Notas Explicativas - Portal .A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) foi elaborada pelo método

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    NOTA 1: CONTEXTO OPERACIONALA Caixa de Assistncia dos Funcionrios do Banco do Brasil (CASSI), pessoa jurdica de direito privado, constituda na forma de associao sem fins lucrativos, em Assembleia Geral de 27 de janeiro de 1944, com sede e foro em Braslia (DF) e com prazo de durao indeterminado, uma operadora de planos de sade na modalidade de autogesto.

    Atua em todo o territrio nacional por meio de suas Unidades, Clnicas e rede de prestadores credenciados, tendo como objetivo social a promoo, a proteo, a recuperao e a reabilitao da sade dos seus associados e participantes, alm do desenvolvimento de programas de medicina ocupacional para os funcionrios do Banco do Brasil S.A.

    Em sua gesto, so observadas as disposies descritas na Lei n 9.656/98 e alteraes, nas Resolues da Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS), nas disposies contidas em seu Estatuto Social, Regimento Interno, regulamentos dos planos de sade que administra e decises de sua administrao.

    A Caixa de Assistncia possui 1.043.078 pessoas assistidas, incluindo 325.071 usurios dos convnios de reciprocidade, conforme distribuio abaixo:

    Notas Explicativas

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    NOTA 2: APRESENTAO DAS DEMONSTRAES CONTBEISAs Demonstraes Contbeis foram elaboradas e esto apresentadas em conformidade com as prticas contbeis adotadas no Brasil, com as normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC) e Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS), em especial as Resolues Normativas n 344/2013, 322/2013, 314/2012, 209/2009 e 227/2010, e alteraes, a Resoluo CFC n 1.409/12, que aprovou o ITG 2002, e as disposies contidas no Estatuto Social da CASSI.

    A Lei n 11.638/2007, que alterou, revogou e introduziu novos conceitos Lei n 6.404/76, estendeu a sua aplicao s demais sociedades, em especial quanto elaborao e divulgao das demonstraes contbeis.

    Em conformidade com o disposto no Art. 87, inciso IV e pargrafo nico do Estatuto Social, as Demonstraes do Resultado do Exerccio so apresentadas de forma consolidada e segregadas por Planos (Associados e CASSI Famlia).

    A Demonstrao do Fluxo de Caixa (DFC) foi elaborada pelo mtodo direto, de acordo com modelo padro estabelecido pela ANS. A legislao vigente determina entidade que ao apresentar a DFC pelo mtodo direto, destaque a conciliao do lucro lquido na demonstrao do fluxo de caixa gerado pelas atividades operacionais. Assim, a conciliao pelo mtodo indireto est demonstrada na Nota Explicativa n 28.

    NOTA 3: PRINCIPAIS PRTICAS CONTBEIS ADOTADAS(a) Apuraodosupervit/dficit

    O resultado apurado em observncia ao Princpio de Competncia, em que se destacam:

    As receitas relativas s contraprestaes efetivas de operaes com planos mdico-hospitalares so reconhecidas no efetivo perodo de cobertura do risco.

    As despesas relativas aos eventos indenizveis so reconhecidas por ocasio da apresentao das guias de servios mdico-hospitalares pelos prestadores de servio de sade.

    As provises tcnicas so constitudas de forma a refletir as obrigaes futuras, avisadas e no avisadas, decorrentes da operao de planos de assistncia sade (Nota 14).

    Outras receitas e despesas so reconhecidas quando da prestao de servios e/ou de seu faturamento.

    (b) Estimativas Contbeis

    Os nmeros apresentados nas Demonstraes Contbeis so baseados em pressupostos e estimativas da administrao, com relao s expectativas futuras de recebimentos e pagamentos das transaes e eventos econmicos ocorridos at o presente perodo. Os pressupostos e estimativas so inerentes ao processo de reconhecimento, mensurao e evidenciao contbil e so significativamente afetados pela complexidade das atividades operacionais desempenhadas pela entidade. Os valores reais dos fluxos de caixa futuros

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    podem divergir dos valores estimados, quando da materializao dos eventos que geraram essas estimativas, as quais so revisadas periodicamente.

    (c) Crditosdeoperaescomplanosdeassistnciasade

    Os crditos so registrados e mantidos no balano pelo valor nominal de seus ttulos representativos, ajustados pelas provises estimadas para eventuais perdas.

    (d) TtuloseValoresMobilirios

    Os Ttulos e Valores Mobilirios so registrados pelo custo de aquisio, acrescidos de seus rendimentos e ajustados a valor de mercado.

    (e) Investimentos

    Os investimentos em participaes permanentes em outras sociedades so avaliados pelo mtodo de equivalncia patrimonial, em conformidade com o Art. 248 da Lei 6.404/1976, as alteraes promovidas pela Lei n 11.638/2007 e o contido no Pronunciamento Tcnico n 18, do Comit de Pronunciamentos Contbeis.

    (f) Imobilizado

    demonstrado pelo custo de aquisio, lquido das respectivas depreciaes acumuladas, calculadas pelo mtodo linear de acordo com a vida til econmica estimada dos bens.

    (g) Intangvel

    Os ativos classificados no grupo intangvel so avaliados pelo custo de aquisio e amortizados de forma linear no decorrer do perodo do benefcio econmico estimado.

    (h) Demais Ativos

    Os demais elementos patrimoniais do Ativo Circulante e do Ativo No Circulante so mensurados pelo valor de custo, acrescidos, quando aplicveis, dos rendimentos e das variaes monetrias auferidas.

    (i) ProvisesTcnicas

    As provises tcnicas so constitudas em conformidade com os critrios estabelecidos pela Resoluo Normativa ANS n 209/2009 e alteraes promovidas pelas Resolues Normativas ANS n 243/2010 e 274/2011.

    A Proviso para Eventos Ocorridos e No Avisados (PEONA) calculada por meio de metodologia prpria constante de Nota Tcnica Atuarial de Proviso (NTAP). A partir da data-base novembro/2015, foi adotada nova metodologia de clculo atravs da Nota Tcnica Atuarial de Proviso (NTAP) desenvolvida pela CASSI e aprovada pela ANS por meio do Ofcio n 2115/2015 GGAME (COATU) DIOPE/ANS, de 11 de dezembro de 2015. Anteriormente, a PEONA resultava da diferena entre a IBNP - Incurred But Not Paid (Ocorridos mas no pagos) e a Proviso de Eventos a Liquidar (PEL).

    A Proviso para Eventos a Liquidar (PEL) calculada com base nas faturas dos prestadores de servio de assistncia sade, efetivamente apresentadas operadora.

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    (j) ProvisesparaAesJudiciais

    As provises para Aes Judiciais so constitudas para situaes provveis de risco de futuros desembolsos financeiros, mensuradas com base em estimativas do valor da obrigao.

    (k) Proviso para Perdas Sobre Crditos PPSC

    constituda para fazer face s potenciais perdas relativas aos crditos pendentes de recebimento, oriundos dos Planos de Associados, CASSI Famlia I e II, Dependentes Indiretos e Convnios. A referida proviso constituda em conformidade com o Anexo I da Resoluo Normativa ANS n 322/2013, da Agncia Nacional de Sade Suplementar (ANS), a qual estabelece que, havendo pelo menos uma parcela vencida do contrato h mais de 90 dias, a totalidade do crdito desse contrato dever ser provisionada.

    (l) DemaisPassivos

    Os demais elementos patrimoniais do Passivo Circulante e do Passivo No Circulante so demonstrados por valores conhecidos ou calculveis, acrescidos, quando aplicveis, dos correspondentes encargos e variaes monetrias incorridos at a data do balano.

    NOTA 4: APLICAES FINANCEIRASAs aplicaes financeiras so realizadas de acordo com a Poltica de Investimentos aprovada pela administrao, que busca, com segurana, otimizar rentabilidade e liquidez. Os ttulos que compem a Carteira Administrada so contabilizados pelo custo de aquisio, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado (valor justo). Como os ttulos e valores mobilirios da carteira prpria so destinados integralmente cobertura das provises tcnicas, foram classificados na categoria Ttulos Disponveis para Venda. Os ajustes a valor de mercado (valor justo) dos ganhos e das perdas no realizadas dos ttulos e valores mobilirios, classificados como disponveis para venda, so reconhecidos no Ativo, em contrapartida ao grupo Ganhos e Perdas no Realizadas com Ttulos e Valores Mobilirios, em conta destacada do Patrimnio Lquido.

    No encerramento do exerccio social, as aplicaes financeiras, segregadas por faixa de vencimento, esto distribudas da seguinte forma:

    ValoremR$mil

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    (a) Os Fundos de Investimentos tm os ativos avaliados pelo seu valor de mercado e suas quotas so apuradas e divulgadas diariamente pela BB DTVM, gestora dos fundos. So reconhecidos pela variao das quotas, deduzidos do Imposto de Renda. As aplicaes em fundos de investimento esto segregadas entre os fundos Exclusivo Advantage 39 e CP 10 milhes.

    A CASSI encerrou o exerccio de 2015 com R$ 1.039,02 milhes aplicados em Quotas de Fundos de Investimento, perfazendo o total de R$ 1.037,4 milhes, quando deduzida a proviso para Imposto de Renda. A variao observada deve-se maior necessidade de resgates em funo do aumento das despesas bsicas no ano. Os recursos aplicados no Fundo Exclusivo Advantage 39 somam R$ 1.029 milhes, sendo R$ 834,1 milhes disponveis para utilizao corrente, R$ 39,4 milhes destinados ao Fundo para Investimentos CASSI e R$ 155,5 milhes vinculados ANS como ativos garantidores das Provises Tcnicas.

    O Fundo CP 10 Milhes, de curto prazo, cujos recursos aplicados so destinados cobertura de despesas previstas, mas no programadas, apresentou saldo de R$ 10 milhes ao final do exerccio.

    (b) Os Ttulos de Renda Fixa Privados so reconhecidos pelos valores atualizados de acordo com os ndices pactuados, estando compatveis com as taxas praticadas no mercado. So representados pelo Recibo de Depsito Cooperativo (RDC), da Cooperforte, no valor de R$ 50,8 milhes, lquido da Proviso de Imposto de Renda.

    (c) Os Ttulos de Renda Fixa Pblicos da carteira prpria so reconhecidos pelo custo de aquisio, atualizados por seus rendimentos e aj