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    Nº 325 - 01 A 15 DE DEZEMBRO DE 2018 EXEMPLAR R$ 1,50

    GAZETA de notícias

    Juazeiro mostra a nova Praça Padre Cícero com presépio e

    iluminação natalina

    Para as milhares de fa- mílias e visitantes que pas- sam pela Praça Padre Cícero, principalmente neste período natalino, onde se vê uma pre- parada decoração de natal e presépio com características regionais pela Prefeitura Mu- nicipal. O local tornou-se car- tão postal com destaque para o balão iluminado instalado no centro da praça.

    A decoração também conta com iluminação nas árvores, trenó natalino, estrelas ilumi- nadas e outros detalhes que enchem os olhos do públicos das diversas idades.

    O Prefeito Arnon Bezerra, destaca o esplendor da bele- za natalina e sua importância para celebrar o nascimento de Menino Jesus, e o momento da confraternização universal das famílias e entre os amigos nesse fim de ano. Para ele, é de grande relevância que Ju- azeiro do Norte receba um tratamento especial para essas festividades.

    Bom Natal Feliz Natal

    Gonzaga, se vivo fosse, completaria 106 anos

    Prefeitura de Juazeiro movimenta campanha do padrinho

    Morre em Cedro o empresário Jairo Diniz

    Landim lança a 2ª edição do livro: “O voo do Zabelê”

    Nas Páginas 4 e 5

    as mais belas mensagens de

    Natal

    Uma história de Conquistas e Sucesso

    Grupo CASARÃO

    AUTO POSTO

    CASARÃO

    Boas Festas

    JUAZEIRO DO NORTE - CRATO - BARBALHA

    CASARÃO GRUPO

    Sem nenhuma Causa Trabalhista,

    Sem nenhum Acidente de Trabalho,

    Sem nenhum Título Protestado,

    Sem nenhum processo de Sonegação Fiscal,

    Sem nenhum Atraso em sua Folha de Pagamento,

    Em dias com a Previdência Social,

    Sem nenhuma inimizade,

    Apenas cumprindo as obrigações.

  • GAZETA DE NOTÍCIAS PROPUGNANDO PELO DESENVOLVIMENTO DO VALE DO CARIRI

    PUBLICADO DESDE 1997 - PERIÓDICO INDEPENDENTE - SEGMENTO DA FUNDAÇÃO FREI CARLOS MARIA DE FERRARA - ONG - SEM FINS LUCRATIVOS

    Redação: Rua Santa Luzia, 563- centro - 63.010-315 Juazeiro do Nortes - Ceará Editor: Luiz José dos Santos - jornalista reg. prof. 289/1980 MTE/DR-CE Diretora de negócios: Aline Maria da Silva Estagiária: Heloísa Helena Silva dos Santos Distribuição: José Ailton Fagundes Articulistas: Humberto Pinho da Silva (Porto Portugal), Hildeberto Aquino (Rus- sas Ceará), Julianne Siqueira (Petrolina PE), Jocildo Bezerra (Recife PE), Tiburcio Bezerra (Várzea Alegre CE), Vivian Antunes (Brasília DF), Eugênio Medeiros (Cra- to Ceará), Dalinha Catunda (Rio de Janeiro RJ), João Baptista Herkenhoff (Vitória ES) Edésio Batista (Crato Ceará), Donizete de Souza (Lavras da Mangabeira Ceará), Geraldo Meneses Barbosa (Juazeiro do Norte CE), Júlio César Cardoso (Balneário de Camboriú SC), Luiz Carlos Amorim (Florianópolis SC), João Antônio Pagliosa (Curitiba PR), Articulistas dos Sites: Instituto Liberal, Adital e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida).

    Contatos eletrônicos: E-mail: gazeta@folha.com.br gazetadenoticias@yahoo.com.br

    www.gazetadenoticias.com Tels. Cels: CLARO (88) 99229 3336 CLARO - > O PRINCIPAL (88) 99251 6009

    02 01 A 15 DE DEZEMBRO DE 2018 GAZETA DE NOTÍCIASOPINIÕES

    EDITORIAL

    Um dia de domingo

    Evolução ou involução?

    Humberto Pinho da Silva é cronista português (Porto Portugal), editor do blog:

    solpaz, escreve para vários jornais do mundo, inclusive para esta

    Gazeta de Notícias

    Tiburcio Bezerra de Morais é cronista residente em

    Várzea Alegre. Escreve para esta

    Gazeta de Notícias

    Crônica de Natal

    Hoje é domingo. Estou só. Vejo o mundo indecifrável ao meu derredor. Sinto-me um via- jor cansado e ainda longe do seu destino. Para uns, o derradeiro dia da semana. Para outros, a abertura de uma nova. Não sei, até hoje. Para mim, nem primeiro e nem último. Porque o domingo é único. É mágico. Prefiro por- tanto não inseri-lo no calendário usual.

    Todos festejamos a sua che- gada e cada um tem a própria fórmula de como bem aproveitá- -lo. Entre o sono mais prolonga- do e o lazer adredemente pla- nejado, dividem-se os viventes para vivenciarem os momentos que em tudo lembram o descan- so e o descompromisso.

    Visitas, praias, sítios, chur- rascos, festinhas, cultos religio- sos, futebol e muita preguiça, são itens obrigatórios no preen- chimento do simbólico dia. Não dava para não ter domingo. Sem ele a vida tornar-se-ia o exercício mais tenebroso da escravidão e até perderia o sentido. Afinal de contas, as baterias humanas es- tão sempre a precisar de recarga.

    Por isto, o domingo será sem- pre predecessor de um novo dia, que esperamos, carregado de energia e de alento. A vida ca- minha em marcha ininterrupta. Andamos por trilhas sombrias e desconhecidas, sem que nos seja dado o direito de fazê-las diferentes.

    A cada lapso de sete dias, interpõe-se um domingo, como um prêmio que nos foi dado pela sabedoria humana, inspirada na máxima de que Deus fez o mun- do em seis dias e descansou no sétimo. O sétimo dia ele reser- vou para que nos sobrasse um tempo para refletir e para valo- rizar o mundo, a vida, a morte e o amor.

    Por esta razão, talvez, o Do- mingo seja um dia tão especial. Até mesmo no silêncio dos de- sertos, nos impenetráveis segre- dos das florestas ou na monóto- na grandeza dos imensos mares podemos sentir em nossa alma a presença invulgar de um dia de DOMINGO.

    Estava no clube, a lamentar ao meu amigo Manel, o facto de meus familiares, não escreverem nem te- lefonarem.

    - Passam meses – dizia eu, – anos, por vezes, que não os vejo!…

    Quando o Manel, de sorrisinho maroto, dançando nos lábios finos, me disse:

    - “Mas isso é muito bom! … Muito bom! …”

    Atónito, não atinei outra per- gunta, senão interrogar, porque era assim tão bom.

    A resposta foi pronta, eivada de festivos risinhos:

    - “É sinal que está todos bem! … Se tivessem necessidade, se precisassem da tua ajuda ou auxí- lio, eram mais pontuais! …”

    O Manel, era velho amigo; da- queles com quem se troca confidên- cias. Escrevi “era”, porque faleceu, com muito pesar meu. Perder ami- go, é perder parte do passado; de passado, que nem sempre foi feliz, mas que teve momentos de felici- dade plena.

    É lamentável, que laços fami- liares e de companheirismo, se vão deslaçando, nos tempos atuais.

    Espalham-se os familiares. Mu- dam de cidade, de país. Vão viver para terras longínquas; e esque- cem, por vezes, os que ficam… a não ser que precisem…

    Então, telefonam. Perguntam: “Como passa?”. Os afazeres, as tarefas quotidianas, não lhes per- mite mais contacto – dizem eles, – como desejariam…; e a propósito, lembraram-se: que talvez…como tem muitas relações…conhece o meio…não podia encontrar…

    São amigos de infância; com- panheiros de escola; primos que partiram ou que não partiram, mas incapazes de pegarem na pena ou no telefone, e perguntarem: - ” Como vai a tua saúde? …”

    E agora, com a Internet é tão fá- cil e económico, enviar uma men- sagem de saudade! …Uma mensa- gem de amizade! …

    Tenho conhecidos, no Face- book, que ignoro o nome comple- to e a cidade onde vivem, e ainda menos, o que fazem, mas todas as manhãs; todos os fins-de-semana,

    enviam o PP; a noticia, que os impressionou; o artigo que os fez pensar; acompanhado de abraços e palavrinhas simpáticas.

    Ninguém é uma ilha (disse al- guém, que não recordo); e Cristo, também disse: que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai. To- dos precisam de conhecer, que há, neste mundo, quem se lembre de- les; quem seja capaz de perder um minuto na vida, para ganhar um amigo para a vida.

    Há muito terminou o salutar costume, das famílias, se visitarem ou passarem o serão, reunidas. E foi pena! …

    Também acabaram os aprazí- veis passeios, para ver vitrinas de lojas, na baixa.

    O medo de sair à noite, e as montras cerradas a cortinas de fer- ro ou aço, tiraram todo o encanto à “voltinha dos tristes” – como se dizia, na cidade do Porto, – ao passeio, pelo centro, que as famí- lias tradicionais, faziam nos fins de semana.

    Hoje, vive-se diante do apare- lho de televisão, vendo telenovelas ou noticiários, que nos lembra a barbárie, que campeia, e a saudade dos bons velhos tempos, em que se podia vier pacatamente, em grande sossego.

    Bons dias, em que as crianças brincavam na rua, sem receio de serem colhidas pelo carro, ou se- rem molestadas por predadores e assaltantes malignos.

    Todo esse sossego, toda essa tranquilidade, desapareceu, e com ela: gestos de cortesia, boas ma- neiras, e a educação, que se recebia em casa.

    Agora, as crianças, são educa- das na escola – quando são, – do mesmo jeito como a Casa da Moe- da cunha: todas iguais.

    É a educação coletiva: não a da elite, mas a da ralé.

    Dificilmente se diferencia, pelo modo de vestir e de falar, o estu- dante universitário, do aprendiz de pedreiro! …

    Tudo termina! Tudo acaba! … Dizem, que é evolução; para

    mim é: involução; o nivelamento pela ralé.

    Quando chega o Natal todos se esmeram em dar presentes para os parentes, amigos e colegas de serviço. Os mais abastados preparam a ceia com os produtos