Normas Gerais de CoNduta esColar - ?· 8 | Normas Gerais de Conduta escolar 2. dIrEIto À LIBErdAdE…

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Secretaria da Educao

Normas Geraisde CoNduta

esColarSiStema de proteo eScolar

GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULOGovernador

Jos Serra

Vice-Governador

Alberto Goldman

Secretrio da Educao

Paulo Renato Souza

Secretrio-Adjunto

Guilherme Bueno de Camargo

Chefe de Gabinete

Fernando Padula

Coordenadora de Estudos e Normas Pedaggicas

Valria de Souza

FUNDAO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAO - FDEPresidente

Fbio Bonini Simes de Lima

Chefe de Gabinete

Richard Vainberg

Supervisor de Proteo Escolar e Cidadania

Marco Aurelio Chagas Martorelli

Secretaria da Educao do Estado de So PauloPraa da Repblica, 53 Centro01045-903 So Paulo SPTelefone: 11 3218-2000www.educacao.sp.gov.br

Fundao para o Desenvolvimento da EducaoAvenida So Lus, 99 Centro01046-001 So Paulo SPTelefone: 11 3158-4000www.fde.sp.gov.br

So Paulo, 2009

GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULOSECRETARIA DA EDUCAO

FUNDAO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAO

NORMAS GERAISDE CO DUTA OLAR

SI TEMA DE PROTEO E COLAR

sumrio

Introduo ....................................................................................................5

A. dIrEItoS doS ALunoS ..............................................................................71. Direito educao pblica gratuita e de qualidade ...........................................72. Direito liberdade individual e de expresso ....................................................83. Direito a tratamento justo e cordial ...................................................................9

B. dEVErES E rESPonSABILIdAdES doS ALunoS ...................................94. Relao de deveres e responsabilidades ...........................................................9

C. CondutA EM AMBIEntE ESCoLAr .........................................................105. Condutas que afetam o ambiente escolar / Faltas disciplinares .......................106. Medidas disciplinares ..........................................................................................137. Procedimentos .....................................................................................................138. Recursos disciplinares adicionais .......................................................................14

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introduo

A proteo integral da criana e do adolescente uma obrigao que se impe a todos. Isso implica garantir um ambiente socialmente saudvel, que propicie condi-es indispensveis para que homens e mulheres em fase de formao possam am-pliar seus horizontes, trabalhar suas aptides e expressar seus interesses, tornando-se cidads e cidados aptos a participar de maneira ativa, pacfica e produtiva dos diversos aspectos da vida social.

Esta busca do pleno desenvolvimento um processo dinmico, ao longo do qual, com frequncia, eclodem conflitos complexos que podem causar perplexidade e in-segurana aos jovens, uma vez que ainda no desenvolveram plenamente as habili-dades sociais indispensveis para enfrentar tais situaes. No raro, surgem insatis-faes e frustraes decorrentes dessas experincias negativas, o que pode deflagrar comportamentos indesejveis ou at mesmo inadmissveis em um ambiente esco-lar apropriado para a construo de suas personalidades.

Nesse sentido, parte fundamental do processo educativo garantir a observncia de regras saudveis de convivncia no ambiente escolar. Acatar o pacto social vigen-te representado pelo conjunto de normas de conduta estabelecido e socialmente reconhecido sustenta o delicado equilbrio entre desejos, direitos e deveres indivi-duais e coletivos que permeia a convivncia social e garante a sobrevivncia de uma sociedade democrtica e de respeito cidadania.

Na escola, como parte integrante da misso de educar, dirigentes, professores, diretores, funcionrios, pais e colaboradores devem esclarecer, divulgar e observar as regras de comportamento e convivncia, assim como encorajar os estudantes a respeitarem diferenas e praticarem a tolerncia. Este documento um instrumento de apoio a estes procedimentos na rede pblica de ensino estadual, constituindo-se em indispensvel referencial comum a todas as escolas. Cabe a todos os integrantes da comunidade escolar aperfeio-lo e atualiz-lo permanentemente.

Cada estabelecimento de ensino deve adotar estas Normas Gerais de Conduta Es-

colar como referncia, porm medidas ou procedimentos adicionais, que no afron-tem o disposto nelas, podem ser adotados individualmente pelas escolas, havendo aprovao do Conselho Escolar.

Normas Gerais de Conduta escolar | 7

a. direitos dos aluNos

1. dIrEIto EduCAo PBLICA GrAtuItA E dE QuALIdAdE

As escolas pblicas estaduais abrigam alunos e alunas de diferentes idades, n-veis de desenvolvimento psicossocial e estratos sociais, que devem receber do Es-tado atenes adequadas s suas necessidades. Ter garantido o acesso educao gratuita e de qualidade, desde o Ensino Fundamental at a concluso do Ensino Mdio, constitui um dos direitos bsicos dos alunos.

Em consequncia, todo aluno tem direito a:

1.1. Receber educao em uma escola limpa e segura. Alunos com deficincia, que requeiram ateno especial, tm direito a receb-la na forma adequada s suas necessidades e igualmente gratuita;

1.2. Usufruir de ambiente de aprendizagem apropriado e incentivador, livre de discriminao, constrangimentos ou intolerncia;

1.3. Receber ateno e respeito de colegas, professores, funcionrios e cola-boradores da escola, independentemente de idade, sexo, raa, cor, credo, religio, origem social, nacionalidade, deficincias, estado civil, orientao sexual ou crenas polticas;

1.4. Receber informaes sobre as aulas, programas disponveis na escola e oportunidades de participar em projetos especiais;

1.5. Receber Boletim Escolar e demais informaes sobre seu progresso educa-tivo, bem como participar de avaliaes peridicas, de maneira informal ou por instrumentos oficiais de avaliao de rendimento;

1.6. Ser notificado, com a devida antecedncia, sobre a possibilidade de ser encaminhado para programa de recuperao, em razo do aproveitamento escolar;

1.7. Ser notificado sobre a possibilidade de recorrer em caso de reprovao es-colar;

1.8. Ter garantida a confidencialidade das informaes de carter pessoal ou acadmicas registradas e armazenadas pelo sistema escolar, salvo em casos de risco ao ambiente escolar ou em atendimento a requerimento de rgos oficiais competentes.

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2. dIrEIto LIBErdAdE IndIVIduAL E dE EXPrESSo

So igualmente garantidos ao aluno da escola pblica estadual os seguintes di-reitos individuais:

2.1. Organizar, promover e participar de grmio estudantil ou entidade similar de sua escola;

2.2. Participar da publicao de jornais ou boletins informativos escolares, desde que produzidos com responsabilidade e mtodos jornalsticos, que reflitam a vida na escola ou expressem preocupaes e pontos de vista dos alunos;

2.3. Promover a circulao de jornais, revistas ou literatura na escola, em qual-quer dos veculos de mdia disponveis, desde que observados os parme-tros definidos pela escola no tocante a horrios, locais e formas de distribui-o ou divulgao. Fica proibida a veiculao de contedos difamatrios, obscenos, preconceituosos, racistas, discriminatrios, comerciais, de cunho partidrio ou de organizaes paramilitares, que promovam a apologia ao crime ou a atos ilcitos ou estimulem a sua prtica, ou cuja distribuio per-turbe o ambiente escolar, incite desordem ou ameace a segurana ou os direitos fundamentais do cidado, conforme previsto na Constituio Fede-ral, na Lei Federal n 8.069/90 (Estatuto da Criana e do Adolescente) e de-mais previses legais;

2.4. Afixar avisos no mural administrativo da escola, sempre acatando os regu-lamentos estabelecidos por esta. Fica proibida a veiculao de contedos difamatrios, obscenos, preconceituosos, racistas, discriminatrios, comer-ciais, de cunho partidrio ou de organizaes paramilitares, que promovam a apologia ao crime ou a atos ilcitos ou estimulem a sua prtica, que per-turbem o ambiente escolar, incitem desordem ou ameacem a segurana ou os direitos fundamentais do cidado, conforme previsto na Constituio Federal, na Lei Federal n 8.069/90 (Estatuto da Criana e do Adolescente) e demais previses legais;

2.5. Decidir sobre as vestimentas pessoais que portar, assim como sobre dis-tintivos ou adereos de uso estritamente pessoal, exceto nos casos em que sua apresentao represente perigo a si ou aos demais, ou quando divulgar idias racistas, preconceituosas, difamatrias, obscenas ou cuja circulao perturbe o ambiente escolar;

2.6. Ter assegurados o ingresso e a posse de materiais de uso pessoal na escola, exceto nos casos em que representem perigo para si ou para os outros, ou que perturbem o ambiente escolar.

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3. dIrEIto A trAtAMEnto JuSto E CordIAL

Cada aluno da escola pblica estadual tem o direito de ser tratado de forma justa e cordial por todos os integrantes da comunidade escolar, sendo assegurado a ele:

3.1. Ser informado pela direo da escola sobre as condutas consideradas apro-priadas e quais as que podem resultar em sanes disciplinares, para que tome cincia das possveis consequncias de suas atitudes em seu rendi-mento escolar e no exerccio dos direitos previstos nestas Normas Gerais de Conduta Escolar e demais regulamentos escolares;

3.2. Ser informado sobre procedimentos para recorrer de decises administrati-vas da direo da escola sobre seus direitos e responsabilidades, em confor-midade com o estabelecido neste documento e com a legislao pertinente;