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o anglo resolve o Exame Nacional do Ensino Médio 2004 É trabalho pioneiro. Prestação de serviços com tradição de confiabilidade. Construtivo, procura colaborar com as Bancas Examina- doras em sua tarefa árdua de não cometer injustiças. Didático, mais do que um simples gabarito, auxilia o estudante em seu processo de aprendizagem. O ENEM-2004 é constituído de uma redação e de 63 ques- tões objetivas, envolvendo assuntos de Português, Mate- mática, Biologia, História, Geografia, Física e Química, abordados ao longo do Ensino Fundamental e Médio. Essa prova tem por finalidade avaliar modalidades estru- turais de inteligência, demonstradas em 21 habilidades decorrentes de 5 competências fundamentais. Os resultados obtidos pelos alunos poderão ser aprovei- tados para o ingresso em várias faculdades do país.

O ENEM-2004 Português, Mate- mática, Biologia, História ... · II —Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver

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resolve

o ExameNacional

doEnsinoMdio2004

trabalho pioneiro.Prestao de servios com tradio de confiabilidade. Construtivo, procura colaborar com as Bancas Examina-doras em sua tarefa rdua de no cometer injustias. Didtico, mais do que um simples gabarito, auxilia oestudante em seu processo de aprendizagem.

O ENEM-2004 constitudo de uma redao e de 63 ques-tes objetivas, envolvendo assuntos de Portugus, Mate-mtica, Biologia, Histria, Geografia, Fsica e Qumica,abordados ao longo do Ensino Fundamental e Mdio.Essa prova tem por finalidade avaliar modalidades estru-turais de inteligncia, demonstradas em 21 habilidadesdecorrentes de 5 competncias fundamentais.Os resultados obtidos pelos alunos podero ser aprovei-tados para o ingresso em vrias faculdades do pas.

Matriz de Competncias e Habilidades do ENEM

ENEM CompetnciasAs duas partes da prova so estruturadas para avaliar as seguintes competncias:

Parte ObjetivaI Dominar a norma culta da Lngua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemtica, artstica e cientfica.

II Construir e aplicar conceitos das vrias reas do conhecimento para a compreenso de fenmenos naturais, de processos his-trico-geogrficos, da produo tecnolgica e das manifestaes artsticas.

III Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informaes representados de diferentes formas, para tomar decises eenfrentar situaes-problema.

IV Relacionar informaes, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponveis em situaes concretas, para cons-truir argumentao consistente.

V Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaborao de propostas de interveno solidria na realidade,respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

RedaoI Demonstrar domnio da norma culta da lngua escrita.

II Compreender a proposta de redao e aplicar conceitos das vrias reas de conhecimento para desenvolver o tema, dentrodos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

III Selecionar, relacionar e organizar, interpretar informaes, fatos, opinies e argumentos em defesa de um ponto de vista.IV Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingsticos necessrios para a construo da argumentao.V Elaborar proposta de interveno para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos.

ENEM HabilidadesNa parte objetiva da prova, cada uma das habilidades medida trs vezes (trs questes por habilidade).

1. Dada a descrio discursiva ou por ilustrao de um experimento ou fenmeno, de natureza cientfica, tecnolgica ou social, iden-tificar variveis relevantes e selecionar os instrumentos necessrios para a realizao ou interpretao do mesmo.

2. Em um grfico cartesiano de varivel socioeconmica ou tcnico-cientfica, identificar e analisar valores das variveis, in-tervalos de crescimento ou decrscimo e taxas de variao.

3. Dada uma distribuio estatstica de varivel social, econmica, fsica, qumica ou biolgica, traduzir e interpretar as infor-maes disponveis, ou reorganiz-las, objetivando interpolaes ou extrapolaes.

4. Dada uma situao-problema, apresentada em uma linguagem de determinada rea de conhecimento, relacion-la com sua for-mulao em outras linguagens ou vice-versa.

5. A partir da leitura de textos literrios consagrados e de informaes sobre concepes artsticas, estabelecer relaes entreeles e seu contexto histrico, social, poltico ou cultural, inferindo as escolhas dos temas, gneros discursivos e recursosexpressivos dos autores.

6. Com base em um texto, analisar as funes da linguagem, identificar marcas de variantes lingsticas de natureza sociocul-tural, regional, de registro ou de estilo, e explorar as relaes entre as linguagens coloquial e formal.

7. Identificar e caracterizar a conservao e as transformaes de energia em diferentes processos de sua gerao e uso social,e comparar diferentes recursos e opes energticas.

8. Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicaes ambientais, sociais e econmicas dos processos de uti-lizao dos recursos naturais, materiais ou energticos.

9. Compreender o significado e a importncia da gua e de seu ciclo para a manuteno da vida, em sua relao com as con-dies socioambientais, sabendo quantificar variaes de temperatura e mudanas de fase em processos naturais e de in-terveno humana.

10. Utilizar e interpretar diferentes escalas de tempo para situar e descrever transformaes na atmosfera, biosfera, hidrosfera e litos-fera, origem e evoluo da vida, variaes populacionais e modificaes no espao geogrfico.

11. Diante da diversidade da vida, analisar, do ponto de vista biolgico, fsico ou qumico, padres comuns nas estruturas e nosprocessos que garantem a continuidade e a evoluo dos seres vivos.

12. Analisar fatores socioeconmicos e ambientais associados ao desenvolvimento, s condies de vida e sade de populaeshumanas, por meio da interpretao de diferentes indicadores.

13. Compreender o carter sistmico do planeta e reconhecer a importncia da biodiversidade para preservao da vida, relacio-nando condies do meio e interveno humana.

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14. Diante da diversidade de formas geomtricas planas e espaciais, presentes na natureza ou imaginadas, caracteriz-las por meiode propriedades, relacionar seus elementos, calcular comprimentos, reas ou volumes, e utilizar o conhecimento geomtrico paraleitura, compreenso e ao sobre a realidade.

15. Reconhecer o carter aleatrio de fenmenos naturais ou no e utilizar em situaes-problema, processos de contagem, represen-tao de freqncias relativas, construo de espaos amostrais, distribuio e clculo de probabilidades.

16. Analisar, de forma qualitativa ou quantitativa, situaes-problema referentes a perturbaes ambientais, identificando fonte, trans-porte e destino dos poluentes, reconhecendo suas transformaes; prever efeitos nos ecossistemas e no sistema produtivo e proporformas de interveno para reduzir e controlar os efeitos da poluio ambiental.

17. Na obteno e produo de materiais e de insumos energticos, identificar etapas, calcular rendimentos, taxas e ndices, e analisarimplicaes sociais, econmicas e ambientais.

18. Valorizar a diversidade dos patrimnios etnoculturais e artsticos, identificando-a em suas manifestaes e representaes em di-ferentes sociedades, pocas e lugares.

19. Confrontar interpretaes diversas de situaes ou fatos de natureza histrico-geogrfica, tcnico-cientfica, artstico-culturalou do cotidiano, comparando diferentes pontos de vista, identificando os pressupostos de cada interpretao e analisando avalidade dos argumentos utilizados.

20. Comparar processos de formao socioeconmica, relacionando-os com seu contexto histrico e geogrfico.

21. Dado um conjunto de informaes sobre uma realidade histrico-geogrfica, contextualizar e ordenar os eventos registrados,compreendendo a importncia dos fatores sociais, econmicos, polticos ou culturais.

Saiba como avaliado o seu desempenho do ENEMO desempenho do participante ser avaliado nas duas partes da prova (objetiva e redao), valendo 100 pontos cada uma

delas. O participante receber duas notas globais, uma para a parte objetiva e outra para a redao. Receber, tambm, uma notae sua interpretao para cada uma das cinco Competncias avaliadas, nas duas partes da prova.

O desempenho do participante nas duas partes da prova ser interpretado de acordo com as premissas tericas da Matriz deCompetncias que se refere s possibilidades totais da cognio humana na fase de desenvolvimento prprio aos participantes doENEM jovens e adultos. Esse desempenho ser expresso nas seguintes faixas: insuficiente e regular, que corresponde s notasentre 0 a 40 (inclusive); regular a bom, que corresponde s notas entre 40 a 70 (inclusive); e bom a excelente, que corresponde snotas entre 70 a 100.

Modelo de Anlise de Desempenho na Parte Objetiva da ProvaA nota global na parte objetiva da prova corresponder soma dos pontos atribudos s questes respondidas corretamente

pelo participante. As 63 questes objetivas de mltipla escolha tm o mesmo valor. Assim sendo, para calcular a nota global nestaparte da prova, o participante dever multiplicar o nmero de questes respondidas corretamente por 100 (cem), dividindo o resul-tado por 63.

A interpretao dessa nota ser estruturada a partir de cada uma das cinco Competncias, pelas relaes estabelecidas com asrespectivas Habilidades e as questes a elas relacionadas, gerando, tambm, para cada Competncia, uma nota de 0 a 100, conformemodelo a seguir.

Competncias:

Dominar linguagens (DL)Compreender fenmenos (CF)Enfrentar situaes-problema (SP)Construir argumentaes (CA)Elaborar propostas (EP)

Habilidades: 1 a 21

12678

910 121314

151617II

CF

IDL

12

4561112

1314 18

7

VEP

8910111213

141617

21

IVCA

20 191514

1386

19

IIISP

172116

15141210

97

3 4

11

1820

211 2

345

35

1819

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Modelo de Anlise de Desempenho na RedaoNa redao, a nota global ser dada pela mdia aritmtica das notas atribudas a cada uma das cinco Competncias. A inter-

pretao dessa nota ser estruturada a partir de cada uma das cinco Competncias, avaliadas numa escala de 0 (zero) a 100 (cem)pontos, conforme especificado a seguir.

I. Demonstrar domnio da norma culta da lngua escrita.Na competncia I, espera-se que o participante escolha o registro adequado a uma situao formal de produo de textoescrito. Na avaliao, sero considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos na utilizao da norma cultaem aspectos como: sintaxe de concordncia, regncia e colocao; pontuao; flexo; ortografia; e adequao de registrodemonstrada, no desempenho lingstico, de acordo com a situao formal de produo exigida.

II. Compreender a proposta de redao e aplicar conceitos das vrias reas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro doslimites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.O eixo da competncia II reside na compreenso do tema que instaura uma problemtica a respeito da qual se pede um textoescrito em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Por meio deste tipo de texto, analisam-se, intepretam-se e relacionam--se dados, informaes e conceitos amplos, tendo-se por objetivo a construo de uma argumentao, em defesa de um pontode vista.

III. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informaes, fatos, opinies e argumentos em defesa de um ponto de vista.Na competncia III, procura-se avaliar como o participante, em uma situao formal de interlocuo, seleciona, organiza, relacionae interpreta os dados, informaes e conceitos necessrios para defender sua perspectiva sobre o tema proposto.

IV. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingsticos necessrios para a construo da argumentao.Na competncia IV, avalia-se a utilizao de recursos coesivos da modalidade escrita, com vistas adequada articulao dosargumentos, fatos e opinies selecionadas para a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. Sero considerados osmecanismos lingsticos responsveis pela construo da argumentao na superfcie textual, tais como: coeso referencial;coeso lexical (sinnimos, hipernimos, repetio, reiterao); e coeso gramatical (uso de conectivos, tempos verbais, pon-tuao, seqncia temporal, relaes anafricas, conectores intervocabulares, intersentenciais, interpargraficos).

V. Elaborar proposta de interveno para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos.Na competncia V, verifica-se como o participante indicar as possveis variveis para solucionar a problemtica desenvolvi-da, as propostas de interveno apresentadas, qual a relao destas com o projeto desenvolvido sobre o tema proposto e aqualidade destas propostas, mais genricas ou especficas, tendo por base a solidariedade humana e o respeito diversidadede pontos de vista, eixos de uma sociedade democrtica.

OBSERVAO; A REDAO SER DESCONSIDERADA SE O PARTICIPANTE NO ATENDER AO TEMA PROPOSTO E ESTRUTURA DE UMTEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO.

4ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

ENEM 2004Exame Nacional do Ensino MdioMinistrio da EducaoInstituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira PROVA 1 AMARELA

LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUES

01. Voc deve receber do fiscal o material abaixo:a) este CADERNO, com a proposta de redao e 63 questes objetivas, sem repeties ou falhas;b) 1 CARTO-RESPOSTA destinado marcao das respostas da parte objetiva da prova;c) 1 FOLHA DE REDAO para desenvolvimento da redao.

02. Verifique se este material est em ordem, se o seu nome e nmero de inscrio conferem com os que aparecem:a) no CARTO-RESPOSTA;b) na FOLHA DE REDAO; e se a cor de seu CADERNO DE QUESTES coincide com a mencionada no alto da capa e nos

rodaps de cada pgina. Caso contrrio, notifique IMEDIATAMENTE o fiscal.

03. Aps a conferncia, o participante dever assinar nos espaos prpriosa) do CARTO-RESPOSTA; eb) da FOLHA DE REDAO; utilizando, preferivelmente, caneta esferogrfica de tinta preta.

04. No CARTO-RESPOSTA, a marcao das letras, correspondentes s respostas de sua opo, deve ser feita preenchendo todo oespao compreendido no crculo, a lpis preto n 2 ou caneta esferogrfica de tinta preta, com um trao contnuo e denso.A LEITO-RA TICA sensvel a marcas escuras. Portanto, preencha os campos de marcao completamente, sem deixar claros.

05. No CARTO-RESPOSTA, o participante dever assinalar tambm, no espao prprio, o gabarito correspondente cor de suaprova (1 Amarela, 2 Branca, 3 Rosa ou 4 Verde). Se assinalar um gabarito que no corresponda cor de sua prova oudeixar de assinal-lo, sua prova objetiva ser anulada.

06. Tenha muito cuidado com o CARTO-RESPOSTA e com a FOLHA DE REDAO para no DOBRAR, AMASSAR, ou MANCHAR.O CARTO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAO SOMENTE podero ser substitudos caso estejam danificados na BARRADE RECONHECIMENTO PARA LEITURA TICA.

07. Para cada uma das questes so apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); s uma respondeadequadamente ao quesito proposto. Voc deve assinalar apenas UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUESTO. A marcao emmais de uma alternativa anula a questo, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS ESTEJA CORRETA.

08. As questes so identificadas pelo nmero que se situa acima e esquerda de seu enunciado.

09. SER EXCLUDO DO EXAME o participante que:a) se utilizar, durante a realizao da prova, de mquinas e/ou de relgios de calcular, bem como de rdios gravadores, de head-

phones, de telefones celulares ou de fontes de consulta de qualquer espcie;b) se ausentar da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTES e/ou o CARTO-

-RESPOSTA e/ou a FOLHA DE REDAO;c) deixar de assinalar corretamente o gabarito correspondente cor de sua prova.

10. Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu CARTO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaes assinaladas noCADERNO DE QUESTES NO SERO LEVADOS EM CONTA.

11. Quando terminar, entregue ao fiscal este CADERNO DE QUESTES, o CARTO-RESPOSTA, a FOLHA DE REDAO eASSINE A LISTA DE PRESENA.

12. O TEMPO DISPONVEL PARA ESTA PROVA, INCLUINDO A REDAO, DE CINCO HORAS. Recomendamos que voc noultrapasse o perodo de uma hora e meia para elaborar sua redao.

13. Por motivos de segurana, voc somente poder se ausentar do recinto de prova aps decorridas 2 horas do incio da mesma. Casopermanea na sala, no mnimo, 4 horas aps o incio da prova, voc poder levar este CADERNO DE QUESTES.

FUNDAO CESGRANRIO PROVA 1 AMARELA

5ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Leia com ateno os seguintes textos:

Os programas sensacionalistas do rdio e os programas policiais de final da tarde em televiso saciam curiosidadesperversas e at mrbidas tirando sua matria-prima do drama de cidados humildes que aparecem nas delegacias comosuspeitos de pequenos crimes. Ali, so entrevistados por intimidao. As cmeras invadem barracos e cortios, e gravam sempedir licena a estupefao de famlias de baixssima renda que no sabem direito o que se passa: um parente suspeito deestupro, ou o vizinho acaba de ser preso por trfico, ou o primo morreu no massacre de fim de semana no bar da esquina. Apolcia chega atirando; a mdia chega filmando.

Eugnio Bucci. Sobre tica e imprensa. So Paulo:Companhia das Letras, 2000.

Quem fiscaliza [a imprensa]? Trata-se de tema complexo porque remete para a questo da responsabilidade no s dasempresas de comunicao como tambm dos jornalistas. Alguns pases, como a Sucia e a Gr-Bretanha, vm h anos tentandoresolver o problema da responsabilidade do jornalismo por meio de mecanismos que incentivam a auto-regulao da mdia.

http://www.eticanatv.org.brAcesso em 30/05/2004.

No Brasil, entre outras organizaes, existe o Observatrio da Imprensa entidade civil, no-governamental e no--partidria , que pretende acompanhar o desempenho da mdia brasileira. Em sua pgina eletrnica, l-se:

Os meios de comunicao de massa so majoritariamente produzidos por empresas privadas cujas decises atendemlegitimamente aos desgnios de seus acionistas ou representantes. Mas o produto jornalstico , inquestionavelmente, umservio pblico, com garantias e privilgios especficos previstos na Constituio Federal, o que pressupe contrapartidas emdeveres e responsabilidades sociais.

http://www.observatorio.ultimosegundo.ig.com.br (adaptado)Acesso em 30/05/04.

Incisos do Artigo 5 da Constituio Federal de 1988:

IX livre a expresso da atividade intelectual, artstica, cientfica e de comunicao, independentemente de censura oulicena;

X so inviolveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenizao pelodano material ou moral decorrente de sua violao.

Com base nas idias presentes nos textos acima, redija uma dissertao em prosa sobre o seguinte tema:

Como garantir a liberdade de informao e evitar abusos nos meios de comunicao?

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexes feitas ao longo de sua for-mao. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opinies para defender seu ponto de vista e suas propostas.

Observaes:

Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da lngua portuguesa. O texto no deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrao. O texto dever ter no mnimo 15 (quinze) linhas escritas. A redao dever ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha prpria. O rascunho poder ser feito na ltima folha deste Caderno.

7ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

OOORRR EEE DDDAAA

Anlise da Proposta1. Formato do exame

Foi fornecida pela banca uma coletnea composta de cinco textos com dados a serem levados em conta para aelaborao de uma dissertao em prosa, por meio da qual o candidato solicitado a ensaiar uma resposta para a seguintequesto: Como garantir a liberdade de informao e evitar abusos nos meios de comunicao?

2. Leitura dos textos

I A charge de Galhardo fornece, sobretudo, duas informaes relevantes: o lixo ideolgico veiculado pela televiso prova disso a enorme quantidade de detritos que invade a sala; a passividade dos espectadores diante das imagens.

II O texto de Eugnio Bucci pe em foco principalmente o que segue: a existncia de programas sensacionalistas que tm como matria-prima o drama de cidados humildes; a presena tirnica de cmeras que invadem lares sem o consentimento das famlias.

III O terceiro texto, extrado de um site da internet, levanta esta questo: a necessidade da criao de mecanismos que incentivem a auto-regulao da mdia, o que incluiria no s a

participao das empresas de comunicao, mas tambm a dos jornalistas.

IV O quarto texto, tambm extrado de um site da internet, destaca o seguinte: o reconhecimento de que os meios de comunicao de massa so o retrato de seus representantes, embora seja

o produto jornalstico um servio pblico cujas garantias esto estabelecidas na Constituio Federal.

V Os Incisos do Artigo 5 da Constituio Federal de 1988 revelam o desafio a ser enfrentado pelos meios de comu-nicao: expressar-se livremente; respeitar direitos fundamentais do cidado.

3. Elaborao do texto

O desenvolvimento da dissertao no poderia ignorar aspectos fundamentais que foram apresentados pela coletnea: O recrudescimento de abusos dos meios de comunicao nos ltimos anos dado como indiscutvel; A justificativa da imprensa para tais abusos a liberdade de expresso garantida pelo Inciso IX do Artigo 5 da

Constituio Federal.

Para responder pergunta-tema, o candidato poderia formular diversas sugestes. Por exemplo: As empresas de comunicao devem ter o compromisso de auto-regular-se, tendo em vista que o produto jornalstico

um servio pblico que inclui responsabilidade social; A sociedade civil deve organizar-se para evitar abusos e garantir o que dita o Inciso X do Artigo 5 da Constituio

Federal.

8ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

ANTES DE MARCAR SUAS RESPOSTAS, ASSINALE, NO ESPAO PRPRIO DO CARTO-RESPOSTA, A COR DE SEUCADERNO DE QUESTES. CASO CONTRRIO,AS QUESTES DA PARTE OBJETIVA DA SUA PROVA SERO ANULADAS.

As Olimpadas so uma oportunidade para o congraamento de um grande nmero de pases, sem discriminao poltica ouracial, ainda que seus resultados possam refletir caractersticas culturais, socioeconmicas e tnicas. Em 2000, nos JogosOlmpicos de Sydney, o total de 300 medalhas de ouro conquistadas apresentou a seguinte distribuio entre os 196 pasesparticipantes como mostra o grfico.

Esses resultados mostram que, na distribuio das medalhas de ouro em 2000,A) cada pas participante conquistou pelo menos uma.B) cerca de um tero foi conquistado por apenas trs pases.C) os cinco pases mais populosos obtiveram os melhores resultados.D) os cinco pases mais desenvolvidos obtiveram os melhores resultados.E) cerca de um quarto foi conquistado pelos Estados Unidos.

Resoluo:Os trs pases que obtiveram mais medalhas (EUA, Rssia e China) conquistaram, conjuntamente, 100 medalhas, ou seja,1/3 do total distribudo.Resposta: B

O nmero de atletas nas Olimpadas vem aumentando nos ltimos anos, como mostra o grfico. Mais de 10.000 atletasparticiparam dos Jogos Olmpicos de Sydney, em 2000.

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9ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

EEE VVVBBBJJJ IIIEEETTT AAAPPP TTTRRRAAA OOO

Nas ltimas cinco Olimpadas, esse aumento ocorreu devido ao crescimento da participao deA) homens e mulheres, na mesma proporo.B) homens, pois a de mulheres vem diminuindo a cada Olimpada.C) homens, pois a de mulheres praticamente no se alterou.D) mulheres, pois a de homens vem diminuindo a cada Olimpada.E) mulheres, pois a de homens praticamente no se alterou.

Resoluo:Do grfico, temos que a participao de homens praticamente no se alterou nas ltimas cinco Olimpadas, enquanto a demulheres vem crescendo desde 1984.Resposta: E

Os Jogos Olmpicos tiveram incio na Grcia, em 776 a.C., para celebrar uma declarao de paz. Na sociedade contem-pornea, embora mantenham como ideal o congraamento entre os povos, os Jogos Olmpicos tm sido palco de manifestaesde conflitos polticos. Dentre os acontecimentos apresentados abaixo, o nico que evoca um conflito armado e sugere suasuperao, reafirmando o ideal olmpico, ocorreuA) em 1980, em Moscou, quando os norte-americanos deixaram de comparecer aos Jogos Olmpicos.B) em 1964, em Tquio, quando um atleta nascido em Hiroshima foi escolhido para carregar a tocha olmpica.C) em 1956, em Melbourne, quando a China abandonou os Jogos porque a representao de Formosa tambm havia sido con-

vidada para participar.D) em 1948, em Londres, quando os alemes e os japoneses no foram convidados a participar.E) em 1936, em Berlim, quando Hitler abandonou o estdio ao serem anunciadas as vitrias do universitrio negro, Jesse

Owens, que recebeu quatro medalhas.

Resoluo:O nico episdio citado que indica algum tipo de protesto contra a guerra ou superao de um conflito armado o de Tquio-64,em que um sobrevivente do ataque nuclear a Hiroshima foi lembrado.Resposta: B

Nos X-Games Brasil, em maio de 2004, o skatista brasileiro Sandro Dias, apelidado Mineirinho, conseguiu realizar a manobradenominada 900, na modalidade skate vertical, tornando-se o segundo atleta no mundo a conseguir esse feito. A denominao900 refere-se ao nmero de graus que o atleta gira no ar em torno de seu prprio corpo, que, no caso, corresponde aA) uma volta completa. D) duas voltas e meia.B) uma volta e meia. E) cinco voltas completas.C) duas voltas completas.

Resoluo:

O nmero de voltas pedido igual a , ou seja, 2,5 (duas voltas e meia).

Resposta: D

Em 2003, deu-se incio s discusses do Plano Amaznia Sustentvel, que rebatiza oArco do Desmatamento, uma extensa faixa que vai de Rondnia ao Maranho, comoArco do Povoamento Adensado, a fim de reconhecer as demandas da populao quevive na regio. A Amaznia Ocidental, em contraste, considerada nesse plano comouma rea ainda amplamente preservada, na qual se pretende encontrar alternativaspara tirar mais renda da floresta em p do que por meio do desmatamento. O quadroapresenta as trs macrorregies e trs estratgias que constam do Plano.

Estratgias:I. Pavimentao de rodovias para levar a soja at o rio Amazonas, por onde ser

escoada.II. Apoio produo de frmacos, extratos e couros vegetais.

III. Orientao para a expanso do plantio de soja, atraindo os produtores parareas j desmatadas e atualmente abandonadas.

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10ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Considerando as caractersticas geogrficas da Amaznia, aplicam-se s macrorregies Amaznia Ocidental, AmazniaCentral e Arco do Povoamento Adensado, respectivamente, as estratgiasA) I, II e III. D) II, I e III.B) I, III e II. E) III, II e I.C) III, I e II.

Resoluo:A Amaznia Ocidental apresenta as caractersticas relacionadas no item II; a rea apresenta aproveitamento econmicosustentvel relacionado manuteno da biodiversidade. A Amaznia Central apresenta as caractersticas relacionadas noitem I e dever receber investimentos em estradas a fim de dar escoamento rpido da produo regional at os portos flu-viais da bacia. O Arco do Povoamento Adensado apresenta as caractersticas relacionadas no item III; nessa rea, procura-seaproveitar os locais j desmatados e abandonados para a expanso da agricultura comercial, especialmente a soja.Resposta: D

A produo agrcola brasileira evoluiu, na ltima dcada, de forma diferenciada. No caso da cultura de gros, por exemplo,verifica-se nos ltimos anos um crescimento significativo da produo da soja e do milho, como mostra o grfico.

Pelos dados do grfico possvel verificar que, no perodo considerado,A) a produo de alimentos bsicos dos brasileiros cresceu muito pouco.B) a produo de feijo foi a maior entre as diversas culturas de gros.C) a cultura do milho teve taxa de crescimento superior da soja.D) as culturas voltadas para o mercado mundial decresceram.E) as culturas voltadas para a produo de rao animal no se alteraram.

Resoluo:O grfico mostra que a produo de alimentos bsicos (arroz e feijo) praticamente no se alterou no perodo considerado. J aproduo de soja (voltada para a produo de rao animal e para o mercado externo) teve significativo crescimento no perodoconsiderado. O milho teve maiores oscilaes de produo, mas com aumento mais significativo que o das culturas alimentares.Resposta: A

A grande produo brasileira de soja, com expressiva participao na economia do pas, vem avanando nas regies doCerrado brasileiro. Esse tipo de produo demanda grandes extenses de terra, o que gera preocupao, sobretudoA) econmica, porque desestimula a mecanizao.B) social, pois provoca o fluxo migratrio para o campo.C) climtica, porque diminui a insolao na regio.D) poltica, pois deixa de atender ao mercado externo.E) ambiental, porque reduz a biodiversidade regional.

Resoluo:Nos ltimos anos a produo de soja do Brasil apresentou um aumento significativo. Essa elevao na produo no ocor-reu sem conseqncias ao meio ambiente. A expanso territorial do plantio se deu em rea de cerrado, principalmente naRegio Centro-Oeste. Tal ocupao promoveu uma rpida e extensa devastao nessas reas, comprometendo a biodiversi-dade, muitas vezes ainda desconhecida e de possvel interesse econmico.Resposta: E

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11ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Na seleo para as vagas deste anncio, feita por telefone ou correio eletrnico, propunha-se aos candidatos uma questo aser resolvida na hora. Deveriam calcular seu salrio no primeiro ms, se vendessem 500m de tecido com largura de 1,40m,e no segundo ms, se vendessem o dobro. Foram bem sucedidos os jovens que responderam, respectivamente,A) R$300,00 e R$500,00.B) R$550,00 e R$850,00.C) R$650,00 e R$1000,00.D) R$650,00 e R$1300,00.E) R$950,00 e R$1900,00.

Resoluo:No primeiro ms o salrio seria:

300 + 0,5 500 1,4 =300 + 0,5 700 = 650 reais.

No segundo ms, como os jovens teriam vendido o dobro, o salrio seria:300 + 0,5 1400 = 1000 reais

Assim, foram bem-sucedidos os candidatos que responderam, respectivamente, R$650,00 e R$1000,00.

Resposta: C

Em uma fbrica de equipamentos eletrnicos, cada componente, ao final da linha de montagem, submetido a um rigorosocontrole de qualidade, que mede o desvio percentual (D) de seu desempenho em relao a um padro ideal. O fluxograma aseguir descreve, passo a passo, os procedimentos executados por um computador para imprimir um selo em cada componentetestado, classificando-o de acordo com o resultado do teste:

Os smbolos usados no fluxograma tm os seguintes significados:

Segundo essa rotina, se D = 1,2%, o componente receber um selo com a classificaoA) Rejeitado, impresso na cor vermelha.B) 3 Classe, impresso na cor amarela.C) 3 Classe, impresso na cor azul.D) 2 Classe, impresso na cor azul.E) 1 Classe, impresso na cor azul.

Entrada e sada de dados

Deciso (testa uma condio, executando operaes diferentes caso essa condio seja verdadeira ou falsa)

Operao

Incio D 5,0%? D 3,0%?

EntrarD

No No

Sim Sim

Escolher acor vermelha

EscreverRejeitado

Escolher acor amarela

Escrever3 Classe

Escolhera corazul

Imprimirselo

Escrever1 ClasseD 1,0%?

No

Sim

Escrever2 Classe

Fim

Questo 9

VENDEDORES JOVENSFbrica de LONAS Vendas no Atacado

10 vagas para estudantes, 18 a 20 anos, sem experincia.Salrio: R$300,00 fixo + comisso de R$0,50 por m2 vendido.Contato: 0xx97-43421167 ou [email protected]

Questo 8

12ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Resoluo:Para D = 1,2% temos:

Portanto a etiqueta ser impressa na cor azul, com a classificao 2 Classe.

Resposta: D

Em quase todo o Brasil existem restaurantes em que o cliente, aps se servir, pesa o prato de comida e paga o valor correspondente,registrado na nota pela balana. Em um restaurante desse tipo, o preo do quilo era R$12,80. Certa vez a funcionria digitou porengano na balana eletrnica o valor R$18,20 e s percebeu o erro algum tempo depois, quando vrios clientes j estavam almo-ando. Ela fez alguns clculos e verificou que o erro seria corrigido se o valor incorreto indicado na nota dos clientes fosse mul-tiplicado porA) 0,54.B) 0,65.C) 0,70.D) 1,28.E) 1,42.

Resoluo:Sendo f o fator pelo qual os valores incorretos deveriam ser multiplicados, temos:

18,20 f = 12,80

Resposta: C

As margarinas e os chamados cremes vegetais so produtos diferentes, comercializados em embalagens quase idnticas.O consumidor, para diferenciar um produto do outro, deve ler com ateno os dizeres do rtulo, geralmente em letras muitopequenas. As figuras que seguem representam rtulos desses dois produtos.

Uma funo dos lipdios no preparo das massas alimentcias torn-las mais macias. Uma pessoa que, por desateno, use200g de creme vegetal para preparar uma massa cuja receita pede 200g de margarina, no obter a consistncia desejada,pois estar utilizando uma quantidade de lipdios que , em relao recomendada, aproximadamenteA) o triplo. D) um tero.B) o dobro. E) um quarto.C) a metade.

Questo 11

f f= 12 80

18 200 70

,,

,

Questo 10

Incio D 5,0%? D 3,0%?

EntrarD = 12%

No No

Sim Sim

Escolhera corazul

Imprimirselo

D 1,0%?No

Sim

Escrever2 Classe

Fim

13ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Resoluo:Quantidade de lipdeos recomendada: (mR)

200g margarina 100%mR 65%

Quantidade de lipdeos utilizada: (mU)200g creme vegetal 100%

mU 35%

Relao ; logo, aproximadamente 50% (metade).

Resposta: C

Um leitor encontra o seguinte anncio entre os classificados de um jornal:

Interessado no terreno, o leitor vai ao endereo indicado e, l chegando, observa umpainel com a planta a seguir, onde estavam destacados os terrenos ainda no vendi-dos, numerados de I a V:

Considerando as informaes do jornal, possvel afirmar que o terreno anunciado oA) I. D) IV.B) II. E) V.C) III.

Resoluo:Sabendo-se que o Sol tem seu movimento aparente de Leste para Oeste, vemos que os terrenos II, IV e V poderiam corres-ponder ao anncio, j que o Norte est indicado na planta. Utilizando a escala grfica que est na base da planta, notamosque apenas o terreno IV poderia ter a rea de 200m2, como anunciado.Resposta: D

No Nordeste brasileiro, comum encontrarmos peas de artesanato constitudas por garrafas preenchidascom areia de diferentes cores, formando desenhos. Um arteso deseja fazer peas com areia de cores cinza,azul, verde e amarela, mantendo o mesmo desenho, mas variando as cores da paisagem (casa, palmeira efundo), conforme a figura.

O fundo pode ser representado nas cores azul ou cinza; a casa, nas cores azul, verde ou amarela; e apalmeira, nas cores cinza ou verde. Se o fundo no pode ter a mesma cor nem da casa nem da palmeira, poruma questo de contraste, ento o nmero de variaes que podem ser obtidas para a paisagem A) 6. D) 9.B) 7. E) 10.C) 8.

Questo 13

Questo 12

mm

gg

U

R= =

70130

0 53,

m

ggU = =

200 35100

70%

%

m

gg= =

200 65100

130%

%

14ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

VILA DAS FLORES

Vende-se terreno planomedindo 200m2. Frente

voltada para o sol no perododa manh.

Fcil acesso.

(443)0677-0032

Resoluo:Do enunciado, temos que se o fundo for azul, ento:

casa palmeira(verde/amarela) (cinza/verde)

2 2 = 4 se o fundo for cinza, ento:

casa palmeira(verde/amarela/azul) (verde)

3 1 = 3Assim, o nmero de variaes que podem ser obtidas para a paisagem :

4 + 3 = 7

Resposta: B

Para medir o perfil de um terreno, um mestre-de--obras utilizou duas varas (VI e VII), iguais e igual-mente graduadas em centmetros, s quais foi aco-plada uma mangueira plstica transparente, par-cialmente preenchida por gua (figura ao lado).Ele fez 3 medies que permitiram levantar o perfilda linha que contm, em seqncia, os pontos P1, P2,P3 e P4. Em cada medio, colocou as varas em doisdiferentes pontos e anotou suas leituras na tabela aseguir. A figura representa a primeira medio entreP1 e P2.

Ao preencher completamente a tabela, o mestre-de-obras determinou o seguinte perfil para o terreno:A) D)

B) E)

C)

P1 P2 P3 P4

P1 P2 P3 P4P1 P2 P3 P4

P1 P2 P3 P4P1 P2 P3 P4

Questo 14

15ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

VARA I VARA IIMEDIO

PONTOLEITURA

PONTOLEITURA

DIFERENA

LI (cm) LII (cm)(LI LII) (cm)

1 P1 239 P2 164 75

2 P2 189 P3 214 25

3 P3 229 P4 174 55

Resoluo:De acordo com a tabela, o ponto P2 est 75cm acima do ponto P1; o ponto P3 est 25cm abaixo de P2; e P4 est 55cm acima deP3. Logo, o perfil do terreno o representado no esquema a seguir:

Resposta: A

Uma empresa produz tampas circulares de alumnio paratanques cilndricos a partir de chapas quadradas de 2metros de lado, conforme a figura. Para 1 tampa grande, aempresa produz 4 tampas mdias e 16 tampas pequenas.As sobras de material da produo diria das tampasgrandes, mdias e pequenas dessa empresa so doadas,respectivamente, a trs entidades: I, II e III, para efetuaremreciclagem do material. A partir dessas informaes, pode--se concluir queA) a entidade I recebe mais material do que a entidade II.B) a entidade I recebe metade de material do que a entidade III.C) a entidade II recebe o dobro de material do que a entidade III.D) as entidade I e II recebem, juntas, menos material do que a entidade III.E) as trs entidades recebem iguais quantidades de material.

Resoluo:Considere as figuras:

Os raios das tampas grandes, mdias e pequenas so iguais a 1m, , respectivamente.

Clculos das sobras de material, por chapa, em m2:Tampa grande 4 (1)2 = 4

Tampa mdia 4 4 = 4

Tampa pequena 4 16 = 4

Portanto as trs entidades recebem iguais quantidades de material.Resposta: E

14

2

12

2

12

14

m e m

1mm1

2 m14

Questo 15

0

20

40

60

80

100

h(cm)

P1 P2 P3 P4

16ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Um fabricante de cosmticos decide produzir trs diferentes catlogos de seus produtos, visando a pblicos distintos. Comoalguns produtos estaro presentes em mais de um catlogo e ocupam uma pgina inteira, ele resolve fazer uma contagempara diminuir os gastos com originais de impresso. Os catlogos C1, C2 e C3 tero, respectivamente, 50, 45 e 40 pginas.Comparando os projetos de cada catlogo, ele verifica que C1 e C2 tero 10 pginas em comum; C1 e C3 tero 6 pginas emcomum; C2 e C3 tero 5 pginas em comum, das quais 4 tambm estaro em C1.Efetuando os clculos correspondentes, o fabricante concluiu que, para a montagem dos trs catlogos, necessitar de umtotal de originais de impresso igual a:A) 135. D) 114.B) 126. E) 110.C) 118.

Resoluo:Do enunciado, temos o diagrama ao lado:

Assim, o total de originais necessrios ser igual a

38 + 6 + 4 + 2 + 34 + 1 + 33, ou seja, 118.

Resposta: C

Antes de uma eleio para prefeito, certo instituto realizou uma pesquisa em que foi consultado um nmero significativo deeleitores, dos quais 36% responderam que iriam votar no candidato X; 33%, no candidato Y e 31%, no candidato Z. A margemde erro estimada para cada um desses valores de 3% para mais ou para menos. Os tcnicos do instituto concluram que, seconfirmado o resultado da pesquisa,A) apenas o candidato X poderia vencer e, nesse caso, teria 39% do total de votos.B) apenas os candidatos X e Y teriam chances de vencer.C) o candidato Y poderia vencer com uma diferena de at 5% sobre X.D) o candidato Z poderia vencer com uma diferena de, no mximo, 1% sobre X.E) o candidato Z poderia vencer com uma diferena de at 5% sobre o candidato Y.

Resoluo:Confirmado o resultado da pesquisa, o candidato X teria, no mnimo, 33% dos votos e o candidato Z teria, no mximo, 34%dos votos.Portanto, o candidato Z poderia vencer com uma diferena de, no mximo, 1% sobre X.

Resposta: D

O poema ao lado pertence poesia concreta brasileira. O termolatino de seu ttulo significa epitalmio, poema ou canto emhomenagem aos que se casam.Considerando que smbolos e sinais so utilizados geralmentepara demonstraes objetivas, ao serem incorporados no poemaEpithalamium II,A) adquirem novo potencial de significao.B) eliminam a subjetividade do poema.C) opem-se ao tema principal do poema.D) invertem seu sentido original.E) tornam-se confusos e equivocados.

Questo 18

Questo 17Questo 16

17ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

3834

6

4

2 1

33

C1 C2

C3

Resoluo:Pedro Xisto, nesse poema, vale-se da forma grfica da palavra She para apresentar o processo de seduo (serpente: S) da mu-lher (Eva: e) sobre o homem (homo: h). Como o termo She (feminino) engloba o he (masculino), sugere-se uma superioridadeimplcita da feminilidade sobre a masculinidade. O ttulo do poema remete palavra epitalmio, que significa canto ou poemanupcial. A simbologia utilizada pelo poeta, assim, adquire um novo potencial de significao: a forma sinuosa do S remete tanto serpente (figura que representa o tema da seduo) quanto mulher, que envolve o homem, seduzindo-o no leito nupcial.Resposta: A

A conversa entre Mafalda e seus amigosA) revela a real dificuldade de entendimento entre posies que pareciam convergir.B) desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito entre as pessoas.C) expressa o predomnio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre posies divergentes.D) ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate poltico de idias.E) mostra a preponderncia do ponto de vista masculino nas discusses polticas para superar divergncias.

Resoluo:Os dois amigos de Mafalda parecem ter a mesma opinio sobre o rumo que a humanidade est tomando, uma vez que do a mesmaresposta pergunta feita por ela: Para a frente. Os gestos que fazem, contudo, no coincidem: os amigos apontam para direescontrrias. Diante do fato de que cada um entende de modo distinto qual a frente, Mafalda constata que por isso difcil ahumanidade ir para a frente. Os quadrinhos ilustram, assim, a dificuldade de entendimento entre posies que pareciam convergir.Resposta: A

Instrues: As questes de nmeros 20 e 21 referem-se ao poema abaixo.

Este texto apresenta uma verso humorstica da formao do Brasil, mostrando-a como uma juno de elementos diferentes.Considerando-se esse aspecto, correto afirmar que a viso apresentada pelo texto A) ambgua, pois tanto aponta o carter desconjuntado da formao nacional, quanto parece sugerir que esse processo, ape-

sar de tudo, acaba bem.B) inovadora, pois mostra que as trs raas formadoras portugueses, negros e ndios pouco contriburam para a for-

mao da identidade brasileira.

Questo 20

BrasilO Z Pereira chegou de caravelaE preguntou pro guarani da mata virgem Sois cristo? No. Sou bravo, sou forte, sou filho da MorteTeter tet Quiz Quiz Quec!L longe a ona resmungava Uu! ua! uu!O negro zonzo sado da fornalhaTomou a palavra e respondeu Sim pela graa de DeusCanhem Bab Canhem Bab Cum Cum!E fizeram o Carnaval

(Oswald de Andrade)

Questo 19

18ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

C) moralizante, na medida em que aponta a precariedade da formao crist do Brasil como causa da predominncia de ele-mentos primitivos e pagos.

D) preconceituosa, pois critica tanto ndios quanto negros, representando de modo positivo apenas o elemento europeu, vindocom as caravelas.

E) negativa, pois retrata a formao do Brasil como incoerente e defeituosa, resultando em anarquia e falta de seriedade.

Resoluo:Na concepo do poema, a formao do Brasil seria resultante da contribuio desorganizada do colonizador, do ndio e donegro. Essas trs etnias teriam travado um confuso dilogo, em que a lngua portuguesa aparece em suas variantes erudita epopular, entremeada a frases que mimetizam as lnguas indgenas e africanas. As contradies resultantes disso, entretanto,acomodaram-se em uma s manifestao cultural, festiva e profana, o Carnaval. Da ser cabvel falar-se em uma visoambgua, que admite a ausncia de um plano ou de uma liderana na colonizao, mas, simultaneamente, reconhece opotencial criativo dessa conjuno de influncias to dspares, o que vem expresso pela figura do Carnaval.Resposta: A

A polifonia, variedade de vozes, presente no poema resulta da manifestao doA) poeta e do colonizador apenas. D) colonizador, do poeta e do negro apenas.B) colonizador e do negro apenas. E) poeta, do colonizador, do ndio e do negro.C) negro e do ndio apenas.

Resoluo:A variedade de vozes que se faz presente no poema resultado da manifestao de mais de trs vozes. O poema umamicronarrativa na qual o narrador inclui, em discurso direto, as falas das personagens: o colonizador (Sois cristo?), o ndio(No. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte / Teter tet Quiz Quiz Quec!), o negro (Sim pela graa de Deus / CanhemBab Canhem Bab Cum Cum!) e at mesmo da ona (Uu! ua! uu!).Resposta: E

O assunto de uma crnica pode ser uma experincia pessoal do cronista, uma informao obtida por ele ou um caso imaginrio.O modo de apresentar o assunto tambm varia: pode ser uma descrio objetiva, uma exposio argumentativa ou uma narra-tiva sugestiva. Quanto finalidade pretendida, pode-se promover uma reflexo, definir um sentimento ou to-somente provocaro riso.Na crnica O jivaro, escrita a partir da reportagem de um jornal, Rubem Braga se vale dos seguintes elementos:

Assunto Modo de apresentar FinalidadeA) caso imaginrio descrio objetiva provocar o risoB) informao colhida narrativa sugestiva promover reflexoC) informao colhida descrio objetiva definir um sentimentoD) experincia pessoal narrativa sugestiva provocar o risoE) experincia pessoal exposio argumentativa promover reflexo

Resoluo:O assunto uma informao colhida, pois, como se v, o cronista inicia o texto indicando sua fonte: trata-se de materialrecolhido num jornal. O assunto apresentado na forma de uma narrativa sugestiva, j que h um narrador que conta umahistria, com progresso temporal, personagens, dilogo, com um desfecho surpreendente. Dada a natureza do assunto, eprincipalmente o teor do dilogo, fica evidente a inteno de promover uma reflexo sobre as motivaes da ao humana.Resposta: B

O jivaroUm Sr. Matter, que fez uma viagem de explorao Amrica do Sul, conta aum jornal sua conversa com um ndio jivaro, desses que sabem reduzir acabea de um morto at ela ficar bem pequenina. Queria assistir a umadessas operaes, e o ndio lhe disse que exatamente ele tinha contas a acer-tar com um inimigo.O Sr. Matter: No, no! Um homem, no. Faa isso com a cabea de um macaco.E o ndio: Por que um macaco? Ele no me fez nenhum mal!

(Rubem Braga)

Questo 22

Questo 21

19ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Cndido Portinari (1903-1962), em seu livro Retalhos de Minha Vida de Infncia, descreve os ps dos trabalhadores.Ps disformes. Ps que podem contar uma histria. Confundiam-se com as pedras e os espinhos. Ps semelhantes aos

mapas: com montes e vales, vincos como rios. (...) Ps sofridos com muitos e muitos quilmetros de marcha. Ps que s ossantos tm. Sobre a terra, difcil era distingui-los. Agarrados ao solo, eram como alicerces, muitas vezes suportavam apenasum corpo franzino e doente.

(Cndido Portinari, Retrospectiva, Catlogo MASP)

As fantasias sobre o Novo Mundo, a diversidade da natureza e do homem americano e a crtica social foram temas que inspi-raram muitos artistas ao longo de nossa Histria. Dentre estas imagens, a que melhor caracteriza a crtica social contida notexto de Portinari

Resoluo:Para responder a essa questo basta que se comparem as imagens com o texto de Portinari, relativo aos ps dos trabalha-dores.Fica evidente que apenas a imagem E se relaciona ao texto.Resposta: E

De acordo com o texto, o hip-hop uma manifestao artstica tipicamente urbana, que tem como principais caractersticasA) a nfase nas artes visuais e a defesa do carter nacionalista.B) a alienao poltica e a preocupao com o conflito de geraes.C) a afirmao dos socialmente excludos e a combinao de linguagens.D) a integrao de diferentes classes sociais e a exaltao do progresso.E) a valorizao da natureza e o compromisso com os ideais norte-americanos.

O movimento hip-hop to urbano quanto as grandes construes de concreto e asestaes de metr, e cada dia se torna mais presente nas grandes metrpoles mundiais.Nasceu na periferia dos bairros pobres de Nova Iorque. formado por trs elementos: amsica (o rap), as artes plsticas (o grafite) e a dana (o break). No hip-hop os jovensusam as expresses artsticas como uma forma de resistncia poltica.Enraizado nas camadas populares urbanas, o hip-hop afirmou-se no Brasil e no mundocom um discurso poltico a favor dos excludos, sobretudo dos negros. Apesar de ser ummovimento originrio das periferias norte-americanas, no encontrou barreiras noBrasil, onde se instalou com certa naturalidade o que, no entanto, no significa que ohip-hop brasileiro no tenha sofrido influncias locais. O movimento no Brasil hbrido:rap com um pouco de samba, break parecido com capoeira e grafite de cores muito vivas.

(Adaptado de Cincia e Cultura, 2004)

Questo 24Questo 23

20ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Resoluo:Apesar de o rap ser consumido pela classe mdia urbana, no h dvidas de que a sua origem e a sua produo esto vin-culadas realidade da periferia das grandes cidades.Em suas letras predominam a crtica aos problemas sociais vigentes e o discurso de defesa dos direitos das camadas sociaisexcludas, sobretudo dos negros.Alm do rap, compem a cultura hip-hop o grafite e o break. Ou seja, apesar de o rap ser a faceta mais conhecida dessa cul-tura, a proposio do movimento abranger a msica, a dana e as artes plsticas.Resposta: C

Nesta tirinha, a personagem faz referncia auma das mais conhecidas figuras de linguagempara

A) condenar a prtica de exerccios fsicos.B) valorizar aspectos da vida moderna.C) desestimular o uso das bicicletas.D) caracterizar o dilogo entre geraes.E) criticar a falta de perspectiva do pai.

Resoluo:A palavra perspectiva, na questo, est empregada na acepo de expectativa ou esperana, implicando, portanto, um olharpara o futuro, na anteviso de possibilidades. Assim, o fato de o pai ficar pedalando uma bicicleta, sem nunca ir a lugar nenhum,afigura-se ao garoto como a imagem da existncia do pai, centrada no esforo presente, mas sem um objetivo para o qualcanaliz-lo. A est a semelhana, que justifica a comparao, ou seja, a metfora.Resposta: E

Instrues: As questes de nmeros 26 e 27 referem-se ao poema abaixo.

Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se aA) metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se prpria linguagem.B) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos.C) ironia, que consiste em se dizer o contrrio do que se pensa, com inteno crtica.D) denotao, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido prprio e objetivo.E) prosopopia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindo-lhes vida.

Resoluo:Aparentemente, o poema faz elogio ao progresso da cidade mineira de Montes Claros. Elementos que indiciam o desen-volvimento dela so destacados: o crescimento urbano e a industrializao. O enunciado inclui em seu louvor a comparaoentre Montes Claros e a cidade do Rio de Janeiro, para exaltar a riqueza da primeira. No entanto, essa rica semelhana seconsubstancia na presena de cinco favelas e na perspectiva do surgimento de outras mais. Assim, a riqueza e o progressode Montes Claros so sinalizados, tambm, pela expanso da misria e pela degradao social. O elogio torna-se o seu con-trrio por efeito da ironia, que se associa a uma ntida inteno crtica.Resposta: C

Questo 26

Cidade grandeQue beleza, Montes Claros.Como cresceu Montes Claros.Quanta indstria em Montes Claros.Montes Claros cresceu tanto,ficou urbe to notria,prima-rica do Rio de Janeiro,que j tem cinco favelaspor enquanto, e mais promete.

(Carlos Drummond de Andrade)

Questo 25

21ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

No trecho Montes Claros cresceu tanto,/ (...),/ que j tem cinco favelas, a palavra que contribui para estabelecer umarelao de conseqncia. Dos seguintes versos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam esse mesmo tipo derelao:A) Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias que eu no era Deus / se sabias que eu era fraco.B) No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu / a ninar nos longes da senzala e nunca se esqueceu / chamava

para o caf.C) Teus ombros suportam o mundo / e ele no pesa mais que a mo de uma criana.D) A ausncia um estar em mim. / E sinto-a, branca, to pegada, aconchegada nos meus braos, / que rio e dano e inven-

to exclamaes alegres.E) Penetra surdamente no reino das palavras. / L esto os poemas que esperam ser escritos.

Resoluo:A nica alternativa em que o conectivo que estabelece uma relao de conseqncia a D. Rir, danar e inventar excla-maes alegres a conseqncia de sentir a ausncia branca, pegada e aconchegada.Resposta: D

Ao longo do sculo XX, as caractersticas da populao brasileira mudaram muito. Os grficos mostram as alteraes na dis-tribuio da populao da cidade e do campo e na taxa de fecundidade (nmero de filhos por mulher) no perodo entre 1940 e 2000.

Comparando-se os dados dos grficos, pode-se concluir queA) o aumento relativo da populao rural acompanhado pela reduo da taxa de fecundidade.B) quando predominava a populao rural, as mulheres tinham em mdia trs vezes menos filhos do que hoje.C) a diminuio relativa da populao rural coincide com o aumento do nmero de filhos por mulher.D) quanto mais aumenta o nmero de pessoas morando em cidades, maior passa a ser a taxa de fecundidade.E) com a intensificao do processo de urbanizao, o nmero de filhos por mulher tende a ser menor.

Resoluo:O primeiro grfico mostra que o Brasil passou por um rpido processo de urbanizao a partir da dcada de 1940. O segundogrfico mostra a queda da taxa de fecundidade (nmero mdio de filhos por mulheres em idade frtil), fato que est rela-cionado com a urbanizao do pas.Resposta: E

Questo 28Questo 27

22ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Algumas doenas que, durante vrias dcadas do sculo XX, foram responsveis pelas maiores percentagens das mortes noBrasil, no so mais significativas neste incio do sculo XXI. No entanto, aumentou o percentual de mortalidade devida aoutras doenas, conforme se pode observar no diagrama:

No perodo considerado no diagrama, deixaram de ser predominantes, como causas de morte, as doenasA) infecto-parasitrias, eliminadas pelo xodo rural que ocorreu entre 1930 e 1940.B) infecto-parasitrias, reduzidas por maior saneamento bsico, vacinas e antibiticos.C) digestivas, combatidas pelas vacinas, vermfugos, novos tratamentos e cirurgias.D) digestivas, evitadas graas melhoria do padro alimentar do brasileiro.E) respiratrias, contidas pelo melhor controle da qualidade do ar nas grandes cidades.

Resoluo:A anlise do diagrama mostra que, no perodo considerado, deixaram de ser predominantes, como causas de morte, asdoenas infecto-parasitrias. Isso pode ser explicado pela melhora no saneamento bsico e pela utilizao cada vez maisintensiva de vacinas e de antibiticos.Resposta: B

A distribuio da Populao Economicamente Ativa (PEA) no Brasil variou muito ao longo do sculo XX. O grfico representa adistribuio por setores de atividades (em %) da PEA brasileira em diferentes dcadas.

As transformaes socioeconmicas ocorridas ao longo do sculo XX, no Brasil, mudaram a distribuio dos postos de trabalho dosetorA) agropecurio para o industrial, em virtude da queda acentuada na produo agrcola.B) industrial para o agropecurio, como conseqncia do aumento do subemprego nos centros urbanos.C) comercial e de servios para o industrial, como conseqncia do desemprego estrutural.D) agropecurio para o industrial e para o de comrcio e servios, por conta da urbanizao e do avano tecnolgico.E) comercial e de servios para o agropecurio, em virtude do crescimento da produo destinada exportao.

Questo 30Questo 29

23ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Resoluo:O grfico apresenta a evoluo da distribuio da populao economicamente ativa (PEA) no sculo XX; nele vemos a reduogradativa no setor primrio (agropecuria), devido, dentre outros fatores, mecanizao rural, que provocou o xodo rurale contribuiu para o crescimento da populao urbana. Paralelamente ocorreu o crescimento dos setores secundrio (inds-tria) e tercirio (comrcio e servios), atividades tpicas das reas urbanas e associadas ao avano tecnolgico.Resposta: D

O que tm em comum Noel Rosa, Castro Alves, Franz Kafka,lvares de Azevedo, Jos de Alencar e Frdric Chopin?

Todos eles morreram de tuberculose, doena que ao longo dos sculos fez mais de 100 milhes de vtimas. Aparentemente con-trolada durante algumas dcadas, a tuberculose voltou a matar. O principal obstculo para seu controle o aumento donmero de linhagens de bactrias resistentes aos antibiticos usados para combat-la. Esse aumento do nmero de linhagensresistentes se deve aA) modificaes no metabolismo das bactrias, para neutralizar o efeito dos antibiticos e incorpor-los sua nutrio.B) mutaes selecionadas pelos antibiticos, que eliminam as bactrias sensveis a eles, mas permitem que as resistentes se

multipliquem.C) mutaes causadas pelos antibiticos, para que as bactrias se adaptem e transmitam essa adaptao a seus descendentes.D) modificaes fisiolgicas nas bactrias, para torn-las cada vez mais fortes e mais agressivas no desenvolvimento da

doena.E) modificaes na sensibilidade das bactrias, ocorridas depois de passarem um longo tempo sem contato com antibiticos.

Resoluo:O aumento do nmero de linhagens de bactrias resistentes se deveu ao uso inadequado de antibiticos, que eliminam osmicrorganismos sensveis e selecionam as bactrias resistentes a essas drogas.Resposta: B

O ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) permite avaliar as condies de qualidade de vida e de desenvolvimento de um pas,de uma regio ou de uma cidade, a partir de seus indicadores de renda, longevidade e educao. Cada indicador varia de 0 (nenhumdesenvolvimento) a 1 (desenvolvimento mximo). A tabela apresenta os valores de IDH de trs municpios brasileiros, X, Y e Z,medidos nos anos de 1991 e 2000.

(Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil)

Mudanas desses indicadores de IDH podem ser obtidas com a implantao de polticas pblicas tais como:I. Expanso dos empregos com melhoria de renda mdia.

II. Aes de promoo de sade e de preveno de doenas.III. Ampliao de escolas de ensino bsico e de educao de jovens e adultos.

Os resultados apresentados em 2000 so compatveis com a implementao bem sucedida em todos esses trs municpios, aolongo da dcada de noventa, das polticasA) I, II e III.B) I e II, apenas.C) I e III, apenas.D) II e III, apenas.E) II, apenas.

Resoluo:O sucesso da implementao das polticas medido pela elevao dos ndices respectivos. A implementao da poltica derenda (item I) no teve sucesso nos municpios X e Z, onde se verificou queda do IDH, indicando a piora da qualidade devida.Resposta: D

Questo 32

Questo 31

24ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

IDH Renda IDH Longevidade IDH EducaoMunicpio1991 2000 1991 2000 1991 2000

X 0,431 0,402 0,456 0,551 0,328 0,568

Y 0,374 0,379 0,459 0,548 0,422 0,634

Z 0,501 0,420 0,611 0,648 0,188 0,448

Uma pesquisa sobre oramentos familiares, realizada recentemente pelo IBGE, mostra alguns itens de despesa na distribuiode gastos de dois grupos de famlias com rendas mensais bem diferentes.

Considere duas famlias com rendas de R$400,00 e R$6.000,00, respectivamente, cujas despesas variam de acordo com os valoresdas faixas apresentadas. Nesse caso, os valores, em R$, gastos com alimentao pela famlia de maior renda, em relao aosda famlia de menor renda, so, aproximadamente,A) dez vezes maiores. D) trs vezes menores.B) quatro vezes maiores. E) nove vezes menores.C) equivalentes.

Resoluo:

A famlia de renda R$6000,00 gasta em alimentao: (em R$)

e a famlia de renda R$400,00 gasta em alimentao: (em R$).

Os gastos (R$540,00), em alimentao, da famlia de maior renda so, aproximadamente, 4 vezes os gastos (R$132,00) dafamlia de renda menor.Entendendo-se por quatro vezes maiores o qudruplo, chega-se a resposta B.Resposta: B

A necessidade de gua tem tornado cada vez mais importante a reutilizao planejada desse recurso. Entretanto, os processosde tratamento de guas para seu reaproveitamento nem sempre as tornam potveis, o que leva a restries em sua utilizao.Assim, dentre os possveis empregos para a denominada gua de reuso, recomenda-seA) o uso domstico, para preparo de alimentos. D) o uso individual, para banho e higiene pessoal.B) o uso em laboratrios, para a produo de frmacos. E) o uso urbano, para lavagem de ruas e reas pblicas.C) o abastecimento de reservatrios e mananciais.

Resoluo:Entende-se como gua potvel aquela que destinada ao consumo humano no tocante ao preparo de alimentos, abastecimento,higiene pessoal e produo de remdios.Recomenda-se que a gua de reuso no seja usada como potvel. Seu uso deve restringir-se lavagem de ruas e reas pblicas.Resposta: E

O Aqfero Guarani se estende por 1,2 milho de km2 e um dos maiores reser-vatrios de guas subterrneas do mundo. O aqfero como uma esponjagigante de arenito, uma rocha porosa e absorvente, quase totalmente confina-da sob centenas de metros de rochas impermeveis. Ele recarregado nas reasem que o arenito aflora superfcie, absorvendo gua da chuva. Uma pesquisarealizada em 2002 pela Embrapa apontou cinco pontos de contaminao doaqfero por agrotxico, conforme a figura:

Questo 35

Questo 34

33100

400 132 =

9100

6000 540 =

Questo 33

25ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

TIPO DE RENDA AT RENDA MAIOR OU IGUAL ADESPESA R$ 400,00 R$ 6.000,00Habitao 37% 23%

Alimentao 33% 9%

Transporte 8% 17%

Sade 4% 6%

Educao 0,3% 5%

Outros 17,7% 40%

Considerando as conseqncias socioambientais e respeitando as necessidades econmicas, pode-se afirmar que, diante doproblema apresentado, polticas pblicas adequadas deveriamA) proibir o uso das guas do aqfero para irrigao.B) impedir a atividade agrcola em toda a regio do aqfero.C) impermeabilizar as reas onde o arenito aflora.D) construir novos reservatrios para a captao da gua na regio.E) controlar a atividade agrcola e agroindustrial nas reas de recarga.

Resoluo:A poltica pblica mais adequada em relao ao uso das guas do Aqfero Guarani seria controlar o desenvolvimento agr-cola e industrial nas reas de recarga, minimizando assim a sua contaminao. Essa poltica estaria baseada na idia dedesenvolvimento sustentado, ou seja, o uso dos recursos naturais sem comprometer a sua capacidade de regenerao e suacontinuidade para as prximas geraes.Resposta: E

Essa questo j foi formulada por sbios da Grcia antiga. Hoje responderamos queA) a evaporao da gua dos oceanos e o deslocamento do vapor e das nuvens compensam as guas dos rios que desguam

no mar.B) a formao de geleiras com gua dos oceanos, nos plos, contrabalana as guas dos rios que desguam no mar.C) as guas dos rios provocam as mars, que as transferem para outras regies mais rasas, durante a vazante.D) o volume de gua dos rios insignificante para os oceanos e a gua doce diminui de volume ao receber sal marinho.E) as guas dos rios afundam no mar devido a sua maior densidade, onde so comprimidas pela enorme presso resultante da

coluna de gua.

Resoluo:O vapor de gua resultante da evaporao dos mares, ao atingir determinada altitude, forma nuvens. Algumas delas, transpor-tadas pelo vento, alcanam o continente, onde ocorrem precipitaes (chuvas), compensando, dessa maneira, as guas dos riosque desguam no mar.

Resposta: A

O jornal de uma pequena cidade publicou a seguinte notcia:

A anlise da notcia permite concluir que a medida oportuna. Mantido esse fluxo migratrio e bem sucedida a campanha,os mananciais sero suficientes para abastecer a cidade at o final deA) 2005. D) 2008.B) 2006. E) 2009.C) 2007.

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Por que o nvel dos mares no sobe, mesmo recebendo continuamente as guas dos rios?

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26ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

CORREIO DA CIDADE

ABASTECIMENTO COMPROMETIDOO novo plo agroindustrial em nossa cidade tem atrado umenorme e constante fluxo migratrio, resultando em umaumento da populao em torno de 2000 habitantes porano, conforme dados do nosso censo:

Esse crescimento tem ameaado nosso fornecimento de gua,pois os mananciais que abastecem a cidade tm capacidadepara fornecer at 6 milhes de litros de gua por dia. Aprefeitura, preocupada com essa situao, vai iniciar umacampanha visando estabelecer um consumo mdio de 150litros por dia, por habitante.

Ano Populao

1995 11.965

1997 15.970

1999 19.985

2001 23.980

2003 27.990

Resoluo:

O nmero de habitantes que podero ser abastecidos se a campanha for bem sucedida , ou seja, 40000.

Seja n o tempo, em anos, necessrio para que a populao da cidade atinja 40000 habitantes.Devemos ter:

27990 + 2000n = 40000 n 6

Logo, os mananciais sero suficientes at o final do ano 2003 + 6, ou seja, 2009.

Resposta: E

O crescimento da demanda por energia eltrica no Brasil tem provocado discusses sobre o uso de diferentes processos parasua gerao e sobre benefcios e problemas a eles associados. Esto apresentados no quadro alguns argumentos favorveis(ou positivos, P1, P2 e P3) e outros desfavorveis (ou negativos, N1, N2 e N3) relacionados a diferentes opes energticas.

Ao se discutir a opo pela instalao, em uma dada regio, de uma usina termoeltrica, os argumentos que se aplicam soA) P1 e N2.B) P1 e N3.C) P2 e N1.D) P2 e N2.E) P3 e N3.

Resoluo:As usinas termoeltricas podem utilizar como recursos de gerao os combustveis derivados de petrleo, o carvo e a lenha(argumento P2).Quando em operao, as usinas termoeltricas tm alto ndice de emisso de poluentes, como, por exemplo, xidos de enxo-fre e nitrognio (argumento N2).

Resposta: D

Os sistemas de cogerao representam uma prtica de utilizao racional de combustveis e de produo de energia. Istoj se pratica em algumas indstrias de acar e de lcool, nas quais se aproveita o bagao da cana, um de seus subprodu-tos, para produo de energia. Esse processo est ilustrado no esquema abaixo.

Entre os argumentos favorveis a esse sistema de cogerao pode-se destacar que eleA) otimiza o aproveitamento energtico, ao usar queima do bagao nos processos trmicos da usina e na gerao de eletricidade.B) aumenta a produo de lcool e de acar, ao usar o bagao como insumo suplementar.

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Questo 38

6000000150

27ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Argumentos favorveis Argumentos desfavorveis

P1Elevado potencial no pas do recurso utilizado

N1Destruio de reas de lavoura e deslocamento

para a gerao de energia. de populaes.

P2Diversidade dos recursos naturais que pode

N2 Emisso de poluentes.utilizar para a gerao de energia.

P3 Fonte renovvel de energia. N3Necessidade de condies climticas adequadas

para sua instalao.

C) economiza na compra da cana-de-acar, j que o bagao tambm pode ser transformado em lcool.D) aumenta a produtividade, ao fazer uso do lcool para a gerao de calor na prpria usina.E) reduz o uso de mquinas e equipamentos na produo de acar e lcool, por no manipular o bagao da cana.

Resoluo:Conforme o esquema, observamos que a energia da queima do bagao residual no fim do processo utilizada no processo indus-trial e como fonte de calor na gerao de energia eltrica (termoeltrica), caracterizando favoravelmente os sistemas de coge-rao.

Resposta: A

O debate em torno do uso da energia nuclear para produo de eletricidade permanece atual. Em um encontro internacionalpara a discusso desse tema, foram colocados os seguintes argumentos:I. Uma grande vantagem das usinas nucleares o fato de no contriburem para o aumento do efeito estufa, uma vez que o

urnio, utilizado como combustvel, no queimado mas sofre fisso.II. Ainda que sejam raros os acidentes com usinas nucleares, seus efeitos podem ser to graves que essa alternativa de gerao

de eletricidade no nos permite ficar tranqilos.

A respeito desses argumentos, pode-se afirmar queA) o primeiro vlido e o segundo no , j que nunca ocorreram acidentes com usinas nucleares.B) o segundo vlido e o primeiro no , pois de fato h queima de combustvel na gerao nuclear de eletricidade.C) o segundo vlido e o primeiro irrelevante, pois nenhuma forma de gerar eletricidade produz gases do efeito estufa.D) ambos so vlidos para se compararem vantagens e riscos na opo por essa forma de gerao de energia.E) ambos so irrelevantes, pois a opo pela energia nuclear est se tornando uma necessidade inquestionvel.

Resoluo:Em relao s afirmativas, pode-se dizer:I: Nas reaes de fisso, no ocorre a liberao de CO2 e xidos de enxofre e nitrognio, os principais responsveis pelo efeito

estufa e pela chuva cida.II: Como os combustveis utilizados em usinas nucleares so radioativos, sempre h riscos para o meio ambiente e para os seres

vivos, em caso de acidente.Evidentemente, h riscos para o ambiente e para os seres vivos sempre que um acidente acontece em alguma obra de enge-nharia. O progresso tecnolgico proporcionou mecanismos de preveno de falhas que permitem a operao de usinas ter-monucleares, com segurana, em vrios pases.

Assim, o primeiro argumento claramente vlido e o segundo, passvel de discusso mais apurada. Dada a estrutura das alter-nativas, escolhemos a que melhor se adapta.

Resposta: D

Entre outubro e fevereiro, a cada ano, em alguns estados das regies Sul, Sudeste e Centro-Oeste, os relgios permanecem adi-antados em uma hora, passando a vigorar o chamado horrio de vero. Essa medida, que se repete todos os anos, visaA) promover a economia de energia, permitindo um melhor aproveitamento do perodo de iluminao natural do dia, que maior

nessa poca do ano.B) diminuir o consumo de energia em todas as horas do dia, propiciando uma melhor distribuio da demanda entre o perodo

da manh e da tarde.C) adequar o sistema de abastecimento das barragens hidreltricas ao regime de chuvas, abundantes nessa poca do ano nas

regies que adotam esse horrio.D) incentivar o turismo, permitindo um melhor aproveitamento do perodo da tarde, horrio em que os bares e restaurantes so

mais freqentados.E) responder a uma exigncia das indstrias, possibilitando que elas realizem um melhor escalonamento das frias de seus

funcionrios.

Resoluo:O horrio de vero, quando se adiantam os relgios em uma hora, visa a um maior aproveitamento da iluminao natural,j que nesse perodo do ano os dias so mais longos (amanhecendo mais cedo e escurecendo mais tarde). Dessa forma, aosubstituir o uso da iluminao artificial pela natural, economiza-se no consumo de eletricidade. Especialmente nos chamadoshorrios de pico, que ocorrem no incio e no final do dia.

Resposta: A

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28ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

H estudos que apontam razes econmicas e ambientais para que o gs natural possa vir a tornar-se, ao longo deste scu-lo, a principal fonte de energia em lugar do petrleo. Justifica-se essa previso, entre outros motivos, porque o gs naturalA) alm de muito abundante na natureza um combustvel renovvel.B) tem novas jazidas sendo exploradas e menos poluente que o petrleo.C) vem sendo produzido com sucesso a partir do carvo mineral.D) pode ser renovado em escala de tempo muito inferior do petrleo.E) no produz CO2 em sua queima, impedindo o efeito estufa.

Resoluo:O gs natural um excelente combustvel. Alm de sofrer combusto completa em maior proporo que outros combust-veis, ele tambm causa menor poluio atmosfrica por compostos de enxofre.Esses fatos, aliados descoberta e explorao de novas e grandes jazidas, faz com que o gs natural possa substituir os de-rivados do petrleo, ainda neste sculo.

Resposta: B

As previses de que, em poucas dcadas, a produo mundial de petrleo possa vir a cair tm gerado preocupao, dado seucarter estratgico. Por essa razo, em especial no setor de transportes, intensificou-se a busca por alternativas para a substi-tuio do petrleo por combustveis renovveis. Nesse sentido, alm da utilizao de lcool, vem se propondo, no Brasil,ainda que de forma experimental,A) a mistura de percentuais de gasolina cada vez maiores no lcool.B) a extrao de leos de madeira para sua converso em gs natural.C) o desenvolvimento de tecnologias para a produo de biodiesel.D) a utilizao de veculos com motores movidos a gs do carvo mineral.E) a substituio da gasolina e do diesel pelo gs natural.

Resoluo:Um projeto importante de produo de combustveis renovveis, no Brasil, a utilizao de leos vegetais, extrados da mamona,babau, etc. Esses leos vegetais, que podem ser adicionados ao diesel ou substitu-lo, so denominados biodiesel.

Resposta: C

J so comercializados no Brasil veculos com motores que podem funcionar com o chamado combustvel flexvel, ou seja,com gasolina ou lcool em qualquer proporo. Uma orientao prtica para o abastecimento mais econmico que omotorista multiplique o preo do litro da gasolina por 0,7 e compare o resultado com o preo do litro de lcool. Se for maior,deve optar pelo lcool. A razo dessa orientao deve-se ao fato de que, em mdia, se com um certo volume de lcool o vecu-lo roda dez quilmetros, com igual volume de gasolina rodaria cerca deA) 7km. D) 17km.B) 10km. E) 20km.C) 14km.

Resoluo: Clculo do gasto com gasolina para rodar 10km.

comparando com o volume V, necessrio para que rodem 10km com lcool, temos:

Volume QuilmetrosV xV 10

V

Logo, o valor em reais igual a Pg (sendo Pg o preo de um litro de gasolina).

Ainda, do enunciado, para optar pelo lcool, devemos ter:

Portanto, com igual volume de gasolina, o veculo rodaria no mximo cerca de 14km.Resposta: C

100 7

100 7

Vx

Pg V Pg x ,,

10 Vx

=

10 Vx

Questo 44

Questo 43Questo 42

29ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

O excesso de veculos e os congestionamentos em grandes cidades so temas de freqentes reportagens. Os meios de transportes uti-lizados e a forma como so ocupados tm reflexos nesses congestionamentos, alm de problemas ambientais e econmicos. No gr-fico a seguir, podem-se observar valores mdios do consumo de energia por passageiro e por quilmetro rodado, em diferentes meiosde transporte, para veculos em duas condies de ocupao (nmero de passageiros): ocupao tpica e ocupao mxima.

Esses dados indicam que polticas de transporte urbano devem tambm levar em conta que a maior eficincia no uso de ener-gia ocorre para osA) nibus, com ocupao tpica.B) automveis, com poucos passageiros.C) transportes coletivos, com ocupao mxima.D) automveis, com ocupao mxima.E) trens, com poucos passageiros.

Resoluo:A partir do grfico, imediato que as polticas de transporte urbano devem tambm levar em conta que a maior eficincia nouso de energia ocorre para os transportes coletivos, com ocupao mxima.

Resposta: C

Programas de reintroduo de animais consistem em soltarindivduos, criados em cativeiro, em ambientes onde suaespcie se encontra ameaada ou extinta.O mico-leo-dourado da Mata Atlntica faz parte de umdesses programas. Como faltam aos micos criados em ca-tiveiro habilidades para sobreviver em seu habitat, so for-mados grupos sociais desses micos com outros capturadosna natureza, antes de solt-los coletivamente. O grfico mos-tra o nmero total de animais, em uma certa regio, a cadaano, ao longo de um programa de reintroduo desse tipo.A anlise do grfico permite concluir que o sucesso do pro-grama deveu-se

A) adaptao dos animais nascidos em cativeiro ao ambientenatural, mostrada pelo aumento do nmero de nascidosna natureza.

B) ao aumento da populao total, resultante da reintroduo de um nmero cada vez maior de animais.C) eliminao dos animais nascidos em cativeiro pelos nascidos na natureza, que so mais fortes e selvagens.D) ao pequeno nmero de animais reintroduzidos, que se mantiveram isolados da populao de nascidos na natureza.E) grande sobrevivncia dos animais reintroduzidos, que compensou a mortalidade dos nascidos na natureza.

Resoluo:A anlise do grfico revela um aumento progressivo no nmero total de micos-lees encontrados no ambiente citado, devido aonascimento de muitos indivduos na natureza. Isso demonstra o sucesso do programa de reintroduo de animais criadosem cativeiro, que se adaptaram ao ambiente natural.Resposta: A

Questo 46Questo 45

30ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

O bicho-furo-dos-citros causa prejuzos anuais de US$50 milhes citricultura brasileira, mas pode ser combatido eficazmentese um certo agrotxico for aplicado plantao no momento adequado. possvel determinar esse momento utilizando-se umaarmadilha constituda de uma caixinha de papelo, contendo uma pastilha com o feromnio da fmea e um adesivo paraprender o macho. Verificando periodicamente a armadilha, percebe-se a poca da chegada do inseto. Uma vantagem do usodessas armadilhas, tanto do ponto de vista ambiental como econmico, seriaA) otimizar o uso de produtos agrotxicos.B) diminuir a populao de predadores do bicho-furo.C) capturar todos os machos do bicho-furo.D) reduzir a rea destinada plantao de laranjas.E) espantar o bicho-furo das proximidades do pomar.

Resoluo:Os insetos machos so atrados na armadilha pelo feromnio da fmea (substncia relacionada atrao sexual). Dessaforma, os pesquisadores conseguem determinar o momento da chegada do inseto, quando dever ser empregado o agrotxicocom maior eficcia.Resposta: A

No vero de 2000 foram realizadas, para anlise, duas coletas do lixo deixado pelos freqentadores em uma praia no litoralbrasileiro. O lixo foi pesado, separado e classificado. Os resultados das coletas feitas esto na tabela a seguir.

Adaptado de Cincia Hoje

Embora fosse grande a venda de bebidas em latas nessa praia, no se encontrou a quantidade esperada dessas embalagensno lixo coletado, o que foi atribudo existncia de um bom mercado para a reciclagem de alumnio. Considerada essa hip-tese, para reduzir o lixo nessa praia, a iniciativa que mais diretamente atende variedade de interesses envolvidos, respei-tando a preservao ambiental, seriaA) proibir o consumo de bebidas e de outros alimentos nas praias.B) realizar a coleta de lixo somente no perodo noturno.C) proibir a comercializao apenas de produtos com embalagem.D) substituir embalagens plsticas por embalagens de vidro.E) incentivar a reciclagem de plsticos, estimulando seu recolhimento.

Resoluo:A anlise do texto e da tabela sugere que o pequeno nmero de latas de alumnio encontrado se deve coleta para reci-clagem. Assim, lcito supor que o incentivo ao recolhimento e reciclagem das embalagens plsticas diminuiria o principalelemento de poluio nessa praia.Resposta: E

Um rio que localmente degradado por dejetos orgnicos nele lanados pode passar por um processo de autodepurao. Noentanto, a recuperao depende, entre outros fatores, da carga de dejetos recebida, da extenso e do volume do rio. Nesse pro-cesso, a distribuio das populaes de organismos consumidores e decompositores varia, conforme mostra o esquema:

Questo 49

DADOS OBTIDOS(em rea de cerca de 1900m2)

COLETA DE LIXO 1 coleta 2 coleta

PESO TOTAL 8,3kg 3,2kg

Itens de Plstico 399 (86,4%) 174 (88,8%)

Itens de Vidro 10 (2,1%) 03 (1,6%)

Itens de Metal 14 (3,0%) 07 (3,6%)

Itens de Papel 17 (3,7%) 06 (3,0%)

NMERO DE PESSOAS NA PRAIA 270 80

Questo 48Questo 47

31ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Com base nas informaes fornecidas pelo esquema, so feitas as seguintes consideraes sobre o processo de depurao do rio:I. a vida aqutica superior pode voltar a existir a partir de uma certa distncia do ponto de lanamento dos dejetos;

II. os organismos decompositores so os que sobrevivem onde a oferta de oxignio baixa ou inexistente e a matria orgni-ca abundante;

III. as comunidades biolgicas, apesar da poluio, no se alteram ao longo do processo de recuperao.Est correto o que se afirma emA) I, apenas. D) I e II, apenas.B) II, apenas. E) I, II e III.C) III, apenas.

Resoluo:A simples observao do diagrama revela que a vida aqutica superior pode voltar a se manifestar a partir de uma certadistncia do local do despejo (frase I). Por outro lado, na zona de decomposio ativa, rica em substncias orgnicas e pobreem oxignio, sobrevivem bactrias e fungos anaerbicos (frase II). A frase III est errada, j que as comunidades biolgicasse alteram, como mostrado pelo esquema, ao longo do processo de recuperao.Resposta: D

Em setembro de 1998, cerca de 10.000 toneladas de cido sulfrico (H2SO4) foram derramadas pelo navio Bahamas no litoraldo Rio Grande do Sul. Para minimizar o impacto ambiental de um desastre desse tipo, preciso neutralizar a acidez resultante.Para isso pode-se, por exemplo, lanar calcrio, minrio rico em carbonato de clcio (CaCO3), na regio atingida.A equao qumica que representa a neutralizao do H2SO4 por CaCO3, com a proporo aproximada entre as massas dessassubstncias :

H2SO4 + CaCO3 CaSO4 + H2O + CO21 tonelada reage 1 tonelada slido gs

com sedimentado

Pode-se avaliar o esforo de mobilizao que deveria ser empreendido para enfrentar tal situao, estimando a quantidadede caminhes necessria para carregar o material neutralizante. Para transportar certo calcrio que tem 80% de CaCO3, essenmero de caminhes, cada um com carga de 30 toneladas, seria prximo deA) 100. D) 400.B) 200. E) 500.C) 300.

Resoluo:10000t de H2SO4 exigem 10000t de CaCO3 para a neutralizao total.

x = 12500t de Calcreo

= caminhes 400 caminhes

Resposta: D

12503

12500t30t/caminho

100t de Calcreo 80t de CaCO3x 10000t de CaCO3

Questo 50

32ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

(B. Braga et al. Introduo Engenharia Ambiental.)

Em conflitos regionais e na guerra entre naes tem sido observada a ocorrncia de seqestros, execues sumrias, torturase outras violaes de direitos.Em 10 de dezembro de 1948, a Assemblia Geral das Naes Unidas adotou a Declarao Universal dos Direitos do Homem,que, em seu artigo 5, afirma:

Ningum ser submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruis, desumanos ou degradantes.Assim, entre naes que assinaram essa Declarao, coerente esperar queA) a Constituio de cada pas deva se sobrepor aos Direitos Universais do Homem, apenas enquanto houver conflito.B) a soberania dos Estados esteja em conformidade com os Direitos Universais do Homem, at mesmo em situaes de conflito.C) a violao dos direitos humanos por uma nao autorize a mesma violao pela nao adversria.D) sejam estabelecidos limites de tolerncia, para alm dos quais a violao aos direitos humanos seria permitida.E) a autodefesa nacional legitime a supresso dos Direitos Universais do Homem.

Resoluo:A assinatura da Declarao pelos pases indica aceitao a seus preceitos. Sendo assim, o contedo da alternativa B estem conformidade com o artigo citado. J o contedo das demais alternativas abre precedentes para a violncia, portantoelas esto incorretas.Resposta: B

O texto ilustra como em certos pases produz-se tanto um carro esporte caro e sofisticado, quanto roupas que nem sequer le-vam uma etiqueta identificando o pas produtor. De fato, tais roupas costumam ser feitas em fbricas chamadasmaquiladoras situadas em zonas-francas, onde os trabalhadores nem sempre tm direitos trabalhistas garantidos.A produo nessas condies indicaria um processo de globalizao queA) fortalece os Estados Nacionais e diminui as disparidades econmicas entre eles pela aproximao entre um centro rico e

uma periferia pobre.B) garante a soberania dos Estados Nacionais por meio da identificao da origem de produo dos bens e mercadorias.C) fortalece igualmente os Estados Nacionais por meio da circulao de bens e capitais e do intercmbio de tecnologia.D) compensa as disparidades econmicas pela socializao de novas tecnologias e pela circulao globalizada da mo-de-obra.E) reafirma as diferenas entre um centro rico e uma periferia pobre, tanto dentro como fora das fronteiras dos Estados Na-

cionais.

Resoluo:O texto retrata o atual estgio da globalizao, em que um reduzido nmero de pases centrais detm o controle do sistemacapitalista, impondo regras aos pases perifricos que desejam participar do sistema produtivo. Dessa forma, vemos o enfra-quecimento dos Estados Nacionais perifricos, frente ao domnio tecnolgico e de mercado dos pases centrais.Resposta: E

Constituio de 1824:Art. 98. O Poder Moderador a chave de toda a organizao poltica, e delegado privativamente ao Imperador ()para que incessantemente vele sobre a manuteno da Independncia, equilbrio, e harmonia dos demais poderespolticos (...) dissolvendo a Cmara dos Deputados nos casos em que o exigir a salvao do Estado.

Frei Caneca:O Poder Moderador da nova inveno maquiavlica a chave mestra da opresso da nao brasileira e o garrotemais forte da liberdade dos povos. Por ele, o imperador pode dissolver a Cmara dos Deputados, que a representantedo povo, ficando sempre no gozo de seus direitos o Senado, que o representante dos apaniguados do imperador.

(Voto sobre o juramento do projeto de Constituio)

Questo 53

Um certo carro esporte desenhado na Califrnia, financiado por Tquio, o prottipo criado em Worthing (Inglaterra) e a mon-tagem feita nos EUA e Mxico, com componentes eletrnicos inventados em Nova Jrsei (EUA), fabricados no Japo.(). J a indstria de confeco norte-americana, quando inscreve em seus produtos made in USA, esquece de men-cionar que eles foram produzidos no Mxico, Caribe ou Filipinas.

(Renato Ortiz, Mundializao e Cultura)

Questo 52Questo 51

33ENEM/2004 ANGLO VESTIBULARES

Para Frei Caneca, o Poder Moderador definido pela Constituio outorgada pelo Imperador em 1824 eraA) adequado ao funcionamento de uma monarquia constitucional, pois os senadores eram escolhidos pelo Imperador.B) eficaz e responsvel pela liberdade dos povos, porque garantia a representao da sociedade nas duas esferas do poder legis-

lativo.C) arbitrrio, porque permitia ao Imperador dissolver a Cmara dos Deputados, o poder representativo da sociedade.D) neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise, pois era incapaz de controlar os deputados representantes da Nao.E) capaz de responder s exigncias polticas da nao, pois supria as deficincias da representao poltica.

Resoluo:Frei Caneca foi um dos lderes populares da Confederao do Equador, ocorrida em 1824, contra a monarquia autoritriaimposta pelo imperador D. Pedro I.Como republicano, federalista e liberal, o padre revolucionrio no aceitava a Constituio de 1824, que estabeleceu umregime monrquico, unitarista, conservador e autocrtico.So bastante conhecidas suas crticas ao Poder Moderador, que, de uso privado do rei, impunha nao um regime opres-sivo, porque eliminava a autonomia do Executivo, do Legislativo e do Judicirio.

Resposta: C

A questo tnica no Brasil tem provocado diferentes atitudes:I. Instituiu-se o Dia Nacional da Conscincia Negra em 20 de novembro, ao invs da tradicional celebrao do 13 de maio.

Essa nova data o aniversrio da morte de Zumbi, que hoje simboliza a crtica segregao e excluso social.II. Um turista estrangeiro que veio ao Brasil, no carnaval, afirmou que nunca viu tanta convivncia harmoniosa entre as di-

versas etnias.Tambm sobre essa questo, estudiosos fazem diferentes reflexes:

Entre ns [brasileiros], (...) a separao imposta pelo sistema de produo foi a mais fluida possvel. Permitiu constantemobilidade de classe para classe e at de uma raa para outra. Esse amor, acima de preconceitos de raa e de convenesde classe, do branco pela cabocla, pela cunh, pela ndia (...) agiu poderosamente na formao do Brasil, adoando-o.

(Gilberto Freire. O mundo que o portugus criou.)

[Porm] o fato que ainda hoje a miscigenao no faz parte de um processo de integrao das raas em condies de igual-dade social. O resultado foi que (...) ainda so pouco numerosos os segmentos da populao de cor que conseguiram seintegrar, efetivamente, na sociedade competitiva.

(Florestan Fernandes. O negro no mundo dos brancos.)

Considerando as atitudes expostas acima e os pontos de vista dos estudiosos, correto aproximarA) a posio de Gilberto Freire e a de Florestan Fernandes igualmente s duas atitudes.B) a posio de Gilberto Freire atitude I e a de Florestan Fernandes atitude II.C) a posio de Florestan Fernandes atitude I e a de Gilberto Freire atitude II.D) somente a posio de Gilberto Freire a ambas as atitudes.E) somente a posio de Florestan Fernandes a ambas as atitudes.

Resoluo:A leitura dos textos propostos nos leva a concluir que h convergncia entre a atitude I exposta no enunciado e o pontode vista de Florestan Fernandes, j que em ambos se percebe o esprito da crtica decantada democracia racial existenteno Brasil.Por outro lado, convergem o texto de Gilberto Freire e a atitude II, em que se exalta a harmonia racial como elementodestacado da sociedade brasileira.Resposta: C

Algumas transformaes que antecederam a Revoluo Francesa podem ser exemplificadas pela mudana de significado dapalavra restaurante. Desde o final da Idade Mdia, a palavra restaurant designava caldos ricos, com carne de aves e de boi,legumes, razes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as foras dostrabalhadores. Nos anos que precederam a Revoluo, em 1789, multipl