NILSA CORREA FARIA MENEGUETTI - .preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo

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NILSA CORREA FARIA MENEGUETTI

ANLISE DESCRITIVA DOS PLANOS DE ENSINO DE LITERATURA

DAS ESCOLAS DE ENSINO MDIO DE UMUARAMA-PR

MARLIA 2009

NILSA CORREA FARIA MENEGUETTI

ANLISE DESCRITIVA DOS PLANOS DE ENSINO DE LITERATURA

DAS ESCOLAS DE ENSINO MDIO DE UMUARAMA-PR

Dissertao apresentada ao Programa de Ps-graduao em Educao da Faculdade de Filosofia e Cincias, da UNESP - Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho, Campus de Marlia, para obteno do ttulo de Mestre em Educao. rea de Concentrao: Polticas Pblicas e Administrao da Educao Brasileira, na Linha de Pesquisa: Filosofia e Histria da Educao, como exigncia para a obteno do ttulo de Mestre. Orientador: Dr. Alonso Bezerra de Carvalho.

MARLIA

2009

Ficha Catalogrfica Servio Tcnico de Biblioteca e Documentao UNESP Campus de Marlia

Meneguetti, Nilsa Correa Faria

M541a Anlise descritiva dos planos de ensino de literatura das escolas de ensino mdio de Umuarama-PR / Nilsa Correa Faria

Meneguetti. -- Marlia, 2009. 130 f.; 30 cm.

Dissertao (Mestrado em Educao) Faculdade de Filosofia e

Cincias, Universidade Estadual Paulista, 2009. Bibliografia: f. 113-119

Orientador: Dr. Alonso Bezerra de Carvalho

1. Ensino de literatura. 2. Ensino mdio. 3. Esttica. 4. tica. 5. Poltica. 6. Lei de Diretrizes e Bases (LDB). 7. Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Mdio

(DCNEM). I. Autor. II. Ttulo. CDD 373

NILSA CORREA FARIA MENEGUETTI

ANLISE DESCRITIVA DOS PLANOS DE ENSINO DE LITERATURA

DAS ESCOLAS DE ENSINO MDIO DE UMUARAMA-PR

Aprovada como parte das exigncias para obteno do Ttulo de MESTRE em EDUCAO

pela Comisso Examinadora: ________________________________________ Prof. Dr. Alonso Bezerra de Carvalho (orientador) ________________________________________________ Prof. Dr. Dagoberto Buim Arena FCL Unesp/Marlia ________________________________________ Prof. Dr. Joo Lus Cardoso Tpias Ceccantini FCL Unesp/Marlia Marlia, 29 de abril de 2009.

Razo de ser Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ningum tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas l no cu lembram letras no papel, quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que v. Eu escrevo apenas. Tem que ter por qu? Paulo Leminski (1999, p.133)

Ao meu marido Francisco, porto seguro, que me possibilitou ancorar esse sonho.

Aos meus filhos Andr Francisco, Lucas Jos e Maria Elisa aos quais penso muito ter ensinado enquanto me viram aprendendo. A todos educadores engajados no ensino que, mesmo de maneira silenciosa, colaboram com a construo educacional desse pas.

Agradecimentos A Deus, fonte de plena sabedoria, que, no decorrer do mestrado, me sustentou com esta palavra: Tudo posso naquele que me fortalece (Filipenses 4,11-13). Ao meu marido e meus filhos, pelo incentivo e compreenso recebida dos quais muito me ausentei para realizao deste trabalho. s pessoas que compem a minha famlia, instituio de maior expresso social em que possa conviver um ser humano. Em especial, agradeo aos profissionais da educao que interagiram comigo no perodo de construo desta dissertao: Ao Dr. Alonso Bezerra de Carvalho, pela confiana, liberdade e respeito colocados numa orientao segura e de conhecimento filosfico que me permitiu acreditar numa transformao social, dada pela tica atravs da esttica. Ao amigo e educador Dr. Luiz Roberto Prandi, empreendedor e coordenador dessa parceria educacional entre as instituies UNIPAR e UNESP, pelo incentivo dado para essa caminhada. Ao mestre Augusto Gaioski, que pela sua experincia de 38 anos de Magistrio e 27 anos como Coordenador do Curso de Letras na UNIPAR-PR, sede Umuarama, proporcionou considerveis contribuies pela correo gramatical desta dissertao estendendo assim, a sua amizade e ateno como sempre fez aos seus ex-discentes. Aos educadores Dr. Dagoberto Buim Arena e Dr. Joo Lus Cardoso Tpias Ceccantini que compuseram a Banca do Exame de Qualificao e, agora, de Defesa, com apontamentos precisos para esta dissertao que foram imprescindveis para o meu crescimento cognitivo e profissional. s instituies UNIPAR-PR e UNESP-SP, por entenderem a educao como cincia dinmica e globalizada e proporcionarem pelo MINTER, entre as instituies, o progresso educacional pela educao continuada e a realizao do mestrado. Ao Corpo Docente da Faculdade de Filosofia e Cincias UNESP -, Campus Marlia-SP, que, pela inovao educacional, ministraram os crditos das disciplinas em Umuarama-Pr. Ao Ncleo Regional de Educao, pelas informaes esclarecedoras para a construo deste trabalho, em especial Marcela Baggio Violada, responsvel pela disciplina de Lngua Portuguesa nesse rgo estadual. s escolas da rede pblica e privada de Umuarama, pela ateno recebida nas visitas realizadas em busca dos Planos de Ensino dessas instituies. Aos colegas de Turma MINTER em Educao 2007-2009, pelo compartilhamento de idias em sala de aula e pela amizade firmada em mais essa fase educacional de nossas vidas.

RESUMO Cientes do reconhecimento do pensamento esttico como algo relevante para a formao humana e do papel da escola na educao cultural, visualizamos no ensino da literatura o instrumento propcio para esse fim. Este estudo se encontra norteado pela Lei de Diretrizes e Bases para educao LDB, n. 9394/96, e pelas Diretrizes Curriculares do Ensino Mdio DCNEM - para uma anlise descritiva dos Planos de Ensino da disciplina de Lngua Portuguesa dos quais se distendem o Ensino de Literatura. O nosso objetivo desvelar como so interpretadas pelos educadores as idias especificadas nos princpios, esttico, poltico e tico do Art. 3 das DCNEM em valores pedaggicos no processo de elaborao dos Planos de Ensino para ensino de literatura nas escolas de Ensino Mdio de Umuarama - Pr. Este trabalho toma, como parte central da anlise, os contedos propostos nos documentos das 13 (treze) escolas da rede pblica e das 4 (quatro) escolas da rede privada de ensino mdio do municpio a partir do embasamento terico contido nas revises bibliogrficas utilizadas. Os resultados apurados nesta anlise descritiva revelam que, mesmo perante o amparo de uma Lei Federal (LDB) e de uma Lei Estadual (baseada nas DCNEM), o ensino da Literatura, quando subordinado na prtica a uma Lei Escolar (Plano de Ensino), denuncia a ocorrncia de um paradoxo existente entre a teoria discorrida na legislao e a prtica realizada no processo ensino-aprendizagem nas unidades escolares. Palavras-Chave: Ensino de literatura. Ensino Mdio. Esttica. tica. Poltica. LDB. DCNEM.

ABSTRACT Aware on the acknowledgement of the aesthetical approach as something relevant to the human formation, as well as on the school role in the cultural education, we see in the Literature teaching the proper instrument for such purpose. This study is based on the LDB (Lei de Diretrizes e Bases) # 9394/96 and on the DCNEM (Diretrizes Curriculares do Ensino Mdio) for a descriptive analysis of the Teaching Plans of Portuguese Language, from which come the Literature Teaching. Our goal is to explain how the ideas specified in the aesthetical, political, and ethical, principles of Article 3 of DCNEM are interpreted as pedagogical values upon the elaboration of Teaching Plans for Literature teaching at High Schools in Umuarama-Pr. This study starts from the content proposed in the 13 (thirteen) public high schools and the 4 (four) private high schools documents in the city, and from the theoretical background provided by the literature reviews used for the purpose. The gotten results reveal that even supported by a Federal Law (LDB) and a State Law (DCNEM), the Literature teaching when, in the practice, is subordinated to a School Law (Lesson Plan) denounces the existence of a paradox between the legislations theory and the practice executed in the teaching-learning process in the schools.

Keywords: Literature teaching, High School. Aesthetics. Ethics. Politics. LDB. DCNEM.

No h transio que no implique um ponto de partida, um processo e um ponto de chegada. Todo amanh se cria num ontem, atravs de um hoje, de modo que o nosso futuro se baseia no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que fomos e o que somos para saber o que seremos (PAULO FREIRE, 1994, p.33).

SUMRIO

INTRODUO..................................................................................................................10 CAPTULO 1 Ensino de Literatura: dimenses estticas, polticas e ticas ............................................15 1.1 A Esttica Como Instrumento tico no Ensino de Literatura ...........................15 1.1.1 A Contextualizao da Escola como Instituio Social ...............................17 1.1.2 A LDB e as DCNEM - (Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Mdio) ...............................................................................................24 1.1.3 O Projeto Poltico Pedaggico Como Poltica Institucional.........................30 CAPTULO 2 A Dimenso Esttica da Literatura no Ensino Mdio.......................................................38

2.1 A Linguagem e o Texto Literrio no Ensino Mdio: Contexto deste Estudo ....38 2.1.1 Breve Percurso Histrico do Ensino de Literatura no Brasil........................40

2.1.2 A Essencial Relao Entre Literatura e Leitura...........................................49 2.1.3 A Recepo Esttica e Suas Funes no Ensino de L