Monografia Mario

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FACULDADE REA 1ENGENHARIA DE PRODUO

MRIO DOS SANTOS BULHES

APRECIAO ERGONMICA NO PROCESSO DE PINTURA E ACABAMENTO EM UMA FBRICA DE MVEIS

SALVADOR 2010

MRIO DOS SANTOS BULHES

APRECIAO ERGONMICA NO PROCESSO DE PINTURA E ACABAMENTO EM UMA FABRICA DE MVEIS

Monografia apresentada ao Curso de Graduao em Engenharia de Produo da Faculdade REA 1 como parte dos requisitos necessrios para obteno de grau de Bacharel em Engenharia de Produo

Orientador: Prof. Suzi Mario. Dr.

SALVADOR 2010

TERMO DE APROVAO

MRIO DOS SANTOS BULHES

APRECIAO ERGONMICA NO PROCESSO DE PINTURA E ACABAMENTO EM UMA FABRICA DE MVEIS

Monografia aprovada como requisito parcial para obteno do grau de Bacharel em Engenharia de Produo com nfase em Gesto Empresarial, Faculdade rea 1, pela seguinte banca examinadora:

Aprovada em __ de __________ de 2010.

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________________

Profa. Suzi Maria Mario, Ps Doutora Faculdade REA 1

__________________________________________________

Profa. Clia Correia, Mestre UNEB

____________________________________________________

Prof. Andr Veiga, Especialista FACULDADE REA 1

FICHA CATALOGRFICA

Agradeo a DEUS, por mais uma etapa da minha alcanada no momento em que

vida sendo

fao a concluso do curso de

graduao, algo to sonhado, e representativo, almejado por muitos, mas conquistado por poucos. E agora? Como vou fazer com as informaes transformadas em conhecimento nesse perodo fantstico de 5 anos. Ento essa a minha profisso, e vou contribuir depositando mais trabalho e afinco para a melhora da qualidade de vida do ser humano, seja direta ou indiretamente.

AGRADECIMENTOS

A minha querida me Maura Bulhes, minha irm e irmo Mrcia e Marcos, acredito que sem a ajuda deles no teria concretizado tal objetivo.

A minha orientadora Suzi, pela sua orientao, apoio e incentivo durante a realizao deste trabalho.

Ao Professor e Orientador temtico Tomm Joe Elliott. Prof. Dr, pela sua orientao, apoio e incentivo durante as disciplinas de Planejamento Estratgico e Monografia I.

Ao Professor Dourival Junior, que contribuiu para a concluso desta graduao.

E aos mestres com carinho, agradeo a todos do Curso, que contriburam muito na realizao de um grande sonho.

Aos meus verdadeiros amigos presentes sempre em minha vida, agradeo pelo apoio e pelo incentivo nos momentos de dificuldades.

A todos os meus colegas de curso, pelo companheirismo e unio.

RESUMO

Levantar quais aes trar a minimizao das disfunes presentes no setor de pintura e acabamento, verificando os transtornos posturais, de forma a possibilitar maior fluidez nos processos e a principal tarefa deste projeto. As disfunes ergonmicas no ambiente de trabalho geram uma srie de problemas que acarretam o desempenho dos profissionais nos mais variados segmentos do mercado de trabalho. de se entender a que a apreciao ergonmica utilizada de forma sistemtica visando a diminuio do desconforto e o aumento da produtividade nos setores de trabalho, foi justamente atravs desta metodologia que pode-se analisar, identificar e tratar dos problemas de natureza ergonmica ocorridos no setor de pintura da fbrica em estudo, onde o reflexo desta ao expresso em inmeros benefcios para a empresa, podendo se citado; a reduo do nmero de afastamentos por doenas ocupacionais, a diminuio do absentesmos e dos custos de retrabalho, bem como o aumento da eficincia e da produtividade no processos de pintura e acabamento dos mveis garantindo a qualidade dos produtos e servios oferecidos da unidade produtiva.

Palavras-chave: Ergonomia, Produtividade, atividades repetitiva, posturas.

ABSTRACT

What actions will raise the minimization of the dysfunctions present in the field of painting and finishing, checking for postural disorders in order to allow more fluidity in the processes and the main task of this project. The ergonomic disorders in the workplace generate a series of problems that involve the performance of professionals in various segments of the labor market. It is to understand that the ergonomic assessment is used consistently in order to decrease the discomfort and increased productivity in the sectors of work, it was precisely through this methodology that can analyze, identify and deal with ergonomic problems were occurring in the industry paint factory in a study where the effect of this action is expressed in numerous benefits for the company and may be cited; reducing the number of removals for occupational diseases, reduced absenteeism and costs of rework, as well as increased efficiency and productivity in the processes of painting and finishing of furniture ensuring the quality of products and services of the plant.

Key words: Ergonomics, Productivity, repetitive activities, postures.

LISTA DE FIGURAS

Figura 01 Sistema de Alavanca 1 grau Figura 02 Sistema de Alavanca 2 grau Figura 03 Modelo Biomecnico do corpo humano composto Figura 04 - O msculo opera em condies desfavorveis de irrigao sangunea... Figura 05 Deformaes da coluna vertebral Figura 06 Fatores de carga considerados na equao de NIOSH

26 26 28 32 38 42

Figura 07 As pegas tipo pina devem ser substitudas por manuseios de agarrar 46 Figura 08 A carga sobre a coluna vertebralFigura 09 Levantamento de cargas Figura 10 A postura de Ccoras Figura 11 Mecanismo de equilbrio Figura 12 rea de alcance das mos para o trabalho de p Figura 13 - reas de alcance das mos para o trabalho de p

4748 51 52 55

56 56 57 58 79 80 81 82 83 94 95

Figura 14 - ngulos de Viso Recomendados Figura 15 - Estaes com altura proporcional Figura 16 - Bancada com altura regulvel Figura 17 - Caracterizao e posio serial do sistema Figura 18 - Caracterizao do sistema Figura 19 - Expanso do sistema Figura 20 - Modelagem comunicacional do Sistema Figura 21 - Fluxograma funcional Ao Deciso Figura 22 - Regies e nveis de dor/desconforto Figura 23 - Lay Out Sistema Alvo: Setor de pintura e acabamento

FIGURAS PROBLEMATIZAO Figura 01 8: Problemas interfaciais/posturais Figura 09 11: Problemas movimentao materiais Figura 12 13: Problemas acionais manuais e pedisos Figura 14 17: Espaciais arquiteturais e interiores Figura 18 20: Problemas interfaciais posturais Figura 21: Manuais e pediosos Figura 22: Problemas qumicos ambientais 86 89 90 90 91 92 93

LISTA DE GRFICOS

Grfico 01 - Relao entre o grau de contrao muscular e o tempo suportvel.

61

Grfico 02- Variaes do rendimento e da fadiga visual em funo do nvel de iluminamento 65 Grfico 03 Reduo do tempo necessrio exposio visual, com o aumento do nvel de iluminamento 67

LISTA DE TABELAS

Tabela 01 - Fora mxima das pernas, braos e costas para diferentes percentis da populao feminina e masculina Tabela 02 - Qualidade da pega (C) para a equao de NIOSH

43 43

Tabela 03 - Valores de F para a equao de NIOSH multiplicadores de Frequncia (F) Tabela 04 - Definio das principais variveis usadas na iluminao

48 65

Tabela 05- Tabela GUT gravidade x urgncia x tendncia

97

LISTA DE TERMOS TCNICOS

Lux Iluminamento de uma superfcie de rea igual a 1(m2) recebendo na direo normal um fluxo luminoso de um Lmen, uniformemente distribudo.

Lmen Fluxo Luminoso emitido segundo um ngulo slido de um esfereo radiano, por fonte puntiforme de intensidade invarivel, de igual valor em todas as direes.

Reprodutibilidade cromtica - a variao dos resultados entre pessoas diferentes fazendo medio ou inspeo dos mesmos itens, usando os mesmos mtodos ou equipamentos. Tambm indica a variao entre instrumentos de medio idnticos. Avalia a iluminao de lmpadas de acordo com a distribuio do nvel de iluminamento, baixa ou alta. dB(A) (d-b-a) - indicao do nvel de intensidade sonora medida com instrumento de nvel de presso sonora operando no circuito de compresso "A". O dB (A) usado para definir limites de rudos contnuos ou intermitentes;

ABREVIATURAS

EPI- Equipamento de Proteo Individual NR Normas Regulamentadoras ISO Organizao Internacional para Normalizao (International Organization for Standardization) MMSS Membros Superiores MMII Membros Inferiores

SUMRIO

INTRODUO

19

1. APRECIAO ERGONMICA NO PROCESSO DE PINTURA E ACABAMENTO EM UMA FBRICA DE MVEIS 19 2. ERGONOMIA 2.1 RISCOS ERGONMICOS 2.2 TIPOS DE RISCOS ERGONMICOS 2.3 QUANTO INTERDISCIPLINARIDADE 2.4 FATORES CONSIDERADOS PARA PROJETO DE UM SISTEMA DE 21 21 21 23 24 25 25 25 25 26 26 27 29

TRABALHO3. ETAPAS DA INTERVENO ERGONOMICA 3.1 APRECIAO ERGONMICA 3.2 DIAGNOSE ERGONMICA 3.3 PROJETAO ERGONMICA 3.4 AVALIAO, VALIDAO E/OU TESTES ERGONMICA 3.5 PROJEO ERGONMICA 4. A PREDOMINNCIA DAS ALAVANCAS 4.1 O CORPO HUMANO COMO UM SISTEMA DE ALAVANCAS

5. BIOMECNICA OCUPACIONAL5.1 CONTRAES ISOTNICAS (OU DINMICAS) X CONTRAES

31

ISOMTRICAS (OU ESTTICAS)5.2TRABALHOS ESTTICO E DINMICO 5.3 TRABALHO ESTTICO

31 32 32 33 INCORRETAS E SUAS 3436 36 37 37 39 42 45

5.4TRABALHO DINMICO5.5 SITUAES

BIOMECANICAMENTE CONSEQUNCIAS

6. POSTURAS DO CORPO 6.1 COUNA VERTEBRAL 6.2 NUTRIO DA COLUNA 6.3 DEFORMAO DA COLUNA 6.4 POSTURAS DO CORPO 6.5 LEVANTAMENTO DE CARGAS 6.6 TRANSPORTE DE CARGAS

6.7 RESISTNCIA DA COLUNA 6.8 CAPACIDADE DE CARGA MXIMA 6.9 POSIO SENTADA 7 POSTURA DE CCORAS

48 48 48 49

7.1 POSTURA DE P8. POSTOS DE TRABALHO 8.1 REAS DE ALCANCE DAS MOS PARA O TRABALHO DE P 8.2 DIMENSES RECOMENDADAS PARA POSTO DE TRABALHO DE P

5052 52 54

8.3 REGRAS BSICAS DE ERGONOMIA PARA A ORGANIZAO BIOMECNICA DO TRABALHO 55 9.ORGANISMO HUMANO 9.1 TRABALHO MUSCULAR 9..2 INICIO DA A