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Jornal Mural do curso de jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor).

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  • Nauan Barros

    Sempre nos perguntamos: por que o ci-nema do Centro Drago do Mar no oferece ingressos a preos populares, j que um centro de divulgao da cultu-ra em Fortaleza? O adminis-trador do cinema do Espao Unibanco, Franz Santos, afirmou que jamais haver um cinema em Fortaleza que oferea preos populares com total desinteresse dos rgos responsveis. Para ele, Dra-go do Mar um verdadeiro Elefante Branco. o cine-ma que consegue concentrar a maior fatia do pblico que freqenta o Centro, e ainda leva esses consumidores aos bares e restaurantes. Nem o museu consegue.

    Alguns meses atrs, uma de nossas salas quase foi falncia. Passamos trs meses seguidos no vermelho. Uma empre-

    Expediente

    Mural do Cinema um jornal la-

    boratrio da Disciplina Princpios e

    Tcnicas de Jornalismo Impresso I,

    semestre 2004.2, do Curso de Jorna-

    lismo da Unifor.

    Diretor do CCH:

    Prof. Jos Batista de Lima

    Coordenadora do Curso:

    Profa. Erotilde Honrio

    Concepo e edio:

    Prof. Joclio Leal

    Projeto gr co e Diagramao:

    Aldeci Tomaz

    Edio:

    Luana Gurgel

    Fotos:

    Divulgao

    EditorialA turma de Jornalismo Impres-

    so I teve a liberdade de escolher qualquer tema para pautar este jornal. Qualquer um. Mas a esco-lha no foi difcil. Sem pestane-jar, a maioria absoluta da turma apontou o cinema como o assun-to a ser abordado neste mural. E faz sentido. Murais e cinema tm, pelo menos, uma a nidade esttica marcante: o cartaz. Car-tazes de lmes so, por vezes, o primeiro contato do pblico com as produes que enchem a tela e os olhos. Ademais, lmes e jor-nais precisam de emoo. Prazer em fazer e em ser visto. No Mural do Cinema, os alunos foram em busca disso.

    O jornal que voc agora l neste muro, parede ou porta de cinema foi pensado e elaborado para quem gosta da telona. To-das as pautas e matrias tiveram como gancho o que se passa na tela, poltronas, las, caixa e literatura da Stima Arte. Muitas boas idias, muitos bons rotei-ros nasceram desse exerccio. Pelo espao, s algumas foram lanadas. Luana Gurgel mos-tra o calendrio do pblico em Fortaleza. Ela tambm preparou um servio, com os preos nas principais salas. Eleazar Barbo-sa conversou com o pesquisador Ary Leite, autor de Fortaleza, a era do cinema. Nauan Barros foi perguntar no Drago do Mar por que cargas dgua o Espao Unibanco no mais acessvel. Boa sesso e boa leitura!

    sa particular no resistiria se fizesse este tipo de promoo. No vivel comercial-mente, j que 60% do arrecadado pago distribuidora dos filmes e os 40% restantes

    bancam todas as outras des-pesas, afirma Franz. Com 68 salas atuando no Brasil,o grupo Espao Unibanco no Cear o que tem o ingresso mais barato. Mas o Drago do Mar quer aumentar o aluguel das salas. Se isso acontecer, o preo do ingresso ter de ser aumentado.

    O Espao Unibanco ofere-ce projetos espec cos para vrios grupos como: idosos, advogados, psicanalistas e arquitetos. Franz tem um projeto escolar que espera h trs anos pela aprovao na

    Secretaria da Cultura. Quer levar os alunos da escola pblica para assistir aos lmes es-colhidos por seus professores .

    caro, mas lotaO cinema UCI Ribeiro do Iguatemi possui

    os preos mais altos de Fortaleza, chegando a custar 14 reais nas sextas e ns de sema-na. O gerente do Multiplex, Jeferson Stoever, quando questionado sobre o valor do ingresso a rmou que existe uma maior diversidade de lmes em cartaz, exibindo at 18 lmes dife-rentes. Ele destaca tambm a maior qualidade das salas - som, tela, poltronas - e diz que isso vem fazendo com que outros cinemas tenham que correr atrs para disputar.

    Segundo Jeferson, os ns de semana che-gam a contar com at cinco mil espectadores e o nico problema so as las, que ele a rma serem inevitveis quando se tem um pblico to grande. Jeferson sugere que seja usado o ser-vio de compras antecipadas ou pela internet.

    Luana Gurgel

    Quarta-feira dia de preos mais baixos. As salas apostam nas promoes e algumas reduzem os preos ou liberam meia-entrada para todos. A exceo o cinema do Shop-ping Ben ca, em que o dia mais barato a segunda-feira.

    No Multiplex do Iguatemi o preo baixa de 14 reais, no nal de semana, para nove, na quarta-feira. J no Del Paseo, os bilhetes caem de 12 reais, sexta, sbado e domingo,

    Quarta dia de telonapara 5, na quarta. Isso o preo das entradas inteiras (ver servio abaixo).

    As salas lotam e as las so demoradas. A dica chegar mais cedo ou, em alguns cinemas, comprar pela internet ou antecipadamente.

    Quem cabe no Espao Unibanco

    E na Unifor...Para aqueles que gostam de discutir e debater lmes, tem o grupo de pesquisa sobre Humor na Comunicao do professor Mrcio Acselrad, que nas teras-feiras apresenta um lme s 13h30min, no Centro de Convivncia, e em seguida abre para debate.

    E na Unifor...Para aqueles que gostam de discutir e debater lmes, tem o grupo de pesquisa sobre Humor na Comunicao do professor Mrcio Acselrad, que nas teras-feiras apresenta um lme s 13h30min, no Centro de Convivncia, e em seguida abre para debate.

    Quanto custa

    Preos sujeitos a alteraes

    Eleazar Barbosa

    Ary Bezerra Leite, autor do livro For-taleza, a era do cinema declara: Nun-ca me procuraram para publicar algo do cinema antigo de Fortaleza, no h ne-nhum interesse. Outra coisa: algumas fontes primrias se perderam, uma vergonha, no me conformo.

    Ary possui acervo histrico que remonta do bero e primeiros passos da cinematogra a alen-carina, desde a chegada dos primeiros Kinestos-copes at os efeitos do cinema na dcada de 50. Ary entrevistou e obteve arquivos de 50 pessoas e vasculhou cer-ca de 16 mil edies de jornais antigos de Fortaleza. A nova empreitada de Ary a pu-blicao do livro A Tela Prateada (Cidade

    Fortaleza, a era do cinemaFortaleza-1897-1959-do cinematgrafo aos anos 50). T faltando s alguma editora tomar as rdeas, h uma cobrana para continuar.

    Ele afirma que o Cine Rex marcou sua his-tria. Aos 10 anos, levado pelo pai, percorriam seis quarteires andando de casa, na rua padre Moro-r, at o cinema, na Ge-neral Sampaio. Quando assisti ao lme A noite do passado, que narra-va no final o desfecho da 1 Guerra Mundial, no momento que terminou o lme havia muita gente festejando a vitria dos aliados nas ruas de For-

    taleza, pois estvamos em 1945, nal da 2 Guerra. Porm, a informao transmitida pelo rdio era falsa, a guerra s acabaria uma semana depois.