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O CASARÃO DO VINIL

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Este trabalho foi desenvolvido segundo proposta da disciplina de Documentação Audiovisual, que tem como objetivo analisar a documentação audiovisual, se atentando às especificidades desta tipologia documental que não são as mesmas dos documentos escritosALISSON ALVES DA SILVA
ANDREIA SOUSA DE SÁ
ALISSON ALVES DA SILVA – N° USP: 9021664
ANDREIA SOUSA DE SÁ – N° USP: 8497340
ISLANA FERREIRA – N° USP: 8948519
O CASARÃO DO VINIL
5. CASARÃO DO VINIL: DESCRIÇÃO ORGANIZACIONAL E CONDIÇÕES DE
ARMAZENAMENTO DO ACERVO ..................................................................................... 11
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho foi desenvolvido de acordo com a proposta da disciplina de
Documentação Audiovisual, que tem como objetivo analisar a documentação audiovisual, se
atentando às especificidades desta tipologia documental quanto à organização,
armazenamento e conservação dos suportes. A apresentação de diferentes tipos e funções do
documento audiovisual trouxe à tona discussões acerca do problema da preservação das
mídias e dos mediadores que tornam possível o acesso às informações.
O conceito de documento audiovisual é amplo, portanto para trabalharmos com esse
tema utilizamos como escopo teórico os textos utilizados na disciplina nos apropriando de
informações e reflexões produzidas durante as aulas. Devido à existência de diversos meios
de difusão das informações, convêm apresentar a classificação utilizada por Johanna W. Smit
(2000) na especificação de gêneros e suportes classificados na categoria audiovisual. Deste
modo no gênero de documentos sonoros podem ser inseridos os suportes fitas e discos e sua
principal preocupação é a informação sonora; no gênero de documentos iconográficos o
suporte analisado é a fotografia como informação iconográfica; no gênero de documento
cinematográfico os suportes analisados são os filmes e os vídeos como informação
cinematográfica; o gênero documentos multimídia disponibilizado no suporte CD-ROMs
como informação multimídia.
No universo da documentação audiovisual a proposta deste trabalho foi a de realizar
um diagnóstico de uma instituição, pública ou privada, a partir de fatores como tipologia do
acervo, organização, meios utilizados para recuperação das informações, público e verificação
da existência de uma política de preservação do acervo.
No contexto atual, século XXI, verificamos que o processo de globalização e as novas
tecnologias produzem veículos de comunicação e produtos que movem a indústria de
consumo. Principalmente em relação aos documentos audiovisuais, a internet possibilita o
acesso fácil, rápido e gratuito de músicas, filmes, imagens ocasionando a desmaterialização
do suporte. Porém a grande quantidade de informações encontradas e a falta de credibilidade
das fontes que disponibilizam tais documentos, ainda geram a busca por locais confiáveis e
tradicionais.
Diante deste cenário nosso critério de escolha buscou uma instituição que apesar do
processo de modernização, optou por um caminho inverso oferecendo ao público o que não
está em evidência ou destaque no mundo tecnológico e comercial. Os sebos subsistem como
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um local de resistência e resgate contrariando uma cultura pautada nas relações puramente
comerciais, priorizando também as relações entre os sujeitos. A procura por sebos está
relacionada a um conjunto de fatores como preços mais acessíveis, facilidade do acesso à
informação, localização de obras raras, possibilidade de procura dos materiais organizados em
disposição diferenciada das grandes lojas, o que possibilita conhecer o novo a partir do
próprio interesse do indivíduo.
Inicialmente a concepção do projeto era a de analisar um sebo que contivesse uma
variedade de materiais e suportes como livros, discos, Cds. Até mesmo porque quando se
pensa em sebo, pensa-se em livros, não é comum encontrar sebos especializados em outros
tipos de documento que não o textual. Contudo, durante a orientação do trabalho com a
professora Dra. Vânia Lima, ela falou sobre a existência de um sebo voltado para a
comercialização de discos. Compreendemos então, ser este espaço mais adequado para a
proposta de diagnóstico uma vez que o interesse principal do seu público é o documento
audiovisual.
Nossa primeira ação foi acessar o endereço eletrônico da instituição visando termos
um contato inicial com as ações promovidas e informações veiculadas, o que demonstra que a
tecnologia não necessariamente substitui o físico, mas pode ser utilizada como instrumento de
aceso e divulgação. Devido a prática ser uma ação importante para que o pesquisador produza
conhecimento foi realizada uma visita ao local, que possibilitou um contato direto com o
espaço, funcionários, verificação dos discos, organização dos materiais. Também foi possível
conversar com Manoel Jorge Dias, apelidado de Manezinho da Implosão, que é o idealizador
e responsável pela existência do espaço.
Neste trabalho, procurou-se realizar, a partir de um conhecimento básico sobre o tema,
uma análise técnica do sebo de discos denominado “Casarão do Vinil”, propondo medidas de
intervenção visando a preservação dos materiais e melhoria nos serviços prestados ao público.
Contudo foi essencial se atentar ao contexto, apresentando um pouco da história local da
instituição e também dos discos, o que auxilia na tomada de ações que não fujam às
especificidades de ambos.
Assim o trabalho foi organizado apresentando nos dois primeiros tópicos a história do
Casarão do Vinil relacionando informações encontradas em meios eletrônicos com as
coletadas durante a entrevista com o Manezinho e uma breve história do vinil contendo
informações físicas do material e tipos de vinis. No tópico seguinte é realizada a análise de
organização do local considerando aspectos técnicos relacionados a preservação e
conservação dos materiais. Considerando as informações discutidas são propostas ações
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imediatas e as que podem ser realizadas em longo prazo, objetivando a preservação do
material, e o melhor atendimento a um público mais amplo.
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2. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO
Manoel Jorge Dias, apelidado de Manézinho da Implosão, é engenheiro formado pela
Universidade de São Paulo, e é proprietário do maior acervo de disco de vinil da América
Latina, este totalizado por volta de 1,6 milhões de discos.
Conhecido por participar de diversas implosões notórias e importantes na história
brasileira como o Carandiru, o edifício Palace 2 entre outros, Manuel sempre teve como
passatempo a coleção de discos de vinis e “velharias”, e desde sua juventude comprou, trocou
e barganhou diversos discos, este processo se transformou no que é hoje reconhecido pelo
maior acervo de vinis latino americano. Durante o garimpo de vinis pelo Brasil o engenheiro
colecionou, também, diversas histórias excêntricas.
O acervo surge através de um empreendimento fracassado. O objetivo de Manoel era
abrir uma loja de roupas intimas femininas, e para tal em 2000 comprou um grande lote de
produtos do tipo, em menos de um ano observou que o negócio estava fadado à falência e no
ano seguinte decidi escambiar o lote pelas ruas da Mooca, Manézinho trocava lingeries e
outras peças por livros, móveis, objeto decorativos e vinis, aproveita seu fracassado
empreendedorismo para aumento de estoque. Um grande salto quantitativo para o seu acervo,
foi a compra de 200 mil discos de uma única vez, estes utilizados como parte do pagamento
de imóveis pouco utilizados, totalizando cinco caminhões carregados de LPs.
Montar o acervo foi um processo lento e demorado, comprou a maioria de seu acervo
no interior de São Paulo, no Rio de Janeiro e em cidades como Peruíbe, Paraty e São José dos
Campos. A rotina do engenheiro ateve-se em encontrar relíquias, negociar o preço das
mesmas carrega-las, estoca-las em seu deposito na Mooca além de limpa-las e organiza-las. O
engenheiro afirma que foi um processo terapêutico, e que estava precisando, devido ao
sequestro sofrido em 8 de dezembro de 2001.
Por não ter o conhecimento em músicas necessário para a avaliação dos LPs, Manoel
contratou uma equipe para que a avaliação e classificação dos discos seja feita de forma mais
precisa possível. Esta avaliação é feita por quatro pessoas. Primeiro, a que tem menor
conhecimento sobre música verifica o disco e lhe dá um preço. O valor é reajustado pelo
sujeito a seguir, com mais bagagem cultural do que o primeiro, e depois pelo terceiro. O
quarto e último, que tem mais conhecimento entre os quatro, curiosamente, é um cego. Celso
Marcílio, dono da loja de música Celsom, no centro de São Paulo, reconhece vários dos
álbuns só com o tato.
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É no bairro da Mooca, em São Paulo, que Manézinho mantém a coleção de vinis
estocada em galpões e também à venda em três lojas. Uma na Rua da Mooca, 3.401, onde
realiza o Feirão do LP desde março deste ano a preços populares, entre R$ 5, R$ 10 e R$ 30.
Outra na Rua do Oratório, 273. E, mais recente, uma na Rua dos Trilhos, 1.212, apelidada de
Casarão do Vinil. O casarão tem 600 metros quadrados, com arquitetura colonial datada da
década de 1940 e quase nenhuma restauração. Lustres, cadeiras e mesas lembram a mobília de
seus bisavôs. As paredes, com antiga pintura cor de rosa, descascam em vários cantos.
O Casarão do Vinil faz parte de um plano maior, o de transformar a Mooca na “capital
nacional do vinil”. Mais para frente, Manoel Jorge quer inaugurar um centro cultural para
expor os discos mais valiosos e raros que dispõe e criar um tour no bairro, este iniciar-se-á na
estação Bresser/Mooca e através de um ônibus particular as pessoas conheceriam as três lojas.
O propósito é atender todas as manifestações culturais possíveis. O engenheiro afirma “O
vinil nunca acabou, mas agora voltou com tudo também para os jovens."
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3. HISTÓRIA DO VINIL
O disco de vinil foi desenvolvido em 1948, também é conhecido como LP (Long
Play), em material plástico (usualmente em policloreto de vinila)1. São maleáveis, leves e
possuem resistência aos choques e reproduzem um maior número de músicas, diferentemente
dos discos de 78 RPM2, com muita qualidade sonora e capas ilustradas se popularizou rápido.
São compostos de micro-sulcos, ou ranhuras, dispostos em forma de espiral, eles
conduzem a agulha do toca-discos de modo que vá da borda externa ao centro, no sentido
horário e a gravação é feita de forma analógica. Os micro-sulcos são microscópicos e fazem a
agulha vibrar, gerando uma vibração que é transformada em sinal elétrico que por sua vez é
amplificado e alterado para o som audível.
No final da década de 1980 surgem os Compact Discs (CD), com promessas de
melhor qualidade e durabilidade, diante desse cenário os vinis perderam espaço, de modo que
os artistas gravaram em LPs até o final de 1997.
Os discos de vinil possuem entalhes que refletem as ondas do áudio original fazendo
com que nenhuma informação seja perdida, o resultado de um toca-discos é analógico,
enviado diretamente ao amplificador sem ser convertido. Isso significa que as ondas sonoras
de um disco de vinil podem ser muito mais precisas, o aspecto negativo é que, qualquer sinal
de poeira ou riscos pode prejudicar na reprodução, em alguns momentos, os ruídos podem ser
ouvidos.
Atualmente os discos são objetos procurados por colecionadores e entusiastas da
música reproduzida em boa qualidade, grande exemplo desse fato é o Feirão de 1 milhão de
LPs, que reúne, agora em sua sede, variados discos de diferentes estilos musicais e pessoas
que garimpam e até viajam em busca alguma raridade.
1 O formato disco de 78 rpm começou a ser utilizado em 1888 com a invenção do gramofone e eram feitos de
goma-laca. O formato vinil começou a ser utilizado para a fabricação de discos após a Segunda Guerra
Mundial devido ao exército japonês ter cortado o suprimento dessa matéria - prima para os Estados Unidos e
Europa.
2 RPM é a abreviação para a expressão rotações por minuto.
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4. TIPOS DE DISCOS
LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches- ou,
"12 polegadas" em português). Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações
por minuto, a sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado, o formato LP era
utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre
as primeiras gerações dos LP que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diâmetro e que era
tocado, normalmente, a 45 RPM, a sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado
e normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido
como, seven inches- ou, "7 polegadas"em português); ou como compacto simples, disco com
17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM), a sua capacidade
normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das
músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado.
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era
tocado a 45 RPM, com capacidade de cerca de 12 minutos por lado.
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DE ARMAZENAMENTO DO ACERVO
O Casarão do Vinil como o próprio nome indica, é uma casa que atualmente ganhou
como função a guarda de diversos tipos de objetos, sendo em sua maioria discos. A casa é
ampla e apresenta dois andares. No portão de entrada há um banner divulgador, escrito
Casarão do Vinil contendo os valores dos discos de acordo com o tipo (duplo, compacto e se
pertence à área externa ou interna) além do desenho de artistas da música, Chico Buarque,
Elvis Presley e Jimi Hendrix com a seguinte frase: “E o melhor, tem que garimpar”.
O acesso à casa ocorre por meio de uma escadaria, ao se chegar na porta de entrada há
uma pequena área, uma espécie de hall, no qual já se tem acesso aos discos. Eles estão
organizados em caixas de plástico, com uma abertura na parte da frente, e dispostos em pé
permitindo a visualização das capas e a manipulação dos discos. Já na entrada também nota-se
outros objetos que apesar de parecerem ser somente decorativos também estão à venda, além
disso, sobre um móvel são disponibilizadas luvas de látex e máscaras descartáveis. Nesta área
há grandes janelas de vidro permitindo a entrada de luz natural e não há cortinas. As caixas de
plástico com os discos ficam a uma altura de mais de meio metro do chão, sob uma base de
madeira.
Após o hall, adentra-se no espaço casa, uma sala, o espaço é mais fechado, há uma
mesa de época na qual estão colocados discos na posição horizontal, estantes com diversos
objetos e as vitrolas que também são comercializadas. O público pode pegar o disco e ouvi-lo
em uma vitrola que fica na estante. Na área esquerda no sentido da entrada, há mais discos
disponibilizados na mesma organização citada anteriormente.
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Saindo da sala inicial, há uma escada, mais à frente o banheiro e uma outra sala
somente com discos, são três fileiras de discos com dois corredores para que os usuários
possam m ter acesso a eles. O espaço possui duas janelas que ficam abertas e em um dos
cantos ficam caixas contendo os chamados “brindes” que contêm bijuterias, figurinhas,
lingeries, livros entre outros objetos. Eles ficam dentro de uma caixa sem separação.
O andar de cima da casa ainda não está aberto ao público, porém tivemos acesso ao
local para conversar com o Manezino. Neste espaço, há móveis, sofás, poltronas e mais
discos. Ele explicou que eles fazem uma pré-seleção dos materiais, há discos que são raros e
que tiveram tiragem única. Conforme a história do casarão, com a ideia de se fazer um centro
cultural, ele não pretende comercializar todos os discos, pois alguns serão apenas expostos.
Na área externa é possível encontrar discos armazenados de diversas formas. Os
discos que podem ser escolhidos como brinde ou comprados a um valor menor que os da área
interna, estão em um espaço aberto, colocados sob uma mesa dentro das caixas de plástico e
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cobertos por uma estrutura feita com lona. Há outros que estão dentro de caixotes de feira
empilhados uns sob os outros. Durante o manuseio, foi verificado que muitos discos estão
com a capa rasgada e a exposição ao ar livre e janelas abertas corroboram para a entrada de pó
e deterioração dos materiais. Também há muitos livros que ainda estão encaixotados, pois de
acordo com o Manezinho, faz parte do projeto trazer para o espaço cerca de 20.000 livros,
sendo que 10.000 estão catalogados.
Referente a organização e métodos de recuperação da informação ainda não foram
tomadas nenhum tipo de medida. O espaço conta hoje com quatro colaboradores e funciona
todos os dias das 08 às 18h. Os funcionários não têm nenhuma formação específica na área de
música ou conservação, porém um deles entende muito acerca da história e tratamento do
vinil, além de conhecer bem o acervo. Conforme a própria característica do local, o que se
pretende enfatizar é o garimpo, no sentido de que há uma relação diferenciada com o objeto,
que está associada a materialidade e experiências culturais e sonoras (GAUZISKI, 2012).
Acerca do público, o Manezinho explicou que devido ao projeto de divulgação inicial ter
ocorrido por meio do feirão de 1 milhão de discos, não havia possibilidades de organização do
acervo. A intenção era divulgar e reunir diferentes públicos, com idades e classes sócias
distintas em busca de algo comum, o resgate do vinil. Atualmente ele disse que o gênero mais
procurado é o rock e que o pulico assíduo é o colecionador. Porém já recebeu reclamações
devido a não utilizar nenhum critério de classificação, pois tem pessoas que procuram algo
mais específico e acham desorganizado os discos ficarem todos juntos sem nenhum tipo de
critério.
Atualmente com a consolidação do espaço e intenção de implantar um centro cultural,
Manezinho tem ciência da importância da organização e catalogação do acervo para a
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recuperação da informação e também de práticas de preservação visando valorizar os discos
no âmbito financeiro e também quanto à preservação da memória.
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6. DIAGNÓSTICO DO ACERVO.
Falar em preservação de acervo implica a realização de ações que tenham como foco
recuperar as condições físicas e manter a durabilidade dos materiais dos suportes garantindo o
acesso à informação. Há uma discussão acerca dos conceitos de preservação e conservação
que são muitas vezes utilizados como sinônimos. Contudo não nos aprofundaremos nestes
conceitos teóricos, porém cabe mencionar que de maneira ampla eles são divididos em
preservação, conservação, restauração e conservação preventivas.
Apesar de ser um local que pode ser considerado de abrangência cultural, não deixa de
ter como foco a comercialização dos discos, não tendo sido considerado viável um trabalho de
restauro ou de intervenção no material, o qual exigiria profissionais especializados e espaço
específico, tornando o produto final muito mais caro. Tendo em vista essa multiplicidade de
conceitos, as observações realizadas referentes ao acervo fonográfico do Casarão do Vinil
dizem respeito ao desenvolvimento de metodologias de preservação. Objetivando a
integridade dos registros musicais contidos no vinil além da preservação da arte da capa dos
discos, que são essenciais para a significação simbólica e visual deste suporte.
Considerando a descrição organizacional e condições de armazenamento do acervo os
principais problemas que podem ser apontados a partir de uma análise superficial é o
empilhamento dos discos encaixotados, pois essa forma de armazenamento pode provocar
amolecimento e empenamento da superfície dos discos. Mesmo que não estejam encaixotados
é importante que os discos sejam armazenados na posição vertical e não um sobre o outro na
posição horizontal. A exposição dos materiais ao ar livre sem o devido acondicionamento
pode provocar acúmulo de poeira. Este acúmulo por sua vez penetra nos sulcos dificultando a
passagem da agulha provocando interferências na correta reprodução do som.
Devido à poeira e a manchas causadas pela ação de microorganismos os discos podem
ser lavados. Uma das formas que podem ser utilizadas para a realização desse processo é
imergir o disco em uma solução com um detergente específico. Para os discos de vinil deve se
colocar 18 ml de Detertec para cada 1, 5 L de água utilizando para a limpeza trinchas de pelo
de marta3. No…