O modelo Keynesiano e as políticas econômicas .Macroeconomia - Prof. Ms. Marco A. Arbex 2 Lado

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    O modelo Keynesiano e as

    polticas econmicas

    Macroeconomia

    Prof. Ms. Marco A. Arbex

    Introduo

    A Macroeconomia estuda os grandes agregados

    econmicos: Produto, Renda, emprego, inflao,

    Balano de Pagamentos, etc. Sua principal preocupao

    com o curto prazo.

    J sabemos que a partir da crise de 29, a economia

    sofreu mudanas com as teorias de Keynes, cuja base

    se assenta no pressuposto de que necessria a

    interveno do governo para regular a atividade

    econmica.

    A preocupao central da macroeconomia passou a ser

    a gerao de crescimento econmico e pleno emprego.

    Introduo

    Nessa aula, estudaremos em mais detalhes a

    contribuio de Keynes atravs da Teoria da

    determinao do equilbrio da renda nacional ou modelo

    keynesiano.

    Esse modelo divide a economia em dois lados:

    Lado real (IS): mercado de bens e servios e

    mercado de trabalho

    Lado monetrio (LM): mercado financeiro e de

    ttulos

    Lado real e lado monetrio

    Lado IS (Investment Saving): representa o setor real

    da economia (mercado de bens e servios e mercado de

    fatores de produo) - gastos com consumo,

    investimento produtivo (em negcios), despesas do

    governo e exportaes.

    Lado LM (Liquidity Preference / Money Supply):

    representa o lado monetrio da economia (aplicaes

    financeiras investimentos especulativos).

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    Lado real e lado monetrio

    Para Keynes, o crescimento econmico de um pas se

    d a partir das mudanas observadas no lado real da

    economia.

    Em outras palavras, o aumento do investimento

    produtivo, consumo das famlias, gastos pblicos e

    exportaes que geram crescimento da demanda e,

    consequentemente, aumento do PIB.

    Essa tese de crescimento econmico proposto por

    Keynes pode ser melhor explicada atravs do conceito

    de demanda efetiva

    Princpio da demanda efetiva

    O princpio keynesiano da demanda efetiva diz que as alteraes do nvel de equilbrio da renda e do produto nacional devem-se exclusivamente s variaes da demanda agregada de bens e servios.

    Ou seja, o aumento do PIB de um pas ocorre devido ao aumento da demanda.

    Os economistas clssicos (Adam Smith, David Ricardo, J. B. Say), diferentemente de Keynes, entendiam que a oferta cria a demanda. Ou seja, ao aumentar a produo das empresas, automaticamente ocorreriam mais vendas e um aumento na renda da populao, gerando o aumento na demanda (tica da mo invisvel). Essa teoria ficou conhecida como a Lei de Say

    Princpio da demanda efetiva

    Keynes contesta a Lei de Say e afirma que a demanda

    agregada responsvel por gerar aumento da renda de

    um pas.

    A demanda agregada ilustra a demanda geral da

    populao. No representa a demanda de um indivduo

    ou por um produto especfico, como na microeconomia.

    Ou seja, a demanda agregada representa a capacidade

    e disponibilidade da populao para consumir.

    Oferta e demanda agregada

    Vamos supor que a economia encontra-se em equilbrio quando:

    OFERTA AGREGADA (AO) = DEMANDA AGREGADA (DA)

    - Oferta Agregada (AO): a soma da oferta de todos os bens e servios finais

    - Demanda Agregada (DA): a soma das demandas por bens e servios finais de todos os agentes econmicos.

    No equilbrio, toda a produo da economia no perodo ser vendida aos agentes econmicos (no sobra nem falta produtos)

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    Oferta e demanda agregada

    Enquanto para os clssicos atravs da mo

    invisvel - a economia sempre encontra-se em

    equilbrio (oferta agregada = demanda agregada),

    Keynes supe a que a economia normalmente

    encontra-se em situao abaixo do pleno

    emprego, ou seja, com capacidade ociosa e

    pessoas desempregadas.

    Em outras palavras, a oferta agregada maior

    que a demanda agregada

    O que gera aumento na demanda agregada?

    Assim, a contribuio da teoria de Keynes no

    sentido de criar estmulos para o crescimento da

    demanda agregada.

    Como j mencionado, os fatores que ajudam a

    aumentar a demanda agregada so:

    - O consumo das Famlias

    - Os investimentos produtivos

    - Os gastos do governo

    - As exportaes

    Composio da Demanda Agregada

    (DA)

    Consumo das Famlias (C)

    Investimentos (I)

    Gastos do Governo (G)

    Demanda lquida do setor externo: Exportaes menos

    Importaes (X M).

    DA = C + I + G + X M

    Para Keynes, a demanda agregada aumenta quando h

    aumento no consumo (C), Investimentos (I), Gastos do

    Governo (G) e Exportaes lquidas (X - M)

    Composio da Demanda Agregada: gastos do

    governo e exportaes lquidas

    Gastos do Governo: gastos pblicos (federais, estaduais e

    municipais), como salrios, compras governamentais, infra-

    estrutura, ensino, estmulos competividade empresarial.

    Demanda lquida do setor externo: Exportaes menos

    Importaes (X M): as exportaes geram emprego e

    melhoria da competividade empresarial, contribuindo para

    aumentar a demanda e o PIB.

    Como j mencionado, o aumento nos gastos governamentais

    e nas exportaes lquidas tendem a aumentar a demanda

    agregada.

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    Composio da Demanda Agregada: o consumo

    Consumo (C): so gastos das Famlias com a aquisio

    de bens de consumo (C). O consumo uma funo

    crescente da renda disponvel (RND); portanto, quanto

    maior a renda disponvel, maior o Consumo (C).

    C = f (RND)

    C= consumo agregado;

    RND= renda nacional disponvel

    Composio da Demanda Agregada: o consumo

    A renda disponvel pode ser definida como a renda

    nacional deduzidos os impostos. Ou, seja, a

    parcela da renda que os consumidores podem gastar

    ou poupar livremente.

    Dessa forma, medida que a tributao aumenta, a

    Renda Disponvel decresce e, consequentemente, o

    consumo se reduz.

    Composio da Demanda Agregada: o consumo

    Um conceito importante criado por Keynes o de

    Propenso marginal a consumir (PMgC). Este mostra

    a variao esperada no consumo da populao dada uma

    variao na renda nacional disponvel

    PMgC = _ C_

    RND Exemplo: uma PMgC de 0,8

    indica que um aumento de R$

    100 milhes na RND gerar um

    aumento de R$ 80 milhes no

    consumo.

    Composio da Demanda Agregada: a poupana

    Poupana (S): A poupana da sociedade a diferena entre a renda disponvel e o consumo.

    S = RND C

    Propenso marginal a poupar (PMgS): no exemplo, anterior, a PMgS de R$ 20 milhes. Isso porque, dos R$ 100 milhes de aumento da renda nacional, R$ 80 milhes seriam destinados a consumo e sobrariam R$ 20 milhes para a poupana.

    Em outras palavras, a funo poupana complemento da funo consumo, pois ambos os fatores so proporcionais renda nacional disponvel.

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    Composio da Demanda Agregada: o

    investimento

    Investimento (I): acrscimo ao estoque de capital que leva ao crescimento da capacidade produtiva (construes, instalaes, mquinas...)

    Seu comportamento de difcil previso, pois depende de diversos fatores, como o ambiente de negcios e as expectativas quanto ao futuro, por exemplo.

    O investimento produtivo o principal fator que explica o aumento da renda de um pas pois o aumento dos investimentos tendem a estimular o aumento do consumo, que por sua vez, acabam estimulando novos investimentos.

    O que determina o nvel de investimentos?

    A) Taxa de rentabilidade esperada (ou eficincia

    marginal do capital): calculada a partir da

    estimativa do retorno lquido esperado pela aquisio

    do bem de capital (desenvolvimento de empresas ou

    negcios). Ou seja, quanto maior a rentabilidade

    esperada de um negcio ou projeto, maior ser o

    investimento total.

    O que determina o nvel de investimentos?

    B) Taxa de juros de mercado: se a taxa de rentabilidade

    esperada de um negcio (descrita no slide anterior) supera

    a taxa de juros de mercado, o investidor utilizar seu

    dinheiro na compra de bens de capital (investir no

    negcio); se for inferior, ele no investir, preferindo

    direcionar seus recursos em aplicaes financeiras

    (CUSTO DE OPORTUNIDADE).

    OBS: no modelo keynesiano, o conceito investimento no

    inclui investimento financeiros, mas apenas produtivos.

    O multiplicador keynesiano de gastos

    Esse conceito mostra que se a economia estiver com

    recursos ociosos (abaixo da capacidade total), um aumento

    na demanda agregada provocar o aumento da renda

    nacional mais que proporcional ao aumento da demanda.

    Isso explicado pois tais gastos geram um efeito

    multiplicador nos vrios setores da economia, pois um

    aumento da renda de um setor significar que os

    assalariados e empresrios desse setor gastaro essa renda

    adicional em outros setores da economia (alimentao,

    vesturio, lazer), que por sua vez, gastaro em outros

    setores, e assim por diante (veja a figura do fluxo circular de

    renda).

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    O fluxo circular da renda

    Mercado de bens e servios

    Mercado de fatores de produo

    Empresas Famlias

    Para quem produzi