O Que É Um Avivamento, por Charles Haddon Spurgeon

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  • O QUE UM

    AVIVAMENTO?

    C. H. SPURGEON

  • Issuu.com/oEstandarteDeCristo

    Traduzido do original em Ingls

    What is a Reavival?

    By Charles Haddon Spurgeon

    Via: Spurgeon.org

    Traduo por Camila Almeida

    Reviso e Capa por William Teixeira

    1 Edio: Maro de 2015

    Salvo indicao em contrrio, as citaes bblicas usadas nesta traduo so da verso Almeida

    Corrigida Fiel | ACF Copyright 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bblica Trinitariana do Brasil.

    Traduzido e publicado em Portugus pelo website oEstandarteDeCristo.com, sob a licena Creative

    Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International Public License.

    Voc est autorizado e incentivado a reproduzir e/ou distribuir este material em qualquer formato,

    desde que informe o autor, as fontes originais e o tradutor, e que tambm no altere o seu contedo

    nem o utilize para quaisquer fins comerciais.

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    O Que Um Avivamento? Por C. H. Spurgeon

    [Extrado de A Espada e a Esptula, dezembro de 1866]

    A palavra avivamento to familiar em nossas bocas como uma palavra caseira. Estamos

    constantemente falando e orando por um avivamento; no seria to bom sabermos o que

    queremos dizer com isso? Sobre os samaritanos nosso Senhor disse: Vs adorais o que

    no sabeis [Joo 4:22], que Ele no tenha que nos dizer: No sabeis o que pedis. A

    palavra avivar veste seu significado sobre sua fronte; seu significado vem do Latim, e pode

    ser interpretado assim: viver de novo, receber novamente uma vida que quase expirou;

    reacender a chama da centelha vital que quase foi extinta.

    Quando uma pessoa foi arrastada para fora de um lago aps quase afogar-se, os especta-

    dores tm medo de que ela esteja morta, e so ansiosos para saber se a vida ainda perdura.

    Os meios apropriados so usados para restaurar a animao; o corpo esfregado, os

    estimulantes so administrados, e se pela providncia de Deus a vida ainda permanece no

    pobre barro, o homem resgatado abre os olhos, senta-se e fala, e aqueles em torno dele

    se alegram de que ele reviveu. Uma jovem tem um desmaio, mas depois de um tempo ela

    retorna conscincia, e ns dizemos ela revive. A luz tremulante da vida em homens

    moribundos de repente reacende, em intervalos, com brilho incomum, e aqueles que esto

    assistindo ao redor da cama do doente dizem sobre o paciente: ele revive.

    Nestes dias, em que os mortos no esto milagrosamente restaurados, ns no esperamos

    ver o avivamento de uma pessoa que est totalmente morta, e ns no poderamos falar

    sobre reviver uma coisa que nunca viveu antes. claro que o termo avivamento s pode

    ser aplicado a uma alma vivente, ou que j viveu alguma vez. Pois, ser avivado uma bn-

    o que s pode ser apreciada por aqueles que tm algum grau de vida. Aqueles que no

    tm vida espiritual no so, e no podem ser, no sentido mais estrito do termo, os sujeitos

    de um avivamento. Muitas bnos podem vir para o no-convertido em consequncia de

    um avivamento entre os Cristos, mas o prprio avivamento tem relao apenas com

    aqueles que j possuem vida espiritual. Deve haver vitalidade em algum grau, antes que

    possa haver uma ativao da vitalidade, ou, em outras palavras, um avivamento.

    Um verdadeiro avivamento deve ser buscado na igreja de Deus. A prola do avivamento

    s pode ser encontrada no rio da vida graciosa. Foi dito que um avivamento deve comear

    com o povo de Deus; isso muito verdadeiro, mas no toda a verdade, pois o prprio avi-

    vamento deve terminar bem como comear ali. Os resultados do avivamento se estendero

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    para o mundo exterior, mas o avivamento, estritamente falando, deve estar dentro do crculo

    da vida, e deve, portanto, essencialmente, ser apreciado pelos possuidores da piedade vi-

    tal, e somente por eles. No esta uma viso sobre o avivamento bastante diferente daque-

    la que comum na sociedade; mas no algo manifestamente correto?

    um fato triste que muitos dos que so espiritualmente vivos precisam grandemente revi-

    ver. Um homem com boa sade em cada parte de seu corpo, em uma condio vigorosa,

    no precisa reviver. Ele requer sustento dirio, mas reviver seria muito inadequado. Se ele

    ainda no alcanou a maturidade, o crescimento ser mais desejvel, mas um robusto jo-

    vem saudvel no carece reviver, isso seria desperdcio sobre ele. Quem pensa em reviver

    o sol do meio-dia, o mar em sua inundao ou o ano em seu auge? A rvore plantada junto

    aos ribeiros de guas, carregada com frutas no precisa estimular a nossa ansiedade pelo

    seu avivamento, pois sua fecundidade e beleza encantam a cada um. Essa deve ser a

    condio constante dos filhos de Deus. Alimentados e deitados em pastos verdejantes e

    conduzidos s guas tranquilas eles no devem sempre estar clamando, Emagreo, ema-

    greo, ai de mim! [Isaas 24:16]. Sustentados por graciosas promessas e enriquecidos com

    a plenitude que Deus entesourou em Seu Filho amado, suas almas devem prosperar e estar

    em sade, e sua piedade no deve precisar reviver. Eles devem aspirar por uma bno

    maior, uma misericrdia mais rica, do que um mero avivamento. Eles j tm as fontes bai-

    xas; eles devem seriamente buscar as fontes altas. Eles devem estar solicitando o cresci-

    mento na graa, o aumento de fora, para maior sucesso; eles devem ter escalado e subido

    do perodo em que eles precisam estar constantemente clamando: No tornars a vivificar-

    nos? [Salmos 85:6]. Pois, o fato de uma igreja estar constantemente precisando de aviva-

    mento uma indicao de muito pecado, pois se ela fosse s, diante do Senhor, permane-

    ceria na condio em que um avivamento ergueria seus membros. A igreja deve ser um

    campo de soldados, e no um hospital de invlidos. Mas h excessivamente grande diferen-

    a entre o que deveria ser e o que , e, consequentemente, muitos do povo de Deus esto

    em um estado to triste que a orao muito mais apropriada para eles por avivamento.

    Alguns Cristos esto, espiritualmente, apenas quase mortos. Quando um homem desceu

    em um tonel ou em um poo cheio de ar contaminado, sim, no se maravilhe de que quando

    ele for retirado mais uma vez, ele esteja meio morto, e necessita urgentemente ser reavi-

    vado. Alguns Cristos, para a sua vergonha isso falo, descem em tal companhia mundana,

    e em tais princpios profanos, e tornam-se to carnais, que, quando so erguidos, pela

    graa de Deus, de sua posio de retrocesso, eles carecem de avivamento, e precisam

    mesmo que a sua respirao espiritual seja como que novamente soprada em suas narinas

    pelo Esprito de Deus.

    Quando um homem decide ficar com fome, continuando por muito tempo sem comida,

    quando ele est, dia aps dia, sem um pedao de po entre os lbios, ns no nos maravi-

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    lhamos que o cirurgio, encontrando-o em extremos, diga: Este homem enfraqueceu seu

    organismo, ele est muito fraco, e precisa reviver. Claro que ele precisa, pois ele imps

    esta dieta a si mesmo, trazendo sobre si um estado de fraqueza. No existem centenas de

    Cristos vergonhoso que isso seja assim! que vivem dia aps dia sem se alimentar

    da verdade da Bblia? Deve ser adicionado, sem real comunho espiritual com Deus? Eles

    nem sequer assistem aos servios noturnos semanais, e eles so ouvintes indiferentes no

    dia do Senhor. extraordinrio que eles precisem reviver? No verdade de que eles

    fazem esta carncia ser muito mais desonrosa para si mesmos e angustiante para seus

    irmos verdadeiramente espirituais?

    H uma condio de esprito que ainda mais triste do que qualquer uma das duas acima

    mencionadas; um declnio profundo, gradual, mas certo de todos os poderes espirituais.

    Olhem para o homem tuberculoso, cujos pulmes esto deteriorando, e em quem a energia

    vital est diminuindo; doloroso ver o desfalecimento que ele experimenta aps o esforo,

    e o abatimento geral que se espalha sobre o seu corpo debilitado. Muito mais triste para o

    olho espiritual o espetculo apresentado por tuberculosos espirituais que em alguns

    lugares se encontram, em todos os lados. O olho da f fraco e escurecido, e raramente

    pisca com santa alegria; o semblante espiritual oco e afundado com dvidas e medos; a

    lngua de louvor est parcialmente paralisada, e tem pouco a dizer para Jesus; a forma

    espiritual letrgica, e seus movimentos esto longe de ser vigorosos; o homem no est

    ansioso para fazer qualquer coisa por Cristo; um horrvel entorpecimento, uma terrvel in-

    sensibilidade veio sobre ele; ele na alma como um preguioso em dias quentes de vero,

    que acha ser trabalho rduo o deitar na cama e afastar as moscas do rosto. Se esses tuber-

    culosos espirituais odeiam o pecado, eles fazem isso to fracamente que algum poderia

    temer que eles, antes, o amam. Se eles amam a Jesus, to friamente que um ponto de

    questo saber se eles amam de algum modo. Se eles cantam os louvores de Jeov, isso

    muito triste, como se os aleluias fossem hinos fnebres. Se eles lamentam por causa do

    pecado apenas com o corao meio quebrantado, e sua dor superficial e pouco prtica.

    Se eles ouvem a Palavra de Deus, nunca so agitados por ela; o entusiasmo um luxo

    desconhecido. Se eles se deparam com uma verdade preciosa, no percebem nada de

    especial nela [...]. Eles atiram-se para trs sobre o sof encantado da preguia, e enquanto

    eles esto cobertos de trapos, sonham sobre riquezas