Nota de Atualiz Curso Pratico Previdenciario

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Atualização da 12ª Edição do Livro Curso Pratico de Direito Previdenciário

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Atualizao da 12a edio2015IVAN KERTZMANAuditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil;Mestre em Direito Pblico da Universidade Federal da Bahia UFBA;Bacharel em Direito pela Universidade Catlica do Salvador;Administrador de Empresas pela Universidade Federal da Bahia UFBA;Ps-Graduado em Finanas Empresariais pela USP;Professor Coordenador das Especializaes em Direito Previdencirio do JusPodivm-BA, da Ciclo-SE e da IMADEC MA;Professor de Direito Previdencirio de Cursos Preparatrios para Concursos Pblicos e de Cursos de Especializao.E-mail: ivankertzman@bol.com.brOutras obras do autor:As Contribuies Previdencirias na Justia do Trabalho, Editora LTr;A Desonerao da Folha de Pagamento, Editora LTr;Resumo Jurdico Direito Previdencirio, Editora Barros, Fischer & Associados;Questes de Direito Previdencirio, Editora JusPodivmPara Aprender Direito Direito Previdencirio, Editora Barros, Fischer & Associados Co-autor do livro Salrio-de-Contribuio A base de Clculo das Empresas e dos Segurados, Editora JusPodivm;Co-autor do Guia Prtico da Previdncia Social, Editora JusPodivm; Co-autor do Manual do Direito Homoafetivo, Editora Saraiva;Co-autor dos Revisaos para Procurado do Estado, Procurador do Municpio, Magistratura Federal, Defensoria Pblica Estadual, e INSS, Edies JusPodivm;Coordenador e co-autor do livro Leituras Complementares de Previdencirio, Editora JusPodivm.CURSO PRTICODE DIREITOPREVIDENCIRIORua Mato Grosso, 175 Pituba, CEP: 41830-151 Salvador Bahia Tel: (71) 3363-8617 / Fax: (71) 3363-5050 E-mail: fale@editorajuspodivm.com.brConselhoEditorial:EduardoVianaPortelaNeves,DirleydaCunhaJr.,LeonardodeMedeirosGarcia, FredieDidierJr.,JosHenriqueMouta,JosMarceloVigliar,MarcosEhrhardtJnior,NestorTvora, RobrioNunesFilho,RobervalRochaFerreiraFilho,RodolfoPamplonaFilho,RodrigoReisMazzei e Rogrio Sanches Cunha.Capa: Rene Bueno e Daniela Jardim (www.buenojardim.com.br)Diagramao: Mait Coelho (maitescoelho@yahoo.com.br)Todos os direitos desta edio reservados Edies JusPODIVM.Copyright: Edies JusPODIVMterminantementeproibidaareproduototalouparcialdestaobra,porqualquermeioouprocesso,semaexpressa autorizao do autor e da Edies JusPODIVM. A violao dos direitos autorais caracteriza crime descrito na legislao em vigor, sem prejuzo das sanes civis cabveis.3OBJETIVOOobjetivodestematerialmanterosleitoresda12ediodoCursoPrtico de Direito Previdencirio atualizados em relao s principais alteraes legislativas ocorridas aps a sua publicao.Assim, disponibilizamos aos leitores os tpicos atualizados do livro que sofreram alterao.A)ALTERAESEFETUADASPELACONVERSODAMEDIDAPROVI-SRIA 664/2014 NA LEI 13.135, DE 17/06/2015 E ALTERAO DA MP 676,DE 17/06/2015,QUEALTERAREGRASDOFATORPREVIDENCI-RIODependentes Alterao do Irmo e Cnjuge (Item 19.3)A Lei 13.135, de 17/06/2015 alterou o enquadramento do irmo como dependente. Vejamos o rol de dependentes:Primeira classe:a)O cnjuge, que pode ser o marido ou a mulher;b)A companheira e o companheiro, que, embora no casados oficialmente, vivam juntos com a inteno de constituir famlia, tendo os mesmos direitos dos cnjuges, incluindo, aqui, os parceiros homossexuais, desde que comprovem a vida em comum;c)A ex-mulher e o ex-marido que recebam penso alimentcia, sendo qualquer ajuda financeira comprovada equiparada penso alimentcia.d)O filho menor de 21 anos, desde que no emancipado. A emancipao pode ocorrer pelo casamento, pela concesso dos pais, pela existncia de relao de emprego que garanta o prprio sustento ou pela colao de grau em curso superior de ensino, a partir dos 16 anos.e)O filho invlido ou que tenha deficincia intelectual ou mental ou deficincia grave. Note-se que a invalidez ou deficincia deve ter ocorrido antes de com-pletar 21 anos, ou, antes da emancipao, salvo se a emancipao decorreu de colao de grau em curso superior. Este dispositivo (art. 16, III, da Lei 8.213/91) foi alterado pelo Estatuto da Pessoa com Deficincia (Lei 13.146/2015), publi-cado em 07/07/2015, tendo excludo do rol de dependentes o filho que tenha deficincia intelectual ou mental que o torne absolutamente ou relativamente incapaz, passando a exigir a deficincia grave. Ressaltamos, no entanto, que a Lei 13.146/2015 s entra em vigor aps 180 da data de sua publicao, ou IVAN KERTZMAN4seja, no dia 03/01/2016. At l est garantida a permanncia destes no rol de dependentesf)Equiparados a filho, menor tutelado ou enteado. Nestes casos, necessria declarao escrita do segurado, comprovao de dependncia econmica e, para a tutela, apresentao do respectivo termo.Segunda classe:Os pais, desde que comprovem dependncia econmica.Terceira classe:a)O irmo menor de 21 anos, no emancipado, desde que comprove dependncia econmica - A emancipao pode ocorrer pelo casamento, pela concesso dos pais, pela existncia de relao de emprego que garanta o prprio sustento ou pela colao de grau em curso superior de ensino, a partir dos 16 anos. b)O irmo invlido ou que tenha deficincia intelectual ou mental ou deficincia grave, de qualquer idade, devendo a incapacidade ser atestada por percia mdica do INSS, desde que comprove dependncia econmica. Este dispositivo (art. 16, III, da Lei 8.213/91) foi alterado pelo Estatuto da Pessoa com Defici-ncia (Lei 13.146/2015), publicado em 07/07/2015, tendo excludo do rol de dependentes o irmo que tenha deficincia intelectual ou mental que o torne absolutamente ou relativamente incapaz, passando a exigir a deficincia grave. Ressaltamos, no entanto, que a Lei 13.146/2015 s entra em vigor aps 180 da data de sua publicao, ou seja, no dia 03/01/2016. At l est garantida a permanncia destes no rol de dependentes. A Lei 13.135, de 17/06/2015 incluiu, expressamente, no rol de dependentes pre-videncirios, juntamente com o irmo que tenha deficincia intelectual ou mental, o irmo que tenha deficincia grave, nos termos do regulamento. A Lei. 13.146, publicada em 07/07/2015, deixou de exigir o regulamento para a definio da deficincia grave.A lei 13.135, de 17/06/2015 exigiu que para que o cnjuge, o companheiro ou a companheira faa jus penso por morte escalonada em funo da idade, o casa-mento ou o incio da unio estvel tenha ocorrido h, ao menos, dois anos da data do falecimento do instituidor do benefcio, excetuando-se os casos em que o bito do segurado tenha sido decorrente de acidente de qualquer naturezaou doena pro-fissional ou do trabalho. Caso no conte com os 24 meses de unio ou casamento, e o bito no seja decorrente de acidente, a penso por morte ser concedida por um prazo de apenas quatro meses.No processo de converso da MP 664/2014, a Lei 13.135/2015 disps, tambm, que perde o direito penso por morte o cnjuge, o companheiro ou companheira, se provada, a qualquer tempo, simulao ou fraude no casamento ou na unio estvel, ounasuaformalizaocomofimexclusivodeconstituirbenefcioprevidencirio ATUALIZAO DA 12a EDIO5apuradas em processo judicial no qual ser assegurado o direito ao contraditrio e ampla defesa (art. 74, 2, da Lei 8.213/91, alterado pela Lei 13.135/2015).Perde tambm o direito penso por morte, aps o trnsito em julgado, o conde-nado por prtica de crime de que tenha dolosamente resultado na morte de segurado (art. 74, 1, da Lei 8.213/91, alterado pela Lei 13.135/2015). O irmo ou o filho maior invlido faro jus penso, desde que exame mdico pericialconcluaqueainvalidezocorreuemdataanterioraobitodoseguradoe antes da maioridade (e tambm da emancipao para o caso do filho). Em realidade, o irmo ou filho maior de 21 anos somente tero direito aos benefcios, na qualidade de dependentes, se a invalidez ocorrer antes da maioridade previdenciria. Caso a invalidez tenha ocorrido aps completar 21 anos, mesmo que tenha se dado antes do bito, o maior no far jus a qualquer benefcio (vide tpico 19.4). Perda da Qualidade de Dependente (Item 19.4)As situaes que implicam a perda da qualidade de dependente ocorrem (art. 77, 2, da Lei 8.213/91, alterada pela Lei 13.135/2015):I)Pela morte do pensionista;II)Para o filho, a pessoa a ele equiparada ou o irmo, de ambos os sexos, pela emancipao ou ao completar 21 anos de idade, salvo se for invlido ou tiver deficincia intelectual ou mental ou deficincia grave;III)Para o filho e o irmo invlido, pela cessao da invalidez; IV)Para o filho ou irmo que tenha deficincia intelectual ou mental ou defici-ncia grave, pelo afastamento da deficincia, nos termos do regulamento.V)Para o cnjuge ou companheiro:a)seinvlidooucomdeficincia,pelacessaodainvalidezoupelo afastamento da deficincia, respeitados os perodos mnimos de gozo do benefcio da penso.b)em quatro meses, se o bito ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18 contribuies mensais ou se o casamento ou unio estvel tiverem sido iniciados em menos de dois anos antes do bito do segurado.c)transcorridos os seguintes perodos, estabelecidos de acordo com a idade do beneficirio na data do bito do segurado, se o bito ocorrer depois de vertidas 18 contribuies mensais e pelo menos dois anos aps o incio do casamento ou da unio estvel:1) 3 anos, com menos de 21 anos de idade;2) 6 anos, entre 21 e 26 anos de idade;3) 10 anos, entre 27 e 29 anos de idade;IVAN KERTZMAN64) 15 anos, entre 30 e 40 anos de idade;5) 20 anos, entre 41 e 43 anos de idade;6) vitalcia, com 44 ou mais anos de idade. Em caso de bito do segurado decorrente de acidente de qualquer naturezaou doena profissional ou do trabalho, no necessrio o cumprimento da carncia de 18 contribuies mensais para que seu cnjuge ou companheiro(a) tenha direito ao recebimento da penso por morte escalonada em funo da idade. Da mesma forma, os bitos por acidente de qualquer natureza ou por doena profissional ou do trabalho dispensam a necessidade de 2 anos de unio estvel ou casamento para que seu cn-juge ou companheiro(a) faa jus penso por morte escalonada em funo da idade.Assim, os bitos decorrentes dos acidentes e das doenas ocupacionais dispensam tanto o cumprimento da carncia de 18 contribuies mensais, quanto a necessida-de de 2 anos de unio para que os cnjuges ou companheiros(as) tenham direito penso por morte pelos prazos pr