Musicas cifradas mpb 4

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  • 1. Federao dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Cear FETRAECECURSO ESTADUAL DE FORMAO SINDICALCADERNO DE MSICASCANTANDO A VIDAJUNHO/2010

2. Federao dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Cear FETRAECECURSO ESTADUAL DE FORMAO SINDICAL1. LUTAR CONSCIENTE (HINO DA Nosso jardim vamos fecundar ver ideiasENFOC) brotar, crescer, florescer Terra, semente, gua e calor, frutos vamos(Gilvan Dias Mateus VANDO de colherCanind/CE)Neste encontro de idias, dvidas trajetriasLutemos meu povo por um mundo novo que O crer fortalece emoes, aquece e nosest em nstorna capazesLutar consciente formando corrente Experincias e sonhos, tudo isso faz parteerguendo sua voz da realidade dessa nossa histria.No tempo dos quilombos, chicote no lombo,Lutemos meu povo por um mundo novo quesistema escravagista est em nsPerodo imperialista o Brasil comandado porLutar consciente formando correntesenhores feudais erguendo sua vozNossos irmos africanos nas mos de tiranosviram ouro e prata Assessores e lideranas seguem naMercadoria barata, so negociados como esperana de uma soluoanimais. Um grandioso passo a formao O conhecimento vem para transformarTemos potencial e a ENFOC afinal tem essaO movimento sindical achou genial e logovisoabraouNos ensina ir alm de plantar milho e feijo O novo desafio que a CONTAG lanouCom suas novas prticas, aes Estar se capacitando para se capacitar.transformadorasEla possibilita e no que acredita ela2. BAIO DO POVO JOVEMfortaleceDe conhecimentos a classe enriqueceOs punhos no ar sonho novoAlimentando idias libertadoras. ns somos a semente do povo queremos ser livres, amar.Lutemos meu povo por um mundo novo que Trazemos no peito a esperana,est em nsA histria na mo confianaLutar consciente formando corrente Que um dia ns vamos ganhar.erguendo sua voz Vamos l, vamos l...Lutas e protestos retratam por certo a A histria ningum deter.insatisfao rio que corre pro mar.Por sofrermos toda sorte de humilhao Ningum vai nos calar, nos calar!Nos enche de revolta nos torna rebeladosProssegue nossa luta no na fora brutaAonde tem gente se unindo,como antigamente Depressa ns vamos sorrindo,Queremos ser livres tambm somos gente Ns cremos no novo amanh.com conhecimentos e politizados. J chega de morte, injustia,2 3. Federao dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Cear FETRAECECURSO ESTADUAL DE FORMAO SINDICALAbaixo o egosmo a preguia, Mulher do povo ambulante,Da vida ns somos os fs.tocado a ferro, tangido do cho. Pode inda ser diferente,Queremos dizer aos senhoresse o olho da gente,Polticos, nobres, doutoresAberto enxergar o mal que mata a pobreza,Com suas multinacionais: se unindo a certezaNo somos produtos na praa, a gente a lutar.tampouco ns achamos graa,O fel t amargo demais.Companheira nordestina constri nova sina, vamos caminhar.Um ano pro jovem bem pouco,Ganhando a terra e a rua,Pra gente vencer o sufoco, a fora que tua, ningum vai quebrar.A vida completa se d. Traz os teus filhos na praa,Escola, trabalho, alegria, na lei ou na raa, a vitria j vem.Bandeira de todos os diasUne a tua fora a do homem,Na marcha ns vamos levar. pra vencer a fome, e cantar o bem.Levante esta voz companheiro,Operria da cidade, a brutalidadee abra o olho ligeiro, e a lei do patro vo ter que ser destrudas,no fuja da luta jamais. tua classe unida sacode a nao.Em cada caminho e na rua A causa e a luta comum e o povo s um,Assume esta causa que tua, precisa se unir.Semeie a semente da paz. A fora nova da vida, mesmo perseguida, De p vai sorrir.3. BAIO DA NOVA MULHER4. A JUVENTUDE UNIDA(Z Vicente)(Z Vicente)Viva, viva, a mulher desta nao A juventude unidaQue vai gerando no ventreClamando noite e diaA nova semente da libertao!Com grito de esperanaE vem trazendo no sangue E de paz de pazA semente nova da revoluo! Estamos pelas praasSertaneja, manh cedo, e somos milhesvai ela sem medo, j vai trabalhar.nos campos e favelas som os multidesTrabalho duro, suado, sempre conquistado a perdidos procuramos um caminhoduro penar.ningum vai ser felizSai de casa, come nada,se andar sozinho.e sem deixar nada pros filhos comer.Volta trazendo um pouquinho, Laia, laia, laia, laia, lo ganho mesquinho no d pra viver.Laia, laia, laia, laia.Mulher do povo humilhado,A fome entre os doentescomprado, enganado, em toda nao. e a fome no cho 3 4. Federao dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Cear FETRAECECURSO ESTADUAL DE FORMAO SINDICALfizeram do prazer a maldio A gente vai abrindo a porta.Nas mos dos opressores ns sofremos Quem vai rir depois, ri melhor!Ser livres ns queremosE seremos! Esse amor to bonito vai, Vai gerar nova vida, vaiA flor da liberdadeCicatriza feridas, fecunda rapaz.Em nosso olhar Enquanto governa a maldade,Paixo, ternura e sonho em nosso arA gente canta a liberdade.De olho no futuro ns estamosO amor no se rende jamais! a vida que amamose buscamos!6. AMIGOS PARA SEMPRE (Verso: Snia Mara) esta a nossa horaE o tempo pra nsEu no tenho nada pra dizer,Que chegue em todo canto a nossa voz Voc parece no momento at saberMiremos bem o espelho na memria O quanto eu estou sofrendo.Faremos jovem lindaVem, veja atravs dos olhos meusA nossa historia!A emoo que eu sinto em estar aqui Sentir seu corao me amando.5. SE PRA IR PRA LUTA(Z Vicente) Amigos para sempre o que ns iremos ser,Se ir pra luta - eu vou, Na primaveraSe pra t presente - eu t Ou em qualquer das estaes,Pois na vida da genteNas horas tristes,o que vale o amor./Nos momentos de prazer. que a gente junto vai, Amigos para sempre!Reacender estrelas vai,Replantar nosso sonho em cada corao. Voc pode estar longe, muito longe, simEnquanto no chegar o dia, Mas por te amar sinto voc perto de mim.enquanto persistir a agonia, E o meu corao contente.a gente ensina o baio!No nos perderemos, no te esquecerei.Lau...Voc minha vida, tudo o que eu sonhei E quis pra mim um dia. que agente junto vai,Reabrindo caminhos, vai7. CANO DA AMRICAAlargando a avenida pra festa geral. Fernando Brant e Milton NascimentoEnquanto no chegar a vitria,A gente refaz a vitriaAmigo coisa para se guardarPra o que h de ser afinal!Debaixo de sete chaves Dentro do corao que gente junto, vai,Assim falava a cano que na Amrica ouviVai pra rua de novo, vai Mas quem cantava chorouLevantar a bandeia do sonho maior. Ao ver o seu amigo partirEnquanto eles mandam, no importa. 4 5. Federao dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Cear FETRAECE CURSO ESTADUAL DE FORMAO SINDICALMas quem ficou, no pensamento voou Foi pro cativeiro e de l cantou.Com seu canto que o outro lembrouE quem voou, no pensamento ficou Negro entoouCom a lembrana que o outro cantou Um canto de revolta pelos ares Nos quilombos dos palmaresAmigo coisa para se guardarOnde se refugiou,No lado esquerdo do peitoFora a luta dos inconfidentes,Mesmo que o tempo e a distncia digam "no"Pelas quebras das correntes, nada adiantou.Mesmo esquecendo a canoO que importa ouvirE de guerra em paz de paz em guerra,A voz que vem do corao Todo povo desta terra Quando pode cantar, cantar de dor ,.Pois seja o que vier, venha o que vier , , , , , ...Qualquer dia, amigo, eu voltoA te encontrar E ecoa noite e dia, ensurdecedor,Qualquer dia, amigo, a gente vai seAi mas que agonia,encontrar. O canto do trabalhador. E esse canto que devia Ser um canto de alegria,8. CABECINHA NO OMBROSoa apenas como um soluar de dor.(Paulo Borges) , , , .Encosta tua cabecinhano meu ombro e chora.10. CANTO DO POVO DE UM LUGARE conta logo tuas magoas toda para mim. Caetano VelosoQuem chora no meu ombroTodo dia o sol levantaEu juro que no vai embora,E a gente cantaQue vai embora,O sol de toda noite.Que no vai embora. Fim da tarde a terra coraAmor eu quero o seu carinho, E a gente choraPorque eu vivo to sozinho Porque finda a tardeNo sei se a saudade ficaQuando a noite, a lua mansaOu se ela vai embora,e a gente danaPorque gosta de mim. venerando a noite.9. CANTO DAS TRS RAAS(Paulo Csar Pinheiro/M. Duarte) 11. CASINHA BRANCA(Elpdio dos Santos)Ningum ouviu, um soluar de dorNo canto do Brasil.Fiz uma casinha brancaUm lamento triste ecoou, L no p da serraDesde que o ndio guerreiro, Pra ns dois morar. 5 6. Federao dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Cear FETRAECE CURSO ESTADUAL DE FORMAO SINDICALFica perto da barranca Eu s peo a Deus,Do rio Paran. Que o futuro no me seja indiferenteO lugar uma beleza,Sem ter que fugir desenganadoEu tenho certeza,Para viver uma cultura diferente.Voc vai gostar.Fiz uma capela bem do lado Solo l piodo a Dios,Uma janela para dois morar.Que la guerra no me seja indiferente E um monstro grande e pisa fuerteQuando for dia de festaToda la pobre inocncia de la gente.Voc veste o seu vestido de algodo.Quebro o meu chapu na testa 13. FOI DEUS QUE FEZ VOCPara rematar as coisas do leilo.Luiz RamalhoSatisfeito eu vou levarVoc de braos dadoFoi Deus que fez o cuAtrs da procisso.o rancho das estrelas fez tambm o seresteiroVou com meu terno listrado para conversar com elaUma flor do lado fez a luz que prateiaE meu chapu na mo:/a minha estrada de sorrisos e a serpente que expulsou mais de um milho do paraso...12. EU S PEO A DEUSFoi DeusLeon Foi Deus que fez vocEu s peo a Deus, Foi Deus quem fez o amorQue a dor no me seja indiferenteFez nascer a eternidadeQue a morte no me encontre um dia no momento do carinhoSolitrio sem ter feito o que eu queria. fez at o anonimato dos afetos escondidosEu s peo a Deus, e a saudade dos amoresQue a injustia no me seja indiferenteque j foram destrudos...Pois no posso dar a outra faceFoi Deus.Se j fui machucado brutalmente. Foi Deus quem fez o ventoEu s peo a Deus, Que sopra em seus capelosQue a guerra no me seja indiferente Foi Deus quem fez o orvalho um monstro grande e pisa forte Que molha o teu olhar, teu olharToda pobre e inocncia dessa gente.Foi Deus que fez a noite E um violo pra genteEu s peo a Deus, Foi Deus que fez a genteQue o futuro no me seja indiferente Somente para amar,Se um s traidor tem mais poder que um