Nº 157 - Junho 2011 - 7,50€ - Vida Económica ... vj... · profissional em íntima relação com

  • View
    217

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of Nº 157 - Junho 2011 - 7,50€ - Vida Económica ... vj... · profissional em íntima relação com

  • Junh

    o/20

    11Vi

    da Ju

    dici

    ria

    N 157 - Junho 2011 - 7,50

    ENTREVISTA Bago Flix

    Reduzir a TSU sem rever o Cdigo Contributivo no faz sentido

    ANlISERNCAI Arbitragem Institucionalizada Nacional

    MARCASConcorrncia desleal

    EM foCo Interveno da troika na rea da Justia

    ILMAI cria bolsa de rbitros e mediadoresFuturo Tribunal Arbitral da CPLP arranca em 2013

  • Se lida com questes fiscais e para si a informao especializada importante, assine agora a Revista Fiscal.

    Uma referncia e um instrumento de trabalho para todos quantos desenvolvem a sua actividade profissional em ntima relao com o mundo tributrio.

    Publicao bimensal (6 nos/ano)Formato A4 com 80 pginas

    SECES DA REVISTA FISCAL:

    Actualidade; Anlise e Doutrina;Contabilidade e Fiscalidade;Jurisprudncia (Anotada, Resumos e Sumrios); Sntese (Jurisprudncia, Doutrina Fiscal e Legislao Fiscal); Unio Europeia e Espanha

    1. Efectue a sua assinatura at final de Julho de 2011 e receba grtis um vale desconto de 20% a utilizar na livraria online.2. Oferta adicional do Cdigo do IVA e Cdigo Contributivo (oferta com o valor comercial de 12,80).

    Ttulo: Cdigo do IVA e Legislao Complementar - Ed. bolso 2011Pgs: 176 (oferta no valor de 6,40)

    Ttulo: Cdigo Contributivo e Legislao Complementar - Ed. bolso 2011Pgs: 224 (oferta no valor de 6,40)

    CUPO DE ASSINATURA DA REVISTA FISCAL

    Nome / Empresa

    Morada

    C. Postal - Localidade NIF

    Telefone E-mail

    Assino a REVISTA FISCAL por 1 ano (6 edies) a partir de / , no valor de um nico pagamento de 110 , ou de dois pagamentos no valor de 55 e recebo grtis o Cdigo do IVA, e o Cdido Contributivo para alm do vale de desconto de 20%.

    MODOS DE PAGAMENTO

    Dbito directo em conta. Ao escolher este modo de pagamento, usufrui das edies da REVISTA FISCAL Maro/Abril

    e Maio/Junho de 2011. Oferta no cumulvel com outras ofertas, campanhas e promoes

    Nome do titular Banco NIB Pagamento: Anual (110) Semestral (55) Assinatura Por dbito na conta acima indicada, queiram proceder, at nova comunicao, aos pagamentos das subscries que vos forem apresentadas pelo Grupo Editorial Vida Econmica.

    Para o efeito envio cheque / vale n. s/o no valor de , .

    Debitem , no meu carto com o n. no Cd. Seg.

    emitido em nome de e vlido at / Assinatura

    em v

    ale

    para

    co

    mpras n

    a livraria online *

    em v

    ale

    para

    co

    mpras n

    a livraria online *

    VANTAGENS DA ASSINATURA

  • editorial VIDA JUDICIRIA - Junho 2011 1

    Um imposto contra o empregoPor: Joo lus Peixoto de Sousa

    A diminuio da Taxa Social nica est prevista no memorando de entendimento assinado com a Troika, mas a medida no consensual nem quanto ao princpio nem quanto ao valor.Na entrevista concedida Vida Judiciria, o dr. Bago Flix - ex-minis-tro no Governo de Duro Barroso que teve a iniciativa de criar o Cdigo do Trabalho - admite que a TSU um imposto contra o emprego. Mas tem dvidas quanto eficcia efectiva e viabilidade da diminuio da TSU. Se for uma reduo pequena tem pouco impacto sobre os custos das empresas. Se for uma diminuio significativa provoca um vazio de receitas, numa altura em que o Estado vive no desespero da falta de recursos para fazer face despesa.Com ou sem consenso interno, a TSU ter que baixar, com a reduo substancial prevista no acordo.Enquanto que o Cdigo Contributivo apontava para um aumento das receitas da TSU, atravs do alargamento da base contributiva e da tributao agravada dos contratos a prazo, a Troika pretende o alvio dos encargos sociais sobre as empresas para fomentar a criao de emprego e tambm para favorecer o aumento das receitas da Segu-rana Social pela expanso da actividade econmica.Outra mudana importante em perspectiva a reduo dos custos de despedimento e a sua aproximao mdia europeia. Culturalmente, os empresrios, os trabalhadores, os sindicatos e os governantes esto habituados a um regime superprotector que contraria a liberdade contratual e as regras normais nas outras economias. No imediato, a mudana ser apenas para os novos contratos de trabalho. Mas, o acordo prev o alargamento do novo regime a todos os empregados criando uma expectativa de menor proteco.Esta evoluo no tem que ser necessariamente negativa para a maioria dos trabalhadores, podendo significar mais oportunidades de emprego e de evoluo nas carreiras, porque o risco das empresas associado contratao e promoo das pessoas diminui.O receio em relao mudana legtimo. Mas, se pouco ou nada mudar e insistirmos nas regras e princpios do passado, corremos o srio risco de ficarmos parados no tempo, e de sermos ultrapassados por aqueles que compreendem e acompanham as mudanas.

    ProprietrioVida Econmica - Editorial, S.A.

    Rua Gonalo Cristvo, 14 r/c

    4000-267 Porto

    NIF 507 258 487

    directorJoo Carlos Peixoto de Sousa

    Coordenadora de edioSandra Silva

    PaginaoFlvia Leito

    direco ComercialPorto:

    Teresa Claro

    Madalena Campos

    assinaturasMaria Jos Teixeira

    E-mail: assinaturas@vidaeconomica.pt

    redaco, administrao Rua Gonalo Cristvo, 111

    6 Esq. 4049-037 Porto

    Telef. 223 399 400

    Fax. 222 058 098

    E-Mail: ve@vidaeconomica.pt

    delegao de lisboaAv. Fontes Pereira de Melo,

    n 6 - 4 piso

    1069-106 Lisboa

    Telef. 217 805 410

    Fax. 217 805 415

    impressoUniarte Grfica / PortoPublicao inscrita no Instituto

    da Comunicao Social n 120738

    Empresa Jornalstica n 208709

    Periodicidade: mensal

    N 157 Junho 2011REVISTA MENSAL

  • SUmrioVIDA JUDICIRIA - Junho 20112

    11 Em Foco ILMAI cria bolsa de rbitros e mediadores da CPLP

    Interveno da troika na rea da Justia

    18 Actualidades Informaes jurdicas

    24 Registos & Notariado Contrato de doao de terreno com reserva de usufruto

    26 Anlise RNCAI - Arbitragem Institucionalizada Nacional

    27 Marcas & Patentes Concorrncia desleal

    34 Jurisprudncia

    Resumos de Jurisprudncia Jurisprudncia do STJ e das Relaes Sumrios do STJ

    62 Legislao Principal legislao publicada 1 e 2 sries do Dirio da Repblica

    Antnio Bago Flix, ex-ministro do Trabalho e das Finanas, avisa

    reduzir a tSU sem rever o Cdigo Contributivo no faz sentido

  • Uma obra de cariz eminentemente prtico, em que vrias personalidades respondem pergunta:

    diga l o que faria se fosse ministro?

    Compre j em http://livraria.vidaeconomica.ptR. Gonalo Cristvo, 111, 6 esq. 4049-037 PORTO

    encomendas@vidaeconomica.pt 223 399 400

    Falam duas geraes de economistas

    Daniel Bessa Lus CabralJoo Duque Joo Cantiga EstevesPoas Esteves Miguel Frasquilho Joo Csar das NevesRicardo Reis

    NOVIDADE

    PORTUGALe o Futuro

    Organizao: Jorge Vasconcellos e SPginas: 224P.V.P.: 15

  • eNtreviStaVIDA JUDICIRIA - Junho 20114

    Antnio Bago Flix, ex-ministro do Trabalho e das Finanas, avisa

    reduzir a tSU sem rever o Cdigo Contributivo no faz sentido

    TERESA SILVEIRA

    teresasilveira@vidaeconomica.pt

    H uma medida [no Cdigo Contributivo] que foi adiada para 1 de Janeiro de 2012 e que absolutamente crucial que no seja tomada, tendo em conta o teor do acordo assinado com a troika internacional (FMI, BCE e CE) e o propsito j assumido no programa do Governo de reduzir a Taxa Social nica (TSU) para as empresas. A medida o aumento da TSU, tambm a cargo das entidades patronais, em 3% nos novos contratos a termo a celebrar.

    O alerta parte do ex-ministro do Traba-lho e das Finanas, Antnio Bago Flix, que, em entrevista Vida Judiciria, considera um disparate que o Estado tire, por um lado, e d, por outro, no que aos benefcios s empresas diz respeito. Lamenta, alis, que as auto-ridades estrangeiras que negociaram com Portugal as medidas constantes do acordo tenham analisado algumas matrias pela rama.Reconhecendo, mesmo assim, que o trabalho realizado pelas autoridades portuguesas e estrangeiras e o das pes-soas que foram ouvidas foi notvel,

    Bago Flix aponta falhas. Eu admito que os senhores da troika internacio-nal que vieram aqui negociar no sai-bam que, no prximo ano, se nada se fizer, aumenta a TSU em 3% a cargo das entidades empregadoras para os con-tratos a termo, pois eles s souberam o que o interlocutor nacional lhes disse, aponta o ex-ministro. Mas, mesmo no havendo muito tempo, deviam ter sido ouvidas outras pessoas que sabem da matria. E no foram.

    vida Judiciria o senhor foi mi-nistro do trabalho e foi sob a sua tutela que se publicou em Portugal o primeiro Cdigo do trabalho (lei 99/2003, de 27 de agosto). Porm, aquando da reviso do diploma e da publicao do actual Cdigo (lei 7/2009, de 12 de Fevereiro), vi-o incomodado com aquela reviso. reviso por que ter de se passar de novo, dadas as imposies da troika em matria laboral e o acordo assi-nado com o Governo. Porqu esse incmodo?antnio Bago Flix No tenho in-cmodo nenhum em relao reviso. Posso ter em relao s matrias que so revistas. Quanto reviso, acho correctssimo, at porque se h legisla-o que tem de se adaptar permanen-temente s novas realidades e desafios a legislao laboral. No pode ser uma pea de museu, arqueolgica,

    fixista, imobilista. Nesse aspecto, estou completamente aberto ventilao e renovao. Agora, o que eu muitas vezes procuro transmitir que, se h e h matrias a melhorar e a rever no Cdigo do Trabalho, normalmente no so aquelas que esto mais em cima da mesa.

    vJ Quer dar alguns exemplos?aBF Olhe, a questo dos despedi-mentos. No creio que seja a questo fulcral da rigidez do mercado de traba-lho. A rigidez do mercado de trabalho est mais na falncia das convenes colectivas ou no seu pouco sucesso, est mai