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NATALIA MORAES DA · PDF file2 natalia moraes da silva fatores de risco para trombose venosa profunda relacionado ao uso do anticoncepcional – uma revisÃo integrativa sobre o

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    NATALIA MORAES DA SILVA

    Curso: Enfermagem

    FATORES DE RISCO PARA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA RELACIONADO

    AO USO DO ANTICONCEPCIONAL UMA REVISO INTEGRATIVA SOBRE O

    ASSUNTO

    Assis

    2018

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    NATALIA MORAES DA SILVA

    FATORES DE RISCO PARA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA RELACIONADO

    AO USO DO ANTICONCEPCIONAL UMA REVISO INTEGRATIVA SOBRE O

    ASSUNTO

    Projeto de Pesquisa apresentado ao Instituto

    Municipal de Ensino Superior de Assis IMESA e

    a Fundao Educacional do Municpio de Assis

    FEMA, como requisito parcial para Concluso de

    Curso.

    Orientanda: Natalia Moraes da Silva

    Orientadora: Ma. Fernanda Cenci Queiroz Linha de Pesquisa: Cincias da Sade

    Assis

    2018

  • 3

    SUMRIO

    1. INTRODUO............................................................................................... 04

    1.1. A HISTORICIDADE DO USO DO ANTICONCEPCIONAL E O AO

    DESENVOLVIMENTO DA TVP.........................................................................

    06

    1.2. A ANLISE SINTOMTICA E O AGRAVAMENTO DA TVP..................

    2. REVISO DA LITERATURA E FUNDAMENTAO TERICA....................

    08

    10

    3. CLASSIFICAO DOS ANTICONCEPCIONAIS ORAIS

    COMBINADOS................................................................................................

    4. OBJETIVO...................................................................................................

    4.1 OBJETIVO GERAL...................................................................................

    4.2 OBJETIVOS ESPECFICOS........................................................................

    5. METODOLOGIA...........................................................................................

    6. RESULTADO...............................................................................................

    12

    14

    14

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    15

    16

    7. CONSIDERAES FINAIS.........................................................................

    8. REFERNCIAS............................................................................................

    22

    24

  • 4

    1. INTRODUO

    Este estudo trata dos fatores de risco relacionados trombose e ao uso do

    anticoncepcional. Vale lembrar que em 2009 o World Health Organization comprova

    que os vasos sanguneos so os principais receptores dos efeitos hormonais como o

    estrognio e progesterona, distribudos em diversas formas como a oral, vaginal,

    intramuscular e implantes subdrmicos.

    Segundo o World Health Organization (2009), o uso hormonal tem como finalidade

    bloquear a ovulao ao inibir a secreo dos hormnios folculos estimulante e

    luteinizante que espessam o muco cervical dificultando a passagem dos

    espermatozoides torna o endomtrio no receptivo a implantao e alteram a

    secreo e peristalse das trompas de falpio.

    Entende-se que a hipercoagulabilidade e a estase sangunea elevam as possveis

    chances de uma trombose venosa e arterial, embora haja outros fatores de risco

    essa uma das mais provveis causas de um tromboembolismo (ROBBINS,1992).

    So relatados diversos fatores que podem causar alteraes do sistema hemosttico

    levando ao risco de trombose, como fatores adquiridos, por exemplo: idade acima de

    40 anos, presena de varizes nas pernas, obesidade, tabagismo, gravidez, ps-

    parto, cncer, doenas crnicas (insuficincia cardaca, bronquite, enfisema

    pulmonar), acidente vascular cerebral, fraturas sseas, cirurgias de grande porte,

    doenas agudas e o uso contnuo de anticoncepcionais orais e terapia de reposio

    hormonal ou fatores predisponentes hereditrios, como disfunes dos fatores da

    coagulao e plaquetrias. (KALIL et al., 2008; BRITO et al., 2010; MARTRNEZ,

    2009; SIMO, 2008; PASCHA et al., 2005; BRASILEIRO et al., 2006).

  • 5

    As questes problema aqui apontadas correspondem anlise das seguintes

    propostas. Pode a trombose venosa profunda evoluir para um diagnstico mais

    grave? possvel diagnosticar os sintomas ou se trata de uma doena

    assintomtica?

    Como hiptese de trabalho entende-se que o desencadeamento da TVP causa uma

    sobrecarga nas veias no atingidas pelo trombo, deixando, insuficientes de suas

    funes, como consequncia originando uma sndrome ps-trombtica seguida de

    sintomas como inchao, feridas e infeces crnicas no membro afetado.

    Apesar de ser uma doena assintomtica e de difcil diagnstico, o mdico

    geralmente encaminha a paciente para exames especficos seguidos de seus

    fatores de risco.

  • 6

    1.1. A HISTORICIDADE DO USO DO ANTICONCEPCIONAL AO

    DESENVOLVIMENTO DA TVP

    Assegurado pela Constituio Federal e tambm pela Lei n 9.263, de 1996, o

    planejamento familiar um conjunto de aes que auxiliam as pessoas que

    pretendem ter filhos e tambm quem prefere adiar o crescimento da famlia.

    A partir de 1950, com o objetivo de impedir a gravidez em mulheres sadias, e

    principalmente em funo de motivos eugnicos, o bilogo Gregory Pincus (1903-

    1967) e o ginecologista John Rock (1890-1984), ambos da universidade de Harvard,

    nos EUA, iniciaram um novo projeto para o desenvolvimento da anticoncepo

    hormonal. Essa tentativa foi promovida pela enfermeira e feminista norte-americana,

    Margareth Sanger (1879-1966), sendo patrocinada por Katherine McCormick (1875-

    1967), biloga e multimilionria. Em 1955, Pincus e Rock constataram que uma dose

    de pelo menos 300 mg por dia de progesterona administrada por via oral era capaz

    de impedir a ovulao (ARIE,2009).

    A feminista Margaret Sanger e a milionria Katherine McCormick, uniram-se com o

    cientista Gregory Pincus para desenvolver estudos que produzissem uma plula

    contra a gravidez que ainda fosse prtica e de baixo custo. Em agosto de 1960, foi

    lanado o primeiro anticoncepcional na Alemanha. Na bula, era indicado para

    amenizar os sintomas desagradveis da menstruao. A plula significou uma

    revoluo comportamental e mudou o conceito de sexualidade. A indstria

    farmacutica enriquecia buscava cada vez mais novos mtodos contraceptivos,

    criando plulas com dosagens menores de hormnios para no causar reaes

    colaterais. Os casais poderiam ter relaes sexuais por prazer sem se preocupar

    com ter filhos. (ALTMAN, 2013).

  • 7

    Em 1956, a Searle Company iniciou os trabalhos experimentais com a plula. Os

    resultados foram divulgados em janeiro do ano seguinte. De modo interessante,

    durante as experincias, uma amostra do progestgeno noretinedrol foi contaminada

    por mestranol, um estrognio, e sendo a purificao do noretinedrol cara e

    dispendiosa, utilizou-se a amostra contaminada, que se mostrou mais eficaz no

    controle do ciclo do que o material puro. Foi assim como foi estabelecido o princpio

    da plula combinada (IDEM, 1992, p. 77).

    Em 1957 a droga foi aprovada pela Food and Drug Administration dos EUA para o

    tratamento de desordens menstruais. A aprovao e o lanamento do Enovid, j

    com fins anticonceptivos, ocorreu em 1960, apesar das duras crticas feitas aos

    mtodos utilizados na pesquisa. Em meio a outras polmicas quanto aos seus riscos

    e efeitos colaterais, seu uso se disseminou amplamente, ainda nessa mesma

    dcada. A plula chegou ao Brasil em 1962. O primeiro anncio sobre o

    medicamento foi num breve comunicado sobre Progressos da Medicina, publicado

    na Folha Ilustrada que, inclua no mesmo patamar vlvulas plsticas para o corao

    e plulas hormonais para anticoncepo, consideradas uma verdadeira vitria no

    campo da farmacologia; o comunicado trazia, ainda, um breve histrico do novo

    medicamento (Progressos de Medicina, 1962).

  • 8

    1.2. A ANLISE SINTOMTICA E O AGRAVAMENTO DA TVP

    Segundo MAFFEI (2002) a trombose venosa profunda uma entidade clinica grave,

    caracterizada pela formao de trombos dentro de veias profundas, mais comum em

    membros inferiores (80 a 95% dos casos).

    Todos os anticoncepcionais orais e tambm outros mtodos que liberam hormnio,

    tem como um de seus efeitos colaterais uma chance maior de desenvolver a TVP,

    isso porque esses medicamentos trazem em sua formulao hormnios, como o

    estrgeno e a progesterona, que podem afetar a coagulao sangunea (VIKTOR,

    2008).

    Segundo Robbins & Cotran (1992) trombose a parte patolgica da hemostasia

    normal, que envolve a formao de um cogulo sanguneo (trombo) dentro de vasos

    intactos, sendo que hemostasia normal um processo bastante regulado que

    mantm o sangue em estado lquido nos vasos normais e que tambm pode

    acarretar a formao de um tampo hemosttico onde pode incidir uma leso

    vascular. Esto diretamente ligadas a xtase ou turbulncia sangunea, as leses no

    endotlio e os estados de hipercoagulabilidade e estes so denominados como

    Trade de Virchow.

    A maior parte das TVP tem incio insidioso, com poucas manifestaes clnicas ou

    apresenta-se em carter assintomtico. So sintomas e sinais clnicos clssicos da

    TVP: dor a palpao muscular, dor espontnea, empastamento da panturrilha,

    edema subcutneo e muscular, distenso venosa superficial e aumento da

    temperatura do membro afetado. As alteraes da colorao da pele so mais

    comuns nas TVP proximais severas, com colorao ciantica pela obstruo do

    segmento ou palidez pela presena do vaso espasmo. (PENHA, 2009).

    Pouco conhecida pela

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