No invis­vel _ Leon Denis

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NO INVISVEL

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NOINVISVEL LonDenis Lanamentooriginalem1911,Paris,Frana TraduzidopelaEditora FEB(FederaoEspritaBrasileira) www.febnet.org.br Digitalizadapor: L.Neilmoris 2008 Brasil

www.luzespirita.org

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NO INVISVELLon Denis

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NDICEIntroduo pag. 6 Prefciodaediode1911 pag. 10 PRIMEIRAPARTE O Espiritismoexperimental:Asleis IA CinciaEsprita pag.19 II A marchaascensional:osmtodosdeestudo pag. 28 III O Esprito easuaforma pag. 34 IVA mediunidade pag. 39 V Educaoefunodosmdiuns pag.44 VI Comunhodosvivosedosmortospag. 53 VII O Espiritismoeamulherpag. 57 VIII Asleisdacomunicaoesprita pag. 61 IX Condiesdeexperimentao pag. 68 XFormaoedireodosGrupos. Primeirasexperincias pag. 83 XIAplicaomoralefrutosdoEspiritismo pag.92 SEGUNDAPARTE O Espiritismoexperimental:Osfatos XII Exteriorizaodoserhumano.Telepatia.Desdobramento. Osfantasmasdosvivospag. 100 XIII Sonhospremonitrios.Clarividncia. Pressentimentospag. 118 XIVVisoeaudiopsquicas noestadodeviglia pag. 125 XVA forapsquica.Osfluidos.Omagnetismo pag. 132 XVIFenmenosespontneos.Casasmalassombradas. Tiptologia pag. 139 XVIIFenmenosfsicos.Asmesas pag.152 XVIII Escritadiretaoupsicografia. Escritamedinica pag. 164 XIX Transeeincorporaespag. 185 XXApariesematerializaesdeEspritospag. 207 XXIIdentidadedosEspritospag. 231

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TERCEIRAPARTE Grandezasemisriasdamediunidade XXIIPrticaeperigosdamediunidade pag. 247 XXIII Hipteseseobjeespag. 261 XXIVAbusosdamediunidade pag. 271 XXVO martirolgiodosmdiunspag. 279 XXVIA mediunidadegloriosa pag. 284

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INTRODUO

Desde cinquenta anos se tem estabelecido uma intima e frequente comunicao entre o nosso mundo e o dos Espritos. Soergueramse os vus da morte e, em lugar de uma face lgubre, o que nos apareceu foi um risonho e benvolo semblante. Falaram as almas sua palavra consolou muitas tristezas, acalmoubastantesdores,fortaleceumuitacoragemvacilante.Odestinofoirevelado, no j cruel, implacvel como o pretendiam antigas crenas, mas atraente, eqitativo,paratodosesclarecidopelasfulguraesdamisericrdiadivina. O Espiritismo propagouse, invadiu o mundo. Desprezado, repelido ao comeo, acabou por atrair a ateno e despertar interesse. Todos quantos se no imobilizavam na esfera do preconceito e da rotina e o abordaram desassombradamente, foram por ele conquistados. Agora penetra por toda parte, instalaseemtodasasmesas,temingressoemtodososlares.Asuavoz,asvelhas 1 fortalezas seculares a Cincia e a prpria Igreja , at aqui hermeticamente aferrolhadas,arrasamsuasmuralhaseentreabremsuasportas.Dentroempoucose imporcomosoberano. Que traz ele consigo? Ser sempre e portoda partea verdade,aluz ea esperana?Aoladodasconsolaesquecaemnaalmacomooorvalhosobreaflor, deparcomojorrodeluzquedissipaasangstiasdoinvestigadoreiluminaarota, nohavertambmumapartedeerrosedecepes? O Espiritismo ser o que o fizerem os homens. Similia similibus! Ao contacto da Humanidade as mais altas verdades s vezes se desnaturam e obscurecem.Podeconstituirseumafontedeabusos.Agotadechuva,conformeo lugarondecai,continuasendoprolaousetransformaemlodo. com desgosto que observamos a tendncia de certos adeptos no sentido demenosprezarafeio elevadadoEspiritismo,afontedospurosensinamentose dasaltasinspiraes,paraserestringiremaocampodaexperimentaoterraaterra, investigaoexclusivadofenmenofsico. Pretenderseia acomodar o Espiritismo no acanhado leito da cincia oficial mas esta, inteiramente impregnada das teorias materialistas, refratria a1

Vejase a obra de Monsenhor Choliet, bispo de Verdun, CONTRIBUIO DO OCULTISMO

ANTROPOLOGIA.Lethielleux,editor,Paris(semdata).

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essa aliana. O estudo da alma, j de si difcil e profundo, lhe tem permanecido impenetrvel. Os seus mtodos, por indigentes, no se prestam absolutamente ao estudo, muito mais vasto, do mundo dos Espritos. A cincia do invisvel h de sempre ultrapassar os mtodos humanos. H no Espiritismo uma zona e no a menorqueescapa anlise,verificao:aaodoEspritolivrenoEspaoa naturezadasforasdequeeledispe. Com os estudos espritas uma nova cincia se vai formando lentamente, aiasprecisoaliaraoespritodeinvestigaocientficaaelevaodepensamento,o sentimento,osimpulsosdocorao,semoqueacomunhocomosseressuperiores se torna irrealizvel, e nenhum auxlio de sua parte, nenhuma proteo eficaz se obter. Ora, isso tudo na experimentao. No h possibilidade de xito, nem garantiaderesultadosemassistnciaeproteodoAlto,quesenoobtmsendo medianteadisciplinamentaleumavidapuraedigna. Deve todo adepto saber que a regra por excelncia das relaes com o invisvel a lei das afinidades e atraes. Nesse domnio, quem procura baixos objetivos os encontra, e com eles se rebaixa: aquele que aspira s remontadas culminncias,cedooutardeasatingeedelasfazpedestalparanovasascenses.Se desejais manifestaes de ordem elevada, fazei esforos por elevarvos a vs mesmos. O bom xito da experimentao,no que ela temde belo e grandioso a comunhocomomundosuperiornooobtmomaissbio,masomaisdigno,o melhor,aquelequetemmaispacinciaeconscinciaemaismoralidade. Com o cercearem o Espiritismo, imprimindolho carter exclusivamente experimental,pensamalgunsagradaraoespritopositivodosculo,atrairossbios aoquesedenominadePsiquismo.Dessemodo,oquesobretudoseconseguepr seemrelaocomoselementosinferioresdoAlm,comessamultidodeEspritos atrasados,cujanocivainflunciaenvolve,oprimeosmdiuns,osimpeledfraudee espalha sobre os experimentadores eflvios malficos e, com eles,muitas vezes, o erroeamistificao. Numansiadeproselitismo,semdvidalouvvelquantoaosentimentoque a inspira, mas excessiva e perigosa em suas consequncias, desejamse os fatos a todo o custo. Na agitao nervosa com que se busca o fenmeno, chegase a proclamar verdadeiros os fatos duvidosos ou fictcios. Pela disposio de esprito mantida nas experincias, atraemse os Espritos levianos, que em torno de ns pululam.Multiplicamseasmanifestaesdemaugostoeasobsessesdasenergias quesupemdominar.Muitssimosespritasemdiuns,emconsequnciadafaltade mtodoedeelevaomoral,setornaminstrumentosdasforasinconscientesoudos mausEspritos. Sonumerosos osabusos,enelesachamosadversriosdoEspiritismoos elementosdeumacrticaprfidaedeumafcildifamao.

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O interesse e a dignidade da causa impem, o dever de reagir contra essa experimentao banal, contra essa onda avassaladora de fenmenos vulgares que ameaamsubmergirasculminnciasdaidia. * O Espiritismo representa uma fase nova da evoluo humana. A lei que, atravs dos sculos, tem conduzido as diferentes fraes da Humanidade, longo tempo separadas, a gradualmente aproximarse, comea a fazer sentir no Alm os seusefeitos.OsmodosdecorrespondnciaqueentretmnaTerraoshomensvose estendendo pouco a pouco aos habitantes do mundo invisvel, enquanto no atingem,mediantenovosprocessos,asfamliashumanasquepovoamasTerrasdo espao. Contudo,nassucessivasampliaesdoseucampodeao,aHumanidade tropea em inmeras dificuldades. As relaes, multiplicandose, nem sempre trazemfavorveisresultadostambmoferecemperigos,sobretudonoqueserefere aomundooculto,maisdifcilqueonossodepenetrareanalisar.L,comoaqui,o saber e a ignorncia, a verdade e o erro, a virtude e o vcio existem, com esta agravante: ao passo que fazem sentir sua influncia, permanecem encobertos aos nossos olhos donde a necessidade de abordar o terreno da experimentao com extremaprudncia,delongosepacientesestudospreliminares. necessrio aliar os conhecimentos tericos ao esprito de investigao e daelevaomoral,paraestarverdadeiramenteaptoadiscernirnoEspiritismoobem do mal, o verdadeiro do falso, a realidade da iluso. preciso compenetrarse do verdadeirocarterdamediunidade,dasresponsabilidadesqueacarreta,dosfinspara quenosconcedida. OEspiritismonosomenteademonstrao,pelosfatos,dasobrevivncia tambmoveiculoporquedescemsobreaHumanidadeasinspiraesdomundo superior. A esse ttulo mais que uma cincia, o ensino que o Cu transmite d Terra,reconstituioengrandecidaevulgarizadadastradiessecretasdopassado,o renascimento dessa escola proftica que foi a mais clebre escola de mdiuns do Oriente.ComoEspiritismo,asfaculdades,queforamoutroraoprivilgiodealguns, sedifundemporumgrandenmero.Amediunidadesepropagamasdeparcomas vantagensqueproporciona,necessrioestaradvertidodosseusescolhoseperigos. H, narealidade, dois espiritismos. Um nos pe em comunicao com os Espritos superiores e tambm com as almas queridas que na Terra conhecemos e que foram alegria da nossa existncia. por ele que se efetua a revelao permanente, a iniciao do homem nas leis supremas. E a fonte pujante da inspirao, a descida do Esprito ao envoltrio humano, ao organismo do mdium que,sobasagradainfluncia,podefazerouvirpalavrasdeluzedevida,sobrecuja

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naturezaimpossveloequvoco,porquepenetramereanimamaalmaeesclarecem os obscurosproblemasdodestino.Aimpressodegrandiosidadequesedesprende dessas manifestaes deixa sempre um vestgio profundo nos coraes e nas inteligncias.Aquelesquenuncaoexperimentaram,nopodemcompreenderoque overdadeiroEspiritismo. H, em seguida, outro gnero de experimentao, frvolo, mundano, que nos pe em contacto com os elementos inferiores do mundo invisvel e tende a amesquinharorespeitodevidoaoAlm.umaespciedeprofanaodareligioda morte,dasolenemanifestaodosquedeixaramoinvlucrodacarne. Forosos, entretanto, reconhecer: ainda esse Espiritismo de baixa esfera tem sua utilidade. Ele nos familiariza com um dos aspectos do mundo oculto. Os fenmenosvulgares,asmanifestaestriviaisfornecemsvezesmagnficasprovas de identidade sinais caractersticos se evidenciam e foram a convico dos investigadores. No nos devemos, porm, deter na observao de tais fenmenos seno na medida em que o seu estudo nos seja proveitoso e possamos exercer eficiente ao sobre os Espritos atrasados que os produzem. Sua influncia molesta e deprimente para os mdiuns. preciso elevar mais altas as aspiraes, subirpelopensamentoaregiesmaispuras,aossuperioresdomicliosdoEsprito. Somente a encontra ohomem as verdadeiras consolaes os socorro