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Natureza: Unidades Jurisdicionadas: Interessado ... · PDF fileTRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO TC 025.919/2017-2 3 13. Quanto ao mais, não foram identificadas limitações significativas

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  • TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIO TC 025.919/2017-2

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    GRUPO I CLASSE V Plenrio TC 025.919/2017-2. Natureza: Auditoria Operacional. Unidades Jurisdicionadas: Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel), Cmara de Comercializao de Energia Eltrica (CCEE), Empresa de Pesquisa Energtica (EPE) e Operador Nacional do Sistema (ONS). Interessado: Tribunal de Contas da Unio. Responsveis: Luiz Augusto Nbrega Barroso (CPF 068.345.967-80), Luiz Eduardo Barata Ferreira (CPF 246.431.577-04), Romeu Donizete Rufino (CPF 143.921.601-06) e Rui Guilherme Altieri Silva (CPF 091.740.012-72). Advogados constitudos nos autos: Bruno Abreu Santos (OAB/RJ 138.772), Carla Machado Ferreira Botrel (OAB/RJ 121.862), Elusa Moreira Barroso (OAB/DF 49.087), Pablo Espndola da Silva Borges (OAB/RJ 138.097), Rafaela Vieira Sartore (OAB/RJ 125,751), Renan Torres Lucas dos Santos (OAB/RJ 173.029), Sany Silveira Bueno de Medeiros (OAB/RJ 138.235) e Vitor Sarmento de Mello (OAB/RJ 102.720), representando o Operador Nacional do Sistema (procurao e substabelecimentos s peas 13 a 15). SUMRIO: AUDITORIA OPERACIONAL REALIZADA COM O OBJETIVO DE VERIFICAR, POR MEIO DA AVALIAO DO SISTEMA DE BANDEIRAS TARIFRIAS NA CONTA DE ENERGIA ELTRICA, A EFETIVIDADE DESSA MEDIDA COMO SINAL DE PREOS AO CONSUMIDOR E MECANISMO INDUTOR DE EFICINCIA NOS REAJUSTES TARIFRIOS DE ENERGIA ELTRICA, BEM COMO A SUA CONDUO POR PARTE DO PODER PBLICO. FALHAS DIVERSAS. DESTAQUE PARA A CONSTATAO DE QUE O REFERIDO SISTEMA TEM ASSUMIDO UM PAPEL CADA VEZ MAIS IMPORTANTE DE ANTECIPAR RECEITAS PARA EVITAR UM ACMULO DE CUSTOS PARA AS DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA, DEIXANDO O PAPEL DE SINALIZADOR PARA REDUO DE CONSUMO EM SEGUNDO PLANO. DETERMINAES E RECOMENDAES.

    RELATRIO

    Fundamentado no inciso I do 3 do art. 1 da Lei 8.443, de 16/7/1992, adoto como Relatrio, com alguns ajustes de forma, a instruo elaborada no mbito da Secretaria de Fiscalizao de Infraestrutura de Energia Eltrica (SeinfraEltrica) e autuada como pea 86, a qual contou com a anuncia do corpo dirigente da referida unidade tcnica especializada (peas 87 e 88):

    1. INTRODUO 1.1. Objetivo e questes de auditoria

    https://contas.tcu.gov.br/econsulta/Web/eConsulta/ConsultaPessoa/ConsultaPessoaRfb.faces;jsessionid=33D99CCD97378E96731697A6B41AB387.CE0101https://contas.tcu.gov.br/econsulta/Web/eConsulta/ConsultaPessoa/ConsultaPessoaRfb.faces;jsessionid=33D99CCD97378E96731697A6B41AB387.CE0101https://contas.tcu.gov.br/econsulta/Web/eConsulta/ConsultaPessoa/ConsultaPessoaRfb.faces;jsessionid=33D99CCD97378E96731697A6B41AB387.CE0101

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    2. A auditoria tem o objetivo de verificar a efetividade das Bandeiras Tarifrias como sinal de preos ao consumidor e mecanismo indutor de eficincia nos reajustes tarifrios de energia eltrica, bem como a sua conduo por parte do Poder Pblico. 3. Para tanto, pode-se subdividir os objetivos da auditoria nos diferentes aspectos: transparncia da poltica e seus resultados; efetividade em induzir uma resposta da demanda frente ao aumento de custos operacionais do sistema; melhoria do processo de reajuste tarifrio; melhoria no fluxo de caixa das concessionrias e permissionrias de distribuio; e governana do processo de arrecadao de receitas e quantias repassadas s distribuidoras atravs da Conta Centralizadora dos Recursos da Bandeiras Tarifrias (CCRBT), administrada pela CCEE. 4. A partir das anlises realizadas durante o planejamento da auditoria e tendo em vista os objetivos do trabalho, formularam-se as questes de auditoria adiante indicadas: Questo 1: O Sistema de Bandeiras Tarifrias efetivo em dar um sinal de preos de curto prazo ao consumidor? Questo 2: O Sistema de Bandeiras Tarifrias se mostra como um mecanismo efetivo de induo de eficincia nos reajustes tarifrios das distribuidoras de energia eltrica? Questo 3: A metodologia utilizada para acionamento das Bandeiras Tarifrias adequada? Questo 4: A administrao da CCRBT feita de maneira eficiente e econmica? 5. A Matriz de Planejamento desta auditoria encontra-se consolidada na pea 29. 1.2. Metodologia utilizada 6. A metodologia aplicada no presente trabalho consistiu inicialmente em levantar e avaliar todo o arcabouo normativo (legal e infralegal) que define as regras relativas implantao e ao funcionamento do Sistema de Bandeiras Tarifrias, de maneira a entender, de acordo com os normativos, qual deveria ser o seu desempenho. 7. Uma vez identificadas as normas e verificada a sistemtica de operacionalizao das Bandeiras Tarifrias, foram realizadas entrevistas com os gestores responsveis pela poltica e encaminhados ofcios de requisio buscando avaliar, de maneira prtica, como se dava a execuo e o acompanhamento do referido Sistema. Ainda, buscaram-se informaes relacionadas aos impactos do Sistema no consumo e dos resultados da Conta Centralizadora dos Recursos das Bandeiras Tarifrias (CCRBT). 8. Reunidos todos os dados e informaes de carter normativo e prtico, passou-se etapa de anlise do desempenho do Sistema de Bandeiras Tarifrias frente aos objetivos definidos para a poltica: sinalizao de preo ao consumidor no curto prazo; mecanismo voltado a ampliar a eficincia dos eventos tarifrios (reajustes e revises); e ferramenta de auxlio ao fluxo de caixa das distribuidoras de energia eltrica. 9. Para tanto, buscou-se avaliar a correlao entre as Bandeiras Tarifrias e o consumo de energia eltrica, o desempenho da CCRBT desde a criao dessa poltica pblica, os impactos nos eventos tarifrios decorrentes da implantao desse sistema, a adequao da metodologia de acionamento das Bandeiras Tarifrias e a conformao da administrao da CCRBT. 10. Os seguintes mtodos e tcnicas de auditoria foram utilizados no decorrer da presente fiscalizao: anlise documental, processual e de normativos; entrevista com servidores dos rgos e entidades fiscalizadas; consulta a artigos acadmicos; reunio com especialistas; e elaborao de modelo estatstico. 11. Por fim, cabe destacar que os trabalhos foram realizados em conformidade com as Normas de Auditoria do Tribunal de Contas da Unio (Portaria-TCU 280/2010, alterada pela Portaria-TCU 168/2011) e com observncia ao Manual de Auditoria Operacional editado pelo TCU (Portaria-Segecex 144/2000, alterado pela Portaria-Segecex 4/2010). 1.3. Limitaes inerentes auditoria 12. A equipe de auditoria se deparou com a ausncia de dados histricos referentes ao Sistema em anlise, o qual passou a vigorar a partir de janeiro de 2015 e permaneceu no seu patamar neutro por oito meses durante o ano de 2016. Alm disso, mudana recente da metodologia (outubro de 2017) no propiciou tempo hbil para avaliar os resultados dessa alterao.

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    13. Quanto ao mais, no foram identificadas limitaes significativas ao longo dos trabalhos. 1.4. Volume de recursos fiscalizados 14. O volume arrecadado pelos adicionais de Bandeiras Tarifrias, desde o incio da implantao do sistema em 2015 at julho de 2017, soma cerca de R$ 20,5 bilhes. 15. Afora o significativo montante envolvido na poltica pblica em questo, cumpre-se destacar que a presente fiscalizao se mostra relevante tambm em decorrncia do aspecto social e do alcance das Bandeiras Tarifrias. Idealizadas como um sinalizador do preo da gerao de energia eltrica no Pas durante determinado perodo, as Bandeiras Tarifrias so pagas por todos os consumidores nacionais conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), tendo, na sua gnese, o objetivo primordial de provocar consumo consciente de energia nos perodos em que a gerao est mais cara. 1.5. Benefcios estimados da fiscalizao 16. Entre os benefcios estimados desta fiscalizao pode-se mencionar a efetivao de uma orientao adequada da poltica de Bandeiras Tarifrias, permitindo que os respectivos processos de execuo e avaliao sejam adequadamente estabelecidos, aumentando o nvel de conhecimento da populao acerca do tema e, por conseguinte, tornando as Bandeiras Tarifrias um mecanismo mais efetivo em estimular uma reao do consumo , alm de um desempenho mais eficiente do referido sistema, conduzindo a benefcios na realizao dos eventos tarifrios (reajustes e revises). 1.6. Deliberao que originou o trabalho 17. Em cumprimento ao Despacho de 22/8/2017 do Exmo. Sr. Ministro Relator Aroldo Cedraz (TC 018.178/2017-0, pea 4), realizou-se auditoria operacional na Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel), na Cmara de Comercializao de Energia Eltrica (CCEE), na Empresa de Pesquisa Energtica (EPE), no Operador Nacional do Sistema (ONS) e outros rgos, no perodo compreendido entre 11/9/2017 e 15/12/2017. 18. A presente fiscalizao se mostra oportuna, pois o mecanismo das Bandeiras Tarifrias foi recentemente implantado (janeiro de 2015) pela Aneel e ainda se encontra em fase de ajustes. Desde sua implantao, a metodologia utilizada para acionamento das Bandeiras foi alterada trs vezes. 19. Inclusive, em outubro de 2017, a Aneel anunciou nova metodologia que entrou em vigor, de maneira extraordinria, j em novembro de 2017, concomitantemente Audincia Pblica para colher subsdios para a reviso da metodologia (AP 61/2017). Isso se deu em decorrncia do saldo registrado na Conta Centralizadora dos Recursos das Bandeiras Tarifrias (CCRBT), que apresentava, em outubro de 2017, um dficit aproximado de R$ 4,4 bilhes (pea 27, p. 1). 20. Nessa oportunidade, alm da alterao ocorrida na metodologia, foram alterados os valores relativos a cada um dos patamares existentes das Bandeiras Tarifrias, tendo sido reduzido o valor adicional da bandeira amarela (de R$ 0,020/kWh para R$ 0,010/kWh) e elevado o referente bandeira vermelha patamar 2 (de R$ 0,035/kWh para R$ 0,050/kWh) (pea 28, p. 7). 21. Dessa feita, uma fiscalizao voltada ao desempenho dessa poltica pblica mostra-se capaz de induzir o aperfeioamento do Sistema de Bandeiras Tarifrias, em perodo inicial da sua implantao,

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