilaginosas que sustentam a peso. Sua superficie contem inumeras

    I A articula~ao metatarsofalangeana do pe tem na face plantar a sistema glenosesamoideo, formadopela cartilagem glen6ide e uma assifica~ao em seu interior farmada pelos dais sesamoides. Saocomo urn8 alavanca que leva conlra~ao muscular ao halux. devido aos musculas que se inseremneles.

    2 Proleoglicanas sao glicosaminoglicanos ligados a urn nucleo proleico. Regulam a estrutura e aperrneabilidade do !eeida conjuntivo e modulam a diferenciat;ao celular

  • microvilosidades, farmadas par duas camadas. A primeira e coberta par sinoviocitos,

    divididos em: tipo A ( fagocitico. sintetiza enzimas de degrada,ao. principalmente

    colagenases ) e tipo 8 ( mucinoso, sintetiza acido hialur6nico ). A segunda camada ecomposta de tecido conjuntivo frouxo, com celulas mononucleadas, celulas

    denlriticas entrela~adas,vasos sanguineos e linfaticos e termina

  • Seguindo nesta fase oco.rre a contra9ao da musculatura flexora curta e 10nga

    do pe, terminando a fase de apoio e entrando em fase de balan90 alguns momentos

    depois que 0 outra membra ja havia tocado 0 solo pelo calcanhar.

    Figura 3 - Fases da marcha: ( a ) Contata COlli 0 calcanhar;

    ( b ) Contato com 0 antepe e 0 arca externo;

    ( c ) Apoio dos metatarsos;

    ( d ) Retirada do pe.

    1.3 Hitlux Rigidus

    1.3.1 Conceito

    Halux Rigidus e urna enfennidade que areta a prillleira articuJayaometatarsofalangeana do pe. Acontece principahnente devido a sobrecarga doprimeiro raio, levando a um desgaste da cartilagem articular corn consequente

    evolu9~O para urn quadro de artrose.

    Figura 4 - Sindrorne de sobrecarga do halux

  • Depois do Halux Valgus e a dor mais comum no grande dedo do pe, ocorrendo

    em aproximadamenle 2% da popula~ao entre 30 e 60 anos.

    1.3.2 Classificacao do Halux Rigidus

    Esta patologia pode ser classificada de varias maneiras, entre elas:

    a) Segundo a faixa etaria do paciente:3

    a.1) Grupo adolescente: a patologia 5e forma devido a mudanC;:8s na cartilagem

    articular, como, par exemplo, na osteocondrite dissecante."

    8.2) Grupo adulto: ocorre em consequencia a urna artrose generalizada na

    articula~ao.

    b) Segundo a causa do Halux Rigidus:'

    b.1) Prirnario: par sobrecarga do primeiro raia;

    b.2) Secunda rio: par diversos falares, entre eles:

    Secundario ao Halux Valgus: pela subluxa~ao metatarsofalangica; pela osteomalacea da epifise distal do primeiro metatarso;6

    ". secunda rio a gota: pel a presen~a dos tofos gotosos; 7};- secundario a traumatismos;

    ",. iatrogenico;

    \ Mann, Roger A.; Couchlin, Michael J. Surgory of tho Foot and tho Ankle Volume 1.6" edit;;8o.SILouis: Mosby, 1993. (pagina 622)

    4 Osteocondrite dissecante e a dissec9~o de urn fragmento osseo 5ubcondral, pertencente a urnaepifise, por uma distrofia cartilaginosa ou sob 0 efeilo de uma necrose assea asseplica,provavehnenle isquernica. Mais cOlnum em adolescenles

    S Perice, A Viladot. Patologia del Antepic. 2n ediyao. Barcelona: Edicianes Toray, 1981. (paginas 156a 161).

    I> Osteamalacea e um disturbio encantrada no adulto par deftciencia de vitamina 0, equivalente aoraquitismo na crian~. Manifesta-se com perda de massa esqueh~lica, predispondo os assos asfraluras.

  • ~ outros.

    1.3.3Etiologia

    A origem principal da patologia e 0 desgaste da cartilagem articular, comformal):aode artrose na prirneira articulal):aometatarsofalangeana. Mas, para que islo

    aconteya, ha influencia de diversos fatores, como:

    };> 0 primeiro metatarso e 0 halux devem encontrar-se em linha reta. Para

    tanto, e preciso que haja potentes formal):oesmusculo-ligamentares para

    manter esta posic;ao. Caso contrario, ocorrera urn desvio em varo do

    metatarso com desvio em valgo do halux, forrnando urn Halux Valgus.

    "r 0 primeiro metatarso deve ser bern desenvolvido, tipo index plus au index

    plus minus6

    ).. Pe plano tall1bel11e urn fator predispanente a fonna'Y8odo Halux Rigidus. Em pessoas com metatarsus primus elevatus. Os pes tipos quadrado au egipcio9

    Achatamento congenito da cabe'Yametatarsiana au cabel):ametatarsiana

    quadrada: aDcontriuia do formata oval, a cabel):ametatarsiana de formata

    quadrado au achatado provoca urn constante trauma desta regiao com a

    base da falange proximal e nlio permile que a parle medial do sapalo

    provoque 0 valgisrno do halux.

    7 Gala e uma patologia de ordem reumatica cuja consequemda e a deposicao de cristais de uratosdenlro e pr6ximos as articular;oes, produzindo a artdle golosa cr6nica, que muitas vezesincapadlanle.

    R Em radiografias de anlepe sao enconlrados has lipas de lerlllinar;6es dos melalarsos: indexminus ( 1" melalars