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O produtor pergunta, a Embrapa · PDF file arame, bicho-bolo ou coró, larva-alfinete, percevejo-castanho, percevejo-preto e cochonilha, entre outras. Na superfície do solo,

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  • O produtor pergunta, a Embrapa responde

    Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria

    Embrapa Milho e Sorgo

    Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento

    Embrapa Informao Tecnolgica

    Braslia, DF

    2011

    Jos Carlos CruzPaulo Csar Magalhes

    Israel Alexandre Pereira FilhoJos Alosio Alves Moreira

    Editores Tcnicos

  • Ivan CruzPaulo Afonso Viana

    Rodolfo Bianco

    Manejo Integrado de Pragas11

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    Quantas pragas atacam o milho?

    So listadas como insetos que se alimentam do milho cerca de 30 espcies. No entanto, pouco provvel que num determinado local ocorram todas essas espcies. De maneira geral, a ocorrncia de espcies de insetos que se alimentam do milho depende de fatores climticos como temperatura, umidade relativa e precipitao. A ocorrncia de uma ou mais espcies varia de local para local e de ano para ano.

    O termo praga deve ser considerado apenas para aquela espcie que est presente na rea de milho numa densidade com potencial para reduzir a produtividade do milho e causar prejuzos de, no mnimo, igual ao custo (por exemplo, inseticida e mo de obra para aplicao) envolvido no seu controle.

    Dentre as pragas, podem ser citadas: Spodoptera frugiperda).

    Elasmopalpus lignosellus).

    Diatraea saccharalis).

    Diabrotica sp.).

    Dalbulus maidis).

    Mocis latipes).

    Helicoverpa zea).

    Agriotes, Conoderus, Melanotus).

    Phyllophaga spp., Cyclocephala spp., Diloboderus ab-derus).

    Dichelops sp.).

    As lagartas so as pragas mais importantes do milho?

    As lagartas esto entre as principais pragas do milho, no Bra-sil. No entanto, no so apenas lagartas que podem atacar a planta

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    e ocasionar perda na produo. A lagarta-do-cartucho consi-derada a principal praga do mi-lho. Ocorre todos os anos, em todos as regies produtoras de milho, seja em grande ou em pequenas reas de cultivo. Sua importncia reconhecida por atacar a planta em praticamente todas as fases de desenvolvi-mento da planta. Ou seja, ataca logo que a planta emerge do solo e continua nas demais fases de desenvolvimento, atacando inclusive os gros, na espiga. No en-tanto, em regies mais frias, como no Sul do Brasil, possvel, em certos anos, a presena de tripes ou de percevejos, que causam maiores danos planta. Por sua vez, a lagarta-da-espiga, embora presente, raramente chega a atingir uma densidade populacional que cause perdas econmicas ao milho cultivado para gro.

    Em que fase da cultura do milho poder ocorrer o ataque de pragas?

    Algumas pragas atacam a lavoura desde a emergncia at a formao dos gros. Os principais exemplos so a lagarta-do-cartucho e a broca-da-cana-de-acar. Outras pragas atacam a fase inicial de desenvolvimento da planta, como a lagarta-elasmo, o percevejo-barriga-verde e a lagarta-rosca. H tambm aquela que ataca na formao dos gros, como a lagarta-da-espiga. Em qualquer situao, importante que se faa o reconhecimento correto da espcie que est atacando a lavoura, visando escolher o mtodo mais eficiente para o controle.

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    Quais as pragas que podem matar a planta de milho?

    De maneira geral, as pragas que atacam o milho no perodo que vai do plantio at cerca de 15 dias aps a emergncia da planta so as que possuem maior potencial de matar a planta. O termo matar a planta, na realidade, aplica-se quelas pragas de hbito subterrneo, que atacam a semente e as razes no solo, e tambm quelas que atacam a planta ainda muito pequena, logo aps a emergncia. Portanto, essas pragas so aquelas que tm o maior potencial para reduzir a produtividade. No entanto, existem tambm algumas pragas, como a lagarta-rosca, que podem matar a planta, mesmo quando esta est mais desenvolvida. Logicamente, a reduo no nmero de plantas por unidade de rea vai depender da densidade populacional de cada espcie envolvida. O problema pode ser agravado por um ataque de mais de uma espcie de praga.

    possvel, numa simples caminhada na lavoura de milho, identificar as pragas?

    Sim, possvel, dependendo da espcie de praga. Por exemplo, algumas espcies de lagartas so muito fceis de serem identificadas. o caso de algumas lagartas como a do cartucho, facilmente visveis dentro dessa estrutura, ou da lagarta-militar, pela grande desfolha que causa, deixando intacta somente a nervura central da folha e pelo caminhar, como se tivesse medindo palmo, isto , ela se locomove levantando o dorso, como se estivesse medindo palmos. Tambm simples reconhecer a presena de alguns percevejos sugadores de seiva ou da cigarrinha-das-pastagens, de colorao quase preta das asas, com manhas amarelas caractersticas, ou a cigarrinha-verde, em grandes quantidades, dentro do cartucho da planta e pelo hbito de caminhar de maneira lateral. Tambm fcil identificar o pulgo-do-milho, pela grande quantidade de insetos agregados em colnias, dentro do cartucho, no colmo ou no pendo do milho. Por sua vez, a identificao

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    torna-se mais difcil quando o inseto fica abrigado no interior de um casulo, no solo e junto planta, como o caso da lagarta-elasmo. Tambm difcil reconhecer a presena da broca-da-cana-de-acar, que geralmente fica dentro do colmo da planta, ou das pragas de hbito subterrneo.

    Quais as condies para se ter problemas com a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus) e como control-la de maneira eficiente?

    A lagarta-elasmo favorecida por condies climticas, principalmente quando alta a temperatura e baixa a umidade do solo, situaes essas bastante evidentes no perodo de plantio do milho safrinha. Populaes mais elevadas so observadas no sistema plantio convencional e sob o cultivo mnimo, quando em situaes de baixa densidade de cobertura morta. A presena dessa praga tambm verificada na condio de cultivo do milho na reforma de pastagens e quando so praticadas queimadas nas reas de cultivo.

    Com respeito ao controle, quando se tem histrico de ocor-rncia da lagarta-elasmo e, muito particularmente, quando a seme-adura realizada sob condies de risco (baixa umidade do solo), o mais aconselhvel o tratamento das sementes, preferencialmente com produtos do grupo dos carbamatos. Optar pela pulverizao nem sempre d o melhor resultado, mas, na falta do tratamento das sementes, a pulverizao dever ser realizada logo aps a emergn-cia das plantas, utilizando-se alto volume de calda (fosforados ou piretroides), base de 300 L/ha a 400 L/ha, procurando-se dirigir o jato para o colo das plntulas.

    As pragas que no matam a planta precisam ser contro-ladas?

    Mesmo que determinada espcie de inseto no chegue a matar a planta, indiretamente a planta atacada fica menos competitiva e no produz o seu mximo. Essa reduo na

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    produtividade da planta pelo ataque da praga varia em funo da espcie de inseto e tambm em funo do nmero de insetos presentes na rea (densidade populacional). Por exemplo, a lagarta-do-cartucho pode no matar a planta, mas capaz de reduzir em at 50% a produtividade da lavoura. Ou seja, para uma lavoura com potencial para produzir 120 sacos por hectare, s seriam produzidos 60 sacos. Os outros sacos perdidos significam um valor muito superior ao que se gastaria para controlar a praga. Esse mesmo raciocnio aplica-se a outras pragas. Portanto, o importante saber qual o potencial de reduo da produtividade de cada praga e comparar com o custo de controle.

    Como so muitas espcies de pragas associadas ao milho no campo, ser necessrio o controle para cada uma?

    O nmero de espcies presentes na lavoura do milho, mesmo se alimentando da planta, no significa que os insetos esto demandando controle. Qualquer inseto fitfago s deve ser controlado quando atingir o chamado nvel de dano econmico, ou seja, quando atingir uma populao suficiente para causar um dano maior do que o custo envolvido no seu controle. O nvel de dano econmico, portanto, o melhor indicativo para o controle de uma praga, na poca correta. O nvel de dano pode ser expresso em porcentagem de plantas atacadas, nmero de lagartas por metro de fileira, nmero de mariposas capturadas em armadilha, etc. Esse ndice tambm funo da produtividade esperada planta, do custo de controle e do preo do milho. Preo mais elevado do milho, maior produtividade e menor custo do controle indicam necessidade de medidas de controle mais cedo na lavoura.

    Qual o melhor inseticida para o controle de pragas de milho?

    Existe no mercado brasileiro um nmero relativamente alto de formulaes comerciais de inseticidas para uso na cultura do

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    milho, para o controle de pragas, e a escolha correta no tarefa fcil. Alguns indicativos devem ajudar na escolha. O inseticida, alm da eficincia em relao praga-alvo, deve possuir outras caractersticas tais como baixo impacto ambiental, risco sade humana e seletividade em relao aos insetos benficos, como polinizadores e agentes de controle biolgico natural.

    O que seletividade de um inseticida e por que uma caracterstica importante?

    Todo inseticida para uso na agricultura registrado para o controle de determinadas espcies de pragas. Para o registro, tambm so colocadas outras informaes importantes sobre os cuidados a serem observados no seu uso. Uma das caractersticas importantes do produto que ele no tenha efeito, ou o efeito seja mnimo, sobre outras espcies de insetos consideradas benficas, como os agentes de controle biolgico natural da praga-alvo ou de outras pragas. Tal caracterstica denominada seletividade. Essa seletividade pode ser inerente ao produto (seletividade fisiolgica), ou seja, mesmo quando aplicado onde o inseto benfico se encontra, no causa mortalidade ou causa um nvel muito baixo de mortalidade.

    A seletividade tambm pode ser ecolgica, quando a aplicao

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