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Nº 576/05 PGJ 84º CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO 2005 O Procurador-Geral de Justiça Substituto e Presidente da Comissão do 84º Concurso de Ingresso na Carreira do Ministério Público 2005, no uso de suas atribuições e em cumprimento ao disposto no art. 9º parágrafo único do Regulamento do Concurso de Ingresso na Carreira do Ministério Público, AVISA que faz publicar as questões objetivas da prova preambular do 84º Concurso de Ingresso na Carreira do Ministério Público 2005, realizada em 16 de outubro de 2005, e os respectivos gabaritos. Ministério Público do Estado de São Paulo 84.º Concurso de Ingresso na Carreira do Ministério Público do Estado de São Paulo Prova Preambular 16.10.2005 VERSÃO 1 Direito Penal 01. Aponte a única alternativa na qual todas as quatro classificações são apropriadas ao delito definido no art. 269, do CP Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória. (A) Crime omissivo impróprio, norma penal em branco, crime de perigo e crime que admite tentativa. (B) Crime omissivo puro, crime que não admite tentativa, crime de consumação antecipada, crime de ação múltipla. (C) Crime omissivo puro, crime próprio, norma penal em branco e crime de mera conduta.

Mpe Sp 2005 Mpe Sp Promotor de Justica Prova

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N 576/05 PGJ 84 CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTRIO PBLICO 2005 O Procurador-Geral de Justia Substituto e Presidente da Comisso do 84 Concurso de Ingresso na Carreira do Ministrio Pblico 2005, no uso de suas atribuies e em cumprimento ao disposto no art. 9 pargrafo nico do Regulamento do Concurso de Ingresso na Carreira do Ministrio Pblico, AVISA que faz publicar as questes objetivas da prova preambular do 84 Concurso de Ingresso na Carreira do Ministrio Pblico 2005, realizada em 16 de outubro de 2005, e os respectivos gabaritos.

Ministrio Pblico do Estado de So Paulo 84. Concurso de Ingresso na Carreira do Ministrio Pblico do Estado de So Paulo Prova Preambular 16.10.2005

VERSO 1 Direito Penal 01. Aponte a nica alternativa na qual todas as quatro classificaes so apropriadas ao delito definido no art. 269, do CP Deixar o mdico de denunciar autoridade pblica doena cuja notificao compulsria. (A) Crime omissivo imprprio, norma penal em branco, crime de perigo e crime que admite tentativa. (B) Crime omissivo puro, crime que no admite tentativa, crime de consumao antecipada, crime de ao mltipla. (C) Crime omissivo puro, crime prprio, norma penal em branco e crime de mera conduta. (D) Crime prprio, crime formal, crime de ao nica e crime comissivo por omisso. (E) Crime que no admite nenhuma forma de concurso de pessoas, crime que no admite tentativa, crime permanente e crime formal. 02. unicamente correto afirmar que (A) o delito de quadrilha s se consuma com a prtica de qualquer delito pelo bando ou por alguns de seus integrantes. (B) ao dispor sobre crimes tentados, o Cdigo Penal prev possibilidade de casos com resposta penal equivalente dos consumados. (C) em se tratando de contraveno penal, a punibilidade da tentativa segue as regras do Cdigo Penal. (D) crime falho outra designao dada tentativa imperfeita. (E) o Cdigo Penal condiciona o reconhecimento da modalidade tentada de determinado crime existncia, na Parte Especial, de previso especfica quanto sua admissibilidade. 03. Assinale a alternativa incorreta. (A) A chamada "autoria mediata" delineada na conduta de quem consegue a subtrao de bens alheios atravs de menor de 18 anos. (B) No isento de pena o estranho que colabora com o filho no furto de bens pertencentes aos pais deste. (C) No concurso de pessoas, dispensvel prvio acordo, mas se exige um vnculo ou liame psicolgico entre elas. (D) No concurso de agentes, a interrupo da prescrio decorrente de sentena condenatria recorrvel produz efeito relativamente ao co-autor absolvido. (E) Em roubo praticado em concurso por dois agentes, pode-se reconhecer a modalidade consumada para um e a tentada, para o outro. 04. Entre outras disposies, a Lei n. 11.106, de 28 de maro de 2005, revogou: I. o art. 217, do Cdigo Penal, que definia o delito de seduo; II. o inciso III, do art. 226 do Cdigo Penal, que estabelecia aumento de pena em razo da condio de casado do autor de crime contra os costumes. Assinale, ento, a nica alternativa incorreta. (A) Em I, est definida a chamada abolitio criminis. (B) II norma que se encaixa no conceito de Lex mitior: ao suprimir causa de aumento de pena, pode favorecer o agente com definio de resposta penal menos rigorosa que a lei anterior. (C) II no pode ser aplicada retroativamente para beneficiar agente que j est condenado por sentena transitada em julgado. (D) Em virtude de I, deve cessar de imediato a execuo da pena resultante de condenao definitiva pelo delito de seduo. (E) Por seu contedo e carter retroativo, I retrata hiptese de extino de punibilidade, prevista no art. 107 do Cdigo Penal. 05. Assinale a alternativa que est em desacordo com disposio do Cdigo Penal relacionada com circunstncias agravantes. (A) A agravao da pena obrigatria, ainda que a circunstncia funcione, tambm, como elementar do crime. (B) A enumerao das agravantes taxativa. (C) A incidncia de uma agravante no pode conduzir a pena para alm do patamar mximo cominado ao crime. (D) Descaracterizada a reincidncia, pelo decurso do prazo de 5 anos, a condenao anterior pode ser considerada a ttulo de maus antecedentes. (E) O Cdigo Penal no estabelece limite mximo de idade quando se refere "criana" como agravante. 06. Assinale a alternativa incorreta: Perante o Cdigo Penal, a condio de reincidente em crime doloso (A) prevista como preponderante no concurso de circunstncias agravantes e atenuantes. (B) relevante na aferio do estgio mnimo de cumprimento de pena exigido para o livramento condicional. (C) constitui causa interruptiva de prescrio. (D) configura pressuposto necessrio imposio de medida de segurana. (E) exerce influncia no clculo do prazo da prescrio da pretenso executria. 07. Aponte a nica alternativa que no constitui entendimento jurisprudencial objeto de Smula do Superior Tribunal de Justia, envolvendo circunstncias agravantes ou atenuantes. (A) Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do ru requer prova por documento hbil. (B) A reincidncia no influi no prazo da prescrio da pretenso punitiva. (C) A incidncia de circunstncia atenuante no pode conduzir reduo da pena para abaixo do mnimo legal. (D) A confisso perante a autoridade policial configura circunstncia atenuante mesmo quando retratada em Juzo. (E) A reincidncia penal no pode ser considerada como circunstncia agravante e, simultaneamente, como circunstncia judicial. 08. Considere os seguintes enunciados, relacionados com prescrio: I. O art. 89, 6., da Lei n. 9.099/95, estabelece causa interruptiva de prescrio ao dispor que "no correr a prescrio" durante o prazo da suspenso condicional do processo. II. Reconhecida a prescrio da pretenso punitiva, no prevalece nenhum efeito da sentena condenatria eventualmente existente. III. Reconhecido crime continuado na sentena condenatria, no se computa o acrscimo da pena decorrente da continuao no clculo da prescrio retroativa ou intercorrente. Esto corretos (A) todos os trs. (B) nenhum dos trs. (C) apenas I e II. (D) apenas I e III. (E) apenas II e III. 09. Aponte a alternativa que est em desacordo com disposio do Cdigo Penal relacionada com extino de punibilidade. (A) No se estende receptao a extino de punibilidade do crime antecedente, que seu pressuposto. (B) A sentena que concede perdo judicial pode ser considerada para efeito de reincidncia. (C) A perempo s pode ser reconhecida em ao penal exclusivamente privada. (D) No delito de falso testemunho, a retratao s produz efeito se ocorrida antes da sentena no processo em que se deu esse ilcito. (E) Reconhecida a prescrio da pretenso executria, subsistem os efeitos secundrios da condenao. 10. Considere os seguintes enunciados, relacionados com os temas de imputabilidade penal (CP, art. 26) e medida de segurana: I. No cabvel imposio de medida de segurana aos plenamente imputveis. II. Nos casos de semi-imputabilidade, no permitida a cumulao da pena e medida de segurana. III. Nas hipteses de inimputabilidade plena, a regra a absolvio seguida de imposio de medida de segurana consistente em internao em hospital de custdia e tratamento, podendo o juiz optar pelo tratamento ambulatorial no caso de crime punido com deteno. Esto em conformidade com o sistema estabelecido no Cdigo Penal, (A) apenas I e II. (B) apenas II e III. (C) apenas I e III. (D) nenhum dos trs. (E) todos os trs. 11. Aponte a alternativa que est em desacordo com disposio do Cdigo Penal envolvendo concurso de crimes. (A) No concurso formal e no crime continuado, a pena final no poder exceder aquela que resultaria da cumulao. (B) possvel o reconhecimento da continuidade delitiva entre crimes consumados e tentados. (C) Nos casos de concurso material, a prescrio incide sobre a soma das penas cominadas ou aplicadas a cada crime. (D) Na condenao por roubo em concurso formal perfeito, as multas devem ser aplicadas cumulativamente. (E) No concurso de crimes culposos, a substituio por restritivas de direito possvel qualquer que seja o total das penas privativas de liberdade. 12. Perante o Cdigo Penal, a chamada embriaguez preordenada pode, por si s, (A) conduzir excluso da imputabilidade penal. (B) constituir causa de diminuio de pena. (C) render ensejo incidncia de circunstncia atenuante. (D) configurar circunstncia agravante. (E) caracterizar qualificadora do crime de homicdio. 13. Assinale a alternativa que est em desacordo com disposio do Cdigo Penal relacionada com pena de multa. (A) Relativamente multa, a prescrio da pretenso punitiva opera-se sempre em 2 anos, mesmo nos casos em que cominada ou aplicada cumulativamente com pena privativa de liberdade. (B) Aps o trnsito em julgado da deciso condenatria, aplicam-se multa as normas pertinentes dvida ativa da Fazenda Pblica. (C) A quantidade dos dias-multa deve ser estabelecida levando-se em conta as circunstncias judiciais que informam a fixao da pena-base. (D) Incabvel multa substitutiva se imposta pena privativa de liberdade superior a um ano. (E) A suspenso condicional da pena no se estende multa. 14. Tendo em conta as regras estabelecidas no Cdigo Penal para a aplicao da pena, permitido ao juiz, na sentena condenatria, (A) considerando favorveis todas as circunstncias judiciais, estabelecer a "pena-base" aqum do limite mnimo previsto na lei. (B) atenuar a pena diante de circunstncia no prevista expressamente na lei, sendo ela relevante e no concomitante com o crime. (C) estender o sursis pena restritiva de direitos. (D) fixar o regime inicial fechado em caso de crime apenado com deteno. (E) fazer incidir como agravante circunstncia que qualifica o crime. 15. Aponte a alternativa que est em desacordo com disposies do Cdigo Penal relativas aos crimes contra o patrimnio. (A) No furto, o reconhecimento da qualificadora do concurso de pessoas independe da identificao dos co-autores. (B) No impede a configurao do roubo o fato de o agente intimidar e subjugar a vtima apenas simulando portar arma. (C) O latrocnio pode configurar-se mesmo quando terceiro, alheio aos fatos, seja vtima da violncia empregada pelo agente. (D) A consumao do delito de extorso mediante seqestro se d com a privao de liberdade de locomoo da vtima, independentemente da obteno da vantagem. (E) impunvel a receptao de coisa furtada se o autor do furto est acobertado por imunidade penal absoluta, decorrente de parentesco com o proprietrio da coisa. 16. Aponte a alternativa incorreta. (A) A mulher pode ser responsabilizada como co-autora ou partcipe no delito de estupro. (B) A mulher pode figurar como sujeito ativo no delito de atentado violento ao pudor. Pode, tambm, figurar como vtima desse delito, mesmo sendo uma meretriz. (C) O estupro absorve a leso corporal leve resultante da violncia empregada pelo agente. (D) A ao penal pblica, condicionada representao, nos casos de estupro e de atentado violento ao pudor cometidos com abuso da qualidade de padrasto. (E) No estupro e atentado violento ao pudor, a ao penal pblica incondicionada se da violncia empregada pelo agente resultar leso corporal de natureza grave. 17. Assinale a alternativa que est em desacordo com as regras estabelecidas no Cdigo Penal para os crimes contra a administrao pblica. (A) O particular, estranho ao servio pblico, pode ser responsabilizado como partcipe no crime de peculato. (B) Nos casos de peculato doloso, no extingue a punibilidade a restituio da coisa apropriada no curso da ao penal. (C) Para efeitos penais, considerado funcionrio pblico aquele que exerce transitoriamente funo pblica. (D) No delito de concusso, a consumao s ocorre quando o agente obtm a vantagem indevida. (E) Para os condenados por crime contra a administrao pblica, a norma em vigor condiciona a progresso de regime reparao do dano ou devoluo do produto do ilcito. 18. No tema de crimes contra a administrao da justia, correto afirmar que (A) a denunciao caluniosa pode configurar-se com imputao de prtica de contraveno. (B) para a caracterizao do delito de falso testemunho, indispensvel verificar se o depoimento falso exerceu influncia na deciso da causa. (C) no crime de coao no curso do processo, a consumao ocorre se e quando o agente consegue o objetivo desejado. (D) a motivao nobre constitui causa excludente de criminalidade na auto-acusao falsa. (E) s configura o delito de favorecimento pessoal o auxlio a criminoso que j tem contra si ao penal em andamento. 19. No tema de falsidade documental, pode-se dizer que (A) a lei veda a substituio da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso de condenao por falsificao de documento pblico. (B) em se tratando de falsificao de assentamento do registro civil, a prescrio da pretenso punitiva comea a correr do dia em que o crime se consumou. (C) configura falsificao de documento pblico, aquela que incide sobre nota promissria no vencida. (D) para a configurao do delito de uso de documento falso, indispensvel verificar se houve proveito ao agente ou dano efetivo. (E) a falsificao grosseira no influi na caracterizao do crime. 20. Considere os seguintes enunciados: I. O delito de trfico de entorpecentes, previsto no art. 12, da Lei n. 6.368/76, pode configurar-se mesmo sem a prtica de atos tpicos de mercancia. II. vedada comutao da pena a condenado pela prtica de latrocnio. III. No pode ser responsabilizado como partcipe do crime de abuso de autoridade, previsto na Lei n. 4.898/65, aquele que nem mesmo transitoriamente exerce funo pblica. Esto corretos (A) apenas I e II. (B) apenas I e III. (C) apenas II e III. (D) todos os trs. (E) nenhum dos trs. Direito Processual Penal 21. Haver conexo material quando (A) a prova de uma infrao ou de qualquer circunstncia influir na prova de outra. (B) os crimes forem praticados para facilitar ou ocultar outros, ou para se conseguir vantagem ou impunidade de outros. (C) duas ou mais infraes forem praticadas por vrias pessoas reunidas.(D) uma nica conduta delituosa gerar pluralidade de eventos tpicos. (E) houver pluralidade de agentes e unidade de infrao.22. Assinale a alternativa incorreta. (A) A fiana ser concedida sem a prvia audincia do Ministrio Pblico. (B) No ser concedida fiana nos crimes punidos com recluso em que a pena mnima cominada for superior a dois anos. (C) No ser concedida fiana quando presentes os motivos que autorizam a priso preventiva. (D) A autoridade policial somente poder conceder fiana nos casos de infrao punida com deteno ou priso simples. (E) A fiana s poder ser prestada at o oferecimento da denncia.23. O ato de comunicao processual que convoca as testemunhas para depor e a cincia dos atos processuais que se d ao ru preso intitulam-se, respectivamente: (A) intimao e requisio.(B) notificao e intimao. (C) notificao e citao.(D) deliberao e intimao. (E) convocao e requisio. 24. Assinale a alternativa incorreta. (A) O Tribunal do Jri compe-se de um Juiz de Direito, que seu presidente, e de vinte e um jurados.(B) A sentena de pronncia, depois de passada em julgado, poder ser alterada pela verificao de circunstncia que modifique a classificao do delito. (C) No caso de recusas peremptrias do jurado, a defesa fala antes do rgo do Ministrio Pblico.(D) Proferida deciso de impronncia concernente ao fato delituoso da atribuio do Jri, deve o magistrado absolver o acusado da infrao atrada.(E) O desaforamento do julgamento uma das excees ao princpio da improrrogabilidade da jurisdio.25. Os princpios da ao penal pblica so: (A) obrigatoriedade, indisponibilidade, oficialidade, indivisibilidade e intranscendncia. (B) obrigatoriedade, disponibilidade, oficialidade, indivisibilidade e intranscendncia. (C) oportunidade, disponibilidade, oficialidade, indivisibilidade e transcendncia. (D) oportunidade, disponibilidade, iniciativa da parte, indivisibilidade e transcendncia. (E) oportunidade, indisponibilidade, iniciativa da parte, individualidade e intranscendncia. 26. Assinale a alternativa incorreta. (A) O Ministrio Publico poder aditar a queixa-crime, quer na ao privada exclusiva, quer na ao subsidiria, mas no torna o referido rgo o titular da ao penal. (B) Nos crimes que se procedem mediante representao, estando esta formalmente perfeita, o Ministrio Pblico no est obrigado a oferecer denncia. (C) Arquivado o inqurito policial, por despacho do juiz, a requerimento do Promotor de Justia, poder a vtima ou seu representante legal, mesmo sem novas provas, ingressar com ao privada subsidiria da pblica. (D) Nos crimes que se procedem mediante representao ou nos crimes que s se procedem mediante queixa, a nomeao de curador especial ao ofendido absolutamente incapaz que no tiver representante legal ou no caso de colidirem os interesses deste com os daquele, constitui substituio processual. (E) A representao ser irretratvel, depois de oferecida a denncia. 27. A deciso que reconhece a exceo de coisa julgada, extinguindo o processo sem julgamento do mrito, denomina-se (A) absolvio da instncia. (B) cessao da instncia. (C) substituio da instncia. (D) prejudicial de mrito. (E) disjuno processual. 28. Assinale a alternativa incorreta. (A) Em regra, os recursos sero sempre voluntrios.(B) Os recursos s podero ser interpostos por petio. (C) Os efeitos do recurso so: devolutivo, suspensivo, extensivo e regressivo. (D) O despacho que determina o arquivamento do inqurito policial, a requerimento do Ministrio Pblico, irrecorrvel.(E) O oferecimento das razes de apelao fora do prazo legal constitui mera irregularidade.29. Estando o indiciado preso, por infrao ao art. 12 da Lei n. 6.368/76, o prazo para oferecimento da denncia ser de (A) 24 horas. (B) 2 dias. (C) 3 dias. (D) 5 dias. (E) 6 dias. 30. Assinale a alternativa correta. (A) A remisso um direito privativo dos condenados que estejam cumprindo a pena em regime fechado ou semi-aberto e tambm dos que se encontram em priso albergue. (B) Apenas o sentenciado pode suscitar o incidente de excesso ou desvio da execuo. (C) Para a obteno do livramento condicional, basta o parecer favorvel do Conselho Penitencirio. (D) A transferncia de um regime mais rigoroso a outro menos rigoroso exige, alm do cumprimento de um sexto da pena no regime anterior, que o mrito do condenado indique a progresso. (E) No possvel a regresso do regime aberto diretamente para o fechado. 31. Qual o remdio cabvel da denegao de seguimento do agravo em execuo? (A) Recurso em sentido estrito. (B) Habeas Corpus. (C) Carta testemunhvel. (D) Apelao. (E) Mandado de segurana. 32. "Fulano" foi condenado por roubo duplamente qualificado a 6 anos de recluso e ao pagamento de 15 dias-multa. Em flagrante equvoco, fixou-se o regime aberto para o cumprimento da reprimenda corporal. O Promotor de Justia ops embargos de declarao, que foram acolhidos pelo Magistrado, alterando-se para o regime fechado.Indique a alternativa correta. (A) O Promotor de Justia e o Magistrado agiram escorreitamente. (B) O Promotor de Justia deveria interpor recurso de apelao, pleiteando a modificao do regime. (C) O remdio correto para a modificao do regime disposio do Ministrio Pblico seria o agravo em execuo. (D) Correta seria a interposio do recurso em sentido estrito, uma vez que o Promotor de Justia discordou apenas do regime fixado na sentena. (E) Por se tratar apenas de questo atinente a regime prisional, qualquer providncia seria inoportuna, devendo-se aguardar a fase da execuo da sano.33. Assinale a alternativa incorreta. (A) A nulidade relativa pode ser reconhecida pelo juiz, de ofcio, a qualquer tempo do processo.(B) A nulidade pode atingir todo o processo, desde o seu incio, parte do processo ou apenas um ato, sem reflexo em qualquer outro. (C) A nulidade relativa considera-se sanada pelo silncio das partes, pela efetiva consecuo do escopo visado pelo ato no obstante sua irregularidade e pela aceitao, ainda que tcita, dos efeitos do ato irregular. (D) O princpio da instrumentalidade das formas no admite o reconhecimento da nulidade que no tenha infludo na apurao da verdade substancial ou na deciso da causa.(E) Nos termos da Smula 156 do Supremo Tribunal Federal, absoluta a nulidade do julgamento, pelo Jri, por falta de quesito obrigatrio. 34. Nos processos por crime comum a que no for, ainda que alternativamente, cominada a pena de recluso, (A) ser imprimido o rito do processo comum de competncia do juiz singular, at final julgamento. (B) ser observado o rito comum at a inquirio das testemunhas de acusao e, a partir de ento, o rito sumrio at o julgamento. (C) ser adotado o rito dos crimes do Tribunal do Jri, at as alegaes finais. (D) ser observado o rito sumrio das contravenes, desde o incio. (E) ser adotado o rito do processo comum, aps a audincia prvia de reconciliao. 35. Assinale a alternativa incorreta. (A) Tratando-se de infrao permanente, praticada em diversas comarcas, a competncia firmar-se- pela preveno.(B) A regra de competncia, quando se tratar de crime tentado, o local onde foi praticado o ltimo ato de execuo. (C) No sendo conhecido o lugar da infrao, a competncia regular-se- pelo domiclio ou residncia da vtima. (D) Tratando-se de infrao continuada, praticada em diversas comarcas, a competncia firmar-se- pela preveno. (E) Nos crimes a distncia, se, iniciada a execuo no territrio nacional, a infrao se consumar fora dele, a competncia ser determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o ltimo ato de execuo. 36. De acordo com entendimento jurisprudencial pacfico, decorrente de lgica de interpretao de texto legal, o inqurito policial (A) imprescindvel ao oferecimento da denncia. (B) est, obrigatoriamente, sujeito ao princpio constitucional do contraditrio. (C) autoriza a prolao de deciso condenatria cujo nico suporte seja ele prprio. (D) deve assegurar o princpio constitucional da ampla defesa.(E) procedimento administrativo, de carter investigatrio, informativo e inquisitorial, destinado a subsidiar a atuao do Ministrio Pblico. 37. Assinale a alternativa incorreta. (A) O Habeas Corpus no poder ser interposto quando houver ameaa de violncia ou coao liberdade de locomoo, por abuso de poder ou ilegalidade. (B) O Promotor de Justia poder impetrar ordem de Habeas Corpus. (C) O Magistrado jamais poder impetrar ordem de Habeas Corpus em favor de terceiro, mas poder conceder de ofcio a ordem no processo que preside.(D) No caber interveno do Assistente do Ministrio Pblico no processo de Habeas Corpus. (E) No se pode conhecer de impetrao de Habeas Corpus apcrifa. 38. A priso temporria (Lei n. 7.960/89) no poder ser decretada no crime de (A) trfico de drogas. (B) seqestro ou crcere privado. (C) epidemia com resultado morte. (D) genocdio. (E) perigo de desastre ferrovirio. 39. No que concerne ao disposto na Lei n. 9.099/95, assinale a alternativa incorreta. (A) Na apurao das infraes de menor potencial ofensivo, no se admitir nenhuma espcie de citao ficta. (B) O interrogatrio do autor da infrao ser realizado aps a oitiva da vtima e das testemunhas. (C) No se admitir a proposta de transao penal se ficar comprovado ter sido o autor da infrao condenado, pela prtica de crime, pena de multa, por sentena definitiva. (D) A transao penal s poder ser proposta ao autor da infrao nos casos em que no seja cabvel o pedido de arquivamento. (E) A suspenso condicional do processo (art. 89) poder ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por contraveno. 40. Assinale a alternativa correta. (A) O incidente de insanidade mental do acusado no poder ser instaurado a pedido do Ministrio Pblico. (B) Tratando-se de leses corporais, a realizao do exame complementar s poder ser determinada pela autoridade policial. (C) O juiz no pode, no curso da instruo ou antes de proferir sentena, determinar, de ofcio, diligncias. (D) O exame de corpo de delito obrigatrio, mas quanto s demais percias, h uma faculdade da autoridade policial ou judiciria na sua realizao. (E) O suposto autor do delito est obrigado a participar da reconstituio simulada dos fatos. Direito Civil, Infncia e Juventude e Tutela de Interesses Difusos e Coletivos 41. Assinale a alternativa falsa. (A) O prazo para a propositura da ao anulatria de casamento decadencial. (B) A dissoluo do casamento por morte de um dos cnjuges faz cessar o direito do cnjuge sobrevivo de ajuizar ao declaratria de nulidade. (C) A ao declaratria de nulidade de casamento imprescritvel. (D) A nulidade do casamento somente poder ser declarada em ao ordinria, no podendo ser proclamada de ofcio pelo juiz. (E) Os efeitos da sentena proferida na ao de nulidade retroagem data do casamento. 42. Assinale a alternativa falsa. (A) Se o filho morrer antes de iniciada a ao de investigao de paternidade, seus herdeiros ficaro inibidos para o ajuizamento, salvo se ele morrer menor e incapaz. (B) Se o filho, de maior ou menor idade, falecer aps ajuizada a ao de investigao de paternidade, seus herdeiros podero dar-lhe prosseguimento, salvo se julgado extinto o processo. (C) Se o suposto pai j for falecido, a ao de investigao de paternidade dever ser dirigida contra o respectivo esplio. (D) Em ao investigatria, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presuno juris tantum de paternidade. (E) proibido reconhecer o filho na ata do casamento, para evitar referncia a sua origem extramatrimonial. 43. Assinale a alternativa falsa. (A) Se o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando herana, podero estes, com autorizao do juiz, aceit-la em nome do renunciante. (B) O herdeiro que possui filhos menores no pode renunciar herana; se o fizer, estes podero suceder no lugar do renunciante, exercendo o direito de representao. (C) A morte, a abertura da sucesso e a transmisso da herana aos herdeiros ocorrem num s momento.(D) Os filhos do herdeiro excludo por indignidade sero chamados a suced-lo, como se morto fosse antes da abertura da sucesso. (E) O autor de homicdio doloso contra a pessoa de cuja sucesso se tratar, mesmo condenado por sentena penal, somente ser excludo da sucesso mediante pedido expresso de interessado, em ao prpria. 44. Assinale a alternativa falsa. (A) O testador pode impor clusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade sobre a parte disponvel. (B) O testador pode impor clusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade sobre os bens da legtima, desde que declare a existncia de justa causa. (C) Se o legatrio falecer antes do testador, o legado poder ser vindicado pelos herdeiros do legatrio, desde que o faam no prazo previsto em lei.(D) O legado figura exclusiva da sucesso testamentria. (E) vlida a disposio testamentria em favor de pessoa incerta que deva ser determinada por terceiro, dentre duas ou mais pessoas mencionadas pelo testador. 45. Assinale a alternativa verdadeira. (A) A prescrio irrenuncivel e pode ser alegada em qualquer grau de jurisdio. (B) A prescrio, uma vez consumada, no passvel de renncia. (C) Admite-se renncia prvia de prescrio, desde que no prejudique terceiro.(D) No admissvel renncia prvia de prescrio, nem de prescrio em curso, mas s da consumada. (E) A renncia da prescrio deve ser expressa e s valer, sendo feita, sem prejuzo de terceiro.46. Assinale a alternativa verdadeira. (A) O regime de bens entre os cnjuges imutvel. (B) admissvel alterao do regime de bens, mediante escritura pblica, ressalvados os direitos de terceiros. (C) Podem os nubentes adotar um dos regimes de bens estabelecidos no Cdigo Civil ou combin-los entre si, criando um regime misto. (D) Ressalvadas as hipteses em que o regime de separao de bens se faz obrigatrio, os nubentes podem livremente adotar um dos regimes estabelecidos no Cdigo Civil, vedada a possibilidade de criao de um regime misto. (E) O regime de bens entre os cnjuges comea a vigorar desde a data do casamento, salvo se houver pacto antenupcial. 47. Assinale a alternativa verdadeira. (A) A adoo de criana ou adolescente por casal homossexual admissvel sempre que ficar demonstrado que a medida atende o interesse do adotando. (B) A pessoa que tenha sido criada desde tenra idade por outra pode exigir o reconhecimento, por sentena, de sua condio de filho adotivo. (C) A legislao vigente no possibilita a adoo do nascituro. (D) A adoo pode ser revogada nos casos em que se admite a deserdao, ou pela vontade das partes. (E) A adoo post mortem produz seus efeitos a partir do trnsito em julgado da sentena. 48. Quando o conflito normativo for passvel de soluo mediante os critrios hierrquico, cronolgico e da especialidade, estaremos diante de um caso de (A) conflito normativo intertemporal. (B) conflito jurdico-positivo de normas. (C) conflito jurdico-negativo de normas. (D) antinomia real. (E) antinomia aparente. 49. Dissolve-se o casamento vlido (A) pela morte de um dos cnjuges, pela nulidade ou anulao do casamento, pela separao judicial ou pelo divrcio. (B) pela morte de um dos cnjuges, pela separao judicial ou pelo divrcio. (C) pela morte real de um dos cnjuges ou pelo divrcio direto ou por converso. (D) pela morte real ou presumida de um dos cnjuges ou pelo divrcio. (E) pela morte de ambos os cnjuges ou pelo divrcio direto. 50. Dadas as hipteses em que: a) um dos cnjuges descobre, aps o casamento, que o outro portador do vrus HIV, contrado anteriormente ao matrimnio; e b) o marido toma conhecimento do defloramento da mulher, ocorrido antes do casamento (error virginitatis), lcito afirmar tratar-se, respectivamente, de casamento (A) nulo e anulvel. (B) nulo e vlido. (C) vlido e vlido. (D) anulvel e anulvel. (E) anulvel e vlido. 51. Dentre as atribuies do Conselho Tutelar, insere-se a de atender crianas autoras de atos infracionais, podendo, em conseqncia, aplicar as seguintes medidas: (A) qualquer medida socioeducativa ou de proteo prevista no ECA. (B) apenas medidas socioeducativas, exceto internao e semiliberdade. (C) apenas medidas de proteo, exceto internao e semiliberdade. (D) apenas medidas de proteo, exceto colocao em famlia substituta. (E) qualquer medida de proteo, sem exceo. 52. O recurso cabvel contra ato judicial que concede remisso pura e simples a adolescente autor de ato infracional (A) apelao. (B) agravo de instrumento. (C) agravo retido. (D) mandado de segurana. (E) no cabe recurso, uma vez que se trata de perdo judicial. 53. O procedimento de apurao de infrao administrativa previsto no ECA pode ser iniciado (A) exclusivamente por representao do Ministrio Pblico. (B) por representao do Ministrio Pblico ou do Conselho Tutelar. (C) por representao do Ministrio Pblico ou portaria judicial. (D) por representao do Ministrio Pblico, ou do Conselho Tutelar, ou portaria judicial. (E) por representao do Ministrio Pblico, ou do Conselho Tutelar, ou auto de infrao elaborado por servidor efetivo ou credenciado. 54. A deciso judicial que indefere liminarmente representao oferecida pelo Ministrio Pblico em face de criana autora de ato infracional (A) correta. (B) correta, somente se na comarca houver Conselho Tutelar. (C) correta, somente se na comarca no houver Conselho Tutelar. (D) incorreta, podendo ser atacada mediante apelao. (E) incorreta, podendo ser atacada mediante agravo de instrumento. 55. O adolescente surpreendido cheirando "cola de sapateiro" no comete ato infracional; porm, o comerciante que vendeu o produto ao adolescente poder responder por infrao administrativa prevista no ECA. As assertivas so (A) totalmente corretas. (B) totalmente incorretas. (C) apenas a primeira assertiva verdadeira, sendo falsa a segunda porque a venda de cola de sapateiro constitui atividade lcita, mesmo quando feita diretamente a adolescente. (D) apenas a primeira assertiva verdadeira, sendo falsa a segunda porque a conduta do comerciante configura, em tese, crime, e no infrao administrativa. (E) apenas a segunda assertiva verdadeira, sendo falsa a primeira porque a conduta do adolescente configura, em tese, ato infracional. 56. Considerando as hipteses em que: a) haja cobrana indevida de taxa condominial em prdio de apartamentos; e b) haja aumento indevido de mensalidade escolar em instituio privada de educao infantil, lcito afirmar que o Ministrio Pblico (A) est legitimado a mover ao civil pblica, porquanto ambos os casos envolvem questo coletiva, atinente a interesses individuais homogneos. (B) est legitimado a mover ao civil pblica, porquanto ambos os casos envolvem interesses difusos. (C) no est legitimado a mover ao civil pblica, uma vez que as hipteses consideradas versam sobre interesse individual disponvel, de natureza privada. (D) est legitimado a mover ao civil pblica somente na primeira hiptese, de cobrana indevida de taxa condominial em prdio de apartamentos. (E) est legitimado a mover ao civil pblica somente na segunda hiptese, de aumento indevido de mensalidade escolar em instituio privada de educao infantil. 57. Assinale a alternativa verdadeira. (A) Os atos de improbidade administrativa previstos na Lei n. 8.429/92 so punveis exclusivamente a ttulo de dolo, uma vez que no pode ser mprobo ou desonesto algum que no agiu com dolo, agindo apenas com culpa em sentido estrito. (B) A ao civil pblica visando recomposio do patrimnio pblico subordina-se ao rito especial previsto na Lei n. 8.429/92. (C) A ao civil pblica de reparao de dano decorrente de ato de improbidade administrativa pode ser proposta pelo Ministrio Pblico, ou pela pessoa jurdica interessada, ou por associao de defesa do consumidor constituda h pelo menos um ano. (D) extraordinria a legitimao do Ministrio Pblico para a propositura da ao civil pblica de reparao de dano decorrente de ato de improbidade administrativa. (E) A ao civil pblica de reparao de dano decorrente de ato de improbidade administrativa pode ser encerrada, antes da sentena final, se houver transao, acordo ou conciliao entre as partes litigantes. 58. O parcelamento de solo urbano para formao de chcaras de recreio, mediante venda de fraes ideais da respectiva gleba de terras, havido como (A) ilegal, por afrontar as disposies contidas na Lei n. 6.766/79. (B) ilegal, porquanto a formao de chcaras de recreio somente admissvel em zona rural. (C) legal, uma vez que a Lei n. 6.766/79 admite o parcelamento do solo para fins urbanos em zonas urbanas, e a finalidade lazer considerada como destinao urbana. (D) legal, desde que o loteador providencie a infra-estrutura bsica, como equipamentos urbanos de escoamento das guas pluviais, iluminao pblica, redes de esgoto sanitrio e abastecimento de gua potvel, e de energia eltrica pblica e domiciliar e as vias de circulao. (E) legal, desde que, alm de toda infra-estrutura bsica, o loteador delimite claramente a rea que cada condmino ocupar no regime de quotas ideais, providenciando as necessrias averbaes margem da respectiva matrcula. 59. Assinale a alternativa falsa, relativamente ao compromisso de ajustamento de conduta. (A) Pode ser tomado pelo Ministrio Pblico ou outro rgo pblico legitimado ao civil pblica. (B) Constitui ttulo executivo extrajudicial, desde que homologado pelo juiz competente. (C) Dispensa a participao de advogado. (D) Por meio dele o causador do dano assume uma obrigao de fazer ou no fazer. (E) Dispensa testemunhas instrumentrias. 60. O arquivamento do inqurito civil (A) deve ser homologado judicialmente. (B) no necessita de homologao de nenhum rgo ou Poder. (C) obsta o ajuizamento da ao civil pblica pelo Ministrio Pblico ou qualquer outro co-legitimado. (D) no impede que o Promotor de Justia que promoveu o arquivamento funcione como custus legis em eventual ao proposta com base nos mesmos fatos por outro membro da instituio ou por uma entidade co-legitimada. (E) faz com que volte a correr a decadncia em matria de danos ao consumidor, por defeitos ou vcios do produto ou servio. Direito Processual Civil 61. Assinale a alternativa que est incorreta. (A) Incumbe ao inventariante, mediante autorizao judicial, requerer a declarao de insolvncia civil do esplio. (B) Incumbe ao inventariante trazer colao os bens recebidos pelo herdeiro ausente. (C) Incumbe ao inventariante prestar as primeiras e ltimas declaraes pessoalmente ou por procurador com poderes especiais. (D) Incumbe ao inventariante, ouvidos todos os interessados, e com autorizao judicial, pagar as dvidas do esplio. (E) Incumbe ao inventariante juntar aos autos a certido de testamento, se houver. 62. Leia as assertivas a seguir: I. A medida cautelar de arresto de bens pode ser deferida quando o devedor, que tem domiclio certo, caindo em insolvncia, pe ou tenta pr seus bens em nome de terceiros. II. Admite-se como prova literal da dvida lquida e certa, para fins de conceder o arresto de bens, a sentena ilquida pendente de recurso que condene o devedor ao pagamento de obrigao que possa se converter em dinheiro. III. Antes de deferir o arresto, o juiz poder designar audincia de justificao prvia, mas em segredo de justia. IV. O deferimento do arresto de bens, na hiptese de o devedor com domiclio certo, que possui bens de raiz, e intenta hipotec-los, sem lhe restar algum ou alguns livres que garantam o pagamento de suas dvidas, causa de presuno de sua insolvncia civil. Assinale a alternativa correta. (A) As assertivas III e IV so falsas. (B) A assertiva III falsa, mas a I verdadeira. (C) A assertiva II verdadeira, mas a I falsa. (D) As assertivas I e IV so verdadeiras. (E) A assertiva IV verdadeira, mas a II falsa. 63. Leia as assertivas a seguir: I. Extingue-se a execuo se o devedor no tiver bens penhorveis. II. Extingue-se a execuo quando o devedor obtm a remisso parcial da dvida. III. Extingue-se a execuo se o credor no cumprir a obrigao que lhe cabe, quando o devedor j tenha depositado em juzo a coisa ou a prestao exigida por aquele, quando se tratar de obrigao decorrente de contratos bilaterais. IV. Extingue-se a execuo se o credor aquiescer ao pedido de parcelamento do dbito. V. Extingue-se a execuo na hiptese de morte do procurador do executado, considerando a perda da capacidade postulatria deste. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa I verdadeira, mas a IV falsa. (B) As afirmativas I e III so verdadeiras. (C) A afirmativa IV falsa, mas a V verdadeira. (D) A afirmativa III verdadeira, mas a IV falsa. (E) As afirmativas II e III so falsas. 64. Leia as assertivas a seguir: No procedimento sumrio, I. o ru poder oferecer defesa oral na audincia de conciliao, apresentando documentos, rol de testemunhas e quesitos, se postular a realizao de prova pericial. II. o ru, na contestao, pode formular pedido em seu favor, desde que fundado nos mesmos fatos narrados na inicial, mas no pode intentar ao declaratria incidental. III. no se admite a interveno de terceiros, exceo feita ao chamamento ao processo. IV. no se admite o julgamento antecipado da lide. V. se for oferecida impugnao ao valor da causa, o juiz dever suspender a audincia e dar vista dos autos ao autor para que se manifeste em 10 dias. Assinale a alternativa correta. (A) A assertiva V falsa, mas a III verdadeira. (B) A assertiva II verdadeira, mas a V falsa. (C) A assertiva I falsa, mas a IV verdadeira. (D) A assertiva IV falsa, mas a V verdadeira. (E) A assertiva III verdadeira, mas a I falsa. 65. Leia as assertivas a seguir: I. A confisso judicial pode ser espontnea ou provocada, sendo que a espontnea deve ser feita pessoalmente pela parte. II. A confisso judicial de um dos litisconsortes a todos prejudica. III. A confisso judicial feita em face de erro, dolo ou coao, pode ser revogada atravs de ao anulatria, se ainda pendente a ao onde foi produzida. IV. A ao para revogao da confisso judicial viciada por erro, dolo ou coao pode ser proposta pelo prprio confitente ou por seus herdeiros. V. Somente valer a confisso, em aes que versem sobre bens imveis, se ambos os cnjuges confessarem. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa I verdadeira, mas a IV falsa. (B) A afirmativa II verdadeira, mas a V falsa. (C) A afirmativa III falsa, mas a V verdadeira. (D) A afirmativa IV falsa, mas a III verdadeira. (E) A afirmativa V falsa, mas a I verdadeira. 66. Leia as assertivas a seguir: I. Os embargos de terceiro podem ser opostos por quem, no sendo parte no processo, sofrer turbao ou esbulho, na posse de seus bens em caso de seqestro judicial. II. Os embargos de terceiro podem ser opostos at o despacho saneador nos processos de conhecimento. III. O processo principal ser suspenso se os embargos de terceiros, nos processos de conhecimento, forem opostos at a contestao e versarem sobre todos os bens. IV. Nos processos de execuo, os embargos de terceiros podem ser opostos at 5 dias depois da arrematao, mas antes da assinatura do respectivo auto. V. Se o embargado no contestar o pedido, os fatos narrados pelo embargante sero considerados como verdadeiros e aceitos por aquele. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa IV verdadeira, mas a V falsa. (B) A afirmativa II verdadeira, mas a I falsa. (C) A afirmativa V verdadeira, mas a I falsa. (D) A afirmativa II verdadeira, mas a III falsa. (E) A afirmativa I verdadeira, mas a III falsa. 67. Leia as assertivas a seguir: I. A ao cautelar de alimentos provisionais deve ser proposta no primeiro grau de jurisdio, ainda que o processo principal esteja no Tribunal aguardando julgamento. II. Enquanto os alimentos provisrios fixados em ao de alimentos devem atender s necessidades do autor, na ao cautelar de alimentos provisionais, os alimentos fixados initio litis devem atender s necessidades do autor e o necessrio para custear a demanda. III. Na ao de alimentos, o cnjuge casado pelo regime da comunho parcial de bens receber, alm dos alimentos provisrios, parte da renda lquida dos bens do casal, no montante a ser fixado pelo juiz. IV. Na ao cautelar de alimentos provisionais, se o autor no comparecer audincia de justificao prvia, o juiz determinar o arquivamento do feito. V. Na ao de alimentos, os alimentos provisrios podem ser revistos pelo juiz a qualquer tempo, desde que quaisquer das partes aleguem a ocorrncia de modificao de sua situao financeira. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa I verdadeira, mas a III falsa. (B) A afirmativa II falsa, mas a IV verdadeira. (C) A afirmativa V falsa, mas a II verdadeira. (D) A afirmativa IV verdadeira, mas a I falsa. (E) A afirmativa III verdadeira, mas a IV falsa. 68. Assinale a alternativa correta. (A) A litispendncia causa de reconhecimento de conexo entre duas aes. (B) O autor no poder desistir da ao, sem o consentimento do ru, depois de efetivada a citao deste. (C) Se o autor no promover a citao de todos os litisconsortes necessrios, dentro do prazo que o juiz assinalar, o processo ser extinto sem julgamento de mrito. (D) possvel o reconhecimento de ofcio, e at a sentena, da falta de interesse processual do autor. (E) O autor no poder repropor pela terceira vez a mesma demanda (mesmas partes, mesmo pedido e mesma causa de pedir), se abandonou as aes anteriormente distribudas, dando causa extino dos processos sem julgamento de mrito. 69. Leia as assertivas a seguir: I. possvel a remio de bens arrecadados em processo de insolvncia, bem como possvel a remio de bens penhorados em execuo por quantia certa. II. A remio de bens no pode ser requerida pelo devedor, mas seu cnjuge, ascendentes, ou descendentes esto legitimados a postul-la, desde que depositem o preo pelos quais foram alienados, com acrscimo das custas e honorrios advocatcios devidos ao credor. III. O direito de postular a remio de bens deve ser exercitado em 24 horas entre a arrematao dos bens em praa ou leilo e a assinatura do auto. IV. Se houver mais de um interessado em remir os bens, a preferncia ser do cnjuge. V. Se houver vrios interessados do mesmo grau em remir os bens, licitaro entre si, e, aquele que oferecer o preo maior, ser o vencedor e receber os bens remidos. Assinale a alternativa correta. (A) A assertiva IV verdadeira, mas a II falsa. (B) A assertiva I falsa, mas a III verdadeira. (C) A assertiva II verdadeira, mas a I falsa. (D) A assertiva V verdadeira, mas a IV falsa. (E) A assertiva III falsa, mas a V verdadeira. 70. Leia as assertivas a seguir: Diante dos termos da Lei n. 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais), I. nos processos de competncia dos juizados especiais cveis, a citao da parte incapaz dever ser feita por mandado, na pessoa de seu representante legal. II. no se admite a citao por edital, nos processos de competncia dos juizados especiais cveis. III. a opo pelo procedimento previsto na Lei n. 9.099/95 importa em renncia ao crdito excedente ao limite por ela estabelecido, salvo se houver conciliao, ou se, havendo conexo entre vrios pedidos feitos pelo autor, o valor de cada um deles esteja dentro dos limites referidos na Lei n. 9.099/95. IV. o Ministrio Pblico poder referendar acordo feito pelas partes para que tenha valor como ttulo executivo extrajudicial, somente nos feitos em que atua como custos legis, nos procedimentos afetos ao juizado especial cvel. V. o recurso contra a sentena ser sempre recebido no duplo efeito (devolutivo e suspensivo), exceo feita hiptese de sentena proferida em embargos execuo. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa II verdadeira, mas a V falsa. (B) A afirmativa I falsa, mas a IV verdadeira. (C) A afirmativa III verdadeira, mas a II falsa. (D) A afirmativa I verdadeira, mas a III falsa. (E) A afirmativa IV verdadeira, mas a III falsa. Direito administrativo 71. Leia as assertivas a seguir: I. A discricionariedade do poder disciplinar deve ser compreendida no sentido de que no est vinculada prvia definio da lei sobre a infrao funcional e a respectiva sano. II. A penalidade por infrao disciplinar somente poder ser aplicada se o superior hierrquico imediato tiver competncia para faz-lo. III. Se o superior hierrquico tiver competncia para aplicar a penalidade, no ser necessria a apurao regular da falta cometida. IV. Se o superior hierrquico presenciar a falta disciplinar, essa circunstncia o exime de explicitar os motivos que o levaram a impor a penalidade ao subordinado. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa IV falsa, mas a II verdadeira. (B) A afirmativa III verdadeira, mas a II falsa. (C) A afirmativa I falsa, mas a III verdadeira. (D) A afirmativa IV verdadeira, mas a III falsa. (E) A afirmativa II falsa, mas a I verdadeira. 72. Leia as assertivas a seguir: Na hiptese de inexecuo do contrato administrativo, I. a responsabilidade administrativa sempre pessoal, e por essa razo, a execuo da sano imposta sempre personalssima. II. a responsabilidade civil independente de qualquer outra, e somente pode ser reconhecida contra o contratado. III. a suspenso provisria ou temporria do direito de participar de licitao e impedimento de contratar aplicada se o contratado prejudicar a execuo do contrato dolosamente. IV. a suspenso provisria ou temporria do direito de participar de licitao e impedimento de contratar com a Administrao aplicada se o contratado prejudicar a licitao dolosamente. V. a declarao de inidoneidade para contratar admite seu cancelamento a qualquer tempo, desde que o contratado pague as multas devidas e retome o cumprimento do contrato que deu origem sano, com oferta de novas garantias. Assinale a alternativa correta. (A) As assertivas II e IV so falsas. (B) As assertivas I e V so verdadeiras. (C) A assertiva I verdadeira, mas a II falsa. (D) A assertiva V verdadeira, mas a IV falsa. (E) A assertiva I falsa, mas a IV verdadeira. 73. Assinale a alternativa correta. (A) Em caso de terceiro vir a sofrer danos por atos de agentes pblicos, a Administrao est obrigada a indenizar se tais atos decorreram de culpa do agente. (B) A Administrao pode exercitar ao de regresso contra o agente pblico que tenha causado dano a terceiros, apenas se este agiu com dolo. A ao culposa do agente exclui a possibilidade de ao regressiva do Estado. (C) A responsabilidade da Administrao no objetiva para a indenizao de prejuzos sofridos por terceiros em hiptese de atos predatrios cometidos por multido em tumulto. (D) A responsabilidade da Administrao em indenizar terceiros por prejuzos sofridos em decorrncia de fatos da natureza objetiva, pois se presume a culpa que decorreu de falha na fiscalizao preventiva de seu patrimnio. (E) O terceiro que sofreu danos por ato de agente pblico, para obter indenizao, dever mover a ao respectiva contra o agente causador do dano e contra o Estado, pois se trata de litisconsrcio passivo necessrio unitrio. 74. Leia as assertivas a seguir: Ante os termos da Lei n. 4.717/65 (Lei da Ao Popular), I. o Ministrio Pblico deve intervir como custos legis apenas na hiptese de existir evidncia de dano considerado como suficiente a ensejar posterior ao de improbidade administrativa. II. se o autor desistir da ao popular que intentou, o Ministrio Pblico poder assumir essa posio se, depois de 90 dias da publicao dos editais previstos no art. 7., inciso II (publicao da deciso por trs vezes, no perodo de 30 dias), nenhum outro cidado tiver manifestado interesse em dar seguimento ao. III. o Ministrio Pblico dever promover a execuo da sentena condenatria, se o autor no o fizer dentro do prazo de 60 dias, a contar da publicao da sentena. IV. o Ministrio Pblico no poder recorrer das decises proferidas contra o autor da ao popular, mas poder recorrer da sentena que for a este contrria. V. se a ao popular for julgada improcedente por falta de provas, qualquer cidado poder intentar outra ao, inclusive com o mesmo fundamento, desde que se valha de prova nova. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa II falsa, mas a IV verdadeira. (B) A afirmativa II verdadeira, mas a V falsa. (C) A afirmativa I verdadeira, mas a III falsa. (D) A afirmativa III verdadeira, mas a IV falsa. (E) A afirmativa IV verdadeira, mas a V falsa. 75. Assinale a alternativa correta. (A) Se a Administrao no pagar a parcela vencida em determinado ms, aps 30 dias da data, est o contratado autorizado a paralisar o servio contratado, alegando em seu favor a exceo do contrato no cumprido. (B) A Administrao pode determinar a interveno na execuo do contrato quando h iminncia ou paralisao efetiva do servio que cause, ou possa causar, prejuzo para o servio pblico. (C) A Administrao no pode aplicar diretamente a sano administrativa e descontar seu valor diretamente da cauo prestada, em ocorrendo desrespeito lei ou regulamento por parte do contratado, sendo necessrio socorrer-se do Judicirio para esse fim. (D) Se a Administrao receber a multa contratual por ter o contratado infringido norma legal ou contratual, fica impedida de ter acesso ao Judicirio para alcanar a reparao do dano experimentado, eis que j foi indenizada pela prpria multa. (E) O fato do prncipe, se redundar em onerao excessiva do contrato para o contratado, de molde a impedir a sua execuo, causa automtica para a resciso da avena, sem que tenha a Administrao a obrigao de arcar com qualquer indenizao pelos prejuzos experimentados pelo contratado. 76. Assinale a alternativa correta. (A) Os parlamentares no esto sujeitos s penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa, uma vez que a Constituio Federal lhes garante imunidade por suas opinies, palavras e votos, seja no mbito civil, seja no mbito penal. (B) Os membros da Magistratura e do Ministrio Pblico, em razo de serem vitalcios, no podem perder o cargo por fora de sentena proferida em ao de improbidade administrativa que lhes imponha tal sano. Para a perda do cargo, mesmo procedente a ao de improbidade, necessria a propositura de outra ao, com a finalidade especfica para isso. (C) O terceiro, mesmo que no seja agente pblico de nenhuma categoria, pode ser processado com fundamento na lei de improbidade administrativa, se se beneficiou, ainda que indiretamente, do ato de improbidade. (D) Admite-se a aplicao das penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa sem que se comprove a inteno do agente pblico de causar dano Administrao. (E) As sanes previstas na Lei de Improbidade Administrativa alcanam os sucessores daquele que causou leso ao patrimnio pblico ou que se enriqueceu ilicitamente, pelo valor total da condenao. 77. Assinale a alternativa incorreta. (A) A licitao pode ser revogada por interesse pblico em virtude da ocorrncia de fato superveniente comprovado, pertinente e suficiente para justificar essa deciso. (B) A licitao pode ser anulada por ilegalidade, desde que a Administrao venha a ser provocada atravs de recursos de terceiros prejudicados. (C) A anulao da licitao gera o dever de indenizar se a ilegalidade for imputvel Administrao. (D) Cabe recurso contra a deciso da Administrao que revogou a licitao, sendo da autoridade competente a deciso de lhe dar, ou no, efeito suspensivo. (E) O recurso interposto contra a habilitao em procedimento licitatrio ser sempre recebido no efeito suspensivo. 78. Leia as assertivas a seguir: I. Administrao reconhecido o direito de revogar ato administrativo discricionrio, legtimo e eficaz. II. Administrao reconhecido direito de revogar atos administrativos gerais ou regulamentares, mas no lhe dado o direito de revogar os atos administrativos especiais ou individuais. III. Administrao reconhecido o direito de anular atos administrativos vinculados ou discricionrios, se constatada a ocorrncia de ilegitimidade ou ilegalidade em sua formao. IV. Ao Judicirio permitido anular os atos administrativos ilegais, mas no se lhe permite revogar atos legais da Administrao, ainda que nesta ltima hiptese, o particular prove os prejuzos que sofreu. V. Se a revogao do ato administrativo discricionrio vier a ser motivada, possvel ao Judicirio apreciar esses motivos e, se no forem verdadeiros, proclamar a nulidade da deciso revocatria. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa V verdadeira, mas a II falsa. (B) A afirmativa II verdadeira, mas a I falsa. (C) A afirmativa IV falsa, mas a V verdadeira. (D) A afirmativa III falsa, mas a IV verdadeira. (E) A afirmativa I falsa, mas a III verdadeira. 79. Leia as assertivas a seguir: I. A permisso de uso de bem pblico ato negocial, unilateral, vinculado e precrio. II. A cesso de uso a transferncia gratuita da posse de bem pblico de uma entidade ou rgo para outro, por tempo certo ou indeterminado. III. A autorizao de uso de bem pblico ato bilateral, discricionrio e precrio. IV. A concesso especial de uso direito do particular que pode ser deferido por termo administrativo, se atendidas as exigncias legais. Pode ser transferido a terceiros por ato inter vivos ou mortis causa. V. A concesso de direito real de uso de bem pblico contrato onde a Administrao transfere o uso de terreno pblico para o particular, com o fim de reurbanizao, industrializao ou outra atividade de interesse social. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa V falsa, mas a III verdadeira. (B) A afirmativa I verdadeira, mas a IV falsa. (C) A afirmativa III falsa, mas a II verdadeira. (D) A afirmativa II verdadeira, mas a V falsa. (E) A afirmativa IV falsa, mas a III verdadeira. 80. Leia as assertivas a seguir: I. Todo cargo vitalcio ocupado por agente poltico. II. Uma parcela de cargos em comisso deve ser ocupada por servidores de carreira e a outra de livre nomeao do administrador. III. As funes de confiana s podem ser exercidas por servidores de cargo efetivo. IV. Os cargos em comisso destinam-se s atribuies de direo, chefia e assessoramento, mas as funes de confiana no sofrem essa restrio. Assinale a alternativa correta. (A) A afirmativa I verdadeira, mas a III falsa. (B) A afirmativa I falsa, mas a II verdadeira. (C) A afirmativa II falsa, mas a IV verdadeira. (D) A afirmativa IV falsa, mas a I verdadeira. (E) A afirmativa III falsa, mas a II verdadeira. Direito Constitucional 81. No constitui fundamento da Repblica Federativa do Brasil (A) a soberania. (B) a cidadania. (C) a dignidade da pessoa humana. (D) os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. (E) a liberdade de expresso. 82. No objetivo fundamental da Repblica Federativa do Brasil, como expressamente previsto na Constituio, (A) construir uma sociedade livre, justa e solidria. (B) erradicar o analfabetismo e a fome. (C) garantir o desenvolvimento nacional e erradicar a pobreza. (D) erradicar a pobreza e a marginalizao e reduzir as desigualdades sociais e regionais. (E) promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raa, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminao. 83. Os princpios constitucionais expressos relativos administrao pblica so: (A) legalidade, impessoalidade e fidelidade administrao. (B) impessoalidade, moralidade, publicidade e eticidade. (C) publicidade, moralidade, impessoalidade, legalidade e continuidade. (D) legalidade, moralidade, publicidade e anualidade. (E) legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficincia. 84. Compete privativamente Unio legislar sobre (A) educao, cultura, ensino e desporto. (B) procedimentos em matria processual. (C) previdncia social, proteo e defesa da sade. (D) seguridade social e registros pblicos. (E) proteo ao patrimnio histrico, cultural, artstico, turstico e paisagstico. 85. Sobre o Poder Legislativo, qual das assertivas abaixo falsa? (A) Os deputados e senadores dispem de imunidades, sendo estas suspensas quando da decretao do estado de stio. (B) Existe uma espcie anloga de sigilo de fonte relativa s informaes obtidas pelos deputados federais e senadores. (C) Alm das causas suspensivas da prescrio penal previstas no art. 116 do Cdigo Penal, a Constituio Federal prev uma outra causa especial de suspenso referente sustao do processo penal perante o Supremo Tribunal Federal, no qual seja ru senador ou deputado federal. (D) causa de perda do mandato de deputado ou senador, deixar de comparecer, em cada sesso legislativa, tera parte das sesses ordinrias da Casa a que pertencer, salvo licena ou misso por esta autorizada. (E) Haver reunio conjunta das duas Casas do Congresso Nacional para deliberar sobre o veto. 86. De acordo com a reforma do Poder Judicirio vazada na Emenda Constitucional n. 45/2004, pode-se afirmar que (A) o cargo inicial no Poder Judicirio de juiz substituto, sendo vedada a delegao de suas atribuies. (B) a distribuio dos processos dever ser imediata, em todos os graus de jurisdio, a depender de edio de norma de organizao judiciria local. (C) foi estabelecida uma modalidade de "quarentena", um isolamento do juiz que, por um perodo de 3 anos aps o seu afastamento do cargo, por aposentadoria ou exonerao, no poder exercer a advocacia perante o Poder Judicirio. (D) o Conselho Nacional de Justia pode rever de ofcio os processos disciplinares de membros de tribunais julgados h menos de um ano. (E) os membros do Conselho Nacional de Justia sero nomeados pelo Presidente da Repblica depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Supremo Tribunal Federal. 87. Pelo tratamento constitucional dado ao Ministrio Pblico, possvel concluir-se que (A) de acordo com a Emenda Constitucional n. 45/2004, foi criado o Conselho Nacional do Ministrio Pblico, o qual escolher, em sesso secreta, um Corregedor nacional. (B) a distribuio imediata de processos existente para o Poder Judicirio no se estende ao Ministrio Pblico. (C) h previso expressa de atribuies sobre a conduo de procedimento investigatrio penal. (D) por no serem rgos do Poder Judicirio, mas auxiliares ao Poder Legislativo, perante os Tribunais de Contas no funcionam membros do Ministrio Pblico. (E) no Conselho Nacional do Ministrio Pblico, h uma diviso eqnime de vagas destinadas ao Ministrio Pblico Federal e aos Ministrios Pblicos dos Estados. 88. Sobre os deputados federais, correto dizer que (A) possvel ausentarem-se do Congresso por motivo de doena para realizar o tratamento, mas no se admite a licena para tratar de assuntos de interesse particular. (B) ocorre a perda do cargo caso se assuma mais de um cargo ou mandato pblico eletivo, bem como quando se investe em cargo de Secretrio de Estado. (C) perde-se o mandato diante da mera suspenso dos direitos polticos. (D) motivo para a perda do mandato ser proprietrio de empresa beneficiria de favor decorrente de contrato com pessoa jurdica de direito pblico bem como a investidura em cargo de chefe de misso diplomtica temporria. (E) em prestgio ao princpio da publicidade inserto no art. 37 da Constituio Federal, a perda do mandato por comportamento incompatvel com o decoro parlamentar decorrer de deciso de maioria absoluta da Cmara, em sesso pblica. 89. Sobre o Poder Judicirio, correto dizer que a smula com efeito vinculante (A) pode ser aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, de ofcio ou por provocao, hiptese de atuao privativa do Procurador-Geral da Repblica. (B) somente poder ser aprovada pelos Tribunais Superiores, quando houver provocao do Procurador-Geral de Justia ou de ofcio, mas em qualquer caso h necessidade do voto de dois teros dos membros dos respectivos Tribunais. (C) tem fora erga omnes; o seu contedo, portanto, somente poder ser alterado por meio de lei. (D) tem eficcia perante os rgos do Poder Judicirio, no se impondo administrao pblica. (E) pode ser aprovada por provocao de entidade de classe de mbito nacional. 90. Sobre o controle de constitucionalidade, pode-se dizer: (A) em todas as aes diretas de inconstitucionalidade sero ouvidos o Procurador-Geral da Repblica e o Advogado-Geral da Unio que realizaro a defesa do ato administrativo ou da norma atacados. (B) o controle de constitucionalidade pode ser difuso ou concentrado, sendo que neste os efeitos da deciso tero amplo espectro, ou seja, efeitos erga omnes, e efeito vinculante, relativamente aos demais rgos do Poder Judicirio e administrao pblica. (C) a declarao de inconstitucionalidade de lei penal mais benigna pode gerar efeitos gravosos a quem j esteja condenado definitivamente nos termos da lei declarada inconstitucional. (D) a legitimidade para propor ao direta de inconstitucionalidade a mesma para propor a aprovao, reviso ou cancelamento de smula com efeito vinculante. (E) a declarao de inconstitucionalidade tem efeitos ex tunc. 91. De acordo com a organizao dos poderes, pode-se dizer que (A) na vacncia do cargo de Presidente da Repblica, assume o Vice-Presidente e, em caso de impedimento deste, assume o Presidente do Senado Federal. (B) as reunies do Congresso Nacional sero presididas pelo Presidente do Senado Federal. (C) compete privativamente ao Senado Federal autorizar, por dois teros de seus membros, a instaurao de processo contra o Presidente da Repblica e os Ministros do Estado. (D) compete privativamente Cmara dos Deputados processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da Repblica nos crimes de responsabilidade. (E) o Tribunal de Contas da Unio um rgo auxiliar do Poder Legislativo, tendo atuao opinativa, no dispondo de atuao punitiva para, por exemplo, multar. 92. O princpio constitucional da inafastabilidade da jurisdio implica (A) a consagrao do princpio da identidade fsica do juiz. (B) a consagrao da garantia do duplo grau de jurisdio. (C) a consagrao do direito de acesso ao Poder Judicirio. (D) a consagrao do princpio da indisponibilidade da ao penal de iniciativa pblica. (E) a impossibilidade de desistncia do autor de qualquer demanda caso j tenha havido a citao da parte contrria. 93. O direito adquirido, a coisa julgada e o ato jurdico perfeito constituem princpios constitucionais de segurana e estabilidade das relaes jurdicas, podendo ser, contudo, algum deles modificado, (A) se a lei nova dispuser expressamente quanto anulao ou nulidade dos negcios jurdicos celebrados debaixo da lei anterior. (B) por uma lei complementar Constituio. (C) se houver decretao do estado de stio. (D) se houver decretao do estado de defesa. (E) em caso de sentena penal condenatria transitada em julgado. Direito Comercial 94. Pode ser suprimido do cheque (A) o local de pagamento. (B) o nome do banco ou da instituio financeira que deve pagar. (C) a assinatura do emitente ou de seu mandatrio. (D) a denominao cheque inscrita no contexto do ttulo e expressa em lngua nacional. (E) o lugar de emisso. 95. Quanto s Sociedades Limitadas, (A) facultado aos scios se comprometerem apenas com prestao de servios. (B) a ausncia da denominao "LTDA." em qualquer contrato realizado pela empresa implica a responsabilidade ilimitada de seus administradores. (C) o administrador no precisa, necessariamente, ser scio da empresa, desde que haja expressa autorizao no contrato social ou em ato separado. (D) as Sociedades Limitadas podem ser classificadas como sociedades empresariais personificadas. (E) o Conselho Fiscal rgo facultativo e que depende de previso no contrato social. 96. O dbito civil do comerciante individual (despesa com tratamento dentrio, mdico, etc.) pode ser garantido por expropriao do estabelecimento mercantil? (A) No, porque os dbitos civis so constitudos fora da atividade normal dos negcios mercantis do comerciante. (B) Sim, porque os dbitos civis tm a mesma natureza dos mercantis. (C) Sim, porque a empresa mercantil integra o patrimnio nico do empresrio. (D) No, porque os direitos dos credores civis so diversos dos credores mercantis em relao ao patrimnio do devedor comerciante, este destinado exclusivamente ao exerccio do comrcio. (E) No, porque o dbito foi constitudo pelo comerciante como pessoa fsica e no como pessoa jurdica. 97. A inexecuo do contrato de compra e venda pelo devedor comerciante falido, que no entregou a coisa de que recebeu o preo nos 15 dias anteriores ao pedido de falncia, decretada a quebra, autoriza pedido de restituio fundado em inexecuo de contrato? (A) Sim, porque o devedor recebeu o preo, agindo de m-f, por se saber, e melhor do que ningum, j insolvente. (B) No, porque no transmitido o domnio da coisa ao comprador. (C) Sim, porque a ausncia da entrega da coisa pelo comerciante devedor autoriza pedido de restituio de mercadorias. (D) Sim, porque a lei autoriza a restituio fundada em contrato. (E) No, porque o sistema legal falimentar somente prev as restituies de mercadorias e as fundadas em direito real. 98. No ambiente falencial, qual a finalidade do protesto por falta de pagamento? (A) Gerar a presuno da inadimplncia do devedor comerciante. (B) Gerar a presuno de insolvncia do devedor comerciante. (C) Demonstrar que o devedor comerciante um falido. (D) Demonstrar que o devedor comerciante recusa pagar seu dbito. (E) Garantir ao credor o direito de regresso em face de eventuais co-obrigados de um ttulo de crdito. 99. A desconsiderao da personalidade jurdica (disregard of legal entity ou a lifting the corporate veil) pode ser decretada, incidentalmente, no ambiente falencial, em caso de falncia da sociedade empresria limitada? (A) Sim, nas hipteses de insolvncia grave, quando o ativo for inferior a 50% do ativo. (B) Sim, quando depois de decretada a falncia, o ativo da empresa tiver sido transferido para outra empresa. (C) Sim, desde que a sociedade falida tenha sido encerrada h menos de um ano do requerimento da falncia, com dbitos fiscais no saldados. (D) Sim, mas na ao individual do consumidor e na reclamao trabalhista, respectivamente, nas hipteses previstas no Cdigo de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/90, art. 28 e seus pargrafos) ou, por analogia, quando ocorrer prejuzo para o direito de seus empregados trabalhistas. (E) Sim, quando algum dos scios, na gesto da sociedade, tenha agido fraudulentamente. 100. Quando uma empresa d em arrendamento pessoa um bem de que proprietria, mediante o pagamento de prestaes determinadas, incumbindo-se de prestar assistncia permanente ao arrendatrio durante o perodo de arrendamento, temos (A) um lease-back. (B) um leasing puro. (C) um leasing financeiro. (D) um leasing operacional. (E) um leasing de retorno.