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NTERPRETAÇÃO VISUAL DE IMAGEM DE SATÉ · PDF file figura 1 – imagem colorida, obtida com o sensor tm do landsat, para mostrar Áreas irrigadas por aspersÃo com o sistema de pivÔ

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14 - 1

C A P T U L O 1 4

I N F O R M A E S T E I S P A R A

A U X I L I A R A I N T E R P R E T A O

V I S U A L D E I M A G E N S D E

S A T L I T E S

M a u r i c i o A l v e s M o r e i r a

I n s t i t u t o N a c i o n a l d e P e s q u i s a s E s p a c i a i s

e.mail: [email protected]

goto-/sid.inpe.br/marciana/2005/01.06.10.39

14 - 2

14 - 3

NDICE

LISTA DE FIGURAS ............................................................................................ 14 - 5

1 INTRODUO ................................................................................................... 14 - 7

2 ELEMENTOS DE FOTOINTERPRETAO ................................................ 14 - 8

2.1 FORMA .............................................................................................................. 14 - 8

2.2 TAMANHO ..................................................................................................... 14 - 11

2.3 SOMBRA ......................................................................................................... 14 - 12

2.4 TONALIDADE ................................................................................................ 14 - 15

2.5 COR .................................................................................................................. 14 - 16

2.6 PADRO ......................................................................................................... 14 - 20

2.7 ESCALA .......................................................................................................... 14 - 21

3 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 14 - 24

14 - 4

14 - 5

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 IMAGEM COLORIDA, OBTIDA COM O SENSOR TM DO

LANDSAT, PARA MOSTRAR REAS IRRIGADAS POR ASPERSO COM O

SISTEMA DE PIV CENTRAL .......................................................................... 14 - 9

FIGURA 2 FOTOGRAFIA AREA COLORIDA NORMAL, PARA MOSTRAR

AS FORMAS SINUOSAS DOS RIACHOS ASSOCIADO A MATA DE GALERIA

E AS FORMAS GEOMTRICAS DE REAS AGRCOLAS ....................... 14 - 10

FIGURA 3 FOTO AREA COLORIDA NORMAL, PARA MOSTRAR AS

FORMAS RETICULADAS DE UM CENTRO URBANO FORMADO PELO

CRUZAMENTO DE RUAS E AVENIDAS ....................................................... 14 - 11

FIGURA 4 REAS AGRCOLAS PARA MOSTRAR A HOMOGENEIDADE

DOS TALHES ................................................................................................... 14 - 12

FIGURA 5 ESQUEMA DE UM RELEVO PARA MOSTRAR O EFEITO DE

SOMBRA DO LADO OPOSTO AO SOL ......................................................... 14 - 14

FIGURA 6 IMAGEM DE SATLITE PARA MOSTRAR O EFEITO DE

SOMBREAMENTO PROVOCADO PELO RELEVO .................................... 14 - 14

FIGURA 7 FOTO AREA PARA MOSTRAR DIFERENTES COLORAES

DO VERDE, INDICANDO DIFERENTES DENSIDADES DE VEGETAO NA

REA ..................................................................................................................... 14 - 17

FIGURA 8 COMPOSIO COLORIDA DAS BANDAS TM2 (B), TM3 (G) E

TM4 (R) DO LANDSAT ...................................................................................... 14 - 19

14 - 6

FIGURA 9 COMPOSIO COLORIDA DAS BANDAS TM3 (B), TM4 (G) E

TM5 (R) PARA MOSTRAR A COLORAO VERDE-AMARELADA DA

VEGETAO ...................................................................................................... 14 - 20

FIGURA 10 ESQUEMA PARA MOSTRAR O PADRO DE DRENAGEM

................................................................................................................................. 14 - 21

FIGURA 11 COMPOSIO COLORIDA DAS BANDAS TM3(B), TM4(G) E

TM5 (R) PARA MOSTRAR O EFEITO DE ESCALA DE TRABALHO ..... 14 - 22

FIGURA 12 COMPOSIO COLORIDA DAS BANDAS TM3(B), TM4(G) E

TM5(G) EM TRS ESCALAS DIFERENTES (1: 200.000; 1: 100.000 E 1:50.000)

................................................................................................................................. 14 - 24

14 - 7

1 INTRODUO

O termo interpretao visual usado para designar um procedimento que ns

empregamos para identificar (dizer o que ) qualquer coisa que est ao redor de ns,

utilizando apenas a nossa viso. Por exemplo, quando ns analisamos uma fotografia,

tirada no dia de nosso aniversrio ou de outro evento qualquer, somos capazes de

identificar todas as pessoas e objetos que esto na foto. O que estamos fazendo, na

realidade, uma interpretao visual.

Existem outras maneiras de identificar objetos, coisas ou fenmenos sem ser pela viso.

Por exemplo, quando ns estamos deitados e ouvimos um tremendo barulho no Cu,

logo dizemos que est trovejando. Neste caso, ns no vimos o barulho e sim, ouvimos.

Assim, o que estamos utilizando outro rgo do sentido, ou seja o OUVIDO, para

identificar um fenmeno que provocou uma perturbao no meio. Alm dos olhos e os

ouvidos temos outros rgos que podemos utilizar para identificar e descrever um

objeto qualquer, so eles: a BOCA (gustao), os DEDOS (tato) e o NARIZ (cheiro).

No caso desse curso, bvio que vocs no iro utilizar os trs ltimos rgos do

sentido para fazer a interpretao visual de imagens de satlite.

De qualquer forma, para que ns possamos identificar corretamente um objeto ou

qualquer outra coisa no meio em que vivemos, seja pela viso (interpretao visual),

audio, gustao, tato ou cheiro, preciso que no nosso crebro tenha armazenado um

PACOTE de informaes sobre aquilo que esta sendo identificado por ns. Por

exemplo, quando uma pessoa nos mostra uma foto de um cachorro, ns dizemos que o

animal um cachorro porque em algum dia de nossas vidas vimos um animal igual e,

algum nos disse que se chamava cachorro. Este pacote sobre as caractersticas do

cachorro est armazenado em nossos crebro. Assim ocorre com tudo aquilo que existe

no ambiente em que vivemos ou que vimos atravs dos meios de comunicao.

14 - 8

Quando um objeto ou fenmeno que no conhecemos, isto , que no temos no crebro

um pacote de informaes sobre ele, apresentado a ns para identific-lo,

simplesmente dizemos, NO SABEMOS O QUE !!!

Por outro lado, quando se trata de imagens de satlite (dados orbitais), a primeira vista

parece muito difcil identificar as coisas que esto nelas, porque no existe nada em

nossos crebros parecido, ou seja, no existe um pacote de informaes armazenado

em nossos crebro, sobre cada coisa que existe na imagem. Entretanto, quando

comeamos analisar detalhadamente as feies (coisas existentes na imagens) existentes

nas imagens, atravs de associaes de formas, posio, tamanho, cor e/ou tonalidade,

etc. com coisas que conhecemos no cotidiano ns percebemos que a identificao fica

bem mais fcil. Neste ponto, ns estamos, nada mais nada menos, do que criando um

banco de dados em nossos crebros (o PACOTE de informaes) de maneira que, ao

observamos outra imagem de satlite muitas informaes contidas nesta nova imagem

j esto armazenadas no crebro. Com isto, a interpretao visual muito mais fcil do

que foi na primeira imagem que vimos. Por esta razo, vamos discutir a respeito de

alguns elementos de fotointerpretao, onde alguns deles sero usados para fazer o

exerccio prtico de interpretao visual de uma imagem, que contm informaes de

parte do Municpio de So Jos dos Campos.

2 ELEMENTOS DE FOTOINTERPRETAO

2.1 FORMA

A forma que um objeto apresenta na superfcie da Terra uma caracterstica muito

importante para auxiliar o analista na sua identificao, quando observado numa

fotografia ou numa imagem de satlite. Entretanto, deve-se ter em mente que s a

forma, muitas vezes, no suficiente para identific-lo. Em outras palavras, necessrio

de outras caractersticas para que possamos identific-lo com preciso. Por exemplo, um

objeto que tem uma forma de esfera pode ser uma bola de futebol ou de bilhar pois,

ambas apresentam a mesma forma. Para identificar corretamente qual a bola de

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futebol e qual a bola de bilhar, deve-se lanar mo de informaes de outras

caractersticas deles como: tamanho, peso, onde usado, etc. Essas informaes

complementam o atributo FORMA.

Por outro lado, se ns subirmos no alto de uma torre ou de um morro ou ainda sobrevoar

uma rea, vamos observar que tudo que existe sobre a superfcie da Terra tem formas

mais ou menos definidas. Por exemplo, reas cultivadas, quando observadas de cima,

elas apresentam formas mais ou menos retangulares ou quadradas. reas irrigadas pelo

processo denominado de asperso e com piv central, quando vistas de cima, t

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