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  • O MUNDO ESPIRITUAL

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    Estudando a Doutrina Esprita Tema: O Mundo Espiritual

    1. A escala esprita

    76. Que definio se pode dar dos Espritos?

    Pode dizer-se que os Espritos so os seres inteligentes da criao. Povoam o Universo, fora do mundo material.

    84. Os Espritos constituem um mundo parte, fora daquele que vemos?

    Sim, o mundo dos Espritos, ou das inteligncias incorpreas.

    85. Qual dos dois, o mundo esprita ou o mundo corpreo, o principal, na ordem das coisas?

    O mundo esprita, que preexiste e sobrevive a tudo.

    86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essncia do mundo esprita?

    Decerto. Eles so independentes; contudo, incessante a correlao entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.

    87. Ocupam os Espritos uma regio determinada e circunscrita no espao?

    Esto por toda parte. Povoam infinitamente os espaos infinitos. Tendes muitos deles de contnuo a vosso lado, observando-vos e sobre vs atuando, sem o perceberdes, pois que os Espritos so uma das potncias da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execuo de seus desgnios providenciais. Nem todos, porm, vo a toda parte, por isso que h regies interditas aos menos adiantados.

    96. So iguais os Espritos, ou h entre eles qualquer hierarquia?

    So de diferentes ordens, conforme o grau de perfeio que tenham alcanado.

    97. As ordens ou graus de perfeio dos Espritos so em nmero determinado?

    So ilimitadas em nmero, porque entre elas no h linhas de demarcao traadas como barreiras, de sorte que as divises podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. Todavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espritos, elas podem reduzir-se a trs principais.

    Na primeira, colocar-se-o os que atingiram a perfeio mxima: os puros Espritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem o que neles predomina. Pertencero terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espritos imperfeitos. A ignorncia, o desejo do mal e todas as paixes ms que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza.

    98. os Espritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupao dominante, tm o poder de pratic-lo?

    Cada um deles dispe desse poder, de acordo com o grau de perfeio a que chegou. Assim, uns possuem a cincia, outros a sabedoria e a bondade. Todos, porm, ainda tm que sofrer provas.

    99. Os da terceira categoria so todos essencialmente maus?

    No; uns h que no fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrrio, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasio de pratic-lo. H tambm os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que malignos, que se comprazem antes na malcia do que na malvadez e cujo prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se riem.

    1.1. Classificao dos espritos

    100. OBSERVAES PRELIMINARES. A classificao dos Espritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que j adquiriram e nas imperfeies de que ainda tero de despojar-

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    se. Esta classificao, alis, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta carter definido. De um grau a outro a transio insensvel, e nos limites extremos, os matizes se apagam, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-ris, ou tambm como nos diferentes perodos da vida do homem.

    Os Espritos, em geral, admitem trs categorias principais, ou trs grandes divises. Na ltima, a que fica na parte inferior da escala, esto os Espritos imperfeitos, caracterizados pela predominncia da matria sobre o Esprito e pela propenso para o mal. Os da segunda se caracterizam pela predominncia do Esprito sobre a matria e pelo desejo do bem: so os bons Espritos. A primeira, finalmente, compreende os Espritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeio.

    TERCEIRA ORDEM ESPRITOS IMPERFEITOS

    101. CARACTERES GERAIS Predominncia da matria sobre o Esprito. Propenso para o mal. Ignorncia, orgulho, egosmo e todas as paixes que lhes so conseqentes.

    Tem a intuio de Deus, mas no o compreendem.

    Nem todos so essencialmente maus. Em alguns h mais leviandade, irreflexo e malcia do que verdadeira maldade. Uns no fazem o bem nem o mal; mas pelo simples fato de no fazerem o bem, j denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrrio, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasio se lhes depara de pratic-lo.

    A inteligncia pode achar-se neles aliada maldade ou malcia; seja, porm, qual for o grau que tenham alcanado de desenvolvimento intelectual, suas idias so pouco elevadas e mais ou menos abjetos seus sentimentos.

    Restritos conhecimentos tm das coisas do mundo esprita e o pouco que sabem se confunde com as idias e preconceitos da vida corporal. No nos podem dar mais do que noes errneas e incompletas; entretanto, nas suas comunicaes, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmao das grandes verdades ensinadas pelos Espritos superiores.

    Na linguagem de que usam se lhes revela o carter. Todo Esprito que, em suas comunicaes, trai um mau pensamento, pode ser classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau pensamento que nos sugerido vem de um Esprito desta ordem.

    Eles vem a felicidade dos bons e esse espetculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angstias que a inveja e o cime podem causar.

    Conservam a lembrana e a percepo dos sofrimentos da vida corprea e essa impresso muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelo males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrero para sempre. Deus, para puni-los quer que assim julguem.

    Podem compor cinco classes principais.

    102. Dcima Classe. ESPRITOS IMPUROS. So inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupaes. Como Espritos, do conselhos prfidos, sopram a discrdia e a desconfiana e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de carter bastante fraco para cederem s suas sugestes, a fim de induzi-los perdio, satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.

    Nas manifestaes do-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expresses, nos Espritos, como nos homens, sempre indcio de inferioridade moral, seno tambm intelectual. Suas comunicaes exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, no conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se trarem.

    Alguns povos os arvoraram em divindades malficas; outros os designam pelos nomes de demnios, maus gnios, Espritos do mal.

    Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram propensos a todos os vcios geradores das paixes vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a

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    avareza srdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por dio ao bem, quase sempre escolhem suas vtimas entre as pessoas honestas. So flagelos para a Humanidade, pouco importando a categoria social a que pertenam, e o verniz da civilizao no os forra ao oprbrio e ignomnia.

    103. Nona Classe. ESPRITOS LEVIANOS. So ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificaes e de espertezas. A esta classe pertencem os Espritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependncia dos Espritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.

    104. Oitava Classe. ESPRITOS PSEUDO-SBIOS. Dispem de conhecimento bastante amplos, porm, crem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito s suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso no passa de reflexo dos preconceitos e idias sistemticas que nutriam na vida terrena. uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, atravs dos quais penetram a presuno, o orgulho, o cime e a obstinao, de que ainda no puderam despir-se.

    105. Stima Classe. ESPRITOS NEUTROS. Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e no ultrapassam a condio comum da Humanidade, quer no que concerne ao moral, quer no que toca inteligncia. Apegam-se s coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

    106. Sexta Classe. ESPRITOS BATEDORES E PERTUBADORES. Estes Espritos, propriamente falando, no formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presena por efeitos sensveis e fsicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos slidos, agitao do ar etc.

    SEGUNDA ORDEM BONS ESPRITOS

    107. CARACTERES GERAIS. Predominncia do Esprito sobre a matria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem esto em relao com o grau de adiantamento que hajam alcanado; uns tm a cincia , outros a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados renem o saber s qualidades morais. No estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traos da existncia corporal, assim na forma da linguagem, como nos hbitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias.